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5. CAPÍTULO 5


Fic: A Prometida - UA - HH


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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MOMENTO RETRATAÇÃO: Mil desculpas a Danny. essa autora desatenta e ingrata aqui esqueceu de agradecer a explicação de como colocar itálico nesse tipo de texto... BRIGADAUM...

Nick Granger Potter: hehehe... velho nojento msm... Ah! as coisas naum seraum nem um pouco fáceis...

camila de sousa: bem... se a Mione liberar (o q eu duvido...), pode sim ficar com tds eles...

Hermione.Potter: sinto talvez decepcionar, mas naum vai ser num jantar a descoberta na fic do Calbói... mas a gente sempre pode mudar, neh... hehehe... mas voltando... bem, ela naum va fikar nem um poko feliz, vai até rolar uma boa briga... ops, tenho q parar... qse conto mais do q devo...

**RE**: a culpa naum é minha de acabar na melhor parte, é da autora... heheh... eu vou ter q discordar de vc... o avó da Mione só serviu pra duas coisas: fazer o pai dela e apresentar os dois, nada mais...

Andréa Pismel da Silva: Brigadaum... tem razão, só pela mãe dela msm pra Mione guentar...

Bjus a tdas...
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Foi como se ela mudasse diante de seus olhos. Como um alienígena se transformando de uma criatura inócua em um monstro desafiador.
Ela arrancou a mão da dele, retrocedendo, congelando enquanto o fazia.
— Nosso o quê?
— Nosso casamento — ele repetiu. Sua voz estava mais tensa, agora, reagindo automaticamente à visível rejeição que ela demonstrava.
Ela o fitava como se lhe tivesse nascido outra cabeça.
— Nosso casamento? — ela quase não conseguiu pronunciar a palavra. Depois, o terror a tomou, e ela recobrou a voz. Frágil. — Oh, meu Deus — sussurrou, como se esta fosse a única possibilidade —, você é algum tipo de lunático...
Ela girou, erguendo a saia justa de seu vestido e forçando suas pernas — subitamente fracas — a correrem pelo terraço em direção à luz e à segurança das janelas da outra extremidade.
Ele agarrou seu pulso antes mesmo que ela pudesse dar um passo.
De que você me chamou?
O círculo de seus dedos firmes esmagava os ossos dela. Hermione lutou para se soltar, mas não conseguiu.
— Me deixe! — o medo estava claro em sua voz agora, os olhos esbugalhados de pânico.
O rosto dele se fechou.
— O que está acontecendo? — ele perguntou. — Eu simplesmente disse que deveríamos discutir nossos planos para o casamento. Você pode fazer como quiser. Eu preciso dizer — continuou, ainda não totalmente consciente da estranha reação dela — eu preferia me casar aqui na Grécia.
Casar! — ela repetiu a palavra com total incredulidade.
— Sim, casar, Hermione, por que, pelo amor de Deus, você está se comportando assim? — havia impaciência e espanto na voz dele.
— Casar com você?
Sua boca se contraiu. Foi o modo como ela o dissera, como se fosse a coisa mais ultrajante no mundo. Encarou-a.
Soltou a mão dela bruscamente. Ela esfregou o pulso, e teria tentado correr para as portas que levavam para dentro, mas ele lhe bloqueou o caminho.
— Precisamos conversar — disse abrupto.
Hermione balançou a cabeça violentamente. A única coisa de que precisava era entrar, afastar-se desse lunático que subitamente surtara e começara a falar sobre casamento...
— Responda-me — ele ordenou. — Por que me deixou beijá-la agora se não pensou que eu me casaria com você?
O coração dela batia loucamente. Estava pronta a explodir de tanto pânico.
— Oh, meu Deus, você é completamente louco! — tentou empurrá-lo para passar, mas ele era um bloco irremovível.
Harry, sem se mover um centímetro, deu um suspiro e tentou ferozmente manter a paciência. Por que ela estava dando um ataque histérico era incompreensível. Será que realmente não sabia sobre o casamento? Como poderia ser? Claro que sabia! Com certeza sabia! Então por que o histerismo agora?
Será que ela não queria se casar com ele?
O pensamento o fez ser tomado de uma raiva súbita. Como ela ousava encorajá-lo como o fizera naquela noite, deixando-o provar da doçura de seus lábios, inflamando seu desejo com a postura de seu corpo, se não concordava com o casamento? E por que não concordaria? O que estava tão errado com a idéia de ser sua esposa?
Talvez por você ser o filho bastardo de uma garçonete e de um marinheiro desconhecido.
A raiz venenosa se fincou e não queria ser arrancada. Seu maxilar se endureceu. Se ela tivesse feito objeção a seu casamento por isso, teria tido tempo suficiente para tornar sua posição clara para seu avô.
E será que Yiorgos Coustakis era o tipo de homem que ouvisse as objeções de sua neta em relação às origens sociais do marido que escolhera para ela?
Ele afastou o pensamento. Era irrelevante. Agora ele simplesmente precisava impedir que ela continuasse com o ataque histérico.
— Fique quieta. Você não vai a lugar nenhum até ter se acalmado... — suas palavras foram cortadas por um palavrão quando ele sentiu dor nas canelas, perdeu o equilíbrio, e Hermione o empurrou com toda força, correndo o mais rápido que seu vestido de noite permitia em direção às portas abertas na extremidade do terraço.
A dor esquecida, Harry lançou-se atrás dela e a interceptou no limiar da sala de jantar.
— Chega! — ele estava zangado. Colocou as mãos sobre os ombros dela e deu-lhe uma sacudidela brusca. — Comporte-se! Não há necessidade de uma reação tão ridícula ao que eu falei!
Enquanto falava, Harry se conscientizou de que isso era o que o enraivecia mais — sua instantânea e total rejeição à noção de casar-se com ele! Ali estava ele, obrigando-se a fazer, nas últimas semanas, o impensável — casar-se com uma completa estranha. E então, finalmente, naquela noite, ter todas as suas preocupações tão deliciosa e inesperadamente afastadas ao ver que na verdade a herdeira de Coustakis era linda... e ali estava ela tendo um ataque histérico por causa disso! Como se a perspectiva de se casar com Harry Potter fosse a mais repugnante do mundo!
Hermione colocou as mãos e braços juntos entre os dele e os jogou para o lado com um movimento busco para se liberar. O coração dela batia rápido agora — pânico, incredulidade e, sobretudo, uma raiva intensa passavam por ela.
Não acreditava no que acabara de ouvir. Não podia ser verdade!
Seu rosto se contraiu.
— Isso é uma piada, não é? Falar sobre eu me casar com você. Algum tipo de piada idiota, não é?
Harry se encolerizou. Uma piada, a idéia de se casar com ele? Um bastardo sem pai criado nas ruas de Atenas? Seu rosto se fechou. Parecia subitamente ameaçador.
— Você é a herdeira Coustakis — disse ele friamente. — Eu sou o homem que assumirá a companhia quando seu avô se aposentar. O que fazer além de nos casar?
— A herdeira Coustakis? — Hermione repetiu com uma voz estranha. Uma risada distorcida lhe escapou. Ela inspirou profundamente. — Deixe-me entender direito. O senhor, senhor Potter, quer se casar comigo porque sou a neta de Yiorgos Coustakis e o senhor quer dirigir a companhia para ele — é isso?
Ele assentiu com um breve gesto de cabeça.
— É. Eu fico satisfeito que você tenha entendido.
Sem reparar no tom irônico da voz dele, ela inspirou novamente.
— Bem, sinto muito desapontá-lo, mas de jeito nenhum. Vai precisar encontrar outra herdeira com quem se casar!
Ela começou a se virar. Sentia necessidade urgente de escapar, não só para dentro da mansão, mas também para o santuário de seu próprio quarto. Um braço lhe barrou o caminho.
— Você está me ofendendo.
A voz era macia, mas fez com que os cabelos da nuca de Hermione se arrepiassem.
Ela voltou-se lentamente. Harry Potter estava muito próximo. Próximo demais.
— Eu o estou ofendendo? Senhor Potter, o senhor é um convidado na casa de meu avô e eu sugiro que comece a se lembrar de suas responsabilidades como tal — ela falou tão pacientemente quanto possível, o que era extremamente difícil, dadas as circunstâncias. — Eu estou levando em consideração os costumes diferentes na Grécia, mas se o senhor imaginar que me beijar no terraço de algum modo se converte em um pedido de casamento o senhor está vivendo na Idade Média! O senhor, eu lhe asseguro, não me comprometeu a me casar com o senhor! Então se esqueça de chantagear o meu avô para se casar comigo simplesmente porque eu fui suficientemente estúpida para cair em seus braços qual uma... uma... idiota!
Sua raiva era contra ela mesma tanto quanto contra ele. Era nisso que dava se deixar levar por um estrangeiro lindo de morrer em um terraço iluminado pelas estrelas! Ele subitamente começa a ter idéias sobre conquistar uma esposa rica! Uma súbita pontada de dor passou por ela quando se conscientizou de que fora tudo o que o beijo significara para ele — nada a ver com ela, somente uma maneira barata de prender a garota que ele pensava ser a herdeira de Coustakis!
A herdeira Coustakis, como a chamara! Um riso histérico brotou em sua garganta. Deus, quase valeria a pena permitir suas pretensões insanas somente pela alegria de ver a reação de seu avô quando ele a pedisse em casamento para salvar a honra da filha da mulher que ele chamara de prostituta!
— Chantagear? — a palavra foi cuspida. O tom de Harry era de ultraje furioso. Ter seu comportamento comparado ao de Coustakis quando ele forçara seu sogro a dar-lhe a mão de sua filha e seu dote era insuportável.
— Como você ousa me fazer tal acusação?
Hermione jogou a cabeça para trás.
— E de que mais eu deveria chamá-lo? Você vindo atrás de mim como um cão farejando um osso? Deixe-me dizer-lhe algo, senhor Potter, meu avô vai rir em sua cara à idéia de se casar comigo para assumir as Indústrias Coustakis!
O escárnio em sua voz o enraiveceu.
— Você está errada — sua voz era gélida. — Foi idéia dele.
Ela se calou.
— O senhor está dizendo — estava chocada — que meu avô tem o dedo nisso? — sentia-se oca por dentro. — Meu avô quer que eu me case com o senhor?
— O que mais seria?
Seria possível que ela não soubesse? Que o velho Coustakis não tivesse se importado em contar à sua neta sobre seus planos? Outra de suas "pequenas brincadeiras", pensou sombriamente Harry.
— Deixe-me entender direito — a voz de Hermione era controlada. — Meu avô quer que eu me case com você...
— Em troca de eu assumir as Indústrias Coustakis quando ele se aposentar, o que acontecerá logo depois de seu casamento. Já está tudo combinado — esclareceu Harry. Não se sentia no espírito de poupar os sentimentos da garota. A reação dela à descoberta de seu casamento já era insulto suficiente para que ele explicasse as razões financeiras de seu casamento bem, bem claramente.
— Que conveniente! — a voz dela era fria. E ainda muito, muito controlada.
— Não é? — concordou Harry. A ironia voltara à sua voz.
Ondas após ondas de descrença tomavam Hermione. Descrença total no que ouvira. Sentiu-se fraca. Depois, lá no fundo, sentiu as ondas baterem em um chão rochoso, duro e irremovível.
— Com licença.
Ela passou por Harry Potter. O homem que acabara de lhe dizer que seu avô — seu querido, gentil avô, que ignorara sua existência durante toda a vida — tinha planos para ela. Planos de casamento.
Casamento!
Ela pensara que Harry Potter era louco, e supusera que ele estava somente fazendo uma tentativa com ela. Mas as suposições dele estavam baseadas em algo muito, muito mais sólido que um beijo suave e sedutor.
Enquanto passava pela sala de jantar, podia sentir a raiva crescer. Marchou através das portas duplas para o corredor amplo e passou por ele, escancarando as portas da biblioteca.
Quando entrou, seu avô olhou da bancada com telas de computador piscando no console acima da escrivaninha de mogno.
— Saia!
A ordem foi imperativa. Ela a ignorou. Avançou impetuosamente.
— Esse homem — explodiu, gesticulando selvagemente atrás de si para onde Harry estancara à porta, seguindo sua entrada dramática — me anunciou que se casará comigo. Eu quero lhe dizer agora mesmo que isso não acontecerá.
O rosto de seu avô se endureceu.
— Você entendeu certo. Por que outra razão eu a mandaria buscar? Agora vá embora, está me perturbando.
O estômago de Hermione virou, oco.
— O senhor está completamente louco? — a voz dela era dura — dura e trêmula de fúria. — O senhor está completamente insano? Trazer-me aqui, jogar isso em mim e pensar que eu concordaria? De que, pelo amor de Deus, o senhor pensa que está brincando?
Yiorgos Coustakis ficou de pé. Não era maior que sua neta, mas sua figura era considerável. E aterrorizante.
Ela quase vacilou. Dobrou-se sob o olhar de repreensão em seu rosto delineado e poderoso. Mas a raiva a fez continuar.
— O senhor deve estar louco para pensar que pode fazer isso! Deve estar completamente louc...
Sua afirmação foi interrompida. Um olhar de fúria cega passou pelo rosto de Coustakis.
— Cale a boca! — lançou-lhe. — Não fale comigo assim! Vá para o seu quarto! Eu cuidarei de você de manhã!
Ela parou, pasma.
— O quê? — os olhos dela estavam surpresos. — O senhor pensa que pode me dar ordens? Eu não sou um de seus infelizes lacaios!
— Não, você é minha neta, e como tal, eu exijo obediência!
O queixo de Hermione caiu.
— Continue exigindo — disse, escarnecedoramente. — Obediência não é uma palavra no meu vocabulário.
Atrás dela, os olhos de Harry se estreitaram. Estava testemunhando, sabia, o que muito poucos haviam visto — alguém resistindo ao perverso, dominador e totalmente inescrupuloso líder das Indústrias Coustakis.
Por um breve segundo Hermione pôde ver pela expressão nos olhos de seu avô que nunca lhe haviam falado assim. Depois, rapidamente, seu rosto se endureceu em fúria implacável por ela tê-lo desafiado.
— Deixe essa sala agora ou eu mandarei expulsá-la!
Ele apertou um botão de interfone em sua mesa e rosnou algo em grego. Depois voltou sua atenção para Hermione.
Ela estava diante da ampla escrivaninha agora, a adrenalina correndo em cada veia, simplesmente furiosa demais para ter medo. Além disso, no fundo de sua consciência, sabia que no momento em que cedesse a seu avô, se acovardasse, tudo estaria terminado. Ele teria vencido e ela seria reduzida a uma ruína intimidada e aterrorizada. Assim como ele fizera com sua mãe. Bem, ele não faria o mesmo com ela. Era essencial que o enfrentasse.
E tinha todo o direito de estar zangada. Até a idéia de que ele estivera discutindo casamento... casamento! Sem falar que tinha sido sem o conhecimento dela, era tão absurda que ela quase não podia acreditar ser verdade. Não podia ser.
— Irei quando quiser! — falou, mordaz. — Quando me disser que esse lunático que o senhor convidou está louco!
Ela irritara seu avô novamente.
— Silêncio! Você não me desonrará em minha própria casa, sua pirralha sem vergonha! E não falará assim de seu marido prometido! — batia no tampo da escrivaninha para enfatizar sua raiva.
Os olhos de Hermione se abriram com choque.
— Você não quer dizer isso — disse. — Diga-me que é algum tipo de brincadeira idiota que vocês dois estão brincando!
O rosto de Coustakis era como pedra.
— Como você ousa levantar a voz para mim? Por que pensa que está aqui? Você foi prometida a Harry Potter e se casará com ele na próxima semana. O resto não é da sua conta. Agora, vá para seu quarto!
Ela se sentiu fraca. Isso era irreal. Tinha que ser.
— Você não pode ter me trazido aqui por causa de uma idéia tão ultrajante — disse. — É a coisa mais insana que eu já ouvi em minha vida! E você deve ser louco para pensar que eu concordaria com isso!
Em algum lugar, atrás dela, ela ouviu, uma inspiração profunda. Não se importava. Sentia muita raiva naquele momento — vinte e cinco anos de raiva contra o homem que se comportara de maneira irreparável contra sua mãe. Não lhe devia nada — absolutamente.
Seu avô estava de pé, saindo de trás de sua mesa. Seu rosto quase púrpura de raiva.
O golpe na lateral de seu rosto a fez recuar. Gemeu com a dor e o choque, incapaz de acreditar que ele lhe batera. Automaticamente deu um passo atrás, quase tropeçando em sua saia longa, elevando o braço direito em um gesto de proteção.
— Vá para seu quarto! Nesse instante! — rugiu Coustakis novamente. Seus olhos cortavam os dela como facas.
Abaixando a guarda por uma fração de segundo, Hermione adiantou a cabeça.
— Se você me bater novamente eu o farei voar, então me ajude, por favor! O senhor é um desgraçado vil e desumano, então nunca, nunca mais me provoque, coloque isso na sua cabeça agora.
— Saia daqui! — um fluxo de vitupérios em grego brotou da boca de Coustakis.
Ela inspirou profundamente, trêmula.
— Estou indo. Não se preocupe. Mas antes que eu vá — disse, o maxilar rígido com raiva controlada — é melhor entender uma coisa! Eu não sou um peão, uma peça para suas vis maquinações! Até a idéia de que o senhor tivesse pensado seriamente em me casar como uma escrava é tão ridícula que eu não posso acreditar que a mantivesse por um segundo. Então vá se catar, Yiorgos Coustakis!
Ela viu a mão dele se elevar novamente e jogou seu braço para bloqueá-la a tempo. A pancada atingiu o osso do seu braço, que estalou dolorosamente, mas protegeu o seu rosto.
Ela gritou com choque, dor, raiva e horror, e de repente seu braço esquerdo foi preso em um golpe que não conseguia desfazer, o braço direito baixado de sua posição protetora à força.
— Chega!
A voz de Harry era dura e imperativa. Era dirigida a ambos.
O rosto de Yiorgos estava contorcido, os olhos brilhantes com uma maldade que a teria amedrontado se ela não estivesse tão perturbada. Depois seus olhos passaram através dela, em direção à porta. Dois homens estavam lá, esperando por ordens com deferência. Os olhos de Harry se voltaram para fitá-los. Eram seguranças.
— Tirem-na daqui — Coustakis ordenou, sucinto. Sua respiração era pesada, sua cor perigosamente rubra. Os dois homens se adiantaram em direção a Hermione.
— Parem — a voz de Harry tinha a nota de comando e fez com que os homens estancassem imediatamente.
Hermione se contorcia nos braços firmes de Harry.
— Isso não é necessário, Yiorgos — disse Harry firmemente.
— Então coloque-a você para fora — rugiu o anfitrião. — E é melhor pegar um chicote para controlá-la! Ela precisa de uma boa surra! — elevou a mão novamente, como se ele mesmo fosse iniciar o processo, e com prazer.
— Seu desgraçado! — lançou Hermione ao avô.
Harry a puxou para trás, voltando-a para fazê-la sair da sala. Ela foi. Sair de uma cena vil e feia era agora a coisa mais urgente a fazer. Enquanto era impelida para fora, tentava se livrar do aperto.
— Deixe-me! Eu vou embora daqui!
Quando entraram no corredor, Harry a liberou.
— Sua selvagem! O que você pensa, se comportando assim! Será que você fica tão louca que não consegue ter uma conversa educada, sem gritar a plenos pulmões?
Os olhos dela faiscavam.
— Ele me bateu e você o defende?
Harry, exasperado, inspirou profundamente.
— Não, claro que não, mas...
Hermione estava segurando a face vermelha com as costas da mão. Theos, ela obviamente herdara o temperamento do velho. Que megera!
Uma sensação imensa de exasperação o tomou. O que fazia ali, no meio de uma batalha entre o velho e aquela loba? Por que Coustakis não podia ter resolvido tudo com a neta, contando-lhe sobre o marido que escolhera para ela, em vez de deixá-lo na linha de fogo?
Precisava de um drinque. Algo forte. Talvez isso também acalmasse a moça.
Ela tremia de raiva. Sua orelha e bochecha ainda estavam vermelhas onde a mão de Yiorgos batera.
Ele virou seu rosto para a luz.
— Deixe-me ver.
Ela afastou rudemente o seu braço e se liberou.
— Não me toque! — cuspiu.
Ainda estava completamente fora de si, arfando, o estômago revirado, a adrenalina fluindo loucamente dentro dela.
— Você precisa de um drinque, isso a acalmará — falou, sério. Ele pegou seu cotovelo novamente, e dessa vez Hermione se deixou levar para a sala de estar.
Ela caiu em um sofá de seda, enquanto Harry foi pegar o drinque.
— Beba — ordenou, estendendo um dos copos para Hermione. Ela, tomou um gole e viu que suas mãos tremiam. Harry estava de pé do outro lado da sala, a expressão zangada.
Eu preciso sair daqui, pensou ansiosamente. Partiria logo de manhã para Londres. Para casa, para a sanidade.
Era só o que poderia fazer.
Ela ainda não conseguia acreditar no que acontecera.
— É verdade? Diga-me.
Sentiu a pergunta sair de chofre. Harry franziu o cenho.
— Que vocês dois tramaram o meu casamento? — ela quase não conseguia falar.
— Sim — a voz de Harry era tensa. Deus, que bagunça! — Eu acho — continuou, abertamente sarcástico — que você acabou de obter uma confirmação irrefutável de seu avô.
O rosto dela se endureceu.
— Aquele desgraçado!
A expressão de Harry congelou. Não gostava de Coustakis — tinha dúvidas de que alguém gostasse — e com certeza ele não devia ter batido nela, mas Hermione devia ser realmente idiota para não saber que o avô não toleraria que ela o desafiasse, ainda mais diante de outro homem, e ainda por cima seu marido escolhido! Coustakis nunca permitiria ser envergonhado diante do homem que aceitara dirigir as empresas que ele construíra. Além disso, quaisquer que fossem seus defeitos, Hermione deveria pensar no fato de que era o dinheiro de Yiorgos que mantinha seu estilo de vida luxuoso, e que ela lhe devia ao menos cortesia.
— Você não deve usar esse linguajar.
— Ou o quê? — cuspiu ela. — Você vai pegar o chicote e me bater também?
Harry praguejou. Queria sair naquele momento, estar a milhas dali, longe daquela gaiola de loucos.
— Você certamente precisa de algo que a faça parar de se comportar como uma pirralha mimada e malcriada! — ele lançou-lhe de volta.
Ela se levantou.
— Eu sugiro que o senhor se vá, senhor Potter — disse. — E também sugiro que da próxima vez em que se meter a pensar em se casar com alguém, tenha a cortesia de pedi-la em casamento antes de anunciar a coisa pronta! Não importa o quanto o senhor queira colocar suas mãos ambiciosas nas Indústrias Coustakis, eu não estou disponível — especialmente para um garoto bonitinho caçador de fortunas como o senhor!
Ela pousou ruidosamente o copo de conhaque no bar, derramando o líquido, deu meia-volta e saiu correndo da sala, voltando para seu quarto o mais rápido possível.
Atrás dela, o rosto de Harry estava rígido de fúria. Dez segundos mais tarde saía da casa, fazendo voar sua Ferrari como se estivesse possuído por demônios.

Os dedos de Hermione tremiam enquanto digitava o número no celular que Rony lhe emprestara. Sentia-se fraca como um gatinho. A conversa foi breve e direta.
— Rony, não funcionou. Terei que voltar amanhã. Não se preocupe — ela engoliu, não se permitindo começar a contar o acontecido. — Não é nada radical, mas voltarei para casa assim mesmo. OK? — fez uma pausa. — Bem, se você não tiver notícias minhas do aeroporto de Atenas amanhã, estaremos em alerta amarelo, está bem? E se eu não aparecer em Heathrow — ou pior, não telefonar amanhã à noite, alerta vermelho, OK?
Depois de desligar, desesperadamente grata por não somente ter ouvido a voz familiar e tranqüilizadora de Rony, mas também por ter se lembrado de que um mundo sadio e razoável existia além dos confins desse palácio de loucos, Hermione notou que suas mãos ainda tremiam.
Ela não soube como conseguiu dormir durante a noite. Foi acordada no meio da manhã por Zoe. Parecia que seu avô queria vê-la. Imediatamente.
Oh, ele quer? Bem, por acaso, eu também! Para pedir que um carro me leve até o aeroporto!
Hermione descobriu que ele estava em sua suíte quando, tendo vestido apressadamente sua blusa barata e calças de algodão, seguiu a criada pelo corredor.
Seu avô estava recostado em um monte de travesseiros, em uma enorme cama de baldaquins que não estaria fora de lugar em Versalhes. Não tinha boa aparência, e pela primeira vez ela se conscientizou de que ele não estava bem de saúde.
Eu o farei educadamente, pensou. Eu conseguirei, se tentar.
Aproximou-se dos pés da cama. Olhos escuros e pesados a penetraram. Coustakis poderia estar confinado ao leito, mas o poder que emanava dele não diminuíra em nada.
— Então — disse, sombrio — você é pior do que eu imaginava. Insolente ao extremo! Deveria ter tomado você daquela prostituta e a criado eu mesmo! Teria aprendido o respeito, por bem ou por mal!
As boas intenções de Hermione se desvaneceram. Ela sentiu a fúria subir por suas veias. Mas dessa vez não perderia o controle.
Em vez disso, simplesmente ficou ali, olhando para o pai do seu pai. Parecia incrível que eles estivessem ligados de alguma forma.
— Finalmente calada! Pena que você não segurou sua língua infernal ontem à noite, em vez de se mostrar de maneira tão abominável diante de seu marido!
— Harry Potter não é meu marido, e nunca o será — replicou Hermione. Sua fúria era como gelo correndo em seu sangue.
Yiorgos Coustakis limpou a garganta.
— Agora não mesmo! Nenhum homem a tocaria após ver o seu show abominável na noite passada! Mas — seus olhos escuros se encheram de contentamento — sem as Indústrias Coustakis por dote você só serviria para aquecer a cama de um homem por dinheiro, como a prostituta de sua mãe.
— Essa conversa — disse Hermione, com a voz rígida, enquanto reprimia a fúria que a tomava ao ouvir aquele homem vil falar assim de sua mãe — não importa. Estou voltando para Londres. Por favor, faça a gentileza de chamar um carro para me levar ao aeroporto.
O rosto sombrio de Coustakis se coloriu.
— Você não vai a lugar nenhum! Vai ficar em seu quarto até a manhã de seu casamento, se continuar agindo assim! Eu sou o mestre em minha própria casa! — o punho dele batia nas cobertas. — E se precisar de algo mais que prisão para fazê-la me obedecer, então que seja assim! Uma boa surra a dobrará!
Hermione empalideceu. Lembrou-se dos seguranças e teve medo... Ele o viu e sorriu. Ela o notou e seu sangue congelou.
— Ah! Você pensa que eu não o faria? Eu espanquei seu pai com meu próprio cinto muitas vezes! Ele logo aprendeu a obediência! — seu rosto se fechou. — Até o dia em que encontrou a prostituta que lhe pariu! Então me desafiou! Eu o expulsei! Ele não receberia nem um centavo meu — se não se tivesse esparramado em sua pressa de voltar para o meio das pernas daquela vagabunda!
Ela sentiu o horror do que acontecera como se fosse na véspera. Seu pai, ameaçado e abusado por esse homem estúpido que causara tanta infelicidade e então, quando a felicidade finalmente estava ao seu alcance, tudo lhe fora tirado — até mesmo sua vida.
— O senhor é um homem vil, muito vil... — sussurrou. — O senhor não merece viver.
Os olhos escuros e sem alma passaram através dela.
— Saia, antes que eu a chicoteie eu mesmo com meu cinto! Ninguém me desafia!
— Oh, eu estou indo — disse Hermione. — E se eu tiver que andar a pé até Atenas, irei!
O rosto dele se contorceu.
— Você não terá permissão de colocar um pé fora dessa casa até que Harry Potter a receba das minhas mãos!
Ela balançou a cabeça.
— O senhor está errado. Eu estou indo. Hoje.
— De dentro de um quarto trancado? Eu acho que não!
Hermione olhou-o firmemente. Esse era o momento de esclarecer as coisas para ele.
— Isso — disse, os olhos como pedras — não seria inteligente. Sabe, se eu não der um certo telefonema toda noite, a embaixada britânica em Atenas será avisada de que eu estou sendo mantida prisioneira contra minha vontade. O senhor não vai querer, tenho certeza, ser condenado por me prender! Imagine a festa que a imprensa faria com isso!
O efeito de suas palavras foi visível. Ele lhe lançou algo em grego. Ela riu escarnecedoramente.
O rosto dele se contorceu.
— E se eu fizer com que você faça esse telefonema?
A ameaça era clara — e fácil de compreender.
— Ah, isso não seria inteligente, também. Sabe — ela sorriu desagradavelmente, escondendo um tremor —, se isso acontecesse, eu poderia dar a senha errada durante a conversa...
Como se uma cortina caísse sobre ele, o rosto de seu avô se tornou completamente ilegível. Não havia nada ali — nem a fúria, nem a cólera que emanavam dele um momento antes.
— Diga-me — disse, subitamente —, por que você é tão contra a idéia de se casar com Harry Potter?
Sua mudança de tática a surpreendeu, mas ela se recompôs.
— Essa é uma pergunta séria? É absurda demais para valer a pena responder!
— Por quê? Ele não é um homem bonito? Seria um belo marido, não é? A reputação dele com o seu sexo é espetacular! As mulheres correm atrás dele, e não somente por causa de seu dinheiro!
— Dinheiro? — Hermione captou a palavra. — Ele é um caçador de fortunas. Ele o admitiu.
Coustakis deu uma risada dura.
— Ele só quer tornar sua fortuna maior, é isso! Você imagina que eu confiaria meu império a alguém que não tivesse provado seu valor? Harry Potter tem sua própria fortuna, não desperdiçará a minha por má administração ou incompetência!
Ela franziu o cenho, tentando captar a mudança de rumo. Seu avô continuou:
— A Potter Inc. tem um capital de mais de quinhentos milhões de euros! Ele tem procurado uma fusão com as Indústrias Coustakis nos últimos dezoito meses — é um homem ambicioso, e agora, finalmente, eu decidi deixá-lo realizar suas ambições — a voz dele se endureceu. — Mas eu elevei ainda mais o preço, ele precisa se casar com você antes de assinarmos o contrato.
O cérebro de Hermione corria, tentando ver sentido no que ouvia.
— Por quê? Você negou minha existência por vinte e cinco anos, desde que seus capangas forçaram minha mãe a ir até o aeroporto e a meteram em um vôo para a Inglaterra!
Nem um traço de arrependimento ou vergonha se estampou cm seu rosto quando ela lhe falou do modo como agira com a mulher que ousara lhe dizer que estava grávida de seu filho morto.
— Por quê? — Coustakis repetiu. — Porque você tem o meu sangue. Você e ninguém mais. Eu não tenho escolha, a não ser usá-la, apesar de seu sangue ser maculado. Quando se casar com Potter, ele guardará minha fortuna, e meu sangue passará por você para seu filho. Ele será meu herdeiro. Eu precisarei esperar duas gerações, mas terei meu herdeiro!
Havia posse feroz em seus olhos, que nem mesmo sua expressão inescrutável conseguia esconder.
Então, pensou Hermione, é isso. Eu sou o recipiente para a sua posteridade. Encheu-se de repulsa. Yiorgos Coustakis estava no fim de sua vida miserável e queria a única imortalidade que podia obter.
Ela o fitou. Tinha tudo o que o dinheiro podia comprar, mas não possuía valor como ser humano. Não possuía bondade, nem compaixão, nem gentileza, nem sentimentos por qualquer pessoa, exceto por si mesmo. Tratara seu próprio filho como uma posse, espancara-o para ser obedecido, e sua mãe fora imediatamente tratada como uma caçadora de ouro tentando roubar seu precioso dinheiro!
E agora, 25 anos depois, ela estava à sua frente, sabendo que era a única pessoa no mundo que poderia dar-lhe o que ele queria.
A memória da voz de Rony ecoou em sua cabeça. Se ele quiser você para algo, se não quiser que você recuse, terá que fazer algo que você queira.
E havia algo que ela queria. Algo pelo qual viajara mais de mil milhas, o dinheiro para sua mãe, que não era somente seu passaporte para o sol, mas também sua reparação.
Justiça. Finalmente.
Os olhos de seu avô repousavam nela. Vendo-a como um objeto a ser usado. Nada mais. Bem, objetos precisavam ser pagos.
Cinco minutos antes ela não queria nada exceto sacudir a poeira da casa de seu avô de seus pés. Agora desejava conseguir aquilo pelo que viera.
Dinheiro.
Os ombros dele relaxaram nos travesseiros quando leu sua mente.
— Então — disse — diga-me, quanto quer para abrir as pernas para Harry Potter com um anel em seu dedo para mantê-la respeitável?
O desprezo em sua voz era irrelevante. Assim como o insulto e a rudeza. Tudo que se relacionava a ele era irrelevante — exceto o dinheiro que lhe pagaria. Seu coração estava duro como pedra o tempo todo. Em algum lugar no fundo de sua mente uma recordação pairava — a de estar dentro de braços fortes, o corpo em fogo, como uma chama macia e sedutora...
Ela a afastou. Aquele beijo nada tivera a ver com ela. Harry a beijara porque ela era a porta de entrada para as Indústrias Coustakis. Somente por isso. Ela só não o soubera naquele momento. Agora que o sabia, não podia interpretar nada além no que acontecera. Nada.
— Quinhentas mil libras — anunciou, rude. — Depositadas em uma conta em Londres no nome de Hermione Granger.
Ela deu o sobrenome de sua mãe — seu sobrenome — deliberadamente. Não era uma Coustakis. Nunca fora. Nunca seria. O riso dele era escarnecedor.
— Você exige um preço alto para a filha de uma prostituta sem um centavo!
Ela não permitiu que nada transparecesse em seu rosto.
— O senhor precisa de mim. Então pagará por mim. E só isso.
Um raio de fúria apareceu nos olhos dele.
— Você pensa que como esposa de Harry Potter terá vida de pobre? Viverá em um luxo que não pode nem imaginar! Deveria estar grata — grata — pelo fato de eu tê-la tirado de sua favela para viver a vida que eu estou oferecendo!
— Quinhentos mil — a voz dela era implacável. Precisava dessa quantia para saldar as dívidas de Jane, comprar-lhe um apartamento decente na Espanha e investir para que sua mãe tivesse uma renda, embora modesta, pelo resto da vida.
— Ou senão irei para Londres hoje.
Ela podia ver o ódio nos olhos que a penetravam.
— Você não obterá um centavo até estar casada.
Ela riu escarnecedoramente.
— Não haverá casamento — disse, enquanto seus olhos se estreitavam — a não ser que me pague.
Enquanto falava, sua mente se dividia em duas. O que fazia ali? O que pensava, vendendo-se assim? Devia estar louca!
Mas então o outro lado de sua mente tomou a dianteira. Não era a hora de escrúpulos nem de dúvidas. Era agora ou nunca — era sua única chance de conseguir reparação para Jane. Faria o que fosse necessário. E o necessário era se casar com um estranho.
Um estranho que a faz derreter com um único beijo? Oh, cuidado com o que você está fazendo!
Sentiu remorso. Estava ali, negociando um preço para se casar com Harry Potter como se isso fosse um simples CD! Quão baixo estava descendo?
Depois seu coração se endureceu novamente. E Potter não negociara um preço que incluía casar-se com uma mulher que nunca vira para assumir as Indústrias Coustakis? Que tipo de homem fazia isso?
Não precisava sentir vergonha ou remorso. O homem que a beijara não merecia mais consideração que seu avô!
Por um longo momento ela manteve o olhar fixo no do avô, recusando-se a baixá-lo. Afinal, quando parecia uma eternidade de desafio, ele subitamente rugiu:
— Na manhã do seu casamento — e nada até lá. Agora saia!
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Continua...

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