Malfoy se retirou do Sts. Mungus com um sentimento diferente. Um sentimento que não conseguia expressar em palavras, não sabia, ao certo, o que era. Mas de algo ele tinha certeza: já não era o mesmo Malfoy. Perdera a mãe de uma forma dramática, e sua esposa caminhava pelo mesmo trajeto. Logo elas, que significavam tanto na vida do ex-comensal.
Sua mãe que, do seu jeito, lhe deu carinho a vida toda, que sempre se preocupou. Ela que sempre foi contra quando ele se alistou para ser um comensal, um servo de Voldemort. Já sua esposa... Não lhe virou as costas quando o lorde caiu aos pés do Santo Potter! Quando todos mesnosprezava-o, ela lhe estendeu a mão. Como podia ficar parado, sem fazer nada? Vendo que sua esposa estava morrendo... Tinha que fazer alguma coisa. Patrocinar a pesquisa de Hermione era o mínimo. Quem sabe se sua esposa tivesse sorte, ela estaria viva quando a cura fosse descoberta!
Hermione saiu da sala do seu chefe para da inicio aquele expediente... Decidiu que iria começar com as rondas, deveria visitar os seus pacientes e depois iria para o centro de pesquisa. Mas se arrependeu assim que pôs os pés na emergência do Sts. Mungus.
-Hermione! – Chamou Mary, uma curandeira, amiga de trabalho de Hermione- O que o Malfoy estava fazendo aqui? Disseram que ele veio para uma reunião com Sr. Robson e com você! Ta todo mundo comentando!
-Calma Mary! Uma coisa de cada vez! Mais tarde lhe explico, ok!?
Mary fez uma cara de descrença... Mas Hermione reiterou:
-Prometo! Na hora do almoço!
-Caldeirão Furado?
-Combinado. Até mais!
A manhã tinha sido cansativa, o Sts. Mungus estava mais cheio do que nunca... ”Parece até que as pessoas gostam de adoecer”, foi esse o pensamento de Hermione ao sair de um leito. Quando dobrava um corredor do Hospital:
-Pronta!?
-Arrgh!!! Mary! Que susto! Isso não se faz!
Mary não conseguia conter a risada...
-Desculpe Hermione! Não foi a intenção. Mas então? Já está pronta!?
-Me dê mais cinco minutos ok!? Tenho que pegar minha bolsa.
-Te encontro lá na recpeção...mas não se atraze...estou faminta!
-As vezes você parece o Rony!
-Ah! Não enche!!
Ao chegar ao Caldeirão Furado... As duas amigas fizeram os respectivos pedidos e enquanto esperavam Mary não se conteve e deu inicio a conversa que mais desejava desde que ouvira os boatos pelos corredores do hospital.
-Agora desembucha! O que o Malfoy queria com você e com o Chefe!?
-Ele vai patrocinar a pesquisa da doença que anda matando algumas pessoas...entre elas, a mãe dele, a Sra. Malfoy, que faleceu. –Respondeu Hermione.
-Não sabia que a mãe dele tinha morrido dessa doença!-
-Pois é! Mas você sabe como são os Malfoy, depois da guerra eles não querem ver o nome deles em mais um escândalo!
-Bom...Pelo menos, isso vai ajudar a acelerar a achar a cura...quanto mais recurso melhor! – Comentou Mary incrédula.
-Isso é verdade. Acho até que a primeira coisa realmente boa q o Malfoy faz com o dinheiro dele. – Comentou hermione e continuou – Mas o que as pessoas lá no hospital estavam comentando?
-Ah! Você não vai acreditar! Estavam dizendo que o Malfoy iria comprar o Sts. Mungus, e que já ia sair uma lista de dispensa! E olha que quase que eu me desespero!
Hermione abriu e fechou a boca varias vezes, mas nenhum som saia de sua boca, tamanho era a incredulidade da castanha. Depois do que se imaginou ser 2 min falaou:
-Mas que absurdo! Já imaginou se isso chega ao Profeta Diário!?
Mary apenas encolheu os ombros e a conversa tomou outro rumo porque a comida tinha acabado de chegar à mesa, e Mary simplesmente não conseguia mais raciocinar só de sentir o cheiro.
Rony estava em sua mesa, coberto por uma pilha de papelada, numa sala que se parecia mais com um cubículo. Era tão pequeno, que mal cabia mais que duas pessoas. Era simplesmente irritante. Não era isso que ele sonhava quando tinha 11 anos de idade. Queria ser goleiro, jogar pela liga inglesa, será que era muito? Hoje, Ronald Weasley trabalha na seção de controle esportivo do Ministério, regulando os contratos dos atletas bruxos.
-Monte de papelada insignificante!- Resmungava sozinho.
-É impressionante como você lembra o sangue-ruim do seu pai!
Quando Rony levantou a cabeça não pode acreditar. O que aquela doninha albina estava fazendo ali!
- O que faz aqui Malfoy!?
-Sabe Weasley, sempre soube que acabaria como seu pai! Tal pai, tal filho! Mas sinceramente, tenho que dizer, é impressionante como ainda não conseguiu domar a Sabe-Tudo! Nem casando com a mulher consegue se sobressair melhor que ela! Afinal, ela tem um grande cargo no Sts. Mungus! Já você...
Rony não se agüentou, sacou a varinha, mas antes que fizesse uma besteira Harry apareceu na sala:
-O que está havendo aqui?
-Ora, ora, ora....não é que se eu herói apareceu na hora certa para te salvar Weasley! – Zombou Malfoy.
-Diga logo o que você veio fazer aqui, Malfoy?- Respondeu Rony, tentando engulir as provocações.
Olhando com uma cara de deboche que só o Malfoy poderia ter respondeu:
-Vim pegar a licença do meu time. Disseram que era aqui.
-Você tem um time? – Perguntou Harry, sem esconder a surpresa.
-Tenho. Vamos estrear nessa temporada, na segunda divisão. Mas acredite Potter, não demorará muito para chegarmos a liderar a Liga Nacional de Quadribol. – Falou Malfoy com um ar de superioridade.
-Sei. Qual é o nome do Time? – Perguntou Rony.
-Road Sox. E ande logo com isso, estou com pressa!
Rony olhou para Malfoy com um ar de pura irritação, sabia que não devia entrar nas provocações do Sonserino, mas, as vezes, era impossível!
-Tome. E assine aqui. – Disse Rony com má vontade.
Quando já ia saindo, Malfoy disse:
-Weasley! Até que a Granger não de se jogar fora.
-Rony...não! – Gritou Harry.
Mas já era tarde de mais...Rony tinha sacado a varinha e feito um corte no rosto pálido de Malfoy.
Ao chegar na rua de sua casa, Hermione percebeu que as luzes da sala estavam acesas e estranhou. Rony sempre chegava em casa depois dela, pois passava na Toca para pegar o pequeno Hugo.
Aquele dia tinha sido realmente estressante: reunião com Malfoy, boatos pelos corredores, leitos cheios... Sem contar com as pesquisas no hospital que estavam cada vez mais cansativas e sem uma luz no final do túnel!
Hermione diminuiu o passo, sentia que as noticias que a esperavam não eram boas, e sinceramente, ela não estava nem um pouco inclinada a receber má noticias!
Rony e hermione moravam num vilarejo bruxo chamado St’Helena. Sua casa era super aconchegante, ficava perto de uma pequena livraria, a qual hermione adorava, era pequena, mas sempre tinha coisas interessantes, segundo ela. Resolveu que passaria lá antes, queria ter um momento de prazer naquele dia, depois iria ouvir o que Rony tinha para lhe dizer, independente do que fosse!
Demorou cerca de 50 minutos na livraria, era impressionante como ela perdia o tempo quando ficava perto dos livros! Retomou o seu caminho á passo lento, empurrou o pequeno portão ferro que batia mais ou menos em seus joelhos. Atravessou o jardim que nesse momento parecia ser tão pequeno.
Ao abrir a porta da sala não acreditou no que viu: Rony estava jogado no sofá, com a camisa aberta, gravata frouxa e uma garrafa de uísque de fogo na mão!
Exasperada Hermione se adiantou até ele e se ajoelhando junto ao sofá falou:
-Rony!! O que houve? O que aconteceu com você!?
-Escute... Não me repreenda ok!? Eu não pensei... Apenas fiz!
- O que você fez? Diga logo de uma vez!- Hermione já estava desesperada, não era fácil vê o marido daquele jeito.
-Malfoy... – Respondeu vagamente.
- Quê que tem ele? Você o encontrou? O que aconteceu?
Com uma certa dificuldade Ronald explicou a Hermione o que tinha ocorrido na manha daquele dia. A raiva tomou conta da bruxa, dando as costas ao marido que não parava de se desculpar, hermione começou a andar de um lado para outro, como se precisasse raciocinar para entender o que realmente tinha acontecido, até que retomou a fala e disse:
-Mas porque você está assim? Aconteceu mais alguma coisa? – perguntou Hermione ainda com medo da resposta.
-Fui suspenso. Vão instaurar um inquérito contra mim, por má conduta no trabalho.
Era demais para ela, não bastava o dia que teve? Agora seu marido corria perigo de perder o emprego. Sem mais nada para lamentar, perguntou:
-Cade o Hugo?
-Harry disse que traria ele mais tarde.
-Certo...Vou tomar um banho.
E quando já alcançava a escada...
-Hermione!
-Sim?
-Me desculpe...eu não pensei...não queria perder o emprego. Eu sei que não ganho muito, mas já era uma ajuda...
-Rony!-interrompeu Hermione- Você não perdeu o emprego! Vou falar coma advogada do Sts. Mungus para fazer sua defesa. Não se preocupe...Venha tomar um banho, não quero que o Hugo lhe veja nesse estado.
Ainda cabisbaixo...Rony foi ao encontro da mulher na escada.
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