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6. Seja Bem-Vindo de Volta


Fic: Livro Segundo O Herdeiro dos Segredos


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Novamente a entrada no barco e a visão do grande Castelo ao fundo. A noite estava bem estrelada e fazia calor. A travessia não se demorou e Tom ficou feliz por isso, pois em seu meio de transporte, estavam Malfoy, Kian e Leah. Por não caber mais de quatro pessoas, Erin havia ido em outra embarcação. Tom não se importaria nem um pouco em empurrar Kian para o fundo do lago escuro e deixar o espaço reservado para a garota.


O casco do barco bateu na areia e Tom saltou para os terrenos do colégio. Subiu, guiado por um monitor, até o portão do hall de entrada e dessa vez seguiu um caminho diferente.


No ano passado, havia virado em outra direção e entrou no Salão Principal, onde eram servidas as refeições, por uma porta lateral. Dessa vez foi pela frente e seguiu até sua mesa que ficava em um dos cantos do grande espaço.


Era uma enorme galeria de teto absurdamente alto. O céu estava estrelado como o céu real e o lugar parecia exatamente igual como havia deixado. Olhou para a mesa dos professores e passou a vista em cada um. Slughorn, o professor que o adorava, Merrythought, Binns, Sprout...parou então em um senhor barbudo e com longos cabelos da mesma cor das barbas: acaju. Os olhos azuis por trás dos óculos de meia-lua o perscrutavam fixamente. Tom desviou o rosto, pois ainda não sabia ocultar sua mente de Dumbledore. Logo ele iria ver...


Sentou-se ao banco e quando todos os antigos alunos estavam instalados, a cerimônia começou. As portas laterais se abriram e um grupo de meninos e meninas de 11 anos entraram, com olhar assustado e ficaram em fila, parados atrás de sua professora de Transfiguração, McGonagall.


Um por um eles foram chamados e selecionados para sua casa, logo depois da canção do Chapéu. Tom sempre prestava metade da atenção, como um golfinho que fica com a metade do cérebro em alerta e com a outra metade adormecida.


O diretor Dippet levantou-se, fez seu habitual discurso e alertas e finalizou com:


- E não esqueçam: a seleção para as equipes de quadribol começará semana que vem. Todos aqueles que tiverem vontade de fazer parte desse esporte, conversem com os capitães das respectivas casas, que irão falar com os professores. Os capitães marcarão as datas de treino e tudo o mais. Bem, acho que por hoje chega de discurso. Estou morrendo de fome! – bateu as mãos e em toda a extensão da longa mesa apareceu deliciosos manjares.


Nesse momento, Tom percebeu o quão faminto estava. Começou a encher o prato e pensar consigo mesmo sobre o quadribol.


No ano passado, havia sido chamado para ser artilheiro da equipe. Ainda não tinha certeza se aceitaria. Adorava estar em cima de uma vassoura, sentindo o vento bagunçar seus cabelos...mas o esporte não chamava sua atenção de forma alguma. Pensava que um homem deve ser reconhecido pelo seu talento mental e não físico. É muito mais importante e vantajoso.


Um jogador de qualquer esporte não precisa ser um gênio para fazer sucesso e isso não o agradava. Mas ele já era um gênio, pensava, e se ainda por cima se tornasse um sucesso no quadribol, seria imbatível. Contanto, é claro, que não atrapalhasse seus estudos.


Tom havia decidido que iria, sim, participar da equipe e conseguiu comer seu jantar com menos uma preocupação.


Malfoy, que estava sentado ao seu lado, o tirou de seus devaneios.


- Quer pudim? – ele comia vorazmente diversos pratos ao mesmo tempo. Tom o olhou com o cenho para baixo.


- Eu ainda estou no prato principal. Pudim é sobremesa.


- Não acho. Para mim qualquer coisa pode ser prato principal. Ei, lembra do Bones? – Malfoy falou rindo e apontando com o queixo um garoto gordo e ruivo que olhava amedrontado para Tom.


Tom virou a cabeça e Bones, assim que o viu, arregalou os olhos e desviou para outra direção.


- Você foi genial...será um ótimo bruxo. – Malfoy disse orgulhoso como se estivesse falando de si mesmo. – Nenhum menino de 11 anos conseguiu usar uma maldição imperdoável. Imagina se tentasse a da morte!


Tom se sentiu nas alturas quando ouviu aquela declaração. Em fim estavam reconhecendo seu valor. Logo não só Bones e Malfoy o temeriam. Seria o Castelo inteiro...o mundo inteiro.


Quando o jantar acabou, os dois e as gêmeas se dirigiram para a Masmorra da Sonserina. Ficaram ainda na Sala Comunal conversando um pouco, Tom fingindo-se de amigável e após algum tempo, cada um foi para seu dormitório. As meninas subiram uma escadaria e eles dois outra.


Kian já estava em sua cama nos fundos do quarto e olhou para eles dois, irritado. Enfiou-se em sua cama e virou para o lado oposto da porta.


- Não ligue para Kian. Ele simplesmente te odeia. – Malfoy sussurrou.


- Por que?


- Porque ele não aceita que alguém seja mais forte que ele. Você sabe...todos que vêm para nossa casa têm o mesmo objetivo: ser mais poderoso e famoso do que todos, sem se importar com o que tem que fazer. Só que alguns querem ser os líderes e outros não se importam em ser fortes e fazer sucesso pela sombra de outra pessoa. – deu de ombros.


Tom olhou astutamente para Malfoy.


- De qual dos dois tipos você é? – Abraxas ficou vermelho e tornou o rosto para a parede. – Eu sou o do melhor tipo. – sorriu.


Com essa resposta misteriosa, deitou em sua cama e fechou as cortinas.


- Boa noite e até amanhã.


Tom percebeu então, que deveria tomar cuidado com seu novo "companheiro". Nenhum sonserino era confiável pelo que pôde constatar. Alguns eram medrosos e preferiam ser seguidores, outros eram mais destemidos e queriam ser seguidos...mas em ambos os casos, o objetivo era o mesmo: conseguir a glória, e para esse fim não se importavam se tivessem que passar por cima de seu "melhor amigo".


Mas Malfoy, principalmente, era uma situação ainda mais delicada. Era simpático por demais, assim como Erin. A doce e encantadora Erin...


Tom balançou a cabeça. Não podia nunca ter alguém ao seu lado. Nunca confiaria em ninguém ou isso poderia vir a ser sua ruína.


Balançou novamente a cabeça para esquecer esses pensamentos e deitou em sua cama. Fechou os olhos e tentou descansar para o dia seguinte.

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Comentários: 1

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Enviado por Neuzimar de Faria em 16/03/2013

Torço para que você continue.

Nota: 5

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