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11. Capítulo XI


Fic: Na escuridão da sua ausência


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Capítulo Onze

I know someday you'll have a beautiful life,
(Eu sei que um dia você terá uma vida maravilhosa,)
I know you'll be a star in somebody else's sky
(Eu sei que você será uma estrela no céu de outro alguém)

:.: Sábado à tarde, como de costume, Rony saía mais cedo de seu serviço. Sempre ia trabalhar descontente em dias como esse, pois eram horas a menos para passar com sua esposa. Já tinha conseguido mudar de horário com um amigo do serviço para trabalhar uma hora a mais em dia de semana, ficando assim livre de serviços no sábado. Mas esse novo horário só passaria a valer a partir do mês seguinte.
Gostava de sempre estar agradando sua esposa que, agora grávida, ficara muito mais manhosa. Rony sempre comprava para Hermione lírios, sua flor preferida, e doces. Ele não achava muito saudável a esposa comer tanto doce, mas ela sempre dizia que "Jonathan era muito guloso".
Jonathan. Este era o nome que Mione havia decidido pôr. Rony nem pôde dar palpite.
- Sou eu que vou sofrer a dor do parto então nada mais justo que EU escolha o nome do bebê - Hermione dissera uma vez e Rony achou melhor não contestar. Além do mais, Rony havia adorado o nome. Ele só não entendia a convicção que Mione tinha de que seria um menino.
No caminho de casa, Rony comprou o buquê com lírios e passou em uma loja cheia de guloseimas, comprando, também, os docinhos preferidos de Hermione. Sábado à noite era o momento que mais gostava, pois podia ficar com a esposa sem se incomodar com mais nada.
Chegou em casa, no horário de sempre, e começou a chamar a amada.
- Cheguei, amor! - disse, largando a maleta no sofá. - Adivinha o que eu trouxe para a minha barrigudinha preferida.
Neste instante, Rony reparou que a casa estava ligeiramente desarrumada: sofá fora do lugar, livros jogados no chão, poltrona virada. Era estranho, pois Hermione sempre fora muito organizada. Começou, então, a se preocupar.
- Mione? - chamou em um tom de alarme, indo em direção à cozinha.
Chegando lá viu que Hermione estava esfregando sua roupa, à altura do ombro, na torneira da pia. Rony se sentiu aliado ao ver que ela estava bem, mas no segundo seguinte notou uma expressão de choque no rosto da esposa.
- O que houve, Mione? - Rony começou a se preocupar novamente.
- Nada, Rony, só deixei cair um pouco de molho na minha roupa enquanto fazia comida... - Hermione disfarçou. - É só isso.
Rony se aproximou de Mione, pois notara que estava mentindo. Tirou a mão dela do ombro e viu que a mancha vermelha não era de molho, mas sim de sangue.
- Mione, isso é sangue! - disse, alarmado.
- Já disse, Rony, que isto é molho - Hermione falava irritada agora. - Ande, saia da cozinha que eu ainda preciso terminar de fazer a comida.
Rony saiu da cozinha, ainda preocupado, sendo empurrado por Mione. Não havia engolido a história de molho, mas sabia que não adiantaria insistir com ela. Foi até a sala e então se lembrou que, além da mancha suspeita no ombro, havia a bagunça na sala. Parecia que havia tido uma briga ali. "O que será que houve?", pensou, intrigado. :.:
O veredicto estava para ser dado. Rony não agüentava de tanto nervosismo. Roia as unhas e batia os pés fortemente no chão. Set, que estava sentado ao seu lado, percebeu o nervosismo de seu cliente e tentou tranqüilizá-lo, mas foi em vão. Nada poderia fazer Rony ficar calmo.
Todos no tribunal estavam esperando alguns senhores que ainda faltavam dentre eles: Alden Domus. Rony ficaria muito feliz se seu Aparador de Utopia não viesse, mas para sua falta de sorte viu Domus entrar na sala. Parecia tranqüilo e com um olhar confiante.
- Não gosto do jeito que Alden Domus olha para mim. Não entendo como ele pode ser Aparador de Utopia, Set - disse Rony no ouvido de seu Pescador de Ilusões.
- Ele é uma ótima pessoa. O problema é que você só o vê formalmente, então fica tendo má impressão dele. Não se preocupe, Rony, só faremos o que é justo - completou com seu angelical sorriso. Rony só desejou, naquele momento, que o justo fosse ser absolvido.
O senhor de branco que parecia ser o responsável pela ordem do julgamento havia acabado de chegar. Neste momento, todos na sala se levantaram e ouviram este mesmo homem dizer que estava aberta a sessão de veredicto de Ronald Weasley.
- Para as considerações finais gostaria que a defesa e a acusação dessem umas poucas palavrinhas. Como de costume - e concluiu. - Sr. Vigme?
Set se levantou e foi para o centro das mesas, que formavam uma meia lua.
- Já lhes falei e mostrei que meu cliente tinha um bom coração. Sua vida foi cheia de aventuras e, por diversas vezes, ele cometeu atos heróicos para salvar sua família e amigos. O seu único erro grave foi ter tirado sua própria vida. Não estou dizendo que não devemos considerar este fato, muito pelo contrário. Só acho que não devemos descartar a vida íntegra que o Sr. Weasley teve - disse pausadamente e com aquele tom de confiança na voz que Rony tanto gostava. - Somos aqui todos pessoas justas, senhores. Não acredito que possa passar na mente de vocês que meu cliente deva passar toda a eternidade no País das Trevas... Não seria correto e sei que vocês sabem disso.
Set continuou suas "palavrinhas" finais por mais alguns minutos. Quando acabou lançou a Rony um olhar como quem pergunta se fez um bom trabalho. Rony, apesar do nervosismo, sabia que seu Pescador de Ilusões fora muito bem.
Alden Domus foi anunciado e já começara seu discurso final contra Rony.
- Que Ronald Weasley tenha sido boa pessoa eu não duvido. É importante frisarmos aqui que o ato final dele, o de sua morte, é o que mais está pesando neste julgamento. Estranha-me muito que meu caro colega, Set Vigme, esteja convicto a aceitar este crime. Sabemos que suicídio é crime! Não há justificativas para um absurdo desse - Domus estava extremamente alterado. - Não é certo deixarmos este Chia ser absolvido, já que se matou deixando uma inocente criança sozinha. Não é justo aceitarmos isso!
Rony estava completamente apavorado com o discurso de seu Aparador de Utopia, já que ele parecia convicto no que dizia. Sentia que todos na sala o avaliavam de forma negativa. "Talvez eu mereça pagar pelos meus erros mesmo."
- Foi puro egoísmo da parte do Sr. Weasley ter se matado e, com isso, ter marcado para sempre a vida de seu filho. Filho que, por sinal, ele não ama - ao ouvir isso Rony percebeu que realmente não era justo ser tratado desta maneira. Ele amava, sim, seu filho. Amava e ainda ama. E não foi por egoísmo que Rony se matara, foi por não suportar a dor da perda de Hermione. Sabia que não era certo ter cometido suicídio, mas estava arrependido. "Será que não tenho direito de me arrepender?"
- Agora que o Pescador de Ilusões e o Aparador de Utopia já disseram suas últimas palavras vamos colher os votos dos aqui presente - disse o senhor de branco.
Todo nervosismo voltou a tomar conta de Rony. Não era possível que o destino de toda sua eternidade seria decidido ali, naquele instante. Será que não haveria outra saída? Tudo que fizera para ajudar Harry na luta contra Voldemort não contava? Começou a pensar somente coisas ruins... Não podia deixar ser condenado sem nem ao menos dizer seu lado nesta história toda.
- Esperem! - disse Rony, surpreendendo a todos. - Eu gostaria de dizer umas palavras.
- Mas isso não é correto! - Alden Domus se manifestou. - É um abuso esse Chia querer falar no julgamento.
- Talvez não haja nada de errado em deixar meu cliente falar um pouco - disse Set Vigme. - Ele ouviu o que disse contra ele e agora é a vez de se manifestar.
- É contra as regras! - disse mais uma vez o Aparador de Utopia.
- Qual o problema, Domus? Está com medo de que sua acusação tenha sido fraca? - Set desafiou.
Rony adorou a pergunta que Set fez, principalmente porque não esperava isso vindo dele. Alden Domus ficou alguns minutos calado, talvez ofendido pelo que Set havia dito. Então se sentou lentamente em sua cadeira e fez um gesto com as mãos para que Rony falasse.
- Algum dos senhores tem algo contra meu cliente se pronunciar? - Set perguntou a todos ali presentes. - Como ninguém se manifestou contra suponho que o Sr. Weasley tem permissão para falar. - e sentou-se, lançando a Rony um sorriso angelical.
- Bom, não sei o que falar... - neste momento Alden Domus deu um muxoxo. - Mas tentarei fazer com que os senhores saibam que não fiz nada por mal. Eu amo muito minha esposa. Amo-a mais do que a mim mesmo. No momento em que me vi sem ela eu perdi minha cabeça. Achei que não valia a pena viver e que não haveria nada mais que eu pudesse amar. Mas aqui no Limbo eu tive a oportunidade de ver meu filho e percebi que existe algo que posso amar. Eu amo o Jonathan! Amo-o muito. Arrependo-me do fundo da minha alma pelo que fiz a ele. Gostaria de poder voltar no tempo e refazer tudo que causei. Queria poder tocá-lo, abraçá-lo e dizer o quanto eu o amo e o quanto eu e Hermione fomos felizes com sua existência - lágrimas escorriam pelo seu rosto. - Eu estou muito arrependido de ter me matado. Sei que isso é um crime gravíssimo. Se acharem correto me condenar por este crime, eu aceito, mas, por favor, não me condenem por achar que não amo meu filho. É só o que vos peço.
Todos, com a exceção de Alden Domus, lançavam a Rony um olhar compreensivo. Parecia que haviam entendido que Ronald Weasley realmente amava Jonathan. Rony ficou feliz ao perceber isso, pois conseguira passar aos demais o que sentia por seu filho. Apesar de tudo isso havia a acusação de suicídio e essa não seria nada fácil de aliviar. "Pelo menos sei que eles entenderam que amo meu filho."
- Se o Sr. Weasley já terminou podemos começar a colher os votos para o veredicto - disse o senhor de sempre.
- Você falou muito bem - disse Set no ouvido de Rony quando voltou a se sentar. - Boa sorte - completou com seu sorriso único.
Esta era a hora. Agora seria decidido seu destino. Toda sua vida seria julgada ali, naquele exato momento, mas estava tranqüilo. Não estava mais com medo, sabia que só teria o que merecia. Deitou a cabeça nos braços para buscar acalento na escuridão de seus olhos e esperou o veredicto ser dado.
O primeiro senhor, que estava sentado em uma das extremidades das mesas, levantou-se.
- Inocente - disse pouco antes de se sentar novamente.
Rony, neste instante, levantou sua cabeça, acordando assim de seus pensamentos. Um a um, todos da sala foram levantando e dizendo em alto e bom som a palavra "Inocente".
- Inocente - disse Set antes de lançar a Rony um sorriso maior do que todos os anteriores.
Rony não estava acreditando no que ouvia. Estavam lhe inocentando!
Quando chegou a vez de Alden Domus dar seu veredicto Rony pensou ter visto um brilho no olhar de seu Aparador de Utopia.
- Inocente - Domus disse, surpreendendo Rony.
- Não te disse que ele não era má pessoa? - disse Set no ouvido de Rony após ouvirem o que Domus acabara de dizer.
Fora inocentado! Rony estava em êxtase. Todo aquele pesadelo havia acabado e agora ele poderia estar com Mione. Só era uma pena não poder estar com seu filho também.
- Precisamos decidir para onde mandaremos o Sr. Weasley agora que ele foi inocentado - disse o senhor organizador.
- Não seria correto darmos a ele cargos altos, já que ele escapou por pouco da condenação - um dos presentes disse.
- Por pouco não, ele se mostrou um homem íntegro e nós o julgamos corretamente - disse Set.
- Talvez ele deva ficar aqui no Limbo mesmo. Há muito serviço aqui - manifestou-se um outro senhor.
- Que absurdo. Vocês agora quando não têm outro lugar para mandar os inocentados os deixam aqui. É muito cômodo a vocês, não é mesmo? - um outro senhor disse.
Rony notou que acabara de começar uma pequena discussão, pois havia muitas controvérsias a respeito de onde ficaria para o resto da eternidade. Nenhum deles parecia concordar com o que o outro dizia.
- Esperem senhores - disse Domus em alta voz, fazendo assim com que todos se calassem. - Há uma saída que satisfará a todos aqui presentes, inclusive o Sr. Weasley.
"Realmente me enganei com Alden Domus. Ele até que é boa pessoa... Mas qual será a idéia dele?"
- Ronald Weasley disse que gostaria de poder voltar no tempo e refazer tudo que fez - Domus disse, muito sério. - Pois então por que não o mandamos de volta para a vida?
- Mandar de volta para a vida? - Rony pensou alto.
- Não sei se essa seria a melhor opção - disse um dos senhores.
- Claro que seria - Domus estava mais agitado agora. - Ele poderia voltar a viver a partir do dia de sua morte, sem nem se lembrar do que houve aqui. Ele terá muito tempo para passar com seu filho. Não era isso que você tanto queria? - finalizou, olhando para Rony.
É claro que Rony queria isso. Passar anos com seu filho, vê-lo crescer, ouvi-lo lhe chamar de papai, estar sempre presente... Sim, queria muito estar com Jonathan.
- Eu concordo com Domus - disse Set. - O que os senhores acham?
Todos pareciam estar confusos, mas a opção de deixar Rony voltar a vida parecia ser uma grande saída. Aos poucos todos começaram a assentir.
- Então, Ronald Weasley será mandado de volta a Terra e terá uma segunda chance - disse o senhor de sempre. - Espero que o Sr. não desperdice esta oportunidade, hein? - completou, olhando para Rony.
Não desperdiçaria! Aproveitaria cada momento de vida para ser o melhor pai do mundo.
- Tenho o julgamento de Ronald Weasley finalizado... Desta vez.
Todos os senhores da sala estavam agora com seus semblantes leves e Rony pôde perceber que eles não gostavam de estar julgando pessoas, era apenas seu trabalho. Muitos vinham cumprimentar Rony e Set antes de sair. Davam parabéns ao Pescador de Ilusões pela boa defesa.
- Quem merece os créditos é ele aqui - dizia, passando o braço por sobre o ombro de Rony. - Ele sim merece os parabéns. Os parabéns por ter sido uma grande pessoa em vida.
- Parabéns! - ouviram uma voz vindo de suas costas.
- Obrigado Sr. Domus. - disse Rony ao se virar.
- Me chame de Alden, já que agora você não é mais um Chia - disse com uma voz suave. Não parecia ser o mesmo Alden Domus de antes.
- Você fez um bom trabalho também - disse Set.
- É, pena que meu acusado é uma grande pessoa - disse, dando um soquinho no ombro de Rony. - Bom, eu vou dar uma passada no pub perto daqui antes de voltar para outra sessão. Vocês não gostariam de ir?
- Temos de voltar para o sobradinho antes do Rony fazer a passagem de volta - disse Set.
- Obrigado, Alden - disse Rony. - Obrigado por ter dado a idéia de eu voltar a Terra. Não sabe o quanto isso é importante para mim.
- Somos todos justos aqui - Domus parecia ter ficado feliz ao ouvir aquilo. - Bom, tenho que ir. Boa sorte em sua vida, Rony. E por favor: não cometa mais suicídio, okay?
- Nunca mais! - disse Rony com um largo sorriso.
Era uma pena que não poderia se lembrar das pessoas que conheceu no Limbo assim que voltasse a vida. Sentiria saudades de Set, Sabe e até de Alden Domus. Mas, apesar da saudade que sentiria, não queria voltar para aquele lugar tão cedo. Queria pelo menos aproveitar bastante sua vida antes de voltar para o Limbo.
Quando já estavam indo para o sobradinho, Rony se lembrou que se voltasse para a Terra não veria Hermione tão cedo.
- Set, você soube de alguma coisa sobre minha esposa? - Rony perguntou, esperançoso.
Set lançou-lhe um olhar incompreensível.
- Eu falei com uns amigos meus e descobri que o julgamento da Sra. Weasley terminou faz mais de 30 quimeras.
- E então? - estava ansioso para saber qual sentença ela havia recebido.
- Ela foi inocentada e, neste momento, deve estar brilhando no céu. Ela virou uma estrela.
- Uma estrela? - Rony sabia que isto significava que ele não a veria mais, mesmo que fosse para a Terra da Luz. Mas não pôde deixar de ficar feliz. Tornar-se uma estrela era uma grande vitória.
- Só as melhores pessoas viram estrela. Ela deve ter feito uma grande obra em vida para merecer isso - finalizou.
Rony, apesar da felicidade por saber que ficaria com seu filho e que Mione fora inocentada, estava triste. Fizera tudo o que fez para poder ver Hermione mais uma vez e agora sabia que nunca mais a veria. Realmente nada saíra como planejara.
- Amigo! - disse Sabe assim que Rony chegou no sobradinho. - Fui inocentado! Vou ser Guardião de Sonho, sabe? Não é fantástico?
- É, Sabe. Eu realmente fico feliz com isso.
- E seu julgamento? O que houve?
- Fui inocentado. Vou poder voltar a Terra e viver minha vida à partir do momento da minha morte.
- Que bom, amigo! Você vai poder cuidar de seu filho. Você deve estar muito feliz, sabe?
- Estou. Pena que não poderei ver minha esposa novamente. Ela virou estrela.
- Ah... Eu sinto muito, sabe?
- Não, não sinta. Ela deve estar muito feliz e mereceu estar lá - e completou, olhando para Sabe e Set, que estava ao seu lado. - Será que posso ficar um pouco sozinho antes de voltar a vida?
- Claro, depois passo aqui para levá-lo.
- Adeus amigo - disse Sabe enquanto abraçava Rony. - Nunca me esquecerei de você, sabe?
- Não posso dizer o mesmo, já que assim que eu voltar a vida não me lembrarei de nada daqui. Mas saiba que você foi um grande amigo. Obrigado por tudo, Sabe.
Precisava ficar sozinho. Precisava assimilar a idéia de nunca mais veria Hermione. Como era possível tudo acontecer desta forma, tudo tão inesperado? Sabia que seria maravilhoso estar com seu filho, mas ficar sem Mione lhe doía na alma. Não sabia se suportaria a idéia, mas sabia que pelo menos enquanto fosse vivo pensaria que poderia vê-la um dia. Isso o animou... Viver em uma ilusão talvez fosse melhor do que viver na escuridão da ausência de seu grande amor.
Começou a chorar, lágrimas que misturavam tristeza e esperança. Seu filho lhe traria a felicidade que lhe fora tomada a partir do momento da morte de Hermione. Precisava ser feliz, nem que fosse um pouco, e seu filho faria isso.
Notou que perdera a noção do tempo. Ficou quimeras deitado, esperando Set vir buscá-lo, somente pensando em como seria sua vida.
Sentiu uma vontade de ver seu filho mais uma vez antes de voltar. Lembrou-se que precisava se concentrar no que queria. Queria ver seu filho agora.
O lugar parecia uma biblioteca. Um lugar muito familiar a Rony: biblioteca de Hogwarts. Madame Pince ainda era a bibliotecária e continuava com a mesma aparência, somente um pouco mais velha.
Em uma das mesas estavam sentadas duas pessoas. Uma garota magra, loira e de cabelos lisos na altura do ombro. E o outro era um rapaz de cabelos e olhos castanhos, aparentava ter seus onze anos. Era Jonathan. Rony jamais confundiria estes olhos castanhos, tão parecidos com os de Mione, em lugar nenhum.
- Não acho nada nestes livros, Jonathan - disse a garota.
- Não é possível. Deve haver alguma coisa aqui sobre esta maldita poção. Não acredito que não existam publicações sobre ela aqui - Jonathan falava enquanto folheava freneticamente algumas páginas de livros.
- Fale baixo, Jona. Quer que todos ouçam? - a garota disse em um tom de repressão. E completou, falando baixo. - Eu te prometo que acharemos a cura. Confia em mim.
Neste momento, os dois foram surpreendidos com a chegada de um homem alto, com uma cicatriz no lado direito do rosto e de cabelos loiros quase platinados, que Rony conhecia muito bem.
- Professor Malfoy? - disse Jonathan enquanto fechava rapidamente o livro que estava folheando a pouco.
- Vejo que estão estudando. Presumo que seja algo sobre minhas aulas, já que têm muitos livros de poções aqui - dizia com sua voz arrastada de sempre.
- Estamos estudando para a prova, professor - disse a garota, escondendo também seus livros.
- Mas minha prova será daqui a três semanas, Srta. Mclean - disse com um sorrisinho cínico no rosto. - Não sabia que eram tão esforçados.
- Pois é, né? - disse Jonathan impacientemente. - Mas nós já terminamos. Então, se nos dá licença professor, precisamos ir - disse, levantando-se e arrastando a garota ao seu lado.
Jonathan e a loira já estavam a caminho da saída, com alguns livros nos braços, quando ouviram Malfoy dizer:
- É impressionante a semelhança que você tem com sua mãe, Sr. Weasley.
Jonathan ficou parado alguns minutos antes de se virar. Rony estranhou a maneira que Malfoy pronunciou esta última frase. Foi de maneira séria, sem ser irônico.
- O que sabe sobre minha mãe?
- Mais do que imagina - Malfoy falou seriamente, - Eu pude conhecê-la melhor depois que ela se tornou professora aqui em Hogwarts.
- Professora de Defesa Contra as Artes das Trevas... Eu sei - disse um pouco impaciente e já se aproximando novamente de seu professor.
- Realmente ela foi professora de Defesa Contra as Artes das Trevas e, como todos, deu aula apenas um ano aqui em Hogwarts - disse enquanto olhava firmemente para os olhos de Jonathan. - Ela e seu pai eram da Grifinória e eu da Sonserina e, como pode presumir, sempre fomos rivais. Mas no nosso último ano aqui ela fez algo por mim que nunca esquecerei - disse de uma maneira suave. - Granger era uma boa bruxa.
Jonathan olhava incrédulo para o professor. Nunca imaginara que conhecesse sua mãe. Rony não estava o reconhecendo. Não parecia o Malfoy de sempre. "O que ele quis dizer com tudo isso?", indagou.
Rony foi "acordado" com batidas na porta. Pelo tempo que passara ali sabia que era Set vindo buscá-lo. Estava na hora de voltar a viver e encarar tudo novamente. A dor da perda de Hermione, as amargas lembranças do triste nascimento de seu filho. Tudo voltaria à tona, mas estava preparado. Estava confiante, pois sabia que faria de tudo para compensar os erros que cometera.
Encaminhou-se até a porta imaginando como seria feita a passagem. Concluiu que voltaria a vida no momento mais crítico, pois tinha acabado de renegar Jonathan. Viveria com este remorso.
Ajeitando suas vestes abarrotadas, abriu a porta. Neste instante seu olhar parou na figura a sua frente. "Não é possível", pensou.

NA: Após pensar muito sobre como terminar minha fic eu decidi que ela terá uma continuação. O que vocês acham? Deixa eu explicar o porquê desta decisão. Antes de começar a escrever a fic eu tinha todo o enredo bolado na minha cabeça, mas quando comecei a escrever a fic saiu maior do que eu esperava e eu acabei não conseguindo passar a estória que eu queria. A próxima fic seguirá o mesmo padrão desta: songfic dividida em capítulos, cenas no Limbo, cena com os vivos e flashbacks. Tudo que ficou "meio no ar" terá uma explicação, fiquem tranqüilos. Bom, vou ficar esperando os e-mails de vocês, até de quem nunca me mandou e-mail antes (sempre existe uma primeira vez, né?). Beijinhos, Jaqueline Granger

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