FAN FIC: "Os gêmeos Dianorte e o mistério da rainha das trevas".
Autora: Vivvi Prince Snape
Disclaimer: Harry Potter, seus personagens e paisagens são de propriedade de J.K. Rowling, Warner Bros., e de suas editoras e afiliadas. Eu só os tomei emprestados para dar aos pobrezinhos um pouco de diversão e novidade.
Capitulo 2 : Pesadelo
Estrategicamente posicionado no alto de um morro no final de lindo vale florido, o castelo de Dianorte apontava majestoso com suas pequenas torres e vitrais lusitanos.
Após a porta de carvalho da entrada pronunciava-se um longo corredor, onde tochas magicamente iluminavam de forma fantasmagórica as paredes de pedra polidas. Seguindo para a primeira entrada à direita encontrava-se um novo corredor, onde empurrando com cuidado a quinta porta esquerda uma escadaria oculta por um quarto de bailarinas levava a ala azul onde naquele instante Vivian Dianorte dormia profundamente se debatendo pelo sonho terrível que lhe afligia.
Estou me sentindo sufocada - ela pensava novamente ao sentir o frio inundar o terreno obscurecido pela noite. Um barulho alto seguido de gritos inundou seus ouvidos. Ela começou a correr, correu para frente, sempre em frente seguindo os gritos que nunca terminavam... Foi quando avistou um homem de costas, e o que ele fazia fez brotar uma careta de horror na linda face da garota.
Sua mãe estava no chão, se contorcendo de dor, numa agonia profunda que só poderia ser provocada pela maldição cruciatus. Vivian sacou sua varinha e correu para sua mãe, bloqueando agilmente o feitiço.
- Ora caros amigos, não é que somos agraciados com a presença da Srta. Vivian Dianorte nesta noite tão bela. - Disse o bruxo de forma pomposa para seus aliados postados em círculo apreciando a cena.
- Ofídio das trevas! - Ela fez uma cara de nojo enquanto percorria o corpo branco do homem coberto por longas vestes negras. Parando de forma súbita quando viu as íris amarelas lhe fitarem firmes e de forma estranhamente satisfeita. - Se você pensa que pode entrar aqui e fazer o que bem entender está muitíssimo enganado, saia do meu castelo e pouparei sua vida imunda de muito sofrimento.
- Não se engane minha cara, estamos destinados e nada, nem mesmo sua doce e afiada língua irá me impedir - disse o bruxo de negro agora apontando a varinha para Vivian de forma ameaçadora. – Estaremos juntos, pois, apenas grandes e poderosos bruxos irão sobreviver quando as trevas dominarem. – com um aceno brusco fez com que a varinha de Vivian desaparecesse. – Mas antes, preciso lhe ensinar boas maneiras, querida! - completou sorrindo.
No momento em que ele o disse Vivian sentiu como se seu corpo fosse rachar, gritou de forma a deixar claro que não cederia, porém a dor era tamanha que acabou curvando-se para aplacá-la. Lágrimas lhe vieram aos olhos, foi então que começou a reagir da única forma que sabia contra o covarde agressor. Fechando os olhos deixou a raiva tomar conta de si e esperou pelo pior.
O chão começou a tremer, árvores foram arrancadas ao redor do grupo estupefato, o céu antes limpo, tornou-se ameaçadoramente iluminado por raios que estouravam fortes aos ouvidos dos presentes. A bruxa de joelhos entorpecida pela dor levantou e fitou seu torturador com seus olhos de um azul profundo apenas aguardando o que viria a seguir.
Neste momento chamas começaram a brotar de suas mãos cerradas, explodindo em um vermelho vivo fazendo com que alguns membros do grupo duvidassem que aquilo fosse real. Reunindo forças ergueu seu corpo e apontou suas mãos agora abertas para o grupo de homens à sua frente. Raios faiscaram no céu, descendo de forma certeira e atirando longe quinze dos vinte e oito ali presentes.
- Eu disse que não queria machucá-los mais você me forçou. – ela falou de forma estranhamente calma. – Agora vá porque não desejo mais participar de seu jogo. – Ela olhava de forma ameaçadora para seu oponente que não movera um músculo sequer.
- Inspirador minha cara, porém seria necessário muito mais que seu showzinho de luzes para me amedrontar. – caminhou rapidamente até a garota, que sem tempo para reagir se viu presa pelo pescoço sufocada pelo bruxo. – Vou lhe provar que você será minha. – Lentamente pousou suas mãos nas costas da jovem que sentiu como se mil facas estivessem rasgando sua pele. – Depois de hoje ninguém duvidará de meus poderes meu amor. - Com um grito de agonia viu tudo obscurecer, mas por último, distinguiu o sibilar sussurrante do seu algoz – Minha rainha, para sempre.
Gritando ela acordou molhada de lágrimas e suor. Olhou em volta e viu apenas seu velho quarto pintado de azul, onde sua coruja marrom a fitava assustada sem entender o porque da gritaria. Fora apenas um sonho, apenas um sonho.
Deitando-se novamente na cama ela chorou, com medo que aquilo realmente viesse a acontecer.