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0. PRÓLOGO


Fic: A Prometida - UA - HH


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Hermione.Potter: Vlw... jah sabe, neh... pediu, tah na mão...

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— Você quer que eu faça o quê? — Harry Potter fitou o ancião sentado à escrivaninha.
Yiorgos Coustakis retribuiu o olhar com uma expressão fria. Aos 78 anos, ainda era uma figura formidável. Seus olhos eram tão penetrantes quanto quando jovem, olhos de um homem que sabia o preço de tudo.
Especialmente de almas humanas.
— Você me ouviu — sua voz era fria. — Case-se com minha neta e poderá concluir a fusão.
— Talvez — replicou o jovem. — Eu só não estava acreditando no que ouvi.
Um sorriso torto passou pela boca de Yiorgos Coustakis.
— Você deveria — advertiu. — Esse é o único negócio em jogo. E é um negócio, afinal — disse ele —, foi por isso que você voou milhares de milhas, não é?
Seu visitante manteve o rosto duro e belo sem expressão. Revelar qualquer coisa em frente ao velho Coustakis era o maior erro em qualquer tipo de negociação com ele. Ele não expressara sua irritação quando, na noite anterior, o líder do império Coustakis telefonara às três da manhã para seu apartamento, dizendo que era melhor ele estar em Atenas na manhã seguinte para assinar o contrato se realmente o quisesse.
Se fosse qualquer outra pessoa, Harry o teria despachado rispidamente. Ginny Weasley estava em sua cama, e eles não estavam dormindo. Mas Yiorgos Coustakis tinha atrativos com os quais nem mesmo a espetacular Ginny poderia competir.
O império Coustakis era um prêmio pelo qual valia a pena desprezar qualquer mulher.
Mas será que valia a pena casar-se por ele? Abrir mão de sua liberdade? Com alguém com quem nunca se encontrara? Em quem nunca pusera os olhos?
Harry desviou o olhar dos olhos escuros penetrantes para além da janela de vidro. Atenas ficava abaixo — populosa, poluída, única. Uma das cidades mais antigas da Europa, o berço da civilização ocidental. Harry a conhecia como uma criança conhece os pais — fora criado em suas ruas, fortalecido em suas aléias, temperado em seu cadinho.
Abrira seu caminho para o topo a partir das ruas, lutando, deixando a pobreza para trás a cada negócio, até que, aos 34 anos, era como se jamais tivesse sido o menino indesejado e sem pai correndo solto pelas ruas de Atenas.
A jornada fora longa e dura, mas ele conseguira, e os frutos de seu triunfo eram realmente doces.
Agora estava ali, no limiar de seu maior triunfo, prestes a tomar posse das poderosas Indústrias Coustakis.
— Eu estava pensando — disse ele, o rosto impassível — em uma permuta acionária.
Ele planejara tudo. Transformaria a Potter Inc. em um império bem maior que o de Coustakis, e tomaria o lote em uma permuta acionária. O velho Coustakis precisaria de vários adoçantes financeiros pessoais, mas Harry tratara disso também. Sabia que ele queria se aposentar, que sua saúde — apesar de ele o negar oficialmente — não era boa. Também sabia que Yiorgos Coustakis nunca cederia o controle de seus negócios sem um negócio em que ganhasse muitos dólares. Sairia como um leão com um rugido final, não como um velho lobo expulso de sua matilha.
Isso não contrariava Harry — quando chegasse sua hora, ele também faria uma permuta vantajosa, somente para manter o seu sucessor ao seus pés.
Mas o que Yiorgos lhe propusera o atordoara como um soco. Casar-se com sua neta para tomar posse de sua companhia? Ele nem sabia que o velho tinha uma neta!
Por trás da expressão cuidadosamente estudada de seu rosto, Harry precisava tirar o chapéu para ele. Ele ainda podia vencer seus rivais — até mesmo um que posava de parceiro amigável de fusão.
— Você terá a permuta de ações... no dia de seu casamento.
A resposta de Yiorgos foi direta. Harry ficou em silêncio. Pôr trás da aparência controlada sua mente voava.
— Então? — insistiu Yiorgos.
— Vou pensar nisso — retrucou Harry, com voz fria. Voltou-se para sair.
— Saia por aquela porta e o negócio será desfeito. Definitivamente.
Harry parou e pousou os olhos no homem sentado à mesa. Ele não estava blefando. Harry sabia disso. Todos sabiam que o velho Coustakis nunca blefava.
— Ou você assina agora ou nunca mais.
Os olhos verdes de Harry — um legado de sua mãe — encontraram-se com os olhos escuros de Coustakis. Por um longo momento eles se encararam. Depois, vagarosa e firmemente, Harry Potter recuou até a escrivaninha, pegou a caneta dourada que Coustakis lhe estendia e assinou o documento.
Sem uma palavra, pousou a caneta e saiu.
No breve percurso até o térreo da sede da Coustakis, tentou em vão dominar seus pensamentos.
O júbilo se misturava com a raiva — exultava pelo fato de a meta tão almejada estar ao seu alcance, raiva por ter sido manobrado pela raposa mais astuta que conhecia.
Retesou os ombros. Que importava se Coustakis impusera uma barganha que ele não previra? Ninguém o teria feito. O homem tinha mais cartas na manga que qualquer outro que Harry conhecia — incluindo a si mesmo. E se conseguia fazer aparecer uma neta do nada, bem, isso não importava a Harry Potter, que conseguiria o que almejara toda a vida — um lugar seguro e brilhante no topo da montanha que passara a vida escalando.
O fato de que a neta desconhecida destinada a ser sua esposa fosse uma completa estranha era irrelevante, comparado à posse do império Coustakis.
Ele sabia o que importava em sua vida.
E o velho Coustakis — e a sua neta — tinham a chave para seus sonhos.
Harry nem pensava em recusá-la.

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Continua...

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