Cap.7 – Amizade suspensa
Certo. Controle-se!
Ele estava próximo, bem próximo, pra ser sincera... Ela estava sentindo sua respiração se misturar com a dela, e era inebriante. Era estranho, era novo, como se realmente nunca estivesse tão intima de Harry quanto naquele momento... Será... Será que foi assim, assim que tudo havia começado no sexto ano? Será que tinha sido tão bom quanto agora, mesmo Hermione estando somente no colo de Harry e experimentando seu hálito, ela sentia que isso ali era tudo que queria, ao menos, por hora.
Ouh! Onde estava com a cabeça...? Ela não sabia, quer dizer, ela sabia muito bem, estava no ar quente que Harry emanava pelos lábios tão rosados e apetitosos e... Hermione estava desviando novamente do assunto, quer dizer, ela não tinha assunto algum! Mas ela estava prestando atenção a algo que não importava, ou não deveria importar...
Tudo bem... Tentando se concentrar, ah. É certo que ela ficou algumas semanas depois do ocorrido, da bebedeira, chocada, e uma ‘neblina’ parecia ainda estar contida entre ela e Harry, quando se falavam ou se olhavam... Logo, esse sentimento foi passando, foi esquecido. E então Hermione passou a se perguntar o que lhe levara a beber e, em conseqüência, ter pesadelos. Depois de mais ou menos cinco meses, ela já havia formulado outra pergunta... se perguntava como teria sido aquilo... E às vezes até sonhava, ou (pior pra ela) fantasiava...
-Estava gostoso o bolo? – perguntou muito baixo.
-Delicioso – respondeu distraída.
-Sabe Mione...- ele deu uma risadinha. – A comida estava deliciosa, e já que nós acabamos de Almoçar/Jantar, você faria o favor de se retirar? Você está meio pesada sabe? Você engordou? – perguntou erguendo a sobrancelha.
-É. É.
Harry riu. Ela não tinha ouvido nada do que ele falou.
-Srta. Granger!
Hermione estava sentindo-se incomodada. Harry não parava de falar, como poderia se concentra? Ela tinha que pensar!
-O que é Harry? – perguntou amuada olhando-o.
-Estou pedindo, por favor, que saia do meu colo – falou lentamente. – Eu preciso me ‘esticar’
-Ah! Sim – ela se levantou.
-Você anda fazendo regime? – perguntou matreiramente. Ele tinha, algumas vezes, a mania de perturbá-la, era tão fácil...
-Não... – será que tinha emagrecido?
-Percebe-se né? Mione você quase me esmagou!
Ela revirou os olhos. – Você é um babaca Potter – ela estava indo para fora da cozinha.
-Ei! Me espere. Você não pode deixar uma visita sozinha! É falta de educação.
-Desde quando você é visita? – indagou sarcástica.
-E é assim que ela me agradece por passar horas acordado velando por [i] ela [/i] - falou olhando para cima como se questionasse a alguém.
-Ah! Harry. Para com isso. Eu to cansada – com a mão no pescoço, massageando-o.
Ele parou. E a olhou com a cabeça de lado. – Você deveria dormir.
-Eu sei...
-Então o que está esperando, Mione? – perguntou franzindo a testa.
-Não quero deixá-lo sozinho – sorriu sem-graça.
Ele revirou os olhos e andou até ela. – Não seja tola. Você mesma disse: Eu sou de casa. E agora mocinha, pra cama. Vamos, - ele bateu palmas – vamos! – ele chegou perto e a segurou no colo.
-Quem você está pensando que é Sr. Potter? – perguntou, deixando-se ser carregada. – Acho que não lhe dei autorização – ele a levava escada acima. – para ter toda essa intimidade.
-Se quiser Srta. [i]Perfeita[/i] Granger – ele disse ainda olhando para frente.- Posso te largar aqui mesmo.
-Não... O que é isso... É uma gentileza da sua parte. Eu não poderia ser tão grosseira... – respondeu cordialmente. -... Feriria seus sentimentos.
Ele riu debochado. E continuou com uma vozinha de falsa aflição. – E não é?! Hermione Granger só fere meus sentimentos... Tsc. Tenho que parar de correr atrás dela – Hermione apenas sorriu, sua mente sento mais uma vez tomado por pensamentos; pensamentos estes que logo lhe escaparam.
Harry já tinha lhe posto na cama – Você está entregue. Bem Mione – bocejando. – Eu vou indo. Também sou um filho de Deus e acho que já fiz tudo que um amigo poderia ter feito...
-Ah! Harry fica aqui – ela lhe puxou para a cama dengosa. – vamos conversar.
Ele a olhou. – Sobre o que?
-Ah! Não sei. Assunto é que não falta, certo?
-Você não estava com sono?
Ela suspirou. ‘Por que você não entende que eu não quero que você vá?’ – Não vou conseguir dormir... Parece que estou te expulsando daqui...
--Por favor! Não se preocupe com besteiras como essa – ele disse abanando as mãos e sentando-se ao seu lado.
Não, ele também não queria ir. Mas talvez estivesse sendo inconveniente e sua amiga estivesse, apenas, sendo educada. Ele se levantou e Hermione se ajoelhou na cama segurando seu braço.
-Harry o que você quer que eu faça para que acredite? – perguntou olhando seriamente, esperava que não estivesse tão séria quanto imaginava... – Fique aqui. Você tem algum trabalho em casa? – ela soltou a mão dele. Harry balançou a cabeça negativamente. – Então?
-Hermione. O que eu vou ficar fazendo aqui?
Ela sorriu marotamente, puxando-o pela camisa e atirando-o na cama. – Às vezes, - as mãos dela estava em seu tórax. - Você fala demais... – Hermione deu mais um sorriso, a alegria atingindo seus olhos. – Bom – ela arriscou. -Então... Nós podemos olhar o teto – ela falou deitando-se ao seu lado, a cabeça encostada na dele. Harry começou a afagar seus cabelos.
Sinceramente, ela ficaria ali a vida toda, se pudesse. Estava anoitecendo? Ela não sabia, ou não se importava?
Hermione estava simplesmente ‘dopada’, relaxada, nem percebeu quando Harry parou de mexer em seus cabelos, seus olhos pesavam...
Lentamente, ela levantou a cabeça e viu seus olhos fechados.
Hermione não conseguiu se conter e estendeu as mãos para o rosto dele, mas quando estava quase lá, uma das mãos dele foi ao encontro da sua, segurando-a. Ele abriu os olhos de súbito.
-Calma... Só sou eu – ela falou serenamente. Ele deu um suspiro. – desculpe por te assustar – murmurou. – sinto muito... Eu só, - ‘queria te sentir’ - só... Iria tirar seus óculos.
Ele sorriu em alivio. E então pôs a mão da mulher em seu rosto.
Hermione perpassou levemente suas bochechas e então lhe tirou os óculos. Guardando-os na cabeceira ao lado de Harry. Pra isso, ela teve de projetar o corpo para frente. E na volta teve que se segurar para não cair.
A mulher voltou para ‘seu lado’ da cama e quietamente puxou o edredom para si, estava frio. Harry virou para o lado, pegando uma ponta do edredom, deixando Hermione descoberta. A partir daí uma ‘guerrinha particular’ se iniciou.
Pareciam crianças, o frio já não era o fator mais importante, já o tinham perdido com toda aquela movimentação, agora era uma questão de ‘honra’ aquele grande pedaço de pano.
Forçando-se a não rir, a morena puxou mais uma vez o cobertor, só que desta vez, espertamente, colocou uma parte de baixo de si e prendeu com as duas mãos. A primeira tentativa de ‘roubar’ o cobertor foi frustrada para Harry. Ele voltou-se para olhar a amiga, esta apenas sorria, a respiração pesada.
-Estou com frio Hermione!
-Você está suado, não pode estar com frio...
-Não importa – resmungou. – Você tem o dever de me dar um pouco disso.
-Haha. Dever? Por quê?
-Hermione!
-O que foi? – perguntou cinicamente.
-Se é assim...
Harry puxou o cobertor para si com força.
Em segundos a mulher estava a menos de dois centímetros de distância do corpo dele e... Sem cobertor. Ela deu um muxoxo, ele riu.
-Só faz isso por ser um pouco mais forte que eu – murmurou amuada.
-Deixa de ser boba... – ele a abraçou pela cintura, suas mãos geladas na pele quente dela. – ficar irritada por esse pouco? – ele a puxou pra si. – Você já foi mais compreensiva, Srta. Granger – murmurou em seu ouvido.
Ela ofegou e teve certeza que Harry ouvira.
Por que o ouvido? Ele sabia que tinha esse seu ponto fraco (“na verdade ele sabe todos os meus pontos fracos)! Era tão injusto isso...
Harry não poderia fazer (ser) como um amigo normal? Mas não... Ele tinha que ser assim, me conhecendo desse jeito estranho, onde sabe mais de mim que qualquer pessoa que conheço (certamente até melhor que eu), ser tão carinhoso, tão Harry Potter, amigo fiel e amoroso (e ainda me confundo com esse seu jeito).
Ela tinha que corrigir aquilo, o que Harry pensaria dela?
Ela virou o rosto nervosamente e seus lábios se tocaram.
Ok, é só um toque... É só...
E instintivamente puxou o lábio inferior dele agarrando seu pescoço.
“Controle tem limite. Tente olhar mais de dez segundos pr’aqueles olhos verdes!”
Ela só sabia que não foi a única a se mover. Havia reciprocidade ali, e como era enérgica e sensualmente fervorosa e lhe trazia uma sensação de conforto.
Era um carinho agressivo, como se seu ser estivesse esperando a hora certa para agir, e era agora... Como se os corpos já tivessem um ritmo próprio, elaborado. Como se não fosse a primeira vez, sóbria, em que estivessem mergulhando um no corpo do outro. Como se fosse o fim do mundo, e aquela fosse sua última hora, sua última tarefa, seu último suspiro, prazer, temor. Como se conhecesse cada milímetro do corpo dele e ele, do dela...
Em um giro Mione estava encima de Harry. Os lábios inchados, entreabertos, tentando dizer algo, qualquer coisa que viesse na sua mente, mas esta estava isenta de pensamentos. Ela franziu a testa, os olhos travados nos de Harry. O que poderia dizer para explicar o ocorrido? O que poderia pensar, pra quê pensar? Ela não queria explicar nada! E parece que Harry tão pouco esperava algo...
Segurando seu rosto, Harry a tomou inteira com o olhar, contornou os lábios da mulher; lábios estes que tremeram com o contato. Quando novamente beijaram-se não havia aquele desespero anterior, era calmo, doce, quase irrelevante. Uma das mãos de Harry desceu até novamente se encaixar na cintura da amiga, a outra tocava com delicadeza o rosto de Hermione. Suas línguas encontravam-se em uma caricia peculiar, estimada, onde retiravam o máximo da libido de ambos. Era aquilo que só sentiam quando estavam perto um do outro, aquilo sem nexo, mas com exatidão, era afinidade, era gêmeo...
As mãos dela criaram vida, seguram um caminho modesto: do pescoço dele ao tórax, do tórax à cintura, e encontraram, depois, sua pele, tirando sua blusa, subindo novamente e explorando cada parte daquele local. Ela se pressionou mais contra Harry, este a girou. Deu um sorriso tão lindo, tão iluminado, que Hermione pegou-se pensando como podia estar, assim, perfeito se nem ao menos tiveram um ‘ensaio geral’. Então se lembrou que aqueles anos todos eram o ensaio, para que aquele momento fosse especial, mais especial, quer dizer. Porque bastava ter um homem e uma mulher, um amigo e uma amiga, melhor dizendo, Harry e Hermione, para haver um ‘quê’ a mais, ser especial.
Mione sorriu quando Harry beijou seu pescoço, trilhando um caminho até o início da sua blusa. Desabotoou o primeiro botão, o segundo, o terceiro... Espalhou beijos por seu colo, mais um botão, mais beijos... ele não perdera o hábito de torturá-la? Hermione puxou os cabelos negros dele, para olhá-lo só por um instante, antes de unir-se a ele mais uma vez. Boca na boca, mãos e corpos, pele e roupa, sede e desejo, amor e prazer. Ele ainda desabotoava sua blusa, as mãos velozes, diferentemente de quando estava a provocá-la.
***
Quente, quente e quente... Aquele quarto deveria ser mais arejado, ou será que suas roupas estavam tolhido-a? ‘Deve ser a roupa’, ela pensou sordidamente.
Céus! Como aquilo estava voluptuoso, insano e deliciosamente excitante... Ela não sabia como tinha conseguido arrepiar ainda mais os cabelos revoltos de Harry, muito menos onde estava sua blusa ou ainda onde estava a dele e seu cinto (dele)...
Harry lhe acariciava fazendo-a sentir-se completamente dependente daquilo, seus beijos, ela necessitava. Faminta por seus olhos, com medo de perder contato... As mãos dele simplesmente a levavam ao céu, fazendo-a delirar de um modo que nunca, em toda vida, lembrava ter acontecido. Ele tirava todo seu alto controle... Suas mãos rapidamente abriram o zíper da calça dele.
Harry, a tempo, tinha se perdido em toda mulher que era Hermione. Ele não sabia porquê demorou a fazer isso (descartando a lembrança de que a amiga havia dado o primeiro passo). Certo que ver, melhor dizendo, rever, o que se quer esconder é praticamente impossível. Mas quando um toque faz idéias surgirem, reações inesperadas acontecerem... você não tem para onde correr, admita, essa luta está ganha, você foi o perdedor... ou vencedor?
Ele descobriu (redescobriu) que amava a mulher mais perfeita (ao menos para si) de toda Terra, a amiga mais leal e sincera que teve e terá, a mulher mais bela e inteligente que conhecia, a mais doce e sarcástica garota, que amava Hermione Jane Granger, ou apenas, sua Mione...
Estavam perdidos no próprio universo paralelo que criaram para eles, se uma bomba explodisse a alguns metros deles era capaz de não perceberem nada. Era uma insanidade gostosa.
A bermuda dela esquecida a um canto, quase perdida...
Os beijos mais famintos poderiam ser vistos agora, saboreando, compartilhando sensações. Eles não temiam, incorporavam-se ao outro, sentindo-os, no cerne da alma. As mãos dele encontraram suas costas e chegaram até o sutiã sem alça, desabotoando-o. E por um instante ele se afastou, o olhar brilhante, aquecendo Hermione... Não era apenas desejo que ela via ali, isso não lhe deixava temer, era uma mistura quase completa, só não encontrou o medo nos verdes, mais que luminosos, dele.
Ele voltou a beijá-la, as mãos do homem subindo por suas pernas, ela queria tanto senti-lo... Hermione puxou o lábio inferior de Harry, e depois o mordiscou e tudo voltou a ser um encontro sedento de línguas. Harry tocou outra parte sensível dela, sua reação foi... Quase metódica e instantânea: Hermione gemeu na boca dele, arranhando suas costas... Um arrepio perpassando por si, ela prendeu uma das pernas dele com a sua.
***
Eu não sei o que me domina
E mesmo assim não penso em me livrar
Num fascínio de alma gêmea
Você em mim constrói o seu lugar
O amor se fez me levando além onde ninguém mais
Criou raiz, ancorou de vez, fez de mim seu cais
Lendo a rota das estrelas
Hermione acordou, no entanto não abriu os olhos, sua mão fora direto para o lado. Mas lá, só não esperava encontrar o lençol. – talvez um corpo ‘estranho’ - Abriu os olhos repentinamente. O que significava?
Não poderia ter sido um sonho! Não podia ser um delírio... Sentou-se na cama e então percebeu: estava nua.
A não ser que fosse sonâmbula, e tinha absoluta certeza que não era (uma sonâmbula louca...), aquilo significaria outra coisa, diferente do que acontecera (ou que imaginava ter acontecido? – Droga! ).
Olhando a volta, conseguiu sair da cama e catar suas roupas. Foi pro banheiro. A água passando por seu rosto, corpo. Nem se importava. Estava sentindo-se mal, e aquele sentimento não condizia com o que havia ocorrido, apreciado, na noite anterior... E sabia bem demais qual dos dois aproveitara melhor...
O que, afinal, havia acontecido em... – que horas eram? – cinco horas?
Saiu logo depois e pôs uma roupa qualquer. A mulher respirou fundo, fechando os olhos, prendeu o cabelo em frente ao espelho. E, com lentidão, desceu as escadas e se dirigiu para a sala. Quase se atirou no sofá, não sentia ânimo para comer. Não tinha ânimo pra nada.
O que estava sentindo? Abandono? Desmazelo? Também, mas nada superava a... Raiva, muita raiva! Mas aquele maldito, ordinário, falso, ousado, safado – que é, além disso, um homem inteligente, gentil, cortês, lindo, o amigo por quem, ’curiosamente’, estou apaixonada... - ouviria muito quando chegasse segunda-feira.
Só poderia dar errado – levando em conta que eu não sou sonâmbula – sabia disso e insistira?
Isso não se chama demência?!
Que ótimo. Isso certamente me consola!
Se quer saber, meu trabalho não é remunerado, e não estou aqui pra dizer o que quer ouvir...
Então não fala nada!
Eu...
Calada! Já basta uma Hermione por aqui.
Ouviu um barulho, e vinha da cozinha, o que diabos era aquilo? Alguém invadiu sua casa? Nem em momentos assim tinha sossego? Era ‘lasca’. Contrariada, se levantou.
Quando chegou a porta da cozinha, sentiu um alívio tremendo, quase como se a felicidade tivesse voltado a si. Harry Potter, só de calça, encontrava-se fazendo a comida. – de qualquer modo, lembrou depois, nem estava com varinha a mão se, no caso, houve um ladrão ou algo parecido...
-Bom dia, dorminhoca! – ele sorriu ao vê-la, o sorriso ficando menor ao observá-la melhor.
Ela sorriu, sorriso largo, contagiante, aliviado... Sem hesitação foi ao seu encontro, Harry lhe abraçou pela cintura e lhe deu um selinho, puxando-a para si. Hermione sentiu o cheiro que vinha da curva dele, antes de se afastar para encará-lo, seus rosto a centímetros, seus lábios rentes.
Harry dessa vez tocou seus lábios (nada acidentalmente, por sinal), Hermione só sabia que estava mais uma vez sendo tomada por sua boca. Ao seu ver, ela sabia que não cansaria de beijá-lo, nunca. As mãos dela, nada envergonhadas, caminhavam por toda extensão de Harry, este apenas a trazia, empurrando devagar, mais para trás, encostando-a numa parede.
-Agora sim, bom dia – suspirou antes de beijá-lo mais uma vez.
***
Ela não estava o xingando até algum tempo atrás?
Mas também, como iria imaginar (e ela deveria!), que Harry não havia ido embora?
Certo, certo... Desta vez ele não tivera culpa. Sabia que Harry nunca, nunca mesmo, faria isso com alguém, muito menos com ela... Sentia-se culpada por pensar assim, tão mal, dele...
Mas era medo, ela gosta tanto dele, tanto que às vezes machuca só de imaginar... Não é bom quando você se decepciona... Ainda mais por alguém que você respeita e gosta, que conhece há anos. Mas ela deveria saber que assim como Harry e sua opinião são importantes a ela, para ele Hermione significa muito...
Nesse abraço se fez um ciclo
Que não tem fim e é todo o meu viver
É como alcançar o infinito
Reflete em mim e volta pra você
Ela se sente perfeita com ele, seria algo inexplicável se não houvesse essa única palavra: *Amor*.
E o melhor é que isso não ficava só na imaginação, ela podia expressar, sem temer.
Nesse abraço se fez um ciclo
Que não tem fim e é todo o meu viver
É como alcançar o infinito
Reflete em mim e volta pra você
Senti-lo foi maravilhoso, poder amá-lo sem mascarar, sem agir como apenas melhor amiga, sem tentar esquecer que gostava muito mais, sem prestar atenção no que sua consciência gritava nervosamente, sem pensar no que os outros irão pensar ou reagir, foi melhor ainda...
Ela o queria para si, ele a queria para si, o que há mais de complicado?
***
O amor se fez me levando além onde ninguém mais
Criou raiz, ancorou de vez, fez de mim seu cais
Lendo a rota das estrelas
Estavam na sala, Hermione deitada no colo de Harry, este estava no tapete com um cacho dela na mão. Silêncio reconfortante entre eles.
-Precisamos conversar...
Uma coruja branca entre na sala, interrompendo-o.
Hermione se senta ao seu lado, deixando livre um espaço para a coruja.
-Olá Edwiges – Harry acariciou a coruja. – Uma carta pra mim, certo? – a coruja piou, estendendo a pata. – Tudo bem.
(N.: Não me responsabilizo mais, por aqui! >.<)
Por que achava que não deveria abrir?
Ele suspirou.
-Vamos lá, Harry! – ela estranhou a hesitação dele. - Não pode ser tão ruim assim, é apenas uma carta - Hermione afagou sua mão. – Deve ser apenas um comunicado do ministério.
Então ele abriu:
Caro Harry,
Primeiramente, bom dia...
Desculpe incomodá-lo, onde quer que esteja. Mas de qualquer modo é importante, estou tentando entrar em contado com você desde sábado. Mandei irem no seu apartamento mais ninguém o encontrava, ninguém sabia de você por aqui, e a Srta. Hermione Granger não teve expediente esses dias, também não achei interessante incomodá-la com meus assuntos. Me restou usar sua coruja, como me disse um dia, ela sempre te encontra.
Bom, serei breve, estou escrevendo apenas para avisá-lo sobre uma nova missão... Eu prometo, que desta vez, você conseguirá férias (cumprida a tarefa), senhor Potter.
Segunda-feira você deve estar aqui, no departamento, às seis horas da manhã, sem atraso, com malas prontas para uma viajem de alguns dias. Você receberá todas as informações aqui. Não é algo difícil, não pra você, tenho certeza que apreciará.
Atenciosamente,
Ivan Kitller
O amor surgiu como um em mil, por você eu vim
E assim será a me conduzir, sem mandar em mim
Como o vento e o barco a vela, que nos leva sem fim
Eles se entreolharam.
Final perfeito, não?
Harry não sabia bem o que dizer, mas havia de dizer algo... Começando por onde havia parado.
-Realmente precisamos conversar...
Hermione não queria pensar agora, ela só queria ficar quieta, com Harry a seu lado, pensar depois...
Ele continuou:
“Você sabe o quando eu...“
Calando-o, pondo a mão em sua boca. – Eu não quero falar do que vai acontecer, Harry... Vamos deixar tudo correr, está bem? – pediu - O futuro inexiste... – ela sussurrou.
Harry apenas acariciou a face da amiga, da amante.
-Está bem...
***
(continua)
Essa música é do :Jorge Vercilo. Se chama: Ciclo
Composição: Jorge Vercilo/Dudu Falcão
***
:roll: :? :roll:
Oi, depois de sumir e voltar e sumir e assim por diante...
Eu to aqui pra postar o cap.7 (finalmente!).
Bem, ele tá ai... Desculpem algum erro.
Desculpem a demora e o cap... Mas eu to super-pra-baixo, eu to dodói, eu to estudando muito e não to com tempo pra nada, além de umas outras coisinhas a mais que andam me incomodando...
Comentem tá? :roll:
*Eu ainda tenho direito de pedir isso?*
Nhai...
Como eu não to muito bem, isso pode influenciar na fic...
Bom, não queiram me matar se eu fizer umas coisas... que eu to pensando aqui, com meus botões, botões malvados...
Eu não sei quando o cap novo vem, mas eu vou fazer de tudo pra ser o mais rápido possível.
Brigado pela compreensão,
Yasmin
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