Autora: Bom pessoal... Tá aí o quinto capitulo. Se quiserem eu aviso a vocês por email as atualizaçoes. Espero que gostem desse capitulo.
Eu sei que é chato sempre falar isso, mas é importante que vocês comentem, pois o desenrolar da fic é baseada no comentarios de vocês, ok!?
Aline Peres de Lima: Seja bem vinda. Espero que goste da fic!
Miss Sonserina: Ficarei te avisando as atualizaçoes, pode deixar! :)
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O final de semana se passou e Hermione tinha decidido que não iria procurar Malfoy. Sabia que não iria ser fácil, mas teria que fazê-lo. Pouco importava o que estava sentindo, agira de forma impensada e quase que põe em risco seu casamento. Ficava extremamente nervosa ao imaginar o que Ron faria se soubesse o que ela tinha feito... Provavelmente tentaria matar Malfoy. A segunda-feira demorou a chegar, pelo menos assim achou.
Desaparatou no Sts. Mungus pronta para ocupar a mente e esquecer de uma vez que Draco Malfoy... “Beija tão bem...” concluiu em pensamento. No entanto, percebeu que não seria tão fácil quando Mary a abordou e perguntou:
-E então? Como foi? – Mary transparecia expectativa, e Hermione não entendeu muito bem.
-Como foi o quê?
-O encontro, ora! – Percebendo que a amiga ainda raciocinava, completou – Com Malfoy!
-Ah Mary! Por favor, aqui não! – Respondeu, deixando claro que não queria falar sobre o assunto.
-Não aconteceu o quê eu to pensando que aconteceu, né? – insistiu, e como não obteve resposta prosseguiu. – Porque eu estive em sua casa, e já era bem tarde.
-Ah sim... Muito obrigada por ter ido lá. O Hugo já está bem melhor... – tentou desconversar, mas Mary era uma bruxa decidida.
-Hermione não me enrole! O que foi que aconteceu exatamente?
Hermione puxou a amiga para sua sala e desatou a contar tudo que tinha ocorrido. Mary ouvia tudo atentamente, tentando não perder nada. Hermione não contou em detalhes o que exatamente Draco tinha feito com ela, disse apenas que “acabamos... você sabe!”, e terminou dizendo “não vai mais se repetir”. Mas Mary balançou a cabeça em sinal negativo e disse:
-Claro que vai. Hermione, você já contou isso a alguém com um espelho de frente para você? Você fala como estivesse... Apaixonada!
Hermione ignorou o comentário da amiga, e disse:
-Não pode acontecer de novo Mary... Simplesmente não pode! – e olhando para amiga com lagrimas nos olhos continuou – Não agüento esse sentimento de culpa!
-Se acalme... E não o procure o mais, talvez facilite o fato de você não vê-lo.
A semana estava se passando normalmente, em alguns momentos Hermione se esquecia de Draco. Estava pegando o maior numero de pacientes, se dedicando ao máximo, não queria dar oportunidade para que ele invadisse sua mente e se apoderasse de seus instintos... Sabia que podia ser desastroso.
Draco ia visitar sua esposa todos os dias, mas seus pensamentos estavam sobre outra pessoa. E toda vez que ia Sts. Mungus tinha a expectativa de vê-la, mas sempre saía frustrado, pois não conseguia nem ver a sombra de Hermione.
A lembrança do toque dela, arranhando seu peito com a unha bem feita o fazia sorrir feito bobo. No entanto, não tivera mais noticia dela durante a semana... Ficara com medo de ter feito alguma coisa que ela não tenha gostado, ou dito algo estúpido... A ansiedade de saber noticia ao seu respeito eram claras. Sempre perguntava as curandeiras que cuidavam de sua esposa se ela estava lá naquele dia... Já estava virando tortura... Malfoy queria vê-la, mas tinha medo de que ela tivesse mudado de idéia e que o rejeita-se. “Que coisa mais idiota... Pareço um adolescente!”
Resolveu que deveria procurá-la, dizer o que queria e deixar que ela decidisse. Não ia ficar mais naquela angustia, não podia perder mais tempo.
Hermione estava em sua sala, no quinto andar, quando ouviu um barulho na janela. Virou-se e percebeu que era uma coruja. Uma coruja preta de olhos verdes... “Verde... Sonserina... Malfoy... Ah! Tenho que esquece-lo!” Dizia para si mesma. Porém, seus pensamentos estavam corretos. A coruja era de Malfoy, ele tinha escrito um pequeno bilhete para ela:
Granger,
Encontre-me no meu apartamento...
Por favor, vá! É importante.
D.M.
Hermione leu e releu o bilhete varias vezes. Não sabia se iria... Tinha certeza que teria uma recaída. A coruja permaneceu ao seu lado, encarando-a. Parecia que estava esperando alguma coisa... Percebeu que, na verdade, a coruja estava esperando a resposta dela. Pegou um pergaminho e começou a escrever:
Malfoy,
Espero que realmente seja importante, pois não posso ficar me ausentando... O hospital ta muito cheio...
Estarei lá pelas 18hs... Não poderei ficar mais que 20 min.
H.W.
Fez questão de botar o sobrenome Weasley. Sabia que ele detestava, mas já era uma dica de que ela não estava disposta a continuar com aquela loucura.
Draco recebeu a resposta e ficou furioso. Definitivamente, ele tinha feito algo de errado... Não entendia o porquê dela está agindo tão fria com ele... Logo depois da tarde que eles tiveram... Draco não conseguia entender, chegou à conclusão de que sua comida estava ruim, só podia ser isso...
Hermione estava com medo de reencontrá-lo, mas o resto do dia tinha passado muito rápido, ou pelo menos assim pareceu. Mandou um bilhete para Toca avisando que iria demorar cerca de meia hora para ir buscar o Hugo. Aparatou no mesmo beco de antes e chegou rapidamente ao apartamento de Malfoy... Bateu duas vezes e rapidamente a porta se abriu. Ficou de frente novamente com ele... “Como ele é...” Seus pensamentos foram interrompidos quando Malfoy disse:
-O que foi que eu fiz Granger?
-Ãhn... É... Não vai me deixar entrar?
Draco deu passagem para que ela entrasse... Virou-se para ele e disse:
-Malfoy... Não podemos continuar com isso. Será que você não entende!? Somos casados... Temos filhos... Ninguém iria aceitar isso!
-To pouco me lixando para o que os outros pensam... Eu quero você... Isso é que importa.
-Não é tão simples assim... – Respondeu sentindo que deveria sair logo dali, caso contrário iria pôr por água abaixo tudo que tinha planejado.
Mas Malfoy a surpreendeu...
-Você é feliz Granger? O Weasley te faz feliz? – Hermione o olhou surpresa, não esperava um questionamento desses. Nunca tinha pensado se era realmente feliz...
-É... Bem... Mas que pergunta é essa?
-Eu também não. Mas da ultima vez que você esteve aqui, você me fez o homem mais feliz do mundo bruxo. – Falou se aproximando. Quando percebeu que ela não falaria, ele continuou – Por que não podemos ser felizes juntos? Só porque somos casados? Advogados existem para resolver esse tipo de problema, Granger. Não é justo nos prendermos a uma realidade só para agradar os outros... Não é justo com você própria.
Hermione tinha lagrimas nos olhos... Draco não parava de se aproximar... Seus rostos estavam próximos, ele beijou levemente os lábios da morena... Em meio a lágrimas Hermione disse:
-Vai ser uma guerra, Malfoy!
-E eu estou pronto para enfrentá-la junto com você.
Chegou à toca vinte minutos depois, e encontrou Gina por lá...
-Hei! Como você está? – Perguntou Hermione.
-Bem... E você?
As duas ficaram conversando banalidades por uns quinze minutos, até que Gina perguntou:
-Como anda as coisas com Ron? Muitas brigas?
-Tenho evitado. Não tenho a mesma disposição como na época de Hogwarts...
Gina riu... Olhou para cunhada e disse:
-Ele tem trabalhado muito... Jorge disse que ele ta muito empolgado... Mas eu meio que notei que você não ta muito feliz com ele lá na loja.
Hermione tratou de se explicar, não queria que Gina pensasse que ela tinha alguma coisa contra a loja de logros.
-Não é a loja Gina. Nem mesmo o fato dele trabalhar lá... Ele só não tem mais tanto tempo para a família, mas eu entendo... O que importa é que ele ta feliz lá...
Gina assentiu e Hermione aproveitou a falta de assunto, que tinha se instalado entre as duas, para chamar o filho para ir embora.
A noite corria normalmente... Hermione estava sentada na cama lendo um livro sobre uma poção paralisante quando Ron deitou ao seu lado. Ele começou a alisar suas pernas que estavam flexionadas sobre a cama. Estranhou o carinho do esposo, fazia tempo que eles não trocavam momentos de afeto. No entanto, não interrompeu sua leitura.
Ron subiu um pouco as caricias para a coxa... Hermione se sentiu desconfortável, o que era muito estranho, pois Ron era seu marido.
Rony se sentou na cama e começou a beijar o ombro da esposa e disse:
-Deixa esse livro um pouco...
-Eu preciso lê isso aqui Ron... É importante...
Sem dá ouvidos à mulher, Rony tirou o livro dela, fechou-o e jogou sobre a cabeceira sem olhar... Afundava o seu rosto no pescoço de Hermione. Esta, no entanto, se irritou e disse:
-O que você quer Ronald?
-Não é obvio? – Perguntou com um tom de sarcasmo na voz.
Hermione virou a cara para o lado, bufou e disse:
-Será que você não percebe que o meu trabalho é tão importante quanto o seu?
-Do que você está falando? – Respondeu sem entender aonde a esposa queria chegar.
-Você passa o dia naquela loja, até nos finais de semana... Não tem tempo para sua família, e agora que está livre quer satisfazer suas necessidades? Eu não sou seu brinquedo, para quando você quiser pegar na estante. E agora eu estou ocupada com o meu trabalho, que é tão importante quanto o seu.
-Como é!? Hermione!
Mas já era tarde... Ela já tinha se levantado e saído do quarto feito um raio.
Naquela noite Hermione dormiu no quarto de hospedes.
No dia seguinte Rony tentou não irrita-la. Falou o mínimo possível com a esposa na hora do café... Hermione saiu de casa visivelmente mal humorada, e Rony tentou acreditar que era pelo fato de que a cama de hospedes não era tão boa quanto a que ficava no quarto deles.
Hermione chegou ao Sts. Mungus ainda irritada pegou as pranchetas de seus pacientes daquele dia sem dá uma palavra com ninguém. A atendente trocou olhares com outras curandeiras que estavam no local e quando Hermione saiu, uma delas disse:
-Deve ter brigado com o marido. Sempre fica assim quando briga com ele.
Hermione sabia que estavam falando nas suas costas, e isso a deixava mais irritada. Encontrou-se com Mary brevemente, que disse que queria que ela olhasse um paciente e ela resmungou algo como “Mais Tarde, Mary...”. O dia ia ser difícil, o Sts. Mungus estava lotado como sempre, e a briga com Rony ainda atormentava-a. Tinha ido vê a esposa de Malfoy a pedido de seu chefe e constatou que a doença não estava mais progredindo, no entanto ela continuava em coma.
-Parabéns Sra. Weasley! – Disse o Sr. Robson. – Acho que está perto de achar a cura.
O fato de a doença não progredir era um ótimo sinal, ela sabia que estava perto de desvendar toda a doença. Mas ela se sentia triste... Percebeu que estava sendo uma pessoa horrível, pois por breves segundos preferia que a esposa de Malfoy não ficasse boa. Tentou chutar esse pensamento para longe e se alegrar com o fato de que suas pesquisas iriam ajudar milhares de bruxos.
Estava andando rumo a sua sala quando passou por um corredor aparentemente vazio e sentiu que estava sendo puxada para dentro de um compartimento...
-Mas o que é isso?
Falou já tirando a varinha... Mas quando viu aqueles olhos azuis e um sorriso travesso brincando nos lábios relaxou os ombros.
-Malfoy! Você ta louco? Se alguém... – Mas não conseguiu completar a frase, pois Draco já tinha agarrado sua cintura e calado a sua boca com um beijo cheio de desejo. Hermione não resistiu e retribui na mesma intensidade, suas mãos brincavam com os cabelos platinados do loiro. Malfoy desceu para o pescoço e começou a dar leves mordidas, baixou a mão subindo um pouco a saia...
-Hermione!
O chão pareceu sumir... Hermione se virou em direção a porta com o coração na mão, Draco tentava se desvencilhar de algumas caixas de poções que tinham acabado de cair em cima si com o movimento brusco que Hermione fizera ao se virar para a porta...
-Mary! – Falou Hermione ainda ofegante.
-Você está louca? Se alguém pega vocês aqui...
Hermione tinha perdido a fala... Então Draco disse:
-Acho melhor eu sair, será mais estranho se perceberem que tem três pessoas aqui. – Olhou para Hermione e depois para Mary, e sem conseguir se conter deu um beijo rápido em Hermione, que estava paralisada, lhe deu um sorriso e saiu.
Mary olhava aquela cena pasma.
As duas saíram alguns minutos depois. Mary ainda balançava a cabeça tentando entender o que realmente vira e Hermione tentava dizer que não teve culpa... “ Quando vi, já estava beijando ele” ...
-Você tem que resolver logo isso! A esposa dele está melhorando... Já imaginou o que ela pode fazer quando souber que o marido dela estava se agarrando com a medi-bruxa chefe do Sts. Mungus em vez de está ao lado dela? – Mary falara tudo muito rápido e com certa rispidez.
Hermione não respondeu, apenas a olhava com horror no rosto. Sabia que não seria fácil, mas estava começando a ficar envolvida por Malfoy.
-Além disso, não sei se ele é totalmente confiável... Mesmo depois da guerra, não sei se ele mudou o suficiente para ser merecedor de nossa confiança. – Continuava Mary.
Hermione já não agüentava mais, então disparou:
-Eu sei Mary! Sei de tudo isso... Não precisa ficar me lembrando... Eu convivi com o Malfoy por cerca de seis anos... E sem muito bem do que ele é capaz! – Ela fora ríspida e Mary se ofendeu.
-Eu só estou preocupada com você, mas se acha que não precisa de minha ajuda... Por mim tudo bem! – Mary lhe deu as costas e saiu muito irritada.
Hermione se arrependeu na mesma hora. Sabia que não devia ter falado com a amiga daquele jeito, agora estava com mais um problema nas mãos.
Chegando em casa, Rony a esperava. Ela estranhou, pois ele sempre chegava mais tarde. Porém agiu normalmente. Rony esperou ela tomar banho e descer para jantar. Os dois estavam muito calados na mesa, com exceção de Hugo que não parava de falar muito empolgado de um pequeno feitiço que tinha conseguido executar na Toca.
-Isso é ótimo, meu bem. – Falou Hermione dando atenção ao filho.
Rony de vez em quando olhava de esguia para sua esposa, mas ela não lhe dava muita atenção. Ao terminarem de jantar, Hermione pediu para que o filho fosse tomar banho e escovar os dentes... Enquanto começava a arrumar cozinha, Rony se aproximou tentando ajuda-la.
-Pode deixar Rony, eu arrumo sozinha. – Disse na tentativa de afastá-lo.
-Eu quero conversar com você. – Disse colocando alguns pratos na pia.
-Quando subir a gente conversa. – respondeu sem olhar para o marido.
Rony assentiu com a cabeça e se retirou da cozinha, não queria contrariá-la.
Hermione demorou o quanto pode na cozinha, subiu as escadas e foi no quarto do filho... Observou o quanto ele ainda estava empolgado sentado na cama tentando fazer com que um boneco se levanta-se um pouco. Hermione sorriu... Percebendo que ela estava na porta olhando-o ele disse:
-Se eu tivesse uma varinha de verdade, eu faria para a senhora vê.
-Você ainda vai ter uma varinha de verdade. Ano que vem, quando for para Hogwarts.
Os olhos do filho brilharam ao ouvir o nome da escola. E então ele disse:
-Não vejo à hora... Essa varinha de plástico não faz nada!
Hermione riu... E consultando o relógio disse:
-Está na hora de você deitar, mas antes me deixe olhar esse braço...
Constatou que já não havia mais fratura e leu um capitulo de Hogwarts, Uma História para que Hugo fosse durmi. Chegando próximo à porta de seu quarto tinha a esperança de Rony já tivesse pegado no sono, mas se lamentou ao perceber que ele estava em pé olhando pela janela o céu estrelado.
Rony se virou ao perceber que Hermione tinha entrado no quarto... Esperou que ela botasse a camisola e quando ela estava se deitando disse:
-Você disse que conversaríamos quando subisse!
Hermione respirou fundo, se sentou melhor na cama e disse:
-O que você quer conversar Ronald?
-Quero pedir desculpas. – Sua voz saiu tremida, e Hermione teve a certeza de que ele treinara o que iria falar. – Eu sei que a loja tem me tirado muito o tempo, que não tenho sido o bom marido ultimamente, mas... – Sua voz sumiu. Tentando olhar para a esposa, continuou – Eu só queria pedir desculpas por estamos distantes um do outro.
-Tudo bem Ron. É o seu trabalho. Temos que aprender a conviver com ele.
-Mas não quero perdê-la por causa disso.
Hermione abriu e fechou a boca varias vezes sem saber exatamente o que dizer... O silêncio tomou conta dos dois. E então ele disse:
-Eu já estou lhe perdendo?
Hermione não pensava em ter aquele tipo de conversa com Rony naquele dia, ficou nervosa e tentou desconversar:
-Venha durmir Ron. Estamos cansados... Daremos um jeito nessa situação.
-Não Hermione! Quero ter certeza que não vou lhe perder! Você é tudo pra mim.
-Não pense besteira! Estamos passando por uma crise... Todo casal é assim! Agora venha deitar.
Hermione pegou na mão de seu marido e o puxou para a cama. Mas estava claro para Rony que as coisas não estavam bem... Passou a noite se virando de um lado para o outro tentando achar uma solução.
No café da manhã, Rony disse:
-Acho que vou procurar outro emprego!
-O quê? – Perguntou Hermione atônita.
-O trabalho na loja é legal, mas eu não posso deixar que isso nos afete... O Jorge não vai ligar se eu deixa-lo, ele vai entender.
Rony parecia decidido, e Hermione sabia que não era o trabalho na loja a principal causa da crise de seu casamento, mas, sim, um certo loiro sonserino. Não podia deixar que Rony arruinasse sua vida profissional... Ele era feliz na loja... Ela podia se acostumar.
-Não Ron. Não faça isso... Sério! Nós só precisamos de um tempo de adaptação... Tentaremos conciliar suas folgas com as minhas... Não precisa largar a loja. – Falou apreensiva.
Rony a estudou e com uma voz esperançosa disse:
-Tem certeza Mi?
-Claro que tenho... Faremos isso funcionar.
Rony pareceu aliviado, e seu estado de espírito era bem melhor do que da noite passada... Isso ficou claro quando ele comeu mais salsinhas.
Aquela situação estava saindo de seu controle... Precisava conversar com Mary, mas tinha a certeza de que ela andara evitando-a. Toda vez que Hermione encontrava-a, ela estava com um paciente ou muito ocupada.
Conseguiu encontra-la numa sala sozinha, era sua oportunidade de se desculpar.
-Mary...
-Ah... Oi. – Falou Mary sem dá muito atenção.
-Queria falar com você... Mas tem sido algo difícil essa semana.
-Ando muito ocupada Hermione...
-Tenho notado...
Mary estava fazendo algumas anotações em um pergaminho, e Hermione estava começando a se irritar com o desinteresse da amiga.
-Dá para você olhar pra mim? – Perguntou um pouco exaltada.
Mary bufou e a encarou. Hermione respirou fundo e então disse:
-Me desculpe ter falado com você daquele jeito. Eu só estou nervosa com tudo que está acontecendo. Sei que fui rude... Desculpe-me! – Percebendo que as feições da amiga se suavizaram, continuou. – As coisas têm saído do meu controle.
-As coisas saíram de seu controle desde o primeiro momento em que se agarrou com Malfoy no elevador.
-Eu sei...
Percebendo a angústia em Hermione, Mary disse:
-Você tem que acabar com isso Hermione. Será que não percebe que isso é loucura! Quando Rony descobrir... Vai ser um caos!
-Eu não consigo... Quando vejo o Malfoy...
-É... Eu percebi, ou melhor, eu vi!
Hermione corou com o comentário da amiga, mas esta tinha um sorriso travesso no rosto.
Draco e Hermione continuaram se encontrando e se amassando. A cada beijo, a cada toque ela fica mais envolvida... O cheiro dele a entorpecia, confundia os seus sentidos e a deixava mais louca. Em um desses encontros, após uma tarde de amor, estavam deitados na cama confortável do apartamento de Malfoy... Suada e corada, Hermione ainda ofegava. Deitou sobre o peito do loiro, que acariciava os cachos castanhos dela...
-Nossa Draco, você... – Mas parou de falar imediatamente.
Malfoy tinha um sorriso que ia de uma orelha a outra. Já Hermione, tinha horror na face. Chamara Malfoy pelo primeiro nome... Olhou para o loiro, sentando-se na cama, pôs as mãos na boca...
-Sim!? – Disse Draco muito satisfeito.
-Nada... – Falou em um sussurro.
Voltou a deitar e ficou calada, pensando consigo mesma. Estava apaixonada por ele... Completamente apaixonada. Nunca imaginara chegar ao ponto de chamá-lo pelo primeiro nome. Adormeceu nos braços de Draco feliz e ao mesmo tempo apavorada.
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