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50. Revelando Segredos


Fic: O preço do amor- Capítulos revisados-AGORA COM CAPA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Se Rony não soubesse que isso era impossível, ele teria jurado que alguém havia lançado algum tipo de feitiço de aceleração do tempo sobre o castelo. Num minuto era noite de sexta e a próxima coisa que ele soube, era que a manhã de segunda estava sobre ele e seu fim de semana inteiro foi embora. Claro que o problema não era realmente que o fim de semana tinha acabado, mas o que aquilo significava.


 


Ele teria que assistir às aulas e para fazer isso, ele ia ter de deixar a Torre da Grinfinória, algo que ele tinha conseguido evitar fazer ao longo dos últimos dois dias. Isso não quer dizer que ele não tinha deixado a torre em nenhum momento, porque periodicamente ele se arrastava para fora para as refeições, mas apenas em momentos ímpares. Ou momentos que eram estranhos para Rony.


 


Dormir na Sala Comunal com Hermione na noite de sexta-feira tinha produzido resultados imprevistos. Como o fato de que ele acordou bem cedo no sábado de manhã com uma dor em seu pescoço. Mas no final acabou por ser uma coisa boa por vários motivos. A principal delas é que no final do dia Hermione havia tentado massageá-lo. Mas o torcicolo também o levou a acordar muito mais cedo do que ele normalmente teria e como resultado, os dois foram capazes de deslocar-se para seus respectivos dormitórios antes que alguém os visse, vestir-se, então desceram as escadas para o Salão Principal no café da manhã, e tomá-lo de volta para a Sala Comunal antes que a maioria de seus colegas estivessem fora da cama.


 


Foi no almoço que os problemas realmente começaram, não que Hermione ou Harry parecessem se importar ou sequer notar os olhares e os murmúrios que seguiam os três quando eles atravessaram os corredores. Rony, no entanto, notou e isso o incomodava mais do que ele queria admitir. Não era que ele estava envergonhado em estar com Hermione. Ele estava realmente orgulhoso de que ela o queria, que as pessoas soubessem, mas isso não significa que ele queria ter todos falando dele pelas costas, ou mesmo na sua cara. E o fato de que eles intencionalmente tivessem mantido as suas vozes baixas e sussurrado, enquanto conversavam sobre ele tornou ainda pior, porque só podia significar uma coisa. Fosse o que fosse que eles estavam dizendo, não era bom.


 


É claro que nada poderia ter sido tão ruim quanto as coisas que Draco Malfoy disse sobre Hermione uma vez que o trio tinha acabado o seu almoço e caminhavam de volta para o Hall de Entrada, onde ele estava deitado para esperar por eles. No fim, Rony não foi o único a puxar sua varinha. Harry tinha também, mas sua motivação principal tinha sido o de assegurar que Crabbe e Goyle não iam tentar interferir. As coisas teriam ficado muito feias se Tonks não tivesse chegado a descer a escadaria de mármore naquele exato momento, visto o que estava prestes a acontecer, e entrou em cena antes de qualquer maldição ser realmente lançada.


 


A professora de Defesa Contra as Artes das Trevas estava ao lado dos grinfinórios, mas isso não impediu que Hermione desse palestras aos dois por todo o caminho até a torre da Grinfinória. Foi quando Rony decidiu alterar propositadamente os seus hábitos de jantar. Ele sabia que não seria capaz de fazer as refeições completas, mas se ele evitasse o Salão de Jantar em horários de pico, não só haveria menos pessoas por perto para sussurrar sobre ele, mas haveria também uma boa chance de ele sentir a falta de Malfoy completamente. Não que ele se sentisse intimidado por Draco ou seus amigos, nem nada. Mas ele gosta que as pessoas sejam educadas ao falar de Hermione e ele sabia muito bem o que aconteceria se ele desse a Malfoy a oportunidade de empunhar suas varinhas novamente.


 


Mas agora que o fim de semana acabou e as aulas foram retornando, não havia nenhuma maneira de ele ser capaz de evitar os sonserinos simplesmente descendo para jantar tarde. Eles tinham Trato das Criaturas Mágicas juntos na terça-feira e ainda pior, Poções duplas com eles na quarta-feira. ‘Que é quando tudo irá estourar’. Rony sabia sem sombra de dúvidas. Seria quando Draco iria provocá-lo. ‘Por que arriscar a fazê-lo na frente de Hagrid, quando poderia simplesmente esperar um dia a mais e fazê-lo bem debaixo do nariz adunco de Snape’? Malfoy não teria sequer que esconder o que estava fazendo, porque o Mestre de Poções simplesmente ficaria olhando, até que Rony finalmente perdesse a paciência.


 


-Talvez eu devesse apenas faltar à aula de Poções, Rony disse a Harry enquanto os dois se vestiam na manhã de quarta-feira. -Onde está um Nugá Sangra-Nariz quando você precisa de um?


 


-Hermione nunca compraria isso, respondeu Harry.


 


-Eu poderia deixar escapar uma Vomitilha em meus ovos no café da manhã? Rony sugeriu. -Talvez uma Fantasia Debilitante? Ela não poderia me repreender se que eu estivesse inconsciente e tudo mais.


 


-A menos que você consiga esconder um lanche em baixo da camiseta antes de deixar o salão, você ficará muito sem sorte, companheiro, Harry disse, enquanto se sentava e amarrava os sapatos. -Você conhece Malfoy, ele só diz essas coisas quando você está por perto porque ele sabe que pode se aproveitar, ele lembrou seu amigo. -Ele tentou em mim e Hermione ontem, quando descemos para almoçar sem você, mas nenhum de nós reagiu da maneira que ele queria e, eventualmente, ele parou de desperdiçar seu tempo. Basta sentar e ignorar tudo o que ele disser a você hoje. Você sabe por que ele está fazendo isso. Ele só quer colocar você em problemas.


 


‘Ignorá-lo’? Sim, é claro, pensou Rony. -É mais fácil dizer do que fazer, ele resmungou, pegando sua mochila do chão e atirando-o sobre seu ombro. –Me faça um favor, acrescentou, mexendo em suas vestes e entregando sua varinha. -Segure isso para mim, disse ele, segurando-a estendida para Harry pegar, - e não me devolva até que estejamos em AULA.


 


-E se ele tentar te amaldiçoar? Harry perguntou, ajeitando a varinha de seu melhor amigo no seu próprio bolso.


 


‘Eu ainda tenho meus punhos’, Rony pensou. -Acho que vou ter de arriscar, não vou? respondeu ele. -Você pode cuidar das minhas costas, certo? Brincou. -Porque você provavelmente não quer ser pego de pé logo atrás de mim.


                                    ***


 


-Suas orelhas devem estar queimando Potter. Estávamos falando de você, Draco começou, quando os três grinfinórios aproximaram-se da sala de aula de Poções , - ou talvez a inflamação seja um pouco menor. Claro que é de se esperar quando você está acompanhado de uma sangue-ruim imunda. E você, Rei Weasley? Não está sentindo as suas orelhas queimarem ainda?


 


-NÃO! Hermione chorou, deixando cair a mochila no chão, agarrando um braço de Rony, e arrastando-o para trás antes que ele tivesse a chance de ultrapassar Harry e alcançar aquele sorriso presunçoso na cara de Malfoy. -Assim... não, disse ela um pouco mais suave. -Não importa.


 


-Se manda Malfoy, Harry respondeu, deixando sua própria mochila cair no chão para que ela não ficasse em seu caminho, caso ele precisasse agir rápido.


 


-Estamos curiosos, porém, Draco continuou, como se não tinha ouvido falar dele. -Como exatamente isso funciona? Vocês se revezam em dias alternados ou o quê? ele perguntou a Harry. -Ou talvez você só comece a ter uma chance com ela quando Potter está cansado, disse a Rony.


 


-Cala a boca, porra ou eu vou fechá-la para você. Mesmo se eu tiver que quebrar a sua mandíbula para fazer isso, resmungou Rony, cerrando os punhos ao seu lado.


 


-Eu sempre soube que você era patético, Draco cuspiu de volta, - mas Cristo, você não tem nenhum orgulho? Você está realmente feliz em ficar com as migalhas do Potter, o segundo lugar. Isso é apenas... bem, eu acho que não deveria estar realmente surpreso. Você é um Weasley acima de tudo. Está acostumado a estar por baixo. Tudo o que você já possuiu pertenceu a outra pessoa em primeiro lugar. Roupas usadas, livros usados, e agora você pode acrescentar até uma namoradinha sangue-ruim para a lista.


 


-VOCÊ ESTÁ MORTO PORRA! Rony gritou, Hermione engasgou ao lado dele e apertou seu braço brevemente antes de mudar sua atitude e liberar seu domínio sobre ele.


 


Assim que ela tirou as mãos dele, Rony começou a se mover, mas antes mesmo que ele conseguisse dar dois passos para frente, houve um grande estrondo e um jato de luz roxa atingiu com sucesso Malfoy no peito, derrubando-o de costas e fazendo-o ir parar derrapando no final do corredor. Pansy Parkinson gritou e correu para o lado de Draco, assim que Snape abriu a porta da sala de aula de Poções e saiu para o corredor para ver qual era o motivo de tanta agitação.


 


-Weasley, detenção! Ele latiu, antes mesmo de se preocupar em olhar para Malfoy, no qual brotaram duas antenas idênticas pretas no topo de sua cabeça. -Vocês dois, acrescentou ele, apontando para Goyle e Nott Theodore, quando Malfoy tentou levantar-se e descobriu que ele era incapaz de fazer algo mais do que virar em sobre seu estômago e rastejar ao pelo chão como um besouro gigantesco. –Ajudem-no a levantar e o levem para a ala hospitalar.


 


-Sim, senhor, respondeu Nott antes de entrar em ação.


 


-Explique, Snape disse a Pansy, que havia saído do caminho para que Nott e Goyle pudessem  puxar Draco e arrastá-lo para fora do calabouço.


 


-Potter o amaldiçoou, disse ela.


 


-Sem nenhuma razão, Milla Bulstrode acrescentou.


 


-É mesmo? Snape perguntou, virando-se e cravando seus frios olhos negros sobre Harry.


 


-Sim, isso mesmo, Harry confessou, sem a menor hesitação. -Eu fui o único que amaldiçoou. E eu tinha uma boa razão.


 


-Bem, nesse caso, é justo que você se junte ao Weasley em detenção, rosnou Snape. -E vinte pontos a menos da Grinfinória. Cada.


 


-O QUE! os dois grinfinórios gritavam em uníssono.


 


-Você não pode dar-lhe detenção, Harry gritou com raiva.


 


-Eu nem sequer fiz alguma coisa, Rony argumentou.


 


-Eu posso e eu fiz, respondeu o Mestre de Poções em resposta ao comentário de Harry. -Vocês dois vão ficar depois da aula e se qualquer um de vocês sequer pensar em discutir isso mais uma vez, vão ser duas detenções, disse ele, antes de virar as costas para eles e se enfiar em sua sala de aula, a suas volumosas vestes negras esvoaçando atrás dele, enquanto ele subia.


 


-Que bom filho viscoso de um bi ...


 


-RON! Hermione gritou em alerta. -Se ele te ouvir falar dele assim, vai te dar outra detenção, ou pior, ele vai expulsá-lo da classe.


 


-Foda-se ele, o ruivo rosnou. -Pelo menos eu terei a satisfação de merecer a detenção, acrescentou ele, enquanto observava Harry puxar sua mochila do chão.


 


-Desculpe, disse Harry, depois de respirar profundamente e obrigar-se a ficar calmo.


 


-Por quê? Rony perguntou. -Não é culpa sua se Snape é um bastardo de duas caras. Além disso, eu teria feito a mesma coisa se eu tivesse minha varinha. Falando nisso, qual foi o feitiço que você usou? ele sussurrou, enquanto os três seguiam os sonserinos para dentro da sala.


 


-Insect Jinx, respondeu Harry. -Eu quase usei-o em Duda no ano passado. É interessante ver o que ele faz. Eu não queria colocar você em problemas, porém, ele admitiu. -Na verdade eu estava tentando mantê-lo fora deles. Você já tem um mês de detenções por chutar a bunda do Malfoy no trem. Achei que era melhor eu do que você neste momento. Pelo menos eu não seria expulso.


 


-Silêncio! Snape exigiu quando os estudantes tomaram seus assentos. –Vocês tem uma hora para copiar as instruções do quadro e preparar esta poção que possui um bom nível de perplexidade. Sem qualquer ajuda, acrescentou ele, lançando um olhar para Hermione, como se estivesse falando diretamente com ela. -Quando a hora terminar vamos testar suas poções uns nos outros. Quer tenham terminado, quer não, ele acrescentou, olhando para Rony e Harry, - e então veremos o quanto bem sucedidos vocês foram. Podem começar.


 


                               ***


 


Era mais de meia-noite quando Harry arrastou-se até o corredor que leva à Torre da Grinfinória e entrou no Salão Comunal. Tinha sido uma noite de sábado medonha, graças à detenção revoltante de Snape, e tudo em que Harry poderia pensar quando se arrastou para fora das masmorras e fez o seu caminho de volta para a torre, era o quanto um bom banho quente e demorado poderia fazê-lo se sentir melhor. Infelizmente, ele estava tão concentrado nesse pensamento, que não percebeu as duas meninas em pé no canto da sala quando ele entrou, ou o fato de que elas estavam discutindo sobre algo em sussurros inaudíveis. Elas, no entanto, não deixaram de notá-lo.


 


-Onde ele está? Gina gritou, virando as costas para Hermione e correndo em sua direção antes que ele pudesse desaparecer pelo caminho que levava aos dormitórios. -Onde está o Rony? Por que ele não está com você? perguntou ela. Os dois tinham ido para a detenção juntos, então se alguém sabia onde seu irmão estava se escondendo, seria Harry.


 


-Ele preferiu usar o banheiro dos Monitores, Harry respondeu, olhando por cima do ombro para a escada que o levaria até o tão sonhado chuveiro. -Olha, já é tarde e Snape nos fez esfregar caldeirões até agora, sem o uso de magia eu poderia acrescentar. Estou coberto de gosma e para ser honesto, eu não quero nem saber o que é. Eu só quero tomar banho e ir para cama, disse ele, movendo-se para a escada.


 


-Bem, isso é tão ruim, gritou Gina, a raiva em sua voz pegando Harry completamente de surpresa.


 


-O quê? perguntou ele, e quando virou-se descobriu que o rosto da menina brilhava de ódio. -Qual é o problema com você?


 


-Qual é o problema com você? ela atirou de volta. -Como você pôde?


 


-Como eu pude o quê? Harry perguntou, tentando controlar a centelha de irritação que sentia em curso através de seu corpo. Ele já estava de mau humor graças a Snape, e ele realmente não queria descontar em Gina. Mas se ela estava vindo provocá-lo agora, por qualquer razão, ele não ia ficar ali e aceitar calado.


 


-Eu pensei que Hermione era sua amiga.


 


-Ela é, ele respondeu, estreitando os olhos verdes para a ruiva irritada, antes de deslocar o olhar à sua amiga que estava silenciosa.


 


-Oh, pelo amor de Deus, Hermione disse a Gina em vez de responder à pergunta de Harry. -Quantas vezes eu tenho que dizer-lhe que não é assim. Você precisa se acalmar e deixar o Harry ir dormir. Ele não fez nada.


 


-Sim, isso mesmo, Gina atacou. -E esse é o problema. ELE. NÃO. FEZ. NADA. Ele simplesmente sentou-se e deixou acontecer. Ele estava lá e assistiu enquanto você ... enquanto ele ... por que você não tentou pará-los? Ela gritou para Harry.


 


-Parar o quê, quando, porquê?


 


-Que diabos está acontecendo aqui? Rony perguntou, quando entrou na sala e fechou o retrato atrás dele. –Eu pude escutar vocês gritando lá do corredor, ele disse à sua irmã.


 


-Eu pensei que você fosse usar o banheiro dos Monitores, Harry disse.


 


-Eu ia, Rony respondeu, olhando para as suas roupas sujas , mas então eu percebi que teria que colocar as mesmas roupas depois do banho, de modo que. ..


 


-Você... você bastardo egoísta, Gina sussurrou, segundos antes de se lançar em seu irmão assustado. -Como você pôde? ela gritou, agarrando a gola da camisa de botão suja de Rony e rasgando-a.


 


-Que diabos está acontecendo com você? Rony gritou, estendeu a mão e agarrou os pulsos de sua irmã para impedi-la de causar maiores danos.


 


-Como você pôde sequer pensar em fazer algo tão... tão desprezível, ela perguntou, olhando para a corrente pendurada em seu pescoço. -Você vai tirar essa coisa miserável dela, agora mesmo! ela exigiu, inclinando a cabeça na direção de Hermione. –Você vai tirá-la da sua posse agora mesmo ou eu juro por deus, você não vai viver tempo suficiente para concluí-lo.


 


-Concluí-lo? Harry perguntou, em seu rosto rugas com a confusão. Gina tinha obviamente descoberto que eles tinham realizado o Lànain, o que explicou sua explosão de raiva. O que mais poderia ser? -Oh, ele murmurou, quando de repente ele percebeu de que ela estava falando. Eles não iriam realmente estar casados até que consumassem a união que ela queria que Rony libertasse Hermione antes que eles fossem tão longe.


 


-Um pouco de ajuda seria bom, Rony disse para Hermione, lutando para se libertar de sua irmã.


 


-Eu já tentei, mas não deu certo, respondeu ela.


 


-O que quer dizer com ‘não funcionou’? Rony perguntou.


 


-Do que vocês dois estão falando? Harry perguntou, confuso. -Tentou o quê?


 


-Bem, ela é sua irmã, Hermione disse a Rony. -Ela não é uma ameaça.


 


-Ela só ameaçou matar-me.


 


-Mas, ela não quis dizer isso. Isso é provavelmente porque ele não funcionou.


 


-Por que não funcionou? Harry perguntou novamente.


 


-Oh, eu quis dizer isso, Gina rosnou: - Mas eu não vou fazer isso sozinho. É só você esperar. Vou contar à mamãe e com um pouco de Pó de Flu, ela vem aqui e pega você.


 


-Não é o que você está pensando, Rony disse ao soltar seus pulsos e expondo as palmas das mãos na frente de si mesmo, achando que isso poderia acalmá-la. -Acalme-se e deixe-me explicar.


 


-Calma! ela gritou. -Como eu deveria me acalmar? Eu só descobri que meu irmão é um ...


 


-Tudo bem! Hermione gritou: -Isso é o suficiente. Esta não é nem a hora e nem o lugar para ter essa discussão, acrescentou ela em um tom de voz muito mais suave, olhando incisivamente para Gina. -Eu disse a você na confiança, porque eu pensei que nós poderíamos confiar em você e aqui está, você está gritando sobre o assunto no meio da Sala Comunal.


 


-Você contou tudo à ela? Rony perguntou, incrédulo.


 


-Não aconteceu da maneira tradicional e você sabe disso. Hermione continuou com seu discurso como se não tivesse sequer o escutado falar. -Passei as últimas três horas explicando tudo para você, então simplesmente pare com o teatro. Ele não fez nada de errado. Isto é o que nós dois queremos, disse ela, propositadamente baixando a voz, - e nós não estamos aceitando palpites. Não de você, não da sua mãe, ou de qualquer outra pessoa. É a nossa decisão de fazer, não sua.


 


-Mas você não entende que aquelas coisas são usadas para... Gina argumentou.


 


-Eu entendo perfeitamente, Hermione voltou. -Você é a única que está confusa. Talvez você esteja certa. Talvez eu não perceba plenamente quão vil isso é, porque eu sou nascida trouxa, ela sussurrou. -Mas eu acho que pode realmente ser uma coisa boa neste caso, porque eu não tinha qualquer noção pré-concebida para superar. Eu sei sobre as origens sinistras e que eles são tradicionalmente usados, disse ela em voz baixa. -Mas eu fui capaz de olhar além e perceber que não importa pra que finalidade outras pessoas usaram. Tudo o que importa é o que estamos usando-o para nos proteger e isso não tem nada a ver com dominação, propriedade ou controle. É sobre amor e segurança. É do seu irmão que estamos falando, Gina. Você honestamente acha que ele é capaz de abusar da minha confiança de alguma maneira?


 


-Bem, não, mas ...


 


-Ele me prometeu que iria tirá-lo na hora que eu lhe pedisse, Hermione disse. -Que ele irá me soltar, se for o que eu realmente quiser. Mas isso é o que eu quero, disse ela, puxando o próprio talismã debaixo de sua camisa pela gola, por isso Gina pode vê-lo. -É o que eu quero e ele vai ficar, ela insistiu. -E mesmo se você forçá-lo a pegar o meu , ele ainda não mudaria nada até o Halloween. Nós ainda vamos ser... ‘casados’, ela sussurrou a última palavra em voz tão baixa que Harry não saberia o que ela disse se ele não tivesse sido capaz de ler os seus lábios, - porque ele está usando um também. A única diferença é que ele está mais protegido do que eu.


 


-Dia das Bruxas? Harry perguntou, olhando para seus amigos um por um esperando uma resposta. -O que o Halloween tem a ver com tudo isso?


 


-É quando eles planejam terminá-lo, disse Gina. -Enquanto estamos todos na festa.


 


-Ron não contou a você sobre isso ainda? Hermione perguntou a Harry, que estava olhando para ela com os olhos arregalados.


 


-Não.


 


-Eu pensei que você ia dizer-lhe esta noite, enquanto vocês dois estavam na detenção, disse a Rony.


 


-Sim, bem, obviamente eu não consegui isso, replicou. -Não era exatamente uma conversa que eu queria ter com Snape irrompendo na a sala a cada cinco minutos para zombar ou lançar insultos contra nós.


 


-Mas você disse a Gina? Harry perguntou a Hermione, que assentiu. -Só que ela surtou e você passou as últimas três horas tentando explicar tudo e acalmá-la.


 


-Mais ou menos, respondeu Hermione. Embora a verdade seja que ela passou a maior parte desse tempo explicando sobre a Poção da união, explicando exatamente por que a estavam preparando, e respondendo as perguntas da amiga.


 


Gina tinha ficado assustada cerca de meia hora ou assim pareceu a Harry, mas foi só aí que ela percebeu que eles não iriam cortar o vínculo e a poção seria, de fato, permanente enquanto eles continuassem a ser íntimos em uma base regular. Ela se apavorou quando percebeu que aquela ligação poderia ser vista como o equivalente ao casamento, que Hermione realmente sabia disso, e que ia fazê-lo de qualquer maneira.


 


Então, Gina, sendo a boa amiga que era, tinha tentado dissuadir Hermione. Não porque ela não entendesse o quão benéfica a poção seria, ou porque ela não achasse que era uma boa ideia para Hermione ter intimidade com seu irmão, ou porque ela não gostasse da ideia de eles serem casados e Hermione torna-se da família. A verdade era que ela tinha esperança de que isso fosse acontecer em algum momento no futuro, mas não agora. Eles tinham apenas dezesseis anos e tinham dois anos de escola pela frente. Se casar agora, em segredo, seria insano. Hermione tinha até concordado com ela sobre este ponto, mas ela ainda não tinha a menor intenção de alterar qualquer parte de seus planos.


 


Gina havia argumentado que eles ainda poderiam esperar mais algum tempo. Ela pensou que usar a poção para proteger suas almas foi uma ideia absolutamente brilhante. Não havia nenhuma razão para que não terminassem de preparar a poção e adicionar os ingredientes extras como planejado na noite de Halloween. Tudo o que ela estava sugerindo era que eles não bebessem imediatamente. Só quando for necessário, ela argumentou, não havia razão para eles não pudessem preservá-la e armazená-la em algum lugar até que fosse necessário. Isso não faria nenhuma diferença. Eles ainda seriam capazes de estar juntos sempre que quisessem e ainda poderiam tomar a poção, caso precisassem. A única diferença seria que eles não iriam se casar, não agora, de qualquer maneira.


 


Havia lógica no argumento de Gina, mas Hermione sabia que não era assim tão simples. Eles já estavam ligados um ao outro pelo Lànain, e assim que consumado seu relacionamento, quer seja quando concluírem a Poção da União ou não, eles iriam se casar. Pelo menos tanto quanto qualquer pessoa no Mundo Mágico. Por isso, não importa se eles iriam beber a poção ou não. Infelizmente, Hermione cometeu o erro de revelar isso a Gina, pensando que ela seria capaz de explicar tudo a ela e que tudo ia ficar bem no momento em que os meninos voltassem de sua detenção. Mas não foi exatamente assim que aconteceu. Uma vez que Gina percebeu que seu irmão favorito tinha colocado um talismã Lànain ao redor do pescoço de Hermione, o plano falhou e ela parou de ouvir a razão, começando a delirar sobre o que ela ia fazer com ele se ele não o tirasse dela.


 


-Então, deixe-me ver se entendi, Harry disse, olhando de Hermione, que estava enrubescendo para Rony. -Vocês dois não vão para a festa de Halloween? ele pediu ao seu melhor amigo, que balançou a cabeça, -porque você vai ficar aqui e fazer s. .. Ok, espere, disse ele, segurando uma mão na frente de si mesmo. -Esqueça que eu perguntei. Eu não acho que queira realmente saber mais. Vou tomar um banho agora e depois vou para a cama. Te vejo de manhã. Boa noite, ele disse rapidamente, fugindo pelas escadas e desaparecendo de vista.


 


-Bem, isso foi uma ideia excelente, Rony gemeu sarcasticamente, cobrindo os olhos com as mãos e esfregando-os brevemente: - Vamos dizer-lhes sobre os nossos planos de Halloween para que eles não fiquem preocupados e venham nos procurar. E agora Harry está incomodado de novo e Gina pensa que eu sou algum tipo de bruto masoquista e dominador.


 


-Todo mundo sabe que eu sou a dominadora, retorquiu Hermione.


 


-Isso não é engraçado, Hermione.


 


-Eu sei, ela assegurou-lhe, parando à frente e segurando sua mão, apesar de suas unhas estarem empastadas de gosma preta. -Mas vai dar tudo certo. Você vai conversar com Harry, disse ela, de pé sobre os dedos dos pés e dando-lhe um beijo casto. -E eu vou cuidar de sua irmã.


 


-Estou bem aqui você sabia? Gina disse, soando irritada e insultada, ao mesmo tempo. –Cuidar de mim, ela murmurou baixinho, cruzando os braços na frente do peito e olhando para o casal em pé na frente dela. -Como se eu fosse o único problema.


 


-Na verdade você é, declarou Rony.


 


-Você não está ajudando, Hermione suspirou.


 


-Bem, ela é. É a nossa vida, não a dela. O que fazemos ou não fazemos não é da sua conta. Apenas não se meta, Gina.


 


-Um pouco diferente quando usamos os sapatos dos outros né? sua irmã retrucou. -É perfeitamente aceitável para você meter seu nariz grande nas minhas coisas o tempo todo e me dizer o que fazer, o que eu posso e o que eu não posso, mas quando estou preocupada com você é ...


 


-Eu nunca disse o que você podia ou não fazer.


 


-Oh, por favor. Você sempre estava resmungando sobre o Miguel.


 


-Eu estava apenas afirmando um fato, respondeu o irmão. -Você sabe que é a verdade. É por isso que o abandonou. E boa viagem. Ele não era bom o suficiente para você.


 


- Não é essa a questão, Gina insistiu. -Você está sempre me dizendo o que fazer.


 


-Eu sou seu irmão, esse é o meu trabalho. Eu tenho que olhar por você.


 


-E eu estou olhando por você.


 


-Ameaçando colocar a mamãe em cima de mim?


 


-Se isso for preciso. Você não pode fazer isso, Rony. É apenas ... não é certo. Você sabe disso.


 


-Por quê? Hermione perguntou em voz baixa. -Por que não é certo? Devido à forma como elas foram usadas no passado? Ele não me forçou a fazer isso. Ele não me enganou ou tentou enganar-me. Não se trata de controle ou propriedade. E não é só comigo , ela sussurrou. -Ron deixou-me colocar um nele também, então nós somos iguais e assim podemos proteger um ao outro. Eu tenho o mesmo controle sobre ele que ele tem sobre mim, afirmou. –Sou tão culpada quanto ele. Mais ainda, na verdade, porque eu já usei uma vez. Então, por que você não está exigindo que eu o libere?


 


-Você já usou isso? Gina perguntou, com a boca aberta em estado de choque.


 


-Como você acha que Lilá acabou do outro lado da Sala Comunal? Rony sussurrou.


 


-Foi um acidente, acrescentou Hermione, rapidamente. -Quando entrei e vi o que estava acontecendo, eu fiquei com ciúmes. E nessa fração de segundo que eu a via como uma ameaça, antes que eu sequer soubesse o que estava acontecendo, eu a repeli. E isso não é o pior de tudo, ela admitiu. -Eu tentei usá-lo novamente hoje à noite, em você.


 


-Você tentou..., Gina gaguejou, seus olhos se alargando com o choque. -Em mim?


 


-Não do jeito que fiz com a Lilá, Hermione tentou explicar. -Eu só ... era a oportunidade perfeita para testá-lo. Você tinha acabado de pular em cima de Ron e ele estava segurando seus pulsos para que você não fosse capaz de atingi-lo e eu pensei que talvez pudesse fazer você recuar um pouco. Eu não estava tentando fazer você voar pela sala, ela assegurou sua amiga. -Nada assim violento. Eu só queria que você se afastasse dele. Se tivesse funcionado, uma luz teria te empurrado, mas não funcionou. Não sei se é porque você é família, ou porque eu realmente não a considero uma ameaça, mas não parece funcionar em você. Mas o que eu quero dizer é que eu propositalmente tentei usá-lo neste momento. Rony nunca fez isso. Então, se alguém está errada aqui, sou eu.


 


-Eu lhe pedi para fazer isso, insistiu Rony.


 


-Mas eu já tentei por esse ponto.


 


-Porque você queria ver se você poderia me proteger.


 


-Essa é a razão por que eu quis colocá-los, disse Hermione com uma voz suave. -Não se trata de propriedade, Gina. É sobre ser capaz de proteger um ao outro. Se Bellatriz Lestrange sequer tocar em Rony, ela vai acabar em condições muito piores do que Lilá, porque pra fazer aquilo eu só pensei, 'Tire as suas mãos de cima dele ', imagine o que vai acontecer quando eu pensar ‘Saia de perto dele sua Puta desalmada’.


 


-Eu não acho que você possa realmente matar qualquer um com o Lànain, amor, Rony sussurrou. -Mesmo que seja isso que você deseje. A menos que você a repila em cima de cima de uma árvore ou algo assim. Mas eu não acho que você possa realmente controlar em que direção ela vai, de modo que seria mais um acidente. Mas o ponto é, ele disse à sua irmã, - podemos repeli-los. Ou eu posso de qualquer forma, vendo como os Comensais da Morte na sua maioria são do sexo masculino. Se tivéssemos feito isso antes, nunca Krum teria sido capaz de conter Hermione naquele dia no Beco Diagonal. Não, por que eu poderia tê-lo forçado a deixá-la ir e ela teria escapado. Eu não pude salvá-la antes, mas eu posso salvá-la agora. Aqueles bastardos doentes nunca terão outra oportunidade de tocá-la. Enquanto eu estiver vivo, vou protegê-la. O primeiro a experimentar não terá uma boa experiência.


 


-E não é só para nós, Hermione sussurrou. -Tudo isso vai tornar mais fácil para que nós possamos proteger Harry também.


 


-Você está falando da poção e da contra maldição que você desenvolveu? Gina disse.


 


-Não, esses também, Hermione respondeu, escondendo seu talismã sob a blusa mais uma vez.


 


-Eles vão ter que passar por nós para chegar a Harry, afirmou seu irmão. -Só que não será tão fácil como eles pensam, mesmo se estivermos desarmados, porque eles não serão capazes de nos tocar. Mas, eles não sabem disso, não é? Acho que eu vou ser capaz de desacordar uma dúzia deles antes que eles percebam como eu estou fazendo isso.


 


-E o que acontece depois disso? Gina perguntou.


 


-Eu não sei, respondeu o irmão. -Esperamos que isso dê a Harry tempo suficiente para fazer algo, e se não conseguir, ele pode conseguir um casal de varinhas para nós usarmos. Pelo menos é algo que é certo que ele vai poder fazer.


 


-Como é a contra maldição, Hermione?


 


-Você não pode dizer nada a Harry sobre isso ainda, Gina, Hermione sussurrou. -Ou da poção. Não até que ele...


-Sim, sim, eu sei, respondeu ela. -Não até que ele domine a Oclumência o suficiente para bloquear os seus pensamentos de Voldemort. E como exatamente vocês dois planejam esconder o fato de que estão conectados se ele ler outras mentes? Ele é obrigado a reparar em algo, mais cedo ou mais tarde.


 


-Bem, para começar, não vamos ler as mentes uns dos outros, Hermione disse suavemente. -Não vamos transmitir pensamentos, apenas emoções fortes.


 


-Como o medo, acrescentou Rony. -Então, se algo acontecer com um de nós, o outro vai saber.


 


-É claro que provavelmente irá demorar um pouco para nos acostumarmos, mas depois de alguns dias eu tenho certeza que vamos ter tudo resolvido, afirmou Hermione. -Quero dizer, não é como se eu fosse sentir tudo o que ele sente. Só as fortes sensações. E é melhor se formos os únicos a testá-lo. Dessa forma, você e Harry vão saber o que esperar se você precisar...


 


-O QUE! Rony gritou, arregalando os olhos para Hermione com um olhar de horror máximo rebocado em seu rosto sardento. -Você está louca? Ele perguntou a sua irmã. -Absolutamente não.


 


-É a minha vida, não a sua, respondeu Gina, parafraseando a afirmação que seu irmão tinha feito a ela mais cedo e propositadamente citando-a de volta para ele. -O que eu faço não é da sua conta, por isso só não se meta.


 


-O inferno que não.


 


-Se eu quiser ligar-me a Harry, eu vou, e você não vai me impedir.


 


-Quer apostar?


 


-Parem com isso, vocês dois, exclamou Hermione. -Estamos falando apenas da poção básica, acrescentou, dando um olhar para Rony saber que provavelmente não seria uma ideia muito boa discutir com ela no momento. -Não vai ser como o que estamos fazendo. E eles vão usá-lo apenas em situação de emergência assim suas almas estarão protegidas da mesma forma que as nossas estarão.


 


-Oh, ok, então. Eu acho que tudo bem, ele concordou, vendo que não poderia realmente discutir o fato de que suas almas não precisariam ser protegidas se Voldemort e seus comparsas decidirem invadir o castelo ou algo assim. -Contanto que me deixe acompanhar, acrescentou como medida de segurança. -Então você vai preparar um segundo lote? ele perguntou para Hermione, incerto.


 


-Não, eu não vou precisar fazer isso, ela sussurrou a resposta. -Já foi resolvido. A poção está pronta. Terminei mais cedo esta noite, enquanto eu estava explicando como ela funciona para Gina. Então eu separei um pouco e entreguei a ela, para que ela tenha quando precisar. Mas ela não vai usá-la a menos que seja uma emergência , afirmou, olhando incisivamente para Gina quando falou isso - porque qualquer um que se conecte a Harry, vai estar mais do que provavelmente se conectando a Voldemort também, e isso não é algo que se queira fazer de brincadeira...


 


-Sim Mãe, Gina respondeu. -Eu ouvi quando você me disse isso pela primeira vez, e pela segunda vez, e até mesmo pela terceira vez que você me disse isso. Eu entendo. Deixe a experimentação com você. Mas o que dizer de Fred e Jorge?


 


-O que têm eles? Rony perguntou, olhando para trás e para frente entre as meninas.


 


-Bem, nós estávamos falando sobre isso e... Hermione começou a explicar.


 


-Eles já estão tão em sintonia um com o outro, Gina interrompeu, - que este tipo de conexão, provavelmente, não seria exatamente uma mudança para eles. Quero dizer que eles podem ler maldições perto um do outro, mentes, pois é. O que são umas poucas emoções compartilhadas? Então eu pensei que poderia ser uma boa ideia deixá-los testar também. Sabe, para que você possa comparar o que uma experiência com a versão básica da poção com a versão alterada de vocês. A visita à Hogsmeade é no primeiro fim de semana de novembro. Eu poderia escrever para eles e pedir para que nos encontrem lá. Teríamos que trabalhar nisso entre nossas patrulhas, claro, mas...


 


-Ron e eu não vamos para Hogsmeade, Hermione cortou. -Eu já discuti isso com McGonagall e ela concordou que seria mais seguro para todos se nós três, Ron, Harry e eu, não formos para a aldeia até que... bem, o fato é que não vamos. A única razão que existam patrulhas todos às vezes é porque Dumbledore está preocupado que Voldemort poderia tentar um ataque surpresa lá para pegar Harry, e as chances disso acontecer serão muito menores se não estivermos lá, então McGonagall já tirou nossos nomes da patrulha.


 


-O QUE! Rony gritou com raiva. -Quando inferno que isso aconteceu? E quando você pretendia contar isso pra mim e para o Harry? É a cara dela deixar você fazer seu trabalho sujo por ela.


 


-Na verdade, foi minha ideia, admitiu Hermione. –Não foi dela.


 


-Você ficou louca?


 


-Você está me dizendo que está disposto a arriscar sua vida e a vida de cada aluno desta escola, por um saco de doces e alguns lixos da Zonko’s é?


 


-Sim, talvez eu esteja, retrucou Rony, enquanto cruzava os braços na frente do peito e olhava para Hermione. -Você não tinha o direito de ir e tomar uma decisão dessas pelas nossas costas sem ao menos discutir com a gente em primeiro lugar.


 


-E o que você diria da minha vida? ela respondeu. -Você está disposto a arriscar isso? Vale a pena arriscar minha vida por um novo livro ou duas cervejas amanteigadas?


 


-Nada vai acontecer. O lugar vai estar cheio de professores e Monitores fazendo patrulhas. E não se esqueça de Tonks. Ela é uma Auror, pelo amor de Merlin. Olha, eu entendo que você está preocupada por causa do que aconteceu no Beco Diagonal, mas não é a mesma coisa. Ninguém estava assistindo naquele diz. Isso não vai acontecer novamente.


 


-Você não sabe como é, tenho certeza. Só era preciso um segundo. Você poderia ter ido embora assim mesmo, ela disse, estalando os dedos, e eu não estou disposta a correr esse risco. Você não entende o que aconteceria comigo, caso eu perdesse você? ela gemeu, cobrindo ambos os olhos enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto. -Eu não poderia suportar. Por favor, não me pergunte, ela murmurou contra seu peito, quando ele se adiantou e passou os braços em torno dela. -Não é por algo sem sentido.


 


-Tudo bem, amor, Rony suspirou, observando sua irmã escorregar para o andar de cima para que eles pudessem ter alguma privacidade, ele beijou o topo da cabeça de Hermione e abraçou seu corpo contra o dele.


 


Ele odiava vê-la tão chateada, mas compreendeu seu medo e sua dor. Ele também sabia que seria muito pior se algo acontecesse de fato. Rony realmente não queria imaginar como seria, porque ele já tinha experimentado antes, e era algo que ele não queria sentir novamente. Ele definitivamente não queria que Hermione experimentasse também. Especialmente por causa de algo tão trivial como uma ida ao Três Vassouras. -Eu não vou entrar em Hogsmeade nesta visita, assegurou a ela. -Mas eu não posso falar pelo Harry. Você terá dificuldades para falar com ele sobre isso, eu estou com medo.


 


-Você vai me apoiar quando eu contar, certo?


 


-Eu vou ficar atrás de você, se é isso que você quer dizer, respondeu ele. -Mas você mesma vai ter que explicar o raciocínio para ele. ‘E provavelmente você vai precisar de mais do que algumas lágrimas para fazê-lo entender sua forma de pensar’, ele continuou em sua cabeça.


 


-Você está com raiva de mim?


 


-Não, respondeu Rony, apertando seu abraço.


 


-Você tem certeza?


 


-Claro. Eu só queria que você tivesse falado comigo sobre isso primeiro.


 


-Sinto muito, murmurou Hermione. -Eu sinto muito por Gina também. Eu só pretendia contar a ela sobre a poção, como discutimos, mas o resto simplesmente escapou.


 


-Sim, bem, isso é um dom da Gina. Ela tem um verdadeiro talento para levar as pessoas a revelar coisas que eles nunca quiseram divulgar. Sem nenhum dano. A não ser que ela realmente envie corujas para a mamãe. Mas ela parecia estar entendendo, você não acha? Quero dizer, você não acha que ela só estava tentando nos enganar não é?


 


-Eu posso ir lá em cima e ver com ela se quiser, sugeriu Hermione. –Me certificar de que ela não está escrevendo para sua mãe agora.


 


-Ela pode esperar até de manhã, disse Rony, beijando-lhe na testa, antes de colocar a mão sob o queixo, inclinando o rosto para cima, e encostando os lábios sobre os dela.


 


-Ron? Hermione perguntou, quando ele a puxou de volta.


 


-Hum?


 


-Você não vai deixá-la forçar você a tirá-lo, não é? perguntou ela. -Sua mãe eu quero dizer. Quando ela finalmente descobrir. Porque mais cedo ou mais tarde, ela será obrigada a descobrir.


 


-Eu sei, ele suspirou, - mas aí já não importa. O Halloween é daqui a alguns dias, e depois disso nós vamos realmente ser casados e não há muito que possamos fazer sobre isso. Cancelar um compromisso é uma coisa, mas minha mãe nunca iria sugerir um divórcio. Eu não estou dizendo que ela não vai tentar nos tirar os talismãs à força, mas ela vai tentar planejar um casamento tradicional em primeiro lugar. Você percebe isso, certo? perguntou ele. -Não que nós tenhamos que fazê-lo, é claro, ele gaguejou rapidamente. -Eu quero dizer não, se você não quiser.


 


-Eu acho que quero, na verdade, Hermione respondeu. -Talvez quando terminarmos com a escola.


 


-Sério? Rony perguntou, surpreso. -Você não quer esperar? Você sabe, por seus pais e tudo? Quero dizer, eu sei que os trouxas fazem as coisas um pouco diferentes e eu suponho que você gostaria de fazer as coisas de modo tradicional, ou até esperar um tempo para que tenhamos empregos e tudo mais. Eu não acho que é uma boa ideia eu pedir a sua mão ao seu pai até que eu tenha um bom trabalho, porque eu vou ter de provar que eu posso cuidar de você e tudo.


 


-Você está cuidando de mim agora.


 


-Você sabe o que quero dizer, respondeu Rony desconfortavelmente. –Quero poder fornecer o que precisamos. Como um lugar para vivermos e para comer.


 


-Você não tem que fornecer essas coisas sozinho, afirmou Hermione. -Eu sou perfeitamente capaz de ajudá-lo. Além disso, você tem três anos de formação de Auror pela frente, uma vez que você tenha feito a pós-graduação e arrumado um bom trabalho remunerado, já estaremos secretamente casados há cinco anos.


 


-Presumindo que eu passe nos exames.


 


-Você vai passar, se é que você realmente quer.


 


-O que eu realmente quero é estar com você, disse Rony, levando Hermione para um dos sofás junto à lareira e sentando-se no centro dele. -Então talvez eu não devesse nem me candidatar ao programa de Aurores, acrescentou. -Eu estive pensando sobre isso, e se eu conseguir um emprego no Ministério logo após a escola posso começar a poupar imediatamente. E se eu ficar em casa, como Percy fez, só vai me levar seis, talvez oito meses, antes que eu tenha o suficiente reservado para que nós tenhamos nossa própria casa e então eu posso falar com seu pai, sem parecer absolutamente patético.


 


-Foi isso o que seu pai fez? Hermione perguntou, se sentando ao lado dele. -Ele pegou o primeiro trabalho que lhe foi oferecido apenas para que ele e sua mãe pudessem se casar?


 


-Eu não sei se foi o primeiro emprego oferecido, Rony respondeu. -Papai sempre foi fascinado por trouxas, então eu não me surpreenderia isso não fosse exatamente o que ele queria. Merlin sabe que ele já recusou muitas promoções.


 


-E sua mãe? perguntou ela.


 


-O que tem ela?


 


-Com certeza ela deve ter tido algum tipo de aspiração de carreira antes de se apaixonar e decidir iniciar uma família. O que ela queria ser? Hermione perguntou genuinamente interessada na resposta.


 


Era do conhecimento de Hermione que a Sra. Weasley era geralmente quem ajudava as crianças a se sobressair na escola e com isso conseguir respeitáveis empregos no Ministério, enquanto seu pai não parecia se importar com o que eles faziam, contanto que estivessem felizes. E até agora, Percy foi o único que acabou por ver as coisas da mesma forma que sua mãe via para o grande desgosto da Sra. Weasley.


 


-Eu não sei, respondeu Rony. -A família sempre foi realmente importante para minha mãe. Ela perdeu a maior parte dela na primeira guerra, explicou. -Eu sempre assumiu que queria ser uma boa mãe.


 


-Tenho certeza que ela é, disse Hermione. -Mas ela deve ter desejado ser outra coisa também, em algum momento. Talvez por isso ela empurre todos vocês por esse caminho, sugeriu. -Os pais geralmente querem que seus filhos tenham uma vida melhor do que eles. Talvez ela queira que você tenha o que ela não pode ter.


 


-O que ela desistiu, você quer dizer? Rony respondeu. Ele nunca tinha pensado nisso, mas fazia sentido de alguma maneira.


 


-Não tem que ser um ou outro, sabia? Hermione lhe informou. -Não há nenhuma razão que justifique você desistir de se tornar um Auror. Não é assim que você vai parecer responsável ou respeitável para meus pais. Eu não quero que você desista de seus sonhos, especialmente quando não há razão para isso.


 


-Há uma razão.


 


-Não, não há. O Halloween é em cinco dias. Nós já seremos casados na hora em que mencionar qualquer coisa dessas aos meus pais.


 


-Mas eles não vão saber disso.


 


-Você vai, então por que você deveria desistir de algo que deseja a fim de obter algo que você já tem? Isso não faz nenhum sentido.


 


-Faz sentido para mim.


 


-Bem, isso só prova que você é um idiota.


 


-Oh, isso é bom.


 


-Eu entendo o que você está sugerindo, e é muito doce, Hermione assegurou-lhe, mas não será necessário. Nós já seremos casados, então eles não vão poder impedir. Além disso, vai ser a nossa idade, e não a nossa situação financeira que vai contar. Mas o fato é que eu não vou deixar você se contentar com nada menos do que o que você realmente quer.


 


-Então é assim que vai ser o resto da minha vida, hein? Rony deu uma risadinha.


 


-Muito bonito, respondeu Hermione feliz.


 


-E você vai me dizer o que é que eu realmente quero, bem?


 


-Não, eu pensei que eu ia deixar você decidir, respondeu ela. -Desde que você não tente fazer algo estúpido, como se contentar com a primeira oportunidade que cair no seu colo. E eu vou saber se isso for o que você está fazendo, porque vamos estar ligados, o que significa que eu vou ser capaz de senti-lo.


 


-Oh bem, Rony suspirou, passando seu braço em volta dos ombros de Hermione e puxando-a para mais perto dele. -Não é como se eu pudesse esconder alguma coisa de você, de qualquer maneira.


 


-Se você acha que vai ganhar um amasso coberto de sujeira, você está redondamente enganado, Hermione respondeu com um sorriso.


 


-Ah, que sem graça, Rony resmungou. -Pensando bem, acrescentou ele, com o rosto brilhando de forma significativa. -Tenho certeza de que Harry já terminou o seu banho e está na cama agora. Se você subir comigo, eu posso deixar você lavar as minhas costas.


 


-Você é incorrigível.


 


-Você sabe que você quer, brincou Rony, seu sorriso tornando-se ainda maior, quando ele viu Hermione morder o lábio inferior considerando a ideia. -Veja, você quer, ele proclamou triunfante. -Você está com tanta vontade quanto eu, só que você disfarça melhor.


 


-Talvez, Hermione admitiu, -mas a diferença é, eu sei como lutar contra a tentação.


 


-Ah, vamos lá, Rony suplicou. -Eu vou fazer valer a pena.


 


-Tenho certeza que você iria, ela suspirou, lembrando a última vez que os dois tinham tomado banho juntos, - mas eu não acho que seja uma boa ideia arriscar. Não com o Halloween tão perto.


 


-Risco? Qual o risco? Rony perguntou timidamente. -Ninguém vai nos pegar, assegurou a ela, -É uma hora da manhã. Eles estão todos na cama.


 


-Não é disso que eu estou falando e você sabe disso, retrucou Hermione.


 


-Mas você disse que a poção estava pronta, Rony gemeu em sua cabeça. -Assim, mesmo que a gente se empolgue, não importa realmente.


 


‘Só que isso importa para ela, porque ela quer esperar até o Dia das Bruxas’, ele lembrou a si mesmo. ‘Não é algo que ela quer apressar e nem você. Na verdade não’.


 


-Está bem, Rony cedeu, deixando o sua frustração descontada na parte de trás do sofá. –Mas nem pense em ir para a cama sem ao menos me dar um beijo de boa noite em primeiro lugar, certo?


 


-Estenda suas mãos, disse Hermione, puxando sua varinha do bolso da calça jeans que usava, em seguida, apontando para as palmas das mãos estendidas de Rony, e lançando um feitiço de Expurgo sobre eles. -E tire isso, disse ela, apontando para a camisa manchada. -Aqui, disse ela, puxando o suéter marrom que tinha pegado emprestado dele na semana anterior e jogou-o no colo do menino. -Você pode colocar por enquanto.


 


-Eu acho que ele fica melhor em você, ele declarou desapontado ao descobrir que ela estava vestindo uma camiseta por baixo. -Ele nem sequer serve mais de mim, reclamou ele, enquanto pegava o velho suéter Weasley e puxando-a sobre sua cabeça.


 


-Então você não vai se opor quando eu pegar ela de volta.


 


-E você? Rony perguntou, olhando para os braços nus de Hermione. Era tarde e o fogo estava baixo, o que deixava a Sala Comunal muito fria. -Você não vai sentir frio?


 


-Eu presumi que você me manteria aquecida, ela respondeu, colando-se em seu peito no instante em que se estabeleceu contra o encosto do sofá. -Até eu ir lá para cima de qualquer maneira, acrescentou.


 


-Eu gosto do som disso, respondeu Rony, abraçando-a com força e esfregando as mãos para cima e para baixo em ambos os braços dela rapidamente, antes de se inclinar para frente e apertar os lábios contra os dela.

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