CAP-17 – O Mapinguari
CAP-28 – A Herança de Voldemort.
Xingu,
O Iaguara ficou satisfeito com a decisão de Lina, O mesmo não se pode dizer dos outros.
- Lina, não vale a pena! – Disse Emílio.
Harry não disse nada ficou calado olhando fixamente para Lina que estava de costas para ele.
Rony parecia nem estar ouvindo a conversa seu olhar continuava fixo em Malfoi que tratava aquela questão com uma indiferença fria.
O Iaguara fez um gesto com a varinha e as barras da gaiola, em frente a Lina, se afastaram o suficiente para uma pessoa passar.
Com dois passos ela se colocou do lado de fora e as barras retornaram para a posição original.
- Não podemos confiar nela – Disse Miranda.
O Iaguara se virou aborrecido – Por que contesta minhas decisões? Não lhe dei esse direito.
Miranda se encolheu e murmurou desculpas.
- Me julga um tolo? – Continuou o Iaguara – É claro que a Srta. Marnoto vai se juntar a nós, mas ela terá que fazer um juramento... Um voto inquebrável. Se ela romper esse voto ela morre.
Miranda sorriu satisfeita olhando para a cara de espanto de Lina.
- Só que não temos tempo para isso agora, por isso você ficará sem a varinha, Lina. Me diga, para onde os curupiras levaram o guia.
Lina apontou para uma cabana que estava uns duzentos metros a frente deles. do teto da cabana subia uma leve fumaça branca.
- Raul e Homero, me tragam o guia. – Ordenou o Iaguara. E os dois bruxos que estavam na primeira expedição saíram correndo em direção à cabana apontada por Lina.
- Devemos matar os outros – Disse Malfoi com um brilho maligno nos olhos.
- Não! – Disse o Iaguara – Use a cabeça Malfoi... Vamos abandona-los na floresta, caso os curupiras resolvam nos perseguir, vão perder tempo com eles primeiro. Nos deixando livres para seguir mais rápido.
Draco não concordou – Mas não precisamos deixar todos vivos – Ele disse.
- É... Talvez não. – Disse o Iaguara e Harry teve certeza que ele o olhava por baixo das sombras que cobriam seu rosto.
Draco se aproximou novamente das grades e ficava balançando a varinha na direção de Rony ou de Harry.
O Iaguara agitou sua varinha descrevendo uma arco no ar, pedaços dos baús e da cabana voaram pelo ar e formaram uma espécie de mesa na frente dele.
- É curioso... Muito curioso como seu destino está ligado ao de Lorde Voldemort, não acha Sr. Potter?
Harry não entendeu o comentário e fez uma cara que demonstrava claramente isso.
- Deixe-me esclarecer: O objeto que tenho aqui (Apontou para o prisma de madeira sobre a mesa) contem um fabuloso tesouro, trancado dentro dessa caixa está o diário de Voldemort... Contendo todo conhecimento do maior bruxo das trevas que existiu.
- Impossível eu destrui o diário – Interrompeu Harry.
- Não seja estúpido. Potter – Falou Draco – Esse não é o diário de Tom Ridlle, estudante de Hogwarts... Esse é o diário de Voldemort adulto... Ele o confiou à meu pai.
- Sim... O Lorde das trevas utilizou vários recursos para vencer a morte um deles são esses diários que guardam suas lembranças.
Quando encontramos Alberto Marnoto queríamos apenas informações sobre comensais da morte ainda em atividade, foi uma agradável surpresa encontrar a informação sobre esse diário. Marnoto nos deu a chave do cofre onde ele estava guardado. Mas ainda havia uma senha para abrir o cofre e infelizmente o cérebro de Marnoto estava danificado demais para que conseguíssemos retira-la de lá.
Foi aí que entrou Malfoi, felizmente ele conhecia a senha. Rapidamente chegamos à um acordo, ficamos com o diário e Malfoi com o ouro.
- Mas não foi tão simples não é mesmo? – Disse Harry – Se não você não estaria aqui.
- Tem razão, Sr. Potter. Quando pegamos a caixa no cofre descobri que havia um poderoso feitiço lacrando-a. Eu encontrei uma maneira de abri-la, mas precisaria da varinha que a lacrou, era a varinha de Alberto Marnoto.
- Então vocês voltaram ao beco onde ele vivia, mas não encontraram a varinha – Concluiu Lina.
- Sim... Após torturamos os mendigos do beco, descobrimos que a varinha estava com um trouxa. Foi difícil localiza-lo, pois a população de rua não tem muitos registros ou familiares. Você mesmo Lina, nos ajudou a localiza-lo.
- Eu? – Disse Lina sem compreender.
- Sim, você mesma... Quando eu soube que você tinha informações sobre ele, colocamos um rastreador mágico em você. Logo você nos levou até ele.
- O diretor Ferraz trabalha mesmo para você. – Disse Lina com uma voz fraca.
O Iaguara gargalhou. Depois continuou a falar:
- Infelizmente a vingança mal sucedida de Malfoi trouxe o Sr. Potter até o Brasil, se não fosse por ele teríamos conseguido a varinha naquela noite e não estaríamos aqui agora.
Rony discretamente retirou uma pequena caixa de vidro se seu bolso e a dirigiu para seu ouvido recolhendo sua fada tradutora.
O Iaguara trocou sua varinha, pegando a de Alberto Marnoto.
- Malfoi precisaremos do sangue de um comensal da morte ordenado pelo próprio Voldemort. – Disse o Iaguara fazendo um aceno para que Malfoi se aproximasse.
Miranda pegou uma pequena faca e Draco receoso estendeu o braço, Miranda fez um corte no braço de Malfoi, bem no local onde os comensais possuíam a marca negra. O Sangue jorrou do corte e caiu sobre o prisma de madeira.
O Iaguara ordenou que os dois se afastassem. Depois ergueu a varinha de Alberto Marnoto, com um gesto lento baixou-a até tocar a superfície do prisma banhada pelo sangue.
Um pequeno brilho apareceu na ponta da varinha que começou a sugar o sangue da superfície da caixa, até que só sobrasse uma gota. O brilho da varinha se tornou vermelho e passou para a última gota de sangue sobre a caixa.
A varinha se apagou e gota brilhante começou a percorres a superfície da caixa queimando-a. conforme a gota se deslocava a queimadura ia formando um desenho, quando ele terminou de desenhar a marca negra na superfície da caixa. Uma linha brilhante surgiu dando a volta na lateral da caixa.
Essa linha dividiu a caixa em duas. O Iaguara retirou a parte superior e encontrou dentro da caixa um livro grosso com capa de couro de dragão e a marca negra em relevo.
- Finalmente... A herança de Voldemort será minha. – Disse ele e todos ficaram em silencio.
Ele começou a folhear o livro, as páginas eram de pergaminho, não havia nada escrito nelas e estavam amareladas. Malfoi dirigia um olhar de cobiça para o livro, enquanto conjurava ataduras para o corte em seu braço.
- Uma pena – Pediu o Iaguara.
Miranda revirou sua mochila e retirou de lá uma pena negra e um vidro de tinta, entregou-os ao Iaguara.
- Sabe o que vou perguntar primeiro Sr. Potter?
- Cuidado ele pode possuir você, já vi acontecer. – Respondeu Harry.
Isso pareceu deixar o Iaguara momentaneamente abalado, ele ficou parado com a pena na mão pingando tinta. Depois se recuperou e disse:
- Estou preparado, não vou me deixar possuir... Também sou um bruxo muito poderoso como você deve ter notado. Mas voltando ao assunto, a primeira coisa que vou perguntar é como ele gostaria que seu pior inimigo fosse morto... E acho que vou realizar esse desejo em homenagem à ele.
O Iaguara aproximou a pena da página em branco, mas parou no meio do caminho pois um forte barulho de explosão veio da cabana onde os dois Guarapakas foram buscar Julião.