FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

21. O segredo de Hermione


Fic: Marotos Lendo Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

– O segredo de Hermione.

– Agora? – Tiago exclamou surpreso – Agora, nesse momento tenso, nós vamos descobrir como você estava em mais de um lugar ao mesmo tempo?

– Agora é um momento tão bom quanto qualquer outro. – Hermione deu de ombros – E é o momento certo… Tudo tem que acontecer na hora certa.
– Esse segredo vai me ajudar? – Sirius perguntou a Hermione esperançoso.
– Não posso falar… – Hermione disse, mas um meio sorriso entregou um pouco da verdade a Sirius e o deixou mais tranquilo.

— Uma história chocante... Chocante... Milagre que ninguém tenha morrido... Nunca ouvi nada igual... Pelo trovão, foi uma sorte você estar lá, Snape...
— Muito obrigado, ministro.
— Ordem de Merlim, Segunda Classe, eu diria. Primeira Classe, se eu puder convencê-los.
— Muito obrigado mesmo, ministro.
— Que corte feio você tem aí... Obra do Black, suponho?
— Na realidade, foram Potter, Weasley e Granger, ministro... Black havia enfeitiçado os garotos, vi imediatamente. Um feitiço Confundus, a julgar pelo comportamento deles. Pareciam acreditar que havia possibilidade de o homem ser inocente. Não foram responsáveis por seus atos. Por outro lado, a interferência deles talvez tivesse permitido a Black fugir... Os garotos obviamente pensaram que iam capturá-lo sozinhos. Têm-se livrado de muitas situações de perigo até agora... Receio que isso os tenha feito se acharem superiores... E, naturalmente, Potter sempre recebeu uma extraordinária indulgência do diretor...

– É claro que você tentaria convencer a todos de que você é o herói… – Sirius revirou os olhos – Tudo o que você queria era me capturar, e pelo jeito conseguiu…

– E você é ridículo de insinuar que Sirius confundiu eles… – Lily disse entredentes – Você ficou lá, coberto pela capa, tempo o bastante para ver que eles não estavam confusos.
– Isso ainda não aconteceu. – Snape resmungou.
– Mas se acontecesse agora, você faria exatamente o mesmo. – Lily disse com desprezo.

— Ah, bom, Snape... Harry Potter, sabe... Todos somos um pouco cegos quando se trata dele.
— Contudo... Será que é bom para ele receber tanto tratamento especial? Por mim, procuro tratá-lo como qualquer outro aluno. E qualquer outro aluno seria suspenso, no mínimo, por colocar seus amigos em situação tão perigosa. Considere, ministro: contrariando todas as regras da escola... Depois de todas as precauções que tomamos para sua proteção... Fora dos limites da escola, à noite, em companhia de um Lobisomem e de um assassino... E tenho razões para acreditar que ele andou visitando Hogsmeade ilegalmente, também...

– Trata como qualquer outro aluno? – Rony revirou os olhos – Você é tão hipócrita! Você é um hipócrita nojento e…

– Ronald! – Hermione o repreendeu – Você está passando dos limites que nós estabelecemos…
– Mas ele está simplesmente mentindo na cara do ministro. – Rony bufou mal-humorado.
– Não se preocupe, Mione, todos já sabem que ele é um mesquinho hipócrita mal-amado. – Gina disse concordando enfaticamente com o irmão.

— Bem, bem... Veremos, Snape, veremos... O garoto sem dúvida foi tolo...
Harry estava deitado com os olhos bem fechados. Sentia-se muito tonto. As palavras que ouvia pareciam viajar muito lentamente dos ouvidos para o cérebro, por isso estava difícil compreender. Suas pernas e braços pareciam feitos de chumbo; as pálpebras demasiado pesadas para abri-las... Ele queria ficar deitado ali, naquela cama confortável, para sempre...

– Mas você não pode! – Tiago disse apreensivo – Se eles encontraram vocês eles encontraram Sirius… Sirius está em perigo…


— O que mais me surpreende é o comportamento dos dementadores... Você realmente não tem idéia do que os fez se retirar, Snape?
— Não, ministro... Quando recuperei os sentidos eles estavam voltando aos seus postos na entrada...

– Pelo menos você não tentou levar crédito por isso… – Remo bufou, ainda estava abalado, mas saber que todos estavam bem o deixava um pouco mais tranquilo.


— Extraordinário. E, no entanto, Black, Harry e a garota...
— Todos inconscientes quando cheguei. Amarrei e amordacei Black, naturalmente, conjurei macas e os trouxe diretamente para o castelo.
Houve uma pausa. O cérebro de Harry parecia estar trabalhando um pouco mais rápido e, quando isso aconteceu, surgiu uma sensação desagradável na boca do seu estômago...
O garoto abriu os olhos.
Tudo estava levemente embaçado. Alguém tirara seus óculos. Ele estava deitado na escura ala hospitalar. Em um extremo da enfermaria, avistou Madame Pomfrey de costas para ele, curvada sobre um leito. Harry apertou os olhos. Os cabelos ruivos de Rony estavam visíveis por baixo do braço de Madame Pomfrey.
Harry virou a cabeça no travesseiro. Na cama à sua direita estava Hermione. O luar banhava a cama. Os olhos dela também estavam abertos.
Parecia petrificada e, quando viu que Harry estava acordado, levou o dedo aos lábios e apontou para a porta da enfermaria. Estava entreaberta, e entravam por ela as vozes de Cornélio Fudge e Snape, vindas do corredor.
Madame Pomfrey agora vinha andando com passos enérgicos pela enfermaria escura até a cama de Harry. O garoto se virou para olhá-la. A enfermeira trazia a maior barra de chocolate que ele já vira na vida. Parecia um pedregulho.
— Ah, você acordou! — disse ela com animação. Pousou o chocolate na mesa-de-cabeceira de Harry e começou a parti-lo em pedaços com um martelinho.
— Como está o Rony? — perguntaram Harry e Hermione, juntos.
— Vai sobreviver — respondeu Madame Pomfrey de cara feia. — Quanto a vocês dois... Vão continuar aqui até eu me convencer que... Potter o que é que você acha que está fazendo?
O garoto estava se sentando, colocando os óculos e apanhando a varinha.
— Preciso ver o diretor — disse.

– É claro! – Tiago disse encarando Harry orgulhoso – Eu sabia que você não deixaria Sirius ter a alma sugada por um dementador!

– Ele é inocente. – Alice murmurou encolhida em seu canto – Ele não pode ser beijado, ele não fez nada para merecer isso… Nunca matou ninguém, nunca traiu ninguém.
– Fico feliz que você esteja começando a enxergar as coisas… – Frank disse sorrindo para ela.
– Mas eu não entendo… – Alice murmurou – Como ele pode ficar doze anos preso por um crime que não cometeu?
– Ninguém se deu ao trabalho de contestar. – Hermione suspirou – Alguém disse a eles que Sirius era o fiel do segredo e eles acreditaram, alguém disse que ele matou Pedro e eles acreditaram…
–Mas isso não é justo! – Alice exclamou exasperada – Isso não é a justiça que meu pai me ensinou, que o ministério prega…
– Já está na hora de você perceber que o ministério foi corrompido, Alice. – Tiago disse com um suspiro triste.
– Ela vai perceber. – Neville respondeu – Quando chegar a hora ela vai ver.

— Potter — disse Madame Pomfrey, acalmando-o —, está tudo bem. Apanharam Black. Ele está trancado lá em cima. O Os dementadores vão-lhe dar o beijo a qualquer momento...
— O QUE?
Harry saltou da cama; Hermione fizera o mesmo. Mas o seu grito fora ouvido no corredor lá fora; no segundo seguinte, Cornélio Fudge e Snape entraram na enfermaria.
— Harry, Harry que foi que houve? — perguntou Fudge, parecendo agitado. — Você devia estar na cama, ele já comeu o chocolate? — perguntou, ansioso, o ministro a Madame Pomfrey.
— Ministro ouça! — pediu Harry. — Sirius Black é inocente! Pedro Pettigrew fingiu a própria morte! Nós o vimos hoje à noite. O senhor não pode deixar os dementadores fazerem aquilo com Sirius, ele...
Mas Fudge estava sacudindo a cabeça com um sorrizinho no rosto.

– Agora por causa desse babaca, ninguém vai acreditar no Harry! – Tiago disse entredentes.

– Ninguém acreditaria nele de qualquer forma. – Remo bufou – É mais fácil para o ministério deixar um homem culpado solto do que admitir que cometeram um erro.

— Harry, Harry você está muito confuso, passou por uma provação terrível, deite-se, agora, temos tudo sob controle...
— O SENHOR NÃO TEM, NÃO! — berrou Harry. — O SENHOR PEGOU O HOMEM ERRADO!
— Ministro, por favor, ouça — disse Hermione; ela correra para o lado de Harry e olhava, suplicante, o rosto de Fudge. — Eu também o vi. Era o rato de Rony, ele é um Animago. O Pettigrew, quero dizer e...
— O senhor está vendo, ministro — disse Snape. — Confusos, os dois... Black fez um bom serviço...

– Como você pode deixar um homem levar o beijo do dementador por causa de uma rixa adolescente?

– Remo encarou Snape abismado – Já passou da hora de você superar tudo o que aconteceu! Você não é mais criança.
– Remo está certo. – Lily murmurou – Já é ruim o bastante você guardar mágoas hoje, mas passar a vida inteira ressentido é simplesmente deprimente.

— NÃO ESTAMOS CONFUSOS! — berrou Harry.
— Ministro! Professor! — disse Madame Pomfrey aborrecida. — Devo insistir que os senhores saiam. Potter é meu paciente e não deve ser angustiado!
— Não estou angustiado, estou tentando contar o que aconteceu! — disse Harry furioso. — Se eles ao menos me escutassem...
Mas Madame Pomfrey, de repente, meteu um pedaço de chocolate na boca de Harry; ele se engasgou, e a enfermeira aproveitou a oportunidade para forçá-lo a voltar para a cama.
— Agora, por favor, ministro, essas crianças precisam de cuidados médicos. Por favor, saiam...
A porta tornou a se abrir. Era Dumbledore. Harry engoliu o bocado de chocolate com grande dificuldade e se levantou outra vez.
— Profº. Dumbledore, Sirius Black...

– Ele tem que te escutar… – Sirius murmurou temeroso – Ele tem que saber sobre Pedro, mesmo que o ministro não acredite, Dumbledore não pode deixar Pedro solto, ou ele pode reencontrar o mestre dele…

– Isso definitivamente não pode acontecer. – Remo concordou – Mas ele também não pode te deixar receber o beijo. – completou preocupado.

— Pelo amor de Deus! — exclamou Madame Pomfrey, histérica. Isto é ou não é uma ala hospitalar? Diretor, eu devo insistir...
— Eu peço desculpas, Papoula, mas preciso dar uma palavra com o Sr. Potter e a Srta. Granger — disse Dumbledore calmamente. — Acabei de falar com Sirius Black...
— Suponho que ele tenha lhe narrado o mesmo conto de fadas que implantou na mente de Potter? — bufou Snape. — A história de um rato e de Pettigrew ter sobrevivido...
— Esta, de fato, é a história de Black — disse Dumbledore, examinando Snape atentamente através dos seus óculos de meia-lua.

– Ele acreditou em mim… – Sirius suspirou ligeiramente aliviado – Ele vai fazer algo por mim…

– Não se Ranhoso puder impedir. – Tiago disse entredentes.
– Ele não pode. – Remo disse confiante – Se Dumbledore acredita em Sirius, tudo vai dar certo.

— E o meu testemunho não vale nada? — rosnou Snape. — Pedro Pettigrew não estava na Casa dos Gritos, nem vi qualquer sinal dele nos terrenos da escola
— Isto foi porque o senhor foi nocauteado, professor! — disse Hermione com convicção. — O senhor não chegou em tempo de ouvir...
— Srta. Granger, CALE A BOCA!

– Agora você abusa da sua autoridade na frente do diretor e do ministro da magia também… – Tiago encarou Snape como encararia um homem descontrolado – Você está perdendo a cabeça de vez… Espero que Dumbledore perceba que você não deveria estar entre crianças…


— Ora, Snape — disse Fudge, espantado —, a mocinha está perturbada, precisamos dar o devido desconto...
— Eu gostaria de falar com Harry e Hermione a sós — disse Dumbledore bruscamente. — Cornélio, Severo, Papoula — por favor, nos deixem.
— Diretor! — repetiu Madame Pomfrey com veemência. — Eles precisam de tratamento, eles precisam de descanso...
— Isto não pode esperar — disse Dumbledore. — Devo insistir.
Madame Pomfrey mordeu os lábios e saiu em direção à sua sala, na extremidade da enfermaria, batendo a porta ao passar. Fudge consultou o grande relógio de ouro que trazia pendurado no colete.
— A esta hora os dementadores já devem ter chegado — disse. — Vou ao encontro deles. Dumbledore, vejo você lá em cima.

– Não… – Tiago murmurou desolado – Ele tem que impedir isso… Não pode deixar que Sirius tenha sua alma perdida…

– Ele vai fazer alguma coisa. – Remo disse confiante – Tenho certeza que sim.
– Está muito em cima… – Tiago continuou preocupado – Não dá tempo deles fazerem nada…

O ministro se dirigiu à porta e a segurou aberta para Snape passar, mas o professor não se mexeu.
— O senhor certamente não acredita em uma palavra da história de Black? — sussurrou Snape, os olhos fixos no rosto de Dumbledore.
— Eu gostaria de falar com Harry e Hermione a sós — repetiu Dumbledore.
Snape deu um passo em direção ao diretor.
— Sirius Black demonstrou que era capaz de matar com a idade de dezesseis anos. O senhor se esqueceu disto, diretor? O senhor se esqueceu que no passado ele tentou me matar?

– É claro! – Sirius riu com escárnio – Você nunca deixaria de jogar essa carta, não é?

– Óbvio que não, – Tiago revirou os olhos – é a melhor que ele tem.
– Mas ele se esquece convenientemente de que você o salvou. – Remo encarou Snape raivoso.
– Já falei! – Snape disse entredentes – Não devo nada a Potter.
– E eu já falei, que por mim você poderia estar morto, – Tiago disse juntando as sobrancelhas – eu fiz o que fiz pelo Remo e pelo Sirius, você pouco me importa.
– Por favor, – Hermione disse fazendo sinal para Neville continuar lendo – apenas fiquem calmos e vamos terminar esse livro…

— Minha memória continua boa como sempre, Severo — disse Dumbledore, em voz baixa.
Snape girou nos calcanhares e saiu decidido pela porta que Fudge ainda segurava aberta. A porta se fechou à passagem dos dois e o diretor se virou para Harry e Hermione. Os dois desataram a falar ao mesmo tempo.
— Professor, Black está dizendo a verdade, nós vimos Pettigrew...
— Ele fugiu quando o Profº. Lupin virou Lobisomen...
— Ele é um rato...
— A pata dianteira de Pettigrew, quero dizer, o dedo, ele cortou fora...
— Pettigrew atacou Rony, não foi Sirius...
Mas Dumbledore ergueu a mão para interromper o dilúvio de explicações.
— É a vez de vocês ouvirem, e peço que não me interrompam, porque o tempo é muito curto — disse Dumbledore em voz baixa.
— Não existe a mínima evidência para sustentar a história de Black, exceto a palavra de vocês... E a palavra de dois bruxos de treze anos não irá convencer ninguém. Uma rua cheia de testemunhas jurou que viu Sirius matar Pettigrew. Eu mesmo prestei depoimento ao ministério que Sirius era o fiel do segredo dos Potter.

– Então… – Tiago encarou o chão decepcionado – Foi Dumbledore quem disse que Sirius era o fiel do segredo… Por isso ninguém constestou… E aposto que ele não se deu ao trabalho de perguntar a Sirius o que aconteceu naquela época…

– Eu fui condenado porque Dumbledore nem ao menos se preocupou em me perguntar se eu era mesmo o fiel do segredo… – Sirius murmurou desolado.
– Não acredito que as pessoas esqueceram desse jeito a amizade que você tinha por Tiago… – Remo suspirou cansado – Não acredito que eu não fui atrás de você descobrir a verdade antes…
– Por que você iria? – Sirius perguntou irônico – Dumbledore disse que eu era culpado, todos acreditam nele… E levando em conta o histórico da minha família, é fácil esquecer as minhas amizades… Minha prima, por exemplo, é uma comensal da morte de verdade… Meus pais apoiam Voldemort, meu irmão pretende segui-lo… Como alguém acreditaria que eu sou diferente?
– Nós sempre soubemos que você é diferente. – Tiago disse resoluto – O errado foi Dumbledore não falar com você, não te perguntar o que realmente aconteceu…

— O Profº. Lupin pode lhe contar... — falou Harry, incapaz de se refrear.
— O Profº. Lupin no momento está embrenhado na floresta, incapaz de contar o que quer que seja a alguém. Quando voltar à forma humana, será tarde demais, Sirius estará mais do que morto. E eu poderia acrescentar que a maioria do nosso povo desconfia tanto de Lobisomens que o apoio dele contará muito pouco... E o fato de que ele e Sirius são velhos amigos...

– E minha palavra sempre valerá menos do que a palavra de um nojento com o nariz anormalmente grande enfiado nas artes das trevas… – Remo rosnou irritado.

– Não para nós. – Tiago disse enfático – Sua palavra sempre vai valer muito mais para nós.

— Mas...
— Ouça, Harry. É tarde demais, você entende? Você precisa admitir que a versão do Profº. Snape sobre os acontecimentos é muito mais convincente do que a sua.
— Ele odeia Sirius — disse Hermione, desesperada. — Tudo por causa de uma peça idiota que Sirius pregou nele...
— Sirius não agiu como um homem inocente. O ataque à Mulher Gorda... A entrada na Torre da Grifinória com uma faca... Sem Pettigrew, vivo ou morto, não temos chance de derrubar a sentença de Sirius.
— Mas o senhor acredita em nós.
— Acredito — respondeu Dumbledore em voz baixa. — Mas não tenho o poder de fazer os outros verem a verdade, nem de passar por cima do Ministro da Magia...

– Mas poderia se quisesse! – Tiago disse entredentes – Todo mundo sabe que Dumbledore poderia ser ministro no hora que tivesse vontade!

– Eu não sou importante o bastante para ele passar por cima do ministro… – Sirius murmurou desolado.

Harry encarou seu rosto sério e sentiu como se o chão estivesse se abrindo debaixo dos seus pés. Acostumara-se à idéia de que Dumbledore podia resolver qualquer coisa. Esperara que o diretor tirasse alguma solução surpreendente do nada. Mas não... A última esperança dos garotos desaparecera.
— Precisamos — disse Dumbledore lentamente, e seus claros olhos azuis correram de Harry para Hermione — é de mais tempo.
— Mas... — começou Hermione. Então seus olhos se arregalaram. — AH!

– O seu segredo? – Remo perguntou pensativo – É ter mais tempo?

– Como não pensamos nisso? – Tiago disse dando um tapa na própria testa.
– Na verdade eu pensei… – Remo disse encarando Hermione – Mas é proibido em Hogwarts… Você só poderia com uma autorização do ministério…
– Do que exatamente vocês estão falando? – Alice e Frank perguntaram ao mesmo tempo.
– Vocês já vão saber. – Hermione disse fazendo sinal para Neville continuar.

— Agora, prestem atenção — continuou o diretor, falando muito baixo e muito claramente. — Sirius está preso na sala do Profº. Flitwick no sétimo andar. A décima terceira janela a contar da direita da Torre Oeste. Se tudo der certo, vocês poderão salvar mais de uma vida inocente hoje à noite. Mas lembrem-se de uma coisa, os dois: vocês não podem ser vistos. Srta. Granger, a senhorita conhece as leis, sabe o que está em jogo... Vocês... Não... Podem... Ser... Vistos.

– Duas vidas? – Sirius perguntou esperançoso – O Bicuço?

– Isso! – Tiago exclamou entusiasmado – Por isso ele disse como chegar na sala onde Sirius está preso pelo lado de fora.
– Mas Bicuço foi executado! – Alice disse alarmada – Como eles poderiam salvar Bicuço?
– Com mais tempo. – Remo disse entendendo o plano de Dumbledore – Agora tudo faz sentido…
– Faz sentido para vocês. – Neville disse coçando a cabeça – Eu não entendi nada.

Harry não tinha a menor idéia do que estava acontecendo.
Dumbledore deu as costas aos garotos e virou-se para olhá-los ao chegar à porta.
— Vou trancá-los. Faltam... — ele consultou o relógio — cinco minutos para a meia-noite. Srta. Granger, três voltas devem bastar. Boa sorte.
— Boa sorte? — repetiu Harry quando a porta se fechou atrás de Dumbledore. — Três voltas? Do que é que ele está falando? Que é que ele espera que a gente faça?
Mas Hermione estava mexendo no decote das vestes, puxando de dentro dele uma corrente de ouro muito longa e fina.
— Harry, vem aqui — disse ela com urgência. — Depressa!
Harry foi até a garota, completamente confuso. Ela estendia a corrente. E o garoto viu que havia pendurada nela uma minúscula ampulheta.
— Tome... — Hermione atirara a corrente em torno do pescoço dele também. — Pronto? — disse Hermione ofegante.

– Um vira-tempo? – Lily encarou Hermione espantada – Foi assim que você assistiu várias aulas ao mesmo tempo durante o ano? Mas isso é extremamente perigoso… Mexer com o tempo pode trazer problemas sérios.

– O resultado pode ser drástico. – Snape concordou enfático.

— Que é que estamos fazendo? — perguntou Harry completamente perdido.
Hermione girou a ampulheta três vezes.
A enfermaria escura desapareceu. Harry teve a sensação de que estava voando muito rápido, para trás. Um borrão de cores e formas passou veloz por ele, seus ouvidos latejaram, ele tentou gritar, mas não conseguiu ouvir a própria voz...
E então sentiu que havia um chão firme sob seus pés, e todas as coisas tornaram a entrar em foco...
Ele se achava parado ao lado de Hermione no saguão deserto do castelo e um feixe de raios dourados de sol que entrava pelas portas de carvalho abertas incidia sobre o piso de pedra. Harry olhou agitado para os lados à procura de Hermione, a corrente da ampulheta machucando seu pescoço.

– Eu ainda não acredito que vocês voltaram no tempo sem mim. – Rony bufou.

– Esse seria um ótimo momento para estar com a capa… – Tiago mordeu o lábio preocupado – Vocês definitivamente não podem ser vistos.

— Hermione, que...?
— Aqui! — a garota agarrou o braço de Harry e arrastou-o pelo saguão até a porta do armário de vassouras; abriu o armário, empurrou o garoto para o meio dos baldes e esfregões, e fechou a porta depois de entrar.
— Quê... Como... Hermione, que foi que aconteceu?
— Voltamos no tempo — sussurrou ela, tirando a corrente do pescoço de Harry no escuro. — Três horas...
Harry procurou a própria perna e se deu um beliscão com muita força. Doeu para valer, o que pelo visto eliminava a possibilidade de estar tendo um sonho muito esquisito.
— Mas...
— Psiu! Ouça! Tem alguém vindo! Acho... Acho que deve ser a gente!
Hermione tinha o ouvido encostado na porta do armário.
— Passos pelo saguão... É, acho que somos nós indo para a casa de Hagrid!
— Você está me dizendo — cochichou Harry — que estamos aqui dentro do armário e estamos lá fora também?

– Você realmente não tinha entendido o conceito de voltar no tempo ainda, não é? – Lily perguntou a Harry paciente.

– Vocês tem que reconhecer que é uma coisa estranha, estar em dois lugares ao mesmo tempo… – Harry deu de ombros.
– Eu não me importaria. – Rony bufou novamente.
– Pelo menos agora você sabe como é ser deixado de lado. – Gina disse com um leve tom de rancor.

— É — confirmou Hermione, o ouvido ainda colado à porta. — Tenho certeza de que somos nós. Pelo eco não devem ser mais de três pessoas... E estamos andando devagar por causa da Capa da Invisibilidade...
Ela parou de falar, mas continuou a prestar atenção.
— Descemos os degraus da entrada...
Hermione se sentou em um balde virado de boca para baixo, parecendo aflitíssima, mas Harry queria respostas para algumas perguntas.
— Onde foi que você arranjou essa coisa feito uma ampulheta?
— Chama-se Vira-Tempo — sussurrou Hermione —, ganhei da Profª. McGonagall no primeiro dia depois das férias. Estou usando desde o início do ano para assistir a todas as minhas aulas. A professora me fez jurar que não contaria a ninguém. Ela teve que escrever um monte de cartas ao Ministério da Magia para eu poder usar isso. Teve que dizer que eu era uma aluna modelo, e que nunca, nunca mesmo usaria o Vira-Tempo para nada a não ser para estudar... Eu o tenho usado para voltar no tempo e poder reviver as horas e é assim que assisto a mais de uma aula ao mesmo tempo, entende? Mas... Harry eu não estou entendendo o que é que Dumbledore quer que a gente faça. Por que ele mandou a gente voltar três horas no tempo? Como é que isso vai ajudar o Sirius?

– Salvando Bicuço! – Sirius disse empolgado – Vocês vão salvar duas vidas e ainda vão me arranjar o meio de transporte mais incrível do mundo!

– Mas você vai continuar sendo um foragido. – Tiago suspirou – E Harry vai continuar preso com os trouxas… Por que nada pode simplesmente dar certo?
– Acho que se as coisas simplesmente dessem certo, a vida não seria tão emocionante. – Lily deu de ombros encarando Tiago com um meio sorriso. Pela primeira vez desde que tentou beijá-la, ele não foi grosso ou desviou o olhar, e isso, para Lily, significava que ele devia estar pensando em perdoá-la.

Harry encarou de frente o rosto escuro da garota.
— Deve ter alguma coisa que aconteceu por volta de agora que ele quer que a gente mude — disse Harry lentamente. — Que foi que aconteceu? Estávamos indo à casa de Hagrid três horas atrás...
— Agora estamos atrasados três horas e estamos indo à casa de Hagrid — disse Hermione. — Acabamos de ouvir a gente sair...
Harry franziu a testa; tinha a sensação de que estava franzindo o cérebro todo para se concentrar.
— Dumbledore acabou de dizer... Acabou de dizer que a gente poderia salvar mais de uma vida inocente... — Então fez-se a luz no cérebro de Harry. — Hermione, nós vamos salvar Bicuço!

– Uma vez na vida o Harry foi mais esperto do que a Hermione. – Rony riu ligeiramente maldoso.


— Mas... Como é que isso vai ajudar Sirius?
— Dumbledore disse... Acabou de nos dizer onde fica a janela... A janela da sala de Flitwick! Onde prenderam Sirius! Temos que voar no Bicuço até a janela e salvar Sirius! Ele pode fugir no hipogrifo... Eles podem fugir juntos!
Pelo que Harry pôde enxergar no rosto de Hermione, ela estava aterrorizada.

– Esse é o plano com mais probabilidade de falhas que eu já vi! – Lily disse preocupada – Como vocês conseguiriam fazer tudo isso sem ser vistos?

– Você não conhece os planos do Sirius… – Remo disse pensativo – Acho que eles conseguem, minha única preocupação é se eles me encontrarem transformado. – completou com um suspiro cansado.
– Mas como eles vão pegar Bicuço? – Lily perguntou exaltada – Isso é loucura.
– Não é loucura. – Tiago disse extremamente sério – Eles estão indo salvar o Sirius.

— Se conseguirmos fazer isso sem ninguém nos ver, vai ser um milagre!
— Bom, vamos ter que tentar, não é? — disse Harry. Ele se levantou e encostou o ouvido à porta.
— Parece que não tem ninguém aí fora... Vamos, anda...
Harry abriu a porta do armário. O saguão estava deserto. O mais silenciosa e rapidamente possível eles saíram correndo do armário e desceram os degraus de pedra. As sombras já estavam se alongando, os topos das árvores na Floresta Proibida mais uma vez iam se tingindo de ouro.
— Se alguém estiver olhando pela janela... — falou Hermione com a voz esganiçada, virando-se para espiar o castelo.
— Vamos correr o mais depressa possível — disse Harry decidido. — Direto para a floresta, está bem? Teremos que nos esconder atrás de uma árvore ou de outra coisa para poder vigiar...

– Na verdade uma pessoa olhando pela janela não seria algo tão problemático assim. – Remo ponderou – Vocês foram para a cabana de Hagrid sob a capa pela primeira vez, então ninguém veria nada de estranho…

– Eu tenho uma dúvida… – Gina disse de repente – Remo disse que estava vigiando o mapa por que sabia que Harry, Rony e Mione iriam até a cabana de Hagrid, mas Remo não veria o Harry e a Hermione que voltaram no tempo também?
– Eu devo ter focado no Harry, Rony e Hermione, não devo nem ter parado para ler o nome dos pontinhos ao redor deles… – Remo deu de ombros.
– O que também explica por que Rony passou mais de dois anos dormindo com um cara chamado Pedro e Fred e Jorge nunca repararam. – Sirius constatou de repente – Eles deviam focar apenas no caminho deles e não ficar procurando Rony pelo mapa.
– Isso faz sentido. – Gina entortou a boca.

— Está bem, mas vamos dar a volta pelas estufas! — sugeriu Hermione sem fôlego. — Temos que evitar que nos vejam da porta de entrada de Hagrid! Já devemos estar quase na casa dele agora!
Ainda tentando entender o que a amiga queria dizer, Harry saiu disparado com Hermione logo atrás. Os dois transpuseram as hortas em direção às estufas, pararam por um instante ocultos por elas, depois recomeçaram a correr, a toda velocidade, contornando o Salgueiro Lutador e, ainda desabalados, em direção à floresta para se esconderem.

– Parece que o momento de brilhantismo de Harry durou muito pouco… – Rony murmurou ligeiramente magoado.


Seguro sob a sombra das árvores, Harry se virou; segundos depois, Hermione, o alcançou, ofegante.
— Certo — disse ela sem ar. — Precisamos chegar sem ser vistos à casa de Hagrid. Procure ficar escondido, Harry...
Os dois caminharam em silêncio entre as árvores, acompanhando a orla da floresta. Então, quando avistaram a frente da cabana, ouviram uma batida na porta.
Eles se ocultaram depressa atrás de um grosso carvalho e espiaram pelos lados. Hagrid, trêmulo e pálido, aparecera à porta procurando ver quem batera. E Harry ouviu a própria voz.
— Somos nós. Estamos usando a Capa da Invisibilidade. Deixe a gente entrar para poder tirar a capa.
— Vocês não deviam ter vindo! — sussurrou Hagrid, mas se afastou para os garotos poderem entrar.
— Esta foi à coisa mais estranha que já fizemos — disse Harry com veemência.

– Essa havia sido a coisa mais estranha que já havíamos feito. – Harry deu de ombros.

– Acho que voltar anos no tempo e conhecer seus pais mortos ganha disso fácil. – Tiago sorriu entortando um pouco a cabeça.
– E tentar mudar algumas horas não é tão intenso quanto tentar mudar anos… – Hermione confirmou

— Vamos continuar — cochichou Hermione. — Precisamos chegar mais perto de Bicuço!
Eles avançaram cautelosamente entre as árvores até verem o hipogrifo nervoso, amarrado à cerca em volta do canteiro de abóboras de Hagrid.
— Agora? — sussurrou Harry.
— Não! — exclamou Hermione. — Se o roubarmos agora, o pessoal da Comissão vai pensar que Hagrid soltou o bicho! Temos que esperar até verem que Bicuço está amarrado do lado de fora!
— Isso vai nos dar uns sessenta segundos — disse Harry. A coisa estava começando a parecer impossível.

– Para mim já parecia bastante impossível antes… – Frank disse pensativo – Tirar o Bicuço sem ninguém do ministério perceber, segurar ele até o Sirius ser colocado na sala do Flitwick e voar com ele. Tudo isso sem ser vistos em momento algum…

– Fora o fato de eu estar transformado correndo por ai. – Remo completou com um suspiro cansado.

Naquele instante, os garotos ouviram louça se partindo na cabana de Hagrid.
— É o Hagrid quebrando a leiteira — cochichou a garota. — Vou encontrar Perebas agora mesmo...
Não deu outra, alguns minutos depois, eles ouviram Hermione dar um grito agudo de surpresa.
— Mione — disse Harry de repente —, e se nós... Nós entrarmos lá e agarrarmos Pettigrew...

– Não! – Lily exclamou preocupada – Ninguém pode ver vocês, muito menos vocês mesmos!

– Se vocês verem vocês mesmos podem acabar matando seus eus passados ou futuros. – Tiago disse compartilhando da mesma preocupação que Lily – O que vocês estão fazendo já é perigoso demais sem riscos desnecessários…
– E se vocês pegarem Perebas, não vão saber a verdade sobre mim, e tudo vai dar mais errado ainda. – Sirius constatou aflito.

— Não! — exclamou Hermione num sussurro aterrorizado. — Você não compreende? Estamos violando uma das leis mais importantes da magia! Ninguém pode mudar o tempo! Você ouviu o que Dumbledore falou, se formos vistos...
— Mas só seríamos vistos por nós mesmos e por Hagrid!
— Harry, que é que você faria se visse você mesmo entrando pela casa de Hagrid? — perguntou Hermione.
— Eu acharia... Acharia que tinha ficado maluco — respondeu Harry — ou acharia que estava usando magia negra...
— Exatamente! Você não entenderia, você poderia até se atacar! Você não entende? A Profª. McGonagall me contou as coisas horríveis que aconteceram quando bruxos mexeram com o tempo... Montes deles acabaram matando os “eus” passados ou futuros por engano!
— Ok! — concordou Harry. — Foi só uma idéia. Pensei...
Mas Hermione cutucou-o e apontou para o castelo. Harry espiou pelo lado para ter uma visão mais clara das portas de entrada.
Dumbledore, Fudge, o velhote da Comissão e Macnair, o carrasco, vinham descendo os degraus.
— Já estamos de saída! — sussurrou Hermione. E assim foi, momentos depois a porta dos fundos da cabana se abriu e Harry viu a si mesmo, Rony e Hermione saírem com Hagrid. Foi, sem dúvida, a sensação mais esquisita de sua vida, parado ali atrás da árvore, observando a si mesmo no canteiro de abóboras.

– Deve ser uma sensação extremamente bizarra. – Gina disse franzindo a testa – E deve ser confuso… Como você conseguiu fazer isso o ano inteiro?

– Com o tempo eu acabei me acostumando. – Hermione deu de ombros – E eu não costumava cruzar comigo mesma, só quando eu acabava confundindo a aula para qual eu deveria ir… Mas ai eu sabia que eu estava usando o vira-tempo.
– Ainda assim, – Rony comentou – muito confuso, nunca conseguiria fazer isso.

— Tudo bem, Bicucinho, tudo bem... — disse Hagrid ao bicho. Então se virou para os três garotos. — Vão. Andem logo.
— Hagrid, não podemos...
— Vamos contar a eles o que realmente aconteceu...
— Não podem matar Bicuço...
— Vão! Já está bastante ruim sem vocês se meterem em confusão!
Harry observou Hermione jogar a Capa da Invisibilidade sobre ele e Rony no canteiro de abóboras.
— Vão depressa. Não fiquem ouvindo...
Ouviu-se uma batida na porta de entrada da cabana. A comissão de execução chegara. Hagrid se virou para entrar em casa, deixando a porta dos fundos entreaberta. Harry observou a grama se achatar em certos pontos a toda volta da cabana de Hagrid e ouviu três pares de pés recuarem.
Ele, Rony e Hermione tinham ido embora... Mas o Harry e a Hermione escondidos no meio das árvores escutavam, pela porta dos fundos, o que estava acontecendo no interior da cabana.
— Onde está o animal? — disse a voz fria de Macnair.
— Lá... Lá fora — respondeu Hagrid, rouco.
Harry escondeu a cabeça quando o rosto de Macnair apareceu à janela da cabana, para espiar Bicuço. Então os garotos ouviram a voz de Fudge.
— Nós... Hum... Temos que ler para você a notificação oficial da execução, Hagrid. Vou ser rápido. Depois, você e Macnair precisarão assiná-la. Macnair, você precisa escutar também, é a praxe...
O rosto do carrasco desapareceu da janela. Era agora ou nunca.

– Só espero que ele não demore muito a aceitar a aproximação de vocês… – Sirius disse ansioso – Se vocês demorarem um segundo a mais…

– Não pense nisso. – Tiago disse fazendo um gesto impaciente com a mão.

— Espera aqui — cochichou Harry para Hermione. — Eu faço.
Quando a voz de Fudge recomeçou, Harry saiu correndo do seu esconderijo atrás da árvore, saltou a cerca para o canteiro de abóboras e se aproximou de Bicuço.
— Por decisão da Comissão para Eliminação de Criaturas Perigosas o hipogrifo Bicuço, doravante chamado condenado, será executado no dia seis de junho ao pôr-do-sol...
Com cuidado para não piscar, Harry encarou os ferozes olhos cor de laranja de Bicuço mais uma vez e fez uma reverência, o hipogrifo dobrou os joelhos escamosos e em seguida tornou a se levantar. Harry começou a desamarrar a corda que prendia o hipogrifo à cerca.
—... Por decapitação, a ser executada pelo carrasco nomeado pela Comissão, Walden Macnair...

– Seu "amigo". – Sirius murmurou para Snape.


— Vamos Bicuço, — murmurou Harry — vamos, nós vamos te ajudar. Quietinho... Quietinho...
—... Conforme testemunham abaixo. Hagrid, você assina aqui...
Harry jogou todo o seu peso contra a corda, mas Bicuço cravara as patas dianteiras na terra.
— Bem, vamos acabar com isso — disse a voz aguda do velhote da Comissão dentro da cabana. — Hagrid, talvez seja melhor você ficar aqui dentro...
— Não, eu... Eu quero ficar com ele... Não quero que ele fique sozinho...
Soaram passos dentro da cabana.
— Bicuço, anda!— sibilou Harry.
Harry puxou com mais força a corda presa ao pescoço dele. O hipogrifo começou a andar, farfalhando as asas com irritação. Ele e Harry ainda estavam a três metros da floresta, bem à vista da porta dos fundos da cabana.
— Um momento, por favor, Macnair — ouviram a voz de Dumbledore. — Você precisa assinar também. — Os passos pararam. Harry puxou a corda com força.
Bicuço deu um estalo com o bico e andou um pouco mais rápido.

– Anda… anda… – Tiago e Remo murmuraram impacientes.


O rosto pálido de Hermione aparecia pelo lado do tronco da árvore.
— Harry, depressa! — murmurou ela.

– Se eu pudesse andar mais depressa, eu teria andado mais depressa. – Harry bufou para Hermione.

– Eu sei… Eu estava nervosa. – Hermione disse encolhendo um ombro.

O garoto ainda ouvia a voz de Dumbledore dentro da cabana. Deu outro puxão na corda. Bicuço começou a trotar de má vontade. Alcançaram as árvores...
— Depressa! Depressa! — gemia Hermione, que saiu de trás da arvore, agarrou também a corda e acrescentou seu peso para fazer Bicuço andar mais depressa. Harry espiou por cima do ombro; agora tinham desaparecido de vista; mas também não podiam ver a horta de Hagrid.
— Pare! — disse ele a Hermione. — Poderiam nos ouvir...
A porta dos fundos da cabana se abriu com violência. Harry, Hermione e Bicuço ficaram muito quietos; até o hipogrifo parecia estar prestando atenção.
— Silêncio... então...
— Onde está ele? — perguntou a voz fraquinha do velhote da Comissão. — Onde está o bicho?
— Estava amarrado aqui! — disse o carrasco, furioso. — Eu o vi! Bem aqui!
— Que extraordinário! — exclamou Alvo Dumbledore. Havia um tom de riso em sua voz.
— Bicuço! — exclamou Hagrid, rouco.
Ouviu-se o ruído de uma lâmina cortando o ar e a pancada de um machado. O carrasco, enraivecido, aparentemente brandira o machado contra a cerca. Então, ouviu-se um berreiro e desta vez eles distinguiram as palavras de Hagrid entre os soluços.
— Foi-se! Foi-se! Abençoado seja ele, foi embora! Deve ter se soltado! Bicucinho, que garoto inteligente!

– Então foi isso que aconteceu… – Alice perguntou ligeiramente confusa – Bicuço nunca foi executado… A hora que pensamos que ele havia sido executado foi o carrasco irritado?

– Exatamente. – Tiago disse aliviado – Então… a pessoa que salvou vocês dos dementadores…
– Ainda não é o momento certo. – Harry disse calmo.

Bicuço começou a puxar a corda com força, tentando voltar para Hagrid. Harry e Hermione seguraram a corda com firmeza e enterraram os saltos no chão da floresta para reter o bicho.
— Alguém o desamarrou! — rosnou o carrasco. — Devíamos revistar a propriedade, a floresta...
— Macnair, se Bicuço foi realmente roubado, você acha que o ladrão o levou a pé? — perguntou Dumbledore, ainda em tom divertido. — Procurem nos céus, se quiserem... Hagrid, uma xícara de chá me cairia bem. Ou um bom cálice de conhaque.

– Ele sabia… – Rony franziu o cenho – Mas como poderia saber?

– Dumbledore sabe tudo que acontece em Hogwarts. – Lily disse encolhendo um ombro.
– Quase tudo, você quer dizer, – Tiago disse passando uma mão pelos cabelos – ele nunca soube que três animagos ilegais andavam pela escola acompanhados por um lobisomem em toda lua cheia…
– Ou pelo menos não sabia até eu contar a ele. – Sirius deu de ombros.

— C... Claro, professor — disse Hagrid, que parecia fraco de tanta felicidade. — Entre, entre...
Harry e Hermione apuraram os ouvidos. Ouviram passos, o carrasco xingando baixinho, o clique da porta e, então, mais uma vez o silêncio.
— E agora? — sussurrou Harry, olhando para os lados.
— Vamos ter que nos esconder aqui — disse Hermione, que parecia muito abalada. — Precisamos esperar até eles voltarem para o castelo. Depois esperamos até poder voar com Bicuço em segurança até a janela de Sirius. Ele vai demorar lá mais duas horas... Ah, isso vai ser difícil..
A garota espiou, nervosa, por cima do ombro as profundezas da floresta. O sol ia se pondo.
— Vamos ter que mudar de lugar — disse Harry se concentrando. — Temos que poder ver o Salgueiro Lutador ou não vamos saber o que está acontecendo.
— Ok — concordou Hermione, segurando a corda de Bicuço com mais firmeza. — Mas temos que ficar onde ninguém possa nos ver Harry, lembre-se...
Os dois saíram pela orla da floresta, à noite escurecendo tudo à volta, até poderem se esconder atrás de um grupo de árvores, entre as quais eles podiam avistar o salgueiro.
— Olha lá o Rony! — exclamou Harry de repente.

– Essa deve ser uma cena interessante de se observar de fora… – Sirius disse, empolgado em ver o esforço que Harry estava disposto a fazer para libertá-lo.


Um vulto escuro ia correndo pelos jardins e seu grito ecoava pelo ar parado da noite.
— Fique longe dele... Fique longe... Perebas, volta aqui...
Então os garotos viram mais dois vultos se materializarem do nada. Harry observou ele próprio e Hermione correrem atrás de Rony. Depois viram Rony mergulhar.
— Te peguei! Dá o fora, seu gato fedorento...
— Olha lá o Sirius! — exclamou Harry. A forma enorme de um cão saltou das raízes do salgueiro. Eles o viram derrubar Harry, depois agarrar Rony... — Parece ainda pior visto daqui, não é? — comentou Harry, observando o cão puxar Rony para baixo das raízes. — Ai... Olha, acabei de levar uma baita lambada da árvore... E você também... Que coisa esquisita...
O Salgueiro Lutador rangia e dava golpes com os ramos mais baixos; os garotos se viam correndo para cá e para lá, tentando chegar até o tronco. E então a árvore se imobilizou.
— Isso foi o Bichento apertando o nó — disse Hermione.
— E lá vamos nós... — murmurou Harry — Entramos.
No momento em que eles desapareceram, a árvore recomeçou a se agitar. Segundos depois, os garotos ouviram passos muito próximos. Dumbledore, Macnair, Fudge e o velhote da Comissão estavam regressando ao castelo.

– Por um segundo… – Tiago murmurou aliviado – Não quero nem imaginar como seria se Fudge ou Macnair encontrassem Sirius…


— Logo depois de termos descido pela passagem! — exclamou Hermione. — Se ao menos Dumbledore tivesse ido conosco...
— Macnair e Fudge teriam ido também — disse Harry amargurado. — Aposto o que você quiser como Fudge teria mandado Macnair matar Sirius na hora...
Os garotos observaram os quatro homens subirem os degraus do castelo e desaparecer de vista. Durante alguns minutos os jardins ficaram desertos. Então...
— Aí vem Lupin! — disse Harry ao ver outro vulto descer correndo os degraus de pedra e se dirigir ao salgueiro. Harry olhou para o céu. As nuvens estavam obscurecendo completamente a lua.
Os dois acompanharam Lupin apanhar um galho seco do chão e empurrar com ele o nó do tronco. A árvore parou de lutar, e o professor, também, desapareceu no buraco entre as raízes.
— Se ao menos ele tivesse apanhado a capa — lamentou Harry.
— Está caída bem ali...
E, virando-se para Hermione.
— Se eu desse uma corrida agora e apanhasse a capa, Snape nunca poderia se apoderar dela e...
— Harry não podemos ser vistos!
— Como é que você agüenta isso? — perguntou ele a Hermione impetuosamente. — Ficar parada aqui olhando a coisa acontecer? — Ele hesitou. — Vou apanhar a capa!

– Vocês não podem mudar nada… – Remo suspirou – Tudo aconteceu como tinha que acontecer. Exatamente como a execução do Bicuço… Se vocês tivessem entrado na cabana de Hagrid para pegar Pedro, você nunca saberia da verdade e não haveria um motivo para voltar no tempo… Então nem sei quais seriam as consequências.


— Harry não!
Hermione agarrou Harry pelas costas das vestes bem na hora.
Naquele instante, ouviu-se uma cantoria. Era Hagrid, ligeiramente trôpego, a caminho do castelo, cantando a plenos pulmões. Um garrafão balançava em suas mãos.
— Viu? — sussurrou Hermione. — Viu o que teria acontecido? Temos que ficar escondidos! Não, Bicuço!
O hipogrifo fazia tentativas frenéticas para chegar até Hagrid;
Harry agarrou a corda também, fazendo força para manter o animal parado.
Os garotos observaram Hagrid caminhar, bêbado, até o castelo. Bicuço parou de brigar para ir embora. Deixou a cabeça pender tristemente.
Não havia se passado nem dois minutos e as portas do castelo tornaram a se escancarar, era Snape que saía decidido, e rumava para o salgueiro.
Os punhos de Harry se fecharam quando eles viram Snape parar derrapando próximo à árvore, olhando para os lados. Depois, apanhou a capa e levantou-a.
— Tira suas mãos imundas daí — rosnou Harry para si mesmo.

Tiago balançou a cabeça concordando com Harry enfaticamente.


— Psiu!
Snape apanhou o galho seco que Lupin usara para imobilizar a árvore, cutucou o nó e desapareceu de vista ao se cobrir com a capa.
— Então é isso — disse Hermione baixinho. — Estamos todos lá embaixo... E agora temos que esperar até voltarmos da passagem...
A garota pegou a ponta da corda de Bicuço e amarrou-a bem segura na árvore mais próxima, então, sentou-se no chão seco, os braços em torno dos joelhos.
— Harry, tem uma coisa que eu não entendo... Por que os dementadores não pegaram Sirius? Eu me lembro deles chegando, aí acho que desmaiei... Havia tantos...
Harry se sentou também. E explicou o que vira; que na hora em que o dementador mais próximo chegou a boca junto à de Harry, uma coisa grande e prateada viera galopando do lago e forçara os dementadores a se retirarem.
A boca de Hermione estava ligeiramente aberta quando Harry terminou.
— Mas o que era a coisa?

– Pergunta errada… – Sirius murmurou ansioso – A pergunta certa é, quem conjurou o patrono…


— Só tem uma coisa que podia ter sido, para fazer os dementadores irem embora — disse Harry. — Um Patrono de verdade. Bem poderoso.
— Mas quem o conjurou?
Harry não respondeu nada. Estava relembrando a pessoa que vira na outra margem do lago. Sabia quem ele pensara que era... Mas como seria possível?
— Você não viu com quem se parecia? — perguntou Hermione ansiosa. — Foi um dos professores?
— Não — disse Harry. — Não era um professor.
— Mas deve ter sido um bruxo realmente poderoso, para fazer todos aqueles dementadores irem embora... Se o Patrono era tão brilhante, a luz não iluminava ele? Você não pôde ver...?
— Claro que vi — disse Harry lentamente. — Mas talvez... Eu tenha imaginado que vi... Eu não estava pensando direito... Desmaiei logo em seguida...
— Quem foi que você pensou que viu?
— Acho... — Harry engoliu em seco, sabendo como era estranho o que ia dizer. — Acho que foi o meu pai.

– Mas… – Tiago gaguejou – Mas eu morri… Não posso…

– Harry, não pode ter sido ele. – Sirius disse pasmo – Seu pai morreu… Ele não poderia estar em Hogwarts…
– Apenas continue lendo Neville, – Hermione disse observando a expressão alarmada de todos – vocês vão entender.

Harry olhou para Hermione e viu que a boca da menina se abrira de vez. Ela o olhava com uma mistura de susto e piedade.
— Harry, seu pai está... Bem... Morto — disse ela baixinho.
— Eu sei — respondeu Harry depressa.
— Você acha que viu o fantasma dele?
— Não sei... Não... Parecia sólido...— Mas então...
— Vai ver eu andei vendo coisas — disse Harry. — Mas... Pelo que pude ver... Parecia ele... Tenho fotos dele...

– Isso não é possível… – Lily disse tremendo – Tiago não deixaria Harry sozinho e sofrendo por todos esses anos se estivesse vivo… Ele não pode estar vivo…

Severo franziu o cenho, se ele estivesse no lugar de Potter ele poderia estar vivo. Ele poderia simplesmente fugir quando Voldemort apareceu, assumir a forma animaga… Ele nunca sacrificaria a própria vida… Por ninguém...

Hermione continuava a mirá-lo como se estivesse preocupada com a sanidade do amigo.
— Sei que parece doideira — falou Harry, sem animação. E se virou para olhar Bicuço, que enterrava o bico no chão, aparentemente à procura de vermes.

– Falando em vermes… – Rony disse de repente colocando uma mão no estomago – Estou faminto… Ainda falta muito para acabar esse capítulo.

– Um pouco. – Hermione disse revirando os olhos.

Mas na realidade o garoto não estava olhando para Bicuço.
Estava pensando no pai e nos três amigos mais antigos do pai... Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas... Será que os quatro tinham estado em Hogwarts esta noite? Rabicho reaparecera quando todos pensavam que estivesse morto...
Seria tão impossível que o mesmo acontecesse com o seu pai? Será que andara vendo coisas no lago? O vulto estava demasiado longe para vê-lo com clareza... Contudo, Harry tivera uma certeza momentânea antes de perder a consciência...

– Eu não estou vivo. – Tiago disse categórico – Eu não poderia estar. Eu nunca o abandonaria, nunca deixaria que você sofresse por todos esses anos… E eu não fugiria, eu não fugiria de Voldemort se ele estivesse na minha porta pronto para matar minha família… Eu o enfrentaria e morreria para proteger vocês.

– Eu sei que sim. – Lily disse se acalmando – Você não seria capaz de abandonar o Harry.

A folhagem no alto rumorejava baixinho à brisa. A lua aparecia e desaparecia por trás das nuvens que deslizavam pelo céu. Hermione, sentada com o rosto virado para o salgueiro, aguardava.
Então, finalmente, passada uma hora...
— Aí vêm eles! — sussurrou Hermione.
Ela e Harry se levantaram. Bicuço ergueu a cabeça. Então os garotos viram Lupin, Rony e Pettigrew saindo desajeitados do buraco nas raízes. Depois veio Hermione... O inconsciente Snape, flutuando estranhamente. Em seguida subiram Harry e Black.
Todos saíram caminhando em direção ao castelo.
O coração de Harry começou a bater muito depressa. Ele olhou para o céu. A qualquer momento agora, aquela nuvem ia se afastar e mostrar a lua...
— Harry, — murmurou Hermione como se soubesse exatamente o que ele estava pensando — temos que ficar parados. Não podemos ser vistos. Não tem nada que a gente possa fazer...
— Então vamos deixar Pettigrew escapar outra vez... — protestou Harry baixinho.
— Como é que você espera encontrar um rato no escuro? — retrucou Hermione irritada. — Não tem nada que a gente possa fazer! Voltamos para ajudar Sirius; não é para fazer mais nada!

– Vocês poderiam apenas convocá-lo… – Sirius disse nervoso – E então eu seria livre… E Harry viveria comigo…

– Não sabíamos o feitiço convocatório ainda. – Hermione suspirou.

— Está bem!
A lua deslizou para fora da cobertura de nuvens. Os dois viram os pequenos vultos que atravessavam os jardins pararem. Então perceberam um movimento...
— Lá vai Lupin — cochichou Hermione. — Ele está se transformando...
— Hermione! — disse Harry de repente. — Temos que mudar de lugar!
— Já disse que não podemos...
— Não podemos interferir! Mas Lupin vai correr para dentro da floresta, bem por onde estamos!

Remo empalideceu imediatamente, o que ele mais temia podia acontecer, ele não suportaria se mordesse Harry ou Hermione…

– Vai dar tudo certo. – Tiago murmurou observando Remo preocupado.

Hermione prendeu a respiração.
— Depressa! — gemeu ela, correndo para soltar Bicuço. — Depressa! Aonde é que nós vamos? Onde é que vamos nos esconder? Os dementadores vão chegar a qualquer momento...
— Vamos voltar para a cabana de Hagrid! — disse Harry. — Está vazia agora... Vamos!
Os garotos correram a toda velocidade, Bicuço atrás deles.
Ouviam o Lobisomem uivando em sua cola...
Avistaram a cabana; Harry derrapou diante da porta, escancarou-a, e Hermione e Bicuço passaram como relâmpagos por ele; o garoto se atirou para dentro e trancou a porta. Canino, o cão de casar javalis, latiu com força.
— Psiu, Canino, somos nós! — disse Hermione, correndo a coçar atrás das orelhas do cão para sossegá-lo. — Essa foi por pouco! — disse ela a Harry.
— Acho melhor sair, sabe — disse Harry lentamente. — Não consigo ver o que está acontecendo... Não vamos saber quando for a hora...
Hermione ergueu a cabeça. Tinha uma expressão desconfiada.
— Não vou tentar interferir — disse Harry depressa. — Mas se não virmos o que está acontecendo, como é que vamos saber quando temos que salvar Sirius?
— Bem... Ok, então... Fico esperando aqui com o Bicuço... Mas Harry, tenha cuidado, tem um Lobisomen solto lá fora... E os dementadores...

– É isso, não é? – Lily perguntou com a voz tremendo – Você precisa ter certeza… Precisa ver com seus próprios olhos se é mesmo o seu pai…

– Eu precisava saber. – Harry murmurou – Eu precisava ver com meus próprios olhos…

Harry saiu e contornou a cabana. Ouvia latidos ao longe. Isto significava que os dementadores estavam fechando o cerco sobre Sirius...
Ele e Hermione iriam correr para Sirius a qualquer instante...
Harry espiou para as bandas do lago, seu coração produzindo uma espécie de batuque no seu peito... Quem quer que tivesse mandado o Patrono iria aparecer a qualquer momento...
Por uma fração de segundo ele parou, indeciso, diante da porta da cabana. “Você não pode ser visto”. Mas ele não queria ser visto.
Queria ver... Tinha que saber...
E lá estavam os dementadores. Emergiam da noite, vindos de todas as direções, deslizando pela orla do lago... Estavam se distanciando do ponto em que Harry se encontrava, em direção à margem oposta... Ele não teria que se aproximar deles...
Harry começou a correr. Não tinha outro pensamento na cabeça senão o pai... Se fosse ele... Se fosse realmente ele... Harry precisava saber, precisava descobrir...
O lago estava cada vez mais próximo, mas não havia sinal de ninguém. Na margem oposta, Harry vislumbrou minúsculos pontos prateados, suas próprias tentativas de produzir um Patrono...
Havia uma moita bem na beirinha da água. Harry se atirou atrás dela, e espiou desesperado entre as folhas. Na margem oposta, os reflexos prateados de repente se extinguiram. Uma mescla de terror e excitação percorreu seu corpo, a qualquer momento agora...
— Vamos! — murmurou, olhando com atenção para os lados. — Onde é que você está! Papai, anda...

Tiago escondeu o rosto com as mãos e Harry o sentiu tremer ligeiramente.

– Eu estou morto Harry. – ele murmurou e apenas Harry ouviu – Eu não vou aparecer… Não foi eu…

Mas não veio ninguém. Harry ergueu a cabeça para olhar o círculo de dementadores do outro lado do lago. Um deles estava despindo o capuz. Estava na hora do salvador aparecer, mas ninguém ia aparecer para ajudar desta vez...
E então a explicação lhe ocorreu, ele compreendeu. Não vira o pai, vira a si mesmo...
Harry se precipitou para fora da moita e puxou a varinha.
— EXPECTO PATRONUM! — berrou.

– Foi você? – Lily pergunto impressionada – Você espantou cem dementadores e salvou a você, Hermione e Sirius?

Harry não respondeu, apenas sinalizou para Neville continuar.

E da ponta de sua varinha irrompeu, não uma nuvem disforme, mas um animal prateado, deslumbrante, ofuscante. Ele apertou os olhos tentando ver o que era.
Parecia um cavalo. Galopava silenciosamente se afastando dele, atravessando a superfície escura do lago. Ele viu o animal abaixar a cabeça e investir contra o enxame de dementadores... Agora, a galope, ele cercava os vultos escuros no chão, e os dementadores recuavam, se dispersavam, batiam em retirada na noite... Desapareciam.
O Patrono deu meia-volta. Veio em direção a Harry atravessando a superfície parada das águas. Não era um cavalo. Não era um unicórnio, tampouco. Era um cervo. Reluzia intensamente ao luar... Estava retornando a ele...

– Sou eu… –  Tiago murmurou abismado – Seu patrono… É o meu patrono… A minha forma animaga.
– Eu disse. – Harry olhou para Tiago no mesmo momento em que ele levantou a cabeça – Foi o meu pai que me salvou… Mas não da forma como eu pensava.
– E-eu… – Tiago gaguejou e coçou o olho para disfarçar uma lágrima – Não sei o que dizer…
– Não precisa falar nada. – Lily sussurrou – Você esteve lá naquela noite… Você sempre está com Harry… Você é parte dele.
Tiago encarou Lily com cuidado e pensou por um segundo antes de concordar com ela. Lily sorriu para ele, mas ele não retribuiu o sorriso.

Parou na margem. Seus cascos não deixaram pegadas no chão macio quando ele encarou Harry com os grandes olhos prateados.
Lentamente, ele curvou a cabeça cheia de galhos. E Harry percebeu...
— Pontas — sussurrou.

– Exatamente. – Sirius sorriu para Harry emocionado – É por isso que o apelido de Tiago é Pontas…


Mas quando os dedos trêmulos de Harry se estenderam para o bicho, ele desapareceu.
Harry continuou parado ali, a mão estendida. Então com um grande salto no coração, ele ouviu o ruído de cascos às suas costas — virou-se e viu Hermione correndo para ele, arrastando Bicuço.
— Que foi que você fez? — perguntou ela com raiva. — Você disse que ia ficar vigiando!
— Acabei de salvar as nossas vidas... — disse Harry. — Vem aqui para trás, atrás dessa moita, eu explico.
Hermione ouviu o relato do que acabava de acontecer, outra vez boquiaberta.
— Alguém viu você?

– Eu não queria falar nada não… – Rony disse franzindo a testa para Hermione – Mas você já foi bem mais esperta.

– Sou obrigada a concordar com ele. – Gina disse encarando Hermione abismada – É bem óbvio que apenas o Harry se viu. E ele mesmo te falou que ele achava que tinha visto o pai.
– Eu estava cansada e nervosa. – Hermione murmurou sem dar o braço a torcer.

— Está vendo, você não ouviu nada! Eu me vi e achei que era o meu pai! Tudo bem!
— Harry, nem posso acreditar... Você conjurou um Patrono que espantou todos aqueles dementadores! Isto é magia muito adiantada, mas muito mesmo...
— Eu sabia que podia fazer isso desta vez — disse Harry —, porque já tinha feito antes... Faz sentido?
— Não sei... Harry, olha o Snape!
Juntos eles olharam para a outra margem. Snape recuperara os sentidos. Estava conjurando macas e erguendo as formas inertes de Harry, Hermione e Black para cima delas. Uma quarta maca, sem dúvida carregando Rony, já estava flutuando ao seu lado. Então, com a varinha segura à frente, ele os transportou para o castelo.
— Certo, está quase na hora — disse Hermione olhando, tensa, para o relógio. — Temos uns quarenta e cinco minutos até Dumbledore fechar a porta da ala hospitalar. Temos que salvar Sirius e voltar à enfermaria antes que alguém perceba que estamos ausentes...
Os dois esperaram, observando o reflexo das nuvens que se moviam sobre o lago, enquanto a moita ao lado sussurrava à brisa. Bicuço, entediado, estava novamente bicando a terra à procura de vermes.
— Você acha que ele já está lá em cima? — perguntou Harry, consultando o relógio. Em seguida olhou para o castelo e começou a contar as janelas à direita da Torre Oeste.
— Olha! — sussurrou Hermione. — Quem é aquele? Alguém está saindo do castelo!
Harry olhou para o escuro. O homem estava correndo pelos jardins, em direção a uma das entradas. Uma coisa reluzente faiscava em seu cinto.
— Macnair! — exclamou Harry. — O carrasco! Ele foi chamar os dementadores! É agora, Mione...

– Tem que dar certo… – Remo murmurou nervoso – Vocês precisam conseguir… O beijo do dementador é definitivamente pior do que a morte.


Hermione pôs as mãos nas costas de Bicuço e Harry a ajudou a montar. Então ele apoiou o pé em um dos galhos mais baixos da moita e montou à frente da garota.
Depois puxou a corda de Bicuço por cima do pescoço e amarrou-a como se fossem rédeas.
— Pronta? — cochichou para Hermione. — É melhor você se segurar em mim...
E bateu os calcanhares nos lados de Bicuço.
O bicho saiu voando pela noite. Harry comprimiu os flancos de Bicuço com os joelhos, sentindo as grandes asas erguerem-se com força por baixo deles. Hermione segurava Harry muito apertado, pela cintura; ele a ouvia reclamar baixinho.
— Ah, não... Não estou gostando disso... Ah, não estou gostando nem um pouco disso...

– Eu nunca gostei de voar… – Hermione murmurou envergonhada.


Harry incitou Bicuço para fazê-lo avançar. Eles começaram a voar silenciosamente em direção aos andares superiores do castelo. Harry puxou com força o lado esquerdo da corda e Bicuço virou para aquele lado. O garoto tentava contar as janelas que passavam velozes...
— Ôôo! — comandou puxando a corda para si com toda a força que pôde.
O hipogrifo reduziu a velocidade e eles pararam, salvo se considerarmos o fato de que continuavam a subir e descer quase um metro de cada vez, quando o bicho batia as asas para se manter no ar.
— Ele está ali! — disse Harry apontando para Sirius quando emparelharam com uma janela. O garoto estendeu a mão e, quando as asas de Bicuço baixaram, conseguiu dar umas pancadinhas na vidraça.
Black olhou. Harry viu o queixo dele cair de espanto.

– Claro que meu queixo caiu de espanto! – Sirius riu – Como eu iria imaginar que Harry e Hermione iriam aparecer do nada para me resgatar montados em um hipogrifo?

– Realmente não é a coisa mais simples de se imaginar. – Rony deu de ombros.

O homem saltou da cadeira, correu à janela e tentou abri-la, mas estava trancada.
— Se afaste! — pediu Hermione tirando a varinha, ainda agarrando as vestes de Harry com a mão esquerda.
— Alorromora!
A janela se escancarou.
— Como... Como...? — exclamou Black com a voz fraca, olhando para o hipogrifo.
— Sobe, não temos muito tempo — disse Harry, segurando Bicuço com firmeza pelos lados do pescoço escorregadio para mantê-lo parado. — Você tem que sair daqui, os dementadores estão chegando, Macnair foi buscar eles.
Black colocou as mãos dos lados da janela e ergueu a cabeça e os ombros para fora. Foi uma sorte estar tão magro. Em segundos, ele conseguiu passar uma perna por cima do lombo de Bicuço e montar o bicho atrás de Hermione.
— Ok, Bicuço, para cima! — disse Harry sacudindo a corda.
— Para a torre, anda!
O hipogrifo bateu uma vez as asas possantes e eles recomeçaram a voar para o alto, até o topo da Torre Oeste. Bicuço pousou com um ruído de cascos nas ameias do castelo e os garotos escorregaram para o chão.
— Sirius, é melhor você ir depressa — ofegou Harry. — Eles vão chegar à sala do Flitwick a qualquer momento, e vão descobrir que você fugiu.
Bicuço pateou o chão, sacudindo a cabeça pontuda.
— Que aconteceu com o outro garoto? Rony! — perguntou Sirius rouco.

– Obrigado pela preocupação. – Rony sorriu para Sirius.

– Imagino que até eu, foragido, tenha conseguido reparar que vocês são inseparáveis. – Sirius sorriu de volta.

— Ele vai ficar bom. Ainda está desacordado, mas Madame Pomfrey diz que vai dar um jeito nele. Depressa, vai...
Mas Black continuava a olhar para Harry.
— Como é que vou poder lhe agradecer...
— VAI! — gritaram ao mesmo tempo Harry e Hermione.
Black fez Bicuço virar para o céu aberto.
— Nós vamos nos ver outra vez — disse ele. — Você é bem filho do seu pai, Harry...

– Esse é o melhor elogio que você poderia ter feito. – Tiago sorriu para Sirius satisfeito.

E, então, apertou os flancos de Bicuço com os calcanhares. Harry e Hermione deram um salto para trás quando as enormes asas se ergueram mais uma vez... O hipogrifo saiu voando pelos ares... Ele e seu cavaleiro foram ficando cada vez menores enquanto Harry os observava... Então uma nuvem encobriu a lua... E eles desapareceram.

– Você está salvo. – Tiago suspirou aliviado – Você está livre.

– Deveríamos comemorar almoçando – Rony disse sorrindo – Estou faminto.
– Não comemos nada desde que acordamos. – Frank concordou com Rony enfaticamente.
Todos se dirigiram à mesa muito mais tranquilos do que estiveram durante todo o livro.
– Eu sabia desde o inicio que Sirius não era culpado. – Tiago disse brincando com o garfo entre os dedos – Ele nunca me trairia.
– Claro que não. – Sirius sorriu – Você é como um irmão para mim.
Depois da refeição Tiago ficou alguns minutos a mais no quarto, estava preocupado com a saúde de sua mãe.
– Está tudo bem? – Harry perguntou colocando a cabeça para dentro do quarto.
– Mais ou menos. – Tiago admitiu com um suspiro cansado. Harry entrou no quarto, encostou a porta e sentou-se na cama em frente a Tiago.
– O que aconteceu?
– Antes de eu vir para Hogwarts para ler sobre você, minha mãe estava muito doente… – Tiago disse apoiando a testa nas mãos – E aqui eu não recebo notícias dela… Fico preocupado.
– Eu nunca soube nada sobre meus avós… – Harry disse com um suspiro triste.
– Sua avó é uma bruxa extraordinária. – Tiago disse levantando a cabeça para sorrir para Harry – Ela é ótima com feitiços e sempre sabe o que dizer quando vê alguém triste… Ela sempre quis ter filhos, desde que se casou com meu pai, mas ela não conseguia. Ela engravidou algumas vezes, mas sempre acontecia alguma coisa. Nenhum curandeiro soube o que fazer, falaram para ela que ela nunca conseguiria ter filhos, mas ela nunca desistiu…
Harry sorriu para Tiago que tinha o olhar distante.
– Quando eu nasci, ela morria de medo que eu me machucasse, ela vivia atrás de mim, e fazia o nosso elfo doméstico, Dink, me vigiar enquanto eu dormia. Ela deu um escândalo quando meu pai me colocou em cima de uma vassoura pela primeira vez… Mas desde então eu não larguei mais a vassoura, e ela nunca parou de se preocupar.
Harry riu. Nunca soube como fora a infância de seu pai.
– No dia em que Sirius apareceu na porta de nossa casa com uma mochila nas costas dizendo que havia fugido de casa, – Tiago disse sorrindo para si mesmo – minha mãe o pegou pelo braço, o levou até a cozinha e nos fez um chocolate quente enquanto dizia que ele era bem-vindo para ficar o tempo que precisasse. Quando meu pai soube apenas disse: “E que diferença isso vai fazer, ele já passa a maior parte das férias aqui de qualquer jeito”.
Tiago riu junto com Harry.
– Você iria gostar de conhecê-los… E eles iam te amar muito. – Tiago concluiu com um suspiro, apertou o ombro de Harry e juntos voltaram para a sala.
– Finalmente! – Sirius disse impaciente – Só falta um capítulo para terminar esse livro!
Frank pegou o livro que jazia sobre a mesa de centro e abriu no último capítulo:
– Capítulo XXII – O novo correio-coruja.



Hey leitores mais queridos do FeB e do mundo todo! Ai está o penúltimo (e maior) capítulo de PdA, espero que tenham gostado dele e de todos até aqui. Falta muito pouco para chegarmos em CdF e espero que todos vocês continuem comigo quando chegarmos lá.
- Gabriel Alves: Fico feliz que goste tanto do que eu escrevo. Adoro quando me dizem que da para sentir junto com os personagens… Espero te ver comentando mais vezes.
Talisman José da Silva Moraes: Acho que o Harry de treze anos não tinha a mesma mentalidade dele mais velho, e ainda com tudo o que ele tinha acabado de descobrir e o professor dele virando lobisomem na frente dele, ele não pensou muito bem. E não estou em OdF. Estou em CdF e no começo. Devo começar CdF esse ano, mas vou postar no meu tempo.
Marinamadson: Esse foi o maior capítulo de todo o livro e um dos que eu mais gostei de escrever, espero que tenha gostado.

- NathaliaHelena: Eu entendo, nós sempre temos esperança de que as histórias sejam lindas e perfeitas… Infelizmente as coisas não podem ser tão simples. A amizade dos marotos é uma das amizades mais lindas que eu já vi em livros em geral… Eu sinceramente nunca gostei do Snape e ainda não gosto, não acho que o “amor” dele por Lily justifique tudo o que ele fez, ele foi um péssimo professor, especialmente para Neville e Hermione, mas mesmo assim eu espero que esses livros façam ele ver o mundo de outra forma. Então quando você estiver de férias espero te ver participando bastante lá no grupo! 
- Gi Molly Weasley: Fico feliz que esteja gostando! ;)
- Arthur lacerda: Você realmente tinha sumido, fico feliz que tenha voltado!
- Flaa: Obrigada!! ;)
- Luiza Snape: Espero que tenha gostado!
- Izabela Bella Black: Eu também não concordo nem um pouco com os motivos do Dumbledore para o Harry ter que ficar na casa dos tios, eles poderiam simplesmente esconder o Harry de qualquer outra forma, com um feitiço fidelius por exemplo. E ele poderia viver com bruxos que cuidariam bem dele de verdade… Fora que Voldemort só ficou perigoso mesmo depois do quarto ano. Harry não precisava ter passado 14 anos sofrendo daquele jeito. Por sorte, apesar de tudo, Tiago é forte o bastante para enfrentar todos os problemas e ainda se divertir, é uma das coisas que mais admiro nele. Eu sempre fico emocionada quando vocês me dizem que conseguiram sentir o que os personagens estavam sentindo, isso dá sentido a todo o trabalho que eu tenho escrevendo. O Snape não sabe o que é amizade, ele não defendeu a Lily em momento algum da vida dele e quando ela foi defende-lo ele a chamou de sangue-ruim. Eu não consigo achar que isso é o que um amigo faz pelo outro. A Lily definitivamente aprendeu alguma coisa com os erros dela, e isso vai fazer ela mudar um bocado em relação a Tiago. Apesar de todos os erros dela, Alice está aprendendo muito também, e espero que vocês passem a gostar um pouco mais dela daqui para frente. Eu acredito que todos ficaram sabendo que Sirius seria o fiel do segredo quando Sirius foi preso, acho que Dumbledore deve ter falado para as pessoas, afinal, foi a palavra de Dumbledore que colocou Sirius em Azkaban (e esse é outro motivo para Dumbledore não estar ai lendo), fora que as pessoas mais próximas de Tiago, como Remo, sabiam que Sirius era a pessoa em quem Tiago mais confiava no mundo.

- Tiago Henrique Mejias Balthazar: O Tiago e a Lily vão voltar a se entender no momento certo… Se você parar para pensar eles não estão brigados há tanto tempo assim, apenas algumas horas. Ele precisa de um pouco mais de tempo, e ela precisava reconhecer a culpa dela… Também sempre imaginei o Tiago como o mais forte dos três, especialmente por ele ter tido a cabeça de tirar Snape do tunel para que Remo não o pegasse. E com certeza, se Harry não estivesse ali em carne e osso, talvez Tiago duvidasse até da veracidade do livro.
- Juliet Potter: Na verdade CdF é o livro que menos gosto em toda a série… Não me pergunte por que, nunca soube explicar (e ainda assim eu amo CdF). O feitiço do patrono é muito complexo, até mesmo Hermione não poderia aprender desse jeito. Se você parar para pensar, Tiago e Lily, estão brigados há muito pouco tempo, no tempo deles, apenas algumas horas, e isso definitivamente não é o bastante para os dois pensarem em tudo o que precisam pensar. Então sinto muito, mas é muito improvável que eles fiquem bem logo.
- Mary Lily Potter: O Harry nunca teve ninguém para ensinar as coisas a ele, o Rony apesar de ser péssimo com sentimentos pelo menos tinha irmãos mais velhos para usar de modelo… Eu também amo muito Tiago e Lily! Sempre achei Harry realmente poderoso e isso não é só por que Voldemort deixou algo nele, mas ele com certeza herdou um bocado dos pais.
- Day Caracas: Pelo menos dezembro já está chegando! E já falei, quero te ver participando muito mais durante as férias! Esse nome de capítulo é o bastante para deixar todo mundo receoso… É realmente de partir o coração saber que Sirius não vai poder conviver tanto com Harry quanto ele gostaria, mas pelo menos eles tem a oportunidade de mudar tudo isso! Harry sabe exatamente o que amizade significa, por isso ele não podera abandonar o Rony, e sinceramente, em RdM, nem o Draco ele abandonou! Mesmo eles não tendo culpa, eles não conseguem evitar se culpar, todos eles só querem saber o que podem fazer para melhorar as coisas… O feitiço do patrono é realmente complexo demais para aprender assim, ainda mais em uma hora tão complicada!
- Hilary Morgana Juno Soares Lestrange: Uma das coisas que mais gosto nos livros é que apesar de ser tudo fantástico, é tudo muito real, não fica tudo simplesmente bem do nada, coisas ruins acontecem. Eu adoraria que Harry pudesse ter morado com Sirius, as coisas seriam tão melhores para ele. E o Sirius realmente não deixaria o Remo morder o Snape, mas apenas pelo Remo mesmo, ele prometeu ao Remo que não permitiria que ele transformasse outra pessoa. Acho que o Sirius tem uma boa quantidade de lembranças ruins… Sua família, por exemplo, a morte do melhor amigo, doze anos em Azkaban, ter sido traído por um dos melhores amigos… Não acho que seria o caso de lembranças felizes serem tristes, ele tem lembranças tristes o bastante para mil dementadores. Acho que o problema da Mione com o feitiço do Patrono tem a ver com o feitiço não ser puramente técnico. Ela precisa de mais do que magia e conhecimento para executá-lo. Mas depois ela aprende ele de verdade, e na batalha de Hogwarts ela o executa perfeitamente bem. E eu sempre considerei que Harry e Sirius foram salvos por Tiago, mesmo que seja apenas a lembrança de Tiago em Harry.

- Stehcec: Quase não pego seu comentário a tempo, já estava quase postando quando atualizei a página e vi o seu! Ás vezes, mesmo sabendo o que vai acontecer no livro, eu queria que as coisas fossem diferentes, acho que é por isso que to escrevendo essa fic, para fazer tudo ficar do jeito que eu acho que poderia ter sido. O Remo não consegue não se culpar, nenhum deles consegue, mas isso por um lado é até bom, por que eles veem o que eles poderiam fazer diferente. Claro que o Remo não poderia deixar de ser um lobisomem. Mas ele poderia ter tomado a poção naquela noite, e etc. O Snape acha que nada vale mais a pena do que salvar a si mesmo, e isso é uma das poucas coisas que eu reconheço que ele mudou depois de alguns anos… É bom para a Lily perceber o que ela fez, isso vai fazer ela mudar de atitude em relação ao Tiago. Acho que a Alice está cada vez mais perto de perceber como as coisas são de verdade… E mesmo ninguém falando, acho que Lily já se considera mãe do Harry completamente. Se você for reparar, Harry não chama eles de pai e mãe… Apenas quando se refere a eles do futuro. Acho que Harry tem medo de chamá-los assim e perdê-los de novo depois.


Não deixem de comentar! 
Quem quiser fazer parte do grupo da fic, onde posto novidades, prévias e enquetes:
https://www.facebook.com/groups/742689499098462/
E para quem é do grupo: Quem acertou a frase da semana?









Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 9

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Stehcec em 06/12/2014

Olá Juh,

Estamos chegando no final de PdA, já vai dando uma nostalgia e uma alegria de estarmos juntos até agora, de vc continuar escrevendo e não desistindo da fanfic. Vamos firme e forte pro último cap e logo chegará CdF!
Esse cap foi muito bom! Eu adoro a parte deles salvando o Sirius.

Nossa, esse Snape é um merda, nossa todas as vezes que eu leio eu fico com muita raiva dele! Ele sabe a verdade e por uma birrinha de adolecencia ele ia entregar um homem inocente. E cada vez mais a Lily vai sentindo mais e mais desprezo por ele. Acho muito hilário o Rony chingando ele, ele despreza muito ele neh!?
Claro que o Harry iria ajudar o Sirius, melhor amigo do seus pais, seu padrinho, lhe ofereceu moradia e ainda por cima tem um coração gigante de bom. Fico muito feliz em ver a Alice mudando aos poucos, e como vc diz, vc está conseguindo atingir seu objetivo, odiamos a Alice e agora estamos vendo a mudança dela. Isso mostra quao boa escritora vc é.
Claro que ngm acreditaria nele, a frase usada pelo Remo é perfeita, jamais admitiriam um erro. O Snape é do jeito que é desde criança, ele é ressentido com o pai, depois com os marotos, depois com o trio e ainda o neville (Não estudei psicologia, mas acho q ele precisa de tratamento! haahahahhaahh). 
Claro que o Dumbledore acreditou no Sirius, é uma história meio esquisita, mas o ele conhece as pessoas, apesar de ter cometido o erro de não ir cv com o Sirius antes de tudo. Eu perdoo o Dumbledore pq ele é humano e erra como todos. Mas o Tiago sempre acreditou nele, desde o começo da história. Realmente o Remo pensou no segredo da Mione, e o Tiago e o Sirius só não pensaram por causa da tensão da história. 
Como mais tempo tudo será resolvido, bicucinho salvo e o Sirius tbm. Ri demais do Neville não entendendo nada!
A Lily sempre preocupada com o problemas, sempre pensando certinho. hahahahaah
Deve ser bastante estranho voltar no tempo, ver vc mesmo em outro lugar, a sensação deve ser bem estranha. E ri demais do Rony achando ruim de não ter ido e a Gina falando com ele como ela se sente.
Penso igual o Tiago, pq as coisas não poderiam dar certo pra eles, sempre desejei que o Harry fosse morar com o Sirius, ele seria estremamente feliz. Doida pro Tiago fazer as pazes com a Lily.
Esse Rony é engraçado demais! hahahaahahahahahhaha
O plano é realmente cheio de falhas, mas eles conseguem executar brilhantemente!
Nunca tinha parado pra pensar que o Fred e Jorge poderia ter visto o Pedro do lado do Rony e não percebeu. hahahah
A coisa mais estranha q eles fizeram foi voltar anos no tempo mesmo. Mas vai valer a pena, irião mudar o futuro. 
Se eu estivesse no lugar na Mione, nunca conseguiria me acostumar com voltar no tempo, sei lá muito estranho.
Fico feliz e emocionada quando vejo o Sirius emocionado do esforço que o Harry e a Mione fez para salva-lo.
Claro que não poderia ser o Tiago, ele NUNCA, NUNCA deixaria o filho dele sofrer nas mãos daqueles trouxas ridiculos que são chamados de tios do Harry. E JAMAIS abandonaria a Lily e o Harry quando Voldemort foi atrás deles e só do Snape pensar assim, ele não ama a Lily de verdade, pq quem ama de verdade morre pelo outro.
Vc foi brilhante na sua colocação Juh, era a parte do Tiago no Harry q salvou eles aquele dia. O Tiago fica lindo (mesmo não vendo, só na minha imaginação) emocionado. E o patrono do Harry ser ele mostra que ele é parte Harry.
A Mione nunca vai concordar que ela foi meio "burrinha" ali. hahahaahha E ela nunca gostou de voar, mas várias vezes voo durante a história.
Acho q de tudo que o Sirius esperava acontecer, ver o Harry e a Mione no Bicuço não estava na lista.
Harry é bem filho do Tiago mesmo, um pouco mais temeroso, mas bem filho dele.
ADOREI o Tiago falar um pouco da sua mãe com o Harry, gosto de ver o Harry conhecendo um pouco mais do pai, espero isso dele com a Lily também. E agora até eu tô preocupada com a mãe do Tiago.

Ainda bem que deu pra vc ver meu comentário antes Juh. Escrevi correndo pra dar tempo. hahahaaha
Estou muito feliz, porque estou perto de ser a campeã de PdA! 0/
Achei q iria ter jogo hoje, ia ser muito bom se tivesse! Amo essa disputa entre eu e as meninas, e agora vai ficar mais acirrado, tem mais gente chegando pra ganhar em CdF!
Aguardo ansiosa chegar amanhã, apesar que lerei só depois que chegar do jogo do Cruzeiro x Flu!

Feliz por ter começado ler essa fanfic e de conhecer vc, a belah e a day.
Vou ver se consigo interagir mais com o resto do pessoal no chat.
Beijão Juh
 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Prado Soares em 06/12/2014

finalmente o cap 21 o/ yeah :3 ooohhh capitulo grande, nuss UASUHUHAUHASHUHASUHSA tipo, a JK separou em trocentos capítulo tuo o que aconteceu, aí ela vai e junta tudo em um capítulo soh! UHSAUHAHSHAS eu fico boba com a filha da putagem do snape! eh mt lindo o amor dle pra lily e bla-bla-bla, mas isso nao muda o fato dele ser um completo babaca! como pode ter coragem d dizer q o trio tava confuso?! ele eh simplesmente cretino! e - pior ainda - o ‘‘motivo‘‘ dele é simplesmente ridículo! ok, não vou ficar falando sobre esse babaca, até pq ele n merece q eu gaste meu precisoso tempo com ele e.e mas acho interessante como nenhum professor - tirando o seboso - trata o harry diferente por ele ser ‘‘o‘‘ harry potter... bem, horacio trata, mas não dentro da sala d aula, se harry n tivesse com o livro do principe, ele nao seria tao bom em poçoes e nao seria tratado como um genio em poçoes... fico feliz por a alice finalmente ter percebido q o sirius realmente era inocente e q tinha algo errado, mas ao msm tempo fico com pena dela, deve ser um baque muito grande , afinal, não é como se alguém dissesse q alguma bobagem nao eh verdade, é uma coisa séria e ‘‘grande‘‘ que ela sempre acreditou e era mentira... ainda não entendo como ninguem se deu ao trabalho de contestar o dumbledore, eu conheço seus argumentos, concordo com eles, mas, poxa, se eu estivesse ali, eu iria contestar! a minerva, por exemplo, viu o sirius ser o primeiro black a ir pra griff, e nao perguntou ao dumbledore se ele tinha certeza? e, se sim, sera ele nunca quis saber pq? poxa, ele eh o dumbledore, ele poderia ir a azkaban se tivesse vontade!  sem falar no direito de defesa, caramba! ainda n acredito q sirius nem ao menos teve um julgamento! e, pelo o que eu entendo, o ministro tem mt mais poder do que o presidente teria, por exemplo, como alguem pode ouvir q esta errado e nao procurar saber se está ou nao??? cara, isso eh irritante! pior eh pensar em como isso com ctz acontece no mundo! acho interessantissmo como, msm mandando a mione calar a boca, o snape nao abre mao do ‘‘srta‘‘... nao sei se ja comentei, mas se meus filhos aprontarem , mando pra uma temporada com a minha mae! SUAHSAUUASHAHUSHUASHAS pior q eu nao acho q o sirius tenha tentado ‘‘matar‘‘ o ranhoso, realmente acho q ele achou q seria muitissimo engraçado se o snape desse d cara c o lupin, isso se ele tivesse coragem d ir ate lah... nao posso deixar d pensar em como é absurdo confiarem na palavra do snape, um ex-comensal, mais do que no lupin, soh por ele ser um lobisomens! fico c dó da gina, depois duq ela passou em cs, era d se esperar q rony desse mais atençao a ela... mas ao msm tempo, eh totalmente compreensivel, afinal, ele era o ‘‘rony‘‘ pela primeira vez, nao o ‘‘irmao de alguem‘‘, imagino q isso signifique muito... mas n posso parar de admirar o fato d q ela simplesmente seguiu com a sua vida do msm jt! ela foi forte o bastante pra, em algm momento, perceber q nao precisava dele ajudar... uq tb deve ser bem importante, jah q ela sempre teve alguem pra ‘‘cuidar‘‘ dela, por ser a caçula e a unica menina... imagino q se ‘‘a gt‘‘ aparece ‘‘pra gt‘‘, nao achariamos tao louco, pq ja lemos hp, mas com ctz seria algo insano se nao tivessemos lido :v engraçado como realmente acredito q o snape jamais daria sua vida por alguem! nao da pra imaginar ele se sacrificando por nada! esse momento potter pos=patrono eh taaaao cute *u* mas nada vai superar essa parte pai e filho depois do almoço! nossa q coisa pqpvelmente cute! eu sempre imagino o james uma criança mt bem educada, mas terrivelmente levada UHSAUHSUHAUSHUHAH ai jujubinha, nem acredito que vou precensiar meu primeiro ultimo capítulo :3 fico tao feliz q ter visto pda de relance qnd fechei aquela abinha ha tanto tempo T-T" nunca imaginei q fosse ganhar tanto por ler uma fic :p e agora vamos pro ultimo capitulo de pda! o proximo cap ja eh d cdf! eu fico taaaao feliz por isso :D confesso q estou louca pra ver a reaçao deles qnd o harry for escolhido pro tribruxo! UHSAUHUHAUHUHSA o proimo livro vai ser tao louco! e eu vou acompanhar desde o começo :3 to louca pelo ultimo, jujuba!!! :*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Arthur lacerda em 30/11/2014

EXCEPCIONAL!!!

Você é incrível. 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Izabella Bella Black em 29/11/2014

Oi, desculpe a demora em comentar, mas eu estava correndo com as coisas da faculdade, final de semestre é uma correria. Eu não sei se choro ou se fico alegre por esse ser o penultimo capitulo de PdA, afinal esse é meu livro preferido. O capitulo ficou perfeito, maravilhoso... Concordo com a Hermione o segredo dela foi revelado no momento certo e foi graças a ele que Sirius conseguiu escapar. Estou pulando de alegria por ver a Lily falando tudo aqui para o Snape, afinal ele merece. Tudo o que Snape não fez foi tratar o Harry como qualquer outro aluno, imagino eu que se ele tivesse feito isso seria melhor do que o que ele realmente fez. Finalmente a Alice esta começando a perceber a verdade sobre o ministerio. Eu fico imaginando o por que de Dumbledore não ter usado a penseira para conseguir provar a inocencia de Sirius ou então a poção Veritasserum, isso é uma coisa que fez com que eu goste um pouquinho menos do Dumbledore. Nisso concordo com os marotos, Dumbledore ao menos podia ter ido confirmar toda a historia com Sirius, para saber se tudo era realmente verdade afinal ele viu como era a amizade de Tiago e Sirius, ainda não me conformo por ele ter esquecido isso. É ate que engraçado ver a Lily tentando fazer o Tiago falar com ela, pois sempre foi o contrario. O Harry é inteligente, mais ele prefere deixar isso com a Hermione, ele só fala alguma coisa como salvar a vida do Bicuço, quando a Hermione não percebe o que esta na cara dela. Agora explicou toda a questão do mapa, ja que quem tivesse o mapa e soubesse utilizar ele poderia ver tudo o que aconteceu. Imagino que eu tambem enloqueceria com o vira tempo ao mesmo tempo em que ele é uma coisa boa, ele consegue deixar a gente muito confuso. Eu fiquei com essa sensação quando li o livro de que Dumbledore sabia que o Harry e a Hermione estavam salvando o Bicuço. Isso só mostra o quando o Snape é despresivel e que ele não ama a Lily de verdade, pois se ele a amasse como o Tiago ele conseguiria entender o por que de Tiago ter sacrificado sua vida para tentar proteger a mulher e o filho. Concordo com Lily e Harry, fpoi Tiago quem salvou Harry, mas não da forma que pensavamos e Tiago é parte de Harry, e foi como Dumbledore disse se não me engano, todos os marotos reapareceram na quela noite, incluindo Tiago. O Rony falando para a Hermione que ela já foi mais esperta foi muito legal, ri muito nessa parte. Fiquei muito emocionada com a conversa entre Tiago e Harry. Bem parabéns pelo capitulo e ansiosa para os proximos, mais infelizmente não poderei ler o proximo capitulo amanhã, já que irei viajar, mais segunda feira, graças a Merlin que já estou dispensada da aula de segunda, eu lei o capitulo e já comento. Beijos.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Day Caracas em 26/11/2014

Capitulo perfeitoooo Ju, finalmente tudo ta da maneira que deve ser, ameiiiii.
Ainda bem que descobrimos esse segredo, fico arrepiada so de pensar o que aconteceria se não existisse o vira tempo.

Ranhoso, sempre vai ser assim, por causa de uma rixa de criança ele quer ser melhor que todos e desconta em inocentes, mesmo se for para da um beijo em um inocente, ele nunca cresce. Lily ta certa ele iria fazer o mesmo não importa a idade.

Concordo e assino em baixo o que o Rony falou, ele é um hipocrita, trata como igual, ele o trata como James, isso sim, nojento...

Harry jamais deixaria alguem fazer mal ao Sirius, mas não foi o suficiente.

Ehhhhhhhh, Alice ta comencendo a se tocar como o ministerio é corrupto, tudo o que eles erraram nesses anos, destruiu a vida de varias pessoas, Sirius foi o mais afetado, perdeu anos da vida por algo que não fez. :(

Claro que o Fudge não acreditaria em Remus, preconceito maldito esse, Remo éuma das melhores pessoas que eu conheço, ele merece tudo de melhor, espero que ele fique com Tonks na sua historia Ju, eles são fofos demais, queria ter lido mais sobre eles e Ted.

Ainda bem que Dumbledore acreditou, mesmo tendo errado feio quando ele não investigou quando Sirius foi mandado para Azkaban, nunca entendi pq todos acreditaram tão facilmente, sei que tudo apontava para ele, mas mesmo assim, deviam ter dado o beneficio da duvida, era muita coisa em jogo para ser tratado dessa maneira.

Claro que James salvou vc, ingrato de um figa.

Sabia que os meninos iam se tocar logo do que eles fariam, são inteligentes demais. Ainda não sei como eles conseguiram fazer tudo isso sem serem visto, cada vez mais parecia impossivel. Ate eu fquei confusa nessa volta do tempo, era bem estranho de le, imagina viver. Gina como sempre excluida, tadinha, ia ser demais ela nas historias. 

Infelizmente nada saiu como deveria, Harry merecia uma familia que o amava.

Ainda em que James  Lily tao se dando bem novamente, era horrivel le eles brigados

Agora me pergunto o que teria acontecido se o Remo tivesse visto os meninos no mapa... E concordo, Fred e Jorge olhando o Rony dormir seria no minimo estranho.

ACho que foi a unica coisa que Dumbledore não sabia, sobre os Marotos, eles foram demais esconento algo assim

James jamais deixara Harry sem ele se pudesse, ele o ama demais pra isso.

Se eles soubessem o Accio nessa epoca.

A parte do patrono foi linda demais, James sempre viveu em Harry, foi linda.

Deu tudo certo, Sirius ta bem, Harry sabe a verdade, eu amoooo esse livr, o melhor de todos.

Okkkk, a parte do James e Haryy no final foi maravilhosa, eles tem uma relaçao linda, nada deveria quebrar isso, eles merecem o melhor. 
Ate o proximo Juuuu. 

 

 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Astoria Greengrasss em 25/11/2014

anciosa para o proximo capitulo gatz

Nota: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Flaa em 24/11/2014

Adorei! Foi muito legal esse capítulo! :)

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Clara Black Potter em 23/11/2014

Depois de um século eu finalmente estou dando as caras novamente. Desculpe o sumiço.

Enfim... Amei o capitulo assim como todos os outros.

A Alice finalmente tomou vergonha na cara e percebeu que estava sendo. Uma otária. Novamente.

O Snape me deixou com mais nojo do que o normal.

A amizade dos marotos me deixa sem palavras. Eles são irmão de verdade. Isso é uma coisa linda. De verdade.

Eu ate que to gostando do gelo que o James ta dando na Lily. Ela mereceu. Mas daqui a pouco ele voltam ao normal.

Cara me da uma vontade de dar um soco na Gina quando ela começa com o discurso de ser deixada de lado pelos três. Não é como se ela fosse realmente amiga deles até antes da AD. E até o quinto ano ela nem conseguia ficar perto do Harry sem fazer alguma coisa embaraçosa como enfiar o cotovelo na manteiga.

Estou muito ansiosa para ler o proximo capitulo.

até a próxima.

 

 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Rafaela C. da Silva em 23/11/2014

Amei! Final emocionante . Um dos meus capitulos favoritos de PdA.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2020
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.



 

 




 
                           

 


Warning: fopen(): Filename cannot be empty in /nfs/c10/h06/mnt/147811/domains/fanfic.potterish.com/html/includes/cache.php on line 39