Sobre rabos de cavalo e começos
Introdução
Disclaimer: JK é dona de tudo, inclusive da minha alma.
Foi amor no primeiro puxão de rabo de cavalo. Mas não estava óbvio para os dois estudantes do primeiro ano que estavam envolvidos no ato. Ela achou que ele era um garoto mimado. Ele tinha certeza que ela era incapaz de ter um momento de diversão.
James Potter estava acostumado a conseguir as coisas do seu jeito, não somente porque ele realmente era um pouco mimado por ser um filho único, mas devido à sua habilidade de encantar as pessoas para fazer as pessoas agirem como ele queria. De jeito nenhum conseguia compreender porque aquela pequena ruiva da grifinória não aceitava ser sua amiga. Lily Evans não estava acostumada a ser facilmente persuadida ou que mandassem nela. Escapava de sua compreensão porque aquele garoto com o cabelo bagunçado e os óculos permanentemente caindo queria estar em sua vida.
Mas eles eram só duas crianças de onze anos que não reconheceriam amor nem se este batesse em seus rostos. Eles não eram, entretanto, imunes à fascinação por Hogwarts. Lily queria ficar para sempre na biblioteca e James estava morrendo para entrar no time de quadribol.
Ele tentou sem sucesso fazer com que ela fizesse suas redações de poções. Ela muito a contragosto pediu pela ajuda dele em transfiguração. Entre aulas e sessões conjuntas de trabalhos escolares, James acabou ensinando a ela sobre o mundo bruxo, enquanto ela tentava fazer ele apreciar ou pelo menos reconhecer a existência de regras.
Naquela idade, porém, não era exatamente legal para um garoto e uma garota serem amigos ainda. James passava a maior parte de seu tempo com outros três garotos da grinifória e Lily – desafiando as regras do que era considerado legal – tinha um amigo próximo da sonserina. Enquanto cresciam eles se distanciaram e tornaram-se ainda mais diferentes um do outro.
Pelo terceiro ano ninguém conseguia imaginá-los sendo amigos ou qualquer outra coisa. Potter tinha quadribol, peças a pregar em alunos desavisados, os marotos, e entre tudo isto e as aulas ainda tentava secretamente se tornar um animago para o bem de Remus. Evans tinha altos padrões morais, amigas que idolatravam garotos que ela não aprovava e um amigo que era constantemente humilhado por estes mesmos indivíduos.
Foi no início do quarto ano que ele começou a realmente percebê-la por quem ela era, uma linda, gentil e inteligente bruxa. Mas sendo um garoto de catorze anos ele não sabia o que fazer com esta percepção. James tentou convidá-la para ir a Hogsmead com ele, o que acabou em humilhação pública para os dois e o rosto dela tornando-se tão vermelho quanto seu cabelo. Lily estava cega por memórias ruins e ainda não queria ter nada a ver com ele.
Na chegada do quinto ano, James não queria nada além de estar perto o suficiente para contar as sardas no rosto dela. Lily, apesar de ser uma monitora e tentar por diversas vezes estragar os gloriosos momentos nos quais ele desafiava as regras, se sentia inexplicavelmente atraída e repelida ao mesmo tempo por aquele estúpido, arrogante, alto e tão ridiculamente bonito garoto. Infelizmente ela não reconhecia o sentimento pelo que realmente era. Ele não era tão ignorante ao fato, mas tentava não dar grande importância. Nem seu trio de amigos acreditava que ele pudesse conquista-la neste ponto, e por algum tempo ele fingiu que o forte desejo de estar com ela era simplesmente vontade de se provar melhor que o desafio.
James estava diminuindo as peças pregadas e começou a se tornar o homem que ele inevitavelmente estava destinado a ser. Algumas vezes Lily acredita que havia mais nele do que podia perceber. Estes comportamentos se desenvolveram em conversas cordiais, que levaram a risadas abafadas em confidências na sala comunal. Ela torceu por ele em um jogo de quadribol e os dois se abraçaram de forma desastrada quando ele venceu. Ele a ajudou a terminar um trabalho de transfiguração em tempo recorde com a condição que ela ficasse acordada até tarde conversando e rindo com ele ao pé da lareira.
Então tudo foi para o espaço naquele incidente perto do lago. Lily não conseguia acreditar que havia esquecido o qual arrogante ele era, e quando foi provocada disse que nunca sairia com ele nem se a escolha fosse entre ele e a lula gigante. Ela pensava que ele era cruel, mas só até Snape a chamar do pior adjetivo possível. Aquele foi o momento em que ela realmente descobriu o que era crueldade.
James queria matar o idiota que havia ofendido a ela. Invés disso, ele tentou fazê-lo pedir desculpas, o que só pareceu deixa-la mais furiosa. Ele sorriu por um momento quando a doce, carinhosa e adorável Lily Evans deu uma resposta maldosa para o Snape. Depois disso, entretanto, ele quase morreu de desapontamento com o olhar que ela lançou a ele e por alguns momentos partilhou dos pensamentos de seus amigos – talvez ele não fosse namorar Lily Evans tão cedo.