No capítulo anterior...
- Os comensais queriam te matar, pelo que sabemos, Ronald.- Fred respirou fundo, sem muito olhar para o irmão que ficara parado sem dizer nada.
- Ok.- Disse ele após pensar muito, olhando para Fred.- Mas por quê eles vieram me procurar, Fred? O que eu fiz para que comensais viessem até a mim, me... matar?
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Só de pensar em Harry, já lhe dava arrepios na espinha. Não poderia estar sentindo algum tipo de sentimento por ele, nunca poderia sentir algo por ele. Jurara para si mesma que mesmo que estivesse sentindo algo por ele, lutaria contra este sentimento.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Vamos embora!- Disse a Sra. Weasley com medo na voz.
- Não tão cedo, família Weasley.- Ele quase cuspira ao citar o nome da família.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Hum... Harry, então quer dizer que você e Hermione tiveram um filho? Interessante...
- Pois é.- Bebeu um gole do copo de uísque, sem querer entrar muito em detalhes.- Derek é nosso filho.
- Imagino, filho de Hermione Granger e Harry Potter... só podia dar nisso.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
- ATAQUE E ELA MORRE!- Disse com um sorriso sinistro no rosto.
- ESTUPORE!- Bradou ele com uma raiva imensa.
- PROTEGO!- Protegeu-se- RENNERVATE!
___________________________________________________________________________________
Harry virou-se para ver o que havia acontecido, assim como a maioria das pessoas que estavam ali.
Sua respiração quase cessou ao ver o corpo de Gina inerte no chão. Não sabia se corria até ela ou tentava salvar a família da ruiva. Não conseguiu ver aonde a ruiva havia sido ferida, só via uma poça de sangue ao lado dela. Ainda não havia caído a ficha, havia acontecido tudo tão rápido. Gina estava morta. Gina havia sido assassinada. Lançou um olhar para debaixo da mesa a qual Lílian tentara se esconder. Talvez estivesse arriscando demais a vida da filha. Ainda que confuso e vencendo a vontade de correr até o corpo de sua mulher, pensou duas vezes e apenas uma imagem bastou para que fosse ajudar a família Weasley.
Derek estava nas mãos do Comensal da Morte. Com a varinha encostada no peito do rapaz, Rookwood fazia ameaças à família que estava muito assustada com o que o homem poderia fazer ao garoto. Outro comensal se materializou na frente de Luís, o garoto havia sido liberado pelo outro comensal há pouco menos de um minuto. Luís pressentia que seria refém novamente, mas no meio do percurso, o outro comensal agarrou o mais jovem ruivo que ali estava, Tomas.
O coração da Sra. Weasley quase foi parar na boca ao ver seu netinho refém daquele homem maligno. Os nervos saltavam por suas têmporas. Tinha vontade de gritar, de matar aquele comensal. Só não fazia isso, pois sabia que seria morta caso tomasse tal atitude, muito provavelmente. Tomas tinha os olhos arregalados e lágrimas vinham aos seus olhos azuis de tanto medo que tinha daquele homem que insistia em lhe causar terror. Tudo isso porque ele vira que quem havia matado sua tia era o mesmo homem que agora o fazia como refém.
Harry assistia tudo o que se passava por ali. Estava próximo a escada, tinha de tomar cuidado com o que quer que fosse fazer ali, pois os comensais haviam tomado posse do andar de cima. Tentou ser cauteloso, acalmar seu coração e não olhar para trás, mas não podia negar que o nervosismo o corroía de um modo sem igual. Rastejando-se no chão, conseguiu se aproximar dos comensais. Estava atrás dos dois. Felipe parecia tê-lo visto, mas não disse nada. Harry deu uma piscadela para o rapazola.
Levantou-se lentamente tentando com êxito evitar o barulho dos sapatos. Harry empunhou sua varinha e sem dizer sequer uma palavra lançou um feitiço no comensal que estava em posse de Derek. O feitiço fez com que queimaduras aparecessem na garganta do comensal. Mesmo assim, o comensal resistiu e rapidamente lançou um feitiço em Derek que logo em seguida foi de encontro ao chão. Em questão de miléssimos, o outro comensal percebera que o colega havia sido ferido e por isso, virou-se para encarar Harry ainda com Tomas entre seus braços.
- Estupore!- Bradou Harry.
O comensal apenas desviou do feitiço e o mesmo fez efeito na pessoa que estava logo atrás dele, Sra. Weasley. A mulher desmaiou no mesmo instante. Harry observou rapidamente o corpo de Gina no meio do salão, como estava se sentindo fracassado... Culpado pela morte da esposa. Ela o amava como ninguém talvez o amaria e ele sabia disso. Sentiu um nó na garganta ao vê-la daquele jeito, ele não podia dar-lhe vida... Respirou fundo antes de ser lançado para o outro lado do salão. O comensal havia atacado-o.
- Esse é o começo típico do gran finale.- Comentou o comensal olhando para Harry que foi arremessado para fora do salão, pois ultrapassara o vidro enorme da porta de entrada.
Do outro lado do salão, Bartô e Jorge travavam um duelo. Jorge estava completamente machucado. Bartô utilizava de feitiços sujos e duros para qualquer adversário que fosse e isso não iria ser muito diferente com aquele Weasley que ele tanto desprezava. Bartô desaparecia e se materializava no ar por algumas vezes numa tentativa de fazer com que Jorge ficasse perdido quanto à localização do oponente.
Em uma dessas vezes, Jorge fora surpreendido por Bartô. O homem magricela aparecera bem a sua frente e deu-lhe um soco no nariz.
Jorge, que também não era bobo, às vezes conseguia usar de alguns artifícios de sua própria loja para saber aonde Bartô poderia estar. Mas àquela altura, Jorge já estava cansado demais para duelar. Havia anos que não duelava com alguém sem ser de brincadeira. Bartô tinha muito mais fôlego do que ele para essas coisas, e por isso, conseguiu lançar três vezes a maldição imperdoável “Cruciatus” no ruivo. Logo, quando Jorge ficou sem forças, Bartô tentou dar um fim no homem, mas logo foi chamado por outro comensal para que fosse “brincar” com novas vítimas.
Fora do salão; Harry sangrava muito, via apenas vultos a sua frente, ouvia o eco das vozes ao seu redor. Perguntou-se por um momento se estava morrendo. Lágrimas tomaram conta de seu rosto belo, voraz e adulto. Perdera a vontade de fazer qualquer coisa naquele momento. Soluçava chorando e não dizia sequer uma palavra, pois um caco de vidro parecia ter perfurado seu bíceps. Desejou realmente que aquele fosse o fim.
Imagens começaram a passar por seus pensamentos, parecia até mesmo uma linha do tempo. Lembrou de quando era criança, de como vivia e convivia com seus tios e seu primo, os Dursley.
“Ah... Vamos lá, Harry. Preciso treinar meus socos com você, mas qualquer soco que eu dê em você, você já voa longe...” Dizia Duda ao ‘treinar’ com o pequeno Harry para as tão disputadas competições.
“Menino, acorda! Estamos esperando o café da manhã!” Reclamava tio Valter.
“Já vou, já vou.” Respondia sempre de mal-humor.
Lembro-se de seu primeiro ano escolar: o expresso, a primeira visita ao Beco Diagonal, a primeira vez que conversou com Rony e Hermione, as primeiras aulas, o primeiro jogo de quadribol... Um sorriso brotou em seus lábios... A segunda vez que Voldemort o procurara.
“Você já leu Hogwarts: Uma História?”Perguntava Hermione antes de resumir o livro inteiro para Harry.
Lembrou-se de seus outros anos, das inúmeras vezes que conversava com Rony no dormitório, do Torneio Tribruxo, do seu primeiro beijo com a então curandeira do St. Mungus Cho Chang, da morte de Sirius Black, do primeiro Dia dos Namorados que passara com Hermione...
“Estava pensando em te levar à Madame Puddifoot, aceita o convite?” Perguntou Harry falando de boca cheia.
“Claro.”Respondeu Hermione com um sorriso maroto após selar os lábios do namorado.
“Ótimo” Segurou a mão da namorada.
Lembrou-se do dia em que havia terminado seu namoro com Hermione e da péssima sensação que lhe trouxera ao abandonar a namorada grávida, lembrou-se de quando destruíra Voldemort e das mortes que teve de encarar durante a guerra, da primeira promoção que o Ministro da Magia em pessoa lhe fizera, de quantas torturas passara para não ir cuidar de seu filho quando estava doente ou quando queria visitá-lo, lembrara-se das vezes que via-o brincando com brinquedos de bebê junto a Hermione pela janela...
“Ele realmente se parece com você, Harry.” Comentou Luna.
“É... Mas aposto que têm bastantes qualidades da Hermione. Só temo que seja um futuro seguidor árduo da biblioteca como era a mãe dele.” Riu.
“Eu não entende a razão de você estar começando a se interessar pela Gina quando ainda dá para ver em seus olhos o quanto ainda ama a Hermione”
“Não é bem assim, Luna. Eu temo pela segurança do Derek.” Respondeu.
As pálpebras dos olhos esverdeados pendiam. Ele finalmente poderia se entregar ao sono profundo. Apesar de sentir muito calor, sabia que em questão de minutos morreria, ao menos tinha essa sensação. Deixou-se levar pelas lembranças novamente.
O dia em que Gina lhe procurara desesperada lhe veio à mente...
“Harry, eu estou grávida.” Disse a ruiva aos prantos.
“E o que há de mal nisso?” Sorriu para ela.
“Eu estou grávida de um cara que está prestes a se casar.”
“Como assim, Gina? Você engravidou de...”
“Isso mesmo que você ouviu, Harry.” Harry abraçou-a.
“Mas de quem é esse filho?”
“Eu... Lucas.” Respondeu.
“Lucas? Que Lucas?”
“Lucas Hill. Bonitão dos olhos azuis, bom partido, filhinho de papai, auror, companheiro, boa praça... Sabe...”
“Claro.” Harry espantou-se. “Vocês dois?... Uau!”
“É.”
“Nossa, Gina. Será que eu posso ser útil para alguma coisa nesse caso?” Tentou acalmá-la.
Aquela questão mudaria sua vida para sempre. Harry ajudou-a e se tornou parte de uma grande farsa para enganar ao Sr. e a Sra. Weasley, pois nesse quesito eles tinham uma espécie de tradição. Casar e depois ter filhos. E como Gina não poderia quebrar essa tradição, Harry encontrou a solução mais acertada. Ajudaria a criar a filha da ruiva e com isso tentaria saciar a sua vontade de criar um filho, mesmo que não fosse seu e de Hermione.
Casou-se com Gina e se tornou o pai de Lílian, um dos maiores presentes que já havia ganhado em toda sua vida. Gina foi cada vez mais se apaixonando por Harry, só que ele parecia não sentir o mesmo pela ruiva. Apenas com os anos, o sentimento antes sentido no seu sexto ano escolar voltaria pela ruiva. Amava-a e tentou por um bom tempo se iludir de que esse sentimento poderia ser muito maior do que o que tinha guardado por Hermione. Aos poucos, Gina e Harry se tornaram um verdadeiro casal.
Lembrou-se das missões que realizava a trabalho, de cada uma delas. As missões e sua vida com Gina lhe consumiram tanto que, por vezes, não tinha tempo de pensar em seu filho, Derek. Quando se lembrava de ir até a casa de seu filho, sempre ia espiá-lo. Até mesmo quando estava dormindo.
“Um dia nós ficaremos juntos, meu filho” Sempre fazia essa promessa quando via sua imagem pela janela. “Não vejo a hora desse dia chegar. Eu te amo.”
Certa vez deparara-se com a notícia de que Hermione havia se casado com Rony, isso o tirou do sério. E a única vez que ele havia sido convidado a ir para a casa de Rony e Hermione... Ele nunca se esquecera do quão chateado, angustiado e nervoso ficara ao ver Rony e Hermione juntos. Derek ainda era um bebê naquela época, e Harry nem havia dado atenção ao filho pelo tamanho ódio que sentia por aquela que ele amava.
Lembrou-se de Lílian, como sua filha era linda quando bebê e como ela havia se tornado linda. Sorriu.
Respirava profundamente de olhos fechados. Almejou, pelos últimos instantes ser carregado por um anjo, talvez fosse apenas uma idéia figurativa, mas era tudo o que ele desejava. Os tímpanos pareciam não mais estarem funcionando. Os olhos estavam encharcados de lágrimas. No que ele havia se tornado?
Perguntou-se se havia feito tudo corretamente. Perguntou-se se conseguira evitar alguma coisa no futuro de Derek, pois o protegera tanto e agora ele estava em posse de quem o quisesse ter. Perguntou-se se havia feito o correto ao negar o relacionamento com a mulher que amava e aceitar um relacionamento somente para ajudar outra mulher a seguir sua vida. Como se sentia só naquele momento.
Sentiu alguém passar as mãos por seus cabelos e ouviu algo que parecia mais ser um soluço.
- Fale comigo.- Disse uma voz feminina juvenil.
Harry abriu os olhos, ainda via tudo embaçado.
- Meu anjo, você veio. Agora sim... Eu posso partir...- Dizia fracamente.
Era Lílian, Harry sabia disso.
- Chegou a hora... Minha querida.- Disse ternamente tentando passar-lhe segurança.
- Não, não chegou.- Abraçou a cabeça do homem.
- Vá, Lílian... Não que-ro que me...- Respirou profundamente- veja morrer.
- Não. Você nunca me abandonou.
- Vá... Por favor...- Harry já não conseguia mais abrir os olhos, estava entregando os pontos.
- Eu nunca irei te abandonar, pai.- Lílian beijou o topo da testa do homem. Viu que ele sangrava muito e logo viu que havia um caco de vidro enfiado no braço de Harry. Tirou-o de uma só vez sem pensar duas vezes.- Eu te amo.
- Eu também te... amo.- Harry apagou.
__________________________________________________________________________________
N/A: Olá =D Voltei! hehehe
Gostaria de pedir perdão a aqueles que lêem essa fic pela falta tremenda de atualização. Minhas sinceras desculpas. Pois então, agora estou de volta! xD
Vou atualizar a fic com mais frqüência, não se preocupem(em no máximo três semanas posto o próximo capítulo, ele já está pronto *-*). Agora sim posso dizer que o momento "ação" começou, daqui para frente vai ter bastante. A questão de escassez de tempo estava me matando, não tinha muito tempo para ficar escrevendo a fic, mas agora tenho mais.
Bom, agradeço a todos os comentários que já foram feitos para a fic.
Espero que o capítulo novo tenha agradado.
=***
|