FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

14. O ressentimento de Snape


Fic: Marotos Lendo Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

– O ressentimento de Snape.



– Que ótimo! – Sirius revirou os olhos irritado – Momento perfeito para um capítulo com nome de Snape.

– Sirius, por favor, não vamos arranjar mais brigas agora. – Lily disse com um suspiro cansado – Apenas leia, Remo, por favor.



Ninguém na Torre da Grifinória dormiu àquela noite. Todos sabiam que o castelo estava sendo revistado novamente e os alunos da casa permaneceram acordados na sala comunal, esperando para saber se Black fora apanhado. A Profª. Minerva voltou ao amanhecer para informar que, mais uma vez, ele escapara.



– É óbvio que você está usando uma das passagens para entrar e sair de Hogwarts em segurança... – Remo disse com um suspiro – Mas não entendo por que você se arriscaria dessa forma, não pode ser apenas para falar com Harry.

– Remo tem razão, – Tiago coçou a cabeça – por que Sirius cortaria as cortinas da cama de Rony, se estivesse querendo apenas falar com o Harry? E por que a faca?

– Talvez estejam todos errados, e eu simplesmente não estou atrás do Harry. – Sirius deu de ombros.

– Mas por que você entraria no dormitório deles se não estivesse atrás de Harry? – Alice perguntou cuidadosa.

– Não tenho certeza. – Sirius balanço a cabeça – Estou apenas fazendo suposições.



Durante todo o dia, onde quer que fossem, os garotos percebiam sinais de uma segurança mais rigorosa; o Profº. Flitwick podia ser visto, às portas de entrada do castelo, ensinando-os a reconhecer uma grande foto de Sirius Black;



– Como se ele não tivesse aparecido em todos os jornais daquele ano. – Gina revirou os olhos.



Filch, de repente, andava para cima e para baixo nos corredores, pregando tábuas em tudo, desde minúsculas fendas nas paredes até tocas de camundongos. Sir Cadogan fora demitido. Repuseram seu retrato no solitário patamar do sétimo andar e a Mulher Gorda voltou ao seu lugar. Fora competentemente restaurada, mas continuava nervosíssima e só concordara em voltar ao trabalho com a condição de receber mais proteção.

Um bando de trasgos carrancudos tinha sido contratado para guardá-la.

Eles percorriam o corredor em um grupo ameaçador, falando em rosnados e comparando o tamanho dos seus bastões.



– Imagino como devia ser desagradável tentar entrar na torre da Grifinória com um bando de trasgos no caminhão. – Frank disse com uma careta de desgosto.

– Você não tem ideia. – Neville bufou desconfortável.



Harry não pôde deixar de reparar que a estátua da bruxa de um olho só, no terceiro andar, continuava sem guarda nem bloqueio. Parecia que Fred e Jorge tinham razão em pensar que eles e agora Harry Potter, Rony e Hermione eram os únicos que conheciam a passagem secreta a que a bruxa dava acesso.

— Você acha que devemos contar a alguém? — perguntou Harry a Rony.

— A gente sabe que Black não está entrando pela Dedosdemel — disse Rony descartando a idéia. — Saberíamos se a loja tivesse sido arrombada.



– Na verdade não saberiam... – Tiago disse entortando a boca – Acho que já falamos que Sirius é capaz de arrombar portas de maneira trouxa, mas não comentamos que também aprendemos a trancar as portas... 

– Basta virar para o lado contrário. – Remo deu de ombros.

– Isso significa que você poderia estar entrando e saindo da dedosdemel sem que ninguém percebesse? – Lily perguntou interessada.

– Sim. – Sirius disse entortando a cabeça – Mas não acho que esteja entrando pela dedosdemel, seria muito arriscado, e nada confortável.

– E por onde você estaria entrando, Black? – Severo perguntou levantando as sobrancelhas.

– Não te interessa, Snape. – Sirius bufou e fez sinal para que Remo voltasse a ler.



Harry ficou contente que Rony pensasse como ele. Se a bruxa de um olho só também fosse fechada com tábuas, ele não poderia voltar a Hogsmeade.



– Talvez você simplesmente não devesse ir a Hogsmead nesse ano. – Lily deu de ombros – Não acho que Sirius estaria tentando te matar, ou nada assim, mas pode ser perigoso por vários outros motivos.

– Lily tem razão. – Hermione suspirou – Há coisas muito mais perigosas fora da escola do que poderíamos enfrentar sozinhos naquela época...

– Não é você quem sempre briga por contarmos coisas que ainda não aconteceram? – Rony perguntou risonho.

– Não estou contando nada que não aconteceu. – Hermione bufou irritada – É óbvio que existem coisas perigosas fora da escola.



Rony se transformara numa celebridade instantânea. Pela primeira vez na vida, as pessoas prestavam mais atenção a ele do que a Harry e era evidente que ele estava gostando bastante da experiência.



– Eu também estava gostando muito. – Harry disse com um meio sorriso – Eu odiava toda a atenção de qualquer forma.

– Nem sempre. – Gina murmurou ligeiramente irritada.



Embora ainda estivesse muito abalado com os acontecimentos da noite anterior, ficava feliz de contar a quantos perguntassem o que acontecera, com riqueza de detalhes.

—... Eu estava dormindo e ouvi barulho de pano cortado e achei que estava sonhando, sabe? Mas aí senti uma correnteza de ar... Acordei e vi que o cortinado de um lado da minha cama tinha sido arrancado... Me virei... E vi Black parado ali... Como um esqueleto, os cabelos imundos... Segurando um facão comprido, devia ter uns trinta centímetros... E ele olhou para mim e eu olhei para ele, então eu soltei um berro e ele se mandou.



– Mas se eu quisesse te matar, eu teria te matado. – Sirius levantou as sobrancelhas – No tempo que você levou para acordar, eu já poderia ter cortado a sua garganta.

– Não fale assim. – Lily suspirou – Você fica parecendo um assassino de verdade. 



— Mas por quê? — Rony acrescentou para Harry quando o grupo de garotas do segundo ano, que estivera escutando sua história enregelante, se afastou. — Por que foi que ele correu?

Harry andara se perguntando a mesma coisa. Por que Black, ao verificar que escolhera a cama errada, não silenciara Rony e procurara Harry? Ele já provara doze anos antes que não se importava de matar gente inocente, e desta vez só precisava enfrentar cinco garotos desarmados, quatro dos quais adormecidos.



– Provavelmente por que ele não queria matar ninguém! – Remo disse categórico.

– E por que sabia que depois do seu grito metade da torre da grifinória iria estar no caminho de saída dele. – Alice deu de ombros.

– A não ser que vocês pensem que eu poderia matar a torre da grifinória inteira para sair, e ainda enfrentar as pessoas que escutariam os gritos e iriam verificar o que estava acontecendo. – Sirius revirou os olhos.



— Ele devia saber que ia ter problemas para sair do castelo depois que você gritasse e acordasse todo mundo — disse Harry, pensativo. — Teria que matar a casa toda para passar pelo buraco do retrato... E teria dado de cara com os professores...



– Mais ou menos isso. – Tiago suspirou descontente – Mas ainda prefiro a versão em que ele não queria matar ninguém.

– É claro que prefere. – Severo bufou – Sempre defende o Black, mesmo quando ele está errado.

– Eu defendo meus amigos, – Tiago encarou Severo com seriedade – isso é amizade verdadeira. Dizer que é amigo de uma pessoa, e se esconder cada vez que essa pessoa é ofendida, não tem nada a ver com amizade.

    Lily baixou os olhos desconfortável, sabia que Tiago estava se referindo à sua amizade com Snape. Severo corou ligeiramente e também desviou os olhos.



Neville caiu em total desgraça. A Profª. McGonagall estava tão furiosa com ele que o banira de todas as futuras visitas a Hogsmeade, lhe dera uma detenção e proibira todos de lhe informarem a senha para a torre. O coitado era obrigado a esperar do lado de fora da sala comunal, todas as noites, até alguém deixá-lo entrar, enquanto os trasgos da segurança caçoavam dele. 



– McGonagall caprichou no castigo. – Alice disse mordendo o lábio inferior nervosa.

– Ela é boa nisso. – Neville suspirou coçando a cabeça desconfortável.



Nenhum desses castigos, porém, chegou nem próximo do que sua avó lhe reservara. Dois dias depois da invasão de Black, ela mandou a Neville a pior coisa que um aluno de Hogwarts podia receber na hora do café da manhã: um berrador.



– Minha mãe realmente sabe como piorar as coisas. – Frank disse com um suspiro pesaroso – Não quero nem ouvir o que ela diz no berrador...



As corujas da escola entraram voando pelo Salão Principal trazendo o correio, como de costume, e Neville se engasgou quando a enorme coruja pousou diante dele com um envelope vermelho preso no bico.

Harry e Rony, que estavam sentados em frente, reconheceram imediatamente que a carta era um berrador. Rony recebera um da Sra. Weasley no ano anterior.

— Apanha ela logo, Neville — aconselhou Rony.

Neville não precisou que lhe dissessem duas vezes. Agarrou o envelope e, segurando-o à frente como se fosse uma bomba, saiu correndo do Salão em meio às explosões de riso da mesa da Sonserina. Todos ouviram o berrador disparar no saguão de entrada. A voz da avó de Neville, com o volume normal magicamente ampliado cem vezes, bradava que ele envergonhara a família inteira.



– Ela está errada! – Frank disse categórico – Não há maneira de eu me envergonhar de você. Você foi um pouco distraído, mas não foi sua intenção!

– Frank está certo. – Alice disse sorrindo para Neville e acariciando seus cabelos – Eu me orgulho muito de ser sua mãe.

    Neville sorriu fechando os olhos satisfeito com o carinho da mãe.



Harry estava tão ocupado sentindo pena de Neville que nem reparou imediatamente que havia uma carta para ele também.

Edwiges atraiu sua atenção beliscando-o com força no pulso.

— Ai! Ah... Obrigado, Edwiges.

Harry rasgou o envelope enquanto a coruja se servia dos flocos de milho de Neville. O bilhete dentro do envelope dizia o seguinte:

Caros Harry e Rony

Querem vir tomar chá comigo hoje à tarde por volta das seis?

Irei buscar vocês no castelo.

ESPEREM POR MIM NO SAGUÃO DE ENTRADA; VOCÊS NÃO PODEM SAIR SOZINHOS.

Abraços, Hagrid.



– Pelo visto Hagrid sabe que vocês estão brigados. – Lily comentou para Rony e Hermione.

– E também sabe quem Harry escolheu apoiar, não é? – Gina disse revirando os olhos para Harry e Rony.

– Ele não tem culpa... – Tiago disse mordendo o lábio – Rony é amigo dele, ele tem que apoiar o amigo.

– E Hermione não é amiga dele? – Lily perguntou separando-se de Tiago, cruzando os braços e levantando as sobrancelhas para ele.

– É... – Tiago disse pensativo – Mas...

– Isso não é importante. – Hermione disse com um meio sorriso para Lily – Rony e Harry tinham treze anos, garotos de treze anos não pensam. – Completou trocando uma piscadela com Gina, que concordava enfáticamente.



— Ele provavelmente quer saber as novidades sobre Black — disse Rony.

Assim, às seis horas daquela tarde, Harry e Rony saíram da Torre da Grifinória, passaram pelos trasgos de segurança e rumaram para o saguão de entrada.

Hagrid já estava à espera.

— Está bem, Hagrid! — exclamou Rony. — Imagino que você queira saber o que aconteceu no sábado à noite, é isso?

— Já soube de tudo — disse Hagrid, abrindo a porta de entrada e levando-os para fora.

— Ah — exclamou Rony, parecendo ligeiramente desconcertado.



– É claro que ele saberia, – Gina revirou os olhos para o irmão – deve ter passado a noite toda procurando Sirius pelo terreno da escola e pela floresta.

– Mas eu achei que ele iria gostar de saber o que aconteceu por mim. – Rony deu de ombros.



A primeira coisa que viram ao entrar na cabana de Hagrid foi Bicuço estirado em cima da colcha de retalhos de Hagrid, as enormes asas fechadas junto ao corpo, apreciando um pratão de doninhas mortas. Ao desviar o olhar dessa visão repugnante, Harry viu um gigantesco traje peludo e uma medonha gravata amarela e laranja pendurados no alto da porta do armário.

— Para que é isso, Hagrid? — perguntou Harry.

— O caso de Bicuço contra a Comissão para Eliminação de Criaturas Perigosas. Nesta sexta-feira. Ele e eu vamos a Londres juntos. Reservei duas camas no Nôitibus...

Harry sentiu uma pontada incômoda de remorso. Esquecera-se completamente que o julgamento de Bicuço estava tão próximo e, a julgar pela expressão constrangida no rosto de Rony, ele também. Os dois tinham se esquecido igualmente da promessa de ajudar Hagrid a preparar a defesa de Bicuço; a chegada da Firebolt tinha varrido a promessa do pensamento dos garotos.



– Vocês precisam definir melhor as suas prioridades. – Sirius disse franzindo a testa para Harry e Rony.



Hagrid serviu chá e ofereceu um prato de pãezinhos aos garotos, que tiveram o bom senso de não aceitar; tinham muita experiência com a culinária do guarda-caça.

— Tenho uma coisa para conversar com vocês dois — disse Hagrid sentando-se entre os garotos, com o ar anormalmente sério.

— O quê? — perguntou Harry.

— Mione — respondeu Hagrid.

— Que é que tem a Mione? — perguntou Rony.

— Ela está num estado de cortar o coração, é isso que tem. Veio me visitar muitas vezes desde o Natal. Se sente solitária. Primeiro vocês não estavam falando com ela por causa da Firebolt, agora vocês não estão falando por causa do gato...



– Eu sabia que ele iria falar com vocês. – Hermione suspirou pesarosa – Eu pedi para ele não falar sobre isso com vocês várias vezes...

– É claro que ele falaria. – Lily disse sorrindo para Mione com carinho – Ele se preocupa com você. 

– E nós deveriamos ter sido mais compreensivos. – Rony murmurou constrangido enquanto Harry concordava enfaticamente.



—... Que comeu Perebas! — interpôs Rony, zangado.

— Porque o gato dela fez o que todos os gatos fazem — insistiu Hagrid. — Ela já chorou muito, sabem. Está passando por um mau momento. Abocanhou mais do que pode mastigar, se querem saber, todo o trabalho que está tentando fazer. E ainda arranjou tempo para me ajudar no caso do Bicuço, vejam bem... Encontrou um material realmente bom para mim... Acho que ele terá uma boa chance agora...



– Hermione estava fazendo todas as matérias e ainda assim arrumou tempo para ajudar o Hagrid, vocês deviam se envergonhar. – Lily disse rigorosa para Rony e Harry.



— Hagrid, nós devíamos ter ajudado também, desculpe... — começou Harry, sem jeito.

— Não estou cobrando nada — disse Hagrid, dispensando as desculpas. — Deus sabe que você teve muito com que se ocupar. Vi você praticando Quadribol todas as horas do dia e da noite, mas tenho que dizer uma coisa, pensei que vocês davam mais valor à amiga do que a vassouras e ratos. É só isso.



– Todos pensamos. – Gina disse levantando a sobrancelha para Harry e Rony insinuante.

    Harry e Rony trocaram olhares constrangidos.



Harry e Rony trocaram olhares constrangidos.

— Bem nervosa ela ficou, quando Black quase esfaqueou você, Rony. Ela tem o coração no lugar, a Mione, e vocês se recusando a falar com ela...

— Se ela ao menos se livrasse daquele gato, eu voltaria a falar com ela! — disse Rony, zangado. — Mas ela continua do lado do Bichento. É um maníaco e ela não quer ouvir nem uma palavra contra ele!

— Ah, bem, as pessoas podem ser obtusas quando se trata de bichos de estimação — disse Hagrid sabiamente.



– Acho que o Hagrid sabe uma coisinha ou outra sobre pessoas que ficam obtusas em relação aos seus bichos de estimação... – Sirius disse rindo.



Às costas dele, Bicuço cuspiu uns ossos de doninha em cima do travesseiro.

Os três passaram o resto da visita discutindo a nova chance de Grifinória concorrer à Taça de Quadribol. Às nove horas, Hagrid acompanhou-os de volta ao castelo.

Um grande grupo de alunos se achava aglomerado em torno do quadro de avisos quando eles chegaram à sala comunal.

— Hogsmeade no próximo fim de semana! — disse Rony, se esticando por cima da cabeça dos colegas para ler o aviso. — Que é que você acha? — acrescentou em voz baixa quando os dois foram se sentar.

— Bem, Filch não mexeu na passagem para a Dedosdemel... — ponderou Harry, ainda mais baixo.

— Harry! — disse alguém bem no seu ouvido direito. Harry se assustou e, ao se virar, viu Hermione, que estava sentada à mesa logo atrás deles e abrira uma brecha na parede de livros que a escondia.

— Harry se você for a Hogsmeade outra vez... Vou contar à Profª. McGonagall sobre aquele mapa! — ameaçou ela.



– Não... – Tiago disse encarando Mione pensativo – Você não falaria, não é?

– Não depois desse mapa ficar escondido por mais de vinte anos! – Sirius disse mordendo o lábio nervoso.

– Acho que ela vai dizer que não pode falar. – Remo bufou e voltou a ler.



— Você está ouvindo alguém falar, Harry? — rosnou Rony, sem olhar para Hermione.



– Isso é sério, Ronald? – Gina perguntou colocando a mão na cintura, ficando extremamente parecida com a Sra. Weasley – Como você tem coragem de tratar a Mione assim depois de tudo o que ela já tinha feito por você? Que atitude ridícula e infantil!

– Gina, – Hermione chamou a atenção da amiga, incrivelmente calma – você mesma disse várias vezes, meninos de treze anos são realmente idiotas.



— Rony, como é que pode deixar ele o acompanhar? Depois do que o Sirius Black fez a você, quero dizer, vou contar...

— Então agora você está tentando provocar a expulsão do Harry! — disse Rony, furioso. — Não acha suficiente o mal que você já fez este ano?

Hermione abriu a boca para responder, mas com um assobio suave, Bichento saltou para o seu colo. A garota lançou um olhar assustado à cara que Rony fazia, recolheu Bichento e saiu correndo para o dormitório das meninas.

— Então, e aí? — perguntou Rony a Harry como se não tivesse havido interrupção. — Vamos, da última vez que fomos você não viu nada. Você ainda nem entrou na Zonko’s!

Harry espiou para os lados para verificar se Hermione não estava por perto ouvindo.


 

– Eu não estar ouvindo não faz a sua atitude menos errada. – Hermione murmurou para Harry.



— Tudo bem. Mas desta vez vou levar a minha Capa da Invisibilidade.



– Eu posso estar me tornando repetitivo, – Tiago disse colocando a mão na testa exasperado – mas eu não entendo como você nunca se lembra dela quando você precisa, devia ter usado a capa da primeira vez que foi... 



Na manhã de sábado, Harry guardou a Capa da Invisibilidade na mochila, meteu o Mapa do Maroto no bolso e foi tomar café com todo mundo. À mesa, Hermione não parava de lhe lançar olhares desconfiados, mas ele evitou encarar a amiga e teve o cuidado de deixar que ela o visse subindo a escadaria de mármore no saguão de entrada, quando os outros alunos se dirigiam às portas de entrada.



– Você realmente pensou que tinha me enganado, não é? – Hermione perguntou revirando os olhos – Eu sabia que você iria, esperava que não fosse, mas sabia que iria... 

    Harry baixou os olhos constrangido.



— Tchau! — gritou Harry para Rony. — A gente se vê quando você voltar.

Rony sorriu e piscou um olho.

Harry correu ao terceiro andar, tirando o Mapa do Maroto do bolso enquanto subia. Agachado atrás da bruxa de um olho só, ele o abriu. Um pontinho vinha se movendo em sua direção. Harry apertou os olhos para enxergar melhor. A pequena legenda ao lado informava que era Neville Longbottom.

Harry puxou depressa a varinha, murmurou “Dissemdium!” e enfiou a mochila na estátua, mas antes que pudesse entrar Neville apareceu no canto do corredor.



– Então era isso que você estava fazendo parado ao lado daquela estátua... – Neville disse como se finalmente tivesse percebido alguma coisa.

– Desculpa por não compartilhar meu segredo com você. – Harry disse mordendo o lábio.

– Harry! – Hermione bufou – Isso ainda não aconteceu!

– Mione, não acho que alguém pensasse que Harry iria dividir o mapa comigo. – Neville disse dando de ombros – Nós não eramos tão próximos assim...



— Harry! Eu me esqueci que você também não ia a Hogsmeade!

— Oi, Neville — disse Harry, afastando-se rapidamente da estátua e empurrando o mapa para dentro do bolso. — Que é que você vai fazer?

— Nada — disse Neville encolhendo os ombros. — Que tal uma partida de Snap Explosivo?

— Hum... Agora não... Eu estava indo à biblioteca fazer aquela redação sobre os vampiros que Lupin pediu...

— Eu vou com você! — disse Neville, animado. — Eu também não fiz!

— Hum... Espera aí, ah, me esqueci, já terminei ontem à noite!

— Que ótimo, então você pode me ajudar! — disse Neville, o rosto redondo demonstrando ansiedade. — Não consigo entender aquela história do alho, eles têm que comer ou...



– Eu devia ter percebido que você estava tentando se livrar de mim... – Neville murmurou ligeiramente constrangido.

– Não foi minha intenção. – Harry disse desconfortável – Eu realmente não queria ter tentado me livrar de você...

– Pelo menos você está pedindo desculpas. – Tiago entortou a cabeça – É muito mais do que algumas pessoas são capazes de fazer...



Com uma pequena exclamação, ele se calou, espiando por cima do ombro de Harry.

Era Snape. Neville deu um passo rápido para trás de Harry.

— E o que é que vocês estão fazendo aqui? — perguntou Snape. Que parou e olhou de um garoto para o outro. — Que lugar estranho para se encontrarem...

Para imensa inquietação de Harry, os olhos negros de Snape correram para as portas ao lado de cada um deles e em seguida para a bruxa de um olho só.



– Não se preocupe, – Sirius disse com um meio sorriso – ele não sabe sobre essa passagem, ou Filch já a teria pregado para me impedir de entrar no castelo.



— Nós não... Marcamos encontro aqui. Só nos encontramos, por acaso.

— Verdade? Você tem o hábito de aparecer em lugares inesperados, Potter, e raramente sem uma boa razão... Sugiro que os dois voltem à Torre da Grifinória que é o seu lugar.

Harry e Neville saíram sem dizer mais nada. Quando viraram um canto, Harry olhou para trás. Snape estava passando a mão na bruxa de um olho só, examinando-a atentamente.



– Talvez ele desconfie... – Sirius franziu a testa – Mas não tem certeza de nada.



Harry conseguiu se livrar de Neville no retrato da Mulher Gorda, dizendo-lhe a senha, e, depois, fingindo que deixara a redação na biblioteca, deu meia-volta. Uma vez longe das vistas dos trasgos de segurança, ele tornou a tirar o mapa do bolso e segurá-lo bem junto ao nariz.

O corredor do terceiro andar parecia estar deserto.

Harry examinou o mapa cuidadosamente e viu, com uma sensação de alívio, que o pontinho Severo Snape voltara à sua sala.

Correu, então, até a bruxa de um olho só, abriu a corcunda, desceu o corpo por ela e se largou para ir ao encontro de sua mochila no fim do escorrega. Apagou, então, o Mapa do Maroto e saiu correndo.



– Apagar o mapa é sempre muito importante. – Tiago acenou para Harry em aprovação fazendo Severo revirar os olhos.



Harry, inteiramente escondido sob a Capa da Invisibilidade, saiu à luz do sol à porta da Dedosdemel e cutucou Rony nas costas.

— Sou eu — murmurou.

— Que foi que o atrasou? — sibilou Rony.

— Snape estava rondando o corredor...

Os garotos saíram andando pela rua principal.

— Onde é que você está? — Rony perguntava toda hora pelo canto da boca. — Ainda está aí? Que coisa mais estranha...



– Andar com uma pessoa invisível é realmente desconfortável. – Sirius concordou com Rony enfaticamente.

– Você já acompanhou uma pessoa invisível? – Lily perguntou curiosa.

– Algumas vezes eu acabava em detenção e o Tiago não, – Sirius deu de ombros – quando ele não tinha nada de mais interessante para fazer ele ia comigo para a minha detenção para se distrair...

– Em geral eu só ficava rindo da cara dele. – Tiago disse rindo um pouco – Mas isso acabou depois do quarto ano.

– Por que? – Alice perguntou.

– Nós inventamos uma maneira de manter contato mesmo quando separados... – Sirius disse sem dar mais explicações.

– E você não vai nos dizer qual foi essa maneira, não é? – Frank perguntou levantando uma sobrancelha.

– Não. – Tiago disse entortando a cabeça – Nós inventamos muitas coisas, não podemos sair por ai divulgando cada uma delas.



Eles foram ao correio; Rony fingiu estar verificando o preço de uma coruja para Gui no Egito para que Harry pudesse dar uma boa olhada em tudo. As corujas estavam pousadas e piavam baixinho para ele, no mínimo umas trezentas; desde as cinzentas de grande porte até as muito pequenas ("Somente para entregas locais", que eram tão mínimas que caberiam na palma da mão do garoto.

Depois, visitaram a Zonko's, que estava tão apinhada de estudantes que Harry precisou tomar um cuidado enorme para não pisar em ninguém e, com isso, desencadear o pânico. Havia logros e brincadeiras para satisfazer até os sonhos mais absurdos de Fred e Jorge; Harry cochichou ordens para Rony e lhe passou um pouco de ouro por baixo da capa. Os dois deixaram a Zonko's com as bolsas de dinheiro bastante mais leves do que quando entraram, mas os bolsos iam estufados de bombas de bosta, soluços doces, sabão de ovas de sapo e, para cada um, uma xícara que mordia o nariz.



– Essa xícara que morde o nariz é novidade... – Sirius disse pensativo – Mas a Zonko's não tem tanta variedade assim, acho que não satisfaria Fred e Jorge por muito tempo...



Fazia um tempo firme, de brisa suave, e nenhum dos garotos tinha vontade de ficar dentro de casa, por isso eles passaram direto pelo Três Vassouras e subiram uma ladeira para visitar a Casa dos Gritos, o lugar mais mal-assombrado da Grã-Bretanha. Ficava um pouco mais alta do que o resto do povoado, e mesmo durante o dia provocava certos arrepios, com suas janelas fechadas com tábuas e um jardim úmido e malcuidado.



    Por algum motivo que Lily, Frank e Alice não entenderam, Tiago, Sirius e Remo trocaram um olhar e começaram a dar risadinhas abafadas.



— Até os fantasmas de Hogwarts evitam a casa — disse Rony quando se debruçavam na cerca para apreciá-la. — Perguntei a Nick Quase sem Cabeça... Ele diz que soube que mora ai uma turma da pesada. Ninguém consegue entrar. Fred e Jorge tentaram, é claro, mas todas as entradas estão tampadas...



– Eles só não sabem por onde entrar... – Sirius deu um sorriso sombrio.

– Então vocês já entraram na casa dos gritos? – Lily perguntou espantada.

– Já. – Tiago deu de ombros – Não é nada demais...

– Como vocês entraram lá? – Frank perguntou curioso.

– Mais um dos nossos muitos segredos... – Tiago disse insinuante.

– Deve ter uma passagem secreta de Hogwarts até lá. – Alice disse pensativa – Alguma das que Filch descobriu...

    Tiago, Sirius e Remo deram de ombros ao mesmo tempo.



Harry, cheio de calor por causa da subida estava pensando em tirar a capa por uns minutinhos quando ouviu vozes que se aproximavam. Havia gente subindo em direção à casa pelo outro lado da elevação; momentos depois, Malfoy apareceu, seguido de perto por Crabbe e Goyle. Malfoy vinha falando.

—... Devo receber uma coruja do meu pai a qualquer hora. Ele teve que ir à audiência para depor sobre o meu braço... Que ficou inutilizado durante três meses...

Crabbe e Goyle riram.



– Eu gostaria que o Bicuço realmente tivesse destruido o braço desse garoto. – Sirius rosnou.

– Não, – Lily disse calma – se ele tivesse machucado Malfoy de verdade não haveria maneira de defender ele... Mas alguém precisa dar uma lição nesse mimado.



— Eu bem que gostaria de ouvir aquele paspalhão grisalho se defender... "Ele não tem uma natureza má”, honestamente aquele hipogrifo pode se considerar morto...



– Isso não é verdade. – Alice murmurou nervosa – Eles vão dar ao Bicuço um julgamento justo, não vão sacrificá-lo sem que ele possa se defender... O Ministério vai ser justo.

– Alice, – Remo falou com pena – o Ministério não é justo. É melhor que você entenda isso antes de se decepcionar demais.

– Mas... – Alice gaguejou nervosa.

– Remo está certo. – Frank impediu que a namorada defendesse o governo – Eles nunca foram justos, não foram justos com a minha família depois do acidente do meu pai e com certeza não serão justos com o Bicuço...

    Alice não respondeu, mas se recusou a acreditar, seus pais sempre lhe garantiram que o Ministério existia para cuidar dela e de todos os bruxos.



Malfoy de repente avistou Rony. Seu rosto pálido se abriu num sorriso maldoso.

— Que é que você anda fazendo, Weasley?

Malfoy ergueu os olhos para a casa em ruínas, às costas de Rony.

— Acho que você gostaria de morar aqui, não, Weasiey? Sonhando com um quarto só para você? Ouvi falar que a sua família toda dorme em um quarto só, é verdade?

Harry segurou as vestes de Rony pelas costas para impedi-lo de pular em cima de Malfoy.

— Deixe-o comigo — sibilou ao ouvido de Rony.

A oportunidade era perfeita demais para ser desperdiçada. Harry caminhou silenciosamente até as costas de Malfoy, Crabbe e Goyle, se abaixou e apanhou no caminho uma mão bem cheia de lama.



– Vingança! – Sirius, Tiago e Remo murmuraram animados.



— Estávamos mesmo discutindo sobre seu amigo Hagrid — disse Malfoy a Rony. — Tentando imaginar o que ele está dizendo à Comissão para Eliminação de Criaturas Perigosas. Você acha que ele vai chorar quando cortarem...

SPLASH!

A cabeça de Malfoy foi empurrada para frente quando a lama o atingiu; e, de repente, de seus cabelos louro-prateados começaram a escorrer lama.



– Isso foi ótimo! – Sirius disse excitado – Ele vai pensar que foi um fantasma!



— Quem...?

Rony teve que se segurar na cerca para não cair de tanto rir.

Malfoy, Crabbe e Goyle se viraram no mesmo lugar, olhando para todos os lados, agitados, enquanto Malfoy tentava limpar os cabelos.

— Que foi isso? Quem fez isso?

— É muito mal-assombrado isso aqui, não é, não? — falou Rony, com ar de quem está comentando o tempo.

Crabbe e Goyle ficaram assustados. Seus músculos avantajados eram inúteis contra fantasmas. Malfoy examinava, furioso, a paisagem deserta.

Harry se esgueirou pelo caminho até uma poça particularmente cheia de lama esverdeada e malcheirosa.

SPLASH!

Desta vez os atingidos foram Crabbe e Goyle. Goyle deu pulos frenéticos, tentando tirar a lama dos olhos miúdos e inexpressivos.

— Veio dali! — disse Malfoy, limpando o rosto e detendo o olhar em um ponto a uns dois metros à esquerda de Harry.



– Para um apanhador, ele tem um péssimo senso de direção! – Gina disse gargalhando.



Crabbe avançou inseguro, os braços compridos estendidos à frente, como um morto vivo.

Harry rodeou Crabbe, apanhou um pedaço de pau e arremessou-o contra as costas dele. E se dobrou com risadas silenciosas quando o garoto fez uma pirueta no ar, tentando ver quem o atacara. Como Rony foi a única pessoa que ele viu, foi para ele que Crabbe avançou, mas Harry esticou a perna. O garoto tropeçou e seu enorme pé chato se prendeu na barra da capa de Harry. Este sentiu um grande puxão e a capa escorregou do seu rosto.



– Má ideia! – Tiago disse mordendo o lábio nervoso – Nunca chegue perto demais, as pessoas sempre podem acabar puxando a capa sem saber... 



Por uma fração de segundo, Malfoy arregalou os olhos e o fitou.

— HARRRRRY! — berrou ele, apontando para a cabeça de Harry.

Então, deu as costas e fugiu a toda, morro abaixo, com Crabbe e Goyle nos seus calcanhares.

Harry puxou a capa para cima, mas o estrago já estava feito.

— Harry! — chamou Rony, avançando aos tropeços até o ponto em que o amigo desaparecera. — É melhor você correr! Se Malfoy contar a alguém, é melhor você já ter voltado ao castelo, depressa...



– Rony está certo, – Sirius disse coçando a cabeça nervoso – arranje um álibe o mais rápido possível.

– Eu sempre faço algum escandalo no salão comunal para que todos me vejam e possam servir de testemunhas de que eu estava lá o tempo todo. – Tiago aconselhou preocupado.

– Só espero que Malfoy conte para algum professor mais calmo, – Remo murmurou – se ele contar para McGonagall ou Snape, Harry não vai ter chance.



— Vejo você mais tarde — disse Harry e, sem mais uma palavra, desceu correndo pelo caminho, em direção a Hogsmeade.

Será que Malfoy acreditaria no que vira? Será que alguém acreditaria em Malfoy? Ninguém sabia da existência da Capa da Invisibilidade, ninguém exceto Dumbledore.

O estômago de Harry deu cambalhotas, o diretor saberia exatamente o que acontecera, se Malfoy dissesse alguma coisa...



– Acho que McGonagall desconfia da existencia da capa... – Tiago disse pensativo – Não exatamente da capa, mas ela sabe que eu arrumo jeitos de desaparecer em um lugar e aparecer em outro...

– Snape também parece desconfiar... – Gina disse – Talvez ele tenha descoberto que Tiago tinha uma capa... 

– E Remo sabe, é claro. – Sirius disse revirando os olhos – Mas não acho que Remo puniria Harry... 

– Mas deveria. – Snape disse sério – Ele é um professor, não devia ter favoritos.

– Como se você não defendesse aquele nojento do Malfoy. – Lily trincou os dentes para Severo.



O garoto voltou à Dedosdemel, à escada que levava ao porão, atravessou a distância que o separava do alçapão e entrou, então tirou a capa, meteu-a debaixo do braço e correu, desabalado, pela passagem... Malfoy chegaria primeiro... Quanto tempo levaria para encontrar um professor? Ofegante, uma dor forte do lado, Harry não diminuiu a velocidade até alcançar o escorrega de pedra.

Teria que deixar a capa ali, seria muito bandeiroso se Malfoy tivesse avisado um professor.



– Seria melhor deixar o mapa e tudo o que comprou na Zonko's também. – Tiago disse batendo o pé no chão nervosamente.



Escondeu-a num canto escuro e começou a subir, o mais depressa que pôde, suas mãos suadas escorregando na borda do escorrega. Quando chegou à corcunda da bruxa tocou-lhe com a varinha, enfiou a cabeça para fora e deu um impulso para sair. A corcunda se fechou e na hora que ele saltou de trás da estátua ouviu passos que se aproximavam apressados.

Era Snape. Rapidamente o professor alcançou Harry, as vestes pretas farfalhando, e parou diante dele.



– Se ele não desconfiava da passagem secreta, agora com certeza desconfia... – Sirius suspirou desolado.



— Então — falou.

O professor tinha uma expressão de triunfo reprimido no rosto. Harry tentou parecer inocente, embora muito consciente do seu rosto suado e das mãos enlameadas, que ele escondeu depressa nos bolsos.

— Venha comigo, Potter — disse Snape.

Harry o acompanhou até o andar de baixo, tentando limpar as mãos no avesso das vestes, sem que Snape notasse. Dali desceram masmorras e à sala de Snape.

O garoto só estivera ali antes uma vez e fora também por um problema muito sério. Desde então Snape adquirira mais umas coisas horríveis e viscosas conservadas em frascos, todos arrumados nas prateleiras atrás de sua escrivaninha, refletindo as chamas da lareira e contribuindo ainda mais para tornar a atmosfera ameaçadora.

— Sente-se — mandou Snape.

Harry se sentou. O professor, no entanto, continuou em pé.

— O Sr. Malfoy acabou de vir me contar uma história estranha, Potter.



– É claro que aquele bostinha iria atrás do professor favorito dele... – Sirius rosnou irritado.

– Ainda mais sabendo que a única pessoa em Hogwarts que odeia mais o Harry, do que o próprio Malfoy, é o Snape. – Remo concordou com Sirius enfático.

    Lily baixou os olhos triste, ainda sofria em pensar que, aquele que ela considerou por tantos anos seu melhor amigo, odiava seu filho daquela maneira.



Harry ficou calado.

— Ele me contou que estava na Casa dos Gritos quando deparou com Weasley, aparentemente sozinho.

Ainda assim, Harry não falou nada.

— O Sr. Malfoy diz que estava parado, falando com Weasley, quando um pelotaço de lama o atingiu na nuca. Como é que você acha que isso aconteceu?

Harry tentou parecer levemente surpreso.

— Não sei, professor.

Os olhos de Snape perfuravam os de Harry. Era exatamente a mesma sensação de tentar dominar um hipogrifo com o olhar. O garoto fez força para não piscar.

— O Sr. Malfoy então viu uma extraordinária aparição. Você pode imaginar o que teria sido, Potter?

— Não — respondeu Harry, agora tentando parecer inocentemente curioso.

— Foi a sua cabeça, Potter. Flutuando no ar.

Fez-se um longo silêncio.

— Talvez seja bom ele ir procurar Madame Pomfrey — sugeriu Harry. — Se anda vendo coisas como...



– Ótima resposta! – Sirius não resistiu em rir.

– Isso só vai irritar mais o Snape. – Lily disse mordendo o lábio nervosa.



— Que é que a sua cabeça estaria fazendo em Hogsmeade, Potter? — perguntou Snape suavemente. — A sua cabeça não tem permissão de ir a Hogsmeade. Nenhuma parte do seu corpo tem permissão de ir a Hogsmeade.

— Eu sei, professor — respondeu Harry, tentando manter o rosto despojado de culpa ou medo. — Parece que Malfoy está sofrendo alucina...

— Malfoy não está sofrendo alucinações — rosnou Snape, se curvando com as mãos apoiadas nos braços da cadeira de Harry, de modo que os rostos dos dois ficaram afastados apenas trinta centímetros. — Se a sua cabeça estava em Hogsmeade, então o resto do seu corpo também estava.



– Encarar o Snape dessa distância deve ter sido realmente desagradável! – Tiago disse maldoso – Eu teria tido nauseas.



— Estive na Torre da Grifinória. Como o senhor me mandou...

— Alguém pode confirmar isso?

Harry não respondeu. A boca de Snape se torceu num feio sorriso.

— Então — disse ele se endireitando. — Todo mundo, do Ministro da Magia para baixo, está tentando manter o famoso Harry Potter a salvo de Sirius Black. Mas o famoso Harry Potter faz as suas próprias leis. Que as pessoas comuns se preocupem com a sua segurança! O famoso Harry Potter vai aonde quer, sem medir as conseqüências.

Harry ficou calado. Snape estava tentando provocá-lo a dizer a verdade. Pois ele não ia dizer. Snape não tinha provas, ainda.

— É extraordinário como você se parece com o seu pai, Potter — disse Snape de repente, os olhos brilhando. — Ele também era muitíssimo arrogante. Um pequeno talento no campo de Quadribol o fazia pensar que estava acima dos demais. Exibia-se pela escola com seus amigos e admiradores... A semelhança entre vocês dois é fantástica.



– Não fale de Tiago, Ranhoso! – Sirius rosnou encarando Snape com verdadeiro ódio.



— Meu pai não se exibia — disse Harry, antes que pudesse se refrear. — E eu também não.



– Se for para ser realmente sincera, – Lily disse roendo uma unha – Tiago se exibe um bocado...

– Isso pode até ser verdade, mas Snape não tem direito de falar de Tiago dessa maneira. – Remo disse irritado.



— Seu pai também não ligava para as regras — continuou Snape, aproveitando a vantagem obtida, seu rosto magro cheio de malícia. — Regras foram feitas para meros mortais, não para vencedores da Taça de Quadribol. Era tão cheio de si...



– Isso também não deixa de ser verdade... – Alice disse com cuidado.

– Pode até ser verdade, mas Snape não tem nada com isso. – Sirius rosnou.



— CALE A BOCA!

Harry, de repente, se levantou. Uma raiva como ele não sentia desde a última noite na Rua dos Alfeneiros atravessou seu corpo. Ele não se importou que o rosto de Snape tivesse enrijecido, que os olhos negros lampejassem perigosamente.

— Que foi que você disse a mim, Potter?

— Disse para parar de falar do meu pai! — berrou Harry. — Conheço a verdade, está bem? Ele salvou sua vida. Dumbledore me contou! O senhor nem estaria aqui se não fosse o meu pai!



– Esse realmente não é um bom argumento. – Tiago suspirou nervoso – Eu gostaria que você não tivesse entrado nesse assunto...

– Afinal, – Frank disse franzindo a testa – o que aconteceu no dia que Dumbledore disse que Tiago salvou Snape?

– Eu já disse que ele não me salvou! – Severo disse irritado – Ele estava apenas tentando livrar a cara de Black, como sempre!

– Snape tem razão, – Tiago disse hesitante – nós já falamos sobre isso, não vamos dizer mais nada sobre o assunto... Remo, por favor...



A pele macilenta de Snape ficou da cor de leite azedo.

— E o diretor lhe contou as circunstâncias em que seu pai salvou a minha vida? — sussurrou. — Ou será que considerou os detalhes demasiado indigestos para os ouvidos delicados do precioso Potter?

Harry mordeu o lábio. Não sabia o que acontecera e não queria admiti-lo, mas Snape parecia ter adivinhado a verdade.

— Eu detestaria que você saísse por aí com uma idéia falsa sobre seu pai, Potter — disse ele, com um sorriso horrível deformando-lhe o rosto. — Será que você andou imaginando um glorioso ato de heroísmo? Então me dê licença para corrigi-lo: o seu santo paizinho e seus amigos me pregaram uma peça muito divertida que teria provocado a minha morte se o seu pai não tivesse se acovardado no último instante. Não houve coragem alguma no que ele fez. Estava salvando a própria pele junto com a minha. Se a peça tivesse chegado ao fim, ele teria sido expulso de Hogwarts.



– Isso é mentira! – Sirius gritou revoltado – E você está cansado de saber disso! Tiago não sabia o que eu ia fazer! E assim que soube, ele correu para impedir!

– Mas ele não estava me salvando! – Snape disse entredentes – De qualquer jeito ele não fez nada por mim e eu não devo nada a ele.

– Exatamente, – Tiago bufou irritado – não me deve nada e eu não quero que deva! Esse assunto já está esgotado!

– Tiago... – Lily murmurou chegando mais perto de Tiago e voltando para seu abraço – Tem certeza de que não quer falar o que aconteceu exatamente?

– Desculpa Lily, – Tiago respondeu ligeiramente mais calmo – mas esse assunto não é só meu, não posso falar sobre isso... E Snape se comprometeu com Dumbledore a não falar.



Os dentes irregulares e amarelados de Snape estavam arreganhados.

— Vire seus bolsos pelo avesso, Potter! — disse ele, de súbito, e com rispidez.

Harry não se mexeu. Sentia o sangue latejar nos ouvidos.

— Vire seus bolsos pelo avesso ou vamos ver o diretor agora! Pelo avesso, Potter!



– Peça para ver o diretor! – Sirius disse nervoso – Dumbledore é muito mais agradável!

– Mas Dumbledore sabe sobre a capa, ele saberia na hora que Harry deu um jeito de chegar a Hogsmead sem autorização... E ele acabaria em detenção. – Remo suspirou descontente.

– Eu preferiria uma detenção de Dumbledore. – Tiago disse categórico.



Gelado de medo, Harry tirou do bolso a saca com artigos da Zonko's e o Mapa do Maroto.

Snape apanhou a saca da Zonko's.

— Foi Rony que me deu — informou Harry, rezando para ter uma chance de avisar Rony antes que Snape o visse. — Ele... Trouxe para mim de Hogsmeade da última vez...



– Não acho que ele vá acreditar. – Lily murmurou – Mas pelo menos foi uma resposta que faz sentido.

– Não tanto... – Remo disse coçando a cabeça – Faz muito tempo desde a última visita a Hogsmead, por que Harry continuaria com a saca no bolso todo esse tempo.

– Ele pode ter pegado no dia por algum motivo... – Sirius deu de ombros.



— Verdade? E você anda carregando isso desde então? Que comovente... E o que é isto?

Snape apanhara o mapa. Harry tentou com todas as forças manter o rosto impassível.

— Um pedaço de pergaminho — disse, sacudindo os ombros.

Snape revirou-o, mantendo os olhos fixos em Harry.

— Com certeza você não precisa de um pedaço de pergaminho tão velho? — comentou. — Por que não... Jogá-lo fora?



    Remo, Tiago e Sirius chegaram mais para a beirada do sofá ao mesmo tempo.

– É melhor deixar ele queimar a deixar Snape descobrir o segredo! – Sirius disse batendo o pé no chão nervoso.

– Mas é uma das únicas coisas que Harry tem que era minha! – Tiago disse mordendo o lábio.

– E deu muito trabalho. – Remo disse balançando as pernas.

– Apenas continue lendo. – Lily disse ansiosa, queria saber o que aconteceria com o mapa e com seu filho.



Ele estendeu a mão para a lareira.

— Não! — exclamou Harry depressa.

— Então — disse Snape com as narinas trêmulas. — Será que é mais um precioso presente do Sr. Weasley? — Ou será que é outra coisa? Uma carta, talvez, escrita com tinta invisível? Ou instruções para ir a Hogsmeade sem passar pelos dementadores?



– Ele está próximo da verdade... – Sirius murmurou nervoso.

– Mas não tem nem noção de tudo o que o mapa é capaz de fazer... – Remo suspirou, entre temeroso e aliviado.



Harry piscou. Os olhos de Snape brilharam.

— Vejamos, vejamos... — murmurou ele, puxando a varinha e alisando o mapa em cima da escrivaninha. — Revele o seu segredo! — disse, tocando o pergaminho com a varinha.

Nada aconteceu. Harry fechou as mãos para impedi-las de tremer.



    Tiago não resistiu e começou a rir baixo, logo Remo e Sirius estavam rindo com ele.



— Mostre-se! — disse Snape, dando uma batida forte no mapa.

O mapa continuou em branco. Harry inspirou profundamente para se acalmar.

— Severo Snape, professor desta escola, ordena que você revele a informação que está ocultando! — disse ele, batendo no mapa com a varinha.

Como se uma mão invisível estivesse escrevendo, começaram a surgir palavras na superfície lisa do mapa.



– O mapa vai se revelar? – Lily perguntou chocada.

– Não. – Tiago disse rindo – Você se lembra de quando falamos que para algumas pessoas específicas o mapa já tinha algumas respostas prontas?

– Snape é um deles? – Alice perguntou sem conseguir esconder a satisfação.

– Sim... – Remo sorriu – Mas imagino que vá haver algumas mudanças, já que o Snape é professor agora...

– E ele deu essa informação para o mapa. – Sirius disse sorrindo maldoso.



“O Sr. Aluado apresenta seus cumprimentos ao Profº. Snape e pede que ele não meta seu nariz anormalmente grande no que não é de sua conta”.



    Remo sorriu e curvou-se ligeiramente na direção de Snape.



Snape congelou. Harry arregalou os olhos, para a mensagem, aparvalhado. Mas o mapa não parou aí. Outras frases apareceram embaixo da primeira.

“O Sr. Pontas concorda com o Sr. Aluado e gostaria de acrescentar que o Profº. Snape é um safado mal acabado”.



    Tiago levantou para Snape um chapéu imaginário.

– Gostaria de acrescentar que minha opinião continua a mesma. – Tiago acrescentou com um sorriso irônico.

    Lily mordeu o lábio desconfortável, não gostava de ver os Marotos implicando com Snape, mas ainda assim, achava a ideia do mapa xingar as pessoas que tentassem revelá-lo, muito inteligente e divertida.



Teria sido muito engraçado se a situação não fosse tão grave. E havia mais...

“O Sr. Almofadinhas gostaria de deixar registrado o seu espanto de que um idiota desse calibre tenha chegado a professor”.



    Sirius fez um floreio com a mão enquanto se curvava na direção de Snape. O queixo de Severo tremia de raiva.



Harry fechou os olhos horrorizado. Quando os reabriu, o mapa tinha dito a última palavra.

“O Sr. Rabicho deseja ao Profº. Snape um bom dia e aconselha a esse seboso que lave os cabelos”.



    A maioria dos presentes caiu na gargalhada. Apenas Lily e Severo não riram. Lily estava dividida, não achava certo o modo como os Marotos tratavam Snape, mas certamente, nesse caso, ele havia pedido por isso...



Harry esperou a pancada atingi-lo.

— Então — disse Snape suavemente. — Veremos...

O professor foi até a lareira, agarrou um punhado de pó brilhante e atirou-o nas chamas.

— Lupin! — gritou Snape para o fogo. — Quero dar uma palavrinha com você!



– Espero que você consiga resistir às gargalhadas. – Sirius disse ainda risonho.

– Só queria saber, o que ele quer comigo... – Remo disse mordendo o lábio – Será que desconfia de que sou um dos criadores do mapa?

– Se levar em conta que ele nem ao menos sabe que é um mapa, – Tiago deu de ombros – e nós nunca deixamos que as pessoas descobrissem nossos apelidos... Acredito que não.



Absolutamente perplexo, Harry olhou para o fogo. Surgiu uma sombra enorme que rodopiava muito depressa. Segundos depois, o Profº. Lupin saía da lareira, sacudindo as cinzas das roupas enxovalhadas.

— Você me chamou, Severo? — perguntou Lupin suavemente.

— Claro que chamei — retrucou Snape, o rosto contorcido de fúria ao voltar para sua escrivaninha. — Acabei de pedir a Potter para esvaziar os bolsos. Ele trazia isto com ele.

Snape apontou para o pergaminho, em que as palavras dos Srs. Aluado, Rabicho, Almofadinhas e Pontas ainda brilhavam. Uma expressão estranha e reservada apareceu no rosto de Lupin.



– Imagino que estou surpreso e admirado de que o mapa tenha encontrado o Harry sozinho... – Remo disse com um meio sorriso – É como se ele soubesse que Harry é o único herdeiro de Tiago...

– Não fale assim. – Alice disse com um arrepio – Parece até que o mapa pensa por si só... Como aquele diário maldito.

– Eu já disse, – Tiago disse com suavidade – nosso mapa não tem qualquer semelhança com o diário de Riddle.



— E daí?

Lupin continuou a olhar fixamente para o mapa. Harry teve a impressão de que ele estava avaliando a situação muito rapidamente.

— E então? — insistiu Snape. — Este pergaminho obviamente está repleto de magia negra. Pelo visto isto é a sua especialidade, Lupin. Onde você acha que Potter arranjou uma coisa dessas?



– Não é você que se gaba por ai de ser especialista em magia negra? – Sirius disse franzindo a testa para Snape.

– Ele deve ter chamado o Remo para tentar provocar ele. – Frank disse franzindo a testa.



Lupin ergueu a cabeça e, com um levíssimo relanceio na direção de Harry, alertou-o para não interrompê-lo.

— Repleto de magia negra? — repetiu ele. — É isso mesmo que você acha, Severo? A mim parece apenas um mero pedaço de pergaminho que insulta quem o lê. Infantil, mas com certeza nada perigoso. Imagino que Harry o tenha comprado numa loja de logros e brincadeiras...



– Ótima ideia! – Tiago disse sorrindo para Remo satisfeito.



— Verdade? — O queixo de Snape tinha endurecido de raiva. — Você acha que uma loja de logros e brincadeiras podia ter vendido a ele uma coisa dessas? Você não acha que é mais provável que ele o tenha obtido diretamente dos fabricantes?



– De algum jeito, Snape desconfia de vocês. – Alice disse aos Marotos mordendo o lábio – Pelo menos é o que parece.

– É provável que ele desconfie... – Remo disse pensativo – Mas com certeza não tem provas.



Harry não entendeu o que Snape dizia. E, aparentemente, Lupin também não.

— Você quer dizer, do Sr. Rabicho ou um dos outros? Harry, você conhece algum desses homens?

— Não — respondeu Harry depressa.

— Está vendo, Severo? — disse Lupin voltando-se para Snape. — A mim parece um produto da Zonko's...

Bem na hora, Rony irrompeu pela sala. Estava completamente sem fôlego e parou diante da escrivaninha de Snape, a mão apertando o peito, tentando falar.

— Eu... Dei... Isso... A... Harry — disse sufocado. — Comprei... Na Zonko's... Há... Séculos...

— Bem! — disse Lupin batendo palmas e olhando à sua volta animado. — Isso parece esclarecer tudo! Severo, vou devolver isto, posso?

Ele dobrou o mapa e o guardou nas vestes. 



– Por que eu tenho a impressão de que você não pretende devolver o mapa a Harry? – Tiago perguntou a Remo.

– Porque ele não confia mais em mim, – Sirius bufou – e ficar com o mapa vai mostrar a ele quando eu entrar no castelo e onde estou para que ele possa me encontrar?



— Harry e Rony, venham comigo, preciso dar uma palavra sobre a redação dos vampiros, você nos dá licença, Severo...

Harry não se atreveu a olhar para Snape ao deixarem a sala do professor. Ele, Rony e Lupin voltaram ao saguão de entrada antes de se falarem. Então Harry se dirigiu a Lupin.

— Professor, eu...

— Não quero ouvir explicações — disse Lupin aborrecido.

Espiou o saguão vazio e baixou a voz.

— Por acaso eu sei que este mapa foi confiscado pelo Sr. Filch há muitos anos. É, eu sei que é um mapa — disse ele aos surpresos garotos. — Não quero saber como você o obteve. Estou abismado, no entanto, que não o tenha entregado a alguém responsável. Especialmente depois do que aconteceu na última vez em que um aluno deixou uma informação sobre o castelo largada por aí. E não posso deixar você ficar com o mapa, Harry.



– Sabia que tiraria o mapa de Harry. – Tiago suspirou.

– Será que você está se referindo àquela brincadeira com Snape? – Sirius perguntou mexendo nos cabelos nervoso.

– Provavelmente. – Severo bufou desconfortável.

– Mas como será que nosso mapa foi parar nas mãos de Filch? – Tiago perguntou abismado.



O garoto esperara isso e estava demasiado ansioso por informações para protestar.

— Por que Snape achou que eu tinha obtido o mapa dos fabricantes?

— Porque... — Lupin hesitou — porque a intenção desses fabricantes de mapas era atraí-lo para fora da escola. Teriam achado isso muitíssimo divertido.



– É claro que achariamos divertido. – Tiago revirou os olhos – Harry tem todo o direito de saber como entrar e sair de Hogwarts sem ser percebido!

– E espero que na época em que isso acontece, você se lembre de que você faz parte desses fabricantes... – Sirius disse levantando as sobrancelhas para Remo.

– É claro que me lembro. – Remo bufou – Ou não estaria falando essas coisas para Harry.

– É muito esquisito ler sobre as coisas que vocês fizeram sem mim... – Hermione disse pensativa.

– Você acha? – Gina rebateu irônica – Imagina como é para o resto de nós.



— O senhor os conhece? — perguntou Harry impressionado.

— Já nos encontramos — disse o professor com rispidez.



– Todos os dias, quando me olho no espelho... – Remo suspirou.

– Por que será que você estava sendo rispido? – Lily perguntou nervosa.

– Talvez porque ele acredite que eu sou um assassino e Pedro e Tiago estão mortos? – Sirius perguntou soturno.

    Ninguém respondeu.



Olhava para Harry mais sério do que jamais olhara.

— Não espere que lhe dê cobertura outra vez, Harry. Não posso fazer você levar Sirius Black a sério. Mas eu teria pensado que o que você ouve quando os dementadores se aproximam teria produzido algum efeito em você. Os seus pais deram a vida para mantê-lo vivo, Harry. É uma retribuição indigente, trocar o sacrifício deles por uma saca de truques mágicos.

O professor se afastou, deixando Harry se sentindo muito pior do que em qualquer momento que passara na sala de Snape. 



– Isso doeu. – Harry murmurou apoiando a cabeça no braço.

– Você foi muito duro, Remo. – Tiago disse concordando com Harry.

– Eu não acho. – Lily suspirou – Eu concordo com Remo do futuro... Harry precisa aprender a se cuidar melhor...



Lentamente, ele e Rony subiram a escadaria de mármore. Quando Harry passou pela bruxa de um olho só, lembrou-se da Capa da Invisibilidade que continuava lá embaixo, mas ele não se atreveu a ir buscá-la.



– Isso é um erro. – Tiago mordeu o lábio – A capa serve para muitas coisas além de escapar da escola... Se um dia você realmente estiver em perigo, a capa vai te dar um abrigo seguro...



— A culpa é minha — disse Rony sem rodeios. — Eu o convenci a ir. Lupin tem razão, foi uma estupidez e não devíamos ter feito Isso...

Ele parou de falar; tinham chegado ao corredor onde os trasgos de segurança estavam patrulhando e Hermione vinha ao encontro dos dois. Uma olhada no rosto dela convenceu Harry de que ela ouvira falar do que acontecera. Sentiu um peso no coração. Será que ela contara à Profª. McGonagall?



– Eu nunca te entregaria. – Mione murmurou resoluta – Você era, é, e sempre será meu melhor amigo...

– E isso é exatamente o mesmo que sinto por Tiago. – Sirius suspirou triste.

– E eu acredito em você. – Tiago disse categórico.



— Veio tripudiar? — perguntou Rony ferozmente quando a garota parou diante deles. — Ou acabou de nos denunciar?



– Não importa quantas vezes vocês falarem que Rony era apenas um garoto de treze anos, – Lily levantou as sobrancelhas para Rony – ele estava sendo extremamente rude.

– Sim. – Rony respirou fundo – Eu fui muito mal-educado com a Mione... Tenho que pedir desculpas...

– Isso já passou Rony, – Mione deu um meio sorriso para Rony – não se preocupe com nada disso.



— Não — respondeu Hermione. Ela segurava uma carta nas mãos e seus lábios tremiam. — Só achei que vocês deviam saber... Hagrid perdeu o caso. Bicuço vai ser executado.



– Eu sabia. – Sirius suspirou triste – É claro que entre o Malfoy e o Hagrid aqueles idiotas do ministério ficariam com Malfoy.

– Ele deve ter pagado bem para ver o Bicuço executado. – Tiago bufou.

– Não... – Alice disse incrédula – Eles não recebem suborno, sei que não... Eles são pessoas decentes...

– Não, Alice, eles não são pessoas decentes... – Frank disse paciente – Eles são corruptos, a maioria do ministério é corrupto... Acho melhor você abrir os olhos.

– Eu não posso acreditar nisso. – Alice disse abismada – Meu pai sempre me disse que o ministério é bom!

– Seu pai não sabe como as coisas são de verdade. – Sirius levantou as sobrancelhas para Alice – Meu pai compra qualquer funcionário do ministério da magia para agilizar as coisas para os Black... E meu tio faz o mesmo, todas as famílias ricas e de sangue-puro que precisam de um "favorzinho" do ministério conseguem o que querem.

    Alice balançou a cabeça sozinha e não disse mais nada.

    Sirius pegou o livro de Remo e continuou a leitura.

– Capítulo XV – A final do campeonato de quadribol.





É gente, eu sei que demorei bastante para postar esse capítulo, mas espero que vocês entendam que as coisas andam um pouco difíceis para mim. A faculdade anda consumindo muito do meu tempo e tenho todas as minhas outras obrigações que as pessoas que participam do grupo estão cansadas de saber. Espero que todos vocês entendam. As respostas do capítulo passado foram colocadas nesse, se você comentou nos dois capítulos anteriores a resposta está dividida.



- Maria Coutinho: Oi, fico feliz que esteja gostando tanto. Eu tenho postado mais ou menos de 15 em 15 dias, tenho aulas na faculdade de manhã e a noite, e estou fazendo mais matérias do que estava fazendo antes, então não tenho tido muito tempo para escrever, apesar disso, pode acreditar que não vou abandonar a fic.

- Stehcec: O Tiago é realmente um capitão muito dedicado, a ponto de ler livros trouxas para melhorar. Eu gosto muito de escrever o Remo de forma mais leve, ele era um adolescente, tinha suas preocupações, mas era uma época muito mais tranquila na vida dele, ele tinha amigos, se divertia, e estava seguro em Hogwarts, então ele era bem mais feliz. Acho que em RDM quando eles vão ver pelos olhos de Voldemort como tudo aconteceu, vai ser bem pior. Para Tiago, Sirius é como um irmão, ele sempre vai preferir acreditar nele. Eu também fico triste com o sofrimento do Sirius, mas pelo menos sabemos que logo todos vão saber a verdade. - A Mione pegou mais matérias do que poderia aguentar, eu sei que ela é uma ótima aluna e muito inteligente, mas todo mundo precisa de um tempinho para relaxar e viver, não é? Eu estou adorando escrever os ciumes da Gina, acho a cara dela a ironia e o "veneninho". Eu adorei a resposta do Harry para o Draco também, mas nada é melhor do que a Hermione batendo na cara dele literalmente. Acho que a sorte de Tiago é a Lily não jogar quadribol... Se não ele não conseguiria se concentrar 100% na partida e ele mesmo se odiaria por isso. Eu também estou ansiosa para eles descobrirem a verdade... Mas ando tão cheia de matérias na faculdade que estou com cada vez menos tempo de escrever, que bom que vocês entendem que eu tenho que estudar também... 

- Day Caracas: Você sabe que sempre que me diz que ficou com lágrimas nos olhos por algo que eu escrevi, fico emocionada? Eu também não gostei nada da atitude do Harry e do Rony, ok que eles tinham só 13 anos e garotos de 13 anos são um bocado estúpidos, mas mesmo assim, ela só queria o bem do amigo dela... A morte do Tiago sempre me afetou mais também, eu sempre gostei mais dele (da para perceber) e do Sirius do que de todos os outros. O Tiago e a Lily são verdadeiras almas gêmeas, sempre quis falar sobre os patronos deles. Eu também fico com pena de ver o Sirius tão mal, mas pelo menos nós sabemos que logo eles vão descobrir toda a verdade, e no fim vai ficar tudo bem. - Eu sempre fico receosa com os capítulos sobre quadribol, fico com medo de ficar repetitivo... Eu estou adorando escrever a Gina, me divirto muito com os ciúmes dela e tudo mais, nunca vou considerar a personalidade dela dos filmes, para mim aquela nunca foi a Gina. A Gina e o Tiago tem realmente muito em comum, sempre imaginei que eles se dariam muito bem. Não te julgo, eu também sou apaixonada pelo Sirius, como eu digo por ai, eu sempre shippo o Sirius comigo! hahahaha. Eu também fiquei triste com o Rony, mas vamos desconsiderar, afinal, ele era um garoto de 13 anos, garotos de 13 anos são idiotas! Eu também odeio o que o Sirius teve que passar, a única coisa boa é que depois ele pode ser o padrinho que Harry sempre mereceu.

- 1988bookworm: Você leu tudo realmente muito rápido, desculpa demorar tanto para te dar um capítulo novo, mas eu realmente não gosto de escrever com pressa, se não o capítulo não fica bom. Eu realmente me esforço para manter tudo do jeito que a JK disse, eu não gosto do Snape, mas eu entendo vários lados da personalidade dele. Eu estou enroladissima com meu projeto de monografia, nem quero pensar nisso agora. Mas te prometo que, por mais que demore, não vou abandonar a fic. E sempre aviso no grupo como as coisas estão, não deixo ninguém no escuro. - Eu não escondo de ninguém os meus sentimentos em relação a Snape, então você deve imaginar como me diverti escrevendo os marotos insultando ele atraves do mapa! Eu sempre amei os Marotos (da para perceber, né?) e sempre desejei que eles não tivessem morrido... E seu comentário não ficou confuso, se deu para eu entender está ótimo!

- Gi Molly Weasley: Acho que Alice vai ter muitas desculpas a pedir quando descobrirem toda a verdade... E o Tiago vai ficar muito feliz, e com certeza vai dizer que já sabia que o Sirius era inocente. - Eles já estão começando a desconfiar de Rabicho, mas logo vão ter provas de que ele é o traidor. Que bom que está gostando.

- MionGinnyLuna: Li os textos novos da JK sim, adorei ter mais uma pitadinha de tudo o que aconteceu depois do fim dos livros. O Sirius pode estar passando por um momento difícil, mas pelo menos nós sabemos que ele é inocente e logo todos vão saber também.

- Regiane Helena: Para mim Tiago e Lily são os verdadeiros heróis da história, o amor que eles sentiam um pelo outro e pelo filho foi o que fez tudo acontecer. E sempre fico emocionada quando alguém me diz que chorou lendo algo que eu escrevi, então muito obrigada.

- Adriana Potter: Espero que tenha gostado das reações da Gina, eu me diverti muito escrevendo os ciumes dela. Espero que esteja bem mesmo (eu sei, já faz mais de um mês que você comentou que estava com dengue, mas mesmo assim, quero saber se se recuperou) - Eu adorei escrever a Gina ciumenta, e fico super feliz de ver todo mundo gostando desse lado da personalidade dela. O Sirius pode até ficar meio mal, mas nós sabemos que ele é inocente e logo isso vai aparecer e ele vai poder ficar tranquilo.

- Izabella Bella Black: Esse livro foi realmente complicado para a Mione, ela sofreu muito tendo que ficar sozinha por tanto tempo, e eu realmente fico chateada com o Harry por ter escolhido um lado, o certo seria ele não escolher lado nenhum, e ficar com os dois. Nesse livro acho que a Mione lembrou como a vida dela era no primeiro ano, antes dela ser amiga dos meninos, nada bom... Tiago realmente leva quadribol a sério demais, por isso mesmo que ele sempre se esforça para ser ainda melhor, inclusive lendo livros trouxas. Eu ainda não tenho ideia de como vou escrever a parte em que Harry entra na cabeça de Voldemort em RdM e lembra da morte de Tiago e Lily, mas acho que vou chorar litros. Tiago para mim sempre será um grande heroi, ele se colocou entre Voldemort e a família dele, mesmo sem a varinha, só para dar uma chance a eles. Mione é humana, então ela também pode comenter erros, e ela quase contou a verdade para eles sem querer... Alice está com dificuldade de aceitar que pode estar errada, mas aos poucos ela está percebendo. - Eu estou amando escrever a Gina ciumenta, está sendo muito divertido. Eu acho que ele nunca ficou sabendo de verdade que os marotos eram animagos, afinal, não foi uma coisa que foi divulgada. Eu imagino que no 1 ano que Harry teve com o pai ele aprendeu muito sobre quadribol, hahahahaha, afinal, não imagino Tiago não falando para ele sobre essas coisas, mesmo com ele tão pequeno. Pelo menos nós sabemos que no final vai dar tudo certo e o Sirius vai ver que é inocente.

- Isabelle Godoy: Eu também fico com dó do Sirius nesses momentos, mas pelo menos nós sabemos que logo todos vão saber a verdade. Tiago vai ficar realmente orgulhoso quando descobrir a forma do patrono de Harry, isso vai dar a ele certeza de que uma parte dele está viva, e sempre estará, dentro do Harry. A Alice é muito inocente, sinceramente, ela acredita em qualquer coisa. Quanto ao Snape, concordo com você, ele nunca será meu herói, eu me esforço ao máximo para manter o que a JK disse, mesmo não gostando dele. Mesmo que não participe dos jogos, aparece no grupo de vez em quando só para dar um oi e etc.

- Mary Potter Malfoy: Desde que agora volte ao normal, eu te perdoo, hehe. Eu já pensava nessa parte dos patronos há algum tempo, é uma parte muito importante para a história... Eu também fico com dó de fazer o Sirius ficar tão triste, mas pelo menos nós sabemos que ele é inocente e que isso tudo vai acabar logo.

- sasa lovegood: Eu te entendo muito bem! Desisti de usar cadernos, é mais fácil carregar meu notebook para a faculdade do que lembrar de comprar caderno. Não tem como não amar o Remo! A única hora que não gostei da atitude dele foi quando ele queria abandonar a Tonks por que ela estava grávida, mas logo o Harry colocou a cabeça dele no lugar e deu tudo certo. Eu ainda não sei como cada um deles vai reagir ao probleminha peludo do Remo, mas tenho certeza de que o Tiago e o Sirius vão defende-lo de tudo com unhas e dentes. - É por isso mesmo que sempre aviso no grupo quando vou postar, mas dessa vez não deu muito certo... Eu estou ansiosa para escrever os ciúmes da Gina nos próximos livros quando a Cho aparece mais, pode ter certeza de que eu me divirto muito escrevendo ela fumegando! Eu sempre fico muito feliz de receber comentários, especialmente das pessoas que eu sei que sempre param um pouco só para me dar essa felicidade, valorizo muito a opinião de vocês. Acredite, eu entendo exatamente o que significa ter uma vida corrida, eu também sumi! Então sempre vou te entender. E sempre que precisar manter a mente ocupada, pode me avisar, eu sempre tenho mais coisas para fazer do que tempo para faze-las! hahahaha.

- Marlene.M.Black: Sempre pensei nos patronos do Tiago e da Lily como complementos da mesma essência, eles são um verdadeiro par perfeito. Enquanto o patrono do Snape é apenas um reflexo do patrono da Lily, como se ele fosse tão obcecado por ela que precisasse copiar até mesmo o patrono dela, não sei se deu para entender o que quero dizer... Vou colocar Os Instrumentos Mortais na minha lista de livros então, to confiando em você. Quando eles descobrirem a forma do patrono de Harry o Tiago vai ficar muito orgulhoso mesmo, vai ter certeza de que uma parte dele está no filho dele.

- Guilherme L.: O meu problema não é bem falta de inspiração, o que não venho tendo é tempo... Estou fazendo mais matérias na faculdade, agora que estou acabando, e tenho aulas de manhã e a noite, escrevo no meu tempo livre, mas não dá para escrever tanto quanto costumava... 

- Mary Lily Potter: Vamos ver muito da Gina com ciúmes nos próximos livros, ela vai ter verdadeiros ataques no quarto e no quinto. Sempre fico feliz quando as pessoas me dizem que criaram uma conta só para comentar minha fic, os comentários significam muito para mim. Muito obrigada.

- Cristin: Seja bem-vinda! Eu fico muito feliz que esteja gostando e que tenha gastado alguns minutinhos para comentar, isso realmente me anima a escrever cada vez mais. 

- Luiza Snape: Eu tenho tentado postar de 15 em 15 dias mais ou menos por causa da minha faculdade e tudo mais, agora que estou acabando estou fazendo mais matérias e não tenho tido muito tempo livre. 

- Anna Evans Potter: Fico feliz que esteja gostando. Fui olhar a sua fic e apareceu que ela foi excluida.

- Inghara: Muito obrigada! Espero que continue lendo e gostando sempre!

- Julia Weasley Potter: Fico feliz que goste. Atualizo sempre que possível, e quero avisar que eu não consigo escrever quando me pressionam demais, então, se possível, não insista para que eu poste logo. Seu comentário sempre será bem-vindo, mas eu prefiro que não me pressione. 

- Astoria Greengrass: Muito obrigada, fico feliz que esteja gostando. Também estou ansiosa para CdF, mas a que mais estou ansiosa é RdM.

- Flaa: Fico feliz que esteja gostando =)

- Marinamadson: Eu fico feliz que esteja gostando. Mas gostaria de te avisar que eu posto quando da para mim, afinal eu tenho uma vida fora da fic. Espero que não fique chateada pela forma como falei, mas eu não gosto de ser pressionada, e eu simplesmente não consigo escrever quando me pressionam.

- GuhLestrange: Eu leio TODOS os comentários, mas é mais fácil eu responder os do último capítulo postado mesmo. E eu realmente entendo o que quer dizer em relação a "dar de ombros" é uma expressão que uso muito mesmo, mas é devido ao fato de eu escrever o capítulo aos poucos, sempre que eu tenho alguns minutos livres, e nem sempre percebo que estou me repetindo. E pode deixar que realmente pretendo escrever até o último livro. Espero que continue lendo e comente sempre que puder.

- Alicegramham: Eu não vou parar de escrever a fic, mas gostaria por favor que você, e todos os meus leitores, entendessem que eu tenho uma vida fora da fic, e por isso ás vezes demoro para conseguir atualizar. Além disso, odeio ser pressionada, sempre que sou pressionada tenho dificuldade de escrever, pois o que era para ser um prazer para mim, se torna uma obrigação. Espero que não fique chateada com a minha resposta, e que continue comentando sempre que possivel.

- Luana Mendes Potter: Acho que tecnicamente ainda não aconteceu, então ele pode ficar torcendo... Mas para as pessoas do futuro já aconteceu... Enfim, o lapso temporal é muito confuso! hahahaah. Não deixa de ser uma ótima ideia uma conversa "pai e filho" do Tiago com o Harry, mas não acho que o Tiago seja o tipo "e as namoradinhas". ahahhahaha. A única coisa que me faz aguentar o sofrimento do Sirius é a certeza de que depois ele vai saber toda a verdade... Quando planejei essa fic, nunca cogitei a possibilidade de colocar o Rabicho para ler os livros, para mim ele sempre foi um aproveitador, ele sempre queria estar "no time vencedor". A Lily e o Tiago são um assunto complicado para mim, quero desenvolver bem o relacionamento deles antes de acontecer qualquer coisa entre eles. Então ainda não tenho certeza do momento certo para o primeiro beijo, mas tenho algumas ideias. E sinceramente, o Tiago teve muitas caras de sapo ao longo do tempo dele em Hogwarts, ele era o tipo conquistador, lindo, jogador de quadribol... Quanto a alguém para o Sirius, é outro tópico complicado para mim... Afinal eu shippo o Sirius comigo... hahahahaha. E eu sinceramente AMEI o seu comentário. Comente sempre, vai me fazer muito feliz.



Quem quiser fazer parte do grupo da fic, onde posto novidades, prévias e enquetes: https://www.facebook.com/groups/742689499098462/ 



Quem acertou a frase da semana?


Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 21

Páginas:[1][2]
:: Página [2] ::

Enviado por Luiza Snape em 16/09/2014

:D De boa, é que a fic está legal  e eu sou meio ansiosa!!! Boa sorte nessa reta final!!!

Beijinhos

 

Nota: 5

Páginas:[1][2]
:: Página [2] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.