N/A: Capitulo não revisado, desculpem
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Conquistar garotas nunca fora seu forte, mesmo em sua fase libertina, tudo o que ele precisava dizer era seu nome e elas vinham atrás de si, mesmo com sua Hermione, fora mais fácil por que ele sabia do que ela gostava, além de estarem em tempos de paz, ou seja, poderia leva-la a lugares encantadores o que favorecia em muito o clima, mas com o caos disposto nesse mundo não havia muito o que fazer, sequer havia onde ir.
— Como pode não entender de sedução? — Perguntou James chocado, afinal, ele sempre fora um garanhão, seu filho devia o ser.
— Sempre bastou dizer que sou Harry Potter. — Respondeu ele sem graça.
— Como isso pode ser de qualquer serventia? — Perguntou Rony aborrecido, aquela missão de juntar os dois estava se mostrando mais difícil que o esperado.
— Bem, eu sou famoso e rico, as garotas tendem a gostar disso. — Respondeu acanhado, afinal isso significava que elas gostavam do que ele poderia proporcionar não dele em si.
— Isso está pior do que eu pensei! — Murmurou Remo incrédulo. — Mas Hermione não era uma destas, né? Você teve de conquista-la.
— Sim, mas era a minha Hermione, a garota com quem convivi desde os onze anos e embora ela estivesse mais madura ainda gostava das mesmas coisas. — Falou ele, passando a mão nos cabelos, os deixando ainda mais bagunçados.
— O mesmo vale aqui, ela está diferente, mas provavelmente não tanto, pegue o que a sua Hermione gosta e adapte a está! — Sugeriu Sirius respirando aliviado.
— Como fazer isso? Eu não poderia leva-la ao cinema, nem ao teatro ou mesmo leva-la para jantar fora! — Respondeu o outro ainda mais frustrado.
— Use a criatividade, garoto! — Disse James de repente animado. — Vamos fazer um jantar romântico para vocês na barraca do Sirius, para que tenham privacidade, sendo assim você poderá jogar seu charme para cima dela.
Dito isto os marotos juntamente com Rony e Harry foram a barraca de almofadinhas para começar os preparativos. O próprio jovem Potter cozinhara, enquanto os outros cuidavam da decoração do ambiente, deixando-o mais envolvente, tudo para facilitar a sedução.
Quando o horário que havia marcado com ela para o jantar chegara, Harry estava nervoso, teria que seduzir uma mulher que mesmo que em tese fosse sua esposa era ainda sim diferente dela, o que poderia ser considerado traição, mas tentava não pensar nisso, pois do contrário não conseguiria seguir em frente.
Ele havia se arrumado o melhor possível, até mesmo tentara pentear o cabelo, quando a jovem aparecera, ele teve de se esforça pra não demonstrar a surpresa que sentia, afinal, ela não havia se esforçado o mínimo para se vestir adequadamente para um jantar, usava um jeans velho e uma camiseta, seu cabelo estava preso em coque, e embora a surpresa pela escolha peculiar do figurino, ele não podia deixar de reconhecer que ela ainda sim estava linda.
Durante o jantar a luz de velas, eles comeram em silencio, Harry tentava o tempo todo pensar em coisas para dizer, porém sua mente estava em branco, parecia naquele momento incapaz de formar um pensamento coerente, ao contrario do que seria com sua Hermione, com quem ele nunca tivera problemas de comunicação, fossem com palavras ou simplesmente com olhares, eles se entendiam, mas com aquela Hermione, não havia um pingo da cumplicidade esperada.
— Você até que cozinha bem, Potter. — Elogiou ela quebrando o silencio, haviam acabado o jantar e neste momento cada qual saboreava uma taça de vinho. — O que vem agora? Vai tentar me levar para cama ou para o teatro? Devo alertar que as duas coisas são altamente perigosas.
— E-eu nun-ca... — Ele sequer conseguia concluir a frase de tão envergonhado que estava.
O modo displicente como ela fizera este comentário o fizera corar até a raiz do cabelo, oras! Isso lá é coisa que se fale para um homem que mal conhece? Ainda mais sendo este um homem casado!.... casado com ela... inevitavelmente a imagem de leva-la para a cama fez seu sangue ferver muito mais do que gostaria. Há quanto tempo não fazia sexo? Desde que os bebês nasceram não haviam tido muitos momentos íntimos, sentia falta da sua esposa.
— Não sou sua esposa, Potter, então não me trate como tal! — Falou ela firmemente, parecia quase com raiva, mas ele não podia ter certeza do que fizera para que ela agisse assim. — Não sou a garotinha virginal pela qual me toma, embora eu também não seja promiscua, aconselho que tenha jogo de cintura e foco, não vou servir de substituta para ela!
Neste momento Harry estreitara os olhos só havia um motivo para ela estar daquele jeito, falando aquelas coisas.
— Não é educado ler a mente das pessoas. — Respondeu ele rispidamente, ela definitivamente não era sua esposa, logo ele tratou de usar oclumência para proteger sua mente.
— Não tenho culpa se você estava praticamente gritando seus pensamentos. — Replicou ela de forma desafiadora, o que serviu para deixa-lo ainda mais irritado. — Além disso, estamos em tempos de guerra, deixar sua mente desprotegida desse jeito é um grave erro.
— Quem você pensa que é para me dar lições sobre a guerra? Acaso acha que sou um tipo de amador? Eu sei o que está em jogo, não achei que precisasse proteger minha mente de você, uma vez que estamos do mesmo lado! — Falou ele tentando se controlar, afinal estava diante de uma mulher, que por mais rude que fosse ainda era a mulher que amava, ou pelo menos era a mulher com aparência idêntica à da sua amada.
— Você é muito arrogante mesmo, não? — Disse ela falsamente incrédula. — Acha que só porque enfrentou uma batalha é especialista em guerra, mas aqui vai uma verdade para você “Menino-que-sobreviveu”, essa porcaria de guerra em que estamos agora já teve inúmeras batalhas, eu nasci em meio a isso, então não venha se achar o especialista, quando você é somente uma criança que acha que conhece o mundo, mas somente foi superprotegido!
Seus olhos pareciam chamas queimando-o, com a raiva que ela parecia sentir, assim como sua palavras era como algo em suas feridas, como ela poderia ser cruel assim? Ele superprotegido?
— Você deve estar louca, eu nunca em toda a minha vida fui superprotegido! Ter crescido em uma guerra pode ter lhe dado alguma experiência, mas estar com um alvo nas costas desde meu primeiro ano de vida me trouxe também, então não me venha com essa de eu ser uma criança que não sabe nada da vida quando, na verdade é você a arrogante aqui que não sabe de nada, nunca perdeu alguém que amava para ficar falando merda sobre eu ser superprotegido, você não viveu o inferno que eu vivi!
Harry tinha os dentes trincados, seus olhos estavam firmes nela, avaliando sua reação a suas palavras, mas ao invés da expressão de culpa que imaginou tudo o que recebeu foi um sorriso desdenhoso e uma falsa gargalhada.
— Como eu disse você foi superprotegido, por que não pensa como seria o seu mundo se Dumbledore tivesse fugido, sem dar a mínima para a população mundial e tudo isso antes do seu nascimento, se todo trouxa e nascido-trouxa fossem feitos de escravos ou mortos de maneira cruel.... — Falou ela se aproximando perigosamente dele ao que Harry engoliu em seco. — Agora pense em ver seus pais serem torturados na sua frente de uma forma extremamente cruel, ver seus avos e seus outros parentes serem feitos de escravos, ser torturando e abusado, tente pensar nestas coisas, Potter e veja o quanto você ficou arrogante, finais felizes não existem!
Neste momento o rosto dela estava a centímetros do dele, seu olhar era duro, como se estivesse lembrando das coisas que passara, e a percepção disto foi como um soco em seu estomago, até aquele momento não havia percebido o quanto um mundo governado por Voldemort era cruel, como ele mesmo havia tido sorte por ter tido pessoas que o ajudaram, por isso, naquele instante olhando-a, tudo o que sentia era vontade de toma-la em seus braços e fora isso o que fizera.
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Quando acordou pouco antes do amanhecer notou que o espaço ao lado de sua cama estava vazio, sentiu então um frio por dentro, aquilo não podia significar coisa boa, afinal, ela ainda era Hermione e o modo como tudo acontecera fora precipitado, não era certo de maneira alguma leva-la para a cama aproveitando-se de um momento de fraqueza, ela provavelmente estava odiando-o neste momento, isto poderia por em risco todo o plano para quebrar o contrato.
Harry sabendo que precisava falar como ela, levantou-se rápido para que pudesse tomar um banho e ajeitar-se ao menos um pouco antes de vê-la. Sabendo que ela estava no hospital naquele momento, seguiu diretamente para lá, não queria de maneira alguma cruzar com os marotos antes de conversar com ela e implorar por seu perdão.
Ela usava o jaleco característico de médicos e passeava pelas macas, verificando todos os pacientes, e mesmo que ele soubesse que ela não havia dormido quase nada na noite anterior, a disposição dela em atender a todos não entregava em nada isso.
— Hermione. — Chamou assim que se aproximou dela, ele estava meio sem jeito por estar ali, afinal não eram nem seis horas da manhã, a maioria ali ainda estava dormindo, por isso, qualquer mínimo barulho poderia ser escutado por muitos, dificultando assim a conversa que ele pretendia ter. — Poderíamos conversar um pouco?
Neste momento ela o observou com a sobrancelha erguida em um claro questionamento, afinal, era o horário de trabalho dela, não deveria incomoda-la neste, mas ao notar como ele estava corado, apenas revirou os olhos.
— Se veio aqui querendo se desculpar por esta noite, nem perca seu tempo. — Falou ela verificando os sinais vitais de um paciente.
— E-eu... céus! Eu fui um idiota, me aproveitei de você... — Começou ele num sussurro desesperado, ao que ela prevendo o rumo que as coisas tomariam, colocou os dedos nos lábios dele.
— Eu sou uma mulher adulta, Potter, ainda sei dizer sim e não... quando vai entender que eu não sou ela? — Falou em tom de quem encerrava a conversa, depois seguindo para o outro lado da emergência.
Muito tempo depois Harry ainda pegava-se pensando nas diferenças e semelhanças entre as duas, tudo estava muito confuso e cada vez mais ficava difícil separar as duas coisas, no tempo em que compartilharam a cama era como ter sua esposa de volta, mas no resto era como estar com uma desconhecida, a única coisa exatamente igual era a inteligência, embora a brutalidade tenha trazido certa arrogância para esta Hermione.
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— VOCÊ O QUE? — Praticamente berrou James incrédulo, Harry havia acabado contar aos velhos marotos e a Rony o que havia acontecido em seu encontro com Hermione.
— Você é mais rápido do que eu pensei, garoto! — Falou Sirius rindo jovialmente.
— Vocês não estão entendo a gravidade do problema! — Disse Harry frustrado, andando de um lado para o outro. — Eu já dei este passo, que deveria ser o último a ser dado, ou seja, mesmo com sexo, ela pensa em mim como uma experiência cientifica, não como o homem por quem deve se apaixonar, nosso encontro foi um fiasco!
— Eu diria que foi bem-sucedido. — Falou James. — Mulheres sempre se apaixonam por seus parceiros sexuais, se você leva-la para cama mais algumas vezes tudo dará certo!
— O que Harry quer dizer, é que queremos um amor verdadeiro, eles deveriam conhecer e compreender a alma um do outro, tem que ser algo puro, e tudo não passou de um ato carnal, do contrário o contrato já teria sido quebrado. — Falou Rony que tinha a mão no queixo, ainda analisava tudo o que o novo amigo dissera. — Bem, não foi totalmente perdido, afinal, ela lhe contou coisas intimas, e expos o que pensa de você, agora você deve mostrar que ela está errada, isso vai ajudar a conquista-la.
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N/A²: Oie, pessoal! Voltei, comentem o que estão achando.
Coveiro: Ahhh Harry ainda vai penar pra conquistar essa Hermione, ele ainda não viu nada, espere até o próximo capitulo. Obrigado pelo comentário, amigo!