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3. Voldemort e Bellatrix


Fic: O LIVRO DAS SONGFICS


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Profundo


 




Uma Guerra ocorria. O Bem contra o Mal mais uma vez frente a frente para mostrar quem domina. Voldemort era o grande imperador do mal, mas ele também tinha sentimentos. Preparando-se para mais uma batalha, ele olha para seus soldados. Todos estavam prontos, de varinhas em mãos, exceto uma pessoa...


Bellatrix estava triste. Tudo que ela mais queria era vencer, mas temia pela derrota. O bem mais precioso que ela tinha corria o risco de ser arrancado de suas mãos. Não era algo material, nem sua vida. Era o amor que ela sentia por seu Mestre. Voldemort...


Uma viagem infeliz


Por um mar deserto de
solidão
Eu esculpi através das ondas
de aflição
Em uma imensidade obscura de dúvida de ego


Depois de chegar na fronteira das terras de Hogwarts, Voldemort ordenou que seus aliados avançassem. Com um grito de guerra, eles correm contra seus inimigos com ira e orgulho como combustível. Mais uma vez, ela estava lá. Solitária, sentindo-se derrotada. Ele tinha que ir lá. Ela precisava de carinho... mas ele era o Lord das Trevas, não podia fraquejar naquele momento.


Eu nunca me senti tão só
Tão lamentável e miserável
e baixo
Eu sou tentado por um vento terrível
A miséria e o sopro de dores


Não sinta-se só, meu senhor. Estou aqui por você! dizia Bellatrix, morrendo nos braços de Voldemort, após ser atingida por um feitiço lançado por ninguém mais, ninguém menos que Neville. Com ira em seus olhos, Voldemort marchou além, para eliminar o assassino de sua amada.


Encha minhas velas vastas de ruína
Me guie para um fim deserto
Um horizonte de púrpuras e vermelhos
As águas imóveis de meu
Fim bem-vindo


Destruindo tudo que estava em seu caminho, Tom Riddle procurava por Neville. Graças à ele, Bellatrix morreu sem imaginar que seu amor era correspondido. Ele nunca desejaria ser um homem bom, mas seu coração não havia morrido. Por mais vergonhosos que fossem, seus sentimentos o faziam uma pessoa normal, nivelando-se a todos os outros.


As nuvens cinzentas vem acima
Uma tempestade me caçará abaixo
E rasga os intestinos fora de meu corpo
Que eu seguramente me afogaria
O vento irreconciliável procura
E me chicoteia como um chicote
A auto-piedade me subjuga
Meu coração afunda como um navio


_ Potter! – grita Voldemort – Onde está o garoto Neville?


_ Como?! – pergunta Harry, baixando a guarda por não entender por que Neville era mais importante que ele.


_ Antes de te matar eu irei matá-lo!


_ Por que Neville é tão importante?! – Harry volta a posição de guarda. Voldemort hesita em responder. Apesar de seu ponto fraco ter sido eliminado, a idéia do mesmo um dia ter habitado entre eles o deixava totalmente inconsciente.


Discutindo o tormento
e dor
O mar enlouquecido engolfa me
Eu deixei-me ser tragado
O peso magnífico em mim
Mais fundo eu, mais fundo abaixo
Não pense poderia adquirir qualquer
mais obscuro
As mordidas frias, a pressão,
construções
Eu já penso e não importam


Enquanto Voldemort refletia, Harry não tinha coragem de atacá-lo. Pela primeira vez, ele viu o lado humano do Lord das Trevas. Nesse momento, um dos comensais surge, lutando contra Neville. Vendo o causador de sua insanidade passando, Voldemort ataca seu próprio aliado, matando-o sem pensar duas vezes.


Não pode dizer se meus olhos estão abertos ou fechados?
A andorinha de águas traga
A dor eu estou terminado dentro da minha vida de pecado
O Diabo vai indubitavelmente seguir
Solidão é agonia
Para esses que te conhecem
Uma guerra de aflição e tristeza
raivas
Por mente, corpo e alma


Voldemort enlouqueceu! pensa Harry. Realmente ele não era mais o mesmo. Neville rapidamente associou a ira dele à morte de Bellatrix Lestrange e correu. Voldemort o perseguiu e Harry os seguiu, temendo por um fim mais que doloroso de seu amigo.


Quando os amantes morrem e
amizades enfraquecem
Quando família toda a mentira esquecida
Os portões de agonia vomitam
adiante
Suas recordações, fedendo e podre


Neville estava no chão. Tom Riddle estava com sua varinha em punho, preparando-se para lançar o feitiço da tortura e, em seguida, o da morte. Ele queria o sofrimento do menino ecoando por sua mente, para preencher o vazio que ele causou quando matou sua Bellatrix, uma comensal mais que dedicada e que o tratava não só como seu mestre. Ele iria pagar... nada mais importava...


Tão profundamente agora eu me sinto tão entorpecido
Eu sou saqueado através de perda absoluta
A culpa, a aflição, o
dor espantosa
Meu corpo, todos eles lavarão


Eu espero eu nunca voltar a vida
Oh, o Cristo apenas me deixe ir
Deixe morte devorar minha Simples
alma
Para que minha miséria não cresça


Harry surge no momento certo e desarma Voldemort. Neville levanta-se e corre. Voldemort cai em seus joelhos e chora, implorando pela sua destruição. Harry mais uma vez não consegue agir. Seria uma armadilha? pensava Harry. Voldemort tão vunerável, tão... bom...


_ Anda! – chora Voldemort – Mata-me! Destrua-me! Nada tem sentido para mim.


_ Não consigo. – Harry coça sua cicatriz, que o incomodava mais do que nunca. Voldemort, então, pegou sua varinha e apontou para Harry. Sem dizer nenhum feitiço, ele removeu tudo o que ligava Harry a ele, tirando até mesmo a cicatriz.


Voldemort definhou. De um modo indolor, ele morreu. Parecia feliz, pois, de algum modo, ele não sofreria mais por amor... enquanto fechava seus olhos, ele viu num clarão uma silhueta. Podia jurar que era Bellatrix, despedindo-se pela última vez do homem de sua vida.


Eu parto quietamente. Uma visão só
Aliviado de toda minha culpa
Para me unir a uma parede profunda do inferno
Que o diabo, ele construiu.

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