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9. CAPÍTULO IX


Fic: O Caubói Milionário - UA - HH


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Anônimo: hehehe... ia ser interessante ela administrando a empresa da fazenda...

Nick Granger Potter: ela tah mais que desconfiada... se venderem, me avisa onde... ashashahsahsasha...

Hermione.Potter: essa estadia na fazenda vai ser de fato muuuuuuuuuuuuito interessante... quem vai gostar muito é o Harry...

**RE**: Ah, mas garanto q ela tah feliz... e vai fikar mais ainda... naum dah nada, masvaleu por comentar agora...

Andréa Pismel da Silva: é ótimo saber q vc está gostando... teimosa é poko, neh... mas ela naum investigou ele naum... é por isso q ela vai pra fazenda... Vlw...

Anne Potter: Brigadaum... tah ae...

Hermione.Potter; tah ae...

Desculpe a demora...
Bjus a tdas...
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Por volta de meio-dia, Harry entrou na estrada de terra que levava à fazenda e ao alojamento dos empregados. O grupo de chalés, na área verde gramada sob a som¬bra de carvalhos e salgueiros, era encantador. Um grande lago, situado no centro do condomínio das casas para caubóis, refletia um profundo céu azul de verão. Era o paraíso.
— Então é aqui — suspirou Hermione com uma ansiedade quase palpável.
— Sim — ele olhou pelo espelho retrovisor para ver a limusine obscurecida de poeira amarela que se levantava do solo. Simon dirigia com Minerva no banco traseiro. — É aqui.
Uma sensação de nostalgia assolou Hermione.
Aqueles pequenos chalés eram exatamente o que ela imaginava, toda vez que fantasiava seu futuro lar. Podia perfeitamente ver-se numa daquelas casas simples, com sua cadeira de balanço na va¬randa, um bom livro nas mãos e um copo de chá gelado ao lado. Um pequeno jardim, que Harry construiria na frente da casa, teria rosas de todas as cores. E uma cerca - viva perfeita rodeando a área.
Ela olhou mais além. Atrás dos chalés, a distância, uma leve brisa soprava através dá vasta plantação. Ovelhas e gados pasta¬vam, completando a cena agradável.
Ela se sentiu como se estivesse finalmente voltando para casa, após uma longa e sofrida ausência. Então abriu a janela da cami¬nhonete para inalar a deliciosa mistura de poeira e calor do Texas.
— Onde seu tio mora?
— Ele mora na sede, a um quilômetro daqui, do outro lado do estábulo. Eu vim pelo caminho de trás, porque é... mais perto — alguma coisa na voz de Harry a fez encará-lo.
— Nós vamos visitá-lo? Eu adoraria conhecer as pessoas da sua família.
Ele pressionou as mãos no volante e deu de ombros.
— Ainda não. Não quero sobrecarregar Minerva, por enquanto.
— Oh — ela sorriu para esconder o desapontamento. — Você tem razão. Mas um dia o conhecerei, certo?
— Claro — um olhar enigmático cruzou a face de Harry. — Você vai conhecer a família inteira, mais cedo ou mais tarde.
Hermione pôs o cotovelo na janela aberta e olhou pelo espelho retrovisor. A limusine, sempre tão polida, estava coberta de poeira vermelha. No assento traseiro, podia ver Minerva segurando o cha¬péu e olhando em volta, boquiaberta. Simon também parecia estar em choque.
Quando Harry parou a velha caminhonete na estrada de cas¬calho em frente das casas de funcionários, todos os trabalhadores da Fazenda Círculo BO foram recebê-lo e cumprimentá-lo. Todos acenavam e sorriam com satisfação. Era óbvio que aquela brin¬cadeira estava divertindo a todos. Harry desligou o motor e apontou os peões, mencionando rapidamente o nome de cada um para Hermione.
— Aquele velho esquisito de bigode e sorriso de canário é Fuzzy. O sujeito ao lado dele, de pele e cabelos vermelhos é Red. Ali estão Sly, Hunt, Colt e aquele último — ele apontou para um homem que era a cara dele —, é meu irmão, seu cunhado, Montana. Lem¬bre-se de fingir que você os conhece. Se Deus quiser, eles farão o mesmo.
Ainda dentro da caminhonete, Hermione virou-se para Harry. Hipnotizada, seus olhos brilhavam na face corada. Então era aquilo tudo que ele chamava de lar.
— Posso ver por que você ama tanto seu trabalho. Morar aqui seria um sonho transformado em realidade.
Ele observou o olhar de encantamento de Hermione, e pensou que ela realmente devia ter nascido numa fazenda. Ela teria ado¬rado crescer ali, brincando de se balançar em cordas presas em árvores, com ele, seus irmãos, irmãs e primos. Harry tinha que admitir, era um jeito maravilhoso de crescer. Ainda assim, estavam longe de serem pobres.
Mas o dinheiro não importara. Não corrompera. Ele sabia que a família toda teria sido feliz mesmo sem um centavo. Inalando o ar puro do campo, ele falou:
— Hora do show — Harry se inclinou e a beijou nos lábios. — Para dar sorte.
— Obrigada — sussurrou Hermione, a voz tremendo de excita¬ção. — Vou precisar.
— Fique sentada aí um minuto, que vou dar a volta e ajudá-la.
— Está bem.
Ele saiu do carro e bateu a porta. Olhando para os peões, sina¬lizou para que se juntassem a ele atrás da caminhonete. Então, em voz baixa, começou a falar:
— Ouçam. Fuzzy lhes contou o que está acontecendo, não? — quando eles assentiram com movimentos de cabeça, ele continuou:
— Ótimo. Darei cinco mil dólares ao sujeito que fizer a melhor interpretação e convencer Minerva de que Hermione e eu estamos mesmo casados há um mês.
Houve assobios baixos e exclamações animadas.
— Shh... — Harry olhou para trás a fim de se certificar que o campo estava livre. — Além disso, recompensarei aqueles que se empenharem em fazer Minerva sentir-se como alguém da família — ele sorriu. — Abusem da gentileza do campo. Isso a deixa louca. Com alguma sorte, ela vai voltar para Dallas amanhã antes do anoitecer.
— Entendido, chefe — todos os peões assentiram.
— Fuzzy, Red, vocês dois vão levar as damas para passear na fazenda pela manhã e mantê-las ocupadas até que eu volte para o almoço.
Montana coçou o queixo.
— Estamos com você, irmão. Fique tranqüilo. E, pelo que en¬tendi, seria melhor mantê-las longe da casa de Paizão e dos equi¬pamentos de perfuração de petróleo, certo?
— Bem pensado — Harry ajeitou o chapéu na cabeça. — Mantenha-as longe de qualquer lugar que cheire a dinheiro. Pensam que somos pobres e quero que seja assim até que eu encontre um modo de contar a verdade a Hermione.
— Preciso dizer, chefe, que essa é a coisa mais estranha que já ouvi falar de uma mulher. Não gostar das coisas boas da vida — Fuzzy coçou a cabeça. — Não me parece uma coisa normal.
— Sim, entendo o que quer dizer. Mas essa é uma das principais razões pelas quais a amo.
— Ama? — os peões falaram ao mesmo tempo e se entreolharam.
— Calem-se — ignorando-os, Harry dirigiu-se para a porta de Hermione. — Lembrem-se do que prometi — murmurou ele, bai¬xinho. — Cinco mil para o melhor ator.
Com o plano de incentivo, todos os rapazes foram para a limusine começar o trabalho.
Simon estava ajudando Minerva a descer. Nariz empinado e usan¬do a máscara de oxigênio, ela inalou várias vezes enquanto punha os pés no chão.
Pelo semblante, era óbvio que ela estava usando a máscara mais para evitar o cheiro da vida no campo do que pela falta de ar.
Havia vários cavalos amarrados num tronco na frente de um dos chalés. Curiosos, os cavalos mexeram a cabeça para ver Minerva passar, resmungando.
Quando ela caminhou em direção à neta, Golt tirou o chapéu e o jogou sobre um estrume no chão.
— Para salvar seus sapatos, madame — disse ele, fazendo uma reverência.
Para não ficar atrás, Hunt tirou o colete e jogou no chão na frente do chapéu de Colt.
— Nós compensaremos a falta de requinte com nossa cortesia — disse ele, sorrindo.
Sly tirou a camisa e também jogou-a no chão.
Minerva suspirou, sem saber se sentia-se grata ou apavorada quando olhou para o corpo robusto e bronzeado do caubói.
Harry levantou a mão para impedir que outros peões conti¬nuassem a se despir.
— Bom trabalho, pessoal, mas posso carregá-la daqui.
— Você não vai fazer isso — gritou Minerva e deu um tapa no braço dele quando ele se inclinou para pegá-la.
Harry sorriu e deu vários passos para trás. Era obrigado a admitir, Minerva tinha coragem. Ele gostava disso nela. Lembrava-o de Hermione.
Montana empurrou Colt, Hunt, Sly e passando por eles, alcanou Hermione.
— Irmã! — ele deu um beijo no rosto dela. — É tão bom tê-la de volta em casa. Sentimos muita saudade sua.
Saindo do abraço dele, Hermione enrubesceu.
— Oh... Montana, você é tão gentil. Eu... bem, eu também senti saudade de vocês.
Com um sorriso amplo, Montana olhou para os outros rapazes.
— Vocês já viram uma cunhada mais linda? — ele balançou a cabeça, fitou-a, então franziu o cenho para Harry. — Você é bom até mesmo quando se trata de escolher uma mulher.
— Ele sempre fala isso — concordou Fuzzy.— Duas ou três vezes por dia.
— Todos nós dizemos isso — acrescentou Colt.
— Às vezes mais do que três vezes ao dia — palpitou Sly.
— Desde que eles se casaram, há várias — Red titubeou — semanas atrás, em... — ele ficou pálido e levantou diversos dedos, enquanto todos prendiam a respiração coletivamente — julho?
— Certo — assentiu Harry e todos respiraram novamente.
— Sim. Eles se casaram em julho — Montana passou um braço em volta do ombro de Hermione como se fossem íntimos. — Se você não estivesse casada com meu irmão, eu lhe cortejaria, irmã.
— Mas eles estão casados — apontou Fuzzy.
Fazendo uma careta, Harry aproximou-se de Hermione e pe¬gou-a pela mão, tirando Montana do caminho.
— Eu disse para fazerem Minerva se sentir bem-vinda — declarou ele por entre os dentes.
— Oh! — Montana assentiu como se só agora tivesse entendido as regras e piscou para Hermione. — De qualquer forma, se não pude ter você, a segunda coisa melhor é vê-la casada com meu irmão.
— Sim — disse Red. — Ela se casou com Harry.
— E estão bem casados — adicionou Fuzzy.
— Casados por um mês — emendou Colt.
Harry fez uma carranca para mostrar seu desgosto. Talvez oferecer dinheiro a eles não fora uma boa idéia, afinal.
Com expressão mal-humorada, Minerva espantou, com a másca¬ra, os insetos que voavam a sua volta e demandou:
— Por que estamos parados aqui? Onde é a casa de funcionários? — ela olhou de modo suspeito para Harry.
— Certo, vovó, certo. Precisamos levá-la para dentro — dois passos largos levaram-no para o lado de Minerva. Segurando o braço dela, ele continuou: — A propósito, pessoal, esta aqui é a avó de Hermione. Ela é uma magnata do mundo dos Cosméticos.
Todos os homens tiraram o chapéu para ela.
— Como vai, madame? — falaram de maneira educada. Minerva os olhou com antipatia.
— Ficarei muito melhor quando sair desse calor insuportável. E esse fedor está me matando.
— Não podemos deixar que isso aconteça — Harry tirou uma nota de um dólar do bolso e pôs na mão de Simon.
— Vá buscar a bagagem da vovó e leve-a para dentro de casa. Rapazes, ajudem-no.
Todos os peões, exceto Fuzzy, que se pôs ao lado de Minerva, correram para cumprir a tarefa. Fuzzy pegou a mão de Minerva e levou-a aos lábios para beijá-la educadamente.
— Hermione, agora sei de onde vem a sua beleza.
— Oh, poupe-me — Minerva puxou a mão e apoiou-se no braço da neta, apontando para as casas. — Qual dessas monstruosidades é a sua?
— Eu... hum... — Hermione olhou em volta, desesperada.
— Por aqui — Harry apareceu rapidamente e alisou o braço da esposa. — Aposto que está feliz por estar em casa.
Ela sorriu aliviada.
Enquanto eles iam para o chalé pelo caminho de terra, ela o fitou, olhos brilhantes de felicidade.
— É bom estar em casa — sussurrou ela. — Muito bom.
Simon não perdeu tempo em entregar a bagagem de Minerva para os empregados e voltar correndo à civilização. Antes mesmo de chegarem à casa de Harry, a limusine já levantava poeira na estrada.
Hermione deteve-se na porta da casa de Harry e respirou fundo. Lá estava ela. No meio do nada e com Minerva a seu lado durante a semana seguinte.
Mas havia a presença de Harry. Com ou sem sua avó no en¬calço, uma semana perto dele seria, no mínimo, excitante.
Ao lado dele, Hermione subiu os degraus da varanda. Se fechasse os olhos poderia ver-se vestida de noiva, sendo carregada por ele. Então ele abriria a porta com um pequeno chalé e eles entrariam no lar para serem felizes para sempre.
Como se lesse seus pensamentos, ele a levantou nos braços, em¬purrou a porta e entrou na sala. Braços em volta do pescoço dele, Hermione riu. Será que sua fantasia tinha se tornado realidade?
Quando foi gentilmente colocada no chão, olhou para o interior acon¬chegante do pequeno chalé e o coração disparou imediatamente.
Os rapazes haviam feito tudo para dar impressão de ela morava lá como esposa de Harry. E, embora eles fossem desinformados sobre o modo que uma mulher dirige uma casa no novo milênio, era evidente que tinham feito aquilo de todo coração.
Da sala de estar, ela pôde ver vários pares de meia-calça pen¬duradas no cabide do banheiro. Havia uma camisola sua na cadeira da sala de jantar. Ela olhou para Harry e ele deu de ombros, sorrindo amplamente. Lingerie espalhadas pela casa, como se eles tivessem passado horas... fazendo amor. Aqui. Ali. Em todos os lugares.
Minerva levantou uma sobrancelha, mas não fez nenhum comen¬tário quando Hermione chutou uma peça de seda para debaixo do sofá e convidou-a a entrar e se acomodar no quarto dela. Qualquer que fosse o quarto. Indo na frente, Hermione explorou a área da sala de jantar e da cozinha. No fim de um pequeno corredor estava um, e único, banheiro. Na frente desse, havia um quarto de solteiro. Qual era o de Harry, ela não tinha idéia.
Parando na porta do banheiro, ela viu sua escova de dentes cor-de-rosa ao lado da de Harry no porta-escovas.
Harry pressionou sua cintura gentilmente, indicando a direção do seu quarto.
Os homens tinham espalhado pétalas de rosas sobre a cama.
— Eles pensaram em tudo — sussurrou Harry no ouvido dela. Grata, Hermione segurou o rosto de Fuzzy nas mãos e lhe deu um beijinho.
— Obrigada.
Fuzzy quase caiu no chão.
— De nada.
Minerva, andando atrás deles, perguntou:
— Onde é a minha cama? Tive um dia longo e cansativo e quanto antes puder me deitar, mesmo nessas condições precárias, melhor.
— Por aqui, vovó — Harry a conduziu para o quarto de Montana. — A senhora pode descansar aqui.
O quarto masculino era mobiliado de maneira simples, com pra¬teleiras altas, contendo troféus de rodeio e porta-retratos dos ga¬rotos Potter pescando. Havia um pequeno tapete no assoalho de madeira, e nas paredes estavam penduradas várias cabeças de animais selvagens. O alce era o maior de todos e ficava bem em cima da cabeceira.
— Deite-se, vovó — encorajou Harry. — Fique bem confortável.
— Duvido que isso seja possível — Minerva olhou para a cabeça de alce com desprezo.
— Hermione vai fazer churrasco para nós no fim da tarde, e pode acreditar, a senhora não vai querer perder isso.
Hermione sorriu.
— Farei a receita especial de Tom. Espero que todos gostem de costela.
— Vocês adoram, não rapazes? — Harry pôs as mãos no ombro dela, massageou-lhe a nuca e desejou que estivessem sozinhos em lua-de-mel, e não representando aquela farsa.
Fuzzy e Red lamberam os lábios em afirmação.
Minerva se sentou na beira da cama.
Harry virou Hermione nos braços e, sabendo que tinha a aten¬ção total de mulher mais velha, deu uma mordidinha no lábio in¬ferior da esposa.
— Depois que eu chegar do trabalho hoje, vamos buscar os in¬gredientes que faltam. Depois eu a ajudo a cozinhar.
Ela se encostou no peito dele e o acariciou.
— Alguém já lhe disse que você é um marido maravilhoso? — com um suspiro, ela levantou a cabeça e o beijou, ignorando os assobios dos rapazes.
Depois do jantar daquela noite, Hermione e Minerva se sentaram juntas numa mesinha branca na varanda dos fundos da casa de Harry e Montana. Todos estavam satisfeitos de costelas e milho, e os rapazes jogavam bola no gramado, antes da torta de morango e sorvete serem servidos de sobremesa. O sol já começava a se pôr no horizonte, produzindo sombras mágicas. Ocasionalmente um inseto voava perto de Minerva e ela sacudia a mão com mau humor, implorando para a neta voltar para casa e cuidar dos negócios.
Tentar fazer Minerva entender era inútil, então Hermione não respondia, fingindo estar prestando atenção no jogo dos rapazes. As costelas haviam sido um sucesso e, embora Minerva fingisse estar desgostando, ninguém deixou de reparar que se serviu de um segundo prato. Depois do jantar, toda a louça tinha sido lavada e guardada. Os homens estavam se atropelando para fazer Minerva se sentir bem-vinda à família e convencê-la de que o casamento de Hermione não só era real, como também maravilhoso. E, embora estivessem se esforçando terrivelmente para agradá-la, Minerva os observava com desdém.
Quando Harry fez um outro gol e acenou para sua esposa, ela bateu palmas e gritou de um modo nada feminino, que fez Minerva balançar a cabeça. Hermione não se importou. Com exceção das reclamações de sua avó, ela estava se divertindo muito. Era tão gostoso imaginar que estava realizando todos seus sonhos de crian¬ça aquela noite. A alegria, o estilo de vida descomplicado, a família unida e amorosa... Assim como o chalé, os móveis simples e... o homem.
— Ei, Harry — gritou Fuzzy quando Harry errou um passe no jogo. — Você pode fazer melhor do que isso. A vida de casado o deixou mole, filho?
— Desde que ele se casou com Hermione, há mais ou menos um mês, em julho, está devaneando assim — disse Red.
— Ouvi dizer que um ou dois meses de casamento é o suficiente para uma lua-de-mel. É verdade, Harry? — perguntou Clay.
Harry bufou e olhou na direção de sua amada.
— Não.
Hermione deu uma olhada para Minerva para ver se ela estava acreditando em toda aquela conversa sobre o casamento. Parecia-lhe que eles estavam exagerando um pouco. Mesmo assim, quem era ela para reclamar? Era incrível o fato daqueles homens a es¬tarem ajudando. Eles deviam gostar muito de trabalhar para Harry. E quem podia culpá-los?
Ele era um homem maravilhoso.
Finalmente, a partida acabou e os rapazes foram para a varanda comer torta.
Com o prato cheio de sobremesa, Montana olhou para Hermione.
— Sabe, irmã, tenho que lhe dizer que adorei o que fez com esse lugar. Não é mais o mesmo, desde que você se mudou para cá.
Harry riu.
— Eu também acho. Antes de ela se mudar, a casa não tinha estilo.
— Não tinha romance — acrescentou Red.
Fuzzy concordou:
— Não tinha vida.
— Oh — respondeu ela sem graça. — Pena que não tive tempo de arrumar a casa antes de partir para Dallas. Normalmente, não deixo minhas coisas tão... fora de ordem.
Eles riram alto, com as bocas cheias de torta e sorvete. Minerva os encarou com ar crítico.
Após a sobremesa, um novo desafio foi lançado para uma última partida de futebol. Os homens foram para o gramado, deixando Hermione novamente sozinha com Minerva.
— Divertindo-se, vovó?
Minerva bufou.
— Este banco é mais duro do que uma pedra, e os mosquitos estão me comendo viva. Está quente aqui fora — ela limpou os lábios vermelhos com um guardanapo. — E esta pequena cabana é uma coisa horrível. Como você pode estar feliz? Se voltasse para casa comigo, teria de tudo.
— Você não entende, vovó? Tenho tudo aqui. Sinto-me a mulher mais rica do mundo quando Harry sorri para mim — havia uma verdade imensa declarada no tom dela.
Como se tivesse ouvido, Harry olhou para ela e sorriu. Soprou-lhe um beijo e voltou-se para o jogo. Foi um momento perfeito.
Passando a mão por cima da mesa, Hermione pegou a mão de Minerva e a acariciou.
— Vovó, Harry me faz mais feliz do que jamais fui. É um sen¬timento que nenhum dinheiro do mundo poderia comprar.
E de alguma maneira, pensou ela, tinha que poupá-lo de ser assustado pela família. Assim que Minerva fosse embora, confessaria seus sentimentos verdadeiros e esperava, embora ele tivesse dito que não estava pronto para um relacionamento, que abrisse uma exceção para ela.
Quando encarou Minerva, por um breve momento pensou ver me¬lancolia misturada com inveja nos olhos da avó. Mas não podia ser aquilo.
— Aonde você vai? — sussurrando, Hermione saiu do banheiro e entrou no quarto de Harry na ponta dos pés.
Era quase meia-noite e Minerva se recolhera uma hora atrás. Apesar das reclamações da mulher mais velha de que a cabeça de alce lhe daria insônia, roncos podiam ser ouvidos atrás da porta fechada.
Recém-saída do banho, Hermione estava usando um robe de al¬godão. Uma toalha de banho estava enrolada como um turbante na cabeça. Mesmo sem um pingo de maquiagem e com o velho robe, ela estava de tirar o fôlego.
— Tenho algum trabalho para fazer no escritório — Harry pegou as chaves no criado-mudo. Tinha que sair dali. Ficar a noite toda em tal proximidade com ela era perigoso. Ele estava pronto para aquilo. Ela não.
Hermione olhou para o relógio no criado-mudo.
— A essa hora?
— A fazenda não pára de funcionar — a desculpa era tola e Harry suspeitou que ela soubesse disso.
— Oh, certo — tirando a toalha da cabeça, ela começou a en¬xugar o cabelo. — Quanto tempo você vai demorar?
— Algumas horas pelo menos. Preciso arrumar uma papelada.
— Ah — ela sentou-se na beirada da cama e deu-lhe um grande sorriso. — Espero que não se importe por ter pegado seu robe em¬prestado. Os rapazes não trouxeram o meu.
— Não tem problema.
— Obrigada. Ah, e antes de você ir, quero lhe agradecer por ter me deixado vir para cá hoje, com vovó. Os rapazes foram tão gentis com ela, e mesmo assim, Minerva é muito teimosa para admitir. Mas acho que ela está se divertindo.
— Fico satisfeito — ele se sentou na outra ponta da cama e recostou-se na cabeceira. Tinha vontade de tirar a toalha da mão dela, secar-lhe os cabelos, sentir a maciez das mechas.
— Sabe, acho que ela está começando a perceber que é inútil tentar me convencer — murmurou Hermione.
— Por que você acha isso?
Corando, ela falou:
— Bem, acho que ela está notando que estamos... apaixonados.
O coração de Harry disparou imediatamente. Ele mordeu o lábio inferior e desejou que seu batimento diminuísse o ritmo.
— O que faz Minerva pensar assim?
O rubor das faces dela aumentou.
— Acho que podemos dar um pouco do crédito para sua habili¬dade como ator. Você finge muito bem que é louco por mim.
Não é fingimento, ele queria gritar, sentindo uma necessidade urgente de se abrir. Dizer-lhe o quanto ela significava. Contar-lhe que estava apaixonado e que sacrificaria tudo e qualquer coisa apenas para ficar com ela. Mas naquele momento, tudo que precisava era sair dali.
Precisava de tempo para pensar. Encontrar um modo de fazê-la entender que, embora o amor pelo dinheiro fosse a raiz de todos os males, o dinheiro em si não era. Eles ainda podiam viver sua vida de fantasias, sem ter que renunciar à família e a tudo que tinham trabalhado tão arduamente para conseguir.
Amanhã. Ele falaria com Hermione amanhã.
Primeiro lhe diria que a amava. E depois, no momento certo, lhe contaria sobre a fortuna de sua própria família. Com um longo suspiro, fitou o rosto dela, tão delicado e inocente na luz do abajur. Contar-lhes as novidades não seria nada fácil. Ela fora tão magoada pela ganância de sua própria família.
— Sabe, Hermione, um dia você pode se apaixonar por um ho¬mem que tenha muito dinheiro. E talvez seja feliz do mesmo modo.
Ela piscou, tentando disfarçar a dor que de repente brotou em seus olhos.
— Impossível — a palavra sussurrada foi quase inaudível. Por um longo e tenso momento, Harry a olhou cheio de desejo.
Então, sem pensar, aproximou-se devagar e, segurando-lhe o quei¬xo com as duas mãos, a beijou ardentemente. Derrubando a toalha sobre o colo, Hermione o abraçou forte e correspondeu ao beijo com toda paixão que sentia em sua alma.
Bocas sedentas, respiração acelerada e corpos inflamados mo¬viam-se como um só ser.
Ela o puxou mais para si, levando as mãos para trás do pescoço de Harry, acariciando-lhe os cabelos. Ele se afastou um pouco, combatendo a tentação de deitá-la sobre a cama e fazer amor com ela.
Não podia. Não devia.
Não até que ela soubesse a verdade.
Não até que ele fosse verdadeiramente seu marido.
Afastando-se gentilmente de Hermione, ele se levantou da cama. Passou a mão nos cabelos e desviou o olhar. Se a olhasse novamen¬te, estaria perdido.
— Tenho que ir.
Ela assentiu sem palavras.
— Voltarei mais tarde.
Depois que organizasse a confusão em sua mente.
Depois que ela estivesse dormindo profundamente. Muito depois.
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Continua...

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