FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

33. O Casamento


Fic: Hermione, meu amor ATUALIZADA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

À primeira luz da alvorada, Hermione levantou-se, vestiu um roupão e acomodou-se numa cadeira junto à janela para ver o sol surgir sobre Londres no dia de seu casamento.
Ouviu quando começaram os movimentos na casa, criados andando pelos corredores, ruídos vindos de baixo. O casamento religioso seria às três horas da tarde, e parecia que se escoaria uma eternidade até aquele momento.
Na parte da manhã, as horas arrastaram-se, mas, após o meio¬-dia, começaram a voar. Pessoas entravam e saíam de seu quarto, enquanto tia Anne, sentada na cama, observava Clarissa escovar as longas mechas dos cabelos de Hermione, até fazê-las brilhar. Em dado instante, Luna entrou, enrolada num roupão, com Lavender nos calcanhares.

— Olá — Hermione cumprimentou-as em tom alegre, mas não disse mais nada.

— Nervosa, ou apenas não está com vontade de falar? — Luna arreliou.

— Nenhuma das duas coisas. Estou feliz.

— Não está nem um pouquinho nervosa? — indagou Lavender, piscando de modo cúmplice para Luna e Anne. — Nem com medo que o duque mude de idéia?

— Tenho certeza de que não mudará — Hermione assegurou com perfeita serenidade.

— Bem, vejo que as coisas aqui não estão muito diferentes do que na casa da Upper Brook — comentou a mãe de Harry, entrando no quarto. — Stephen está levando o irmão à loucura.

— Harry está nervoso? — indagou Hermione em tom de incredulidade.

— Nem pode imaginar! — a duquesa respondeu, sentando-se na cama ao lado de Anne.

— Por quê? — Hermione insistiu.

— Por diversas razões, todas ligadas a Stephen, direta ou in¬diretamente. Às dez horas, ele entrou em casa e disse a Harry que, ao passar por aqui, vira duas carruagens partindo, uma lo¬tada de malas, e a outra levando você. Harry já descia a escada correndo para mandar preparar uma carruagem, quando Stephen disse que era brincadeira.

Hermione riu, imaginando a cena.
— Você pode achar engraçado, querida, mas Harry não achou — Lílian Potter observou. — Stephen fez mais uma porção de brincadeiras, inclusive com a ajuda dos padrinhos, que são tão travessos quanto ele. Esconderam a casaca de Harry, fizeram mil e uma.

— Pobre Harry —— murmurou Hermione.

— Pobre Stephen — a duquesa corrigiu. — Vim para cá porque não poderia suportar se visse meu filho mais velho matar o mais novo, que era o que Harry estava ameaçando fazer, se o irmão chegasse perto dele novamente.

O tempo passou rapidamente, e logo Hermione estava comple¬tamente vestida, andando pelo quarto sob a inspeção da tia e da futura sogra.
— Oh, minha querida menina! — a duquesa suspirou, des¬lumbrada. — Nunca vi noiva mais linda do que você, em toda minha vida.

O vestido cor de marfim, inteiramente enfeitado com pérolas, era uma reprodução de um traje nupcial dos tempos medievais. O corpete justo, com decote quadrado, cingia o busto cheio, e um cinto de ouro, brilhantes e pérolas rodeava a cintura fina, as pontas pendendo na frente, quase até a barra. Cada manga, justa até os pulsos, tinha outra por cima, em formato de sino, que chegava ao cotovelo. Uma flutuante capa de cetim, também bordada com pérolas e presa nos ombros por broches iguais ao cinto, descia pelas costas até o chão, formando uma cauda não muito longa. Hermione não usava véu. Os cabelos haviam sido erguidos no alto da cabeça, firmados por uma presilha de dia¬mantes e pérolas, e as mechas onduladas e sedosas tombavam gra¬ciosamente, indo até o meio das costas.

— Parece mesmo uma princesa medieval — afirmou a mãe de Harry, emocionada.
Anne, porém, não dizia nada, observando com silenciosa alegria a linda e serena jovem que dentro em pouco se tornaria uma du¬quesa, vendo-a como a vira anos atrás, usando calça e camisa mas¬culinas e equilibrando-se de pé, em cima de um cavalo a galope.

— Temos de ir cedo para a igreja, Hermione — disse por fim, a voz embargada de emoção. — Seu pai disse que já havia uma multidão de curiosos aglomerados na frente, quando passou por lá horas atrás. Por causa disso, o trânsito, nas redondezas, está fluindo muito devagar.
De fato, a carruagem que levava Hermione, Richard e Anne parou completamente a quatro quarteirões de distância da catedral, pre¬sa entre outros veículos e transeuntes que se dirigiam para lá. Era como se toda Londres houvesse saído às ruas para ver o que pudesse do casamento.




Numa grande sala, na lateral da igreja, doze cavalheiros, pa¬drinhos do noivo, olharam esperançosos para Stephen, quando ele entrou, vindo da rua, e caminhou direto para Harry, que se encostara em uma mesa, o rosto refletindo o tormento que lhe ia no íntimo, pois, a cada minuto que passava, parecia mais evidente que Hermione o abandonaria no altar.

— Não dá para acreditar na confusão que há lá fora — Stephen comentou. — As ruas estão cheias de pedestres, e os cavalos e carruagens não podem se mover.

Harry endireitou-se abruptamente.
— Vá procurar McRae, que está na igreja, em algum canto, e diga-lhe que quero meu coche esperando diante desta porta — instruiu, apontando para a porta por onde Stephen entrara. — Se Hermione não chegar em cinco minutos, irei atrás dela.

— Hay, tenha calma — o irmão pediu. — Isso não vai adiantar nada. Vamos lá fora, e você entenderá por que a noiva está atrasada.

Com largas passadas, Harry seguiu-o até a porta que se abria para uma praça ao lado da igreja. As ruas fervilhavam de gente, havia veículos parados por todos os lados.
— Que, demônios, está acontecendo? — ele perguntou, irritado.

— Um duque está se casando — respondeu Stephen, sorrindo calmamente. — E com uma moça que não é de família nobre, nem tem imensa fortuna. Parece que o seu vai ser o casamento do século, um conto de fadas, e o povo quer estar aqui para ver.

— Senhor duque...
Harry, Stephen e os doze amigos viraram-se para a porta interna de onde viera uma serena voz masculina e viram o ar¬cebispo, já todo paramentado.

— A noiva chegou — o sarcerdote anunciou com um leve sorriso.
Vinte mil velas brancas iluminavam a catedral. Os tubos do órgão emitiram um som majestoso, e a música elevou-se, triunfal, ecoando pelo templo todo, subindo para o teto abobadado.
Hermione observou as doze damas de honra desfilarem pelo corredor, uma a uma. Marchelle DuVille Ronsard, uma das ma¬drinhas, ajeitou a cauda do vestido, então virou-se para Hermione com um sorriso.
— Tenho um recado de Nicki para você — disse. — É o se¬guinte: "Bon Voyage, chérie, mais uma vez".

A pungente mensagem emocionou Hermione, e foi através de um véu de lágrimas que ela viu a amiga francesa entrar no cor¬redor rumo ao altar. Em seguida foi a vez de Luna, a outra madrinha, que caminhou muito ereta, envolta numa nuvem de seda verde-maçã.
Sozinha com o pai, com quem trocara apenas algumas palavras educadas, desde que ele chegara a Londres, dois dias antes, Hermione virou-se para ele, vendo-o muito compenetrado.
— Está nervoso, papai? — perguntou suavemente.

— Por que estaria? Não há motivo — ele respondeu em tom estranhamente rouco. — Vou andar por essa igreja, levando pelo braço a mulher mais linda de toda a Inglaterra. — Fitou-a, e Hermione viu lágrimas em seus olhos. Então, prosseguiu: — Sei que não vai acreditar, mas eu nunca teria concedido sua mão ao duque, se não soubesse que ele é o homem certo para você. Quan¬do ele foi falar comigo, vi que vocês dois eram feitos da mesma argila. Também quero que saiba que só falamos em dinheiro de¬pois que eu concordei com o noivado.
Hermione beijou-o no rosto, prendendo as lágrimas que amea¬çavam rolar por sua face.
— Obrigada por me dizer isso, papai — murmurou. — Amo Harry e amo o senhor também.

A música do orgão parou, então, após uma breve pausa, re¬começou, dando o sinal para a entrada da noiva. Hermione pôs a mão na curva do braço de Richard, e os dois começaram a avan¬çar pelo corredor da catedral superlotada.
Harry imaginara como ela ficaria linda, vestida de noiva, mas o que viu quase tirou-lhe o fôlego. Cheio de orgulho, ob¬servou a maravilhosa criatura caminhar para ele, pensando que nenhuma noiva, jamais, fora tão esplêndida. Ela caminhava de cabeça erguida, os olhos fixos nele, deixando que todas as pessoas ali reunidas soubessem que estava orgulhosa e feliz. Era uma rainha, serena, majestosa, linda.
— Oh, meu Deus... — ele murmurou, reverente.

Adiantou-se para recebê-la, magnífico em seu traje de veludo negro, tomou-a pela mão e, sorrindo, disse baixinho:
— Olá, meu amor.
Levou-a ao altar, para que ela ficasse a seu lado, seu lugar, por toda a eternidade.

No momento em que o arcebispo pediu a Hermione que recitasse seus votos, ela fitou Harry nos olhos e começou a falar com voz clara e firme. Quando prometeu que o obedeceria, ele ergueu uma sobrancelha com ar travesso, e ela quase tropeçou nas pa¬lavras, reprimindo uma risadinha.
Por fim, o sacerdote declarou-os marido e mulher. A música au¬mentou de intensidade, e Harry beijou-a nos lábios. Foi um beijo terno e casto, pois seria impróprio ele beijá-la com o ardor costumeiro.
— Os beijos desavergonhados ficam para depois, minha se¬nhora — o duque cochichou ao ouvido de sua duquesa.
Foi por isso que os dois desceram os degraus olhando um para o outro e rindo, quebrando o protocolo.






Hermione e Harry partiram no coche de gala, a caminho de Gryffindor, levando os Dowson, cuja carruagem continuava presa no con¬gestionamento ao redor da igreja. Ouvindo Harry conversando com os tios dela, Hermione olhava para a grossa aliança que ele pusera em seu dedo, uma proclamação de que ela pertencia a seu marido.
Marido? Lançando um olhar para Harry, arrepiou-se de emo¬ção. Aquele homem alto, lindo, elegante, sofisticado, másculo, era seu marido. Agora, ela levava o nome dele.
O cortejo nupcial passou pelo portão de Gryffindor, entrando na longa alameda festivamente iluminada por tochas. O coche dos noivos parou diante da casa, e Harry ajudou Hermione a descer e ela viu, surpresa, que toda a criadagem, desde o mor¬domo até os cavalariços, estavam alinhados em ambos os lados da escadaria externa, envergando suas librés ou uniformes, de acordo com a categoria de cada um.
Harry, em vez de guiá-la na direção da porta, a fez parar no primeiro degrau, olhando para os criados, e Hermione sorriu, correndo os olhos pelos cento e cinqüenta rostos voltados para ela. Então, virou-se para ele, confusa.
— Prepare-se — ele cochichou, sorrindo.
Um segundo depois, aplausos e "vivas" explodiram no ar, prolongando-se por longos instantes.

— Outra tradição — Harry explicou, quando o clamor di¬minuiu, então ergueu as mãos, pedindo silêncio. Em seguida, estendendo-as na direção de Hermione, recitou as palavras ditas pelo primeiro duque de Gryffindor: — Contemplem sua nova se¬nhora, minha esposa. Quando ela der uma ordem, será como se eu próprio tivesse dado. Qualquer serviço que prestem a ela, estarão prestando a mim. A lealdade que dedicarem a ela, estarão dedicando a mim.
Então, levou Hermione degraus acima, enquanto os criados ir¬rompiam em nova aclamação.

No salão dourado e branco, serviu champanhe para Hermione, os tios dela e para si mesmo. Stephen e a duquesa chegaram naquele momento, e ele encheu mais duas taças. Todos os cento e vinte e seis quartos da casa principal e os setenta dos aparta¬mentos de hóspedes estavam ocupados por convidados, muitos dos quais haviam chegado no dia anterior. Lá fora, o ruído de carruagens aproximando-se era incessante, sinal de que os amigos e parentes hospedados ali estavam retornando da igreja.

— Quer descansar um pouco, amor? — perguntou Harry.

Ela olhou para o relógio antigo perto da porta. Eram sete horas, e a festa teria início às oito. Havia tempo para um breve repouso.
— Quero, sim, obrigada.

Os dois subiram a escada, levando as taças de champanhe.
Chegando à suíte que Hermione ocuparia dali por diante, pegada à de Harry, ele abriu a porta para ela e esperou-a entrar.

— Quer que eu lhe mande uma garrafa inteira de champanhe, minha senhora? — brincou.
Não lhe deu tempo de replicar. Curvando a cabeça, beijou-a longamente, com doce ternura.




Os convidados chegavam num fluxo incessante e subiam a majestosa escadaria interna, flanqueada de cima a baixo por trinta criados em posição de sentido, usando a libré vinho e dourada dos Potter.
No salão de baile, sob um lustre enorme de cristal, Hermione e Harry recebiam as pessoas, anunciadas pelo mordomo, que, parado na porta, entoava o nome de cada uma que entrava no recinto com piso de mármore e cercado de flores.

— Lady Margaret Eubank! — o homem cantarolou.
Hermione olhou depressa para a porta e viu a dama entrar, como sempre vestida espalhafatosamente, ostentando um tur¬bante verde e vestido de cetim vermelho.

— Acredito, senhora, que representei eficiente competição para McLaggen — Harry disse com um sorriso malicioso, quando a sagaz viúva aproximou-se.

Ela deu uma gargalhada, então inclinou-se para ele.
— Você foi morar perto de Richard Granger porque queria a filha dele, certo? — comentou.

— Certíssimo, senhora.

— Eu sabia! Mas levei semanas para ter certeza — ela admitiu com outra risada escandalosa, erguendo o monóculo e olhando em volta, à procura de algum vizinho a quem pudesse atormentar.

O jantar foi magnífico e começou com uma rodada de brindes, iniciada por Stephen.
— À duquesa de Gryffindor.

Olhando para a mãe de Harry, Hermione ergueu a taça, sor¬rindo-lhe afetuosamente.
— Acho que meu irmão referiu-se a você, meu amor — Harry avisou.

— A mim? Oh!
Baixou a mão depressa, tentando encobrir o erro, mas era tarde demais, pois todos já estavam rindo.

Quando os brindes à saúde, felicidade e longevidade dos noi¬vos terminaram, exigiram que Harry fizesse um discurso.
— Vários meses atrás, em Paris, uma adorável jovem acusou-¬me de ser um falso duque — ele começou, sua voz alcançando os cantos mais distantes do enorme salão, subitamente silencioso. — Aconselhou-me a ser um impostor menos pretensioso e esco¬lher outro título, alguma coisa mais de acordo comigo. Naquele momento, decidi que, além do meu, eu só desejava um único título, o de marido dela. — Riu, pousando os olhos esmeraldinos no rosto de Hermione. — E, acreditem, foi muito mais fácil conseguir o primeiro título do que o segundo. — Esperou que os risos cessassem e concluiu: — E é muito menos valioso.

Após o jantar, quando todos haviam passado para o salão de baile, a orquestra começou a tocar tuna valsa, e Harry, tomando Hermione nos braços, levou—a para a pista, girando e girando, para que todos a admirassem. Novos pares foram juntando-se a eles, e só então os dois dançaram mais devagar, mais juntos, olhando-se nos olhos.
Hermione dançou a segunda música com o pai, e Harry, com a mãe. Os dois continuaram dançando durante horas, com amigos e parentes, e passava muito da meia-noite quando deixaram a pista e foram andar, de braços dados, no meio dos convidados.
Era óbvio que Hermione estava se divertindo, e Harry não estava com pressa de tirá-la da festa. Afinal, o que podia esperar daquela noite era apenas dormir sozinho em sua cama.
No entanto, por volta de uma hora, começou a desconfiar de que os convidados esperavam que eles se retirassem, e essa im¬pressão foi confirmada por Lorde Oliver Wood.

— Se está imaginando quando você e sua noiva poderão se recolher, sem causar comentários, fique tranqüilo — o amigo dis¬se-lhe em tom baixo. Com uma risaclínha, acrescentou: — Já po¬diam ter ido para o quarto duas horas atrás.

Harry, então, passou um braço pelos ombros de Hermione, que conversava com a esposa de Oliver, chamando-lhe a atenção.
— Sinto muito por ter de acabar com seu divertimento, meu bem, mas se não nos retirarmos agora, as pessoas começarão a falar.

Pouco depois, os dois saíam discretamente do salão e tomavam o longo corredor que partia da ala oeste. Chegando à galeria que rodeava o poço da escadaria, Hermione estremeceu, e ao subir os degraus que levavam ao andar onde ficavam as suítes, teve von¬tade de parar e recusar-se a continuar.
Harry, por sua vez, debatia-se em outro novo dilema. Deveria levar Hermione para seus aposentos, ou para os dela? Havia cria¬dos por todos os lados, e ele não queria que eles notassem sua falta de intimidade conjugal com a esposa, na noite do casamento.
Então, tomou uma decisão. Guiando-a com firmeza, levou Hermione para sua suíte. Abriu a porta e entrou, mas ela não o seguiu. Paralisada de susto, ela olhou para o interior do quarto onde Harry, tão brutalmente, tirara sua virgindade.
— Venha, querida — ele chamou, puxando-a para dentro e fechando a porta. — Não há o que temer. Nenhum louco irá violentá-la.

Levou-a até um sofá de brocado verde perto da lareira e aco¬modou-se na poltrona à frente, a mesma onde se sentara naquela noite fatídica.
Ela ficou olhando para o fogo, e Harry observou-lhe o de¬licado perfil, refletindo que, como não podiam dormir em apo¬sentos separados na noite de núpcias, ele lhe cederia a cama e ficaria com o sofá.

— Terá de dormir aqui, minha pequena, ou seremos motivo de mexericos entre a criadagem — explicou. — Eu dormirei no sofá. Quer conversar um pouco, antes de se deitar?

— Quero — ela respondeu rapidamente. — Sobre o quê?

— Ah, qualquer coisa.

— O tempo esteve excelente, hoje — ele comentou, sentindo-se extremamente ridículo. — Não choveu.

— Mesmo que chovesse, não faria mal. Ainda assim, seria um dia maravilhoso — Hermione declarou.

Harry gostaria que ela não o olhasse daquela maneira, pois fazia-o desejar torná-la nos braços e...
Bateram na porta da suíte e também na do lado, interrompendo seus pensamentos.
— Quem, diabos...

— Deve ser Clarissa — disse Hermione, levantando-se e cami¬nhando para uma porta entreaberta, que devia ser a de comu¬hicação entre os aposentos de Harry e os dela.
Vendo que acertara, passou para o outro lado.

Harry foi abrir a porta e deparou-se com seu criado de quar¬to, Armstrong, de quem se esquecera completamente. O homem entrou, como de costume, e Harry foi fechar a porta de comu¬nicação, rumando, em seguida, para o escritório que fazia parte da suíte, já completamente esquecido do criado.
Examinando os livros numa das estantes, tentou descobrir o que gostaria de ler. Pelo amor de Deus, ler, na noite de núpcias, era um absurdo! Depois de oito semanas de convívio, em que a paixão entre ele e Hermione mal pudera ser contida, por que pre¬cisavam esperar? Fora uma insanidade, prometer a ela que não fariam amor na primeira noite.
Tirava um livro de uma das prateleiras, quando o criado entrou no escritório, pigarreando para chamar-lhe a atenção.
— Precisa de minha ajuda, senhor duque?

Harry virou-se abruptamente, empurrando o livro para o lugar.
— Tocarei a campanhia, se precisar — respondeu. — Boa noite, Armstrong.

Acompanhou o surpreso criado até a porta, empurrou-o para corredor e fechou a porta trancando-a. Voltou para o escritório, tirou a casaca e a gravata, que atirou numa cadeira, e desabotoou parte da frente da camisa. Foi até uma mesinha onde ficavam as bebidas e serviu-se de uma generosa dose de conhaque. Então, tirou um livro qualquer da estante mais próxima e sentou-se numa poltrona, estendendo as longas pernas a sua frente.
Mas em vez de relaxar com a bebida e a leitura, ficou mais inquieto. Fechou o livro, irritado consigo mesmo. Por que estava tão agitado? Afinal, seria apenas mais uma noite sem Hermione. Apenas mais uma, mas era a noite de núpcias, diabos!
Depois de muito tempo, o dobro do que qualquer mulher pre¬cisaria para arrumar-se para dormir, ele voltou para o quarto. Hermione não estava lá. A porta de ligação estava entreaberta, e ele entrou nos aposentos dela. Também não a viu. O coração começou a martelar, sobressaltado, embora Harry dissesse a si mesmo que Hermione não fugiria dele, que confiava em sua palavra.
Voltando para sua suíte com passos rápidos, suspirou, alivia¬do. De pé, no outro lado da cama, meio escondida pela cortina que pendia do dossel, ela olhava para ele, e seu rosto, à luz fraca do fogo na lareira, exibia uma expressão de medo. Devia estar recordando o pavor que experimentara na noite em que lhe per¬tencera pela primeira vez.

— Quem é você? — ela perguntou com um leve sorriso, como fizera no baile de máscaras dos Armand, tanto tempo atrás.

— Um duque — ele respondeu, repetindo o que dissera na ocasião. — E também seu marido. Quem é você?

— Uma duquesa! — Hermione exclamou em tom de alegria e incredulidade.

— Também é minha esposa?

— Sou — ela afirmou, o sorriso alargando-se, uma deusa tentadora.

— Uma esposa obediente? — Harry arreliou.

— Muito obediente.

— Então, venha cá.
Uma sombra de apreensão passou pelo rosto lindo, mas ela deu a volta na cama, aproximando-se dele. Só então, Harry notou o que ela estava vestindo, e quase gemeu. A camisola de renda branca deixava entrever a cor da pele, moldava as coxas, e o decote expunha boa parte dos seios altos e firmes.
— Lembra-se da promessa que fez? — Hermione murmurou, parando a alguns passos de distância.

— Eu me lembro, meu bem — Harry respondeu, vencendo a distância que os separava e envolvendo-a nos braços.

Tentou ignorar o contato do corpo quase nu contra o seu, mas isso era impossível. Queria beijá-la, mas ela tremia, e ele tinha medo de assustá-la ainda mais. Contentou-se em fazê-la pousar a cabeça em seu peito e em afagar os cabelos que tombavam pelas costas como uma cortina de seda.
— Quando eu era pequena, ficava deitada na cama, à noite, com medo, imaginando que havia coisas nos armários — Hermione contou num murmúrio.

— Nos meus havia soldadinhos de chumbo — ele informou com uma risadinha. — E nos seus?

— Monstros! Enormes, feios, com garras e olhos saltados. — Ela respirou profundamente, então continuou: — Aqui neste quarto também há monstros. Lembranças pavorosas, escondidas nas sombras, espreitando.

Harry experimentou a aguilhoada do remorso.
— Eu sei, querida. Mas não precisa ter medo. Não exigirei nada de você esta noite. Dei-lhe minha palavra.

Hermione inclinou-se para trás para olhá-lo no rosto, e ele se per¬guntou, pela milésima vez, como pudera magoá-la tão cruelmente.
— Quando eu não suportava mais o medo dos monstros, le¬vantava da cama depressa, corria para os armários, abria as portas e me obrigava a olhar para dentro — ela prosseguiu.

— Corajosa — ele comentou, sorrindo.

— Nunca vi nenhum monstro, claro. Harry, não quero passar a noite de núpcias sozinha, em sua cama, com medo do que está escondido nas sombras.

— Tem certeza, pequenina?

— Tenho.
Erguendo-a nos braços, Harry levou-a para a cama, prome¬tendo a si mesmo que, com seu amor, toda sua ternura, a faria esquecer aquela noite horrível em que fora tão humilhada. Na beira da cama, colocou-a no chão e soltou os poucos botões que fechavam o corpete da camisola, que deslizou lentamente para o chão. À luz do fogo, o corpo magnífico parecia de mármore rosado, uma estátua de curvas, relevos e reentrâncias excitantes.

— Você é linda demais — ele murmurou, reverente.
Atraiu-a para si, gentilmente, tomando os lábios úmidos num longo beijo. Por fim, puxou as cobertas para baixo, e deitou-a sobre o lençol de linho.
Ela virou o rosto para o outro lado e, percebendo seu embaraço, Harry apagou as velas que ardiam na mesa-de-cabeceira. Des¬piu-se rapidamente e deitou-se, abraçando-a. Notou que ela ficara tensa. Acariciou-lhe as costas e sentiu-a enrijecer-se. Decidido a ir com calma, reclinou-se nos travesseiros, aninhando a cabeça dela em seu peito.

— Vamos conversar um pouco, antes — propôs. — Gostaria que você tentasse tirar da mente o que aconteceu nesta cama, naquela primeira vez. Esqueça o que ouviu dizer sobre o que acontece entre uma esposa e seu marido e simplesmente me ouça.

— Está bem — ela concordou baixinho.

— Expressões como "submeter-se ao marido", "tomar a espo¬sa" não deveriam ser usadas, quando falamos de fazer amor. "Submeter-se" implica em cumprir um dever, e "tomar" é sinô¬nimo de estupro. Não vou "tomá-la", e você não vai "submeter-¬se" a mim. Também não sentirá nenhuma dor. — Harry sorriu. — Garanto que não há nenhum defeito nesse corpo lindo, como você receia. Acredita em mim?

— Acredito.

— O que vai acontecer entre nós nasce do amor, do desejo de fazermos parte um do outro. Quando eu estiver penetrando você, não estarei tomando, mas dando. Estarei dando meu corpo, como lhe dei meu amor.
À luz bruxuleante e avermelhada do fogo, Harry viu-a erguer o rosto lentamente para o dele, oferecendo a boca. Inclinando-se sobre ela, começou a beijá-la, até que ela retribuiu, relaxando em seus braços. Acariciou-a, deslizando as mãos pelos seios, provo¬cando os mamilos, sentindo-os tornarem-se eretos. Num gesto instintivo, Hermione pousou a mão em seu peito, movendo os dedos timidamente por entre os pêlos escuros, fazendo-o estre¬mecer de prazer, mas recuou assustada, ao sentir a pulsação de sua masculinidade contra o ventre.

— Vê como meu corpo reage a seu toque, meu bem? — ele murmurou. — Procura seu corpo ansiosamente, não para ma¬chucá-lo, mas para dar prazer.
Ela engoliu em seco, convulsivamente, ainda com medo. Mas, se Harry dissera que não a machucaria, ela devia acreditar. Voltou a pressionar-se contra ele, acariciando-lhe o peito, des¬lizando a mão lentamente sobre um mamilo chato, rodeado de pêlos, e sentindo estranho prazer nisso.

— Oh, querida... — ele sussurrou, meio gemendo, meio rindo. — Orgulhe-se do que é capaz de fazer comigo. Fique alegre com isso. Se tiver medo, ou vergonha, é porque nosso amor é algo tímido, humilhante.
Abraçando-o pelo pescoço, Hermione comprimiu-se contra seu corpo e beijou-o na face, no queixo, na boca, e Harry, ansioso, sugou-lhe os lábios, excitou-lhe a língua com a sua, acariciando-a habilidosamente, sentindo-a quente, úmida, cheia de desejo.
Quando deitou-a de costas, inclinando-se sobre ela, ofegante, os olhos incendiados de paixão, Hermione sentiu algo maravilhoso feito de orgulho e júbilo, uma sensação embriagadora.
— Eu te amo — ele murmurou de encontro a seus lábios. — E meu desejo por você chega a ser doloroso. Não tenha medo. Não vou magoá-la — prometeu com imensa ternura.

— Eu sei que não. Mas não me importaria que me magoasse todas as noites, só para ouvi-lo dizer que fazemos parte um do outro.

Harry não disse mais nada. Apossou-se dos lábios dela num beijo devorador, então, deslizou a boca para um seio, sugando o mamilo, a mão espalmando-se sobre a elevação macia entre as coxas.
Hermione retraiu-se, quando ele escorregou os dedos por entre os pêlos de sua feminilidade, tocando-a num ponto que começou a latejar, numa sensação que, apesar de deliciosa, encheu-a de medo.

— Não, meu bem — ele pediu roucamente, insistindo no toque excitante, até que sentiu-a relaxar e ouviu-a gemer baixinho.
Colocou-se então sobre ela, colocando-se entre as coxas que ela abrira, vencida pelo desejo.
A despeito de acreditar que não sentiria dor, como Harry afirmara, Hermione preparou-se para sofrer, quando ele começou a penetrá-la. Mas houve apenas uma sensação indescrítivel de prazer e felicidade, à medida que ele deslizava vagarosamente para o íntimo de seu corpo.
Abraçando-o, ela arqueou as costas, querendo tê-lo mais pro¬fundamente dentro de si, sentindo-se frustrada porque queria mais alguma coisa, que não sabia o que era, mas achando que tudo terminara ali.
Então, Harry começou a mover-se, e ela parou de pensar. Só captava sensações, que aumentavam de intensidade a cada instante. Algo palpitou dentro dela, uma espécie de tremor que foi ganhando força, expandindo-se com velocidade desenfreada, correndo por todos os nervos. Virando a cabeça de um lado para o outro no travesseiro, ela mexia os quadris instintivamente, acompanhando os movimentos de Harry.

— Por favor... — gemeu, sem saber o que pedia.
Mas ele sabia, e suas investidas tornaram-se mais firmes, mais rápidas.
O vulcão que rugia no ventre de Hermione entrou em erupção, arrancando-lhe um grito rouco, que Harry sufocou com um beijo, antes de ele próprio alcançar o êxtase, derramando seu líquido quente dentro dela.
Rolando para o lado, levou-a consigo, aninhando-a nos braços, percebendo que fora dominado por uma sensação de alegria e paz que nunca experimentara com mulher alguma. Esperava que Hermione adormecesse, exausta, mas após algum tempo ela inclinou a cabeça para trás e ergueu os brilhantes olhos castanhos para os dele. Harry afastou uma mecha de cabelos do rosto afogueado.
— Está feliz, meu amor? — perguntou.

Ela sorriu, e era o sorriso de uma mulher saciada, que amava e sabia que era amada.
— Estou — respondeu com um suspiro, voltando a pousar a cabeça no braço dele. — Se houvesse sido assim, da primeira vez, eu nunca teria fugido. Ficaria e obrigaria você a casar comigo imediatamente.

Ele riu e beijou-a no alto da cabeça. Era estranho, mas, em vez de dormir, desejava comemorar, extravasar sua felicidade.
— Está com sono, querida?

— Não, pelo contrário.

— Quer, por favor, acender as três velas sobre a mesa a seu lado?

— Seu menor desejo é uma ordem, meu senhor — ela declarou, rindo, então sentou-se na cama, inclinando-se para beijá-lo na boca rapidamente.

Acendeu as velas e virou-se para ele novamente, com expressão pensativa.
— Harry... — calou-se, hesitante, e Harry viu-a corar. En¬tão, mordendo o lábio nervosamente, ela prosseguiu: — Todos sabem que você teve muitas mulheres, mas acho que seria muito difícil para eu aceitar...

— Aceitar o que, meu bem?

— Que, estando casado comigo, você tivesse... tivesse amantes.

Por um momento, Harry fitou-a, atônito, então começou a rir, apertando-a nos braços.
— Não vou ter nenhuma amante — assegurou. — Nunca mais.

— Obrigada. Não sei como eu reagiria, mas duvido que acei¬tasse uma situação dessas passivamente.

— Também duvido — ele afirmou, forçando-se a ficar sério.

De súbito, lembrou-se da caixa de veludo que escondera na gaveta da mesa-de-cabeceira. Soltando Hermione com relutância, virou-se para a mesa, explicando:
— Tenho um presente para você.

— Também tenho um para você — ela anunciou, saindo da cama, exibindo as curvas, o tom cremoso da pele, os cabelos luxuriantes em todo seu esplendor. — Pedi a Clarissa que o guar¬dasse em meu quarto.
Vestiu a camisola rapidamente e correu para os aposentos ao lado. Voltou pouco depois e tornou a subir na cama, apoiando as costas na cabeceira e cruzando as pernas.
Harry deu-lhe um conjunto de brincos, pulseiras e colar de es¬meraldas quadradas, cada uma cercada por uma fileira de brilhantes.
— Digno de uma duquesa — declarou, beijando-a.

Hermione riu, entregando-lhe seu presente.
— Digno de um duque — imitou-o, sentando-se com as costas apoiadas na cabeceira da cama e as pernas cruzadas.

Ele abriu a caixa, então atirou a cabeça para trás com uma sonora gargalhada ao ver o monóculo de aro de ouro que ela lhe dera.
— Duques não usam monóculos para ver melhor, mas por pura afetação — ela recitou, no tom exato com que dissera as mesmas palavras, no baile dos Armand.

Em seguida tirou de trás das costas uma caixinha de veludo. O sorriso desaparecera de seu rosto, toda sua expressão mudara, ela parecia quase tímida.
Olhando-a, intrigado, Harry imaginou qual seria o motivo. Ergueu a tampa da caixa. No fundo de veludo preto, brilhava um anel com um magnífico rubi. Tirando-o, examinou-o à luz de uma vela, admirando-se com sua beleza. Foi quando viu a gravação na parte interna do aro largo. Duas palavras, a primeira das quais, enfatizada: "Meu senhor".
Com uma exclamação abafada, ele puxou Hermione para si, abraçando-a com força.
— Como te amo! — murmurou, capturando-lhe a boca num beijo apaixonado.

Ficaram abraçados durante longo tempo, então deslizaram para baixo, deitando-se novamente, ela inclinada sobre ele. Harry sentiu o desejo despertar, mas refletiu que não devia assustá-la com tanto ardor, na primeira noite. Com delicadeza, a fez escor¬regar para o lado, beijando-a na testa.
— Sou muito pesada, meu senhor? — ela perguntou, sorrindo.

— Não, mas acho que precisa dormir um pouco, meu amor — ele respondeu sem muita convicção.

— Quem disse que estou com sono?

— O que deseja fazer, então?

Ela corou e escondeu o rosto em seu ombro. Harry riu e puxou-a sobre seu corpo excitado.
— Vamos fazer o que você quer, sem nenhum problema — concedeu, com voz enrouquecida de paixão.



__________________________
Deculpaaaaaaaa pela demora, mas é que eu esqueço mesmo. =/
Se alguém quiser me add no msn para me lembrar de atualizar aqui, fique a vontade, aliás, add o email no perfil daqui da Hermione.Potter. ;D

:*
Luvya

Dak

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.