Não havia ninguém como Luna. No sentido mais bizarro da palavra. Todos a achavam uma esquisita. Mas ela era apenas uma pessoa incompreendida. Harry conseguia entender bem a personalidade dela, afinal, depois que ele notou algumas semelhanças entre ambos, surgiu algo muito bonito no coração dos dois.
Mesmo tendo consciência dos próprios sentimentos, nenhum dos dois conseguia dizer o que sentia. Harry, por se preocupar muito com seus amigos e fazer de tudo para que nenhum de seus entes queridos sofressem. Luna, por temer que todos zombem dela por amar o “garoto que sobreviveu”.
Onde você está agora meu amor? Meu docinho Onde você tem ido oh meu amor? Eu estou tão sozinho Eu só penso em você E isso me direciona para baixo Eu só sonho com você
Estava chovendo. A Madame Sprout não permitia que nenhum dos alunos saísse da classe até que todos tenham terminado suas experiências. Todos estavam muito irritados, pois quem estava demorando era ninguém mais, ninguém menos que Luna Lovegood. Harry pediu permissão para ajudá-la à professora que, vendo a impaciência de todos, permitiu.
O coração de Luna desparou. O perfume do moreno invadia suas narinas, deixando-a entorpecida. Harry também não conseguia mais resistir. A loirinha era muito bonita, principalmente olhando-se de perto. Depois de alguns minutos, todos puderam respirar aliviados. Luna finalmente entregou sua experiência para a professora.
_ Obrigada por me ajudar. – diz Luna, envergonhada.
_ Harry! – diz Hermione, andando com o Rony – Nos vemos na biblioteca!
_ Tudo bem! – responde Harry, despedindo-se de seus amigos – Por nada, Luna.
_ Harry... posso perguntar por que você o fez?
_ Porque você... porque... hunf... porque eu...
_ Harry... – Luna fica muito nervosa e interrompe Harry. Ela tinha medo de saber, não devia ter perguntado – Tudo bem. Não precisa dizer.
_ Mas eu...
_ Tenho que ir. Já está tarde.
Venha aqui meu amante Eu guardarei você, eu mudarei você Venha aqui meu escravo Você viveria para sempre Gritando, chorando Meu amante Com você eu estou indo Eu irei para você. Pegue minha mão Segure-me de novo. Por favor, pegue minha mão
_ Eu ia dizer como me sentia! – desabafa Harry com seus amigos.
_ Vai ver que ela não queria saber. – tenta tranqüilizar Hermione.
_ Mas, ela parecia tão... nervosa perto de mim!
_ As garotas são assim mesmo. – diz Rony, levando um soco de leve de Hermione.
_ Ela me deixou falando sozinho!
_ Sinto muito Harry...
Luna não conseguia dormir. Talvez, a partir daquele dia, Harry Potter nunca mais tentaria dizer que a amava. Aquilo a torturava e tirava sua sanidade. Durante vários dias, houve silêncio absoluto entre os dois. Depois, eles se olhavam como se fossem estranhos, escondendo para sempre o que sentiam
Quem é você?! O que você é?! Minha beleza Eu não posso contar como me sinto Como me senti
Você pagou por sua indelicadeza Com você eu estou agonizando e esquecido.
Por favor, segure-me agora meu amor. Onde você está agora, oh meu doce amor.
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