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16. Angustiado místico


Fic: A Dama de Preto


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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No capítulo anterior...

Sua respiração quase cessou ao ver o corpo de Gina inerte no chão.
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- Estupore!- Bradou Harry.
- Esse é o começo típico do gran finale.- Comentou o comensal olhando para Harry que foi arremessado para fora do salão, pois ultrapassara o vidro enorme da porta de entrada.
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Harry sangrava muito, via apenas vultos a sua frente, ouvia o eco das vozes ao seu redor.

Imagens começaram a passar por seus pensamentos, parecia até mesmo uma linha do tempo.

Sentiu alguém passar as mãos por seus cabelos e ouviu algo que parecia mais ser um soluço.
- Fale comigo.
- Meu anjo, você veio. Agora sim... Eu posso partir...
- Eu nunca irei te abandonar, pai. Eu te amo.
- Eu também te.... amo.- Harry apagou.
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Hermione ouvia atentamente às instruções para a missão que teria de encarar em Munique. Não parecia ser das melhores pelo pouco que havia ouvido até aquele instante. Ela e os outros aurores teriam de se espalhar pela cidade, pois havia suspeitas de que houvesse alguns maníacos bruxos matando pessoas e arquitetando planos diabólicos por ali. O auror que estava introduzindo a missão mostrou algumas fotos de alguns casos recentes de pessoas que haviam sido mortas pelos tais maníacos. Todas as pessoas eram mortas da mesma forma, tinham a cabeça arrancada.

Quando as fotos chegaram até Hermione, ela analisou-as calmamente uma a uma. Logo reparou que todas as pessoas tinham uma mesma marca no pescoço, um V. Analisou-as novamente para se certificar de que sua observação estava correta. Passou as imagens para um moreno que estava ao seu lado e interrompeu o instrutor:

- Eles têm uma marca no pescoço. Os defuntos.- Disse.

O auror instrutor, um homem de estatura média que usava óculos fez cara de quem não havia entendido a informação que Hermione tentava transmitir.

- Os defuntos que os tais maníacos mataram têm o mesmo sinal no pescoço. Têm uma marca em forma de V quase que imperceptível. Com licença.- Pegou as fotos da mão do homem ao lado e apontou para a primeira foto.- Veja.

O auror se aproximou e pegou as imagens das mãos dela. Aproximou-as de seus olhos e analisou minuciosamente cada detalhe de cada foto. Hermione tinha razão, concluiu. Passava foto por foto e enxergava a letra V que a olho nu, não seria tão facilmente enxergada. Talvez aquele pequeno detalhe pudesse mudar o modo que a averiguação do caso seria feita. O homem sorriu estranhamente e devolveu as fotos a Hermione.

- Ela está certa, há realmente esse V nas fotos. Podem ver as fotos mais uma vez se quiserem. O fato é que somente este detalhe pode mudar o rumo das nossas investigações. Essa é uma das pistas que o assassino ou os assassinos deixaram. De fato, eles ou ele quer ser procurado. Sugiro que o grupo de pesquisas procure os casos mais a fundo. – Disse ele com seu sotaque alemão.

Hermione não concordava com o que estava sendo proposto, mas como aquele era o dono da missão como alguns haviam lhe dito, ela não poderia lhe contrariar e ao mesmo tempo, não poderia apenas aceitar o que estava sendo proposto.

- Creio que a melhor forma de começar a pesquisar sobre esses casos é começar a pesquisar sobre as pessoas que foram mortas por quem quer que seja. Assim que fossem descobertas todas as informações necessárias sobre essas pessoas, chegaríamos mais perto das respostas que necessitamos. Descobrindo mais sobre essas pessoas, descobriríamos os motivos por terem sido cruelmente assassinadas e logo chegaríamos ao assassino. - Sugeriu a morena com seriedade. Fez-se silêncio na sala.- O que me diz, Belshoff?

Os aurores se entreolharam como se estivessem confusos sobre o que fazer com o caso, e logo o chefe e instrutor da missão proclamou sua decisão:

- Certo, Granger. A sua proposta é um pouco mais acertada do que a minha.- Disse ele tentando deixar seu lado orgulhoso de lado.- Faremos o processo indicado pela aurora. Grupo de pesquisa, mãos à obra! Estão dispensados por agora.- Acenou para que saíssem dali.- O resto é conosco.

Assim que todos os responsáveis pelas investigações saíram da sala, Theodor Belshoff sentou-se à mesa para discutir com os outros aurores sobre as hipóteses de como o plano de ação funcionaria quando encontrassem o local que o assassino estivesse. Foram horas e horas falando sobre várias hipóteses como: qual seria a melhor opção se tivessem de entrar em algum beco, cinema ou até mesmo como capturariam os malfeitores se estivessem em algum carro voador. Hermione achava que todas as hipóteses até ali citadas eram supérfluas. Afinal, para quê seriam criados planos se nem ao menos sabiam ou tinham idéia de onde estavam os criminosos? Apenas com as investigações chegariam a alguma conclusão.

A hora do intervalo para o almoço havia chegado. Hermione era uma das únicas pessoas do ministério inglês que haviam sido designadas àquela missão. Ela não conhecia quase ninguém dali. Aquele ambiente era totalmente não familiar a ela, mas já estava acostumada com aquele tipo de sensação. Na maioria das vezes se sentia daquela forma quando uma missão lhe era designada e era obrigada a ir para um lugar onde não conhecia ninguém. Não que ela se sentisse preocupada ou acanhada a fazer novas amizades, mas aquilo aumentava a vontade de voltar para sua família.

Almoçou sozinha em um barzinho de esquina próximo ao ministério. Tentava não comer coisas na rua, mas era quase impossível naquele instante, pois dentro de vinte minutos teria mais uma reunião. Comeu rapidamente a porção de batatas fritas com bacon e praticamente engoliu o suco de laranja que a fazia ter a pequena ilusão de que ao menos aquilo era saudável mesmo sabendo que não era suco natural.

A missão estava tão impregnada na cabeça que a morena só foi se dar conta de que Derek não havia lhe enviado notícias nos últimos dias horas depois quando já havia voltado para o hotel e estava prestes a dormir. Como já era tarde, optou por não ligar para a casa dos Weasley, pois todos deveriam estar dormindo. Fez o mesmo que os Weasley deveriam estar fazendo naquele instante. Enfiou-se dentro das cobertas grossas, encostou a cabeça no travesseiro fofo, apagou a luz do abajur e adormeceu no mesmo momento.

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O dia amanhecera chuvoso e frio naquele cemitério silencioso. A maioria dos presentes usava guarda-chuvas negros e óculos escuros. Aquele parecia ser um dos dias mais vazios e sem graças de um certo ruivo que via sua filha ser enterrada diante do próprio rosto. As lágrimas eram apenas vestígios da falta que ela lhe faria nos próximos dias, meses e anos de sua vida. A sua pequena estava morta. E até mesmo ele que achava que tinha o poder de fazer tudo na vida, não podia fazer mais nada para ter Gina de volta. Arthur já estava velho o bastante para ver um de seus filhos morrer primeiro que ele; ainda mais a sua caçula.

Muitos o dirigiam com palavras carinhosas e confortáveis, diziam que aquilo passaria e que mesmo sendo trágico o final que ela tivera, aquele deveria ser seu destino e que ela havia cumprido sua missão. Arthur se aproximou do caixão da filha. Como ela tinha sofrido no dia anterior... Como ela tinha sido tirada dele... Ela estava em paz agora, disso Arthur tinha certeza. Sua imagem transmitia calma e ao mesmo tempo desespero naquele pai que nunca mais poderia abraçar sua filha e vê-la sorrir pela coisa mais boba que ele pudesse lhe dizer.

Tudo o que fez foi beijar a testa gélida da sua menina e lhe dar um último abraço ainda que não correspondido. Ajoelhou-se ao pé da lápide e permitiu-se chorar até que o caixão fosse lacrado. Não havia ninguém ali que pudesse ampará-lo, pois muitos estavam no hospital ou não quiseram dizer adeus a Gina. Os únicos da família que ali estavam eram Gui e seu filho mais velho, Felipe. Gui pegara o primeiro vôo que conseguira para chegar ao velório da irmã, uma vez que estava viajando a trabalho novamente.

O Sr. Weasley se levantou e foi surpreendido com um abraço apertado de um filho que jamais pensaria que voltaria a lhe dirigir a palavra. Era Percy.

- Pai, não fique assim.- Disse o homem igualmente ruivo.
- Oh... Meu filho.- Foi tudo o que Arthur conseguiu dizer.

Percy optou por se manter quieto, pois sabia que nenhuma palavra faria com que seu pai se sentisse melhor. Apenas deixou que o velho o abraçasse e chorasse como nunca em seu ombro. Pela primeira vez, o filho mais velho queria tomar as dores do pai, mas sabia que aquela não era uma das melhores soluções. Apesar de ter se afastado da família, ele ainda tinha uma parte humana dentro de si e era esta que estava emergindo dentro dele ao abraçar o pai que insistia em negar.

O filho mais velho ainda sabia coisas que deixaram Arthur ainda mais chateado, mas aquele não era o momento propício para trazer mais dores ao coração desamparado daquele pai que parecia estar se sentindo um fracasso.

Gui e Felipe ficaram no velório até que Gina fosse enterrada. Os dois ainda voltariam ao hospital mais tarde, pois Tomas ainda não havia levado alta mesmo que não tivesse levado sequer um arranhão no corpo e Luís estava lá, zelando pelo irmão para que ele não se sentisse abandonado no hospital.

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Abriu os olhos e viu um clarão. Logo sua visão tomou foco e ele viu uma bela moça ruiva a sua frente. Não entendia como tinha parado ali, estava em um hospital. A ruiva sorriu para ele, mas ela estava com os olhos vermelhos, havia chorado. Retribuiu-a com outro sorriso ainda que confuso. Respirou fundo e rapidamente as memórias do dia seguinte vieram-lhe a mente. Reparou no braço enfaixado.

- Não faz idéia do quão bom é vê-lo acordado por mais uma manhã.- Comentou a ruiva.

Harry abraçou-a.

- Obrigado. Você me salvou.- Deu um beijo na bochecha rosada da garota que ainda tinha o sorriso no rosto.
- Tecnicamente foram os medibruxos que o salvaram.
- Não sei como consegue ter humor numa hora como esta, minha querida.- Disse o moreno com sinceridade.
- É difícil aceitar, pai.- Começaria a chorar novamente.- Mas ainda tenho você. Estava com medo de que não acordasse e me abandonasse como a mamãe fez. Saí em menor desvantagem agora.- Tentou sorrir.
- Não foi você que me disse que nunca me abandonaria?! Pois então, minha querida. Eu nunca te abandonarei. Aconteça o que acontecer, eu estarei aqui.- Deu-lhe esperança. Sabia que ela necessitava daquelas palavras. Mesmo que não fossem totalmente verdadeiras, pois um dia partiria, era sua obrigação dar uma motivação para Lílian continuar a tocar a vida.
- Promete?- A ruiva franziu o cenho.
- Prometo.- Abraçou-a novamente.
- Agora,- Desencostou-se da cama de Harry.- tenho certeza de que outras pessoas ainda querem te ver.
- Ok, querida. Mas tenho uma pergunta: Como foi o enterro de sua mãe?- Esforçou-se para fazer a pergunta à garota, pois ainda sentia que era recente e perceptível a perda da mãe para a garota.

Lílian olhou no fundo dos olhos do homem. Não tinha coragem e muito menos vontade de falar algo sobre o assunto. Era doloroso demais para ela pensar que nunca mais poderia ter algum tipo de contato com sua mãe. Ela havia passado a noite naquele hospital. Não era daquela forma que ela esperava que sua tão sonhada festa de 15 anos terminaria. Não com a perda de sua mãe e com muitos convidados feridos e até mesmo mortos. Quando adentrara naquele hospital, parecia-lhe que estava tudo igual, a ficha ainda não havia caído para ela que ainda pensava inconscientemente, que Gina estava viva.

Ela acompanhou cada segundo da estadia de Harry no hospital. Cada vez que ouvia o ar adentrando pelas narinas daquela pessoa que significava muito mais que a paternidade para ela, que significava o amor; ela sentia-se mais segura de que ele ficaria melhor. Pensando na pergunta de Harry, Lílian apenas abaixou a cabeça e disse em tom baixo:

- Eu não fui ao velório. Preferi manter a imagem que tinha da minha mãe, e não daquela pessoa triste, machucada e sem vida que vi caída no chão daquele salão.- Abraçou o pai que tinha apenas uma coisa a fazer, compreender a dor que a garota sentia e dar todo o confronto que ela necessitava. Tinha que se mostrar forte para a ela mesmo que algumas lágrimas caminhassem por sua face.
- Entendo, querida.- A garota saiu do seu abraço.
- Deixe-me ir, depois eu volto para te ver.- Tentou sorrir.

Harry ficou sozinho naquele cubículo por alguns minutos. O silêncio tomou conta do lugar. O homem chorou por alguns instantes enquanto estava só. Por mais que não amasse Gina da forma que ela merecia, ele não imaginava que um dia a veria morta ou que até mesmo poderia ter sido o causador da morte daquela mulher que o amava tanto. Suspirou e enxaguou o rosto. Ainda receberia visitas e logo um nome veio a sua mente: Derek. Afinal, o que poderia ter acontecido ao garoto? O coração de Harry disparou, mas aos poucos foi se acalmando com pensamentos positivos.

A porta se abriu e dela saiu um ruivo usando um chapéu xadrez de barba mal-feita e óculos quadrados. O ruivo tirou o chapéu da cabeça deixando a cabeleira ruiva despenteada à mostra. Harry quase saltou da cama quando o viu entrar por aquela porta.
Rony abriu um sorriso ao perceber o quão surpreso o amigo havia ficado.

Nightwish - The Escapist


- E cá estamos de novo só que em posições invertidas.- Disse Rony mostrando-se um pouco mais animado que Harry.
- Nem me fale.- Comentou o moreno para si.
- Harry, eu vim prestar solidariedade a você.- Pegou uma cadeira e sentou-se ao lado da cama do moreno.- Eu sei que as coisas não andam muito bem para você e para a minha família, mas colocar um sorriso no rosto, às vezes não faz mal a ninguém.
- Você não entende, Ronald.- Respondeu seriamente.
- Claro que entendo, ou você pensa que perder a minha irmã, ter minha mãe e meu sobrinho internados; e meu irmão inconsciente estava nos meus planos ou eu estou feliz com isso? Engano seu, meu caro. Mas de que vai me adiantar lamentar por algo que não pode ser alterado? Eu prefiro imaginar que Gina está melhor que nós lá em cima do que pensar na dor que sentimos com sua perda.

Harry parecia não dar ouvidos a Rony.

- Eu não quero mais falar sobre isso. Aliás, não sei porque não quiseram apagar minha memória... Seria o melhor a se fazer no meu caso.- Disse Harry.
- Deixe de besteira, Harry. Você ainda tem muita coisa para viver, amigão. Não vai ser a morte da minha irmã que fará você parar de viver, cara. Eu sei, eu não lembro de quase nada sobre os anos passados, mas... No fundo, apesar de eu saber que sou casado com uma mulher que não amo, você não amava a Gina verdadeiramente. Você sempre amou e sempre amará a Hermione mesmo com a morte da Gina...
- Cale a boca, Ronald. Não me lembro de ter pedido seu palpite.- Disse grosseiramente.
- Oras, largue de ser um imbecil. Você não é desse jeito, Harry. Você precisa resgatar a sua verdadeira imagem. Essa imagem de durão já não “cola” mais, cara.
- Você não deve se lembrar mesmo. Rony, você fala como se fosse um garoto de quinze anos. Eu cresci.- Respirou fundo.- Eu abandonei a sua amizade e a de Hermione há muito tempo atrás. Eu os traí. EU me tornei um grande auror. EU me casei e me tornei um pai de família depois de romper o namoro com a Hermione. EU ABANDONEI MEU FILHO! EU SOU O MONSTRO DA ESTÓRIA!- Gritou de tal forma que qualquer um ouviria o que havia dito do primeiro andar do hospital.

Os olhos azuis de Rony se arregalaram. Não esperava ouvir aquilo tudo do homem a sua frente. Harry tinha guardado todos aqueles sentimentos por muitos anos, mas não suportou e disse tudo o que lhe veio à mente. Sentiu-se mais leve e ao mesmo tempo mais culpado. Cobriu o rosto com as mãos e não se importou em chorar. Rony teve vontade de dar-lhe um abraço, mas se conteve em apenas observar.

- Sobre o Derek, aquele que descobri ser seu filho...- Harry fez uma cara de quem não sabia sobre quem havia lhe contado.- foi ele mesmo que me contou.
- Continue.- Harry estava ansioso.
- O Derek... Bem... O Derek não foi achado no salão. A própria Lílian...
- Como assim, não foi achado?- Harry ficou mais ansioso ainda.
- Ele... Bem... Uns dizem que o mataram, outros dizem que o seqüestraram... – Suspirou profundamente achando que tinha falado demais.- Sinto muito, Harry. Eu não queria trazer mais preocupações para você.
- Rony, por favor, saia.- Pediu Harry instantaneamente.
- Mas...
- Por favor, Ronald.
- Certo.- Deu-se por vencido ao encarar o olhar do moreno que parecia querer matá-lo.

Após a saída de Rony, Harry tirou a agulha que traspassava soro para seu braço e levantou-se da cama. Sentiu tontura quando se levantou, mas logo voltou ao normal. Pegou suas roupas que estavam em cima da cadeira oposta a que Rony estivera sentado segundos atrás e se trocou. Certificou-se de que sua estava no bolso e aparatou dali.
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Roma – Itália
01:00 pm

O homem acabara de injetar a última substância na costela do rapaz. Agora sim ele estava curado e melhor do que poderia estar em qualquer lugar do mundo. Abriu os olhos verdes e ferozes como os de um leão que procura por sua presa e se levantou da maca. O símbolo da fênix brilhava em seu peitoral. Ele havia renascido. Analisou seu próprio corpo, mas não disse nada. Tinha músculos bem definidos e sentia que era forte o bastante para carregar até mesmo uma pessoa obesa. Seu coração apenas guardava rancor e ódio.

Lembrava-se de tudo com nitidez. Lembrava-se que não era uma pessoa de boa índole, lembrava-se do quão mal lhe fazia pensar no dia em que seu pai havia sido morto por um mero auror. De certo, quando visse aquele auror, não pensaria duas vezes antes de matá-lo. Era muito ódio para uma só pessoa ter dentro do coração. Sua mente trabalhava quase sem cessar, e agora que estava ali, pretendia arquitetar tudo minuciosamente para tomar o mundo em suas mãos e tomar a vida daquele que destruíra os sonhos de conquista de seu tão grandioso pai.

Dois homens apareceram dentro da sala escura acompanhados de um garoto cujos cabelos eram loiros. O garoto tinha os olhos vendados e foi conduzido a uma cadeira parecida com cadeira de qualquer dentista trouxa, mas com algumas habilidades um tanto diferenciadas. Os homens prenderam os pulsos do garoto a duas correntes fortíssimas e tiraram a venda de seus olhos.

O rapaz da tatuagem de fênix se cobriu com uma capa enorme preta de capuz que ocultava-lhe a face e ligou uma máquina ao lado da cadeira a qual o loiro assustado se encontrava.

- Responda tudo o que Lord perguntar.- Foi tudo o que um dos homens que havia levado-o até ali sussurrou em seu ouvido.

N/A: Olá! E aí está o capítulo 16. Veio mais cedo do que eu mesma esperava estar postando para vocês. Agradeço aos comentários da Andréa e da Thais. Bom, espero que o capítulo tenha sido bom às vossas avaliações hehehe... E só para os curiosos, o próximo capítulo possivelmente se chamará "Crepúsculo", apostem suas fichas no que poderá acontecer nele e até a próxima.

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