A lua subia aos céus quando um homem vestido sobre um manto luxuoso, montado em um garanhão negro, observava o castelo de Hogwarts do alto da colina. Um sorriso malicioso surgiu em seu rosto. E então levantou a espada que e com a voz despida de emoções ordenou:
- Ataquem!
O exército que se apresentava em suas costas partiu ao ataque.
No castelo de Hogwarts, Cedrico e Gina viram os milhares de soldados que se aproximavam rapidamente do castelo e soaram o alarme. Hermione que tocava flauta no patio enquanto via Lance e Harry treinarem imediatamente correram para ver o que se passava.
Rony e Draco, ouvindo os alarmes se dirigem para as muralhas de Hogwarts, sendo seguidos por Sirius, Remus e Dumbledore.
- Eles estão aqui para nos destruir - fala Harry.
- Não vou permitir isso - diz Lance. - Esta na hora de por um fim nessa guerra e eu estou pronto para isso - o jovem guerreiro de cabelos louros revela.
- Ainda não atingiu a maioridade, meu jovem - diz Dumbledore. - Devemos resistir mais um pouco, apenas quatro luas e se tornará o herói da profecia.
- Devemos resistir hoje e vencer esse monstro em quatro semanas, segundo a profecia Lance - concorda Hermione. - Você deve deixar o castelo.
- Eu vou lutar - desafia o garoto saindo correndo em busca de Ventania.
- Rony, defenda o castelo junto com Gina - orienta Harry. Malfoy e Diggory, reunam seus homens. Diggory, mande seus arqueiros atirarem para matar o máximo que puderem. Malfoy, pegue seus cavaleiros e derrube todos que puder. Sirius e Remus, protejam Lance. E quanto a você Hermione, não vá... - mas Harry nunca terminou a frase, pois ao se virar para sua esposa, notou que esta já havia corrido na mesma direção que Lance, em busca de Tempestade.
- Melhor correr comandante - zomba Sirius, - ou sua mulher vai entrar em combate sem ti.
- Defendam Hogwarts - encerra Harry saindo em busca de Tornado.
Enquanto isso, os soldados do Lord das Trevas já estavam perto o bastante das muralhas externas do castelo. Harpias vinham pelo alto e varios soldados de infantaria pelo chão. Uma enorme tora era carregada por homens troncudos para derrubarem os portões da fortaleza.
Cedrico havia acabado de posicionar seus homens nos muros do castelo. As flechas de seus arqueiros já estavam preparadas aguardando a ordem do comandante que não tardou a chegar:
- FOGO!!! - Gritou o valente comandante-arqueiro. - Não poupem nenhum.
E então uma chuva de flechas cobriu o campo de batalha. Diversas harpias cairam mortas pelas flechas incendiarias lançadas pelos arqueiros.
O exercito negro então revidou disparando as catapultas. Pedras em chamas atingiram os muros do castelo. Mas para a sorte da Ordem de Merlim, os antigos encantos, feitos pelo próprio Merlim estavam protegendo o lugar que muitos ali chamavam de lar.
Gina, que tinha um esquema de defesa para defender Hogwarts a qualquer momento, ordenou que o oleo fervente fosse despejado sobre os muros e assim queimasse aqueles que tentavam escala-lo.
As tropas de Draco então surgiram em combate e Voldemort ordenou que seus homens atacassem. O clima naquela colina ficou pesado. Os soldados que caminhavam, agora corriam em direção ao inimigo e o medo, a ansiedade e a vontade de matar se apossava do coração de cada homem ali. Quando o tilintar de espadas foi ouvido, o chão manchou de vermelho.
Draco lutava contrava Rodolfo Lestrage. O fiel guerreiro de Voldemort parecia ter melhorado sua técnica, visto que estava dando trabalho ao comandante loiro.
- Como se sente sabendo que será morto pelo próprio titio? - debochou Rodolfo.
- Não irei morrer hoje - afirma Draco.
- Você é uma vergonha para a casa de Sonserina. E o Lorde das Trevas mandou que eu o deixasse vivo, ele quer que você veja sua mulherzinha ser destruida perante seus olhos - provoca Rodolfo.
- Não vou deixar que você saia vivo daqui - responde Draco.
- Pode deixar que cuidarei pessoalmente de sua mulher. Vou mostrar a ela o que é um homem de verdade antes de mata-la - escarneia o comensal.
- EU TE MATO MALDITO - diz Draco partindo para cima do comensal cheio de furia. No momento em que Draco ataca, Rodolfo apara o golpe de cima, mas Draco já estava com um soco preparado. O punho do guerreiro traidor acerta com extrema força o nariz de Lestrage e mancha o brasão de seu peito. Draco, sem perder tempo já prepara um novo golpe. Lestrage que ficará tonto apenas levanta a guarda protegendo a cabeça, mas ao ver a intenção do loiro, tenta abaixar. Não deu tempo, a espada de Draco já havia atravessado seu peito. Um dor intensa se espalhou por seu corpo e um sorriso de escarnio tomou o rosto do comensal ao ver que sua mulher havia atravessado Draco pelas costas. O loiro babeou e ao se virar, viu Belatrix sorrindo vingada.
- Você nunca mais arruinará nada, verme - Fala a tia com desprezo na voz.
- Gina - chama Draco vendo a mulher se aproximar e a cabeça de Bela sair voando, tamanha a raiva da ruiva.
Gina que observava a luta do marido do alto da torre, viu quando Bela partiu em direção a Draco e saltando para o campo de batalha, não foi capaz de alcançar sua eterna inimiga antes dela ferir seu amado pelas costas. Então, esquecendo-se da covardia que era atacar pelas costas, Gina cortou a cabeça de Belatrix antes mesmo que ela pudesse se virar. O corpo caiu no chão, mas a ruiva nem ligou. O que importava no momento era tirar Draco dali.
Remus que vira todo o ocorrido, pousou seu grifo ao lado da guardiã de Hogwarts.
- Leve-o para Chang, por favor Remus - pede Gina. - Peça a ela para salva-lo. Eu não vou aguentar perde-lo.
- Pegue meu grifo e vá - Fala Remus desmontando o grifo e colocando Draco em cima do animal. - Você é mais leve e Zephir voará mais rápido. Eu irei assumir o comando dos guerreiros de Draco.
- Obrigada Remus - agradece Gina montando o belo animal alado e partindo para o castelo. Enquanto voava, ela acariciava os cabelos do marido e implorava para ele resistir e não lhe deixar.
Do outro lado do campo de batalha, montada em Tempestade, Hermione e Avery estavam frente a frente novamente.
- Vejo que buscas a morte, guerreira de Gargula - fala o comensal.
- Hoje eu mandarei de volta ao inferno - declara Hermione cheia de ódio.
- Pelo que me lembro, quem venceu todos nossos encontros fui eu - provoca o mago sorrindo cruel. - Apesar que ficarias melhor em minha cama do que em um leito de morte. O que acha de se tornares minha serva?
- Jamais permitirei que tomes meu corpo - responde Hermione enquanto sua espada se chocava novamente com a de Avery.
- Oras garota, deixe que eu lhe tire a donzelice e a mostre os prazeres do mundo da carne e dos pecados.
- Sabe muito bem que tenho marido.
- Mas o reino todo sabe que o rei do sul é frouxo e que a rainha do norte é intocavel.
- Frouxo? Acreditas mesmo nisso? - Hermione pergunta debochada e Avery apenas a observa. - Faça-me o favor e pare de beber em botequins de quinta.
E então Hermione ataca com toda a força que tem e lança a espada do mago para longe. Mas Avery se defende com sua magia e também desarma Hermione.
- Vamos deixar para lá essas faquinhas e começar uma luta de verdade - declara o mago.
- Não me importa o meio, vou mata-lo do mesmo jeito.
E então os dois começam a trocar feitiços. Hermione disparava fogo contra o comensal que revida com gelo. Hermione se defende e contra-ataca com farpas de madeira. Depois de muitos feitiços trocados, muitas defesas e o cansaço começando a aparecer, Avery lança um feitiço sobre a terra e Hermione cai. O comensal ri com escarnio.
- Poderiamos estar deitados em meus lençois se você não fosse tão petulante - fala o comensal, - mas agora eu não a quero mais. Morrerás virgem, princesa. - E o comensal convoca sua espada e a levanta para então baixa-la. Hermione apenas fecha os olhos esperando o golpe que nunca chegou. Ela ouve o tilintar de uma espada e abre os olhos para ver Harry aparando o golpe do mago, para em seguida acertar-lhe um feitiço de atordoamento. Avery, que não virá o guerreiro de Excalibur chegar, estava tonto e no chão.
- Já disse para não lutar com esse desgraçado - Harry briga com Hermione, enquanto se defendia. - Eu a quero viva para sentar-se ao meu lado no trono quando tudo isso acabar.
- Já disse que posso cuidar dele. Essa luta é minha Potter - retruca Hermione.
- Eu ainda estou vivo e pronto para matar os dois - debocha Avery. - Não precisam brigar para ver quem morrerá primeiro, posso mata-los juntos.
E Harry volta a observar o mago, mas quando se posiciona para atacar, Yaxley que vinha em auxilio do companheiro, lança um feitiço que faz Harry sair voando.
- Potter é meu - afirma Yaxley. - Você mata a Granger.
- É Potter também - retruca Hermione. - Hermione Potter.
- Não me importa o nome que tenha, vai morrer do mesmo jeito - diz Avery para então recomeçar a luta.
Harry, que havia se recuperado golpe que levará, se põe em posição de combate e encara Yaxley, falando cheio de raiva:
- Saia da minha frente.
- Vai ter que me matar, Potter - diz o comensal.
Harry então parte para cima cheio de ódio e faz Yaxley recuar e se defender. Enquanto os dois lutavam, Hermione e Avery haviam também retomado sua luta.
Sirius, do outro lado do campo de batalha, agora perto a Remus, lutava com Dolohov. Os dois travavam um combate rapido. Golpes eram atacados e defendidos. Até que Dolohov acertou Sirius no ombro. Remus, vendo o eterno companheiro de aventuras em perigo, entrou no meio do combate e tomou para si a missão de matar aquele demonio que ajudou a destruir o clã de Excalibur. Com um único golpe, cheio de ódio, Remus atravessou o coração de Dolohov, quando este havia se distraido chacoteando Sirius. Remus retirou a espada e o corpo do comensal caiu no chão. Sirius então agradeceu o amigo e montou em seu grifo.
O basilisco estava vitimando diversos soldados e Lance tentava acerta-lo. Ventania, Tempestade e Tornado também tentavam matar o monstro. A luta entre eles estava realmente divertindo o lord das trevas que apenas observava ao longe.
No castelo, Dumbledore lançava feitiços e tentava defender a fortaleza. A barreira de proteção ainda resistiria mais um pouco. Mas o tempo estava se esgotando e grande mago já sentia suas forças se esvairem conforme Hogwarts era atacada.
Harry ainda duelava com Yaxley quando viu Hermione receber um golpe que a feriu no ombro e a fez deixar a espada cair. Avery se aproximou da guerreira de Gargula e a levantou para perto de si. Um golpe então foi desferido e o sangue manchou o chão da campina. A batalha entre os dois estava acabada. E lagrimas agora se misturavam ao sangue que sempre impregnaria aquelas terras. Avery mostrava um sorriso louco em seu rosto, enquanto contemplava pela ultima vez a face de Hermione. A guerreira chorava sentindo-se vingada quando viu o corpo de seu inimigo desabar no chão.
Harry suspirou aliviado ao notar que Hermione havia cravado a faca, aquela que sempre estava oculta em suas vestes, bem no ventre do mago e lhe tirar os ultimos suspiros de vida. O moreno, agora concentrado em sua luta, atacou Yaxley que estava chocado com a queda do companheiro e teve seu coração perfurado. Outro grande inimigo que caia.
Sirius havia alcançado Lance a pouco, quando o basilisco atacou Ventania e derrubou o garoto. Sirius o pegou no ar. Os dragões continuaram lutando contra o monstro.
Sirius pousou em um lugar mais afastado e mandou o garoto voltar ao castelo. Lance, desacantado Sirius, correu a pé para o campo e com magia, transformava espadas em flechas e ia deixando um rastro de corpos pelo caminho. Foi então que uma explosão foi ouvida. Sirius se virou e viu os muros da fortaleza cederem. Montando em seu grifo, Sirius retornou ao castelo.
No patio, o caos se instaurara. Mulheres gritavam, os soldados que ali estavam tentavam conter o avanços dos milhares de comensais que tentavam penetrar a fortaleza. Gina e Ronald lutavam pela vida de seus entes queridos e suas próprias. Remus, já estava voando para lá, quando eu grifo veio busca-lo. Sirius foi também.
Dumbledore, que havia caido exausto, após segurar tantos golpes e feitiços, fora tirado do patio por Luna, Parvati e Lila. As tres levaram o mago e mentor para dentro do castelo.
Lady Chang estava sobrecarregada pelo número de feridos que Colin e Simas resgatavam do campo de batalha e eram deixados a seus cuidados. As três mulheres então começaram a ajuda-la assim que deitaram Dumbledore em um leito. A noite seria longa.
E então Luna olhou pela janela e viu a Lua Cheia que se apresentava no céu. Seus olhos nublaram e as palavras de uma profecia fluiram de seus lábios:
- A morte tomou para si o guerreiro. Um acordo entre reis foi cumprido. O destino já foi trapaceado. Do ventre surge o novo herdeiro. Um novo tempo será definido. E o nobre será destronado. - Profetiza Luna assustando as mulheres na enfermaria e Dumbledore que havia aberto os olhos naquele momento.
Continua...
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N/A: Faz tempo que não recebo comentarios... queria saber o que estão achando...
N/A 2: Profecia nova bem em reta final de fic... o que será que aguarda essa turma? Voldemort poderá mesmo vencer? Não perca o próximo capitulo com o desenrolar dessa batalha...