Non tu ne peux pas m'attendre
J'ai encore trop à apprendre
Oh non tu n'as même pas idée
Comme j'ai envi de rester
Non tu sais même les anges
Sont quelques fois un peu étrange
Ecoute-moi pour la dernière fois
Non je ne t'aime pas je t'adore
Refrain :
N'importe où dans le monde
Chaque seconde je pense à toi
N'importe ou dans le monde
Je suis ton ombre où que tu sois
Non je ne peux pas rester
Mon rêve a un prix à payer
Oh non je ne peux m'en tenir
A te regarder souffrir
Non je ne suis pas si forte
Mais je vais franchir cette porte
Mais regarde-moi pour la dernière fois
Non je ne t'aime pas je t'adore
Refrain :
N'importe ou dans le monde
Chaque seconde je pense à toi
N'importe ou dans le monde
Je suis ton ombre ou que tu sois
N'importe ou dans le monde
Chaque seconde je pense à toi…
Je pense à toi…
N'importe ou dans le monde
Je suis ton ombre ou que tu sois
N'importe ou dans le monde
Chaque seconde je pense à toi
N'importe ou dans le monde
Je suis ton ombre ou que tu sois
Saya - Je Pense à Toi (tradução)
Não, você não pode me esperar
Tenho ainda muito a aprender
Oh, você não tem mesmo idéia
De como tenho vontade de ficar
Não, você sabe que até os anjos
São algumas vezes um pouco estranhos
Escute-me pela última vez
Não, eu não te amo, eu te adoro
Não importa onde no mundo
Cada segundo, penso em você
Não importa onde no mundo
Sou sua sombra, aonde quer que você vá
Não, eu não posso ficar
Meu sonho tem um preço a pagar
Oh, não, não posso me segurar
Ao te ver sofrer
Não, eu não sou tão forte
Mas vou atravessar essa porta
Me olhe pela última vez
Não, eu não te amo, eu te adoro
Não importa onde no mundo
Cada segundo, penso em você
Não importa onde no mundo
Sou sua sombra, aonde quer que você vá
Não importa onde no mundo
Cada segundo, penso em você
Penso em você...
Não importa onde no mundo
Sou sua sombra, aonde quer que você vá
Capítulo 19
Seguindo em frente
Harry inclinou-se em sua cadeira, seus braços descansando na beirada da cama de hospital. Suas mãos agarravam as de Gina, seus dedos entrelaçados com os dela e os levou aos lábios. Seus olhos, resolutos e sem piscar, a analisavam. As sardas que se espalhavam pelo nariz e pelas bochechas dela estavam tão escuras comparadas à palidez de sua pele. Mas ela parecia serena... Em paz. Tão em paz.
Se não fosse pelo suave descer e levantar de seu peito, ele teria pensado que ela estava...
Harry fechou os olhos e suspirou, lembrando da última vez em que ela ficara à beira da morte tantos anos antes, depois de um confronto com Voldemort. Uma sensação gelada de deja vu acometeu Harry de repente e o fez estremecer enquanto apertava a mão de Gina com mais força, procurando freneticamente pela pulsação regular sob seus dedos.
Seu corpo ficou tenso quando a sentiu se mover, e então esperou, sua respiração presa na garganta, para ver se ela finalmente abriria os olhos. Ela estivera flutuando na inconsciência por horas, mas nunca era capaz de ultrapassar aquela barreira e abrir os olhos completamente antes de voltar para o vazio obscuro. Seu coração pulou quando ela permaneceu imóvel e uma nova onda de raiva o engolfou enquanto seus olhos lampejavam para a cicatriz na testa dela.
Desapareceria logo, os Curandeiros haviam lhe dito... Mas não cedo o suficiente.
Harry sabia, no fundo de seu coração, que aquilo tudo era sua culpa. Ele descontara sua raiva e sua frustração em Rony porque era mais fácil culpar outra pessoa. Se ele não o tivesse feito, teria explodido. As coisas que tinha feito e dito... Ele nunca poderia revertê-las, e houve uma sensação momentânea de satisfação quando seu punho encontrou o rosto de Rony. E Harry sabia que a violência era a última coisa de que Gina precisava, especialmente dele. Mas, então, ele pensou amargamente, quando Harry tinha realmente pensado no que ela precisava? Ele era um filho da puta egoísta.
Nas horas em que Harry estivera sentado naquela cadeira detestável, fitando o rosto de Gina, ele não conseguiu evitar pensar se teria feito diferença Rony estar com ela. Talvez ele estivesse inconsciente como Gina... Talvez estivesse morto.
Quem atacara Harry na Floresta Proibida o tinha dominado com a mais simples das maldições. Harry era mesmo tão fraco? Ele não fora capaz de ajudar Imelda, ou salvar Terry... Sua honrada bravata de Menino- Que- Sobreviveu caíra por terra... E isso certamente não era culpa de Rony...
Mas, Deus, ele queria sacudir Gina até acordá-la. Sacudi-la e gritar com ela. Vê? Eu te disse. Você deveria estar na França, escondida onde ninguém pudesse te encontrar!
Mas não importava mais... Harry ainda estaria ao seu lado se não tivesse traído sua confiança. Ele deveria ter estado em casa ao invés de trabalhar até tarde, e ele não deveria ter que depender de Rony para cuidar dela quando ele era o único que tinha que cuidar da noiva. Ela era sua vida e ele quase a perdera por causa de sua teimosia.
Ele quase a perdera e a chance de ter uma família. Aqueles que ele amava sempre pareciam pagar por suas decisões erradas.
Harry cerrou a mandíbula para prender suas emoções e fechou os olhos. Quando o Curandeiro lhe contara que Gina estivera a ponto de perder o bebê, nada em seus vinte e dois anos de vida poderia tê-lo preparado para o que sentia. Tantas emoções, tão rápidas e todas de uma vez. Choque, raiva, pesar... Tudo ameaçava consumi-lo, então ele escolhera o entorpecimento. O entorpecimento o ajudaria a sobreviver. Permitiria-lhe ajudar Gina a se recuperar.
Ele tinha lamentado por um bebê que ainda nem conhecia. Tudo porque bancara o protetor e assumira o papel de herói, sem levar em consideração o que Gina queria. E ela nunca o perdoaria. Harry nem sabia se queria isso também.
- Harry?
Harry estalou o pescoço ao erguer a cabeça rápido demais, mas ignorou a dor e soltou um som estrangulado de surpresa.
- Gina! Você está se sentindo bem? Deixe-me trazer um Curandeiro... – Ele praticamente saltou da cadeira. A mão dela agarrou a sua, com o máximo de força que conseguia, para fazê-lo parar.
- Não o chame ainda. – Ela sussurrou desesperadamente, seus olhos pesados. – O bebê...
Ele se jogou na cadeira, deslizando sua mão pelo braço dela. Beijou seus dedos, seu olhar fixo no dela enquanto ele se esforçava para dar voz às palavras que se formavam em sua cabeça e ele meramente fez que sim com a cabeça lentamente e a observou fechar os olhos e respirar profundamente, as lágrimas se derramando de seus cílios e deslizando pelas maçãs do rosto.
- Desculpe. – Ela tentou, sua voz embargada enquanto abria os olhos e o olhava. Seus olhos âmbar estavam brilhantes e vermelhos com a dor enquanto ela umedecia os lábios secos. – Eu ia te contar... Mas não consegui te encontrar e então... – Ele podia ver o esforço dela. E o atingiu, mais forte e dolorosamente que tudo que Voldemort já tinha lhe infligido. Ele tomou fôlego e meneou a cabeça enquanto apertava a mão dela.
- Não vamos falar sobre isso agora. – Ele disse baixinho, se inclinando para afastar uma mecha de cabelo que caía no rosto dela. - Você precisa dormir.
Ela o ignorou e retraiu-se enquanto se esforçava para sentar contra os travesseiros.
- Cristo, não se mexa! – Ele repreendeu, mas a ajudou. - Não deveria se mexer tanto...
- Estou bem. – Gina lhe assegurou, apesar de seus lábios trêmulos lhe dizerem o contrario. As lágrimas continuavam a manchar suas bochechas. – Desculpe, Harry.
- Não se desculpe comigo. – Harry disse, levando a mão à bochecha dela. – Jamais se desculpe comigo por qualquer coisa... Isso... Tudo isso... É minha culpa.
- Pare. – Ela descansou as mãos nos lençóis brancos e suspirou. – Eu deveria ter te escutado... Pensei que podia lidar com isso, mas havia muitos deles e eu podia ter morrido.
- Eu te encontrei. – Harry disse, parando quando sua garganta se fechou. – Disseram que você... Vocês vão ficar bem.
A cabeça de Gina caiu contra o travesseiro e ficou de lado enquanto ela começava a chorar. As lágrimas se derramavam por seu rosto, até os lábios e o queixo, antes de desaparecerem no algodão branco das fronhas. Harry sentou-se na beirada da cama e colocou o braço ao redor dos ombros dela, puxando-a para ele. Ele descansou o queixo sobre a cabeça dela, tentando encontrar palavras para confortá-la. Ela agarrava sua blusa, o corpo afundado na angústia.
Muitos minutos se passaram antes dos soluços dela aquietarem e sua respiração tornar-se mais devagar. Ele podia sentir a exaustão irradiando dela e quase pensou que ela havia adormecido, quando a voz desgastada dela cortou o silêncio pesado.
- Por que não me mataram?
Ele se encolheu, sua mão involuntariamente apertando o ombro dela:
- Eles te deixaram na neve para morrer, Gina.
O silêncio dela era contemplativo:
- Não faz sentido.
- Faz perfeito sentido para mim. – Harry respondeu sombriamente, sua mente quase cheia da fúria violenta que ele exporia depois. – Que melhor jeito de chegar a mim do que através de você?
- Mas eles não me mataram... Eles me disseram para te dar um recado e me deixaram lá.
Ele ficou tenso e furioso, mas escutou a sonolência na voz dela. Ela estava cansada e passara por muita coisa para ter que escutar o acesso de raiva de Harry. Então, ele permaneceu quieto, acariciando os cabelos dela lentamente, do jeito que ele sabia que a faria relaxar. Em alguns momentos, os dedos dela se soltaram de sua blusa e seu corpo descansou confortavelmente contra o dele.
E foi então que uma Curandeira entrou, seus olhos arregalados por detrás dos óculos enquanto ela olhava seu prontuário:
- Senhor Potter...
- Ela acordou há cerca de vinte minutos... Mas acabou de adormecer. – Harry explicou, relutantemente se movendo de debaixo do corpo de Gina. Ele puxou os cobertores sobre ela e pousou um beijo em sua testa, seus olhos evitando a cicatriz rosada. – Eu acabei de contar a ela sobre a situação do bebê, então agradeceria se não a incomodasse com isso quando ela acordar, a menos que ela pergunte.
Harry sabia que seu tom era ríspido, mas estava de saco cheio daquele lugar. Estava de saco cheio de tudo. A Curandeira meramente assentiu, mais ou menos o ignorando, sua pena rabiscando o prontuário enquanto ela se apressava para começar a inspecionar todas as máquinas que monitoravam Gina.
– Pode demorar alguns dias até que ela esteja recuperada, Sr. Potter. Já conversei com os pais dela, mas o manterei informado sobre o progresso da Srta. Weasley.
- Voltarei em menos de uma hora, então não será necessário. – Harry respondeu. – Ainda haverá Aurores guardando o quarto...
A Curandeira torceu o nariz:
- Geralmente não permitimos...
- Não dou a mínima para o que vocês permitem. Se eu tiver que levar isso ao Placke, eu o farei, mas vai haver Aurores guardando o quarto dela até que ela receba alta. Sirius Black virá aqui para discutir isso com vocês e, se ainda tiverem algum problema, falem com Arthur Weasley. Se ela acordar e perguntar por mim, me enviem uma coruja. – Ele colocou a capa, ignorando o olhar irritado da Curandeira. A expressão de Harry era dura e de comando. – Se eu descobrir que alguém que não seja um Weasley esteve aqui, vocês vão se arrepender, fui claro?
A Curandeira o fitou por um momento, a oposição em seus olhos e seus lábios franzidos firmemente. Se havia uma vantagem em ser o Menino- Que- Sobreviveu, era o poder. Ele tinha enfrentado Voldemort em mais de uma ocasião e sobrevivido... Era raro encontrar alguém que o desobedecesse.
Finalmente a velha mulher assentiu:
- Certamente, Sr. Potter.
Harry relanceou o olhar para Gina mais uma vez antes de deixar o quarto, seu corpo superaquecido pelas roupas de lã. Estava próximo do amanhecer... E ele percebeu que não dormia há vinte e quatro horas. Estranho ele não se sentir cansado. Ele teve tantas coisas para realizar e não houve tempo para dormir. Ele estava jogando por suas regras. Com ou sem Ministro, era hora de acabar com aquilo.
~*~
Os primeiros raios do amanhecer eram cinzentos, apesar do sol que se esforçava para encontrar seu caminho através das nuvens. O ar era frio e revigorante e a neve agora caía levemente ao redor de Hermione enquanto caminhava com dificuldades pelo caminho estreito que conduzia à casa de Harry e Gina, até que ela finalmente alcançou as barreiras sólidas colocadas pelo Departamento de Aurores do Ministério. Ela pegou sua varinha e começou o longo processo de desfazer feitiços, seus dedos ficando amortecidos e seus dentes tilintando. Era culpa sua ter deixado suas luvas em casa...
- Hermione?
Ela se sobressaltou com a profunda voz masculina, sua varinha instantaneamente apontada para a figura alta que descia o caminho para a casa.
- Uau! Sou só eu. – Gui chamou, erguendo as mãos em rendição enquanto suas botas afundavam na neve.
Hermione suspirou, sentindo a tensão sair de seus ombros. Ela baixou a varinha e sorriu se desculpando:
- Desculpe, estou um pouco alarmada.
- E não estamos todos? – Gui perguntou severamente, seu brinco de argola com um canino balançou quando ele se agachou e tirou sua varinha de dentro das botas de couro. Ele a floreou. Hermione observou as faíscas azuis brilharem no amanhecer cinzento antes de desaparecerem.
Ela guardou sua varinha dentro da capa e atravessou com facilidade o restante dos Feitiços de Proteção. Impressionada, ela se virou e ergueu a mão, surpresa em encontrar as barreiras de volta ao lugar.
- Novos feitiços?
- Apenas melhores. – Gui respondeu, fazendo sinal para que ela o seguisse de volta para a casa. – Estive trabalhando neles depois que Neville... Bem, Sirius insistiu que eles fossem mais fortes. Remo e eu estivemos trabalhando em algo mais avançado... Feitiços. Demorou muitas semanas. Obviamente, não funcionaram bem.
- Não pode se culpar pelo que aconteceu. – Hermione lhe disse enquanto ele abria a porta da frente. Imediatamente, ela sentiu aquela sensação de enjôo enquanto adentrava a sala de estar. Ela esfregou as mãos, lutando contra o calafrio que lhe percorria a espinha.
- Parece que está cada vez mais difícil. – Gui disse enquanto se curvava para a mala marrom que ele deixara no chão. Hermione conseguiu ver muitos instrumentos, assim como vidros de poções e pergaminhos. – Toda vez que eu trabalho com o Ministério para criar feitços parece que, convenientemente, eles caem nas mãos erradas.
- Estamos tentando descobrir quem, dentro do Ministério, pode estar trabalhando para os dois lados. – Hermione engoliu em seco quando Gui se endireitou, uma varinha aparentemente letal nas mãos. A madeira da varinha estava entalhada com hieróglifos. – O que, em nome de Merlin, é isso?
- Isso – Gui disse, apontando para a varinha com um olhar feroz. – Vai deter quem atravessar essas barreiras, a não ser que tenha intenções puras e boas. Decidi incrementar os Feitiços de Proteção.
- E o que é isso? – Hermione perguntou curiosa, empalidencendo quando Gui apontou a varinha e seu jato negro para a janela.
- Feitiços de Proteção. – Remo repetiu calmamente.
Hermione girou nos calcanhares e o viu adentrar a sala, outra varinha curva e oriental nas mãos. Ela sorriu para cumprimentá-lo, desejando não poder ver a fraqueza em seus olhos, ou os novos fios grisalhos em seu cabelo catanho.
- Como vai? – Hermione perguntou baixinho.
- Estou bem, considerando as circunstâncias. – Os olhos de Remo eram atentos enquanto a observavam. – E você?
- Na mesma. – Não querendo aprofundar-se em seus sentimentos, Hermione voltou a olhar para Gui. – O que esses feitiços fazem exatamente?
- Eles separam aqueles que são puros de coração daqueles que são maus. – Remo atravessou o cômodo para a janela onde Gui estivera parado. – Quem aparecer nessa casa com a intenção de matar ou machucar será preso e ainda sofrerá queimaduras. Pensei nisso quando os ataques começaram, mas eles consideraram Magia Negra, portanto, ilegal e restrita ao Ministério... Até agora, claro.
Hermione observou as faíscas negras virarem um vermelho flamejante, e então desaparecerem ao redor dos perímetros da porta.
- Então eles queimam... As queimaduras são permanentes ou podem ser curadas?
- São permanentes até que a poção apropriada seja aplicada. – Gui baixou a varinha, enquanto ele analisava a base com a palma. Ele olhou por sobre o ombro para ela, sua sobrancelha erguida. – Você está bem?
- Sim. Só vim para vasculhar... Mas suponho que o Departamento de Aurores já tenha limpado tudo?
Gui assentiu:
- Eles limparam tudo e foram embora cerca de uma hora depois que Gina foi internada no St. Mungos. Com um pouco de sorte, eles encontrarão algo para pegar quem fez isso. – Seus olhos azuis escureceram quando ele se afastou da porta. – O único pagamento que eu quero é ficar sozinho em uma sala com esse bastardo por cinco minutos. Seria todo o tempo que eu precisaria.
Hermione suspirou e olhou ao redor da sala, tentando localizar o que lhe causava aquele desconforto.
- Vou ficar por aí por alguns minutos... Algum de vocês podia esperar um pouco antes de ir embora?
- Claro. – Gui disse, fazendo menção ao corredor. – Temos mais algumas janelas para enfeitiçar. Leve o tempo que precisar.
Ela lhe lançou um sorriso em agradecimento e rumou pelo corredor, para o quarto de Gina e Harry. Seu coração pareceu acelerar enquanto passava pelo banheiro, e Hermione relanceou o olhar para o local escuro antes de voltar sua atenção para a porta a sua frente.
O primeiro choque de dor surgiu nela quando sua mão agarrou a maçaneta. Era uma estranha sensação de adrenalina misturada com medo. Ela podia praticamente ouvir as batidas de seu coração latejando em seus ouvidos. Fechando os olhos, Hermione colocou a testa contra a porta e tentou controlar a respiração falha. De algum modo, sua mão girou a maçaneta e abriu a porta. Ela piscou e adentrou cuidadosamente o cômodo, imediatamente percebendo o brilho dos pedacinhos de vidro que estavam espalhados pelo carpete que os Aurores haviam esquecido.
Ela parou dentro do quarto, olhou ao redor, e andou pelo perímetro, esperando que algo disparasse as imagens em sua mente. Ela parou perto da janela, fechando os olhos e tentando bloquear as lembranças de Harry carregando Gina. A voz de Rony ainda ecoava dentro dela, seu rosto pálido e seus olhos cheios de dor e de culpa. Ela tinha que saber que isso aconteceria... Como ela pôde esperar que pudesse viver uma vida feliz com ele depois de uma noite juntos? Merlin, ela tinha sido tão descuidada.
Mas agora, ela não estava sendo descuidada. Se Rony queria ficar com Imelda até que ela se recuperasse, Hermione não podia detê-lo... Ela sabia que ele estava tentando fazer a coisa certa, e ela não tinha moral para pedir que ele partisse o coração de Imelda... Especialmente com ela muito machucada em um hospital. Talvez isso tudo tivesse acontecido por uma razão. Para mostrar a ela que seus dias de amor e desejo com Rony Weasley tinham, se não completamente, terminado. Ele tomara sua decisão, uma que não a incluía, assim como ela tomara a sua dois anos atrás. Tudo o que ela podia fazer era esperar e... Nesse meio tempo, alguém já teria atacado uns de seus melhores amigos... Ela tinha que trabalhar agora.
Ajoelhando- se no carpete, Hermione pegou um pedaço de vidro esquecido pelos Aurores. Imediatamente, ela relanceou o olhar para o guarda- roupa de Gina e viu que a caixinha de jóias que pertencera a Gina por anos havia desaparecido. Hermione afundou nos joelhos e sentiu o peito ficar apertado quando o grito de Gina ecoou em seus ouvidos. O som da caixinha se quebrando se seguiu ao grito, fazendo Hermione flexionar os dedos. Ela arquejou, olhando o vidro cortar seu polegar e cair com gotas de sangue. Eles não a machucaram ali... Gina tinha escapado deles.
Ficando de pé, Hermione deixou o quarto e chupou o sangue de seu polegar antes de rumar para o corredor. Ela ainda podia ouvir Gui e Remo no segundo quarto, recitando frases em latim enquanto protegiam as janelas. Seus instintos a conduziram para a porta dos fundos. A maçaneta estava cintilando como se alguém a tivesse limpado e polido. A essência de sangue a sobrepujou e ela engoliu a náusea antes de abrir a porta.
O vento soprava áspero ao redor de Hermione, fazendo-a ofegar, a brisa fria envolvendo sua garganta. Estava tão frio que Hermione praticamente podia sentir o gosto de gelo na boca. Muitas pegadas haviam sido soterradas pela neve, mas Hermione caminhou rapidamente, ignorando o fato de que seus sapatos e suas meias estavam ensopados. As árvores que circundavam a casa estavam nuas, mas belas com a neve que as cobria e a massa de gelo que pendia de cada galho. Se não fosse pelo terror que crescia dentro de si, Hermione teria achado o cenário encantador.
Ela rumou para a mais fina das árvores, tremendo enquanto seus dedos dos pés formigavam. Não havia nada além do som do vento. O que ela estava fazendo lá fora? Estava nevando e frio e ela estava procurando por... Inferno, ela não tinha idéia do que estava procurando.
Hermione caminhou mais alguns metros, cruzando os braços enquanto lutava contra a crueldade da manhã. Ela se lembrou de Harry carregando Gina pelos corredores do St. Mungos. O cabelo de Gina estava úmido, sua pele e seus lábios arroxeados. Eles a tinham jogado para fora depois que a atacaram? Ela tinha tentado escapar deles?
Sua cabeça latejou quando uma imagem lampejou mais do que depressa diante dos olhos de Hermione. Gina correndo... Tropeçando... Caindo de joelhos. Ao virar, o olhar de Hermione caiu sobre o que pareceu ser um insignificante monte de neve ao lado de uma grande árvore. Seu corpo doeu quando ela caminhou para lá, e quando a dor aguda em sua têmpora aumentou, ela soube que foi ali que Harry encontrou Gina.
Hermione respirou profundamente, esforçando-se para levar oxigênio para seus pulmões. O estúpido berro em seus ouvidos aumentou de volume, percorrendo sua mente enquanto ela ofegava e caía de joelhos. Ela podia ouvir os gritos de Gina e eles estavam tão intensos que abafavam as risadas. As risadas frias e cruéis. Mãos calejadas agarraram seu corpo, olhos escuros sem emoção, apenas desdém, a encararam. Mas agora ela podia distinguir as figuras distorcidas... Seus rostos estavam mais claros, suas identidades gravadas na mente dela. Hermione sentia as palmas de suas mãos afundarem na neve enquanto ela se esforçava para guardar a visão, e ela gritou quando um par de mãos agarrou seus antebraços e a levantou da neve.
- Hermione!
Piscando rapidamente, Hermione respirou longamente antes de começar a tossir, sua mente clareando lentamente enquanto os olhos preocupados de Gui entravam em foco.
- Caralho! O que diabos acabou de acontecer?
Ela sentiu os dedos dele se fecharem em sua blusa escura enquanto ela meneava a cabeça, tentando fazer sua voz funcionar. Gui estava praticamente carregando-a para a casa, seus palavrões sendo levados pelo vento.
- Eu estou bem. – Ela irritou-se, lutando para fazer seus dentes pararem de tilintar enquanto Gui escancarava a porta e a colocava na cadeira da cozinha. Ele pegou um pano de prato e o molhou debaixo da torneira enquanto olhava por sobre o ombro, seus olhos cheios de preocupação.
As mãos dela estavam cruzadas sobre o colo enquanto ela mantinha os olhos fechados, tentando se livrar da dor em sua têmpora. Ela ouviu os murmúrios masculinos e suspirou. A última coisa que ela precisava era Gui e Remo fazendo perguntas. Ela ouviu a cadeira mais próxima sendo arrastada pelo chão linóleo e abriu os olhos para observar Remo se sentar, seus dedos quentes cobrindo seu queixo enquanto levantava sua cabeça e corria o pano quente sobre sua testa. Gui aparentemente deixara o cômodo.
- O que está fazendo? – Ela perguntou, estremecendo com o contato áspero do tecido.
- Limpando o sangue.
- Sangue? – Desviando- se das mãos dele, Hermione viu as manchas de sangue no pano de prato azul pálido. Em pânico, ela levou os dedos à testa, surpresa em corrê-los por sua pele cortada.
- O que está havendo, Hermione? Eu já sei sobre esse seu... Dom... Desde que você voltou, mas me parece que você não está lidando muito bem com ele. Pelo que Sirius me contou, você ia parar com isso se estivesse te machucando fisicamente...
- Estou tentando. – Ela disse, levando os dedos à cicatriz novamente e mentalmente proferindo o feitiço correto. Ela esperou até a cicatriz desaparecer para finalmente fitar Remo. – Eu tinha que desenvolver essa habilidade quando voltei para casa. Não tenho sido de muita ajuda.
- Você tem sido mais que uma ajuda. – Remo lhe assegurou, inclinando-se para pegar sua mão. – Você salvou a vida de Dora. Salvou a minha.
Ela sorriu fracamente, mas meneou a cabeça:
- Não posso mais, Remo. É muito difícil e doloroso. Não estou ajudando com a minha habilidade... Só estou atrapalhando. Distraindo as pessoas do que é realmente importante... – Sua voz morreu e ela tentou encontrar a determinação de que precisava. Seu olhar se fixou no dele antes de ela apertar sua mão em conforto. – Acho que está na minha hora de ir embora.
~*~
Rony estava exausto. Ele tinha ficado naquela desconfortável cadeira perto da cama de Imelda a noita toda e no começo da manhã, apesar de seu corpo e sua mente implorarem desesperdamente por descanso. Ele sentia a culpa se estabelecer sempre que considerava ir embora, mesmo que por enquanto.
Ele precisava de tempo para pensar e fitar as feridas no pescoço de Imelda certamente era o suficiente para distrai-lo. Ao amanhecer, ela estranhamente já tinha recuperado a cor usual no rosto. Ela estava louca para sair do St. Mungos, e ir trabalhar, mas Rony e os Curandeiros insistiram para ela esperar até receber alta, já que ela se sentia exausta pelo simples fato de se sentar e caiu no sono antes que o Curandeiro pudesse fazer mais exames.
Isso deu a Rony a oportunidade que ele precisava, e, ignorando o peso que parecia carregar nos ombros, ele saiu para o corredor, louco para fumar e tomar um pouco de chá.
Ele caminhou para as escadas, desacelerando o passo quando viu Harry se aproximar, com dois copos espumantes nas mãos. Eles pararam em seus degraus e se fitaram por muito tempo. Só de olhar para Harry, o nariz de Rony já latejava.
Involuntariamente, e muito cansado para entrar em outra briga com seu melhor amigo, Rony sacou um maço de cigarros que Fred havia lhe dado e começou a passar por Harry, seus olhos presos no chão.
- Isso é para você.
Rony parou abruptamente, cautelosamente erguendo os olhos para o copo que Harry lhe oferecia. O cheiro de chá fez seu corpo implorar, mas Rony não estendeu as mãos, finalmente olhando para os olhos de Harry.
- Então, já não bastasse quebrar o meu nariz, quer me escaldar também?
Harry suspirou e estendeu o copo para Rony mais uma vez:
- Vai se ferrar, Rony, e pega esse copo, tá bom? É melhor do que correr para dar uma tragada.
Rony hesitou por apenas um minuto antes de guardar os cigarros no jeans e pegar o copo de Harry:
- Valeu.
Eles caminharam em silêncio até Harry desabar numa das cadeiras no corredor. Rony se sentou perto dele, tomando um grande gole de chá, apesar do líquido quente queimar sua garganta. Era bom saber que ele ainda sentia alguma coisa...
- Sinto muito por te bater. – Harry disse finalmente, apesar de não olhar para Rony. – Eu optei pelo alvo mais fácil e não estava pensando claramente...
- Você não tem que se desculpar. – Rony disse, fechando os olhos enquanto suas mãos se aqueciam com o copo quente. – Eu deveria tê-la checado... Eu te disse que checaria e te decepcionei. Decepcionei Gina. Você não sabe o quanto eu sinto muito...
- Você poderia tê-la checado e isso ainda poderia ter acontecido. – Harry admitiu, inclinando-se para frente, e descansando os braços nos joelhos. – Era tarde quando eles ultrapassaram as barreiras. Se você estivesse lá, também poderia ter sido ferido. – Ele olhou para Rony. – Não sei o que teria feito se tivesse te encontrado também... Não acho que teria sido capaz de lidar com isso, quase perder vocês dois.
A sensação que perpassou Rony lhe lembrou irresistivelmente a sensação de amizade quando Dumbledore havia explicado seus propósitos durante a terceira tarefa do Torneio Tribruxo. Parecia que havia passado muito tempo desde que ele e Harry estiveram assim, e isso quase fez Rony esquecer seus problemas, apegado ao último resquício de normalidade em sua vida.
- Sei que as coisas estão caóticas. – Harry lançou um olhar significativo a Rony. – Com esses assassinatos e a volta de Hermione... – Rony franziu o cenho e se mexeu desconfortável na cadeira, mas Harry continuou. – Suponho que eu esteja tentando dizer que sinto muito pelo jeito que as coisas estão. Brigamos muito, e eu poderia dizer que é por causa do estresse da situação, mas não quero me desculpar pelo meu comportamento...
- Não tem que se desculpar. Eu disse e fiz muita merda nos últimos meses. Eu me meti numa encrenca, Harry. – Rony engoliu em seco o bolo na garganta. – É um pouco mais difícil de aceitar sabendo que eu poderia ter evitado tudo isso.
- Sabe, - Harry disse, reclinando-se na cadeira. – Enquanto eu estava sentado no quarto da Gina, observando-a dormir... Imaginando se ela ia acordar, uma porrada de revelações me veio. Eu sei que te culpei pelo que aconteceu com ela, quando, no fim, era minha culpa ela estar sozinha...
- Harry...
- Deixe- me terminar. Eu percebi que estamos culpando uns aos outros sem perceber que é exatamente o que essas pessoas querem. Era tão mais fácil para eles nos fazer voltar uns contra os outros. – Harry cerrou a mandíbula e virou-se para olhar para Rony, seus olhos verdes brilhando. – Como é que o Snape nos chamava em Hogwarts? Você, Hermione e eu?
- Trio Maravilha?
- Exatamente, porque éramos poderosos juntos. Olha as merdas em que nos enfiávamos em Hogwarts, mas sempre encontrávamos um jeito de nos safar... Éramos muitos mais vulneráveis quando estávamos separados.
Rony ergueu uma sobrancelha quando Harry saltou do assento e começou a andar de um lado para o outro, concentrado. Andar daquele jeito só significava uma coisa.
- Então você acha...?
- Gina me perguntou por que não a mataram. – Harry disse, pensativo. – E que eles lhe disseram para me dar um recado e então a deixaram lá, na neve. Quer dizer, eles só me deram um susto. Isso não faz sentido.
- Cristo, Harry, você acha que eles prepararam essa emboscada só para te manter longe da Gina e chegarem até ela? – Rony perguntou, seus dedos apertando o copo de plástico. – Eles a deixaram lá para você encontrá-la...
- Se é esse o caso, então eles cometeram um grande erro. – Harry rosnou. – Não vou mais patrulhar, nem esperar que esses filhos da puta ajam. Vou encontrá-los sozinho...
- Não, não vai. – Rony disse firmemente. – Vou te ajudar.
Harry assentiu, seus lábios se curvando levemente:
- Vai seguir as regras?
O sorriso se transferiu para o rosto de Rony:
- Se aprendemos alguma coisa em Hogwarts, foi que as regras não servem para nada a não ser nos restringir.
- Hermione iria discordar de você nesse ponto. – Harry disse suavemente, jogando o copo no lixo. – Mas então, novamente, como ela era a única que mandava as regras às favas quando necessário, tenho certeza de que ela aprovará. Precisaremos da ajuda dela... Não funcionará sem ela.
Rony assentiu, mas não disse nada. Algo lhe dizia que trabalhar lado a lado com ele seria a última coisa que Hermione iria querer, mas ele sabia que ela era leal e provavelmente estaria mais do que disposta a ajudar Harry e Rony sem questionar.
E Imelda iria se recuperar rapidamente... Rony não podia evitar o inevitável por mais tempo, senão só pioraria a situação:
- Tenho que ir e chechar a Mel.
- Como ela está? – Harry perguntou, caminhando com Rony.
- Ela parece estar bem... As maldições que foram lançadas desapareceram rapidamente. O Curandeiro me disse que ela é uma bruxa muito poderosa. Aparentemente, ela se recupera muito rápido e agüenta melhor a dor. – Rony orou para que fosse verdade. – Ela ficará bem.
- É muito nobre. – Harry disse em voz baixa, parando a poucos metros do quarto de Imelda. – O que está fazendo. Mas não afunde nisso, Rony. Não deixe a culpa força-lo a um relacionamento que te faz miserável.
Rony parou abruptamente e fitou Harry:
- O que quer dizer?
Harry meneou a cabela, exasperado:
- Eu conheço vocês desde os onze anos. Nunca houve ninguém para você além de Hermione, Rony. – Ele sussurrou, afastando-se alguns passos e enfiando as mãos nos bolsos. – Assim como nunca houve ninguém para a Hermione além de você.
Rony tentou pensar numa resposta lógica, mas encontrou sua mente simplesmente num caos com os pensamentos enquanto Harry se virava e saía. Sentindo uma inesperada sensação de alívio, Rony entrou no quarto de Imelda, sorrindo fracamente quando a viu sentada e folheando o Semanário das Bruxas.
- Ei.
Imelda ergueu o olhar e sorriu radiante:
- Estive pensando aonde você foi. A Curandeira Grant me contou que eu poderia ir essa tarde.
- Já? – Rony franziu as sobrancelhas, deslizando as mãos para os bolsos do jeans. Merlin, ele precisava escapar para casa para tomar uma ducha e trocar de roupas.
- Rápida recuperação. – Imelda anunciou feliz antes de fechar sua revista e coloca-la no colo. – E como está a Gina?
- Ela está melhorando. – Rony disse, mais uma vez implorando por um cigarro. Ele suspirou e parou de frente à cama. – Imelda, quando chegarmos em casa... Há algumas coisas que eu gostaria de te falar.
- Se importa se eu começar?
Rony se virou para ver Sirius parado no batente da porta, seu cabelo escuro jogado para longe de seu rosto, seus olhos cinzentos cansados, mas cheios de determinação. Ele estava usando as vestes do Ministério, o que dizia a Rony que ele estava lá a trabalho. Mesmo que ele estivesse usando jeans trouxa, Rony provavelmente teria notado a postura profissional e sabido que não era uma visita pessoal.
- Sirius. – Imelda sorriu. – Mais perguntas?
- Desculpe. – Sirius disse, olhando para Rony. – Percebo que estão tristes, mas temo que precisemos de mais algumas respostas.
- Claro, tentarei ajudar com qualquer coisa, mesmo que minha memória do que aconteceu esteja um pouco confusa.
Rony observou Sirius aproximar-se da cama quando uma idéia lhe ocorreu:
- Ei, talvez pudéssemos chamar a Hermione e tentar ler as mentes de Imelda e Harry como ela fez com o Adriano. Certamente, ela conseguiria ver alguma coisa...
- Ler mentes? – Imelda perguntou, levando uma mão ao peito. – Isso é bem perigoso, não é?
- Pode ser, mas não é necessário. E Hermione não poderá nos ajudar no caso aqui, no presente momento.
A confusão e a preocupação se estabeleceram rapidamente:
- O que quer dizer?
- Ela veio me ver esta manhã. – Sirius respondeu, erguendo seu olhar cinzento para Rony. – Ela voltou para Roma.
N/A: Vergonha, vergonha, vergonha... Fala sério, como eu pude demorar tanto para traduzir e postar um capítulo tão curto, vocês devem estar se perguntando. Muito trabalho e mais algumas coisinhas... Sério, eu cheguei a pensar em colocar a fic em hiatus porque não achei que fosse conseguir postar esse ano ainda. Mas consegui, ainda bem. Espero que gostem do capítulo, apesar do tamanho. E comentem, ta? Tô com saudades dos comentários de vocês! Metam o bedelho, comentem o capítulo e suas suspeitas sobre quem é o assassino. Agora preciso ir. Ah, já ia me esquecendo, no próximo capítulo vamos conhecer Roma! Beijos!
N/B Tina Weasley Potter!: PUTA QUE O PARIU, CARALHO... Só Merlin mesmo para fazer uma coisa dessas, a CAROL terminou de traduzir... UHUUUUUUUUUU E venhamos e convenhamos, QUE CAP!!!!!
CARALHO, PUTA QUE PARIU, UMA LUZ SE ACENDEU E ELES RESOLVERAM SE ENTENDER... Essas forças da natureza são incríveis, algo muito grande caiu na cabeça do legume insensível do Ron, e outra abriu os miolos do cabeça dura do Harry... Sinceramente me emocionei, a força da amizade deles é incrível, nem socos e ponta pés serão capazes de exterminar a força de uma amizade real, verdadeira... UHU dá-lhe trio maravilha.
Nossa o Harry todo se culpando pela Gi foi lindoooooooo... E ele pensando no bebê... aiaia Eu quero que ele seja o pai dos meus filhos, se ele quiser teremos um time de quadribol inteirinho!!!
E chegando na parte da Mione, o que dizer dela, tadinha, está morrendo, se acabando, esses poderes dela a estão consumindo... Valha-me Merlin e todos os bruxos da antiguidade.
E chegamos a parte final, onde o Harry coloca uma luz na cabeça desmiolada do Ron, e ele decide que é hora de dizer algumas coisas a Imerda... mas ai o Sirius aparece e não permite que isso aconteça, mas algo no ar não escapou aos meus olhos... Essa ruiva deslavada, desmilinguida, enjoada, nojenta, vacaranha, vadia, vagabunda, chinelona, puta, prostituta... Ela fez cara de coitadinha com a idéia do Ron, mas eu sei que ela apertou aquele cu dela, que não passava uma agulha naquelas pregas cagadas dela, ficou apavorada em ter a mente sondada pela Mione... praga desgraçada, odeio a Imelda!! AAFF
E bem, para minha surpresa e a de Ron também, a Mione voltou para Roma, pelas calcinhas gastas da Sprout, o que será do trio agora? Hein?
Vou ficando por aqui que esse N/B está quase maior que o cap... beijos especiais, a Oráculo, Pedrão, Mica, Rejinha... Gurizada que nunca esquece de me mandar beijos, e elogiar e rir com meus n/bs!!
Beijos a todos os leitores, continuem comentando e deixem a Carol bem feliz!!!
Beijos Carolzita, amo-te mana! Cap espetacular!
FUI!
Respostas aos comentários entre os dias 05/10 e 21/11:
Claudiomir José Canan: Oi, Clau! Eu li suas fics, nos poucos momentos que eu tinha de folga. Adorei os capítulos, principalmente da Renascido do Inferno, que é a minha favorita. Eu gosto de D/Hr. Que os fãs canon não fiquem com raiva, mas, tendo bom conteúdo, eu leio fic de qualquer shipper, apesar de ser fã incondicinal dos shippers tradicionais. Sem pressa? Eu estava quase enlouquecendo porque não encontrava tempo para terminar a tradução! Eu sou muito perfeccionista e pontual, então já viu o estado em que eu estava, né? Assim que as aulas terminarem, eu corro para comentar nas fics, ok? Beijos!
nõnõ wesley WARNERR GRR: Oi, portuguesa! Como é que andam as coisas no Velho Continente? Quero coments, hein? Beijos!
Pedro Henrique Freitas: Caralho, Pedrão! Conte-me tudo, não me esconda nada. Foi bem no vestibular? Somos muito parecidos: detalhistas (posso ver pelo tamanho dos seus coments), bem racionais, mas sensíveis em inúmeros momentos. Eu adoro ler sobre política, crises etc também. Por isso, sempre quis fazer Jornalismo. Já pensei em fazer Biblioteconomia também, mas isso é um projeto para mais tarde. Agora, falando da fic, concordo com você: o Sirius não relaxa um instante, ele não é aquele garotão que a Tia Jô descreve nos livros, mas, sendo chefe dos Aurores e vendo essa série de assassinatos acontecendo sem poder fazer nada, o cachorrão realmente precisa ser intransigente, sério e severo. Eu não consigo imaginar um líder com uma postura diferente. Segui o comentário da Alessandra e não matei o bebê. Como ela mesma frisou, vivemos num mundo tão conturbado, cheio de injustiças, que, ao menos na ficção, queremos vivenciar um momento, mesmo que mínimo, de esperança. Não sei se fiz certo para a história, mas meu coração está mais leve.
hannah carolina fernandes: *Crise de risos* Olha... Eu nunca gostei de brincar de Barbie, nem de boneca, sabe? Na verdade, eu até tinha uma coleção de bonecas, mas elas ficavam guardadas porque eu não gostava de mexer com elas e tinha horror que outra criança encostasse nelas. Sim, eu fui uma criança egoísta, coisa de filha única. Espero que seu “popo” tenha melhorado agora que tem capítulo novo e sua espera acabou finalmente! Beijos!
jacgil: E o bem venceu o mal de novo. Agora o Harry e o Rony vão agir pra valer e acho que logo saberemos quem são os assassinos e o motivo que motivou esses crimes. Beijos!
Leidyvana P. Santos: Infelizmente, o capítulo demorou, mas espero que o próximo venha logo. A esperança é a última que morre, né? Valeu pelo coment!
Lana Weasley: Será mesmo que eles perceberam que têm que ficar juntos? A Mione voltou para Roma e o Rony ficou lá, sozinho com a Imelda... Isso não me parece boa coisa, hein? Agora vamos esperar e ver/ler o que acontece, né? Beijos!
Kelly **: Deixei o bebê vivo, isso já é um avanço e tanto, vindo de mim. Pois é, a Imelda levanta muitas suspeitas mesmo, mas, como tradutora, não posso julgar os personagens. Mas logo vocês vão saber quem está por trás desses crimes. Aí, se a Imelda estiver envolvida, eu deixo você entrar na história para arregaçar com ela, ok? Mas já vou avisando que a fila é grande. Beijos!
Ana Hansen:Esses casais cada vez mais separados, né? Se bem que o Harry e a Gina parecem ter se entendido agora. Continua comentando, ta?
Thamis No mundo ........: Eu não podia matar a Gina, afinal ela é uma das protagonistas, e nem o bebê porque acho que ele ainda vai trazer muita esperança e luz para a história.
Senhorita: Valeu, Se! PS: arranjei um apelido para você.
Alessandra: Pois, é, Ale, eu não concordei com a morte do bebê. Achei meio desnecessário. Sabe, eu li todos os comentários e as opiniões dos leitores e pensei bastante sobre manter o bebê vivo ou não, mas o seu comentário acho que foi o mais impactante, o que teve uma defesa mais apaixonada. Sem dúvida, foi um dos mais pesaram nessa decisão de salvar a vida da criança. Acho que todos os personagens merecem um pouco de esperança, né?
Mica Caulfield: Tô louca para ler a sua interpretação e sua opinião sobre esse capítulo! Sabe que algumas coisas que você mencionou nos seus comentários eu não tinha percebido? Por exemplo, a cena em que o Rony e a Mione se separam e eles vão se afastando a cada fala. Foi uma sacada muito boa. “Tenho mesmo que dizer que adoro quando você vai ‘ilustrando” seu comentário com trechos do capítulo? Adoro! Porque mostra que você realmente leu e gostou do capítulo. Bom, agora corroborando um pouco com os seus comentários, o Jorge realmente estava bem sombrio no capítulo passado, mas isso tem uma explicação bem plausível, que vocês vão conhecer nos próximos capítulos. Agora quero saber quais foram as frases mais marcantes dos personagens, ok? Beijos! PS: apesar de estar louca para ler mais um capítulo da Além do se vê, entendo que você está meio “atucanada” e vou esperar como uma boa menina, ok? Sem pressão.
Deby: Valeu, Deby! Também achei que seria muito triste a Gina perder o bebê, afinal acho que essa criança seria muito amada por todos. Beijos!
Larii: A Tina realmente arrasa nos N/Bs dela! É sempre uma surpresa.... hahhahahaha
Eleonora: O Harry realmente é louco por aquela ruiva. Também já estava na hora, né? Depois de todas as cachorradas que ele fez em Save Me. Agora dá até pra imaginar ele um pai babão, protegendo a mulher de tudo e tal. E a Gina quase surtando com ele. Mas agora eles entraram num consenso e viram que não podem ficar um sem o outro.
Reji Cullen: Só uma mineira piradinha demais da conta sô como você para fazer matemática hahahaha. Falando sério, também acho que o Rony e a Mione já perderam muito tempo e deveriam logo se jogar de cabeça nesse relacionamento, mas tem a Imelda para interferir... E agora a Mione foi embora e não sabemos como o ruivo vai reagir, ou melhor, sabemos, sim, ele vai se sentir abandonado mais uma vez e ficar furioso com a morena. Já pensou? Esses dois não têm jeito mesmo...
Oraculo: Eu não ia matar um bebezinho... *Faz bico* Não sou tão má assim, leia-se não sou uma Tina da vida hhaahaha. Não acho que tenha sido culpa do Rony. Mesmo que ele tenha sentido a tatuagem queimar, ele ainda queria ficar a Mione, afinal são dois anos separados! Mas ele já sofreu demais por causa desse “deslize”. Agora tem a Mel para cuidar e a Mione foi embora. Ele deve estar muito mal. Será que alguém aí se candidata a cuidar do ruivo? *Todas as fãs malucas pelo ruivo erguem as mãos e varinhas e Carol desiste de contar*
Sara Peverell: Valeu pelo coment, Sarita!
Bruna Radcliffe: Não se preocupe, sempre que eu arranjar um tempinho eu posto capítulo novo para vocês. Beijos!
gilmara: Será que a Mel é a vilã mesmo? Tudo conspira contra ela, mas será...?
BruH LaPoLLi ♥: Atualizei! Espero que goste.
Luciana Martins: Também acho que seria sacanagem o Rony terminar com a Imelda, com ela estando tão machucada e frágil. E agora, que ela já se recuperou, seria o momento ideal para deixá-la e ficar com a Mione, já que a ruiva já está recuperada, mas a Mione voltou para Roma e agora o Rony vai se sentir abandonado e não vai terminar o relacionamento por pura teimosia.
Bianca: Oi, Bia! Não desisti de postar, pelo aqui no FEB, mas no Aliança acho que não vai mais ter atualização, porque lá é meio complicadinho de postar e nem tenho mais tempo de me ocupar de atualizar em dois sites diferentes, mas continua por aqui e acompanhe sempre, ok?
Yumi Morticia voldemort: Mas todo mundo acha que o Rony merecia ter levado aquela surra. Eu particularmente acho que um soco era realmente necessário, mas o Harry não precisava ter descido a lenha no ruivo.
Alinika: É o que eu digo: o Rony é assim, meio moleque irresponsável. Ele tem um bom coração, mas não mede as conseqüências de seus atos. A Mione foi bem descuidada, como ela mesma reconheceu nesse capítulo, mas agora vai mergulhar de cabeça nesse caso, não só ela, mas o Harry e todos os Weasleys também.
Liz Negrão: Anda sumida, hein? Mas eu entendo: fim de ano é uma loucura! Vamos ver se, com capítulo novo, você aparece e também se anima em postar o epílogo da Meu Sol. *Olhar pidão*
Janaína Ferreira: Outra sumida... Li os capítulos das fics. Estão ótimos. Estou adorando a “Bela da Noite”, apesar de achar o Harry um tremendo sádico inescrupuloso. A Gina também tem que reagir, né? Não pode se deixar dominar por um homem daquele!
Tina Weasley Potter!: Olha a beta desvairada aí. Mal posso esperar para ler as suas loucuras. Nem vou me alongar muito nessa resposta porque depois a gente coloca a fofoca em dia pelo MSN. Beijos, mana! PS: Manda aquela irmã mais velha e desnaturada comentar também. Brincadeirinha...
Yasmin Prado Marinho: Ainda bem que a cicatriz da Gina vai sumir logo. Também acho que o bebê vai trazer muitas alegrias para o casal e todos os outros personagens.
tukinha weasley: Aquela cena da mesa foi ótima mesmo, com a Mione cheia de si e “domando” o ruivo. Pode fuçar o meu Orkut o quanto quiser, mas ele está meio desatualizado, sabe. Seja bem- vinda à fic.
Lady Eldar: *Carol persegue a Lady* Não acredito! Você não acha que o Harry merece um pouquinho de alegria? Ele já perdeu tanta gente amada... Mas, sério, respeito sua opinião. Por um lado, teria sido interessante a Gina perder o bebê porque ia ser muito mais impactante mesmo, mas também teria sido um impacto momentâneo, né? Porque ia causar muita dor desnecessária. Sei lá... Tô viajando. Bjo!
Jhonatas Tiago Potter: Dessa vez não te esqueci, Jay. Esquecer não é bem o termo, porque você é meu bruxinho favorito e eu jamais te esqueceria. Nossa, você estava mesmo inspirado quando escreveu aquele comentário quilométrico (lembra dessa expressão?). Amei cada palavra, mesmo tendo ficado horas lendo. Brincadeira. Ficou o máximo, Jay. Valeu mesmo. Beijos, Bruxinho!
CARINE GONÇALVES: Também acho muito misteriosa essa opinião que os Weasleys e o Harry têm sobre a Imelda, mas parece que ela realmente ajudou muito o Rony, e, só por isso, ela está acima de qualquer suspeita e é super respeitada por todos os personagens. Mas, na minha opinião, ela realmente ama o Rony, da maneira dela, mas mesmo assim incondicionalmente.
Artemis Granger: Oi, Art! Li o capítulo novo e adorei. Você sabe que, depois de H/G e R/Hr, meu casal favorito é D/Hr. Adoro essa relação de ódio e amor deles. Sempre que posso eu visito seu site para saber se tem atualização. Ando cada vez mais ansiosa!
Juliana Weasley: Sua espera finalmente terminou: fic atualizada. Depois quero saber o que você achou. Bjo.
Ana Paula Alves Santos: Essa atualização demorou mais do que imaginava mesmo. As coisas foram se acumulando e quando eu vi já estava totalmente enrolada, mas espero que, mesmo assim, você continue acompanhando.
Barbie Weasley: Você é famosa no Lumus, sabia? Eu entro bem pouco no fórum, mas sempre lia alguma coisa sua ali. Muito legal que você acompanha a fic e que começou a participar aqui também. Aqui é livre para todo mundo escrever o que acha e participar mesmo! Bjo.
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