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8. Draco e Pansy


Fic: O LIVRO DAS SONGFICS


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Nunca o Suficiente







Sempre rodeado de meninas, exibindo-se e tentando mostrar o quanto ele era popular. Assim era Draco Malfoy. O pior sonserino, em relação ao preconceito com os nascidos trouxas e mestiços. Em sua companhia, ele sempre tinha Crabbe, Goyle e a única menina que os acompanhava, Pansy Parkinson. Draco fazia questão de não ver, mas ficava cada vez mais difícil. Pansy sentia um amor enorme por ele.



Você não consegue me ouvir gritando uma vez mais?
(Vozes que você não consegue ouvir)
Porque está consumido e infeliz com sua avareza eterna.
Você não vê que estou prostrado?
(Suplicando e sangrando)
Você sorri enquanto devora a mão que sustenta,
Mas você nunca verá?


O mais doloroso para Pansy nem era a não importância que Draco lhe dava. Era a quantidade de garotas com quem ele se envolvia. Mesmo tratando-se de relacionamentos de momento, ela sentia-se furiosa, desejando por dentro um simples olhar para ela. Não conseguia mais viver como se fosse um de seus amigos. Ela queria ser a senhora Malfoy. Aquela que, entre todas, teria o respeito e o devido valor. Aquela que seria muito mais do que prazer carnal.


Sempre observando o que os seus olhos não podem ver
(Sentindo o que seus braços não conseguem alcançar)
Pensando que é isso que você precisa.
Sempre ouvindo o que seus ouvidos não podem ouvir
(Sentindo o que seus braços não conseguem tocar)
 Pensando que você é incompleto.


Numa explosão de sentimentos contidos, Pansy encurralou Draco, enquanto ele entrava no banheiro masculino. Ele estava sozinho. Crabbe e Goyle estavam dormindo, após ficar a noite inteira comendo porcarias no salão Comunal. Com a varinha direcionada ao pescoço do loiro, ela, chorando, finalmente desabafou.


_ Eu sempre te amei, Draco! – diz Pansy – Você sempre foi tudo o que eu sempre quis em um homem! E você me paga ficando com todas as meninas de nossa classe!


_ Está ficando louca?! – diz Draco, tirando a varinha da mão dela – Eu sou Draco Malfoy! Posso ter quem eu quiser e na hora que eu quiser! E você... é como o Crabbe e o Goyle para mim. Apenas mais uma puxa-saco que está a minha volta!



Nunca bastou o que eu dei a você, todo o horror que você me fez passar.
Não posso me decidir dessa vez.
É aqui que eu desenharei a linha.


_ Então é isso que eu significo para você?! – continua Pansy, chorando de ódio – E a Emmily por um acaso já disse que te amava?! Sei muito bem que foi muito mais do que beijos que você deu nela.


_ Na verdade, Parkinson... – diz Draco, segurando o rosto dela – todas me dizem que me amam. Pensando bem, exatamente do mesmo jeito que você acabou de fazer! Só que em cima de uma cama... agora, desapareça da minha vida! Não quero mais saber de você atrás de mim!


Sozinha no meio da noite, Pansy podia ouvir o desprezo de Draco em seus pensamentos. Durante sua volta ao dormitório, sentia suas pernas sem querer responder ao seu corpo. Foram anos de “servidão” voluntária a Draco, e ele simplesmente a mandou sumir de sua vida.



Sacrifico minha vida pra ficar com você. (Por que você me deixou?)
Não há nada mais de mim que você possa consumir, porque você é incompleto.


Caindo em seus joelhos, Pansy não podia evitar sua visão ficando turva. A gravidade não permitia que ele reerguesse seu corpo e ficou ali, estirada no chão, sentindo o mundo inteiro desaparecendo debaixo de si própria. Na manhã seguinte, os alunos de Sonserina formavam um circulo ao redor de Pansy, que estava imóvel no chão. Draco afastava as pessoas rapidamente para chegar até ela, que já nem se mexia mais. Incessantemente, o loiro a sacudia, tentando trazê-la de volta de onde quer que ela estivesse, mas seus esforços foram vãos...



Necessidade eterna, você poderia, por favor, me responder e me fazer completa?
Avareza eterna, você poderia, por favor, me libertar, sustente minhas necessidades e me libertar?


À noite, Madade Pomfrey deu a noticia a todos. Pansy Parkinson havia se envenenado. Draco, pela primeira vez, arrependera-se de ter sido grosseiro com alguém. Em pensar que essas foram as ultimas palavras antes dela tirar de seu bolso um frasco de veneno caseiro.



Nunca de novo eu estarei contigo.
Sem promessas eternas nos carregando por aí
Eu finalmente me decidi dessa vez.
Este é o fim, eu desenhei a linha.
Nunca o suficiente para devorar sua avareza.

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