Hermione.Potter: Vlw... Sim, o segredo tem a ver sim... tah no rumo certo...
camila de sousa: concordo plenamente...
Jéssy Nefertari: Vlw... Brigadaum vc...
tah ae meninas...
Bjus...
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Seu helicóptero era grande e preto. Era do exército, contou-lhe o príncipe ao conduzi-la pelo heliporto no topo do prédio em direção à aeronave de aparência sinistra, que se tornava mais agourenta ainda talvez por causa das nuvens negras espessas que se juntavam acima.
O serviço meteorológico havia previsto um dia quente e abafado em Sydney, seguido de tempestade no final da tarde. Pensar em voar em meio à chuva e raios não ajudava muito a desatar os terríveis nós que já estavam se formando no estômago de Hermione.
— Não se preocupe com o tempo — disse ele quando a viu desaprovar o tempo. — Verifiquei as condições do tempo no computador da minha suíte antes de você chegar. O mapa do radar indica que está claro ao norte de Sydney. As nuvens de tempestade estão rumando em direção ao mar. Se houvesse algum perigo, não permitiria que o piloto decolasse.
Hermione não tinha tanta certeza disso. Tinha um pressentimento de que Sua Alteza arriscaria qualquer coisa para levá-la à privacidade de sua propriedade esta noite. Não fizera nenhum esforço para esconder o desejo ardente em seus olhos quando ela se apresentou na suíte presidencial há menos de quinze minutos.
No entanto, ela se vestira para a ocasião de maneira ainda mais simples que na noite anterior. Escolheu uma calça cargo corsário castanho-clara com uma blusa de mangas curtas, que não colocou por dentro da calça nem amarrou na cintura para exibir sua barriga tonificada, como normalmente a teria usado. Calçava sandálias baixas castanho-claras. Um mínimo de maquiagem adornava seu rosto. Não havia jóias nas orelhas, nas mãos, no pulso ou no pescoço. O único perfume que exalava de seu corpo era a essência de maçã do xampu e do gel para banho.
Mas parecia que nada deteria o desejo ardente deste homem por ela. Estava lá, em seus olhos verdes incandescentes quando a levou até ali às pressas com uma velocidade notável, mandando sua bagagem na frente com um empregado. Era óbvio que ele queria colocar as coisas a caminho.
Ela também, de certo modo. As últimas vinte e quatro horas tinham sido um inferno. Não comeu nem dormiu desde que saiu do restaurante por volta das dez e meia. Todavia, após o jantar da última noite, talvez fosse melhor assim. Como acabou aquele jantar?
Depois de fazer a ameaça melodramática de matá-lo se ele a machucasse, e ele responder de maneira bastante irônica, o resto da noite se passou de maneira um tanto surreal. Toda a discussão sobre a semana seguinte cessou e o príncipe conversou com ela sem parar de maneira bastante fria durante o prato principal e a sobremesa, e o café depois. Todos foram assuntos bastante amenos, a maioria a ver com a Austrália. A economia. O tempo. As futuras eleições. Felizmente ele também parou de olhar para ela como se estivesse morrendo de sede no deserto e ela fosse um oásis, o que permitiu que ela relaxasse o bastante para dar algumas contribuições importantes à conversa.
Mas assim que deixou sua companhia e retornou ao quarto do hotel, a realidade do acordo voltou de repente e todo o inferno soltou-se em sua cabeça. Em que estivera pensando? Nenhuma quantia de dinheiro valia a pena o que ela tinha de fazer.
Seu estômago agitou-se vigorosamente. A pele formigou. A cabeça girou. Ela percorreu o quarto do hotel por um tempão antes de mergulhar numa longa ducha fria, buscando uma maneira de relaxar seu corpo tenso.
Mas o que descobriu sobre si naquele banho foi mais surpreendente que o acordo no qual entrara. A lembrança dos mamilos duros como pedra, mais a umidade reveladora entre suas pernas, ainda tinham o poder de chocá-la.
Hermione cambaleou ao se conscientizar de que seus mamilos ainda estavam como atiçadores de brasas dentro do sutiã.
Seu rosto se incendiou ao perceber que o sheik estava certo. Ela realmente o desejava. Pelo menos, seu corpo parecia desejar. Ela ainda antipatizava profundamente com ele. Como não poderia? Mas estava atraída por ele, como uma mariposa às chamas. Não havia uma razão inteligente ou plausível por trás da atração. Era algo instintivo e primário. Algo a ver com a sobrevivência da espécie humana, ela imaginava. Há milênios, as mulheres das cavernas escolhiam automaticamente se acasalar com os homens que produzissem a melhor e mais forte prole, bem como tivessem o poder de protegê-las.
Hermione podia entender tal escolha no passado primitivo e indômito, mas não tinha lugar no mundo civilizado de hoje. As qualidades que ela admirava em um homem não eram o tamanho nem a força, nem mesmo riqueza e poder, mas a gentileza, a ternura, a honestidade e a decência. Que pena que seu corpo não concordava com ela, ela pensou agitadamente enquanto este homem moreno e poderoso a conduzia em direção à escada que levava ao seu helicóptero preto enorme. Não é de admirar que não tenha conseguido dormir na noite passada.
Mas junto com seu aborrecimento a respeito desta situação estava uma parcela mínima de alívio em descobrir que talvez — apenas talvez — afinal de contas fosse sexualmente normal. Tinha apenas ido para a cama com os tipos errados. Enquanto seu cérebro era atraído pêlos sujeitos legais, seu corpo traidor desejava justamente o oposto.
"Mas, por outro lado, não foi sempre assim", ela pensou, amargurada.
O aperto possessivo do sheik em seu cotovelo repentinamente a aborreceu e, virando-se para trás, ela lançou-lhe um olhar selvagem.
— Posso me virar sozinha — ela falou asperamente.
Seu meneio respeitoso não combinava com a fogueira que ela encontrou em seus olhos. Estava claro que ela estava testando sua paciência. Também estava claro que estava ansioso para ficar sozinho com ela na sua indubitável residência palaciana em Hunter Valley a fim de que pudesse começar a seduzi-la.
Hermione tentou não pensar sobre este momento, porque estava repleto de emoções variadas. Ainda mais agora que tudo havia mudado. Na noite passada, quando concordara com esta ligação, imaginou-se deitada sob ele feito uma estátua, suportando suas atenções sexuais com sua costumeira falta de reação, ao mesmo tempo sentindo-se triunfante de que ele não teria a mínima chance de seduzi-la nem satisfazê-la.
A idéia recente de este presunçoso descobrir que ela realmente se sentia atraída por ele a horrorizava, bem como a perspectiva de que ela não protestasse quando ele passasse das preliminares para o ato em si. Odiava pensar que pudesse de fato gostar de tudo que fizesse com ela.
Se tivesse contado ao terapeuta que consultara em certo momento que repugnava a idéia de finalmente encontrar prazer no sexo, ele teria dito que era, de fato, maluca. Mas não era encontrar prazer no sexo em si que perturbava Hermione, mas encontrar prazer no sexo com este homem em particular, este... predador.
Era uma situação extremamente frustrante, mas com a qual ela teria de lidar esta noite. Ou talvez até antes, ela percebeu com um ataque de pânico ao chegar ao topo da escada e entrar no interior ultra-luxuoso do helicóptero do sheik.
— Meu Deus! — ela não pôde deixar de exclamar enquanto seus olhos olhavam rapidamente em volta. Nada de assentos verticais comprimidos ali dentro. O local parecia uma sala de estar elegante com poltronas grandes e um sofá que podia facilmente tornar-se uma cama. A combinação de cores se adequava à realeza com muitos cremes e dourados. As paredes e o teto eram forrados com um painel de madeira de qualidade, e o carpete creme era espesso e felpudo.
— Eu pedi para equipá-lo especialmente segundo minhas necessidades — disse o príncipe, virando-se para trás. — Viajo muito, então gosto de estar confortável. Há também uma cozinha equipada e um banheiro a bordo. E um bar embutido para os meus convidados. Você irá notar quando estivermos a caminho que esta área é à prova de som. O barulho de um helicóptero deste tamanho é ensurdecedor.
— Imagino que também tenha aeromoças lindas de morrer — disse ela secamente, esperando que uma ou duas aparecessem de trás das duas portas fechadas no fundo da aeronave.
— Não em vôos tão curtos — ele respondeu suavemente. — Nem quando estou com uma amiga.
Ela virou-se para olhar para ele, mesmo quando fecharam a grande porta do lado de fora.
— Quer dizer que nós... estamos sozinhos aqui atrás? — sozinha e ninguém para ouvi-la gritar.
— Estamos — disse ele simplesmente, com os olhos esquadrinhando os dela. — Tem alguma objeção?
— Tenho. Não. Não, suponho que não — mas ela estremeceu.
— Lembre-se do que prometi. Não farei nada que não queira que faça.
— Bem, não quero que me toque — disse ela com um tom histérico na voz. — Jamais!
— Sabe muito bem que isto infringe os termos do nosso contrato — disse ele friamente.
— Sei.
— Poderia exigir que cumprisse.
— Poderia tentar.
Ele sorriu. Sorriu de verdade.
— Poderia. Mas este não é o meu jeito. Prefiro fazer amor, não guerra. Entretanto, se quiser que sua fundação tenha os quinhentos milhões de dólares depositados na conta amanhã de manhã, então sugeriria que reconsiderasse sua atitude até a hora da nossa chegada à minha casa.
Hermione sobressaltou-se ao lembrar-se do motivo de ter concordado em fazer isto. Ali estava ela, mais uma vez, sendo levada por suas próprias emoções egoístas e seu tolo orgulho. O que importava se este homem achava que era um presente divino para as mulheres? E o que importava se virasse mais uma na sua taxa de sucesso de cem por cento?
A satisfação do sheik e sua própria mortificação seriam ainda maiores, ela raciocinou, se fizesse alarde ao resistir, e depois se derretesse quando ele finalmente a tomasse nos braços. Melhor que fosse por vontade própria. Tomar a iniciativa, e um pouco do triunfo, dele.
Tudo segundo uma lógica muito criteriosa, só que ela simplesmente não conseguia fazer isso. Quando ele caminhou em sua direção, ela automaticamente encolheu-se para trás alguns passos. Sua reação o fez parar abruptamente. Os olhos dele revelavam uma preocupação surpreendente.
— Não vou tocá-la — disse ele com aspereza. — Não da maneira que pensa — acrescentou e então retirou a bolsa de suas mãos, que a agarravam em desespero, e a colocou sobre uma mesa próxima. — Sente-se em uma dessas poltronas e descanse, Hermione. Você parece cansada.
— É porque não tenho dormido — ela falou asperamente, e mais uma vez os olhos dele esquadrinharam os dela.
— Neste caso, deite-se no sofá e tire uma soneca.
— Como posso dormir quando tenho esta noite pairando sobre a minha cabeça? — ela dirigiu-se a ele. — Para não mencionar esta semana inteira. Não só não aprecio sexo, como nunca fui para a cama com um homem de que não gostasse.
— Neste caso, é melhor eu fazer com que passe a gostar de mim bem rápido — disse ele secamente, e moveu-se para o lado onde havia uma parede embutida com armários, abriu uma das grandes portas superiores e puxou dois travesseiros e um cobertor. Ela piscou, surpresa, quando ele os levou para o sofá e os arrumou de modo a formar um sofá-cama para ela.
Ele se movia de maneira incrivelmente graciosa, ela reconheceu com relutância enquanto seus olhos seguiam cada movimento que fazia. E com um corpo estupendo.
Como estava vestido naquela tarde de jeans preto e camisa pólo cor de vinho, não havia como esconder sua boa forma, nem sua silhueta. Hermione nunca gostou de homens excessivamente grandes, corpulentos ou musculosos. Preferia os elegantes, com ombros largos, quadris estreitos, pernas compridas e abdômen definido. O príncipe Harry tinha tudo isso. E muito mais, ela percebeu.
Ela corou e desviou o olhar, mas a imagem dele permaneceu em sua mente, mexendo com ela profundamente. Lembrou-se do que o sheik dissera sobre o fato de saber que ela o desejava porque havia olhado para ele o dia todo no ano passado nas corridas, o que talvez ela tenha feito. E agora ele a pegou olhando para ele de novo. Não. Desejando-o seria uma descrição melhor.
Os atos falam mais do que as palavras e suas ações continuavam contradizendo suas declarações de que nunca teve desejo sexual por ele.
— Venha — ele falou. — Sua cama está pronta.
Suas pernas começaram a mover-se na direção dele antes que ela pudesse impedir, atraída pelo poder de seus olhos e o súbito desejo premente que percorreu seu corpo como um maremoto. Ela se aproximou cada vez mais até que ficou próxima de onde ele estava ao lado do sofá. O que aconteceria, ela pensou aturdida, se ela simplesmente esticasse os braços em sua direção, se esquecesse de tudo e apenas se rendesse ao momento?
Ela quase o fez. Quase levantou as mãos para tocar seu rosto e seus cabelos. Mas depois seu orgulho se intrometeu novamente e, em vez disso, suas mãos se fecharam ao lado do corpo. Quando ele as viu, franziu as sobrancelhas, girou o corpo e afastou-se dela. Ela o observou escolher a poltrona mais distante e refestelar-se nela, agarrando o encosto furiosamente enquanto se recostava. Só então ele olhou para ela. Tinha uma expressão soturna.
— Deite-se — ele disse friamente.
Sentindo-se estranhamente despedaçada e grata ao mesmo tempo, ela quase desabou no sofá.
— Obr... Obrigada — ela gaguejou enquanto se deitava e puxava o cobertor para cobrir os ombros repentinamente tiritantes.
— Não me agradeça ainda — disse-lhe ele. — Venha esta noite. Não será dispensada tão facilmente. Você irá permitir que a toque, senhora. E fará de bom grado. Só então podemos deixar esta tolice para trás. Agora vá dormir. Assim estará revigorada quando chegarmos.
Harry ficou feliz quando ela fechou os olhos e fez o que pediu. Ou parecia ter feito. Ele próprio tentou relaxar, mas como podia quando estava praticamente rangendo os dentes de frustração e irritação.
A mulher era impossível, enviando-lhe mensagens confusas o tempo todo. Ela o desejava. Ele sabia que sim. Mas nem de longe o quanto ele a desejava. Sua declaração de que queria que nunca a tocasse — jamais — era um disparate evidente. Quando veio até ele agora a pouco, ia tocá-lo. Viu isso em seus olhos. Mas então algo aconteceu e ela mudou de opinião.
Orgulho de mulher ocidental, sem dúvida. Ela não sabia que as mulheres foram feitas para tocar e serem tocadas? As mulheres como ela muito mais ainda que as outras. Tão macia. Tão delicada. Tão desejosa.
Sem dúvida seria desejosa na cama. Podia fazer de conta que era fria em relação a tudo que gostava, mas Harry viu o fogo em seus olhos quando ela olhou para ele. Além disso, como poderia um corpo como o dela não reagir positivamente? Alá a tinha feito para os prazeres da carne. Assim que começasse a beijá-la, todo aquele gelo superficial se derreteria.
Esta noite, decidiu ele, repentinamente abandonando sua decisão anterior de esperar um dia ou dois antes de fazer amor com ela. Continuar protelando o inevitável só a tornaria mais difícil. Além do mais, a dor em seus genitais estava martirizante. Francamente, nunca sofrera algo parecido, nem mesmo todos aqueles anos quando...
As costas e os ombros de Harry se enrijeceram com este pensamento surpreendente. Suas mãos apertaram o encosto ainda mais e a expressão franzida de seu cenho intensificou-se. Ele realmente nunca se sentira assim todos aqueles anos com Parvati? Decerto que sua necessidade teria sido pior, visto que era mais jovem e estava tão apaixonado.
Mas, para ser honesto, Harry não conseguia se lembrar de sua frustração física naquela época ter sido tão intensa assim.
Outra percepção surpreendente ocorreu-lhe enquanto estava sentado ali, pensando. Não havia pensado em Parvati uma única vez desde que pôs os olhos em Hermione na televisão há mais de um ano. Não até este momento.
Isto queria dizer que não amava mais a cunhada? Ou o tempo tinha simplesmente turvado sua lembrança dela até um ponto em que esquecera como Parvati outrora o fizera sentir-se? Não há dúvidas de que se a visse de novo, tudo voltaria repentinamente. A paixão. O amor que a tudo consome. A disposição de sacrificar tudo, apenas para estar com ela.
Mas ele nunca a veria de novo. Esta era a verdade. Sua família — e a dela — nunca permitiriam isso. Parvati era agora esposa do príncipe Khaled e mãe do filho e herdeiro de Khaled, o pequeno Faisal. Um dia Parvati seria rainha de Dubar. Harry Potter não tinha lugar em sua vida. Sua vida era aqui agora, na Austrália, com seus cavalos e seus...
Ele olhou rapidamente para a figura aconchegada no sofá, com os olhos fechados, e o cobertor puxado em volta dos ombros.
Em sua mente, ele ia dizer "passatempos". Mas Hermione mal podia ser classificada como um passatempo. Era uma obsessão, uma tortura e um tormento. Assombrava seus sonhos e perturbava seus dias. Enquanto seu olhar demorava-se sobre seu lindo rosto, o membro de Harry saltou mais uma vez e ele prometeu secretamente fazê-la sua. Usaria todas as habilidades sexuais que adquirira ao longo dos anos para seduzir esta criatura teimosa e fazê-la render-se a ele totalmente; ser escravizada por ele; talvez até mesmo apaixonar-se por ele.
Uma luz piscou no cérebro de Harry, cintilando e cegando em sua brilhante verdade. Isto é o que ele mais queria, não era? Que ela se apaixonasse por ele, se tornasse obcecada por ele como ele estava por ela.
Mas por quê? Qual o objetivo? Vingança? Talvez fosse seu lado obscuro ansiando pela oportunidade de fazer com ela o que ela fizera com ele. Se ela se apaixonasse por ele, poderia tê-la em sua cama por quanto tempo quisesse. E então, quando estivesse farto dela, poderia descartá-la de maneira tão cruel e desleixada como fora rejeitado no ano passado.
Ela é que não conseguiria dormir à noite, desejando-o. Ela é que se tornaria uma idiota, levada a agir sem honra nem orgulho. Podia vê-la agora, implorando por ele, rastejando-se e prometendo fazer qualquer coisa que quisesse, se ele a quisesse de volta em sua vida.
Ele realmente gostava deste cenário.
Uma olhada em seu relógio de ouro mostrou que estavam à uma hora de distância de seu destino. Outra olhada em Hermione mostrou o ritmo leve, porém constante do verdadeiro sono. Ela descansava. Bom. Precisaria estar descansada. Tinha uma longa noite pela frente.
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Continua...
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