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2. Âncoras


Fic: Tomando as Rédeas do Destino


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Se afastou quando o ar faltava, mordiscando seus lábios uma vez mais. Sorriu ao encará-la, arfante.


— Agora sim posso dizer com toda a certeza que você não beija nada mal, Mione. — Afirmou, sorrindo, mas preparado para levar um tapa se fosse necessário.


— Certamente você também não. — Hermione disse se levantando, indo até a varanda. — Só não sei se foi a coisa mais esperta a se fazer. — Diz tentando afastar o nervosismo, em sua mente os pensamentos confusos como se batidos num liquidificador após o beijo.


— Vai me dizer que teve um insight? — Pergunta confuso. — Olha, não é como se eu tivesse planejado... Você me conhece muito bem pra saber que apesar de mais velho, em alguns momentos eu continuo agindo primeiro e pensando depois. — Admite, preocupado com o que viria a seguir.


— Acha mesmo que poderíamos ser um casal? Imagina uma vida com uma pessoa quase obcecada com o trabalho?


— Talvez esse não seja o momento para dizer que você já foi muito pior. — Ele levantou uma sobrancelha, zombeteiro. — Ou é?


— Com os filhos diminui um pouco, mas tem época que é inevitável... também não posso pôr a culpa em Rony, mesmo no início do casamento brigávamos por conta disso.


— Hermione, com quem exatamente você acha que está falando? — O homem rolou os olhos. — Sou chefe de seção há mais tempo que você. Sei muito bem do que está falando. Eu também faço os mesmo malabarismos que você... — Ele encolheu os ombros. — Já falamos sobre isso milhões de vezes, e chegamos sempre a mesma conclusão, está lembrada?


— E nós dois juntos mudaria algo? Um casamento onde mal nos veríamos?


— Estaríamos juntos, isso de algum modo nos facilitaria a vida, já que meu departamento se conecta com o seu. No momento só posso despejar bombas no seu colo e vice-versa no trabalho. Não acha que se fossemos casados, isso seria mais fácil? Ganharíamos tempo. Além disso, até pouco tempo atrás você falava que de vez em quando passava pela sua mente mudar de emprego, mesmo apesar da estabilidade que tem atualmente, sei que convites nunca faltaram. Estou dando um tiro no escuro aqui, mas acredito que nunca pensou seriamente nisso, porque Rony nunca permitiria...


— Está quase me convencendo... acaso nutria alguma paixonite secreta por mim esses anos ou foi meu beijo espetacular? — Brinca preferindo mudar o rumo da conversa.


— Seu beijo espetacular? Para quem estava à dez minutos atrás com um discurso de que beijava muito mal, você realmente mudou de opinião... — Ele terminou sua água, dando-lhe um tempo. — Estamos falando sério, Hermione, por mais estranho que possa parecer...


— E se eu dissesse que poderíamos mudar tudo? Toda nossa vida? Talvez a de outros. — Hermione revela sem tirar os olhos da paisagem.


— Eu... Por que sinto como se o dia fosse dar uma segunda guinada, só hoje? Vamos lá, me conte que meio seria esse...


— Quer mesmo ouvir? Mesmo sabendo que isso tiraria seus pequenos de você? — Diz em um lamento, a imagem de seus filhos não saía de sua mente.


— Se meus filhos forem tirados de mim, assumo que os seus também... — Responde com simplicidade, apesar do seu peito se comprimir.


— Estou falando de voltar no tempo, mudar nossos destinos, eles nunca nasceriam. — Explica se voltando para o amigo.


Harry perdeu o dom da fala. Por um momento pareceu-lhe que Hermione estava lhe dizendo que eles poderiam mudar o destino, se eles voltassem no tempo. Mas isso era...


— Viagem no tempo? — Ele piscou lentamente, seu cérebro começara a processar toda a informação. — Achei que... hãn, que tivéssemos destruídos todos os vira-tempo há anos atrás...


— Muitos anos já se passaram, coisas novas foram descobertas. Mas é difícil, voltar muito tempo, depende de muitas coisas.


— Ok, vamos com calma. Parece muito arriscado... Depende de quê, fazer uma viagem bem sucedida?


— Precisaremos de Keira para ter acesso a permissão divina, basicamente ela usará um dos mensageiros para falar com JK e pedir uma permissão pra reparar o erro do qual ela se arrependeu. Depois, usaremos um artefato mágico-divino para voltar para a data que acharmos mais adequada e fazer nossos "eus" passados se unirem. Quando a mudança acontecer, deixaremos de existir por nossa história ter mudado.


— Parece real o suficiente... Estamos mesmo cogitando mudar nossas vidas basicamente do zero? Nunca rir de uma nova pegadinha de James? Nos surpreender com Teddy, ou ficarmos impressionados com Alvo e Rose? Merlin, não consigo imaginar ficar sem os risos de Lily e Hugo! — Harry levantou-se de um salto, passando a andar a pernadas pela sala, em outra parte da sua mente imagens de Sirius e tantos outros amigos perdidos na guerra iam e vinham.


— Sabe o que mais me incomoda nisso tudo?


— Na verdade, não, Hermione. — Diz, se virando para olhá-la.


— Sempre que penso num motivo pra ignorar aquela pasta e esta tal JK, só meus filhos me vêm à mente. Apenas eles. — Admite em tom profundo, como se ponderasse como havia chegado aquele ponto.


— Ah Hermione... — Sem conseguir manter os pés fixos onde estavam, quando se deu conta, estava parado em frente à ela, puxando-a para seus braços. — Eles são as coisas mais importantes que temos, não é?


— Eu os amo e só a ideia de pensar em voltar no tempo me faz pensar que sou uma péssima mãe! Afinal, por que estamos aqui discutindo? Por que pôr em dúvida nossa vida com nossas preciosas crianças?


— Depois de sermos pais, nossos instintos mudam. Vai de nos manter vivo a qualquer preço à proteger e zelar por nossos pequenos. Não podemos evitar. Eu me sinto horrível, só por considerar a hipótese, mas acontece que somos mais do que apenas nossas crianças...


Hermione esconde o rosto no ombro de Harry e deixa o pranto rolar, sem ressalvas, era nos braços dele que sentia-se segura para se mostrar frágil, deixar seus demônios saírem sem medo de ser julgada por isso.


— Ah querida... Se eu controlasse nossos destinos, nunca teríamos que passar por isso. Droga, se nunca tivéssemos recebido essa pasta, nunca seríamos forçados a escolher. — Sem saber como confortá-la com palavras, continuou a acariciar os cabelos dela, esperando a enxurrada passar.


Harry não soube quantificar o tempo que ficaram ali, parados, ela chorando e ele a segurando, lhe dando suporte. Depois de um tempo, quando as lágrimas se acalmaram um pouco, mas não os soluços, ele a pegou no colo com cuidado e foi em direção à um dos quartos. O mais gentilmente que conseguiu, a colocou na cama, puxando uma das pontas do edredom para cobri-la.


— Shii, tente descansar, querida. — Disse, beijando os cabelos dela. Acendeu a lâmpada ao lado da cama, deixando a porta entreaberta ao sair do quarto.


Assim que sabia que ela estava o mais confortável que seria possível no momento, ele voltou para sala, pegando o celular que estava esquecido dentro de um dos bolsos do paletó. Foi rápido em ligar para a casa da amiga, deixando na secretária eletrônica uma mensagem, dizendo que surgira uma complicação no Ministério e que Hermione fora obrigada a ficar por lá. Sabia que Rony tinha planos de levar o filho à um jogo, por isso não estariam em casa, e o ruivo nunca atenderia se o jogo não tivesse acabado. A seguinte ligação foi para sua própria casa. Gina não atendeu, o que não o surpreendeu, Lílian fora com o tio ao jogo e sua esposa deveria estar no trabalho.


Depois de um tempo, voltou para o quarto onde deixara Hermione. Ela havia se sentado na cama, as pernas encolhidas à sua frente, as lágrimas ainda corriam e os soluços a chacoalhavam. Sentindo seus olhos arderem, se dirigiu até ela, e em silêncio, se sentou ao seu lado. Não demorou para que ela se virasse para ele, escondendo o rosto em seu ombro. Voltou a afagar os cabelos dela, torcendo para que o sono a arrebatasse logo, assim ao menos ela descansaria um pouco.


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Harry piscou, tentando se livrar da repentina luminosidade que atingira seus olhos. Pôs uma das mãos na frente do rosto bloqueando a luminosidade, já que piscar não fizera efeito. Sem a irritação, observou desorientado onde estava. Franziu o cenho ao reparar que enxergava com clareza, só então se dera conta que acabara adormecendo de óculos.


Tentou se sentar, mas sentiu um peso no colchão ao seu lado. Quando focou na amiga, encolhida, se lembrou onde estava e o quê o levara até ali, reprimindo um gemido, não queria acordar Hermione. Estivera chorando até a alta madrugada, quando finalmente se aquietou e dormiu, sem dizer uma palavra sequer. Deveria ter pego no sono logo depois.


Um olhar no relógio, lhe disse que dormira apenas por quatro horas. Era muito cedo, faltavam duas horas até as crianças irem para o colégio e, depois de tudo, queria e necessitava ver Lílian. Imaginava que Hermione também queria ver Hugo. Com todo o cuidado, se levantou indo o mais silenciosamente que conseguiu, até a sala. Chamou o serviço de quarto, pedindo um pequeno café da manhã. Não sabia se iria ter estômago para comer, mas podia forçar a amiga à fazê-lo.


Hermione acordou com o movimento na cama, esfregou os olhos e os abriu tentando focar, lembranças da noite anterior vindo como um rio furioso enquanto reconhecia o quarto, o peso da decisão curvando seus ombros.


— Bom dia! — Fala aparecendo no batente da porta. — Uns minutinho e estarei aqui.


Ela volta rapidamente pro quarto, indo a direção do banheiro.


— Não precisa se apressar. — Grita, pela porta do quarto, para que ela pudesse ouvir. — Temos tempo. — Murmura, ao ouvir a campainha soando.


Foi atender a porta, trocou poucas palavras com o valete e, lhe entregando a gorjeta, fechou a porta. Querendo dar privacidade à amiga, começou a arrumar a pequena mesa na sala para o café da manhã.


— O que pediu de bom? — Pergunta ao chegar ao sala com o cabelo preso e rosto lavado.


— Minha vez de lhe impressionar com meus conhecimentos sobre sua pessoa, minha senhora. — Responde, num tom ligeiramente servil, enquanto puxava a cadeira para ela.


— Como se fosse difícil! Café forte e estou bem.


— Nem sonhando. Meu dever é fazer com que coma ao menos três torradas. — Ele fez uma pequena reverência, se sentando em frente à ela em seguida. Uma expressão marota marcava o rosto com a barba por fazer e a aparência abatida. — Isso se conseguir resistir às delícias da cozinha... — Explica, ao levantar as tampas com um floreio.


— Vamos ver, não me sinto realmente disposta. — Lamenta enquanto se servia.


— Não é uma questão de se sentir disposta à comer. Não vou deixar você sair por aquela porta, até que tenha comido o que eu considero suficiente. — Ele indicou a porta com um aceno da colher em que mexia o café. — E eu sou bom em ter meus desejos atendidos, caso tenha se esquecido.


Durante o café da manhã decidiram que pediriam a Keira para que um mensageiro consultasse JK, a deusa poderia dizer não e tudo estaria resolvido, ou então, no mesmo quarto de hotel, teriam uma decisão muito difícil a tomar.


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Assim que chegou em casa foi a cozinha, era o lugar preferido de Rony e onde costumava deixar recados na geladeira, ao menos imaginava que ele lhe diria que estaria levando Hugo a escola antes de ir ao trabalho. Viu o papel e a letra garranchada, mas não lera o esperado.


"Fomos ao jogo e, como não deixou jantar, dormiremos na casa dos meus pais, estão com saudades do neto."


— Nada de um “com amor, Rony”, “Querida”, ou qualquer coisa gentil... por que eu me acostumei com isso? — Se pergunta rindo de si mesma.


Jogaria o papel no lixo, mas resolveu guardar no bolso e foi a secretária, havia cinco recados, quatro sobre trabalho e um de Harry. Apagou-os e subiu pra conferir se Hugo havia arrumado o quarto ou ficaria novamente de castigo, à primeira impressão estava tudo certo, foi até o armário e abriu, desviando antes que as roupas e bugigangas caíssem sobre si.


— Por que meninos simplesmente nunca arrumam suas coisas? Não veem que assim só terão mais trabalho? — Resmunga já dando a volta para sair, mas parando na mesa. -Eu não acredito que ele fez isso! — chia ao ver o material escolar de Hugo.


Rapidamente Hermione pega o uniforme mais apresentável do meio da bagunça e a lancheira, iria aparatar na casa dos sogros e levar Hugo pra escola antes de voltar em casa, tomar banho e se trocar, pra ir pro trabalho.


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Estava se xingando mentalmente quando entrou em casa. Ouviu passos no corredor, já abria um sorriso de boas-vindas, mas resmungou ao invés, ao ser atingido por um borrão ruivo e azul escuro.


— Hey, baixinha, você deveria estar no ônibus que passou por mim à duas quadras daqui... — Apontou, se abaixando e ficando no mesmo nível de sua filha caçula.


— Ah, ele já foi? Mas que... — Ela parou antes que falasse alguma coisa que a deixaria de castigo, e mais encrencada por ter perdido o ônibus escolar.


— Não vai morrer se perder o ônibus um dia, querida.


— Mas tinha que conversar com minha amiga! Era importante, pai! — Resmungou ela, brincando com a ponta dos cabelos. Harry riu, se levantando e procurando as chaves que jogara no bolso.


— Pode fazer isso no horário do recreio...


— Mas foi para ter mais tempo com Britanny que implorei para poder ir de ônibus...


— Sim, sim. Eu ouvi toda essa conversa quando você nos convenceu a andar de ônibus, querida. — ele ajeitou os cabelos da filha, indicando o carro para ela. — Mas é um dia. Papai também se atrasou não foi?


— Ela riu, enquanto colocava o cinto. — Sim, bem mais que eu... esperei o senhor ontem à noite, mas quando cheguei, mamãe disse que você ia ficar trabalhando com a tia Mione... Será que ela vai levar Hugo para o colégio?


— Vamos descobrir isso lá, não vamos? — diz, tomando o caminho mais longo para o colégio da filha, mas que havia menos trânsito.


Levou muito tempo, mas no fim conseguira entregar a menina antes que o sinal tocasse e tivesse que explicar pessoalmente para o diretor o motivo do atraso, o que comprometeria também sua agenda. Ao menos não teria que parar para comer.


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Dentro de casa, não havia movimentações, o que indicava que Gina deveria ter saído para alguma entrevista, já que nesse horário ela ainda estava em casa. Se arrumou o mais rápido que conseguiu, checou se havia pegado tudo o que queria e já voltava pro carro quando seu celular tocou.


— Potter.


— Olá, querido. — ao fundo, Harry podia ouvir muitas vozes e corujas piando. — Desculpe não estar em casa quando você chegou, mas tinha combinado de me encontrar com Jorge e depois tinha que voar para uma entrevista.


— Não se preocupe, foi o que eu imaginei...


— Ouvi que ia levar Lílian, mas vocês saíram em seguida, não vi motivos para atrasá-la ainda mais... Escute, conseguiu terminar tudo o que lhe deteve ontem?


— Não, não tudo. Provavelmente não vá jantar hoje também, Gina. Uma verdadeira bomba caiu no meu colo nos últimos minutos do expediente, estou tentando evitar maiores danos...


— E Hermione está ajudando, claro. — O tom era similar ao de toda a conversa, mas como nos últimos tempos vinha lidando cada vez mais com essas farpas disfarçadas, reconheceu o leve desdém que ela tentava a todo custo esconder.


— Sim, Gina, é claro que Hermione está ajudando, o assunto também precisa do envolvimento dela. — Ele pressionou a ponte do nariz, onde sentia uma dor de cabeça se anunciando. — Olhe, sinto muito por ontem à noite sei que provavelmente queria descansar depois de viajar para a entrevista, mas não pude evitar... e muito provavelmente hoje também, já que não vejo um jeito de chegar mais cedo, se é que voltarei. Mas ligarei avisando se for mesmo ficar fora, ontem não quis atrapalhar em alguma coisa importante, a verdade é que estava exausto, ainda estou e não estou nem perto de resolver nada...


— Lílian sentiu sua falta ontem. — Repentinamente, as vozes ao fundo da ligação pararam e ela abaixou o tom de voz. — Sei que está se esforçando, Harry, mas senti sua falta também...


— Sim, Lílian falou. Mas entendeu que eu tenho que trabalhar de vez em quando até tarde, e não reclamou por ser a primeira vez em meses que isso acontecia. Me contou tudo o que queria e nos entendemos no fim. Sinto muito Gina, não pude mesmo evitar... mas se serve de consolo, estou lutando para que tudo tenha o melhor desdobramento possível. — relanceou uma olhada no relógio e suspirou. — Estou atrasado, querida. Tenho uma reunião com Rufus agora pela manhã...


— Desejo então um dia melhor no escritório hoje, Harry...


Ele ligou o carro, vendo a garoa que começara sem que ele notasse se tornar uma chuva fina, mas constante. — Vejo você assim que der. — Iria desligar, quando se lembrou. — Pode pegar Lílian na escola para mim?


— Sim, claro que sim, Harry. — a ouviu rir divertida.


— Até mais, Gina. — desligou. — "Senti sua falta"... Se sentisse mesmo faria mais esforço pra estar em casa. — Murmurou sentindo uma pequena pontada de irritação, mas ignorando-a e jogando o celular de qualquer jeito no banco do carona, teria que voar para chegar a tempo para a reunião com o Ministro.


Aquele dia prometia, e não era nem mesmo nove da manhã.


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Hermione estava na sala da Toca esperando seu filho, que Molly fizera questão de ir acordar. Arthur já havia ido para o Ministério, o que implicava em estar sozinha, observando a sala familiar, porém muito diferente da época em que esteve lá pela primeira vez. A família agora tinha uma boa situação financeira, a casa estava reformada e a maioria dos móveis fora trocado.


Rodou pela sala tentando imaginar como era antes, mas até mesmo a distribuição espacial estava diferente. Buscou então as fotos sobre a lareira, havia algumas antigas, uma em que ela e Harry estavam, fora tirada antes da Copa Mundial de Quadribol.


— Isso é um sinal? — Pergunta a si mesma segurando a foto mais antiga em que estava, dentre todas as da prateleira.


— Mãe!? O que está fazendo aqui? Não ia trabalhar? — Hugo pergunta assim que chega a sala.


— Combinou com seu pai que ia matar aula, não é? E por que não está de uniforme? — Pergunta tentando não soar severa.


— Então... bem... — Começa balançando nos próprios pés, as orelhas ficando vermelhas. — Eu não tenho aula hoje.


— Com “não ter” você quer dizer que está suspenso? — Questiona conhecendo bem o filho.


— Ele zombou de mim! Chamou o papai de esquisito abobalhado. — Defende-se mostrando que ainda estava bravo com o insulto.


— Hugo, quantas vezes já conversamos sobre a importância de estudar em uma escola trouxa? A minha família não é de bruxos, esta é uma chance de estarem mais próximos de você e, por sua vez, você desse mundo.


— Mas eles não deveriam ofender o papai. — Diz resoluto de que estava certo.


— Meu avô uma vez me disse isso quando eu tinha uns cinco anos: “Dois erros não fazem um acerto”. Entende?


— Sim, mamãe. Desculpa, eu não queria te aborrecer mais. — Se desculpa sem jeito.


— Aborrecer mais? Fala da "arrumação" do seu quarto?


— Eu estava arrumando, mas o papai quis sair mais cedo pro jogo pra encontrar uns amigos antes, não foi culpa minha! E, eu falava do trabalho, papai ficou dizendo que você estava cheia de problemas no trabalho e se aborrecia muito e que seria melhor você ficar mais em casa... eu concordo! Mesmo sabendo que vai pegar mais no meu pé, melhor você em casa que se aborrecendo sem precisar, já que papai já trabalha.


— Querido, seu pai exagerou e eu não estou aborrecida com nada, nem com você e sua travessura. — Explica com calma, fazendo um carinho no rosto do filho.


— Não mesmo? Não vou ficar de castigo? — Pergunta animado.


— Por enquanto não, conversarei com seu pai primeiro. — Diz buscando a sogra com um olhar. — Molly, pode ficar com ele e garantir que ele não brinque até estudar toda a lição que seria dada na escola hoje?


— Você disse que eu não ia ficar de castigo! — Reclama estarrecido.


— E não está oras, apenas vai estudar o que veria na escola hoje, assim quando a suspensão acabar, não terá perdido conteúdo. Se esforce e faça tudo direitinho que terá mais tempo pra brincar.


— Pode deixar Hermione, ele se comportará. — Molly garante, porém olhava com aqueles olhos de avó babona pro neto. — Pode ir trabalhar tranquila.


— Nesse caso vou mesmo, já estou atrasada. — Agradece e se abaixa dando um beijo estalado na bochecha do filho. — Seja um menino bonzinho e a noite teremos sorvete de sobremesa.


— Oba! — Comemora pouco antes de Hermione acenar já aparatando pra casa, onde teria que quebrar records para chegar em um horário aceitável no escritório.


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N/A: Olá! Após uma longa espera para que o site voltasse a ficar no ar, cá estamos com o 2° capítulo. Já temos até o 6° escrito, então comentem bastante que logo atualizaremos a fic!


N/A²: E aí, no lugar deles vocês voltariam no tempo e evitariam os erros e mortes ou acham que eles não devem voltar no tempo e ficar juntos mesmo enfrentando graves consequências? Lembrem da pressão da imprensa, o modo como Hermione ficaria taxada de vagabunda destruidora de lares e ainda sem a guarda dos filhos (lembrem da repercussão negativa da reportagem de Skeeter pós baile no livro 4).


may33: Previsível ser passado né? Perderam tantos anos. Até que é uma ideia legal, vou falar com a Pam pra ver se a gente faz uma pegadinha com o Harry rsrsrs. O café subiu a sua cabeça, não tinha relação alguma além de amizade. Querida cortado, também não tinha gostado. Pois é May, nem foi difícil imaginar como a relação de Hermione e Rony poderia ser um fracasso, pois é o natural. Difícil é pensar em como poderia dar certo. Como você nos conhece bem, consegue saber como as coisas aconteceram e quem escreveu o que, mas em minha defesa ressalto: não foi um convite com 2ªs intensões, você sabe que sou inocente e essas coisas me escapam. Deu um trabalhão discutir os desdobramentos como você bem sabe e, não tem nada que fazer escândalo, basta não sumir.


Suas analogias são algo de outro mundo, sério, de onde tirou isso de joaninha e abelha?? O.o


hellen granger: To tentando atualizar a dias, mas a FeB off-line não ta deixando =/


Hécate: Muita tendência a fazer merda. Eu não consigo nem ver romance naquela relação e, certamente, brigas nunca são bom indicativo de nada. Realmente, nada explica a paixonite repentina, até cheguei a acreditar que fosse a poção do amor dos gêmeos. Espero que goste dos rumos.


hellen granger: Todo mundo achava que ficariam juntos, era o certo, tão óbvio que nem merecia ser questionado, mas aí a doida quis passar a frustração da vida amorosa miserável dela pra personagem.... -.- Pois eu achei o quinto livro altamente H/H, ali os dois se aproximaram ainda mais e o relacionamento fadado com a Cho era pra ensinar as coisas que realmente importavam num relacionamento e isso passava longe de aparência e popularidade. O sexto é que não teve nada com nada, a própria Hermione parecia outra personagem qualquer, menos a Hermione dos livros anteriores. Obrigada pelos elogios, tentaremos fazer as coisas da melhor maneira.


Venatrix: Também surtei quando vi essa notícia, a ideia veio n hora e eu Pam engatamos a escrever direto.


Lediane Werner: Não acho que combinam, a JK inclusive não fez nada pra tentar isso. Bem, tentaremos manter as coisas em um plano sério de discussão e mostrar a evolução enquanto casal.


Saito: Que que gostou, espero que os rumos não te decepcionem.

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Comentários: 4

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Enviado por Nety_Potter em 21/03/2014

Caraca *u* que capitulo... sera que eles vão deixar os filhos? ai meu Deus que aflição eu não sei se conseguiria!
Mas vou aguardar ansiosamente para ler o proximo capitulo 

Nota: 1

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Enviado por Saito em 18/03/2014

Oh God! Que decisão dificil a se tormar, eu acho que voltar no tempo seria uma boa, mas eu compreendo que é muito complicado não acho que eles deixariam os filhos para voltarem no passado, no entanto talvez o tal bilhete de a JK a ideia de reparar seus erros por ela mesma... como posso dizer sem que a Mione e o Harry precisem fazer qualquer coisa que os leva-se de volta no tempo. 
Seja o que for eu estarei aguardando ansiosamente o desenrolar desta trama... e meninas parabéns por mais um capitulo incrivel, eu adorei :D

Nota: 1

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Enviado por Venatrix em 17/03/2014

entao, eu amei esse capitulo e to louca pra ler o resto, eu gostaria muito que eles voltasem sei la mas acho que seria legal... mal posso esperar 

Nota: 1

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Enviado por michelle lima em 08/03/2014

cap Muito bom...
eu no lugar deles arriscaria tudo pelo amor...
teriam seus proprios filhos... pelo que vejo é a unica coisa q os prende a vida conjugal infeliz.....
Só vcs para corrigirem os erros dos outros...
por favor continuem a postar... 

Nota: 5

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