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7. No meio do caminho


Fic: O L Í M P I A


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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7. No meio do caminho

Renée. Não conseguia encontrar palavras para descrever o que sentia por aquela garota, mas tinha certeza de que não era normal. Pensar nela era horrível, mas não pensar. Ah! Isso era pior ainda.
Fazia um mês desde o começo do treinamento e não havia um dia sequer em que não amaldiçoasse Hermione por decidir que aquela seria sua amiga. Graças a isso desde que saiu da enfermaria eram obrigados a passar mais tempo que o necessário juntos; tempo esse que não foi suficiente para que fossem capazes de esquecer os gritos da primeira noite.
As aulas continuavam e agora já conheciam cada um de seus professores - ou treinadores como alguns preferiam - mas o fato era que a cada dia os exercícios ficavam piores, mais difíceis e complexos.
A amiga previra que aquilo não era nada, que ainda estavam apenas sendo testados e que coisa muito pior viria pela frente, o que o deixou completamente devastado. Hermione não costumava errar suas previsões, e ele não se atrevia a apostar. Hoje era o dia em que terminariam a poção de Jordan e a excitação era visível em todo seu corpo.
Naquele momento tinha os pensamentos voltados para o seu caldeirão e os efeitos da poção, quando ela apareceu.

- Mione! Por favor, você tem que me ajudar! – implora ofegante na frente do trio que seguia para uma seqüência de aulas com Snape.
- Calma. Respira, ta, o que foi?
- Zabini... – começa mas não termina por falta de fôlego.
- Meu Deus guriah. – Rony se espanta com o cansaço da garota – Daonde você veio? Parece que correu uma maratona...
- Do...terceiro andar – pausa de novo.
- Definitivamente. Você correu uma maratona...
Ia responder ao novo “amigo” mas Hermione interrompe – Ta, o que tem o Zabini?
- A poção dele... não ta... certa.
- Ele vai ter que começar de novo...
- NÃO! – exclama desesperada – Não Mione, eu vou ter que começar de novo, a poção dele tem que ta certa senão eu vou ter que dar a minha. Por favor, você precisa me ajudar, eu já fui lá, mexi, tentei consertar, mas não adiantou. Por favor Mione, por favor, por favor...
- Porque você teria que dar a sua poção pra ele? – pergunta confusa
- Loonga historia, acontece que... – pondera antes de continuar, mas ainda muito elétrica – eu devo um favor pra ele. – Hermione faz uma cara de compreensão e um olhar de “viu” – Não me olhe assim. Por favor...
- Ta, eu posso tentar mas não sei se vai dar certo... você é melhor em poções do que eu Renée!
- Tanto faz, eu não consegui, e você tem aquele seu jeitinho estranho de mexer com as coisas.
- Mas...
- Eu pensei em pedir pro Draco, mas ai ia ficar devendo pra ele também. E os favores do Draco não são nada razoáveis sabe. – fala consigo mesma, perdida em pensamentos – Definitivamente não são! – exclama com o cenho franzido antes de voltar ao mundo real – Então?
Esconde a curiosidade e cede com um pouco de má vontade – Ta.
- Aih você é linda! Eu te pego no salão na hora do almoço. Beijos, beijos. – sai correndo outra vez.
- A gente ta atrasado. – rosna Harry com a cara fechada, seguindo sozinho.
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Na hora do almoço, claro, claro. “ah, ,Mione, me desculpa, não deu tempo, eu tive que falar com o prof. Flitwick” e agora, quem é que tem que perder o jantar? A palhaça aqui... – tinha pensamentos revoltados enquanto analisava o tamanho do estrago na poção de Zabini, e alguns ainda piores enquanto invadia a sala de ingredientes de Jordan, e eles só pioravam a cada segundo até que escutou mais uma voz ranzinza a reclamar.

- Idiota! Será que não é possível fazer uma coisa certa, uma só que seja. Nãããão, mas ele é Blás Zabini. O rei da incompetência. – tudo fica em silencio por um minuto antes que a voz volte a murmurar. – Imbecil! Da próxima vez eu juro que quebro seu pescoço...
Hermione volta para a sala das bancadas com os frascos de que ia precisar nas mãos e descobre que o outro reclamão é Malfoy.
Ao ouvir seus passos, levanta os olhos furioso para o ‘intruso’. – O que ta fazendo aqui, Granger? – rosna.
- O que parece, Malfoy? – retruca mal-humorada colocando os frascos na bancada, ao lado do caldeirão diante deles. Ele continua lhe encarando até que ela responda – Tenho que consertar essa poção pra Renée.
- Da Renée? – estranha
- Pra Renée – começa a mexer com os ingredientes – Do Zabini.
- Zabini te pediu pra consertar a poção dele? – à olha perscrutador e ainda sem ter certeza se nas palavras da menina havia ironia.
- Não, Renée pediu. – termina de cortar rodelas de algum ingrediente e joga no caldeirão.
Draco continua observando o progresso da menina até que ela pára, esperando, e depois de alguns segundos bufa meio desesperada – Droga! Já devia ter feito efeito – mexe a poção nervosa, falando sozinha.
- Dá isso aqui, Granger! – toma a colher da mão dela e põe de lado enquanto começa a acrescentar mais ingredientes ao caldeirão, que começa a apresentar mudanças.
- O que você ta fazendo? – pergunta admirada com a habilidade dele e com os progressos.
- Arrumando a merda que aquele idiota fez! – rosna furioso.
Continuam fazendo a poção até que escutam o barulho da chave na porta. Sem pensar duas vezes guardam e limpam tudo usando as varinhas e Hermione joga um ultimo ingrediente no caldeirão antes que a porta se abra e os dois se virem para encarar Jordan, que os olha com desconfiança, seguido de perto por Zabini e Renée.
- O que vocês tão fazendo aqui? – pergunta ainda na porta com os olhos cerrados para os dois.
- Dando uma ultima conferida na poção – responde Draco inexpressivo. Jordan tenta usar legilimência contra eles.
- Essa não é a sua bancada.
- Nós estávamos checando as deles também, professor – mente Hermione indicando os colegas atrás do treinador; e agradecendo internamente por ser razoável com oclumencia, e por Jordan não ser um bom legilimente.
Depois de ver que não conseguiria mais nada dos dois, ele engole a mentira – Vão pra sua bancada... Bom, como foi avisado na primeira aula, a poção deveria ficar pronta hoje. E depois que eu conferi-las já podem tomar. – passa por todos os caldeirões, lançando nas poções feitiços que mostravam se podiam ser tomadas.
Quando lançou o feitiço na poção de Blás ele oscilou por mais tempo que o necessário antes de confirmar que havia sido preparada corretamente.
Draco, Hermione e Renée finalmente voltaram a respirar e um primeiro sorriso surgiu entre os dois antigos inimigos. Um sorriso de cumplicidade, que desapareceu quando receberam ordem de tomar a tão temida e importante poção, mas que não tinha passado despercebido por nenhum dos dois.
Tomaram a poção e Jordan os dispensou mais cedo.

- Obrigada, Mione. – diz Renée alcançando a amiga. – Você realmente me salvou.
- Da próxima vez Renée, seria bom se você não ficasse devendo mais favores pra ninguém.
- É... mas e porque o Draco tava lá?
- Acho que pelo mesmo motivo que eu neh. Alias, você devia ter dito que ele ia. – briga com Renée, parando no corredor.
- Eu teria, se soubesse. – retruca – O importante é que deu certo e eu te amo por isso ta? – Hermione revira os olhos e volta a caminhar. – Aonde você ta indo?
- Na cozinha.
- Porque? – recebe um olhar fulminante – Ah, ta... você não jantou... Bom eu vou pro dormitório.
- Claaro, obrigado por me fazer companhia, porque sabe, não foi por sua causa que eu perdi o jantar.
- É que eu não gosto dos elfos sabe. Eles são...ugh. – Hermione revira os olhos outra vez – Te vejo amanha! – diz antes de sumir por outro caminho.

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Na noite anterior, depois de praticamente comer um boi pela perna, foi para o quarto e dormiu feito pedra. Pela manhã quando acordou se sentia zonza, e foi com esforço que se arrumou e desceu para o café.
Sentou frente a Harry e Rony e viu que eles comiam desesperadamente, sentiu a tontura piorar e também um começo de enjôo. Mas ao invés de repreender os garotos, se juntou a eles. Assim que começou a comer foi se sentindo melhor, porém sua fome chamou a atenção dos amigos.

- Mione? Tudo bem com você? – pergunta Rony.
- Aham... – continua mastigando – Porque?
- Você ta comendo igual o Rony – responde Harry.
Ela o encara com olhar hostil – Definitivamente não Harry. Eu não estou comendo feito o Rony.
- Na verdade ta sim – emenda Rony. – Você já bateu uma banana, 5 torradas, uma tigela de cereal e 3 copos de suco.
- Eu to com fome! – explica envergonhada – E o fato de eu estar comendo tanto quanto você não significa que eu comi igual a você Ronald. Parem de me controlar, vocês dois!
- Na real o Rony hoje acabou sozinho com metade da mesa...
- Ah, cala a boca Harry. E você, saco sem fundo... ta comendo desde as 6! – replica Rony e os dois riem.
- Putz, o pior é que eu to com fome mesmo. Serio... – não termina a frase olhando para uma torta.
- Como foi a aula de vocês ontem?
- Normal. – responde Rony passando geléia em uma torrada – O Jordan liberou a gente antes.
- E a sua? – pergunta Harry com a boca cheia.
- Normal também... gente eu to com uma vontade incrível de carne... – é interrompida pelo aparecimento repentino de Renée ao seu lado.
- Tem castanha aqui? – procura nas tigelas próximas. – Aqui! – exclama e senta ao lado de Hermione na mesa da Grifinória. – Sinceramente, as vezes eu tenho vontade de estrangular aquelas garotas da minha mesa.
- Porque? – pergunta Rony.
- Elas são ridículas, neuróticas, comeram todo o cereal da mesa. E como se não fosse o suficiente, as princesas ainda acabaram com a castanha e a noz e tudo o mais! – fala indignada.
- Tudo isso por causa de comida? – pergunta Harry pasmo e divertido.
- Odeio elas.
- e leite...
- O que? – pergunta Rony.
- Leite. Eu quero leite, porque nessa escola não se bebe leite hein? – se questiona Hermione.
Zabini também aparece do nada e senta ao lado de Renée, bufando.
- ÔÔÔ cobra descamada. – chama Rony – A tua mesa não é aqui não. Toma teu rumo moleque!
- Cala a boca, Weasley. – fala de cara fechada, se servindo de várias coisas da mesa.
- O que aconteceu? – pergunta Renée. E Hermione também presta atenção enquanto os garotos o fulminam com os olhos; principalmente Harry.
- A anta do Goyle.
- ... – as garotas continuam esperando resposta.
- Ele mexeu nas coisas do Draco, de novo. – o tom é exasperado – E o resultado você já sabe qual é. Agora ninguém mais tem paz no maldito dormitório... Os gritos do idiota. Só que infelizmente, o Draco só descobriu a proeza do jumento depois que ele e o orangotango do Crabbe já tinham se entupido com a comida da nossa parte da mesa. Mew, como que pode ser tão burro?! – indaga indignado – Cara, o Draco vai matar ele, e eu teria o maior prazer em ajudar se ele deixasse. Puta merda! Mas até la haja saco pra escutar a mariquinha berrando. – terminou ainda exaltado, porem normalmente.
- O que foi que ele pegou? – pergunta Renée calma e normalmente, para espanto dos grifinórios.
Zabini apenas a olha – E ainda pra ajudar essa maldita poção!
- O que tem a poção? – pergunta Harry
- Porque você acha que ta todo mundo comendo feito um mamute, Potter?

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A noite.

- Hey, cara! Onde você tava? – pergunta Zabini ao entrar no dormitório e ver Draco na cama.
- Em casa – responde, olhando para o teto.
Zabini se vira para o amigo – As coisas vão mal neh? – Draco não responde e ele se senta na própria cama – O que aconteceu?
- Minha tia anda pilhando minha mãe
Respira pesado – O que você vai fazer? – Draco olha para ele, volta a olhar para o teto e não responde. Segundos depois Crabbe e Goyle entram no quarto.
- Onde vocês tavam? – pergunta Zabini ríspido
- Lá em baixo – diz Crabbe.
- Pois deviam chegar mais cedo do jantar, seus imbecis! Viram a Pansy?
- Não... – responde Goyle cabisbaixo, devido a presença de Draco
- Ela tava atrás de vocês. Algo sobre uma capa... – os dois se olham e saem correndo do dormitório – Idiotas... – continua se preparando para dormir – E ai cara? O que vai fazer?
- Vou cuidar da minha vida Zabini – responde Draco se levantando rapidamente – Vou cuidar da minha vida... – repete e deixa o quarto.

Assim que sai da sonserina um patrono irrompe de seu peito e desaparece a sua frente enquanto ele segue para a torre de astronomia.
Caminhou normalmente, afinal até que o patrono entregasse a mensagem e ela chegasse lá, demoraria. Porem quando entrou na torre se surpreendeu. Alguém já estava a espera.

A mulher, que estava de costas, olhando o manto de estrelas sobre os campos da escola, se virou para ele com seus grandes olhos azuis e o rosto sempre serio. – Pensei ter visto seu patrono, Draco. – o garoto não diz nada – Não é certo tirar as pessoas da cama a uma hora dessas. Principalmente garotas – fala em tom reprovador, zombeteiro, irônico. Típico.
- Como você sabe disso?
- Eu interceptei seu patrono, claro... – alguns passos a frente, de braços cruzados.
- Ele devia ser entregue apenas a Renée – fala confuso e frustrado.
- Fique tranqüilo, Malfoy. Outra pessoa não o teria conseguido... – dá as costas e volta para a janela
- O que você quer?
- Nada, na verdade.
- Vai me dar uma detenção?
- Haha, sinceramente Malfoy, eu não perderia meu tempo com isso. – os dois ficam em silencio – Você sabia que o seu patrono esta mudando Draco?
- Não. Ele...
- ...ele esta. – silencio por mais uns instantes, ela sente um arrepio, se vira para o garoto, mais pálida que antes e caminha em direção a porta – Você não devia ficar fora da cama uma hora dessas... – fala friamente enquanto anda.
- Anna?! – ela pára e o olha – Você esta bem?
- Ótima, Malfoy.

Logo que a mulher deixou a torre Renée chegou, chamando sua atenção ao abrir a porta – Draco!? – não se moveu, a menina fechou a porta atrás de si e foi até seu lado, na janela – Eu fiquei sabendo do que aconteceu hoje...
Não te vi em nenhuma aula. Onde você esteve?
Draco! – chama preocupada, voltando o rosto para ele.
- Eu preciso de você, Renée... – responde olhando para ela.
- O que aconteceu?
- Você me deve, se lembra?
- É eu lembro. Mas o que aconteceu?
Sai da janela e passa a mão pelos cabelos enquanto ela o segue com os olhos – Eu fui pra casa.
- E? – pergunta apreensiva.
- A minha mãe vai pirar, Renée. Ela vai pirar se as coisas continuarem assim e eu não posso fazer nada!
- Dr...
- Eu preciso de você ‘Nê’. – segura a menina pelos braços.
- Mas...
- Se as coisas saírem de controle. Se não der certo. Você tem de me prometer que vai cuidar delas pra mim!
O olha assustada – Mas Draco...
- Você e o Zabini, Renée, são as únicas pessoas com quem eu posso contar, mas pra isso eu só confio em você, entende?! Eu preciso de você. Promete fazer o que eu mandar?
- Prometo! Mas o quê? – ele a solta e volta a andar – Eu não entendo! O que você vai fazer?
- Não sei ainda. Mas eu não posso deixar que ele faça isso com ela! – de repente uma labareda escapa da mão do garoto e atinge o chão.
- Draco?! – grita nervosa
- Que droga Renée, é minha mãe! Será que você não entende? É a minha MÃE! – dá as costas para a garota e fecha os olhos com força.
- Eu entendi e prometo que vou fazer o que você mandar. – anda até ele e dá um beijo na bochecha do amigo – Só não esquece que a gente ta aqui, tah?! – sai da torre e fecha a porta.

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- Hey Harry! Tudo bem?
- Ah... oi Gina.
- O que ta fazendo?
- Organizando umas jogadas pro próximo treino...
- Ahm... A gente tem sorte em ter um bom time...
- Como assim? – pergunta desatento.
- É sorte que o pessoal seja bom, eu quero dizer. A gente anda treinando tão pouco...
- Eu tenho feito o que posso Gina. – a corta bruscamente – As coisas não tem sido fáceis, se você não reparou.
- Eu sei, Harry. Mas é porque nós nos vemos tão pouco, e você exige tanto no treino, talvez...
- Talvez você queira sair do time. Já que anda tão infeliz.
- Não foi isso que eu quis dizer...
- Então não diga. – guarda os pergaminhos com que mexia e os manda para o dormitório antes de deixar a sala comunal e a irmã do amigo, boquiaberta e entristecida.

Todas os acontecimentos recentes vinham latejando em sua cabeça, preenchendo cada espaço disponível do cérebro. No fundo, sabia que Gina tinha razão, que os treinos estavam muito espaçados. No fundo, sabia que não devia perder a cabeça sem razão, como vinha fazendo. No fundo, sabia qual era a razão que o fazia perder a cabeça, e sabia também qual era a solução para o problema, que acordava com ele todas as manhãs e o acompanhava durante todo o dia, todos os dias. Martelando e martelando em seu cérebro, fazendo-o sentir raiva, vergonha, impotência e ódio. Muito ódio. Inclusive de si mesmo, principalmente de si mesmo.
Afinal o problema era, como dizia Drummond, que No meio do caminho tinha uma pedra; tinha uma pedra no meio do caminho; tinha uma pedra; no meio do caminho tinha uma pedra...
E antes que pudesse terminar de declamar a poesia para si mesmo se deparou, literalmente, com uma pedra no meio do caminho.

- O que ta fazendo fora do dormitório, Potter?
- Nada que seja da sua conta, Campbell

Sem parar, ou desviar seus caminhos eles seguiam sem mais olhares, sem palavras que resolvessem os problemas que tinham, que criavam, compartilhavam. E era sempre assim, se cruzavam, mas não se encontravam.
E então a raiva aumentava. Queria tirar a pedra do meio do caminho, jogá-la no fundo de um lago para nunca mais tropeçar nela. Ou queria chutá-la para longe, com força, para que ela não atrapalhasse mais, para que não mais a visse. Mas as vezes, talvez na maioria, o que mais queria era pegar aquela pedra, que insistia em permanecer ali, incomodando, e guardá-la para si. Cuidar dela, e carregá-la como um amuleto, bem junto ao coração.
Talvez a solução fosse parar de lutar contra aquilo, talvez devesse seguir seus instintos, talvez agir impulsivamente fosse a solução, deixar de pensar com a cabeça de cima para dar vazão aos desejos mais profundos da de baixo e então quem sabe, acharia a solução, talvez, juntos pudessem achar a solução.
Mas não, talvez não era bom, era como ‘e se’, e uma vida cheia de talvezes e e se’s era a ultima coisa que queria. Queria pelo menos uma vez ter tudo sob controle, para que ao menos uma vez, pudesse olhar para trás e não se arrepender dos erros que não cometeu.

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“No meio do caminho tinha uma pedra; tinha uma pedra no meio do caminho; tinha uma pedra; no meio do caminho tinha uma pedra; Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas; Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra; tinha uma pedra no meio do caminho; no meio do caminho tinha uma pedra.”
Uma pedra, duas pedras, na verdade são três pedras. Três pedras insistindo no caminho, querendo, clamando por serem tropeçadas, sem chances de serem movidas. Sim, três pedras, três pedras no meio do caminho. Mas não amedrontam as pedras, afinal, “foi de pedras que construí o meu castelo”. Draco era uma pedra, mas precisava de ajuda, talvez ele não fosse uma pedra, talvez a ajuda fosse a pedra. Hermione precisava de ajuda. Hermione queria ajudar, mas não admitia a ajuda, também uma pedra. A ajuda. E Zabini. Zabini definitivamente era uma pedra, porque naquele caso, não era ele quem precisava de ajuda. Uma hora ou outra cobraria, teria que pagar. E estava ali novamente, enfrentando a grande pedra. Talvez devesse confundi-lo, talvez devesse confundir-se...

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Um, dois, três passos. Dois corredores, três corredores. Mais rápido, mais rápido. Sem barulho, sem luz, qualquer movimento. Onde esta? Onde esta? Onde esta? Qual o caminho?!?! E lá esta. Caminha, se move devagar, se confunde com as sombras. Mais rápido, mais rápido para alcançar. E finalmente, chega.

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E um puxão. Um puxão lhe tirou do mergulho em pensamentos, acordou bruscamente para a realidade cinza de noite ao redor. E com os olhos muito abertos viu a noite, viu o cinza e viu o verde. E sentiu, sentiu as mãos e os braços e os lábios, a língua e a respiração. Sentia os braços firmes ao seu redor, as mãos que procuravam pelas curvas e a boca que se movia sôfrega e intensa contra a sua. E então sentiu as batidas de um coração, o coração batia acelerado. O coração era o seu.
Não pensava, mas sem pensar, correspondia. Correspondia apaixonada, e se sentia apaixonada, estava apaixonada. Sim, fazia tempo, e agora descobria, descobria um coração que a muito dormia, e desaprendera a bater, vivo, feliz, tão forte sem que nada fosse preciso, nada alem daquilo, e aquele cheiro, a tempos sentia aquele cheiro, em todos os lugares, sempre sempre. E então era aquilo, era ele, e era bom. E já não tinha volta, já se decidira. Sempre corresponderia.






























Pessoalzinhos amado do coração, mais um capitulo curtinho eu sei, mãs eh porque tem mais coisa, mas essas coisas não se encaixariam nele. A verdade eh que eu não tenho desculpa boa o suficiente pra demora, soh aquela mais manjada e mais verdadeira de sempre. Tudo anda uma correria e não tenho tido tempo, alem de que a inspiração não foi uma coisa mito presente esses últimos tempos entaao. I’m sorry, I can’t’ be perfect...
Hehe :D, disfarça momento quina serie e vamos ao que interessa. Mais um pedido de desculpas, dois, três na verdade. Boom o prometido era que viriam os animagos esse capitulo, mas acontece que eu estou realmente empenhada em uma vídeo, onde vão aparecer digamos, os principais elementos pra animagia e outras cozitchas. Fiquei móóó tempão fazendo as montagenzinhas dos animagos gente, e elas tão protinhas, nada demais vocês vão dizer quando virem, porem acreditem, eh muito difícil fazer qualquer coisa em photoshop, paint ou qualquer outro programa de edição, e tem outro graande problema. Todos os meus vídeos são em formato rmvb e o movie maker não aceita esse formato, e conversores de vídeo são muito difíceis de achar. Digam o que quiserem sobre isso, o fato eh que um que realmente preste e não deixe marcas no filme eh muito, muito difícil mesmo. De qualquer maneira. Eu sei que o capitulo não ficou lah essas coisa, mas no fim eu acho que gostei do desenrolar dele.
Por fim vocês com certeza vão perceber uma confusão meio modernista, mas eh que eu AMO Carlos Drummond de Andrade e a inspiração veio meio que inspirada nele, então me desculpem qualquer coisa.
Agora deixa eu explicar o seguinte. A partir do momento que o harry e a renée se cruzam vocês interpretem tudo como pensamentos, por isso aquela confusão toda. Não sei vocês, mas eu quando penso faço uma coisa parecida com aquela. Eles tão realmente absortos em pensamentos então leiam pensando nisso.
Nesse capitulo eu também apareceu a Anna, que eu ainda não tinha mostrado pra vocês, gente eu simplesmente amo ela demais e ela vai ser tipo assim, SUPER importante pra história, porem também um mistério então sempre que ela aparecer vocês liguem as anteninhas. Como o Harry ‘diz’ no começo já faz um mês que eles tão treinando, e varias cositchas já aconteceram. =D
Seguinte, já estou escrevendo o próximo capitulo, mas não sei se ele vem rápido gente, me desculpem sinceramente, mas varias coisas precisam acontecer, inclusive os animagos, mas eu não vou postar enquanto não conseguir fazer o vídeo. Não tem jeito. A única coisa que eu posso dizer pra vocês com certeza eh que faz um mês que eu to trabalhando nesse negócio e eh soh o que livra um pouquinho a minha consciência de toda a culpa por falta de inspiração.
Vamos aos comentários:

Luuh! - Ane e Lyra B. Malfoy - Mione03 - isabella Rodrigues - Artemis Granger - Pá Tonks - Brigadinhaaa pelas dicas para animagos, ela foram muuuuito úteis! :D

Luuh! - Olááá leitora nova! Ain que fofa, que óóótimo que você mergulhou de cabeça na história. Espero que continue assim e volte seeempre!
Luce Black – ow, desculpe te magoar de noovo com o capitulo curto “/ boom você tem razão sobre algo, o Draco terá que se redimir. Mas ainda não foi dessa vez! Seguiinte, favoritei a sua fic e assim que possível eu leio com tooodo o amor e carinho dedicado a D/Hr :D ahh e nunca peça desculpas por comentar, isso eh quase um crime!
Artemis Granger – tem toda a razão, Draco pode ser extremamente irritante. Mas pode ser bem mais que isso também, vamo ver que outros sentimentos ele vai nos despertar hein... Ain fala sério, Temi eh simplesmente tuuuudo de bom, e você tendo o nome dela como Nick deve ser tambem =) muito obrigada pelos comentarios! Eles me fazem feliz 8D
Anna Malfoy – que booom, continue assim, amando a fic :D
Ane e Lyra B. Malfoy – calma, calma pessoa. Ta aih, capitulo postado :D
Mione03 – menina você não existe :D amei todos os coments qe você deixou! Aaain sinceramente adoooro você! Muito participativa e fofinha :D desculpe a demora :x e por favor naao me deixe. Eu prometo que você vai conhecer a Artemis e quem sabe eu ate não consigo alguns mistérios pra você desvendar? Hehe você tem razão sobre algumas coisas, como por exemplo que os animagos vão revelar algumas coisas, mas também nem tudo. Ahh a Mione eh uma anjinho neh, fala serio ela já gostou do draco com soh um papinho, magine se ele tivesse passado uns migués nela o.O agora please me diga tudo que você achou desse cap. Da Anna(nem tem muito o que acha, mas tudo bem), da Renée e do Harry e o que acha que aconteceu nesse mês aih... esperando muito ansiosa ok?
Pá Tonks – postadíssimo, soh não sei se com criatividade e bom humor o.O menina você foi tipo assim, tudo de boom, saiba que os animagos foram total baseados naquela listinha que mandou (quase) quando ficar tudo proonto você será com certeza homenageada. Thanks thanks thanks (credo como eu to repetitiva hoje) please comente :?
Luizagm – Ahh, mas diferente eh bom não eh, me diz, me diz o.O espero que continue gostando.
thayna nazareno – postadiinho! Obrigada por comentar e gostar. Não esqueça de voltar (ih rimou)



08-11-2008








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