Dizem que os pecados dos pais, sobram para os filhos. Poderia ser considerado pecado a discriminação impar de Draco Malfoy com os nascidos trouxas, mas, em relação ao seu filho, a história não era bem assim. Scorpius era um rapaz forte, bonito, loiro (nem tanto quanto o pai) e, além de tudo isso, era simpático com todos a sua volta. Tinha um dom de exalar felicidade em todo o ambiente, mas não deixava de ser “namorador”. Mais doloroso para Draco nem era saber que seu filho era uma “boa pessoa”. Era saber que ele tinha uma paixão em especial por uma menina que nasceu de pai sangue-puro e mãe trouxa. Podia ser qualquer uma, mas tinha logo que ser a filha da GRANGER?!
Maldição do dia, saudação da noite Flores nascem no deserto No seu coração vazio No peito que alimenta Flor acabada na escuridão
O romance deles era puro. Não passava de olhares correspondidos. Enquanto todas as meninas de Sonserina estavam ao seu redor, insinuando-se para ele, seus olhos não desviavam de uma certa ruiva de pele alva chamada Rose Weasley. A ruiva apenas ria. Ela não tinha ciúmes das garotas à volta dela. Nesse caso, os genes de sua mãe afloravam quando ela pensava que não tinha o direito de sentir ciúmes de algo que não era seu.
Posso roubar sua mente por algum tempo? Posso parar por um tempo o seu coração? Posso congelar a sua alma e seu tempo? Flor escorpião Símbolo da morte Acenda os céus com seus olhos E me mantenha afastado da sua luz
Scorpius e Rose se amavam pelo contato visual, mas ainda não era o suficiente. Então, num momento de insanidade repentina, Scorpius levantou de seu assento e foi até a ruiva. Todos ficaram espantados. Era verdade que Scorpius nunca implicou com ninguém, mas no dia que o pai dele ia a escola, só faltava estuporar todos os nascidos trouxa que encontrava pela frente. O casal não queria saber. Num ato ainda mais impensado, porém muito desejado, eles se beijaram. Amaram-se até o fim a partir desse dia, como se o mundo fosse acabar.
Se renda as suas lágrimas para seu ato mortal Flor amaldiçoada pelo teu fruto Pela sua última coragem Pelo seu grande final Flor esmagada no chão No seu coração vazio No peito que alimenta Flor acabada na escuridão
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