CAPÍTULO 3
REFORMATAÇÃO FACIAL MÁGICA
Aparataram no banheiro feminino de uma loja, localizada em um shopping center trouxa, perto do St. Mungus. As duas poderiam facilmente passar por duas patricinhas trouxas. Blaise Zabini vestia um jeans Colcci e uma camiseta Cavalera. Calçava tênis Nike Shox, usava óculos de sol Killer Loop e carregava uma bolsa Fendi. Millicent Bulstrode não estava atrás, com jeans Diesel e uma blusa Iódice. Tamancos de design exclusivo, óculos também Diesel e uma pequena bolsa Louis Vuitton completavam o conjunto. Dirigiram-se à frente da loja de departamentos Purga e Sonda Ltd, a qual estava permanentemente em reformas. Disfarçadamente atravessaram a vitrine, saindo na frente da recepção do St. Mungus. Conjuraram capas para vestir por sobre as roupas de trouxa, a fim de não parecerem muito estranhas aos bruxos lá presentes. Milly dirigiu-se à recepcionista:
_Boa tarde. Sou Millicent Bulstrode. Tenho hora marcada com o Dr. Tangway.
_Reformatação Facial Mágica, não é? Terceiro andar, Ala Morgana Le Fay. Não tem como errar. Toda a ala é dedicada a essa especialidade e o consultório dele é o primeiro da direita.
_Obrigada.
_De nada. Boa tarde.
_Boa tarde. _ Subiram até o terceiro andar. Milly entrou para a consulta e Blaise ficou aguardando na sala de espera. Pouco tempo depois ela saiu, acompanhada por um Medi-Bruxo baixinho e simpático, o Dr. Ivor P. Tangway.
_Vamos para a Sala de Operações, Blaise. Este é o Dr. Tangway.
_Muito prazer.
_O prazer é meu, Srta.Zabini. O procedimento leva cerca de uma hora e meia. Depois ela precisará ficar umas duas ou três horas na Sala de Recuperação. A senhorita pode dar uma volta, ir à cafeteria ou visitar alguém, caso tenha algum parente ou conhecido baixado aqui. Fique à vontade. _ e seguiram para a Sala de Operações.
Blaise resolveu ir à cafeteria. No caminho comprou um exemplar da edição vespertina do Profeta Diário e um do London Times. Era bom, de vez em quando, também ler jornais trouxas. Acabou tomando um caminho errado e foi parar na entrada da Enfermaria de Danos Permanentes Causados por Feitiços, onde deu de cara com...
_Prof. Lockhart! O senhor por aqui?
_Professor? Eu? Ah, sim. Alguns jovens estiveram aqui, no ano retrasado, me dizendo que eu havia sido professor deles. Só não me lembro onde.
_Em Hogwarts, professor. O senhor lecionou Defesa Contra as Artes das Trevas quando eu estava no segundo ano.
_Defesa Contra as Artes das Trevas? Eu sou um bruxo? Você é uma bruxa? _ perguntou o sorridente baixado. Nesse meio tempo, a enfermeira apareceu:
_Saiu da enfermaria de novo, Gilderoy? Parece uma criança. O que eu vou fazer com você?
_Ele está aqui há muito tempo? _ perguntou Blaise.
_Mais ou menos uns quatro anos. Ele era professor em Hogwarts.
_Eu sei, fui aluna dele naquele ano.
_A história é que ele tentou lançar um feitiço de memória em Harry Potter e Ronald Weasley, mas usou uma varinha quebrada e o feitiço voltou para ele. A memória dele vai e vem. Acho que vai demorar alguns anos para que ele tenha alta.
Acompanhando a enfermeira pelo interior da enfermaria, magicamente lacrada para que os pacientes não se evadissem, Blaise Zabini deu de cara com...
_Longbottom! Você por aqui?
_Zabini! _ disse o grifinório, que estava acompanhado de sua avó e de Luna Lovegood _ Bulstrode está fazendo a operação?
_Está. Mas, quem é que você veio visitar? Não me diga que veio ver o Lockhart.
_Não, Zabini. Vim ver os meus pais.
_Eles não haviam morrido? Soube que foram torturados por Death Eaters e enlouqueceram. Me disseram que haviam falecido aqui.
_Não, eles continuam internados. Não me reconhecem, não reconhecem minha avó, nem ninguém. Veja. _ e mostrou os pais, magros, precocemente envelhecidos e alheios a tudo _ Isso foi o que os capangas do Voldemort... não precisa tremer, Zabini. Bem, foi o que fizeram com eles.
_Quem os torturou, Longbottom? _ perguntou Zabini, temendo que seus pais estivessem envolvidos naquele caso.
_Foram os tios de Draco, Rudolph e Bellatrix Lestrange. Também participaram das torturas o irmão de Rudolph, Rabastan e mais Bartholomew Crouch, Jr. Este ainda tentou matar Harry, quando estávamos no quarto ano, disfarçado como “Olho-Tonto” Moody, lembra?
_Mais ou menos. _ Agora é que Zabini começava a tomar conhecimento de quantas coisas ocorreram sem que ela soubesse (“Não me disseram nada. Parece que não valorizam a minha lealdade e nem a de Milly ao Lorde”, pensou ela) _ Há alguma esperança de cura?
_Estão tentando desenvolver poções para curá-los. Ainda não conseguiram nada de concreto. É por isso que eu pretendo me especializar na área farmacológica bruxa. Quero colaborar nas pesquisas e ajudar a descobrir um meio de curar meus pais.
A avó de Neville aproxilou-se, acompanhada de Luna. Cumprimentou Blaise e disse:
_Ah, sim. Você é filha de Giancarlo e Mildred Zabini, não é?
_Sim, Sra. Longbottom.
_Eu conheci seus avós paternos, Salvatore e Giuletta e conheço seus pais, minha jovem. Todos sabem que os Zabini são partidários do Você-Sabe-Quem. Mas nem sempre foi assim. Seu pai era um jovem bastante inteligente, que foi selecionado para a Sonserina por sua determinação, perseverança, criatividade e capacidade de improvisação. Deixou-se seduzir pelas Trevas quando conheceu sua mãe, Mildred Henstridge. A família dela, os Henstridge, sempre foi partidária das Trevas e ela não era exceção. Sei que você e sua amiga Millicent têm uma queda por esse lado e recomendo para que tomem cuidado, muito cuidado. Vocês ainda são jovens e ainda têm tempo para descobrir que esse caminho, por mais sedutor que possa parecer, mais cedo ou mais tarde cobra o seu preço o qual, geralmente, é bem alto.
Blaise despediu-se dos Longbottom e de Luna, indo para a cafeteria. No caminho, passou por um apartamento privativo que, fora dos padrões, tinha dois Aurores de guarda à porta. Imaginou que deveria ser algum bruxo das Trevas muito perigoso ou algum figurão do Ministério. Finalmente chegou à cafeteria. Pediu um Cappuccino e ficou a saboreá-lo, enquanto lia o “Profeta” e o “Times”. Algumas notícias eram comuns aos dois jornais, tratando de atentados e desaparecimentos estranhos, sendo que somente o “Profeta Diário” fazia conexão desses acontecimentos com o Lorde das Trevas. Embora não demonstrasse, a jovem ficara bastante impressionada com o que vira na enfermaria. O estado dos pais de Neville Longbottom era de arrancar lágrimas de uma pedra. As palavras da avó dele ainda ecoavam nos ouvidos da jovem, que fazia um enorme esforço mental para não deixar que aquilo interferisse com a lealdade às Trevas, que ela e Millicent demonstravam desde crianças, incentivadas pelos pais de ambas.
Consultando o relógio Cartier no seu pulso, viu que já era hora de ir ver Millicent. Àquela altura ela já deveria estar quase saindo da Sala de Recuperação. Dirigiu-se para lá, procurando colocar em primeiro plano a curiosidade pelo resultado da Reformatação Facial Mágica. Lá chegando, deu de cara com a amiga, que estava saindo, já com as modificações do rosto realizadas, de forma permanente. Blaise ficou de queixo caído. No lugar da antiga face mal-encarada de Millicent Bulstrode via-se o rosto de uma bela jovem, cujos traços lembravam um pouco a modelo trouxa Érika Eleniak.
_Milly, é você mesma? Como mudou!
_O Dr. Tangway disse que não mudou muita coisa, apenas tirou o que atrapalhava. A foto-bruxa da identidade já está atualizada. E você, o que fez enquanto eu estava na Recuperação?
_Nada de mais, Milly. Comprei jornais e estava na cafeteria a lê-los. Ah, vi o Prof. Lockhart.
_Ele ainda está internado? Já se passaram mais ou menos uns quatro anos.
_Sim, a enfermeira disse que a memória dele vai e vem (Blaise preferiu omitir seu encontro com os Longbottom. Não queria discutir o assunto naquele momento). Vai demorar alguns anos para que tenha alta. Para onde vamos agora?
_Já está tarde para vermos aquele apartamento que queríamos. Vamos para minha casa e amanhã iremos fechar o negócio. Passaremos no Gringotes e trocaremos o dinheiro para pagá-lo.
_Bruxo maluco, quer receber em dólares americanos em vez de galeões.
_Ele negocia muito com trouxas, você viu pela decoração do apartamento. Nunca vi decoração bruxa e trouxa em tamanha harmonia. Lembra um pouco os aposentos do Draco, na Mansão Malfoy. Certa vez ele me mostrou. Dizia que era para ajudá-lo a se infiltrar entre os trouxas, para conseguir informações que fossem importantes para o Lorde. Conversa. Na verdade ele adorava aquilo tudo. Era quase um viciado em internet e me mostrou coisas naquele computador que eu nem imaginava existirem. Aqui, que ninguém nos ouça, eu reconheço que há muita coisa boa na cultura trouxa. Mas isso fica entre nós, Blaise.
_Tudo bem, Milly. Também aprecio algumas coisas deles, principalmente a música, o cinema e a TV por assinatura. Só que não sou boba de abrir isso para mais ninguém. Aliás, o conselho do Malfoy para investirmos as economias também em negócios trouxas valeu a pena. Fizemos isso desde crianças e agora temos o suficiente para pagar o apartamento à vista e ainda vão nos sobrar mais ou menos uns...
_Seiscentos mil galeões. O dono do apartamento quer duzentos mil dólares e, em vista do imóvel, está bastante razoável. Não é “um” apartamento, é “O” apartamento.
_Pode crer. Vamos desaparatar?
_Daqui a pouco, Blaise. A tarde está bonita e vale a pena dar uma volta. Reparou que nenhum trouxa está estranhando nossas roupas?
_Sim. Acho que não estamos pagando mico. Mas alguns rapazes não param de nos olhar.
_Motivos óbvios, Blaise. Meu visual melhorou bastante, depois de malhar e passar pelo Dr. Tangway. E, quanto a você, o que Deus te deu Merlin só fez melhorar.
_Assim eu vou ficar convencida, cara mia.
_Verdade tem de ser dita, meu amor. Há alguns rapazes trouxas e bruxos nos olhando que parecem bastante simpáticos. Eles podem olhar à vontade, podem até tocar...
_...Só que não poderão levar.
Entre risos, as duas procuraram um local discreto e desaparataram para a casa dos Bulstrode.
CAPÍTULO 4
DE CASA NOVA
Na manhã seguinte, as duas sonserinas estavam no Gringotes, em frente a um bruxo alto e moreno, chamado David Jenkins, dono do apartamento que elas estavam comprando. Validando a transação, estava um dos duendes da gerência do banco. Fizeram a conversão de galeões para dólares americanos, no valor de duzentos mil, ao câmbio do dia. Acrescentaram a taxa de serviço do banco, assinaram o contrato de compra e venda e receberam a escritura do apartamento, uma cobertura duplex em um bairro nobre da Londres trouxa. Despediram-se e foram almoçar no Caldeirão Furado. Lá chegando, foram cumprimentadas por Tom, o dono do bar:
_Srta. Zabini, Srta. Bulstrode, bem vindas. Vão almoçar?
_Sim, Tom. Vamos ocupar uma sala reservada, OK?
_Tudo bem, Srta. Bulstrode. A senhorita está diferente, lembra um pouco aquela modelo trouxa, Érika Eleniak.
_Fiz Reformatação Facial Mágica, Tom. Já estava na hora de melhorar o visual. _ foram para a sala reservada e fizeram os pedidos. Após um almoço esplêndido, pagaram a conta e desaparataram para a casa dos Bulstrode, a fim de pegarem suas roupas e levarem-nas para o novo apartamento. Os pais de Millicent estavam, assim como os de Blaise, orgulhosos pela responsabilidade e desenvoltura demonstradas pelas suas filhas, que souberam conduzir bem o negócio. Não se importavam com a preferência delas, visto que as famílias eram muito amigas. Os pais e irmãos de ambas desejaram boa sorte na nova casa e as duas, em seguida, desaparataram para seu novo lar.
Lá chegando, depositaram as malas no meio da sala e, de mãos dadas, saíram a explorar o apartamento. Uma grande sala de visitas, lavabo e banheiro social, uma sala de TV com Home Theater, sala de jantar, gabinete de estudos com biblioteca, copa, cozinha, lavanderia e sacada. No nível superior, outro banheiro, mais um gabinete de estudos e três dormitórios com duas suítes, sendo que a Master possuía um bom closet e, no seu banheiro, uma atraente banheira de hidromassagem. O apartamento era magicamente ampliado e possuía vários feitiços domésticos para a limpeza e manutenção. Realmente, a decoração bruxa e trouxa se harmonizavam. Além disso, o condomínio possuía um excelente salão de festas, piscina e uma bem aparelhada sala de ginástica. Voltaram para a sala e, brandindo as varinhas, disseram: “Desfazer malas! Guardar roupas”. Imediatamente as malas se desfizeram e então vestes de bruxa e roupas de trouxa voaram de dentro delas, indo para os seus lugares no closet e nos armários. Sentaram-se no sofá do Home Theater e ligaram a TV, para assistirem ao noticiário trouxa. Uma garrafa de Merlot foi aberta e as duas ficaram a saborear o vinho. Em um dado momento, Millicent perguntou:
_Blaise, o que vamos fazer nas férias? Serão as nossas primeiras como bruxas maiores de idade.
_Eu estava pensando, Milly, que tal uma praia?
_Riviera? Romênia? Ilhas Gregas?
_Não, nada de balneários onde possamos esbarrar em dezenas de bruxos. Eu estava aqui com umas idéias. Já que serão as nossas primeiras férias como maiores, que tal um balneário completamente trouxa? Pode servir também para saber se conseguimos nos misturar a eles, sem despertar suspeitas.
_Cancún? Havaí? Aruba? Austrália?
_Brasil.
_A terra da índia? Mas lá é hemisfério Sul, agora é inverno.
_No estado dela, Rio Grande do Sul e em Santa Catarina faz muito frio nesta época do ano, sim. Mas há o Nordeste, onde faz calor e há sol quase que o ano todo. Andei pegando uns folhetos em agências de viagens e trouxe. Veja.
_Lugares bonitos, bons Resorts, os preços são legais. Iríamos de Chave de Portal?
_Não, Milly. Meios trouxas, avião, tudo já incluído no pacote.
_E para onde iríamos?
_Esse lugar aqui é legal. Um Resort em Porto de Galinhas, estado de Pernambuco. Olha só o que o local oferece.
_Beleza! Vamos nessa, então. Férias!
_Praia!
_Sol!
_Mar!
_Esportes aquáticos!
_Night!
_Curtição!
_Festas!
_Badalação!
_Gatinhos!
_BLAISE “SANDALHINHA” ZABINI!!!
_Eu estava brincando, Millicent “Coturno” Bulstrode. Há duas coisas sobre mim das quais você pode ter certeza. A primeira delas é a minha lealdade às Trevas.
_E a outra?
_Meu amor por você. _ Blaise Zabini acariciou os cabelos de Millicent Bulstrode, aproximando seu rosto do dela e unindo seus lábios aos da namorada, em um ardente beijo _ “Ti voglio bene, ti voglio molto bene, cara mia.” _ sussurrou no ouvido de Milly, provocando um arrepio de prazer nela.
As mãos de Blaise acariciavam a nuca de Milly e desceram para os seios dela, abrindo os botões da blusa e tirando-a, deixando ver o sutiã que logo caiu ao chão, permitindo a Blaise apreciar a visão dos seios firmes de Millicent, os quais logo empalmou, acariciando os mamilos, que estavam enrijecidos. Desceu sua boca até os seios e passou a sugá-los suavemente, um de cada vez, mordiscando os mamilos e arrancando suspiros e gemidos da amiga, que logo também tratou de livrar Blaise da camiseta e do sutiã.
Logo as roupas de ambas estavam espalhadas pelo chão e elas, completamente nuas, abraçavam-se e acariciavam-se mutuamente. A atmosfera tornava-se mais e mais sensual. Zabini sentou-se no sofá e Millicent começou a beijá-la, iniciando pelo pescoço, descendo até os seios da amiga, médios e firmes, contrastando um pouco com os seus próprios, um pouco maiores mas que, ainda assim, desafiavam a gravidade. Descendo um pouco mais, cobriu de beijos o abdome liso de Blaise, indo para a face interna das coxas. Blaise Zabini tremia, sua pele arrepiando-se de prazer, pelo contato da boca de sua querida Milly. Então esta encontrou o seu objetivo. Passava a língua pelo clitóris de Blaise e, de vez em quando, mordiscava-o levemente, fazendo com que “Sandalhinha” sentisse como se uma corrente elétrica estivesse passando pelo seu corpo. Esta levantou-se e mudou de posição, indo para o tapete, ainda com Millicent a sugá-la. Ficou de modo a também poder fazer com que sua língua trabalhasse com delicadeza na intimidade da outra, ambas sentindo ondas de prazer que, cada vez mais, avolumavam-se, conduzindo-as a um clímax no qual, sem que percebessem, as fez levitar a cerca de meio metro do chão.
Relaxadas e entorpecidas pelo gozo simultâneo, as duas jovens baixaram suavemente ao tapete da sala e, mudando de posição, beijaram-se, permanecendo abraçadas e olhando uma para a outra, sem coragem de macular aquele momento tão sublime, no qual a demonstração de amor de uma pela outra havia culminado em uma intensa emissão mágica involuntária. As duas não sabiam, mas alguém teria uma grande dificuldade para explicar a razão pela qual a estátua de uma praça próxima, representando um casal de mãos dadas, de repente ter mudado de posição, passando a representá-los abraçados e se beijando.
Meia hora mais tarde, as namoradas relaxavam na banheira de hidromassagem, em um banho com toda a espuma a que tinham direito. A garrafa de Merlot e as taças haviam sido levadas para o banheiro e estavam ali, próximo à borda da hidro e as duas, de vez em quando, tomavam um gole.
_Então vamos para o Brasil, Blaise?
_Com certeza, Milly. Amanhã iremos à agência de viagens, para acertarmos o pacote. Não haverá problema com os passaportes, pois nossas identidades bruxas transfiguram-se em qualquer documento que precisemos. Só acho que será melhor, para evitarmos transtornos com filas e alfândegas, que elas transfigurem-se em passaportes diplomáticos.
_Taí, gostei da idéia. Além de nos evitar muita burocracia, também dará a impressão de que somos algum tipo de figuronas trouxas.
_Para isso não precisa muito. Basta ver como nos vestimos.
_Nem tanto, Blaise. Não exagera.
_Tá legal. Minha bolsa não é Fendi e o seu jeans não é Diesel, não é, Srta. Millicent “Coturno” Bulstrode.
_Tem razão, Srta. Blaise “Sandalhinha” Zabini. Qualquer um poderia jurar que somos duas patricinhas trouxas.
Riram como duas crianças e abraçaram-se, novamente unindo-se em um terno e doce beijo, em meio àquele banho perfumado.
Naquela noite, a primeira passada no seu novo apartamento, Blaise e Millicent dividiram a cama de casal King Size da Suíte Master. Estavam abraçadas e, de repente, o calor e o contato de seus corpos acendeu novamente a chama da paixão de ambas, que beijaram-se ardentemente, suas mãos percorrendo toda a extensão de seus corpos em carícias que provocavam suspiros e gemidos cada vez mais altos. Quando os dedos de Zabini encontraram a intimidade entre as pernas de Bulstrode e começaram a manipular o seu clitóris, enquanto a língua da jovem descendente de bruxos italianos fazia movimentos em torno de seus mamilos, a loira Bulstrode começou a retribuir os carinhos de sua namorada, também excitando o clitóris dela com uma das mãos, introduzindo de vez em quando um ou dois dedos na vagina de Blaise,lubrificada de excitação, enquanto a outra mão avançava em direção ao seu outro orifício, que contraía-se e relaxava-se em reflexo à suave introdução do dedo de Milly, que iniciou um delicado vai-e-vem que, juntamente com o que a outra mão dela fazia pela frente, quase a levava à loucura. Começou a fazer o mesmo em Millicent, ambas cada vez mais excitadas, seus corpos tremendo de prazer, até explodirem novamente em um gozo que pareceu levá-las a outro plano de consciência. Pétalas de rosa materializaram-se, do nada, no teto do quarto e caíram sobre as duas, em uma chuva vermelha e perfumada. Ainda em êxtase, Millicent comentou:
_É melhor maneirarmos, Blaise, ou a vizinhança pode reclamar.
_O apartamento tem feitiços de isolamento acústico, Milly, mas eu acho que de repente poderá ocorrer algum efeito no bairro, devido a alguma emissão mágica involuntária um pouco mais forte. _ as namoradas ainda não sabiam da estátua, que daria alguma dor de cabeça ao pessoal de Reversão de Feitiços Acidentais, mas que ninguém conseguiria associar às duas.
Dormiram abraçadas. Blaise demorou um pouco mais para pegar no sono. O que vira no St. Mungus e as palavras da Sra.Longbottom não lhe saíam da cabeça. Naquele momento Blaise “Sandalhinha” Zabini ponderava que, das duas coisas que dissera a Millicent que ela poderia ter certeza, a segunda não se modificara e nem se modificaria.
Já a primeira, merecia profundas reflexões e sérios questionamentos.
Procurou não pensar muito naquilo e logo fechou os olhos, dormindo bem relaxada depois de ter novamente amado sua querida Milly e ter sido por ela amada. No dia seguinte iriam à agência de viagens, a fim de embarcar em uma aventura totalmente diferente, a qual teriam de ocultar de toda a Bruxidade, principalmente daqueles que tivessem alguma relação com as Trevas. Seriam suas Férias Secretas.
Pela manhã, as duas efetivaram a compra dos pacotes de viagem para um Resort em Porto de Galinhas e de uma boa quantidade de Traveller Checks, além de estarem bem abastecidas de dólares e reais em espécie. Em último caso, se houvesse necessidade, poderiam recorrer a uma agência do Gringotes que sabiam existir em Recife. Mas isso seria apenas em último caso, pois tentariam evitar contato com o mundo bruxo naqueles dias. Seus passaportes diplomáticos já exibiam o visto da Embaixada do Brasil. Só faltava, dali a dois dias, embarcarem rumo ao Nordeste Brasileiro.