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22. Pazes


Fic: Desencontros


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 22 - Pazes

Harry e Ronald desviaram os olhos assim que se viram ao chegarem à escola, na segunda-feira. Ginny, que acompanhava o irmão, se aproximou do namorado e depois de lhe dar um beijo leve nos lábios, falou:

- Você não acha que devia pedir desculpas logo ao Ron?

- Eu sei, mas...

- Mas você é cabeça-dura demais para isso, eu sei – ela gracejou, puxando-o para entrarem na escola.

Ron fez uma careta vendo Harry e sua irmã se afastando. Sabia que devia pedir desculpas ao amigo, mas não sabia como. Talvez se apenas cuspisse tudo de uma vez, fosse mais fácil. Aguardou ainda por alguns momentos até que viu Hermione caminhando apressada em sua direção.

- 'Dia Mione.

- Bom dia.

O rapaz tentou beijá-la, mas ela virou o rosto para o lado, ainda irritada. Se sentindo péssimo, Ron falou, abatido, tentando tirar a bolsa pesada que ela sempre carregava, de seus ombros.

- Deixa que eu carrego seu material.

- Não precisa - Hermione o cortou.

- Por favor, Hermione. Eu sei que agi como um asno, mas eu já pedi desculpas. O que mais você quer que eu faça?

Hermione olhou dentro dos olhos de Ron. O brilho nas íris azuis evidenciava todo arrependimento que ele sentia e isso fez com que a determinação dela em não perdoá-lo começasse a ruir.

- Eu não sei...

Ron ainda levou um minuto, esperando por mais alguma reação dela, até que se decidiu. Bufou exasperado, segurou-a pela mão e começou a puxá-la pelo caminho oposto à entrada da escola.

- Ok. Vem comigo.

- Ir para onde? A aula já vai começar.

- A gente precisa conversar e vamos fazer isso agora.

- Agora?! Mas a gente já conversou tudo que tinha para conv...

- Ah, não mesmo. Você não me desculpou e não confia em mim. E temos que resolver isso. E vai ser agora!

- Mas a aula...

- Você nunca faltou a uma aula na vida?

- Você sabe que não.

- Então essa vai ser a primeira vez. Depois você pega a matéria com alguém, vem!

Sem dar oportunidade para que a garota reclamasse, Ron puxou-a com mais firmeza, até alcançarem o atalho nos fundos da igreja, onde puderam andar mais devagar sem se preocuparem em serem vistos. Depois dos longos minutos sem falar uma palavra, - provavelmente em choque pela atitude de Ron - Hermione perguntou:

- Para onde estamos indo?

- Sei lá.

- Eu não vou dar mais nenhum passo até que você fale logo o que quer! - Hermione estancou, arrancando a mão da dele e cruzando os braços sobre o peito, olhando-o ferozmente.

Ron olhou em volta, procurando pensar em um local adequado para conversar com Hermione. Não tinha pensado realmente em onde iriam, apenas decidiu que aquela conversa não poderia mais ser adiada, e que a escola não seria o melhor lugar para fazerem isso. A Toca também estava fora de cogitação, apesar de sem querer, haver tomado o caminho que o levaria de volta para casa. Subitamente lembrou-se de um que poderia servir.

- Já sei, vamos por aqui - falou, puxando Hermione pelo braço, saindo da trilha que estavam e enredando na direção de uma massa de árvores mais a frente.

- Olha, é melhor você ter uma boa explicação para tudo isso, Ron!

- É exatamente o que eu estou tentando fazer: te dar uma explicação - Ron respondeu, por cima do ombro. Andaram mais alguns metros, ultrapassaram as árvores e chegaram a um trecho do rio onde as águas corriam mais calmas e haviam bancos rústicos acomodados na margem. - Pronto, chegamos.

- Que lugar é esse, afinal?

- Eu vim aqui pescar com meus irmãos algumas vezes.

- Certo. Agora você pode me explicar por que tudo isso? - Hermione exigiu, indicando o espaço ao seu redor.

- Tá... Eu vou dizer.

- Estou esperando.

- Ok. Você me acusou de... bem, de só querer... er... estar com você, para saber como é antes de ir para a guerra, não foi?

- E você vai continuar me dizendo que eu entendi errado, certo? Olha Ronald, a gente já teve essa conversa, não...

- Espera. O que eu quero dizer é: claro que eu penso em como é. É natural, não acha? Eu já vi um pouco de você, senti um pouco de você, mas isso basta cada vez menos. Eu te amo, Mione. Eu fico imaginando se a sua pele é tão macia quanto penso, se você é tão linda quanto eu imagino... Aí a gente se encontra e quando eu percebo, já perdi o controle. Mas eu não quero estar com qualquer garota, o que eu quero mesmo é estar com você. Até porque, se fosse assim, tudo já teria sido resolvido...

- Ron, eu... COMO?!

- Como o que?

- Como assim, "se fosse assim, tudo já teria sido resolvido"?

- É que... er... Bem, eu já tive oportunidade de estar com uma garota, mas eu... bem, eu não quis. É isso.

- Quando? - ela sibilou, perfurando-o com os olhos.

- Você lembra quando Bill e Charlie vieram para o Natal do ano passado? Pois é, quando eles viram que a gente estava namorando, decidiram que eu já estava na idade de aprender certas coisas. Não faça essa cara, essas foram as palavras que eles usaram - Ron adiantou ao ver a expressão no rosto de Hermione. Quando percebeu que ela não iria interrompê-lo, continuou: - Eles me chamaram e disseram que iam me levar até Applebrook, e que lá, tinham umas garotas que iam... er... me ensinar.

- E você foi?

- É claro que não! É óbvio que eles ficaram me enchendo um tempão por causa disso, mas...

- Por que você não quis?

- Bem, porque não era... não seria... legal. E eu, bem, eu quero você, não qualquer uma. Você. - Ron olhava para Hermione, sentada num dos bancos na beira do rio, angustiado. Num impulso, ajoelhou-se na frente dela e perguntou: - Você não vai falar nada?

- E-eu... Eu não sei o que dizer - a voz de Hermione era quase um sussurro, enquanto ela ruminava seus pensamentos.

Ron fechou os olhos, derrotado. Tinha apostado todas as suas fichas no perdão de Hermione, mas no fim... Suas lamúrias foram interrompidas pelo toque de Hermione em seu rosto, enquanto dizia:

- O que se diz numa situação dessas? Obrigada?

O sorriso de Hermione era tímido, mas foi crescendo junto com o alívio em Ron. Num único movimento, suas bocas se encontraram, ávidas. O beijo era saudoso, como se eles estivessem se reencontrando após uma separação muito longa. Mas além de tudo, era um beijo cúmplice. Ronald apostara certo, afinal.


-x-x-x-x

Quando chegou ao pátio da escola, na saída das aulas, Harry encontrou Ginny esperando-o perto do portão. Caminhou até ela, procurando acalmar seus nervos antes que explodisse. O professor Snape havia estado particularmente insuportável naquele dia, levando-o ao limite.

- Que cara é essa?

- Snape - sibilou, recebendo um leve beijo como recompensa.

- Tadinho - Ginny brincou, observando a carranca de Harry. - Onde estão Ron e Mione?

Harry olhou ao redor, passando uma das mãos pelos cabelos, bagunçando-os ainda mais e sussurrou:

- Eles não apareceram.

- Não?! Como as... - a súbita compreensão, fez com que ela arregalasse levemente os olhos. - Oh, tomara que eles se entendam de uma vez.

- É.

- Você vai querer procurá-los?

- Eu? Não. Não quero correr o risco de encontrá-los novamente, obrigado - Harry respondeu, arrancando a bolsa de Ginny das mãos dela e jogando-a sobre o ombro. - Vou levar você em casa.

- Nossa, que cavalheiro!

- Até que seria útil um cavalo branco agora. Pelo menos não teríamos que andar.

O riso suave de Ginny, penetrou os sentidos de Harry, que passou a observá-la, embevecido. Um calor inquietante começou a tomar conta de seu corpo e ele teve que desviar o olhar para evitar cometer um desatino. As lembranças da tarde anterior, passada no interior sossegado da casa da árvore, ainda ardiam dentro dele e provocavam reações espontâneas em todo seu corpo.

Resistindo bravamente a todas as idéias que surgiram em sua mente, Harry segurou a mão de Ginny, continuando a seguir pelo caminho que levava à Toca. Mas até mesmo o simples toque entre suas mãos parecia ser suficiente para reavivar as lembranças que tanto se esforçava para esquecer.

Ginny podia sentir que Harry estava tenso, ao seu lado. E pelos olhares que recebia dele, podia muito bem imaginar o porquê. Ela mesma ainda sentia seu estômago borboleteando ao simples toque de suas mãos.

As coisas entre ela e Harry aconteciam de forma tão natural, que os avanços não pareciam errados. Não que tivessem avançado muito, na realidade. Mas ela sabia que já seria o suficiente para provocar um cataclisma se algum de seus irmãos soubesse, provavelmente.

Ela estava tão absorta em seus pensamentos que se assustou ao ouvir a voz de Harry.

- Quer pêssego?

- Ahm?

- Ali! - ele apontou para um pessegueiro ali perto, onde haviam alguns frutos a vista. - Você quer?

- Nossa, eu adoro pêssego.

- Eu sei.

Depois de tantos meses convivendo com os Weasley, Harry agora subia em árvores com mais facilidade. Descer delas de uma forma digna - ainda mais carregando cuidadosamente alguns pêssegos - porém, era mais complicado. O rapaz acabou desequilibrando-se ao descer, o suficiente para provocar risos em Ginny.

- Se você continuar rindo, vou ser obrigado a comer tudo sozinho - Harry provocou com um sorriso.

- Você não ia ter coragem, ia?

Ginny se aproximou de Harry, que a fitava com a sobrancelha erguida e fazia menção de morder a fruta em sua mão. Olhando diretamente nos olhos dele, Ginny segurou em seu punho, puxando o suficiente para que alcançasse o pêssego.

Harry engoliu em seco, ao observar Ginny. Os movimentos eram absolutamente normais, contudo ele, naquele momento, invejava o fruto.

- Nossa, está uma delícia... - Ginny cerrou os olhos por um momento, apreciando o sabor da fruta. - Prove.

Ignorando a fruta que ela oferecia, Harry segurou Ginny delicadamente pela nuca e provou o sabor doce do pêssego diretamente dos lábios dela.

- Realmente... Deliciosa...

Ao ouvir as palavras sussurradas em sua boca, Ginny encarou Harry com o rosto afogueado e ofegante. Ele então, segurou-a pela cintura e conduziu-a de encontro à árvore da qual acabara de descer. Esquecidos das frutas - que acabaram caídas no chão, junto com o material da escola -, eles se entregaram mais uma vez ao calor do romance.

Os beijos tornavam-se cada vez mais cheios de desejo e não pareciam suficientes para expressar tudo que sentiam. Os corpos colados pareciam querer saciar de uma vez toda paixão.

Harry precisava se controlar. Mas era tão dificil resistir... Ainda mais quando sentia as mãos suaves dela deslizando por suas costas, embaixo de sua camisa.

Um gemido rouco saiu dos lábios de Ginny quando sentiu-o deixar de tocá-la e se afastar levemente. Aos poucos, as respirações ofegantes foram se acalmando, assim como o ritmo de seus corações. Harry encostou sua testa na de Ginny e apenas murmurou:

- Acho melhor irmos.

Não podia perder a cabeça. Não podia fazer isso com Ginny. Não ali. Não quando estava pensando seriamente em ir para a guerra.


---xxx---

O caminho para a Toca nunca pareceu tão curto, ou tortuoso. Os momentos roubados junto ao pessegueiro acompanharam o casal por todo o caminho, o qual percorreram num silêncio quase absoluto. Mas as palavras eram desnecessárias, pois um sabia exatamente o que se passava na mente do outro. Eles novamente chegaram perto do limite. Na verdade, estavam cada vez mais perto. E isso assustava.

Quando estavam chegando perto do trecho do rio que tinha que ser ultrapassado, encontraram Ron, sentado na beira, esperando.

- Por que vocês demoraram? O sinal da escola deve ter batido há séculos?

- Como você pode saber se nem foi à aula? - Ginny perguntou, com os olhos cerrados, para o irmão. - Você estava com a Mione?

- Isso não é da sua conta.

- Vocês se acertaram?

Ignorando a pergunta de Ginny, Ron levantou-se, batendo as mãos na roupa para limpá-la e apanhou seu material que estava largado ao lado da pequena ponte improvisada. Ao chegar no meio do caminho, ouviu sua irmã perguntando:

- Ela voltou sozinha para casa?

- Não, eu a lev... - ele estancou. Aquela diabinha tinha conseguido pegá-lo mais uma vez. Olhou por sobre o ombro só para ver o sorriso vitorioso no rosto de Ginny.

- E então, tudo bem entre vocês?

Assim que alcançou a outra margem do rio, Ron virou-se de frente para ela, cruzou os braços e com um sorriso torto, respondeu:

- O que você acha?

- Ah, você não ia gostar de saber o que eu acho, querido irmãozinho. Pode acreditar! - Subitamente a expressão presunçosa de Ronald foi substituída por medo, e ele perguntou:

- Por quê? O que você está sabendo?

- O bastante... - Mas a aflição estampada no rosto de Ron, causava tanta pena, que Ginny desistiu de provocá-lo. Aproximou-se dele o suficiente para ficar na ponta dos pés e beijar-lhe o rosto. Com um sorriso carinhoso completou: - Estou brincando. Eu fico feliz por vocês.

Harry não pôde deixar de sentir um carinho enorme envolvê-lo ao observar a cena entre os irmãos. Fez menção de seguir Ginny, para despedir-se dela na porta de casa, mas foi impedido por um gesto de Ron pedindo que parasse.

- Você fala com ela depois - virando-se para a irmã que caminhava mais à frente, informou: - Pode ir, Ginny, eu preciso falar uma coisa com Harry.

Ginny olhou de um para o outro, encorajando ambos com o olhar. Depois assentiu com a cabeça e seguiu para casa.

- Ron eu...

- Harry...

Os dois rapazes riram, sem graça, por falarem ao mesmo tempo. Preferindo encarar o chão do que Ronald, Harry recomeçou.

- Olha, Ron, eu quero pedir desculpas por... pela minha... atitude. Eu não devia me meter na sua vida, nem da Hermione.

- Certo. Eu também não fui muito legal com você, acusando-o e tudo mais, então... me desculpe também.

- Ok - Harry concordou, aceitando a mão que o amigo estendia.

- Ok.

Ron e Harry sorriram, aliviados. Não era nada confortável estar brigado com seu melhor amigo. Ao virar para recomeçar o pequeno caminho até os fundos de casa, Ronald perguntou:

- Você vai até em casa, para falar com Ginny?

- Vou, ainda estou com o material dela.

- Ah 'tá... - Olhando de lado para o amigo que caminhava ao seu lado, Ron questionou: - Onde você e ela se enfiaram para demorar tanto?

- Ron!

Ginny exclamou, surgindo na frente deles, inesperadamente.

- O que você está fazendo aqui, Ginevra?

- Vim ver vocês dois, ora. E então, fizeram as pazes?

- Ginny!

Agora era Harry quem reclamava da interferência dela, fazendo Ginny revirar os olhos.

- 'Tá, 'tá... Garotos!


-x-x-x-x


Noite após noite, depois de chegar em casa e esperar sua filha Jéssica dormir, Remus Lupin enganava a si mesmo, dizendo que estavam melhor assim. Lily conseguira que a jovem Angelina Jonhson aceitasse trabalhar em sua casa, cuidando de sua filha e fazendo a comida para eles. Era exatamente o que ele queria, e o que precisava. O fato de Jéssica ter perguntado pela 'tia Dola' todas as manhãs, do último mês, e ainda estar pouco a vontade com a nova babá - por mais que esta se esforçasse em agradá-la -, ia acabar em algum momento. O que parecia não ter fim, era a dor quase física que Remus sentia ao se lembrar de Nymphadora e seu jeito alegre, sempre perguntando como fora seu dia. Do sorriso que sempre encontrava naquele rosto, e do gosto daqueles lábios, que tentara em vão esquecer...

E tinha momentos, como aquele, que ele quase acreditava que isso seria uma tarefa impossível.

O término do sermão de domingo do pastor Dumbledore, e o conseqüente burburinho na igreja quase lotada, fizeram Remus deixar de lado seus pensamentos sobre a moça sentada algumas fileiras na sua frente. Tinha outras preocupações, mais urgentes, para ocupar sua mente. Seus sogros, o senhor e a senhora McKinnon, apareceram em sua casa, sem avisar, na tarde anterior. Eles estavam a caminho da Escócia, onde iriam se refugiar na casa de uns parentes, até que a situação em Kent melhorasse.

Remus sabia que aquela visita não era puramente social. Era, sim, uma espécie de inspeção para ver como ele estava conseguindo criar sua filha. Sua sogra ainda tinha esperanças de que Jéssica voltasse a viver com ela, e iria se agarrar em qualquer coisa que pudesse fazer com que isso se tornasse realidade.

Daí o motivo para que ele estivesse ali, participando do serviço religioso de domingo, depois de um mês sem pisar na Igreja. Depois de tudo que havia passado, a sua fé já não era mais tão forte quanto fora um dia. E Remus tinha que admitir que, das últimas vezes que fora, desde que chegara em Bourghill fora por pura insistência de Lily (e para ver Nymphadora, mas isso ele não ia admitir). Seguiu os sogros, forçando uma expressão amistosa em seu rosto, quando o senhor McKinnon comentou alguma coisa com ele, após cumprimentarem o pastor e sua esposa, na saída.

-Tia Dola!

Soltando-se da mão de sua avó, Jéssica correu para os braços de Nymphadora, parada a alguns metros, esperando seus pais terminarem de cumprimentar o pastor. A moça abaixou-se e abraçou a criança, carinhosamente, enquanto beijava suas bochechas.

- Minha princesa, que saudade.

Nymphadora afastou um pouco seu rosto, para poder admirar o da criança que a enlaçava pelo pescoço. Olhando-a emocionada, continuou sua ladainha de perguntas preocupadas, que eram respondidas com sorrisos e carinhos na face.

- Como você está? Tudo bem? Está comendo tudo? Está cuidando direitinho do papai?

Sem esperar realmente uma resposta de Jéssica, Nymphadora afundou novamente seu rosto nos cabelos cacheados. Tentando ignorar as emoções que a engolfavam por saber que Remus estava ali, as observando, levantou-se trazendo a criança para seu colo.

- Tia Dola, vovó!

A pequena apontou para a senhora ao lado de Remus, que as olhava com interesse. Tomando o cuidado de não olhar diretamente para ele, Nymphadora se aproximou e cumprimentou:

- Olá, senhor Lupin.

- Como vai, senhorita Tonks? - A voz saiu mais rouca do que pretendia, e Remus tentou prender a atenção em sua filha antes de continuar: - Essess são os meus sogros, senhor e senhora McKinnon.

- Ah sim, - acomodando melhor Jéssica em seu colo, estendeu a mão para a senhora. - Muito prazer. Eu realmente sinto muito por sua filha.

Com um gesto de cabeça, tanto a senhora, quanto o senhor McKinnon agradeceram as palavras dela, mas foi ele quem respondeu:

- Muito obrigado.

Com a aproximação do casal Tonks, Remus apresentou-os. Em seguida, tentou aproveitar que Lily saía da igreja, junto com Harry, para se afastar dali.

- Venha Jess, - Remus estendeu os braços para a filha, mas em vez de se soltar, a criança prendeu-se com mais força no pescoço de Nymphadora.

- Não, quelo ficar com tia Dola.

- Jéssica... - Nymphadora começou, com a voz levemente embargada, após encarar Remus, rapidamente. - Vá com seu pai. Outro dia a tia pega você para passear, está bem?

- Não quelo... Quelo ficar com você.

- Jéssica.

Mesmo sabendo que sua filha era incapaz de entender a confusão que causava, Remus ficou irritado, e ralhou com ela. Sentia tanto quanto ela a falta de Nymphadora, e invejava a forma chorosa com que Jéssica pôde expressar sua dor. Mas eles não podiam... Ignorando o tom aborrecido dele, Nymphadora continuou tentando argumentar com a criança, que parecia irredutível.

- Mas querida, sua vovó e seu vovô vieram até aqui para ver você. Você não quer que eles fiquem tristes, não é?

- Não!

- Meu amor, não faça assim... - Nymphadora suplicou, quando Jéssica se agarrou ainda mais forte em sua roupa, sentindo em si mesma a dor de se afastar dela.

- Por que os senhores não vão até nossa casa, hoje, para o chá? - Andrômeda Tonks resolveu intervir.

- Eu não sei... - A senhora McKinnon respondeu, relutante.

- Fazemos questão - a senhora Tonks continuou. - Na verdade, ficaríamos honrados em recebê-los, e desse modo, Jéssica pode ficar um pouco conosco também... Nós sentimos muita falta dela em nossa casa.

- Se é assim, nós agradecemos o convite - o senhor McKinnon se pronunciou, resolvendo a questão.

Remus passou boa parte do domingo, tentando se concentrar no que acontecia ao seu redor. A perspectiva de passar algum tempo ao lado de Nymphadora, o deixara completamente desnorteado. Acompanhara os McKinnon até a casa de Lily para o almoço, mas fora incapaz de se concentrar totalmente na conversa com seu sogro. Estava consciente de cada avanço do relógio, torcendo intimamente para que Nymphadora não estivesse em casa, quando eles chegassem. Mas sabia que essa era uma esperança vã. Nymphadora ia estar lá. Por Jéssica. Não por ele.

Rapidamente, o momento de seguir para a casa dos Tonks chegou. Ao contrário do marido bem-humorado, a senhora McKinnon, mantinha o olhar duro e Remus acreditava que somente a boa educação inglesa a impedia de faltar ao compromisso.

Como esperava, os Tonks os receberam de forma bastante agradável. E enquanto os homens se refugiaram no escritório de Ted Tonks para fumarem seus charutos e cigarros, as senhoras se reuniram em torno da mesa farta, para o tradicional chá das cinco.

- Os Tonks são pessoas muito agradáveis não acha, Margareth?

O senhor McKinnon perguntou à esposa, horas mais tarde, quando já estavam se recolhendo para dormir. O homem coçou seus longos bigodes, esperando pela resposta dela.

- É, realmente a senhora Tonks é uma pessoa agradável.

- E a filha deles? Nymphadora... É esse o nome?

- É isso mesmo... Eu não sei ao certo...

- Ela parece gostar muito de nossa neta - o senhor McKinnon comentou, recebendo em troca um olhar duro.

- Até demais para o meu gosto - Margareth McKinnon reclamou. - Você percebeu o modo como elas se tratam? Não parecia que essa moça apenas tomasse conta de Jéssica.

- Tem razão. As duas pareciam mãe e filha.

- Não venha com besteiras, Robert. A mãe de Jéssica é Marle...

- Marlene se foi, Margareth. E Jéssica precisa de uma mãe, ou de alguém que a ame como se fosse a mãe dela, assim como Nymphadora.

- Eu não vou permi...

- Esse é um assunto que cabe apenas ao Remus decidir.

- Ele lhe disse alguma coisa? Remus não me pareceu interessado nessa menina.

- Acho que você está enganada, querida. De qualquer forma, Remus precisa de alguém ao seu lado.

- Remus pode fazer o que quiser de sua vida, mas Jéssica tem a mim. Eu sou a avó dela.

- Você pode ser a avó, Margareth, mas Remus é o pai dela. Você não manda no coração dele, e apesar dele tentar esconder o que sente, Nymphadora muito em breve, poderá ocupar o lugar que um dia foi de nossa filha. E eu vou achar excelente se isso realmente acontecer.

-x-x-x-x-x-

N/Sônia: Aquele pêssego iluminou minha semana! =D E tenho dito! – Amei tudo: Ron e Mione (desencontrados, apaixonados, FOFOOOOOOOOS); a paz entre os amigos,( Festival De cabeças duras arrependidos, kkkkkkkk...); a linda e antenada Jéssica, (mais sábia que a Dora e o Remus, somados, aquela menina!). Mas, aquele pêssego.... Arruiiiiaaaaaaaaaaaaa!!!! – Rsrsrsrs... – Pensando melhor, eu gostei de quase tudo. Madame McKinnon está a um fiapo de milésimo de conseguir uma opositora ferrenha na minha pessoa! A um fiapinho assim, ó!  - ;D - Pri, minha irmã, ADOREI!!!! MUITO!!!! – Aplausos! Assobios! PEDIDOS DE MAIS, EM BREVE!!!!!!!! – Beijão, mana! Até o próximo!

N/B Sally: Ahhhh eu amei o Sr. McKinnon. Desde já o elejo um dos meus favoritos, rsrs. Quanto aos nossos casaizinhos... céus!!! Esses garotos estão pegando fogo!!! Oh, bem, os anos 40 era reprimidos mesmo, mas... ô força de vontade, hein? Hihi. Adorei, comadre. Ficou uma delícia de capítulo!!

NB Pam: Graças ao feriado, a chefe emendou, e a escrava aqui veio trabalhar, mas.... deu para betar o capítulo! Eeeeee! Fazia tempo hein?! Eu até ajudava, mas betar, betar mesmo...bom, deixa pra lá! rs O capítulo como sempre, está ótimo, uma delicia de ler. A Pri sabe fazer o povo ficar de bem, de uma forma perfeita! rs As coisas pegarem fogo então, nem se fala! Uhuhuhuhu
Amore, não vou prometer, mais quero ter tempo para betar o próximo também! Amo você. Beijo!

N/A: Tá faltando pouco... Para o que eu não digo, hihihi.
Enfim, Ron e Mione se acertaram. Mesmo. Mais do que imaginam. Harry e Gina são, bem, Harry e Gina. Apaixonados, adolescentes e tudo mais, mas ele continua integro ao extremo. Pelo menos até o próximo capítulo, né? Nunca se sabe.

Remus e Nymphadora são um caso à parte. Mas a Jéssica vai dar um jeito nesses dois.

Obrigada a todos que estão lendo, meu carinho por vocês é imenso.

Nika, Sônia e Pam, minhas betas, irmãs, amigas. Amo vocês demais, obrigada por tudo. Nika te espero dia 5 cheia de saudades. Lívia querida, muiiiiiiiito obrigada pela grande ajuda nesse capítulo, que é pelo menos, meio seu.

Beijos para quem tem comentado:
Clara (3 capítulos é realmente muita coisa pra esses dois, kkkkk);
Fadinha Ruiva;
Lua Potter (se entenderam, hihi);
Paty Black (mana, te amo. Cadê você?);
Sô (dia 5 tá chegando!!! hahaha);
Kelly (vocês querem parar de cobiçar o homem alheio??? kkkk);
Pedro Henrique Freitas (obrigada pelo carinho querido. Bjks); danda jabur (pronto nesse teve amasso HG. E eles não esfriaram não, a gente só não viu hihihi. E como vão as coisas em casa? Bjs);
Patty Potter Hard;
Ninha (deixa de ser tarada que o Ron já é meu! Hahaha);
Eeva Uchiha7 (olá, seja bem vinda, hihi. Obrigada pelo carinho, espero seus comentários e críticas. Bjks)

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