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10. CAPITULO X


Fic: O Caubói Milionário - UA - HH


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Ops... foi mal meninas, mas no meio dessa correria da entrega do meu tcc e agora da montagem da apresentação acabei naum postando por tempo de mais... mil desculpas... e tbém acabei naum avisando q a fic tava terminando... é só mais esse capítulo e um pekeno epílogo...

Anônimo: acho q vai gostar msm... os meninos realmente são uns fofos, neh...

Nick Granger Potter: e que avanço (beijo), neh...

**RE**: "é praticamente uma brastemp" ashahshashashasha... a declaração vc tem agora...

Hermione.Potter: auto controle até de mais, neh... eu tbém naum aguentaria...

Andréa Pismel da Silva: o deixar pra amanã vai render... os meninos se esforçaram mesmo, neh (até de mais)... é, o Harry é bem certinho msm...

Andréa Pismel da Silva: Bem vinda aki tbém... tem razão, ainda bem que naum lembraram do google... hehehe... bom saber q tah gostando...

Jéssy Nefertari: com certeza sutileza naum é o forte deles... mas como vc msm disse, eles só qrem ajudar...

Bjus a tdas...

Vlw por lerem e por comentarem... é sempre ótimo saber q vcs estão gostando...

.

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Na manhã seguinte, os primeiros raios de sol estavam apenas apontando através das janelas, quando Hermione ouviu a porta da frente da casa de Harry se abrir. Saindo do quarto, ela vestiu o robe dele e foi para a sala de estar.
Ele estava finalmente em casa.
Ficara fora a noite toda. Ela sabia, pois ficara acordada até de madrugada, esperando pelo retorno dele. Finalmente, um pouco antes do sol nascer, ela pegara no sono. Mas não durara muito. O coração disparou e ela se sentiu culpada. Ele parecia exausto. Sem dúvida passara a maior parte da noite trabalhando para com¬pensar o fim de semana que perdera, ajudando-a em Dallas.
— Bom dia — sussurrou ela.
Quando Harry fechou a porta silenciosamente, olhou para ela, sorriu e murmurou:
— Bom dia.
— Como você está? — perguntou ela.
— Bem, agora que estou lhe vendo.
Hermione sentiu um calor na nuca. Sempre o perfeito cavalheiro.
— Você dormiu? Harry deu de ombros.
— Um pouco.
Ele provavelmente trabalhara como um escravo em uma cadeira desconfortável enquanto ela o privara de sua cama. Sentindo-se envergonhada com o olhar fixo dele, apontou para a cozinha.
— Quer tomar café? Posso fazer um.
— Não, obrigado. Preciso muito falar com você.
— Certo — ela engoliu em seco.
Alguma coisa no tom de voz dele a deixou nervosa. Ela esperou pelo inevitável. Será que ele finalmente perdera a paciência com todo aquele jogo? Mas não o culparia. Aproveitara-se demais de sua boa vontade e ele fora maravilhoso. Mas agora lá estava ela, invadindo o território dele. Era hora de partir. Faria as malas ime¬diatamente. Minerva ficaria radiante quando soubesse que volta-riam para casa.
Os lábios de Hermione tremeram quando retornou o sorriso dele.
— Sobre o que você precisa falar comigo?
— Bem, tenho que lhe dizer algumas coisas importantes. Mais tarde. Quando tivermos algum tempo a sós. Longe de todos.
Ela assentiu de cabeça baixa.
— Está bem.
Como se percebendo o desconforto dela, Harry cruzou a sala e pegou-lhe as mãos.
— Mas antes preciso lhe dizer uma coisa que não dá para esperar.
Hermione tentou engolir, mas os músculos de sua garganta es¬tavam apertados.
— Hum-hum.
Harry levantou as mãos dela e as colocou sobre seu coração. Ele a olhava fixamente, procurando por algo que ela não pôde decifrar.
— Hermione... — ele fez uma pausa e fechou os olhos. — A noite toda questionei-me se deveria ou não lhe contar isso agora. Mas devido a natureza de nosso relacionamento, não posso esperar mais...
Oh, não. O coração dela disparou. Devido a natureza de nosso relacionamento. O que significava aquilo? Alguma coisa no olhar de Harry a fez saber que ele podia ler seu coração. Sabia que ela estava apaixonada e o sentimento não era mútuo. Um zumbido soou em seus ouvidos e ela achou que iria desmaiar. Fale logo, teve vontade de gritar. Acabe com isso de uma vez.
— Sim? — sussurrou ela.
— Hermione, lamento, mas me apaixonei por você.
Ela pôde ouvir aquelas palavras com perfeição, mas não conse¬guia entender. O que era então aquela expressão de sofrimento no rosto dele?!
— Oh...
— Eu me apaixonei por você desde o primeiro momento que a vi no Tom.
— O quê?
O zumbido começou a diminuir. Ele acabara de falar o que ela escutara? Hermione o olhou perplexa, tentando compreender.
Harry continuou:
— Sei que você não está procurando por um relacionamento e respeito isso.
— Não! — exclamou ela. Aquilo não era verdade. Ela adoraria um relacionamento com ele.
— Certo. Eu entendo — ele suspirou, o sorriso melancólico. — Vejo que a fiz se sentir mal com essa conversa. Sinto muito. Eu apenas não conseguiria esperar nem mais um minuto para lhe contar a verdade. Pelo menos parte da verdade — ele acariciou-lhe as mãos. — Desculpe-me...
— Não! — Hermione o interrompeu enquanto a felicidade toma¬va conta de seu coração.
— Não?
— Não se desculpe — ela o olhou no fundo dos olhos. — Eu também o amo.
Quando a realidade das palavras dela o atingiram, a expressão de Harry iluminou-se.
— Você me ama?
— Eu te amo.
Por um longo momento, ele apenas a fitou, digerindo a revela¬ção, até que um pequeno e lento sorriso mostrou as covinhas. O coração que doía momentos antes, começou a acelerar. Um brilho inacreditável reluzia em seus olhos.
Com um gemido, ele soltou as mãos dela e a abraçou forte.
— Oh, Hermione — disse ele, carinhosamente. O calor invadiu o corpo dela quando seus lábios se encontraram e Harry a beijou com toda paixão. Rapidamente o beijo cresceu em intensidade. A respiração dele estava acelerada quando a encostou contra a parede da sala, aprofundando o beijo.
Uma onda de felicidade invadiu Hermione e ela desejou que o tempo parasse ali para sempre.
Um raio de luz solar passava através da janela, banhando-os com a luz mágica e quente da manhã. Do lado de fora, pássaros cantavam alegres e a brisa soprava gentilmente. Aquilo era o pa¬raíso. Nenhum dinheiro do mundo poderia comprar a felicidade que ela sentia naquele momento. Pobre Minerva. Como pôde ter jogado fora uma vida de felicidade e amor para dirigir uma empresa fria e sem sentimentos?
Harry afastou a boca dos lábios de Hermione apenas o bastante para dizer:
— Não quero ir trabalhar hoje.
Ela suspirou, a respiração misturado-se com a dele.
— Não quero que você vá.
— Eu podia avisar que estou doente e nós fugiríamos de todos.
Hermione deu uma risadinha. Sabia que ele estava brincando, mas a idéia era imensamente agradável.
— O que faríamos com vovó?
— Ela ainda não desistiu?
— Ela é obstinada.
Harry suspirou.
— Eu também. E falo sério sobre fugir — ele a olhou profun¬damente, segurando-a nos ombros e perguntou: — Você se casaria comigo?
Ela o encarou, de repente sentindo medo daquele homem ma¬ravilhoso. O homem que sabia a história da sua família e ainda a queria.
— Sim, mas você se casaria com alguém que é tonta o bastante para fugir de uma fortuna?
— Não me importo com o dinheiro, se você não se importar.
— Você sabe que não me importo — assegurou ela, deslizando as mãos pelos braços dele.
— Ainda tem umas coisas que preciso discutir com você, mas isso terá que esperar até mais tarde. Por que não vamos dar uma caminhada depois do jantar esta noite?
Ela sorriu.
— Para mim está excelente.
— Então está combinado.
Perdidos na felicidade da nova descoberta do amor mútuo, eles nem perceberam que não estavam mais sozinhos. Com a máscara na mão, Minerva saiu do quarto e olhou para eles.
— Vocês nunca se cansam de ficar se alisando?
— Bom dia, vovó — murmurou Harry sem tirar os olhos de Hermione.
Com um suspiro, Minerva foi para o banheiro. Antes de fechar a porta, falou em tom raivoso:
— Pare de me chamar desse nome horroroso.
Hermione se vestiu enquanto Harry tomou banho. Com a cabeça ainda girando e o coração doendo de tanta felicidade, conse¬guiu pôr o café da manhã na mesa. Harry ajudou, enquanto lhe dava um beijinho ou outro sempre que cruzava seu caminho na cozinha. A torrada queimou, o cereal ficou encharcado e os ovos duros, mas apenas Minerva parecia se importar.
Quando Minerva não estava reclamando sobre as acomodações, comentava sobre o comportamento doentio deles, dizendo que exa¬geravam nas demonstrações de carinho. Felizmente, logo após o café, Fuzzy e Red chegaram para levar Minerva e Hermione para o passeio pela fazenda. Chapéus na mão, eles cumprimentaram a todos.
— As damas estão prontas? — perguntou Fuzzy.
Minerva pegou a bengala e passou por ele, de nariz empinado, indo para a porta da frente.
— Acho que não tenho escolha. Embora acredite que qualquer coisa é melhor do que ficar sentada aqui, olhando esses dois se esfregarem.
Hermione tirou o óculos de sol da bolsa e deu um beijo de des¬pedida em Harry.
— Vejo você na hora do almoço.
— Não vejo a hora — relutante, ele a liberou.
— Sei que você já viu o lugar uma centena de vezes, Hermione — disse Fuzzy para o benefício de Minerva, enquanto a escoltava até a porta da frente. — Mas achamos que você gostaria de acom¬panhar a vovó.
— Parem de me chamar assim — gritou Minerva já na varanda. Harry puxou Red de lado e falou baixinho:
— Apenas certifique-se de não passar nos campos de petróleo ou na casa da sede.
— Fique tranqüilo — assegurou Red. — Já planejamos uma rota. Devemos chegar antes do meio-dia, e a essas alturas vovó já deverá estar pronta para voltar a Dallas.
— Certo. Bom passeio.
Harry assistiu pela janela quando Fuzzy acomodou a mulher mais velha no jipe de Paizão.
Hermione o amava. Ainda não podia acreditar em tamanha sor¬te. Agora tudo que tinha a fazer era lhe contar o resto da história e eles começariam a viver felizes. Uma felicidade que duraria para sempre. Assim esperava.

— Bem, foi horrível — reclamou Minerva quando apareceu na varanda da casa de Harry, após ter passado algumas horas saco¬lejando num jipe empoeirado. Tirando um estojinho do bolso, abriu-o, inspecionou sua aparência no espelho e passou um pouco de pó compacto nas bochechas o, no nariz. — Aqueles dois são certamente loucos.
Minerva estava se referindo a Fuzzy e Red, que haviam acabado de deixá-la lá e voltado aos escritórios para atender um recado urgente no bip de Harry. Aparentemente um touro tinha arre¬bentado a cerca e estava solto. Eram necessários todos os traba¬lhadores para laçar aquela criatura rebelde e valiosa.
— Tudo que posso fazer é agradecer a Deus por estar aqui de volta, sã e salva depois de ter me aventurado por esse fim de mun¬do — após passar o batom e um pouco de colônia, ela olhou para Hermione por baixo dos cílios postiços. — O que vem a seguir? Tortura chinesa?
Hermione sorriu quando foi para a ponta da varanda e ficou na frente da avó.
— Não é nada tão drástico. Assim que Harry voltar para casa, vamos levá-la para almoçar no restaurante do Tom.
— O que será que me espera, meu Deus?
— Ora, vovó, vai ser divertido. Você não disse que queria des¬cobrir por que gosto tanto de ser pobre?
— E ainda não descobri. Você não pode estar falando sério sobre abandonar Lindon House por isso.
— Mas estou. Mais do que nunca.
Antes que Minerva pudesse contestar, a porta da frente do escri¬tório se abriu, chamando a atenção delas. Um homem que parecia um duende, com um chapéu enorme, emergiu e foi para a estrada de cascalho, em direção ao luxuoso Land Rover que estava estacio¬nado em frente à casa de Harry. Quando o homem se aproximou, notou Hermione e Minerva sentadas na varanda e um amplo sorriso transformou seu rosto flexível.
— Como estão, madames?
Confusa, Hermione acenou para ele e olhou para Minerva. Não podia ter certeza, mas pela descrição de Harry, supôs que aquele deveria ser o Paizão.
— Bem, obrigada — respondeu ela, esperando que ele entrasse no Land Rover e fosse embora.
Essa sorte não aconteceu. Com ar amistoso, ele subiu os degraus da varanda.
— Vai ser um dia muito quente, hoje — declarou ele, tirando o chapéu e limpando a testa com um lenço quase do tamanho de uma toalha de mesa. — As senhoras não deveriam estar aqui fora nesse calor. É o bastante para derreter duas flores tão lindas quanto vocês — as pequenas botas andaram na direção de Minerva e ele estendeu-lhe a mão. — Sou Paizão Potter e a senhora deve ser... — ele olhou para Hermione e voltou-se novamente para Minerva. —, a avó de Hermione?
— Sim — assentiu Minerva.
— Bem, isso não é magnífico? — o Paizão alisou a mão dela e voltou-se para Hermione: — Olá, minha querida. É bom ver você.
— Olá, Paizão. É bom lhe ver também — Hermione relaxou. Harry devia ter explicado a situação ao tio. Ela olhou para o rosto amável do homem e imediata e inexplicavelmente ficou encantada por ele. — Acabamos de voltar de um passeio com vovó pela fazenda — explicou ela, retornando o abraço caloroso dele.
— O lugar não é lindo? — perguntou Paizão. Minerva bufou e não respondeu.
— Então, o que vocês duas estão fazendo sentadas aqui fora, sozinhas?
— Esperando por Harry. Ele vai nos levar para almoçar na cidade assim que chegar.
— Ah, que bom! Mas, queridas, ele vai demorar um pouco. Soube que ele e os homens estão tendo sérios problemas com um touro.
— Por que vocês duas não vão comigo até minha casa? Tem uma jarra de limonada fresquinha lá.
Hermione hesitou. Combinara encontrar com Harry ali. Porém, se lhe deixasse um bilhete ele saberia onde encontrá-la. E além disso, Paizão era encantador. E estava fazendo o papel de sogro com perfeição.
— Certo, uma limonada me parece maravilhoso — concordou ela, procurando algum sinal de recusa em Minerva. Pela primeira vez, não havia nenhum.
Quando Harry pôs os pés na varanda, seu excitamento em che¬gar em casa desapareceu e um sentimento de pavor preencheu todo seu ser. As coisas estavam quietas. Quietas demais. Apressado, abriu a porta e viu o pequeno pedaço de papel no chão.
O breve bilhete tinha a letra de Hermione.

Olá, querido.
Paizão passou por aqui e nos convidou para ir à casa dele tomar uma limonada
Encontre-nos lá para irmos no Ned
Com amor,
Hermione


Uma aflição imediata invadiu Harry. Elas estavam na mansão. E Paizão era o único que não sabia da aversão de Hermione por dinheiro.
Com o coração acelerado, desceu os quatro degraus da varanda num só salto e entrou na caminhonete. Cantando pneus, dirigiu-se para a mansão da Círculo BO.

— Todos os meus filhos e sobrinhos administram a fazenda por um tempo, antes de entrarem nos negócios internacionais da Potter — declarou Paizão. — O ano que vem, como Harry deve ter lhe contado, ele estará assumindo o cargo de diretor da empre¬sa. Ele também cuidará, como grande executivo, de duas das com¬panhias de petróleo do pai dele.
Completamente atordoada, Hermione permitiu que seu olhar passeasse pelo aposento onde ela e Minerva estavam sendo servidas de limonada em copos de cristal. A suntuosa biblioteca, com corti¬nas de veludo e esculturas de bronze, era ainda mais impressio¬nante do que a de Minerva. A casa inteira, uma enorme mansão em estilo colonial, era de tirar o fôlego.
Poucos minutos atrás, quando Paizão entrara com o Land Rover na alameda arborizada, Hermione não acreditara que aquela casa era dele. Não podia ser dele.
Pilares, como sentinelas imponentes, iam do solo até o segundo andar da casa. A fantástica área em volta era pontilhada com mais de uma dúzia de outras casas charmosas, incluindo os alojamentos dos empregados, uma garagem imensa, piscina, pérgula, estufa de plantas e vários estábulos. Paizão as levara para a biblioteca, atra¬vessando um hall enorme e bem decorado, gritando ordens para os empregados, pedindo limonada sem demora.
Como podia?
Enquanto estava sentada ouvindo Paizão contar a Minerva a his¬tória da família, pequenos pontinhos luminosos começaram a piscar à frente de seus olhos. Sentiu o corpo esquentar por fora e um arrepio gelado na espinha. Combateu a náusea e esforçou-se para não desmaiar.
Estava acontecendo de novo.
Aquela praga do toque de Midas. Mais uma vez, tudo estava se transformando em ouro.
Hermione pôde notar que Minerva também estava perplexa de¬mais para fazer qualquer comentário.
Era óbvio que Paizão não estava com pressa. Parecia muito sa¬tisfeito com a companhia das duas quando apontou várias fotos na parede, onde ele e seu irmão, James, apareciam em manchetes de jornais e revistas importantes.
— Aquele artigo emoldurado ali explica bem a história da nossa família nos negócios do petróleo.
Dura como uma marionete, Hermione se levantou e foi até a parede. Cabeça girando, começou a vasculhar a história, lendo os artigos sobre os nove filhos Potter, enquanto Paizão continuava a falar:
— Preciso lhes dizer que não somente eu, mas todos os meus irmãos e irmãs, devemos tudo que temos hoje a minha mãe. Ela nos ensinou a ética de trabalho que nos levou direto ao topo — a risada descontraída dele ecoou por toda a sala. — É por isso que gosto de fazer todos os garotos dessa família trabalharem duro. Transformá-los em homens, antes de entregar-lhes um império.
De costas para a porta, Hermione sentiu a presença de Harry. Como que por um puxão magnético, ela virou-se e seus olhares colidiram.
A expressão de culpa dele falava tudo.
Ele não lhe dissera naquela mesma manhã que a amava? Como aquilo podia estar acontecendo? O coração dela disparou. Sentiu o sangue esvaindo-se das faces e uma horrorosa sensação de ter sido traída.
— Venha sentar-se conosco, meu garoto — convidou Paizão, in¬dicando a cadeira. Eu estava contando a avó de Hermione um pouco sobre nossa família.
— Percebi — Harry pigarreou e foi para o lado de Hermione, que estava em pé em frente aos quadros.
— Isso é verdade? — sussurrou ela, implorando com os olhos que ele negasse.
Harry assentiu.
— Sim.
Ela engoliu em soro, tentando conter as lágrimas.
— Você não é a pessoa que pensei que fosse.
— Eu ia lhe contar.
Ela levantou a cabeça o sorriu bravamente, mas os lábios tre¬meram quando falou:
— Bem, então suponho que é bom que nosso casamento não seja real.
Paizão ficou boquiaberto.
— Casamento? Quando tiveram tempo para se casar?
Minerva estreitou os olhos enquanto se levantava. Com uma agi¬lidade longe de quem tinha uma doença terminal, correu para o lado da neta.
— Foi o que pensei! Você estava tentando me enganar.
— Minerva, essa agitação não vai lhe fazer bem — disse Harry em tom irônico.
Um brilho de admiração reluziu nos olhos de Minerva e ela co¬meçou a rir.
— Então, você é rico. Oh, isso é ótimo!
Encostando-se na parede, Harry passou a mão nos cabelos e suspirou pesadamente.
— Acho que pode-se dizer que sou rico.
— Chame-me de vovó — ordenou ela.
As lágrimas que Hermione tentara conter, desciam agora em cachoeiras sobre suas faces. Da ponta da mesa de cerejeira, ela pegou a bolsa, colocou-a no ombro, passou por Harry e dirigiu-se para a porta.
— Tenho que sair daqui.
— Espere, Hermione. Posso explicar tudo.
Mas ela não estava disposta a ser detida.
— Espere, garoto — chamou Paizão, quando Harry começou a ir atrás dela. — O que está acontecendo? O que você fez para que essa garota chorasse?
Harry parou na porta, procurando pelas palavras certas. Movendo-se para o lado dele, Minerva o mandou embora:
— Vá atrás do seu amor. Eu explico tudo para seu tio.
Harry encarou Minerva.
— Vou dizer a Hermione que desistirei de tudo por ela. E eu a apoiarei em recusar sua própria herança.
Minerva suspirou.
— Faça o que deve ser feito.
Ele abaixou-se e deu-lhe um beijo na face.
— Vovó, a senhora é uma dama de classe.
Minerva sorriu.
— Eu sei. Vá — ela acariciou o braço dele. — Vá.
Hermione andava pelo caminho arborizado com incessantes é descontroladas lágrimas correndo pelas faces.
Ele era rico. Toda a família dele era rica. Pior ainda, uma família tão suja quanto a sua própria.
— Hermione!
Ela pôde ouvir Harry chamando-a, e sem olhar para trás, co¬meçou a correr.
— Hermione, pare!
Ignorando-o, continuou correndo. Se tivesse sorte, conseguiria uma carona para a cidade, pois não tinha a menor intenção de ouvi-lo. Que bem isso poderia lhe fazer? Não desejava viver uma vida fútil, quando havia tanto sofrimento e pobreza no mundo.
Um futuro deprimente sem Harry surgiu em sua cabeça, en¬quanto as lágrimas aumentavam, nublando-lhe a visão.
Com a respiração acelerada, Harry alcançou-a, virou-a e a abraçou.
— Solte-me — exclamou ela, tentando empurrá-lo.
— Não. Não até que você me ouça.
Percebendo que era inútil tentar escapar, Hermione relaxou nos braços dele. Então, perguntou:
— Não acredito. Você realmente possui tudo isso? — Harry suspirou a acariciou-lhe os cabelos.
— Na verdade, não. Minha família possui tudo isso. Eu apenas controlo uma parte.
— Qual é o tamanho dessa parte? Suponho que você seja multimilionário. Provavelmente tem mais dinheiro do que Minerva — afastando-se, ela o encarou e a expressão dele informou-lhe tudo o que ela precisava saber.
— Bem, isso depende se você está falando de mim pessoalmente ou de minha família como um conglomerado.
— Por que não me contou?
— Como poderia, se você odeia tanto o dinheiro? — novas lágrimas acumularam-se nos olhos dela.
— Vê como o dinheiro pode ser prejudicial? Como destrói tudo?
— Não — Harry pegou o rosto dela com as duas mãos e for¬çou-a a encará-lo. — O dinheiro não nos prejudicou. O que nos prejudicou foi não termos sido honestos desde o começo — ele acariciou o rosto de Hermione, e não havia a menor dúvida nas palavras: — Mas, se isso a fará feliz, abrirei mão de tudo por você.
Perplexa, ela perguntou:
— O quê? Você faria isso por mim?
— Num piscar de olhos.
Ela começou a chorar de novo. Harry sorriu.
— Se isso a fizer feliz, podemos nos mudar para seu trailer e criar aquele monte de filhos dos quais falamos. Você pode trabalhar no Tom e eu... Bem, tenho certeza que posso arrumar alguma coisa com Paizão.
Ela o fitou profundamente, vendo a luz do amor nos olhos de Harry. Ninguém jamais tivera uma atitude tão doce e tão altruís¬ta por ela, antes.
— Querida, sei que você foi machucada por sua família. Vi pes¬soalmente pelo que você tem passado e admiro-a mais do que posso expressar — ele lhe deu um beijo na testa. — Mas tenho que lhe dizer, não é o dinheiro que corrompe a família, é o que a família faz com essas posses. Minha família coloca o amor acima de tudo. Tenho certeza de que qualquer um de nós desistiria de tudo por alguém que ama. A qualquer momento. Porque o dinheiro não man¬da em nenhum de nós.
— Como isso pode ser verdade?
— Paizão e meu pai incutiram valores e conceitos antigos e o respeito por Deus em todos nós. Sabe, Hermione, acho que você deveria aceitar a oferta de trabalho de sua avó.
— O quê?
— Assim poderia certificar-se de que o dinheiro vai para boas causas. Ouvi você falar que é voluntária na Sopa para Pobres de Hidden Valley. Por que não começar lá?
Hermione olhou pára ele, ponderando as palavras ditas, profundamente emocionada pelo desapego e altruísmo de Harry. Ela fungou e limpou as lágrimas que não queriam parar de escorrer.
— Eu amo você, Harry Potter. Apesar do fato de você ser rico — Hermione admitiu.
— Essa é a coisa mais linda que alguém já me disse — ele deu-lhe aquele sorriso magnético que deixava as covinhas em evi¬dência. — Isso significa que você vai se casar comigo? Me amar na riqueza e na pobreza?
Com olhos brilhando, ela assentiu.
— De preferência na pobreza. Mas... — Hermione fez uma pausa, riu e concluiu: — Com meu passado e com o seu, é difícil acreditar nisso.

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Continua...

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