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7. A Dor Daqueles Que Ficam


Fic: Trio de Ouro e a Nova Profecia


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Após almoçarem Harry, Hermione, Ron, Gina e Molly aparatara diretamente no beco diagonal, estava lotado de pessoas o que fez Hermione se sentir desconfortável com certeza eles chamariam muita atenção ali, e ela não estava errada a maioria das pessoas já estavam com a atenção voltada para eles.


-Então vamos andando queridos. – A senhora Weasley ordenou ao que os outros três concordaram.


O beco diagonal tinha voltado a ser como era antes de Voldemort tomar o poder, várias crianças espiavam os mais novos modelos de vassouras pelas vitrines, as lojas estavam todas movimentadas principalmente por alunos de Hogwarts alvoroçados para fazerem suas compras.


Continuaram caminhando em direção a gringotes e durante o caminho atraíram diversos olhares que sempre deixavam Hermione constrangida, alguns ousavam se aproximar do grupo para cumprimentar o trio e parabeniza-los. Enfim chegaram em frente à gringotes esse de fato continuava o mesmo de sempre um edifício branco que se erguia acima de diversas lojinhas, as portas da bronze continuavam perpassando a sensação de segurança, e em frente a essas portas estava parado um duende que ao ver o grupo se aproximar lhes rendeu uma profunda reverência. Em seguida chegaram as imensas portas de prata e nelas ainda estava grudado aquele aviso assustador:


“Entrem, estranhos, mas prestem atenção,


 Ao que espera o pecado da ambição,


Porque os que tiram o que não ganharam


Terão é que pagar muito caro,


Assim, se procuram sob o nosso chão,


Um tesouro que nunca enterraram,


Ladrão, você foi avisado,


Cuidado, pois vai encontrar mais do que procurou.” - (Trecho retirado de HP e a Pedra Filosofal)


-É parece que eles ignoraram completamente o fato de três adolescentes terem conseguido invadir o banco e ainda fugirem. - Gina comentou sarcástica.


-Oh, Gina isso não é coisa pra se fazer brincadeira. - Molly retrucou lançando um olhar reprovador a filha. - Esses três poderiam ter morrido fazendo essa besteira.


-Besteira? - Ron vociferou irritado. - Mamãe nós fizemos isso para conseguir salvar o mundo.


-Dessa vez eu tenho que concordar com Ron, Sra. Weasley. - Hermione interrompeu Molly que já iria responder o filho. - Eu sei que foi perigoso e tudo mais, mas nós só fizemos porque foi preciso.


 -Verdade. - Harry disse apoiando os amigos. - Não é como se tivéssemos invadindo aqui só por brincadeira.


-Estão certos queridos, me desculpem o que fizeram foi realmente muito nobre. - A Sra. Weasley finalizou a discussão sorrindo simpaticamente para os garotos. - Mas agora vamos nos apressar ainda temos muitas coisas para fazer.


Eles passaram pelas portas de pratas onde outros dois duendes os olharem surpresos e depois os reverenciam, e enfim chegaram ao grande saguão de mármore onde centenas de duendes escreviam em seus pergaminhos sentados nos seus altos banquinhos atrás dos longos balcões.


Os olhares tantos de bruxos quanto de duendes recaíram novamente sobre o trio, Hermione se questionava se aquilo não iria parar de acontecer nunca, era realmente incomodo sentir-se vigiada por centenas de olhares curiosos. Harry, Hermione e os Weasley’s se dirigiram a um dos balcões.


-Boa tarde. - Disse Molly ao duende que ocupava o balcão. -  Viemos sacar dinheiro do cofre dos Weasley’s, e do Potter.


-Vejam só se não são os invasores de gringotes em carne do osso. - O duende exclamou ignorando o pedido da senhora e fitando Harry, Ron e Hermione, os três coraram subitamente.


-Desculpe senhor, mas como a Sra. Weasley disse nós viemos aqui para retirar dinheiro do cofre dos Weasley’s e do Potter. - Hermione vociferou com um certo tom de irritação na voz. - O Senhor poderia simplesmente realizar seu serviço?


-Certo desculpe-me. - O duende respondeu desconcertado. - Estão com as chaves?


-Sim. - Respondeu Harry revirando os bolsos e retirando uma chave de ouro ao qual depositou encima do balcão. - Está aqui.


-E a nossa aqui. – Ron depositou também uma chave encima do balcão.


-Parece que estão em ordem. -  O duende disse após examinar as chaves. – Vou mandar alguém os acompanhar. Abaturc!


Abaturc um outro duende se aproximou do grupo, e também os reverenciou.


-Sra. Weasley, será que poderia retirar o dinheiro do meu cofre? – Harry pediu meio envergonhado. – Ainda não me sinto à vontade para andar nesses carrinhos novamente.


-Oh, é claro que sim querido. – A mulher respondeu sorrindo para o garoto gentilmente. – Enquanto isso vocês três já podem indo a Madame Malkin para comprarem os novos uniformes, assim que saímos daqui passamos lá para paga-la. Gina você vem comigo.


-Tudo bem, mas antes de ir eu preciso trocar meu dinheiro por dinheiro bruxo. – Hermione disse.


-Você pode pagar com meu dinheiro Hermione. – Falou Harry, mas a amiga protestou com a cabeça. – Depois você me paga tudo.


-Está bem, mas vou te pagar tudo depois. – Ela disse e Harry concordou.


Molly e Gina foram acompanhadas pelo duende até uma das inúmeras portas do imenso saguão, os outros três então se retiraram do banco e seguiram em direção a loja da madame Malkin. Assim que adentraram a loja a mulher os olhou envergonhada, Hermione sabia que isso era porquê da última vez que estiveram ali ainda no 6° ano deles, ela os tratou muito mal devido a uma briga que tiveram com Draco Malfoy dentro da loja.


-Olá. Uniformes novos, Certo? – Ela disse e os três concordaram.


-Venham vamos tirar as medidas, me sentirei muito honrada de vender uniformes ao trio de ouro. – Ela exclamou perdendo a vergonha e sorrindo abertamente para os garotos.


Após algum tempo os garotos saíram da loja carregando as sacolas com os uniformes, a Sr. Malkin se recusou a receber pagamento deles mesmo sendo avisada que Molly passaria lá para acertar com ela. Seguiram para Floreios e Borrões, com Hermione sorrindo abertamente essa era sem dúvida alguma sua loja preferida do beco diagonal, assim que entraram receberam novamente a chuva de olhares e alguns cumprimentos, mas logo se aproximaram do atendente.


-Olá senhores, como estão?


-Bem. - Os três responderam em uníssono.


-Vieram comparar o materiais de Hogwarts certo?


-Sim senhor. - Hermione respondeu, retirando a lista de materiais do bolso onde estavam presentes os livros:


·         Guia Avançadíssimo De Transfiguração de Minerva Mcgonagall


·         Se Defendendo Das Trevas e De Seus Seres de Will Bailey


·         Runas e Seus Mistérios de Joana Hall


·         O Livro Padrão De Feitiços (7° série) de Miranda Goshawk


·         O Preparo Avançado De Poções de Ewan Shaw


·         As Plantas Magicas e Letais de Newton Morgan


·         O Universo Que Nos Rodeia de Bethan Conor


Entregou-a ao senhor e Ron e Harry fizeram o mesmo com as suas listas, ao pega-las o senhor se retirou para ir buscar o livros.


-Vamos lá encima. - Hermione chamou os amigos, e ao que os dois concordaram começaram a subir a escada espiral. - Vou comprar alguns livros sobre direito bruxo.


-Você quer trabalhar nisso Mione? - Indagou Harry enquanto a amiga analisa algumas prateleiras recheadas de livros extremamente grossos.


-Não Harry. - Ela respondeu. - Mas acho que saber sobre esse assunto pode me ajudar bastante no F.A.L.E.


-Você ainda não esqueceu isso né? - Perguntou Ron lançando um olhar exacerbado para a amiga.


-Não! E nem vou, ainda mais agora que Voldemort foi derrotado.


-Eu concordo com você Mione. - Harry opinou recebendo um olhar intrigado de Ron e um agradecido de Hermione. - Realmente agora que Voldemort foi derrotado será muito mais fácil lutar pelos direitos dos elfos.


-Obrigada Harry. - Agradeceu Hermione.


-Olha só quem está aqui? O grande trio de ouro. - Um garoto alto, loiro e dos olhos acinzentados acabara de se postar diante do trio, um sorriso sarcástico e irônico implantado nos lábios, usando roupas finas e exuberantes, a pele muito pálida e branca.


-Vejam só se não é o covarde Malfoy? - Ron retrucou também ironicamente.


-Hum, o Weasleysinho agora também é irônico?


-Parece que sua memória não é muito boa Malfoy. - Harry vociferou irritado. - Já se esqueceu que salvamos sua vida duas vezes? Será que depois desses favorzinhos você ainda vai continuar nos atormentando?


-Primeiramente Potter eu não pedi que vocês me ajudassem. - O tom da voz do garoto agora estava elevada, sua mão apertava com força a varinha que segurava. - Segundo o problema é de vocês se possuem esse complexo de heróisinhos. Você Potter deveria saber que isso não é bom já que aliás seu amado padrinho morreu devido a sua burrice.


Harry apontou a varinha para o garoto, seus olhos refletiam fúria era sem dúvida doloroso para ele se lembrar do seu terrível erro que tirou a morte de seu padrinho.


-Harry para! Não vale a pena. - Hermione gritou se movendo para ficar entre Harry e Draco. - E você Malfoy faz o favor de ir embora daqui.


-Você não manda em mim Granger.


-Bem Malfoy eu acho que você não tem muito escolha. - Falou Gina que acabara de se juntar ao grupo. - Não sei se percebeu, mas está em completa desvantagem aqui.


 


-Chegou quem faltava a sombra do trio de ouro - Malfoy disse se virando para Gina. - Bem que eu senti um fedor, deve ser das suas vestes usadas Weasley pobretona.


-Ou talvez seja o fedor do seu cérebro em decomposição. - A garota retrucou sem se alterar. - Já que você não o usa há tempos não é mesmo?


-Já chega Malfoy. - Hermione vociferou interrompendo Draco que já abria a boca para retrucar. - Se você não nos deixar em paz agora mesmo eu juro que faço questão de descobrir se consigo te transformar em uma doninha com o novo feitiço de transfiguração que aprendi.


-Você não consegue fazer isso Granger, não é tão boa quanto pensa. - O garoto sorriu sarcástico para ela.


-Se eu fosse você não tentaria arriscar panaca. - Falou Harry sorrindo. - Hermione é capaz de feitiços que você jamais sonhou.


-Vamos lá Mione tente nele. = Ron disse. - Mostre para ele do que eu o trio de ouro capaz.


-Será um prazer Ron.


Ela apontou a varinha para Malfoy e o encarou sorrindo podia ver a sombra de medo que rodeava os olhos dele, todos sabiam que Hermione poderia aprender o feitiço que quisesse e isso com certeza o preocupava. Começou a fazer um breve movimento com a varinha, mas antes que terminasse Draco se virou e começou a caminhar escada abaixo resmungando algumas palavras como “idiotas” e “isso não vai ficar assim”.


-Vocês dois precisam se controlar. - Hermione disse para Harry e Ron. - Não podem ficar caindo nas provocações do Malfoy.


-Nós não conseguimos Mione. - Harry protestou. - Não temos o seu auto controle.


-Pois deveriam ter. – Gina exclamou. – Hermione tem toda razão isso só vai prejudicar vocês.


-Esqueçam esse idiota. - Falou Ron. - Estava nos procurando Maninha?


-Sim. - Gina respondeu. - Mamãe já está lá embaixo pagando os livros de vocês e comprando os meus, e pediu para eu os procurar. Onde vocês querem ir depois?


-Eu e Harry precisamos ir na loja de artigos de quadribol. - Ron disse.


-E nós ainda temos que comprar outras materiais como o caldeirão, e os ingredientes de poções. – Hermione lembrou.


-E também temos que passar lá no Jorge eu e Hermione queremos conversar com ele. – Falou Harry.


-Eu acho que não vai adiantar, ele está muito mal mesmo. - Ron suspirou tristemente.


-Mas tentaremos mesmo assim. - Hermione retrucou penosamente. - O Jorge não pode morrer junto com o irmão ele ainda tem que uma vida a ser vivida.


-Como queiram. - Disse Gina. - Vamos logo então.


*


Hermione, Harry e os Weasley depois de pagarem os livros percorreram o resto do beco diagonal comprando os outros materiais escolares necessários. Harry comprou uma Firebolt 5.0 e Ron uma Nimbus 2007, o ruivo ficara tão feliz com sua nova vassoura que quase teve um enfarte tamanha a emoção.  Encontraram alguns amigos de Hogwarts entre eles Luna e Neville que estava acompanhado de sua avó esta exibia um sorriso orgulhoso do neto e agora ela admitia que ele era até melhor que o seu pai.


Já se passavam das 16:00h quando o grupo enfim se dirigiu a Gemialidades Weasley. A loja de Jorge continuava exatamente a mesma, as vitrines coloridas e espalhafatosas entravam em contraste com as outras lojas sem graças, os vários artigos chamavam a atenção de todas as pessoas que passavam em frente à loja, gargalhadas assombrosas eram ouvidas por todo estabelecimento por parte dos clientes e dos atendes, a alegria estava estampada no rosto de todas as pessoas ali presentes, exceto de um homem sentado atrás de sua mesa no canto da loja ele era alto, tinha cabelos ruivos e a face coberta por sardas, Hermione poderia muito bem afirmar que se tratava de Jorge Weasley se não fosse a expressão abatida que ele sustentava, a face manchada de lágrimas, os olhos completamente sem vida e escuros.


Não aquele não podia ser Jorge o garoto sempre sorridente e alegre, Hermione acreditaria que realmente aquela era outra pessoa se não visse Molly correndo até o garoto e o abraçando fortemente enquanto derramava lágrimas, Jorge se mantinha indiferente aquele caloso abraço da mãe sua expressão não mudou continuou abatida, Ron e Gina correram ao encontro do irmão e o abraçaram também e para surpresa de Hermione, Gina chorou e isso demonstrava claramente o quão triste a situação era, Gina sempre fora forte diante das dificuldades tanto que Hermione havia a visto chorar pouquíssimas vezes.


Harry e Hermione também se aproximaram de Jorge e o abraçaram, ao sentir o corpo frio do amigo Hermione teve vontade de cair em lágrimas e em desespero, mas se conteve a situação não necessitava de mais ninguém demonstrando tristeza então apenas deu um breve sorriso para o amigo.


-Olá Jorge. - Ela disse. - Como está?


-Assim como está me vendo Hermione. - Ele respondeu, sua voz gélida mascarava bem a tristeza que estava sentindo.


-Oh meu filho. - Molly se atirou nos braços do garoto novamente. - Não faz isso com você.


-Você? Quem sou eu? - Ele retrucou. - Suponho que deixei de existir junto com o Fred, nada possui mais sentido para mim, a senhora sabe disso mamãe eu só continuo trabalhando nessa loja porque era o que ele faria também.


-Ele não iria querer te ver assim Jorge. - Falou Harry.


-Harry, por favor! eu já ouvi isso diversas vezes e sinceramente não dou a mínima, como eu já disse Jorge Weasley não existe mais.


-Vamos lá pro seu escritório Jorge. - Gina exclamou com os olhos ainda marejados enquanto observava tristemente o irmão. - A loja está cheia e estão todos olhando para cá.


Hermione se virou para analisar a loja e percebeu que realmente Gina estava certa a atenção de todos estava voltada para eles talvez por causa do choro compulsivo e alto de Molly ou talvez devido a presença do trio de ouro.


-Sim, me acompanhem. - Jorge falou se levantando e indo em direção as escadas.


-Vocês poderiam esperar aqui. - Hermione pediu a Ron, Molly e Gina antes que eles seguissem Jorge. - Só enquanto eu e Harry conversamos com ele, vocês também estão muito abatidos e isso não irá ajudar.


 -Não querida! eu quero falar com ele. – Molly protestou.


-Só alguns minutos Molly. - Harry disse. - Se nós não tivermos nenhum avanço nós os chamamos.


Por fim ela concordou e Harry e Hermione seguiram Jorge em direção ao seu escritório, na porta deste estava escrito em uma plaquinha cor de ouro os nomes: “Fred Weasley e Jorge Weasley”.


Assim que o ruivo abriu a porta Hermione se deparou com uma espaçosa sala as paredes cor de preto eram cobertas por várias fotos todas tendo Fred e Jorge presentes, na maioria delas estavam sorrindo largamente. A mesa da qual Jorge se sentou atrás tinha escrito em sua frente e em letras garrafais as iniciais “F e J”.


Hermione e Harry se sentaram de frente para o amigo e se entregaram ao silêncio por alguns minutos enquanto observavam o clima triste que as paredes escuras traziam para o escritório.


-O que querem? - Indagou Jorge quebrando o silêncio. -  Saibam que nada o que falarem irá realmente me ajudar.


-Jorge você merece viver. - Hermione falou baixinho.


-Viver? Será que isso é algo que eu ainda possa fazer Hermione? -Definitivamente não, vida não é algo que eu possa possuir mais.


-Jorge você percebe a loucura que está fazendo? - Harry vociferou. - Se entregando a dor de bandeja, isso não é algo que eu esperava de você.


-Me entregar ou não a dor, não é uma opção. - Jorge exclamou. - Vocês sabem como é sonhar com a pessoa que você mais ama sendo morta? E depois acordar e lembrar que aquilo não era um pesadelo, mas sim um fato. Vocês sabem como é ter uma parte de si arrancada a força? Como é ver tudo ao seu redor cinza? Pois é assim que eu me sinto despedaçado, nem vivo e nem morto.


Hermione agora soltara as lágrimas que estava se esforçando para prender, era sem dúvida algo muito cruel o que a vida fez a Jorge, Fred era praticamente uma metade de Jorge e vice-versa.


-Você tem razão. - Falou Harry seus olhos também estavam marejado. - Eu nunca senti isso já que nem mesmo com Sirius eu era tão ligado, mas eu sei muito bem como é a dor da morte talvez em proporções menores, mas eu a conheço e sei que é capaz de te destruir, aniquilar seu ser, sua razão e seu sentimento, no entanto Jorge por mais forte que a dor seja ela não é invencível você pode derrota-la se quiser.


-Mas eu não quero. - O ruivo vociferou.


-Pois deveria Jorge. - Hermione gritou se levantando da cadeira. - Há mais pessoas que te amam e ainda não estão mortas, que precisam de você e que te querem muito bem. Eu também já perdi alguém que eu amava mais que a mim mesma e sim eu posso testemunhar que é a pior dor que existe. Quando soube que minha vó estava morta senti o mundo desabando sobre minhas costas, meus sonhos sendo despedaçados, e tudo que eu queria era partir junto com ela, eu ainda era uma criança, mas havia perdido a vontade de viver e eu poderia continuar assim pro resto dos meu dias se eu não percebesse que havia mais pessoas que me amavam e ainda estavam vivas e também precisavam de mim. E eu batalhei contra minha dor me ergui novamente e consegui vence-la. Eu não estou dizendo que um dia você vai conseguir esquecer seu irmão pelo contrário você deve lembrar para sempre dos seus momentos juntos, das suas conversas, das travessuras que aliás foram muitas, e de tudo que viverem um ao lado do outro, mas você não deve usar essas lembranças para sofrer e sim para ficar de pé novamente, olhe a sua volta Jorge e perceba quantas pessoas te amam volte para gente. Fred se tivesse aqui com certeza iria te aconselhar o mesmo.


Jorge se levantou da cadeira e caminhou em direção a Hermione que estava em pé, se jogou nos braços da amiga e chorou, lágrimas copiosas eram derramadas enquanto ele murmurava o nome do irmão. Harry se levantou também e se juntou ao abraço, lançando um olhar admirado a Hermione.


-Eu acho que vocês tem razão. - O ruivo disse assim que se soltaram do abraço. - Eu irei tentar reconstruir minha vida.


-Você vai conseguir. - Harry opinou sorrindo para o amigo. - Você é forte Jorge, e não está sozinho tem a toda sua família, a mim e a Hermione, e também a Fred que vai estar sempre em seu coração.


-Você acha mesmo isso Harry? – Ele perguntou.


 -Eu que lhe perguntou, você acha mesmo que ele iria te abandonar? – Retrucou Harry.


-Jamais. - Jorge gritou sorrindo e abraçando os amigos novamente.


Hermione espiou uma das fotos na parede em que os dois irmãos riam muito provavelmente de alguma travessura bem sucedida, e então sorriu também. Fred jamais abandonaria o irmão, mesmo que pra isso tivesse que pregar uma peça na própria morte algo que com certeza ele não hesitaria em fazer.


*


Claire acabara de chegar do beco diagonal, tinha ido comprar os materiais que usaria no seu último ano em Hogwarts não que se importasse muito em tirar notas boas na escola, na realidade o único motivo de voltar para Hogwarts era conseguir colocar em pratica sua vingança.


Durante as compras ela tinha visto o maravilhoso trio de ouro andando pelo beco diagonal atraindo a atenção e a admiração de todos, ela os odiava com toda as suas forças, por vários motivos entre eles inveja, sim ela admitia sentia inveja deles principalmente de Harry e Hermione.


Harry Potter era famoso, rico, querido e admirado por todos no mundo bruxo, e ele era isso tudo sem mesmo querer ser, enquanto ela Claire era uma mais entre tantas outras bruxas comuns.


Hermione Granger era o tipo de garota invejável, ela era brilhante, completamente inteligente, sabia feitiços que muitos bruxos adultos jamais se arriscariam a tentar, sempre conquistara garotos sem mesmo fazer esforço para isso, Vítor Krum, Ron Weasley e Harry Potter todos eles estavam aos pés dela, enquanto ela pelo que parecia fingia nem perceber. E agora além disso tudo ela era famosa e idolatrada por todos como uma heroína a mente mais brilhante do último século.


Mas com certeza o que mais causava inveja em Claire era a atenção que Dumbledore dispunha ao trio e principalmente a Harry, aos olhos dos outros isso poderia parecer birra de criança, mas para Claire era algo além. Dumbledore tinha sido a primeira pessoa que a havia oferecido apoio depois que ela foi abandonada, e ela de certa forma, ainda uma criança ingênua de 11 anos, o escolhera como um pai alguém com quem ela podia sempre contar, ou pelo menos era o que ela achava.


{Flashback}


Claire estava no seu 3° ano em Hogwarts, havia sido escolhida para Sonserina a casa dos puro-sangue algo que causou muito estranhamento em todos já que ninguém conhecia o sobrenome Walker, e não demorou muito para que ela virasse alvo de provocação e piadas dos seus próprios colegas da casa Sonserina, mas isso não a chateava muito havia aprendido a lidar com esse tipo de coisa desde que fora abandonada, o que realmente a chateava era que seu querido Dumbledore não dava mais tanta atenção a ela quanto dera no primeiros dias do seu 1° ano em Hogwarts os culpados disso eram Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley e as malditas aventuras deles.


Ela agora estava correndo pelos corredores caçando o professor Dumbledore, havia sido azarada por Draco Malfoy e seus dedos dos pés estavam completamente inchados. Avistou Dumbledore indo em direção a enfermaria e correu ao seu encontro enquanto chorava seus dedos também estavam muito doloridos.


 -Professor Dumbledore eu preciso...


-Agora não Srta. Walker. – Ele a interrompeu. – Estou muito ocupado no momento.


Ele adentrou a enfermaria e ela se esgueirou até a porta para comprovar o que já imaginava, lá dentro estavam Harry, Ron e Hermione deitados nas camas, como sempre o trio era prioridade para Dumbledore.


{Fim do Flashback}


Olá gente, mais um capitulo saindo. Primeira vez que escrevo o Draco Malfoy, sim eu amo esse personagem tambem, mas não sei se ele ficou bom é realmente dificil escrever ele.
Nó proximo capitulo eles vão para Hogwarts finalmente, e devo dizer que os dias de paz deles não irão durar muito.
E agora as respostas aos comentarios:

Luna Good Love Weasley: KKKK obrigada pelo comentario linda, eu tambem gosto muito de R/L embora ache muito dificil os dois darem certo, sinceramente eu tambem espero que nenhum dos três morra. Bjs!
MioneandHarry: Tambem amo os dois juntos, na minha singela opinião são feitos um para o outro. Bjs!
Joyce Aguiar: Você não sabe o quanto fiquei feliz ao ler seu comentario, obrigada por isso linda. Não precisso nem dizer que concordo com você em relação a H/H ne? Bjs!
Stehcec: Obrigada novamente, é uma sensação maravilhosa saber que alguem gosta do que você escreve é realmente gratificante, quando li que você estava entrando todo dia pra ver se eu havia atualizado a fic, quase cai no choro kkk. Espero que goste desse capitulo tambem. Bjs!

 

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Comentários: 2

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Enviado por Stehcec em 15/04/2014

Olá
Aee, vc atualizou! 0/

Gostei do cap. só achei q a reação do Harry na cv com o Jorge não soou muito Harry!
Mas adorei o restante do cap.

Bj

Nota: 5

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Enviado por MioneandHarry em 14/04/2014

A conversa com o Fred foi bem emocionante, linda você esta escrevendo cada vez melhor.
Estou ansiosa para ve-los em Hogwarts.

Nota: 5

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