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1. Às vezes, as coisas são difíce


Fic: Às vezes as coisas são difíceis


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Às vezes, as coisas são difíceis

Rony acordou moído e assustado. Ele procurou a mão de Hermione, esperando que ela estivesse ao seu lado, mas nada encontrou. Olhou para o local em que estava e se lembrou que ela não poderia estar ali.
A batalha contra Voldemort na noite anterior tinha sido exaustiva, e ele ainda sentia as dores causadas por ela, porém sabia que aquilo não era importante naquele momento.
Rony olhou as camas ao seu redor, e pôde observar Harry, Neville, Dino, Simas e Jorge (que fora acomodado numa cama de armar) ainda dormindo, e provavelmente havia passado do meio dia, visto que o sol brilhava forte pela janela do dormitório.
Na noite anterior, após a visita a sala dos diretores de Hogwarts, onde Harry conversara com o retrato de Dumbledore e ficaram sabendo de toda a história sobre Snape, eles desceram novamente para o Salão Principal, onde todos estavam reunidos.
Eles fizeram uma refeição rápida, e os professores de Hogwarts decidiram que seria bom todos se acomodarem da melhor maneira possível no castelo.
O que mais lhe intrigou foi quando Hermione se despediu dele na sala comunal. Ouve uma hesitação quando ele tentou beijá-la, e eles acabaram se despedindo com um beijo no rosto, seguido de um forte abraço.
“Será que ela se arrependeu?” era a única coisa em que Rony conseguia pensar. “Será que mais uma vez eu confundi as coisas, e aquele beijo foi fruto de um momento de desespero causado pela possibilidade de estarmos mortos depois de algumas horas?”.
Rony se levantou, e foi em direção ao banheiro, para se lavar. Estava de pé, olhando para o espelho, quando um barulho o fez apanhar a varinha que carregava no bolso de trás do jeans (ele dormiu vestido por estar tão cansado, e os tempos perigosos vividos nos últimos anos levariam um tempo para serem esquecidos, e com eles os hábitos adquiridos).
- Calma amigo, sou eu! – respondeu Harry, que se levantara, e fora ao banheiro também.
Rony guardou a varinha e lavou o rosto.
- Algum problema? – perguntou Harry.
- Nada. Apenas cansaço.
Rony não tinha a intenção de ser rude, mas a confusão de sentimentos e a dificuldade que sempre tivera em lidar com eles o impediam de sorrir. Por alguns segundos, se esqueceu de sua situação com Hermione e se lembrou de Fred, Lupin, Tonks e Colin. Sentiu-se mesquinho, preocupando-se apenas com si mesmo, quando tantos tinham perdido a vida na noite anterior.
O rosto de Fred surgiu nitidamente em sua cabeça, e ele teve que se esforçar para não chorar.
- Vamos descer? – disse Harry, transparecendo ter entendido a situação do amigo. – Não querendo tomar seu lugar, estou morrendo de fome.
Após se arrumarem, Rony e Harry desceram para o salão comunal, que estava vazio, apesar do adiantado da hora.
A vontade de Rony era subir até o dormitório das meninas, e beijar Hermione como há horas atrás, mas sabia que isso não era possível. Primeiro porque as escadas o impediriam, e segundo porque sua insegurança não permitiria.
- Será que Hermione ainda está dormindo? – Rony perguntou a Harry, com a esperança de que o amigo sugerisse que eles a esperassem.
- Acho que não – respondeu ele. – Hermione nunca foi de ficar muito tempo na cama. Elas devem estar no Salão.
A ausência de Hermione no salão comunal da Grifinória só fez Rony acreditar mais na hipótese de que tudo o que acontecera na noite anterior entre ele e Hermione havia sido apenas um engano.
Rony seguiu Harry até o Salão Principal emburrado, contando em encontrar Hermione lá.
O Salão estava cheio, e ele encontrou quase todos os Weasleys sentados juntos, em uma mesa no canto.
Ele se sentou ao lado de Percy, que se encontrava quieto, encarando o prato de comida.
Harry se sentou ao seu lado, observando Gina, recostada no ombro da Sra. Weasley. Ela enlaçava a filha com um dos braços. Gina não sorriu, mas olhou com carinho para ele.
O Sr. Weasley se aproximou do grupo, e disse:
- Bom dia, meninos. Molly, eu conversei com a mãe de Tonks, e ela será enterrada em Hogsmeade, junto com Lupin. Fred também será enterrado aqui, acho que ele iria preferir assim.
Molly deixou que Arthur se sentasse ao seu lado, e enlaçou o marido, sem se desgrudar da filha.
- E a que horas será o enterro, papai? – Percy tinha os olhos marejados, enquanto encarava os pais.
- No fim da tarde, seis horas. Até lá, todos devem estar acordados. Mas será uma cerimônia reservada, só para a família e alguns amigos.
Percy concordou com a cabeça, enquanto se voltava para seu prato.
- Me desculpe – Percy praticamente sussurrou a frase, enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto. – Eu estava com ele. Eu devia protegê-lo.
- Não se culpe, meu filho – o Sr. Weasley o encarou. – Todos nós sabíamos dos riscos que estávamos correndo, e tenho certeza de que Fred não se arrependeria de nada.
As palavras do pai trouxeram algum alento a Percy, que segurou o seu pesar e continuou a comer.
- Alguém viu a Hermione? – perguntou Rony. – Ela ainda está dormindo?
- Ela já tinha saído quando acordei – respondeu Gina. – A vi quando estava chegando ao Salão para encontrar mamãe, mas ela já estava saindo para os jardins.
Rony se levantou, antes mesmo de comer qualquer coisa, e saiu para encontrá-la.
Ele correu os olhos pelo local, e encontrou Hermione sentada embaixo da mesma árvore em que passaram várias tardes livres. Aquele local sempre fora um refúgio para os três.
Ele se aproximou, e sentou-se ao seu lado.
- Tudo bem? – perguntou ele.
- Sim – respondeu Hermione, parecendo não se assustar com a chegada de Rony. Ele na realidade pensou que ela pressentira, ou até esperasse a sua vinda. – Apenas pensando na vida.
- Acabou, Hermione – Rony queria passar segurança a Hermione, mas sua vontade era dizer a ela que agora eles teriam tempo para viver o amor que sempre sentiram um pelo outro. Que nada mais os impediria de ficarem juntos. Porém a insegurança venceu novamente, e ele se calou, como já era hábito quando se tratava de seus sentimentos.
- Mas a que custo? – Hermione deixara as lágrimas correrem por seu rosto ao se lembrar das pessoas que se foram devido à guerra contra Voldemort. – Será que não havia outro modo?
- Fizemos o possível, Mione. Todos sabem disso. Harry fez o que pôde para que ninguém se machucasse. Mas às vezes isso é impossível.
- Eu quero acreditar nisso, mas Tonks, Lupin, Fred... – a última palavra quase não pode ser dita, e Hermione soluçou, forçando o rosto no peito de Rony.
Rony limitou-se a abraçá-la e acariciar o topo de sua cabeça, deixando que a presença um do outro diminuísse a dor que estavam sentindo.
O resto da tarde seguiu sem que a cena se alterasse, e somente quando Harry se aproximou deles para chamá-los para o funeral dos amigos, eles se separaram.
A caminhada até Hogsmeade foi silenciosa. Gina caminhava apoiada na mãe. Gui, Fleur, Percy e Carlinhos acompanhavam as duas. Rony vinha logo em seguida, abraçado a Hermione, e sendo acompanhado por Harry.
A desolação era total. Mas de longe, a figura mais destruída era a de Jorge. Ele caminhava quieto, ao lado do pai, que o amparava.
A cerimônia foi rápida.
Além dos Weasleys e de Harry, poucas pessoas estavam presentes.
Andrômeda Tonks segurava o neto, Teddy, que exibia um chumacinho de cabelos roxos, e aparentava estar bem. Hagrid, McGonagall, Slughorn, Flitwick e a Profª. Sprout eram os únicos professores de Hogwarts presentes. Vários membros da Ordem da Fênix estavam ali para se despedir. Luna, Neville, Lino Jordan, Alicia, Angelina, Wood, e os outros membros da Armada de Dumbledore também foram.
A despedida foi silenciosa, e a única coisa que se ouvia eram os lamentos e o choro de todos os presentes.
Quando só restavam os Weasleys e Harry novamente no cemitério, o Senhor e a Sra. Weasley vieram conversar com eles.
- Nós vamos pra casa – disse o Sr. Weasley. – Sua mãe precisa descansar, e não vejo melhor lugar que a Toca para isso. Eu já estive lá antes da cerimônia e arrumei um pouco as coisas.
- Podemos ficar? – disse Rony. – Eu gostaria de ajudar a reconstruir a escola. Quero muito ficar com a mamãe, mas acho que ela precisa de sossego agora.
- Por mim, tudo bem.
Arthur se virou para Harry e Hermione, e perguntou:
- E vocês dois, o que farão?
- Eu vou ficar com o Rony – respondeu Harry. – Embora eu adore a Toca, Hogwarts sempre foi o meu lar.
- Eu vou ficar alguns dias por aqui antes de ir procurar meus pais na Austrália – respondeu Hermione. – Preciso me recuperar antes de viajar.
- Tudo bem – respondeu o Sr. Weasley. – Vocês mais do que ninguém mereceriam um descanso, mas se preferem ficar, a escolha é de vocês. Gina está indo conosco, Rony, mas deve voltar depois de alguns dias para ver como vão ficar as coisas na escola. Jorge irá para a Toca com a gente. Não acho uma boa idéia deixá-lo sozinho.
- Tudo bem, pai – Rony o abraçou, se despedindo e indo até a mãe para abraçá-la fortemente.
Um a um, os Weasleys foram se despedindo de Rony, Harry e Hermione. O grupo aparatou para a Toca, exceto Gui e Fleur, que seguiram para o chalé das conchas.
O trio seguiu para Hogwarts calado. Eles caminhavam lado a lado, silenciosos, e quando alcançaram os portões, um forte ronco da barriga de Rony fez todos rirem pela primeira vez naquele dia.
- Vocês queriam o quê? Não comi nada o dia inteiro! – Rony ria para Harry e Hermione, enquanto segurava a barriga faminta.
- Tudo bem. Vamos até o Salão Principal. – disse Harry. – Com sorte, ainda conseguimos jantar. Na pior das hipóteses, podemos pedir a Monstro que nos dê algo para comer.
- Eu vou me deitar – disse Hermione. – Não estou com fome, e preciso muito descansar. Ainda não recuperei totalmente as forças.
- Nós vamos com você até a torre e depois voltamos, não é Harry?
- Não precisa, Rony – disse Hermione, antes que Harry pudesse responder. – É capaz de perderem o jantar se forem comigo. Estou bem, a gente se vê amanhã cedo. – Hermione beijou o rosto de Harry e de Rony antes de correr em direção às escadas. Ele fora tão rápida que nenhum dos dois pôde argumentar qualquer coisa.
Rony murchou, achando que aquilo significava que realmente eles eram apenas bons amigos, e tudo não passara de um erro.
- Vamos? – perguntou Harry, apontando para o Salão Principal. – Se demorarmos podemos perder o jantar.
- Tudo bem – respondeu Rony, mas a fome pareceu desaparecer naquele momento, embora sua barriga insistisse em reclamar.
Harry e Rony conseguiram chegar a tempo de jantar. Não havia muitas pessoas no castelo. Basicamente os professores, funcionários e alguns alunos que estiveram na batalha e permaneceriam com o intuito de ajudar na reconstrução de Hogwarts.
Quando chegaram ao salão comunal após o jantar, Rony parou em frente à escadaria que dava acesso ao dormitório das meninas e suspirou, não se importando com a presença de Harry, que o acompanhava.
- Realmente, eu não entendo vocês – disse Harry, encarando o amigo, com um sorriso maroto nos lábios. – Vocês demoraram tanto pra se acertarem e agora ficam nessa indecisão?
- Não é nada disso – resmungou Rony. – Não quero forçar nada. Quando ela resolver que está na hora, estarei aqui.
- Se prefere desse jeito – disse Harry, bocejando. – Eu vou dormir. Acho que não descansei o suficiente.
- Tudo bem. Vou junto.
Harry e Rony subiram as escadas e, vencidos pelo sono, adormeceram assim que ocuparam suas camas, no quarto dos último-anistas da Grifinória.

----X----

Rony acordou cedo e se surpreendeu com isso. Afinal, fora uma das poucas vezes que isso acontecera na sua vida, sem que fosse necessário lhe atirar um balde de água fria. O motivo logo veio à tona: Hermione. Sentia tanta falta da garota que perdera totalmente o sono. O mais incrível era que se passaram poucas horas desde que ela se despediu, no dia anterior, deixando-o com Harry para jantar.
Resolveu não chamar Harry, e desceu rapidamente para o salão comunal da Grifinória, com a esperança de encontrar Mione.
Logo que desceu as escadas, Rony se deparou com uma cena estranha e constrangedora para ele. Mione estava sentada ao lado de Lilá Brown, que voltara recuperada da enfermaria, após o ataque de Fenrir Lobo Greyback.
Elas conversavam e sorriam uma para a outra.
Ao notarem a presença de Rony, as garotas se levantaram, e Lilá se dirigiu a ele, dizendo:
- Obrigada, Rony. Se não fosse por você, o Harry e a Hermione, eu estaria morta agora, ou no mínimo marcada para sempre. Sou muito grata a vocês, e para o que precisarem, podem contar comigo.
Lilá abraçou Rony, sem que este tivesse qualquer reação, e lhe beijou o rosto.
Rony olhou assustado para Hermione, temendo uma reação negativa, mas ela simplesmente sorriu e acompanhou Lilá para fora da sala comunal, em direção ao salão principal após dar um bom dia a Rony, para tomarem café juntas.
“Mione e Lilá amigas?” foi a pergunta que veio a cabeça de Rony, com um medo que cresceu em seu estômago. “E se Lilá contar a Hermione tudo do período em que estivemos juntos? Isso poderia magoá-la e acabar de vez com minhas chances?” questionou-se o garoto. “Não” respondeu a si mesmo, afinal não havia passado dos limites com Lilá embora a menina quisesse, justamente por só pensar em Hermione.
Rony correu atrás das duas, resolvendo que apesar de ser constrangedor, o melhor era ficar próximo.
Como esperava, o café da manhã foi constrangedor. A visão de Lilá e Hermione conversando animadamente era perturbadora. Somente com a chegada dos outros alunos que iriam ajudar na reconstrução de Hogwarts a situação melhorou um pouco.
Após o café, Rony participava de um grupo que ajudava a consertar as coisas do lado externo do castelo, enquanto Hermione estava ajudando a consertar o Salão Principal, e Harry as torres. A professora McGonagall pediu a eles que organizassem grupos separados por conhecerem bem o castelo, e a presença deles com certeza daria ânimo aos outros alunos que ficaram.
Para sua sorte, Lilá precisou ir para casa se recuperar totalmente. Não tinha nada contra ela, apenas queria se acertar com Mione, e a presença dela com certeza não ajudaria.
Rony reparava as armaduras destruídas durante a batalha, e assim que estavam montadas, elas agradeciam fazendo uma reverência e se encaminhavam para dentro do castelo a fim de assumirem suas antigas posições.
Ele conseguiu encontrar Hermione e Harry durante o almoço, mas a pressa em retornarem ao conserto do castelo os fez quase não conversarem.
A tarde não fora nada diferente, e já era quase 5 da tarde quando Harry se aproximou do grupo que estava com Rony.
- Hey, Rony! Preciso falar com você!
- O que foi, cara? – perguntou o ruivo, que estava suando devido ao calor do fim do dia.
- Eu estava querendo ir até o Cabeça de Javali ver Aberforth. Não o vi depois da batalha. Gostaria de ir? Poderíamos tomar umas cervejas amanteigadas e descansar um pouco, o dia foi cansativo.
- A Mione vai? – a pergunta saiu automática, sem que ele se sentisse constrangido por perguntar.
- Claro! – Harry sorria marotamente para o amigo. – Não sei o que vocês pensam, afinal ela me perguntou a mesma coisa sobre você.
Rony sorriu. Seria uma oportunidade de falar com Hermione, e finalmente colocar as coisas em pratos limpos.
- Nós já vamos? – perguntou Rony ao amigo, transparecendo toda a sua pressa em encontrar Mione.
- Eu tomaria um banho antes – Harry riu da cara do amigo, e percebeu que a convivência com Rony lhe rendera muito do bom humor que ele possuía. – Acho que seu cheiro não vai te ajudar com ela.
Rony fez uma careta para o amigo, como se tivesse dez anos, e correu para o dormitório com a intenção de tomar um banho rápido e aumentar suas chances de não estragar tudo.
Embora tivesse caprichado, Rony voltou rapidamente à sala comunal da Grifinória, onde encontrou Harry e Hermione o aguardando.
- Você demorou! – Harry cutucou o amigo. – Nem sei o porquê da superprodução só pra ir ao cabeça de Javali. Provavelmente, só encontraremos Aberforth lá.
- Tenho meus motivos – respondeu Rony, tomando coragem e sorrindo para Hermione, que retribuiu.
- Vamos, então? – perguntou Harry, já se sentindo meio incomodado com o fato de estarem os três a sós, e ele sentir que estava sobrando.
- Claro! – responderam Rony e Hermione quase ao mesmo tempo.
O caminho até Hogsmeade foi tranqüilo. Com os amigos apenas comentando sobre a reconstrução do castelo, e o que tiveram que fazer.
Quando entraram no Cabeça de Javali, encontraram Aberforth no balcão, limpando as canecas com o mesmo pano sujo de sempre. Quem estivesse fora do país por mais de um ano e retornasse naquele momento, juraria que nada acontecera nos últimos meses.
Após cumprimentarem-no e conversarem por alguns minutos, a chegada de alguns clientes fez com que fossem para uma mesa vazia, com o intuito de deixarem Aberforth trabalhar.
- Ele parece bem – comentou Hermione.
- Tudo será melhor agora – completou Harry. – A vida será mais feliz pra todo mundo.
- É o que eu espero – Rony entrou na conversa, olhando para o rosto de Hermione.
De repente, a entrada de uma menina de cabelos vermelhos no bar fez os três se calarem.
Gina tinha o mesmo olhar decidido do dia em que atravessou a sala comunal da grifinória, após uma vitória no quadribol e deu seu primeiro beijo em Harry.
Ela se aproximou do grupo e, antes que qualquer um pudesse se levantar ou dizer alguma coisa, se virou para Harry e disse:
- Precisamos conversar!
Harry se limitou a acenar que sim com a cabeça, e acompanhar Gina até uma mesa um pouco mais afastada de onde estavam.
- O que será que aconteceu? – perguntou Rony a Hermione. – Será que foi alguma coisa em casa?
- Não acredito, Rony – respondeu Hermione. – Se fosse uma coisa assim ela teria vindo falar com você, e não com o Harry. Acho que deve dizer respeito apenas aos dois.
Hermione e Rony viram Harry e Gina sentarem-se à mesa, e Gina começar a falar. Embora parecesse nervosa, não falava alto, de modo que nem Rony, nem Hermione podiam ouvir a conversa.
- O que será que ela está dizendo? – Rony parecia meio incomodado com a cena.
- Não sei. E francamente, acho que devíamos deixá-los à vontade.
Rony percebeu que os dois pararam de falar por um momento, e Gina se levantou. Pensou que finalmente ela viria ao seu encontro para explicar o que fora aquilo, mas ela apenas se aproximou de Harry, sentou-se no colo do garoto, e deu um beijo que para Rony era, no mínimo, ousado demais.
E quando Harry retribuiu, tocando Gina de um modo que Rony nunca tinha visto, o controle do ruivo definitivamente acabou.
- O que ele pensa que está fazendo? – Rony começou a se levantar, como se fosse tirar satisfações com o amigo, mas a mão de Hermione o impediu.
- Você devia parar de ser tão grosso e deixar sua irmã e seu melhor amigo serem felizes. Você devia era se preocupar em resolver a nossa situação. Se não gosta de mim e aquele beijo foi um erro, o melhor era que me dissesse de uma vez!!! – a última frase saiu quase como uma súplica, e Hermione se levantou da mesa, saindo correndo do bar. Porém, sua pressa não impediu que Rony visse que lágrimas saíam de seus olhos.
Em um segundo, sua preocupação com o que Gina e Harry estavam fazendo sumiu. Hermione estava insegura da mesma forma que ele, mas pelo que entendera, queria se acertar com ele.
Rony correu atrás da garota, a alcançando depois de alguns minutos, quando já estavam na estrada que levava a Hogwarts.
- Mione, espera! – gritou Rony. – Precisamos conversar!
- Conversar o quê, Rony? – perguntou ela.
- Isso! – disse Rony, puxando Hermione de encontro ao seu corpo, e beijando-lhe a boca com carinho.
Hermione se deixou levar, enlaçando o pescoço do garoto.
O toque quente de suas línguas fez o coração de Rony acelerar, ao mesmo tempo em que um arrepio tomava conta do corpo de Hermione.
Inconscientemente, com seus corpos ainda colados, eles se afastaram da estrada, indo em direção as árvores do bosque que a ladeavam. O escuro do fim da tarde e a quantidade de árvores que formavam uma densa cerca viva, os davam a sensação de privacidade que precisavam para se entregar ao desejo reprimido que por anos sentiam um pelo outro.
Recostados em uma árvore, seus corpos pareciam um só, e eles se permitiam tocar o corpo um do outro, sem pudor, e com todo desejo que a paixão dos dois necessitava.
A respiração ofegante, o pisar dos pés nas folhas caídas no chão, pequenos sussurros e gemidos, eram as únicas coisas que poderiam denunciar a presença dos dois naquele lugar. Rony tocava a pele de Hermione, deslizando suas mãos pelas costas da garota, subindo até o pescoço e afagando seus cabelos. Enquanto isso, Hermione acariciava os cabelos e o rosto de Rony.
Quando o desejo dos dois estava em um ponto quase incontrolável, Rony se afastou de Hermione e, com os olhos fixos na garota, disse:
- Isso não está certo.
- Como assim, Rony? – perguntou a garota. – Você não gosta de mim?
- Se eu gosto de você? É claro que não! – aquela frase fez Hermione ficar com os olhos arregalados de surpresa. Como Rony podia dizer aquilo de maneira tão fria? Mas antes que ela pudesse gritar com ele, mostrando toda a sua indignação, Rony continuou:
– Eu te amo! Gostar não é uma palavra suficiente para te dizer o que sinto. E por isso mesmo temos que parar. Pelo menos por enquanto – Apesar de toda a intimidade que havia acontecido entre os dois, o garoto corou.
- Me ama? – Hermione sorriu. – Se você me ama porque acha errado o que estávamos fazendo?
- Porque eu não te pedi em namoro, e nem falei com seus pais. Quero fazer tudo certo para não correr o risco de te perder. Sou mestre em estragar as coisas. Esqueceu?
- Eu também sou muito boa nisso – disse Hermione rindo.
- Então? Você ainda não respondeu. Quer namorar comigo?
Hermione abraçou Rony, e lhe beijou ternamente.
- Tem alguma dúvida ainda?
Rony ergueu Hermione no ar, e a segurou por alguns segundos naquela posição. Desceu-a devagar, e lhe deu outro beijo.
- Agora só temos que encontrar seus pais, para que eu possa falar com eles.
- Você vai me ajudar a procurá-los? Pode demorar.
- Não existe nada mais importante pra mim do que encontrá-los. Vamos voltar? Acho melhor dormirmos cedo, para que possamos partir logo de manhã. A Austrália é muito longe?
Hermione riu, e abraçou Rony.
- Vamos voltar sim, mas acho melhor irmos para o Cabeça de Javali, para avisarmos o Harry e a Gina. Não acha?
- É verdade! Tinha me esquecido dos dois! Espero que o Harry tenha se comportado! – o rosto de Rony se tornara muito vermelho novamente.
Hermione começou a puxar o braço de Rony em direção à estrada, quando ouviram vozes familiares.
Harry e Gina caminhavam abraçados, indo para Hogwarts.
- Eles parecem felizes, não? – perguntou Rony, com o rosto voltando a coloração normal, e observando os sorrisos sinceros que sua irmã e seu melhor amigo traziam no rosto.
- Não mais do que nós – respondeu Hermione, olhando para Rony.
Rony viu que o sorriso de Hermione era o maior e mais sincero que ele já vira em seu rosto. Ele sorriu em resposta e disse:
- Acho melhor deixá-los em paz. Quando chegarmos em Hogwarts, falamos com eles. Vamos?
Dando um espaço suficiente entre Harry e Gina, Hermione e Rony começaram a caminhar de mãos dadas pela estrada.
- Posso te perguntar uma coisa? – Rony não sabia se devia fazer ou não aquela pergunta. – Só que você tem que prometer que não vai pensar besteiras.
- Tudo bem, eu prometo – respondeu Hermione, intrigada com o que o namorado iria dizer.
- O que tanto você e Lilá conversavam? Afinal, vocês nunca foram muito amigas.
- Aquilo? Nada demais. Apenas coisas de garotas. Não precisa se preocupar.
- Coisa de garotas? Como assim?
- Nada, Rony, não se preocupe. Não tem com o que se preocupar.
Hermione agarrou o braço de Rony. Não tinha ficado com raiva de Rony pela pergunta, sabia porque perguntara aquilo. Ele não queria que o fato de ter ficado com Lilá atrapalhasse o que os dois estavam começando.
Mas por dentro ela sorriu, lembrando das palavras de Lilá para ela no café da manhã.
“Ele nunca esteve realmente comigo, sabe. Eu tinha sempre a impressão de que estava distante, pensando em outra coisa. Hoje sei que era em você. Por várias vezes forcei um pouco a barra para ver se ele passava um pouco dos limites, mas ele sempre se negou. Dizia que não queria me desrespeitar, que haveria tempo para aquilo. Hoje entendo que ele estava se guardando para a pessoa que ele realmente queria.
Rony não parece, mas é um cara realmente romântico, e sabe tratar as mulheres. Você tem sorte, Hermione, e a merece. Rony nunca conseguiu esconder o que sente por você, e sei que vocês serão muito felizes juntos”.
Hermione também não tinha mais dúvidas, com certeza eles seriam muito felizes.


Nota do autor: Gostaria de agradecer a Nikari Potter pela betagem e pelo incentivo. Espero que gostem

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Comentários: 2

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Enviado por Hellen Silva Soares Vaz em 18/08/2017
Super fofa e bem escrita! Adoro suas fics
Nota: 5

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Enviado por Eduarda Scapinello em 10/05/2015

Amei!!!!

Nota: 5

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