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8. CAPÍTULO VIII


Fic: O Caubói Milionário - UA - HH


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Hermione.Potter: naum esquenta menina!!! põe força de vontade nisso, neh... bom saber que vc gostou e se divertiu... essa era a intenção...

Nick Granger Potter: é... mesmo tentando afundar td ela conseguiu mais lucro do que tinha... ê sorte hein...

mas tah ae meninas...

Bjus...
.
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Harry abriu a porta da suíte quando escutou os passos de Hermione na escada.
— Adivinhe o que vovó acabou de me dizer — declarou ela.
— O quê?
— Vou para Hidden Valley com vocês, amanhã de manhã. Fi¬carei hospedada no alojamento dos empregados da fazenda.
— Você está brincando!
— Pior que não — respondeu ela, nervosa.
— No alojamento dos empregados? Não acredito! — exclamou Harry completamente atordoado, fechando a porta atrás de Hermione.
— Pois acredite. Ela não brinca com essas coisas.
Ele pegou o controle remoto e abaixou o volume da televisão. Hermione notou que ele estava assistindo o canal de esportes e que já tirara o paletó do fraque e o colocara no encosto do sofá.
Ela tirou os sapatos e sentou-se.
— Acho que ela aposta que estamos blefando.
— O que você quer fazer?
Encolhendo-se, ela o encarou, então pôs a cabeça entre as mãos. Suspirou longamente quando pôs os cotovelos sobre os joelhos e pressionou os dedos nas têmporas.
— Oh, Harry, detesto ter que lhe pedir mais alguma coisa, mas não sei o que mais posso fazer. Vou recompensá-lo por isso, juro. Então, o que você diria sobre continuar casado comigo por mais alguns dias?
Ela sorriu sem graça e observou-o acomodar-se no sofá a seu lado. Ele não parecia chocado. Estava até mesmo sorrindo. Hermione pensou que ele devia estar tentando achar um jeito de sair daquela confusão. E quem poderia culpá-lo? Pobre sujeito. Em um minuto era um homem feliz, almoçando num restaurante simples e levando sua própria vida, e no outro minuto, fora jogado no meio de uma família maluca.
Por um momento, ela refletiu sobre a breve conversa que tivera com Minerva na sala de estar, alguns minutos antes.
Quando ela e Harry tinham chegado em casa da estréia da Lindon House, era quase meia-noite, e sua família, com exceção de Minerva, já havia se retirado para dormir. A mulher mais velha a estava esperando numa cadeira de rodas no grande hall. Minerva ajustara os óculos e exigira um momento do tempo de Hermione.
Sozinha.
Antes de sair da sala, Harry deu um beijo barulhento na ponta do nariz da velha matriarca. Pasma demais para protestar, Minerva o olhou com desdém e voltou a atenção para a neta:
— Charles contou-me tudo o que aconteceu esta noite. Eu sabia que você seria capaz de vencer — disse ela, referindo-se ao sucesso inesperado. — O sucesso faz parte de sua natureza, Hermione. Ape¬nas pense nas coisas que você poderia alcançar, se tivesse uma atitude adequada. Nada. Por que eu não havia pensado nesse nome antes? É brilhante.
— Não foi idéia minha, foi de Harry.
— Acaso — respondeu Minerva. — De qualquer forma, você teve a visão de seguir o plano. Você é uma líder de nascença.
— Apesar do sucesso dessa noite, vovó, continuo não querendo assumir a companhia.
— O quê? Mas por que não? — irritada, Minerva pegou a bengala ao lado da cadeira e bateu-a no chão. — Você quer viver na pobreza quando pode ter tudo o que quiser? Simplesmente não entendo! — ela agarrou a bengala e respirou fundo. — Mas para mostrar que sou flexível, vou tentar.
Os pêlos da nuca de Hermione eriçaram-se em alerta ao olhar benigno costumeiro de sua avó.
— Tentar o quê?
— Entendê-la. Ver as coisas do seu ponto de vista.
— O que você quer dizer?
— Bem, pensei muito em toda essa situação hoje, e tomei uma decisão.
— Que decisão?
— Quando você e seu... marido voltarem para a casa dos fun¬cionários amanhã cedo, eu irei com vocês.
Xeque-mate.
Hermione ficou sem fala.
Minerva ia para Hidden Valley?
Depois de alguns últimos decretos de Minerva, a conversa estava acabada. A mulher mais velha, desviando-se do olhar de protesto da neta, chamou um empregado para ajudá-la a subir a enorme escadaria e levá-la para o quarto, a fim de arrumar as malas.
Temendo a reação de Harry, Hermione voltou a sua suíte. Ele encostou-se no sofá e passou a mão no maxilar quando falou:
— Ela disse quanto tempo quer ficar?
Hermione assentiu com um movimento de cabeça e fechou os olhos.
— Uma semana.
— Uma... semana? Na fazenda? — o tom dele era de incredu¬lidade.
Aquilo não era bom. Ela estava começando a abusar da boa vontade do homem. Porém não tinha escolha. Eles haviam ido longe demais para desistir agora.
— Não acredito que vovó consiga ficar tanto tempo — ela o assegurou. — Principalmente se fizermos com que ela se sinta mal o bastante. Sem alguém para ajudá-la e servi-la o tempo todo, preo¬cupando-se com suas necessidades de dieta especial, sem mencio¬nar toda a parafernália de remédios. Bem, não me surpreenderia se ela voltasse para Lindon House na hora do almoço.
— Você tem alguma idéia do motivo pelo qual ela quer fazer isso? — Harry indagou.
Hermione pigarreou.
— Ela mencionou alguma coisa sobre entrar em contato com a rusticidade charmosa de uma fazenda.
Harry colocou as pernas na mesinha de centro e cruzou as mãos atrás da cabeça.
— Certo. Qual é a verdadeira razão? Será que ela adotou a teoria: se não pode derrotá-los, junte-se a eles?
— Não. Se ela não pode derrotar uma pessoa, contrata alguém para fazer por ela.
Ele riu e Hermione continuou:
— De qualquer forma, ela alega que quer ir conosco para des¬cobrir o que eu acho tão fascinante sobre sua pobreza.
Ele sorriu e a estudou intensamente.
— E o que você acha tão fascinante em ser pobre?
— Para começar, quero viver no mundo real, não num mundo de fantasias. Estou cansada de perder os simples prazeres da vida. E segundo, quando você tem que trabalhar duro para conseguir as coisas, dá muito mais valor a elas.
— Você também teria que trabalhar duro se assumisse a com¬panhia de sua avó.
— É verdade. Mas tem o fator da ambição. Quero uma família cujas pessoas se amem pelo que elas são e não pelo que elas têm.
— Ah... — ele coçou o queixo. — Então você consideraria viver com uma família rica, se o dinheiro não fosse o fator? Se eles a amassem pelo que você é?
Ela suspirou. Gostaria que ele parasse de tentar convencê-la de não querer ser pobre.
— Não existe tal família.
— Pode ser que exista.
— Não a minha família. Não nessa vida.
— Não tenha tanta certeza.
Era um bonito conto de fadas, mas Hermione não acreditava nisso. O fato de Harry estar tentando convencê-la de que ela po¬deria ser feliz assumindo a companhia, a deprimia. Deixava claro que eles não tinham os mesmos planos para o futuro. Ela encos¬tou-se no canto do sofá e cruzou os braços sobre o estômago para aliviar a dor que se instalara ali de repente. Felizmente, ele não tinha consciência do seu desejo de uma vida simples ao lado dele.
Bocejando, ele se acomodou numa posição mais confortável.
— Sabe, não entendo por que ela quer viajar até Hidden Val¬ley conosco, principalmente depois que a chamou aqui, alegando que estava morrendo. Ela não está doente demais para fazer essa viagem?
— Quando mencionei a saúde delicada, Minerva afirmou que pode morrer tanto em Hidden Valley quanto aqui.
Harry levantou a sobrancelha e ela continuou:
— E, claro, ela pode nos espionar melhor pessoalmente do que se mandar meu irmão para a tarefa.
— Espionar?
— Sim. Para ver se estamos mesmo casados. Realmente vivendo juntos.
As covinhas dele surgiram facilmente.
— Isso pode ser um problema.
— Eu sei — murmurou ela. — No momento que Minerva entrar na sua casa, vai perceber que não moro lá.
Ele levantou uma mão.
— Não entre em pânico. Podemos pensar em alguma coisa,
— Tentei convencê-la a não ir, Harry, mas ela não aceitaria um não como resposta. Sabe como vovó é teimosa.
— Sim, já descobri isso.
Rindo, ele tirou a gravata borboleta roxa, a faixa de cintura do fraque e as abotoaduras, colocando-as na mesinha de centro.
Com a boca seca, Hermione observou os poderosos braços bron¬zeados quando ele enrolou as mangas da camisa. Tentando afastar a sensação, ela sentou-se ereta e se concentrou em reprimir o desejo imenso que sentia por aquele homem.
— Passe-me o telefone, por favor, querida.
Embora ele sempre usasse termos carinhosos com ela, o coração de Hermione disparou. Ela alcançou o telefone sem fio no criado-mudo e o entregou.
— Para quem você vai ligar a essa hora da noite?
— Para o meu pessoal. Iremos precisar de ajuda se vamos con¬tinuar com esse jogo.
Um imenso alívio a invadiu.
— Você vai me ajudar?
— Claro — ele pareceu surpreso com a pergunta. — Já chega¬mos até aqui.
— Oh, obrigada, obrigada mesmo — sussurrou ela. — Eu lhe devo muito.
— Imagine — ele discou um número de telefone. — Fuzzy? Eu o acordei? Não. Ótimo. Ouça, preciso que você e Red me façam um favor. Para mim e para Hermione. Sim. Ela está aqui do meu lado — ele fez uma careta. — Cale-se. E peça a Red para se calar também.
Ela não podia adivinhar o que estava sendo dito do outro lado da linha, mas a expressão despreocupada de Harry a fez pensar que eram coisas boas.
— Certo, é o seguinte. Vocês têm que ir à casa de Hermione e pegar umas coisas dela para levar para a casa dos funcionários. Ela vai ficar lá comigo. Oh, vocês só sabem dar risada — ele ba¬lançou a cabeça. — Não, não é o que estão pensando. A avó dela vai se hospedar lá também. Precisamos dar a impressão de que Hermione mora comigo há bastante tempo. Sim. Muito engraçado. Ouça, não posso falar disso agora. Depois conto tudo.
Harry sorriu e acariciou a mão dela rapidamente.
— Avise Montana para sair da casa e levar todas as coisas dele. Não me interessa. Ele pode ficar com você e Red. Por que não? É só por uma semana.
Ele cobriu o telefone com a mão.
— Você tem uma chave extra do seu trailer, Hermione?
Ela assentiu.
— Onde você a guarda?
— Embaixo do tapete da entrada.
Ele a olhou com expressão de censura.
— Isso é perigoso. Não quero mais que você a guarde lá.
— Sim, senhor — brincou ela, sorrindo. Ela gostou de ver Harry preocupando-se com sua segurança.
— Fuzzy. Anote o endereço da moça — enquanto esperava Fuz¬zy pegar papel e caneta, começou a desabotoar a camisa. Após dar instruções detalhadas, falou:— Pegue a chave debaixo do tapete da entrada. Sim, eu sei. Já disse a ela para não fazer mais isso — ele piscou para Hermione.
— Entre e pegue algumas coisas dela. Sei lá. Roupas e outras coisas. Qualquer coisa que pareça de mulher. Encaixote tudo e leve para a casa dos funcionários e espalhe tudo de modo natural, dando a impressão de que ela mora lá. Quadros na parede? Claro, não me importo. Flores? Pode ser. Faça o que achar melhor.
Novamente ele voltou a atenção para ela:
— Algo especial que quer que eles peguem para você?
Ela engoliu em seco, tentando controlar a emoção. Eles eram tão gentis em ajudá-la daquela forma. Teria que fazer algo muito bom para todos eles.
— Ah, vamos ver. Tenho um livro no criado-mudo e... oh, vou precisar de minhas roupas de trabalho. Meu uniforme está na se¬cadora e os sapatos são os brancos horrorosos que estão aos pés da cama. As chaves do meu carro estão penduradas em cima do microondas, se alguém puder levar o meu carro.
— Boa idéia. Ouviu isso, Fuzzy? Ótimo — preguiçosamente, ele esfregou o peito com os dedos. — Certo, devemos estar aí por volta das... — ele lançou um olhar inquisitivo para Hermione.
Ela tirou os olhos do tórax bronzeado, visível através da camisa desabotoada de Harry e pensou por um momento.
— Acho que podemos chegar no meio da manhã.
— Ouviu isso? Certo, até lá então. E lembrem-se, sou um homem casado. Avise a todos.
Ele desligou o telefone e o sorriso sexy fez o coração dela dispa¬rar novamente.
— Bem, é oficial. Você vive comigo.
Embora aquilo fosse acontecer apenas por alguns dias, ainda era um sonho se realizando. Ela juntou as mãos e desejou que a pulsação diminuísse.
— Não sei como lhe agradecer.
— É um prazer.
— Talvez você não pense assim quando Minerva chegar lá e co¬meçar a interferir no nosso casamento e transformar sua vida num inferno.
— Bem, temos de afastá-la o mais rápido possível, então.
Ela sorriu.
— Quer descer para atacar a despensa comigo e planejar como vamos fazer isso? Estou com fome.
— Ótima idéia. Também estou faminto.
Calça dobrada até os joelhos, Harry mergulhou os pés na água da fonte do jardim, enquanto Hermione comia algumas bolachas e tomava leite. O vestido roxo dela estava levantado até as coxas e as pernas nuas desapareciam dentro da água. A lua cheia estava alta no céu, cobrindo a paisagem com um brilho estonteante. Lado a lado, eles riam e conversavam, conhecendo-se cada vez melhor.
— Eu me diverti hoje — disse ela de modo tímido.
— Eu também — embora, pensou ele, o dia seguinte prome¬tesse ser melhor ainda.
Ainda não podia acreditar na sua sorte. Uma poderosa onda de adrenalina o assolou, dando-lhe uma forte sensação de bem-estar. Hermione iria morar com ele. Era tudo que precisava para conquistá-la.
Mas havia a maldosa Minerva no meio do negócio. Bem, sem problemas. A essas alturas, ele estava disposto a qualquer coisa para provar o quanto gostava dela. Felizmente, seus irmãos e os homens que trabalhavam com ele iriam cooperar e dar cobertura.
Ela levantou o saco de bolachas vazio e sorriu.
— Acabou.
— Isso é tudo que comemos desde a hora do almoço. Continuo com fome.
— Eu também — disse ela.
— Provavelmente é muito tarde para ir pescar.
— Provavelmente — concordou ela, rindo. — A propósito, você faz um ótimo churrasco de peixe. Acho que nunca comi algo tão delicioso.
— É um talento especial. Na nossa família, churrasco é um ritual sagrado, passado de pai para filho. Nunca conheci uma mu¬lher que fizesse churrasco bem.
Estreitando os olhos, Hermione o ameaçou.
— Então vou lhe surpreender, garotão.
— Está ameaçando fazer um churrasco para mim?
— Pode ser.
— Combinado.
Ela riu deliciosamente.
— Minerva não ficaria surpresa com isso?
— Ah, espero que ela tenha todos os tipos de surpresa nos pró¬ximos dias — murmurou ele, rindo.
— Hum. Que tal a levarmos para almoçar no Tom amanhã?
— Ah, sim. Um hambúrguer bem gorduroso pode ser exatamente o que o médico recomenda.
— Combinado, então?
Ele assentiu. Com ou sem Minerva, aquela ia ser a melhor sema¬na que já vivera.
— Negócio fechado.
Uma hora mais tarde, ela desejou uma boa-noite a Harry e foi dormir em seu próprio quarto. Enquanto vestia a camisola e fazia os rituais noturnos de escovar os cabelos, os dentes e lavar o rosto, podia ouvi-lo fazendo o mesmo no outro quarto. A maravilhosa sensação de lar parecia transformar sua suíte formal em algo vivo. Era tão bom ter alguém para compartilhar até mesmo as tarefas mais simples da vida.
Ela apagou a luz do banheiro e foi para o quarto. Pensou em abrir a porta de conexão entre os dois quartos para não se sentir tão longe dele durante a noite, mas deteve-se..
Já passava da meia-noite e o dia fora longo. Sem dúvida, Harry estava exausto.
Ela supôs que bater na porta dele e pedir um beijo de boa-noite, para a segurança de Minerva, claro, seria um pouco transparente de sua parte. Sem mencionar egoísmo. Já ocupara todo o fim de semana dele. Harry merecia dormir um pouco.
Então encostou-se no pilar de mármore e escutou o movimento dele se preparando para ir dormir. A curiosidade ameaçava enlouquecê-la. O que ele estava fazendo lá dentro? Ela se lembrou de vê-lo dobrando as mangas da camisa. Peito e braços tão musculosos. Não se faziam homens assim no seu círculo social. Fortes, sensuais, que sabiam o que queriam. Que conheciam o trabalho duro no mundo real. Que sabiam como fazer uma mulher se sentir mulher.
Ela suspirou longamente.
Com os braços em volta do pilar, pressionou o rosto contra a suave superfície de mármore, esfriando a febre que a queimava por dentro enquanto pensava em todos os beijos que eles haviam trocado até então. Ainda conseguia sentir os lábios macios de Harry. Será que ele sentira com tanta intensidade?
Provavelmente não. Se assim fosse, a beijaria quando não tives¬se ninguém por perto. Como agora.
Quando percebeu, pelos ruídos, que ele estava se deitando, desencostou-se do pilar e foi deitar-se também.
Uma sensação de amargura a percorreu. Toda a vida sonhara com um relacionamento amoroso e aconchegante com um homem especial. Aquele fim de semana estava lhe dando uma amostra do que perdera durante tantos anos. Fazia apenas dois meses que conhecia Harry, mas parecia uma vida inteira. Era tão fácil ima¬ginar-se dividindo uma vida simples e familiar com ele!
Engraçado. No começo, gostara dele e sentira-se atraída por sua aparência rude. Porém, nos últimos dias, seus sentimentos haviam se intensificado a ponto de estar começando a acreditar que ele era o homem de sua vida.
Aquele que poderia convencê-la a desistir de sua liberdade para assumir um compromisso. Um compromisso para uma vida inteira. Do quarto ao lado, o som do sono profundo de Harry era uma melodia para seus ouvidos. Sonolenta, ela se aconchegou embaixo das cobertas e adormeceu profundamente.
Na manhã seguinte, Hermione acordou e desceu para conversar com Minerva e tentar, mais uma vez, convencê-la a desistir da idéia de ir com eles. Obviamente não teve sucesso.
Quando voltou para a suíte e abriu a porta, Harry estava às voltas com a arrumação das malas.
Os cabelos dele ainda estavam molhados do banho. Cachinhos se formavam na nuca e ela teve vontade de tocá-los.
— Aí está você — ele passou a mão nos cabelos, a camiseta marcando o tórax largo. — Você sumiu.
— Eu estava lá embaixo, tentando pôr juízo na cabeça de Minerva.
— Como foi? — perguntou ele.
— Oh, ela não me ouviu,
— Que pena.
— Sim — da porta da suíte, ela apontou para a escadaria. — Pelo menos uma vez, como você pode ouvir, minha família concorda comigo.
Vozes zangadas ecoavam na sala lá embaixo. Charles e Severus estavam tentando de tudo para convencer Minerva de que aquela viagem era uma tolice, e Minerva estava lhes dizendo o que fazer com a preocupação deles.
Harry riu.
— Ela é teimosa mesmo. É por isso que tem tanto sucesso nos negócios — ele falou.
— Suponho que sim.
Hermione entrou e fechou a porta, para não ouvir o barulho.
Ele pegou sua sacola de couro cru, pendurou-a no ombro e abriu um lindo sorriso. Existia algo de muito sexy em todos os movimen¬tos que aquele homem fazia. Cada sorriso dele tinha a capacidade de aumentar seu batimento cardíaco.
Sem querer que ele notasse como a deixava sem fôlego, ela des¬viou os olhos daquela beleza masculina e deixou o olhar viajar pelo quarto, fingindo verificar se haviam esquecido algo.
— Está tudo pronto para irmos? — perguntou ela.
— Acho que sim. Deixei as roupas de Charles penduradas no closet — ele sorriu. — Pensei em roubar algumas toalhas, só para irritar mais a vovó, mas não caberiam na minha mala.
Ela riu. Amava o humor fácil. Felizmente, uma batida soou à porta, impedindo-a de continuar entorpecida pela beleza de Harry.
— Eu abro — murmurou ela. — Se tiver sorte, será o médico de Minerva, avisando que ela está proibida de viajar.
Harry riu alto. Antes que ela pudesse se mover para a porta, ele a segurou pelo braço.
— Espere — sussurrou ele. — Venha aqui — ele a abraçou e encostou a testa na dela, que sentiu o hálito quente quando ele falou: — Assim está mais de acordo — aumentando o tom de voz, ele chamou a pessoa atrás da porta: — Entre, está aberta — então ele a beijou com muita suavidade. Com joelhos trêmulos, ela em¬purrou-lhe os ombros.
— Com licença — a voz de Simon os alcançou. — Vim para levar a bagagem de vocês para baixo.
— Obrigada, Simon — ela gaguejou quando Harry parou de beijá-la. Ele tirou um dólar do bolso e estendeu a Simon, sem se incomodar em tirar os olhos de Hermione.
Simon suspirou e pegou a nota.
— Obrigado, senhor.
Quando Simon saiu da suíte, Harry aproveitou a oportunidade para impressioná-lo com seu ardor de marido apaixonado e, pu¬xando-a para perto, beijou-lhe o pescoço fervorosamente. Ela ar¬queou a cabeça para trás, entregando-se àquele toque. Ele tinha o aroma fresco do banho e havia usado o Nada. Um pequeno gemido escapou-lhe dos lábios. Ela tinha de admitir, Minerva sabia o que estava fazendo com os artigos masculinos. Aquele aroma a fez ter vontade de ficar nos braços dele para sempre.
Simon pigarreou.
— Com licença, a madame Granger me pediu para prepa¬rar a limusine e disse que logo estará pronta para partir para Hidden Valley.
— Está bem — irritado pela interrupção, Harry fez um gesto para que Simon saísse. — Diga-lhe que já vamos descer.
Hermione riu quando ele roçou o nariz no seu pescoço, distraído do fato de que Simon já saíra e que ele podia parar de representar.
— Eu poderia ficar aqui o dia inteiro — murmurou ele.
— Mas não podemos.
— Eu sei. Vovó está esperando.
Hermione se afastou dos braços dele e olhou para o rosto bonito.
— Acho que estou com um pouco de medo. Como vamos impedir que Minerva se imiscua na nossa vida e descubra que não somos casados?
— Teremos que mantê-la ocupada.
— O que você tem em mente?
— Bem, temos que seguir nossos instintos. Esta noite, talvez você possa fazer churrasco para nós, enquanto assisto esportes na televisão. Isso vai parecer bem realista — Harry sorriu de modo malicioso. — Então, é claro, será hora de dormir.
Ela engoliu em seco.
— Onde Minerva vai dormir?
— Vou arranjar um quarto só para ela — declarou ele. E nós dois teremos que dar um jeito no meu quarto — com modos gentis, ele se aproximou e afastou uma mecha de cabelos do rosto dela.
— Oh, certo.
— Então, uma vez que tenho de trabalhar um pouco amanhã, talvez peça para Fuzzy e Red levar vocês duas para um passeio turístico pela fazenda.
— Passeio turístico?
— Ah, claro! Vamos colocar Minerva no velho jipe do meu tio e mostrar-lhe os dez ou vinte mil acres de terra — disse ele, exibindo as covinhas.
Hermione pensou um pouco e deu uma piscadela.
— Parece divertido.
— Com certeza.
— Harry?
— Sim?
— E se não der certo?
Ele acariciou-lhe o rosto delicadamente.
— Então acho que teremos que nos casar de verdade.
O coração de Hermione disparou. Estava consciente de que ele só estava brincando, mas também sabia que, caso estivesse falando sério, ela o seguiria para o altar naquele exato segundo. Nada a faria mais feliz do que passar o resto da sua vida com Harry Potter.
Nada.

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Continua...

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