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13. Lupin e Tonks


Fic: O LIVRO DAS SONGFICS


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Crime de Amor










Numa noite escura, ele chorava sobre o corpo dela. Lembrava de todos os momentos que viveram juntos. Lembrava de quando ela disse que não o queria mais. Lupin nunca imaginou que seria tão frágil, mas a idéia de que Tonks não seria mais dele o enchia de fúria e dor.




As noites frias têm me acordado


Os ventos suaves para despir-me


As unhas de duas bruxas tocaram-me


As caricias deles cortam como o mais afiado gelo




Quando ele finalmente disse que a amava e ela correspondeu foi o dia mais feliz da vida dele. Parecia que todos os problemas em relação a suas transformações seriam meros contratempos, já que tinha alguém para ficar ao lado dele. Tonks era sempre muito carinhosa. Ela sempre procurava um método de ajudar seu amado em momentos de dificuldades. Com tanta dedicação. Ela descobriu a cura para a licantropia e Lupin finalmente deixou de ser uma criatura noturna.




Sim isso é o modo deles, este tão misterioso modo


De me bem receber, bem receber


O modo deles para lembrar


Distantes noites de paixão e condenação


Onde, nu, tenho me banhado em águas de veludo


Testemunhado por um cúmplice sorriso dentro de uma inocente Lua




As lágrimas molhavam cada vez mais o chão. Não diferenciava-se mais o que era dele ou dela. Somente as memórias para mantê-lo vivo. Aqueles doces momentos onde eles podiam amar-se sob o luar da lua cheia, sem medo de ataques ou transformações. Onde tiveram sua primeira vez com muito amor e desejo.




Sereno onde os seres que me guiaram


Vazio onde as mãos que me despem


Para cravar estranhos simbolos desconhecidos para Mim


Mas repousam tão dóceis dentro de Mim


Onde nós ambos usamos coroas de carne para desafiar


Os céus no azul deles e tão vaga tirania




Estava tudo indo muito bem quando Tonks chegou mais cedo em casa. Lupin estava sentado na varanda e pôde contemplar os olhos cheios de lágrimas da moça. Ela não conseguia olhar nos olhos dele, mas disse assim mesmo aquelas duras palavras. Lupin não conseguia entender. Ele não queria entender. Como ela podia querer ir embora e abandonar tudo o que eles construíram?




Nós somos vilões


Bebendo de Amor como insolente Vampiros


Valsando por entre estrelas e céus


Naquilo e tudo ficar noites de Inverno




Por dias ele chorou sozinho. Por diversos momentos tentou se matar. Mas não podia deixar sua Tonks para o mundo. Se ela não poderia ser dele não seria de mais ninguém. Pegou o carro, dirigiu até o Ministério, esperou o fim do expediente e pegou sua amada quando ela menos esperava. Olhando nos olhos dela, ele chorou dizendo que a amava, e não queria dividi-la com mais ninguém. Ela chorava mais ainda, porque não queria vê-lo sofrer. A ultima visão que ela teve foi um brilho verde saindo da varinha do ex-lobisomem. Foi o fim dela. Sua morte.




Como corvos de neófito em ninhos do mais estranho


Atraído pela selvajaria deste estranho anfitrião


Desenhando ingenuamente com o nosso sangue e sêmen


Ritualmente gravado nos nossos corações e tórax




Era questão de tempo até que alguém chegasse lá. Ele não queria passar o resto de sua vida em Azkaban. Então fez o que estava ao seu alcance. Amaldiçoou a si próprio e caiu ao lado de sua amada. Nunca quis que o seu sentimento se acabasse, mas sempre quis morrer ao lado dela.




Marcas de dor, sinais de um crime de amor


Que irão para sempre e nunca perdidos


Isso é o nosso modo, este tão misterioso modo de amar


De bem receber ainda melhor, receber ainda melhor


O nosso modo para recordar


Eternas noites perdidas de Paixão e Condenação


Recordação servida em taças de tristeza e orgulho


Para toda a eternidade nós continuaremos a chorar


Por ter perdido no meio das estrelas a nossa noiva


Intocável no seu sorriso, dentro do grande Olho Prateado


Todas as noites ela é condenada a brilhar

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