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1. Capítulo 1 - Dormir com você


Fic: What next?


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Hermione não conseguia dormir. Gina, deitada na cama ao lado, se mexia em seu sono sem sonhos. A família Weasley havia conseguido um pouco de poção do sono pela Madame Ponfrey e também pela própria Hermione. A sra Weasley estava em um estado lastimável, como qualquer mãe ficaria ao ver seu filho morto. Ela não quis em nenhum momento sair do lado do Fred e apenas com muita insistência, conseguiram convencê-la a dormir.

Rony, que havia tantos meses que não via a própria família, não descolava de perto da mãe. Ela segurava sua mão com força, e várias vezes virava-se para ele e pedia que não a abandonasse outra vez. Ele apenas a abraçava e lhe dava um beijo na testa todas as vezes que ela repetia isso.

Tudo a sua volta estava um caos. Madame Pomfrey tentava ajudar e organizar junto com a profª McGonagall, mas não era esse tipo de caos. A bagunda estava na mente das pessoas. Muitas ficavam paradas em pé olhando para o chão, para a parede, olhando para o nada. Outras choravam baixinho nos cantos. Outras ainda andavam de um lado para o outro com um olhar perdido e vazio. Os professores tentavam ajudar, superando o próprio caos da mente deles, mas a maioria nem ouvia nem via nada do que era feito. Então tudo que lhes restava era tentar consolar toda aquela gente.

Tal era o estado de espírito em Hogwarts.

Foi quando apareceu Madame Pomfrey perto deles. Seu rosto mostrava sinais claros de cansaço, e seus olhos uma enorme compaixão, que todos os estudantes que já passaram na enfermaria já haviam presensiado, mas que agora dirigiam-se para os Weasley. Jorge havia sumido e ninguém sabia onde estava e Percy havia saído para procurá-lo e ainda não voltara. Gui estava sentado, Fleur ao seu lado, tentando fazer a mãe beber um pouco de água sem muito sucesso. O sr Weasley em pé. seu rosto vermelho do esforço para não chorar e pôder ajudar a esposa. Gina estava um pouco mais afastada, observando tudo dos ombros de Harry sentindo-se vazia e tão triste que nem mais chorar ela conseguia.

 - Minha querida - Madame Pomfrey chegara perto e pousara uma mão consoladora no ombro da sra Weasley - Você deveria dormir.

Voltou-se para toda a família:

- Todos vocês deveriam. - Quando não teve resposta, continuou - Sei que parece não ter sentido tentar descançar com tanto sofrimento, mas vocês precisam. Aqui, tomem.

Ela estendeu ao sr Weasley a poção do sono. Ele o pegou e ficou olhando por um tempo a poção em sua mão, como se não soubesse do que se tratasse. Então olhou em volta como despertando de um sonho:

- Sim, a sra está certa, Madame Pomfrey. Devemos todos ir. - Olhando com carinho para a esposa, disse - Vamos, meu amor. Nosso filho está descansando agora. Devemos fazer o mesmo.

Precisou do esforço de toda a família para conseguirem convencê-la a sair de perto do corpo de Fred, mas finalmente ela se levantou. Rony foi segurando a mãe de um lado e o pai de outro. Juntos, todos se dirigiram à sala comunal da Grifinória. Apenas Jorge e Percy que não, já que ainda não haviam voltado.

Hermione teve que arranjar em sua bolsa um pouco mais de poção de sono para que toda a família conseguisse dormir. E no final, apenas ela e Rony ficaram sem. Harry insistira para que Rony aceitasse a poção, mas ele não quis. Disse que Harry havia passado por muito, e que sabia que o amigo tinha pesadelos. Harry acabou cedendo no final.

Então agora estava ela, deitada sem conseguir dormir na cama. Ela havia caído em sonhos que gostaria de não lembrar, e acordara toda suada e tremendo na cama. Então decidira por ficar acordada. Estava exausta, no entanto.

Tanta coisa havia acontecido em 24 horas que era demais, até mesmo para a mente de Hermione Granger. Amigos que morreram, a morte do prof Snape e a descoberta final de que ele na verdade não era um traidor. Harry que havia se entregado à morte, e só Deus sabia o que havia acontecido com ele na floresta quando Voldemort tentara matá-lo. Depois veio a última batalha, e Harry derrotando aquele que tanto mal fez ao mundo. Parecia um bom final. Eles conseguiram, diante de tudo e todos, superando até as próprias expectativas, eles conseguiram. Então por que se sentia tão destruída por dentro? Pois era uma guerra, e mesmo quando se ganha uma guerra, você perde algo. Mesmo com tanta expectativa para o futuro, a dor da perda era grande de mais para se alegrar com a vitória.

E havia ainda Rony. Eles haviam se beijado. Naquele momento de tensão, com a adrenalina pulsando no sangue, ela havia pulado e se jogado em Rony direto para os seus lábios. E ele a acertara. Rodando com ela no ar, ele a beijara tão apaixonado e tão profundamente, que ambos haviam se esquecido do mundo lá fora. Aquele era o beijo que estavam esperando por tantos anos. E não seria o último, disso Hermione tinha certeza.

Com o pensamento em Rony, Hermione levantou da cama. Gina ainda estava dormindo e ficaria assim por muitas horas. Ela não sabia exatamento o que pretendia fazer. Entrar no quarto de Rony? E depois, fazer o que? Acordá-lo? Bem, ela não sabia ao certo, mas sabia que queria muito vê-lo. Seu coração doía ao pensar nele.

Elas saiu do quarto devagar e fechou a porta com muito cuidado para não ter o risco de acordar Gina e foi descendo as escadas. Parou ali mesmo, entre os degraus. Rony estava em frente a ela.

- Oi - Ela disse sem graça sem mais nada que pudesse dizer.

Ele tentou dar um sorriso que não saiu muito bem e olhou para o chão.

- Eu tentei subir as escadas - ele disse olhando muito insistentemente para o próprio sapato - mas essa escada idiota não me deixou subir.

Hermione sabia que o dormitório feminino possuía esse feitiço de defesa caso algum menino tentasse subir. Rony mesmo já tinha ativado esse feitiço antes com o Harry quando tentara chamá-la no quarto.

- Por que você tentou ir pro dormitório feminino, Rony? - Ela perguntou.

Ele apenas deu de ombros:

- Queria te ver, oras.

 Ela ficou parada por um instante para digerir aquela resposta. Então não era apenas ela que teve a ideia. Rony foi até mais rápido. Ela sorriu carinhosamente para ele, que percebendo, levantou os olhos dos próprios pés. De novo ele tentou sorrir.

Hermione não pensou em muito. Como mais cedo quando se beijaram, ela apenas agiu por instinto. Ela desceu as escadas e entrelaçou as mãos em volta do peito dele e deitou a cabeça em seu ombro, apertando-o contra si. Rony só demorou um segundo para entender, e a abraçou de volta, apertando-a ainda mais forte. Pousou sua cabeça na dela, a envolvendo toda. Era a primeira vez naquele dia que ele se sentia bem. Hermione estava em seus braços como ele sempre fantasiara. Ele podia sentir a respiração dela, o coração dela. Sentia a pele quente na sua. Sem perceber que antes estava tenso, seu corpo todo relaxou e ele fechou os olhos, respirando bem fundo e a apertou mais um pouco em seu peito.

- Não conseguiu dormir? - Ela perguntou ainda abraçada a ele.

- Sim. - Ele disse - Simplesmente não consigo. Sinto que vou ser atacado a qualquer momento se fechar os olhos. Eu sei que não vou, mas não consigo me acalmar, não paro de ficar ansioso. Quero muito dormir, mas então quando estou quase conseguindo, vem um pensamento ruim que me faz pular na cama.

- Queria ter um pouco mais de poção do sono para te dar - Hermione disse com tristeza.

- Não - ele respondeu - Não sei se quero isso também.

- Então o que você quer, Rony?

Ele respirou fundo. Ele sabia o que queria, mas talvez não fosse bom falar isso agora para ela, talvez? Não sabia se ela iria ficar irritada com ele. Respirou fundo mais uma vez:

- Não fica irritada, ta bom? - Ele pediu - Mas eu gostaria de dormir com você.

Hermione sentiu o coração parar por um milésimo de segundo. Se afastou um pouco para conseguir enxergar o rosto de Rony.

- Sei que é um pouco idiota. - Ele continuou atrapalhado - Mas... quer dizer... eu acho que nós somos meio que, você sabe... namorados.

Rony ficara vermelho falando isso e Hermione ainda estava encarando ele o que piorava ainda mais sua situação. Mas continuou:

- E seria só dormir. Eu nunca iria te desrespeitar. Eu só pensei...

- Tudo bem - Ela disse de uma vez.

Rony ficou atrapalhado, mas sorriu quando viu que Hermione também sorria. Ficaram um pouco atrapalhados, não sabendo se deveriam se abraçar ou não, se deveriam ir já dormir ou não. Então ficaram num meio termo que fez os dois ficarem ainda mais constrangidos.

- Aonde iremos dormir? - Hermione perguntou baixinho.

- Hmm. Bem, no meu quarto, talvez? Tem o Harry lá. - Ele acrescentou rapidamente. - O que acha?

- Pode ser.

Eles ficaram um pouco mais contrangidos primeiro, e então foram para o quarto em silêncio. Hermione abraçava o próprio peito encolhida e deixou Rony ir na frente. Eles entraram, Harry estava dormindo profundamente e nem sequer se mecheu quando ambos entraram. Se dirigiram para a cama do Rony, que era logo ao lado. Por um momento ficaram parados sem saber o que fazer, então Hermione tomou a frente e subiu na cama se chegando no canto. Rony então sentou na cama também, tirou os sapatos e deitou.

Ficaram ambos de barriga pra cima, deitados tensos na cama. Cada um pensando se de fato havia sido uma boa ideia. Não iriam conseguir dormir desse jeito. Rony tinha as orelhas vermelhas. Seu corpo todo sentia a pressão do corpo dela ao seu lado. Ele sabia que nunca antes haviam ficado tão intimos assim. E por isso, seu coração acelerava. Mas ele não queria que fosse desse jeito tímido. Queria abraçar ela, como ficaram no pé da escada. Bem, ela havia tomado a iniciativa daquela vez, então ele decidiu tomar agora.

Virando-se de lado para ela, ele esticou o braço esquerdo por baixo do pescoço dela. Hermione apenas permitiu que ele se chegasse pra perto, e quando sentiu o calor do corpo dele tão próximo, ela fechou seus olhos tão bom era aquilo. Rony, sentindo-a relaxar em seus braços, relaxou também, e tomando coragem, com o outro braço a puxou ainda mais e a fez deitar em seu peito.

Agora estavam nos braços um do outro. E aquilo era tão bom e tão relaxante, e ambos se sentiram tão bem como raras vezes se sentiram. Era a sensação de conforto, de ser acolhido, a sensação de proteção que Rony procurara para conseguir dormir. Respirou fundo sentindo  todo o seu corpo se adequar ao formato do corpo de Hermione. Talvez sentiu bem até demais e teve que se controlar para não despertar reações no seu corpo que ainda não estavam na hora de aparecer. O que se tornou ainda mais difícil quando Hermione levantou o rosto e disse num sussurro:

- Eu quero te beijar.

Ele não aguentou ouvir aquilo e a puxou quase que com força para a sua boca. E pela segunda vez eles estavam se beijando. Tão apaixonadamente e profundo quanto na primeira, porém dessa vez mais íntimo do que fora, e sabendo que tinham todo o tempo que quisessem. Eles se abraçavam enquanto a boca deles se colava, os corpos não mais conseguindo ficar parados. Hermione segurava com força a blusa dele e Rony deslizava a mão pela nuca dela. Ambos suspiraram juntos de tanto prazer que aquele beijo causava. Rony ainda tentava se segurar, mas aquele beijo estava tornando tudo mais difícil.

Hermione elevou um pouco mais o corpo e ter ainda mais liberdade para beijá-lo e acabou praticamente em cima de Rony, que soltou um gemido. Ouvindo aquilo, Hermione sentiu seu corpo inteiro vibrar de desejo. Com uma mão em seu rosto e outra em seu peito, ela beijou ainda mais apaixonadamente. Ela nem sabia que tanto desejo e tanta paixão podiam percorrê-la com um beijo. Estava cada vez mais sem controle, não mais pensava, apenas o instinto a guiava.

- Hermione - Rony desvencilhou-se da boca dela e chamou seu nome ofegante.

Ela tentou voltar a beijá-lo, mas Rony a segurou.

- Hermione - Ele repetiu. - Se você continuar me beijando assim, nós vamos longe.

Os dois se encaravam ofegantes. Hermione quase perguntou qual era o problema em ir longe, mas se freou. A luta entre a parte racional e a sentimental a estava enlouquecendo. Ela estava ardendo de desejo, e sabia que Rony também. Ela sabia o que aconteceria se continuasse, e Rony também. E ambos queriam isso. Muito. Mas o lado racional dela dizia que estariam sendo precipitados. Estavam agindo por impulso, era o que ele dizia. E ela lhe respondia que não se importava com isso. Porém o lado racional dela ganhou quando este lhe lembrou que não era tão simples assim, afinal ela não poderia fazer isso sem proteção. Ela ficou vermelha quando lembrou-se disso. Afinal ela não havia nenhuma proteção desse tipo em sua bolsa. Nem sequer pensara que seria preciso.

Não confiando em sua voz, ela balançara a cabeça e se deitou outra vez no peito de Rony. A respiração dos dois estava se normalizando finalmente, o desejo ainda estava lá. Mas freado e domado, pelo menos naquele momento.

Rony fechou os olhos e começou a pensar em qualquer coisa que o distraísse. Pensou em comida, pensou em dragões, pensou em trabalho de casa. Qualquer coisa, apenas para conseguir se controlar. E já que não podia aguentar esse silêncio, começou a conversar.

- O que você acha que vai acontecer amanhã?

- Como assim - Perguntou Hermione.

- Ah, você sabe. - Ele disse - Acha que o ministério da magia vai aparecer? Bem, o que sobrou dele?

- O ministro da magia não estava lutando do lado dos comensais? - Ela lembrou.

- Sim, estava - falou Rony - Mas ele tava sob a maldição Imperius, o pobre coitado.

- Verdade.

Ficaram em silencio por um momento.

- Queria que Fred estivesse vivo.

Foi tão baiixinho, que Hermione mal conseguiu ouvir. Ele havia falado mais pra si mesmo do que para ela escutar. Hermione não sabia bem o que deveria responder, então ficou em silêncio, passando a mão no peito de Rony, sentindo seu peito subir e descer conforme respirava.

- O que você vai fazer agora, Hermione? - Rony perguntou - Vai procurar seus pais?

- Sim, eu tenho que ver como eles estão. Saber se estão bem. - Ela disse agora pensativa. -  Temos também tanta coisa para resolver. Os males não vai ser curados apenas com a morte dele. Temos que arrancar as ervas daninhas que ele deixou para trás.

- Sim. Temos que enterrar meu irmão também.

Hermione olhou para cima para o rosto de Rony. Ele olhava para o teto.

Sim - Ela disse, passando gentilmente a mão no rosto de Rony - Nós temos.

Ele abaixou os olhos para ela e ficaram se encarando por um tempo. Então se ajeitaram outra vez nos braços um do outro e voltaram a conversar. Não souberam quantas horas ficaram assim, falando qualquer coisa que lhes via à mente, coisas sérias e coisas bobas. Mas ficaram um bom tempo, até que o cansaço foi forte demais e Rony caiu no sono enquanto respondia algo a Hermione. Ela ficou encarando seu rosto, finalmente tranquilo e sentindo sua respiração e seu coração batendo em seu ouvido. Sorriu ao pensar na situação em que estava, deitada na cama dele com Rony a segurá-la sobre o peito. Sentiu uma pequena euforia no coração.

- Tudo está como deveria estar. - Ela disse lembrando-se de ter lido essa frase em algum livro.

Rony se mecheu no seu sono e falou alguma coisa que ela não entendeu. Então Hermione se aconchegou um pouco mais, puxando a coberta, e fechou os olhos. Estava tão exausta, asism como Rony, que não foi preciso muito tempo para que já estivesse dormindo pesadamente. Dessa vez ela não teve nenhum pesadelo, nem acordou tremendo e suada. Ela dormiu tranquila, sabendo estar nos braços dele. E ele dormiu sem medo, sentindo-se em segurança por tê-la em seus braços.


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