FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

45. Escrava, eu?


Fic: O preço do amor- Capítulos revisados-AGORA COM CAPA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

O teste para o time de quadribol levou mais tempo do que Hermione poderia ter antecipado. Ela imaginara uma hora, duas no máximo, Nunca em seus mais loucos sonhos ela imaginaria que ainda estivesse sentada na arquibancada até às quatro e meia da tarde. Mas ali estava ela, há aproximadamente três horas e meia desde que tudo começara, sozinha (a menos que você contasse as garotas tagarelando sentadas à sua frente, o que ela não fazia), e um pouco mais que cansada.


 


Não tinha sido tão ruim quando Harry e Rony tinham estado sentados ao seu lado, observando com todos os outros, enquanto Cátia colocava todos os candidatos em movimento. A primeira coisa que ela fez foi mandar todos se alinharem e voarem até o final do campo e em seguida retornarem, para verificar quem era rápido. O que não fez muito sentido para Hermione. Claramente a pessoa com a vassoura mais rápida seria aquela que iria ganhar, mas quando ela disse sua opinião, os garotos simplesmente olharam um para o outro e rolaram seus olhos.


 


-Não tem nada a ver com a vassoura, Harry tentou explicar. –E sim com a habilidade de controlá-la.


 


-Não gaste seu tempo, cara, Rony gracejou, quando Hermione argumentou que Gina poderia ter chegado em primeiro e não em terceiro se Harry tivesse emprestado a ela sua Firebolt. -Eu já tentei explicar isso para ela uma vez.


 


-Você não tentou não, Hermione retorquiu.


 


-Tentei sim, Rony devolveu. -Eu disse a você que Cátia iria checar a agilidade e o reflexo deles.


 


-Quando?


 


-Noite passada, ele lembrou a ela com um sorriso.


 


Seu primeiro impulso foi de discutir mais com ele, mas no final ela reprimiu sua resposta e se acalmou. -Se você está dizendo. A noite anterior não era exatamente algo que ela queria discutir com dez garotas fofoqueiras sentadas ao alcance de sua voz.


 


É claro que essa não era a única razão dela ter segurado sua língua. O problema era que Rony estava certo. Ele sabia disso e mais importante, ele sabia que ela sabia isso também, mas ele não forçou o assunto. Aparentemente ele estava disposto a ajudá-la a sair daquela situação com nada mais que um olhar presunçoso, quando a nova capitã de quadribol fez um sinal e juntou os jogadores à sua volta para então poder passar a eles novas instruções.


 


Obviamente, o sorriso falso que Rony estava usando para irritá-la era inútil. Não tinha nada que ela gostaria mais do que ficar discutindo com ele apenas para ficar livre disso; infelizmente ela sabia que se ela fizesse isso, ele estaria sujeito a forçá-la a admitir que ele estava certo. E não havia dúvidas que Cátia estava realmente checando seus reflexos, porque toda vez que ela soprava seu apito, os estudantes no ar corriam em volta do campo conduzindo suas vassouras numa mudança rápida de direções; para a esquerda se o assopro for curto ou para a direita se tiver sido longo.


 


Em vez de admitir a derrota em voz alta, na frente de outras pessoas, Hermione optou por permanecer em silêncio e simplesmente ficar ouvindo os comentários que os garotos faziam um ao outro sobre os vários jogadores, enquanto os testes continuavam. Não que eles estivessem prendendo sua atenção totalmente. Eventualmente ela deixava sua mente vagar e foi num desses momentos que percebeu que ela não tinha sido a única a recuar. Na verdade, quanto mais ela pensava sobre isso, mas ela percebia que Rony tinha cedido até mais do que ela. Ele podia ter pedido sua cabeça naquele instante e em vez de liquidá-la, como ela faria se a situação fosse inversa, ele tinha sido cavalheiro e a deixado recuar com sua dignidade intacta.


 


“Realmente isso foi um tanto doce da parte dele”, ela decidiu, estendendo e cobrindo a mão dele casualmente com a sua por um momento e apertando-a gentilmente. Ela somente queria demonstrar a ele que ela não estava chateada, mas quando ela tentou se afastar, ele puxou a mão dela de volta e entrelaçou seus dedos.


 


Hermione instantaneamente sentiu seu rosto esquentar, mas por sorte, seu embaraço não era de todo evidente por suas bochechas já estarem rosadas pela brisa que corria pelas arquibancadas. Se Harry viu o que estava acontecendo, ele não comentou. Embora o fato dele continuar olhando fixamente em frente, sem nem mesmo relancear os olhos em sua direção, a levasse a acreditar que ele havia percebido e estava ignorado de propósito. Ela teria protestado de qualquer modo, mas Rony agiu primeiro.


 


-Maldito vento, ele xingou, chegando mais perto e espremendo Hermione entre Harry e ele, enquanto franzia a testa para o céu nublado. -Aposto que você está desejando não ter usado aquela saia agora, ele adicionou, soltando-a, desprendendo a veste vermelha que estava cobrindo o restante do seu uniforme de quadribol e jogando-o sobre as costas deles três como um cobertor. -Melhor? ele sussurrou, agarrando a mão dela novamente agora que estavam escondidas da visão dos outros.


 


-Muito, ela sussurrou de volta. -Mas você não vai ficar gelado?


 


-Não, Rony respondeu, enquanto Cátia reunia os jogadores em volta dela novamente e começava a separá-los em pares. -Não é assim tão ruim, ele continuou, enquanto os jogadores começavam a voar em volta do campo em várias formações enquanto passavam a goles para frente e para trás. -Eu tenho mais enchimento do que o Harry, ele explicou, esmurrando um dos pedaços de couro presos ao seu uniforme só para provar suas palavras. -Eles mantem o calor.


 


-Bem, isso explica o mau cheiro, Harry bufou.


 


-Você está insinuando que eu estou cheirando mal? Rony retorquiu com uma brincadeira.


 


-Ainda não, seu amigo replicou, com uma gargalhada. -Mas espere mais um tempo.


 


-E eu suponho que você cheire como um buquê de rosas depois do jogo, né Potter? “Tá mais para um monte de esgoto se você me perguntar.”


 


-Parem com isso, Hermione gemeu, franzindo seu nariz em repugnância. -Às vezes, vocês dois são nojentos, sabiam disso?


 


-Nojentos? Eu pensei que era o Harry sem seus sapatos.


 


-RON! ela exclamou, dando uma cotovelada nele e olhando bravo quando ele gargalhou ainda mais.


 


-Ele não pode sentir isso, sabia? Harry zombou. -Não com toda essa ‘roupa extra’. Talvez você possa usar essas roupas todo dia, hein cara? Brincou. -Ajuda a esconder todos esses machucados.


 


-Eu não deixo nenhum machucado, Hermione protestou.


 


-Isso não é inteiramente verdade, Rony replicou. -Eu tenho algumas... er... marcas, ele adicionou com um sorriso convencido. -Não que eu esteja reclamando, ele se inclinou para frente e sussurrou no ouvido dela.


 


-Você é incorrigível, ela declarou, rolando os olhos para o céu e tentando duramente não rir para si mesma.


 


No momento que Rony finalmente foi chamado para o campo, aproximadamente quarenta e cinco minutos haviam passado. Entretanto Harry permaneceu na arquibancada e os dois amigos observaram juntos enquanto os promissores grifinórios se revezavam tentando arremessar a goles através de uma das três balizas que o ruivo estava guardando.


 


Acima de tudo, Hermione pensou que Rony se saíra muito bem. Quando todos já haviam tentado, ele conseguira bloquear mais de dois terços dos arremessos, a maioria deles sem precisar se esforçar muito. Gina também aparentou ter se saído razoavelmente bem, pelo menos pelo que Hermione podia dizer.


 


Ela perguntou a Harry a opinião dele somente para ter certeza e ele concordou rapidamente. Diferente de Hermione, ele tinha obviamente se mantido informado sobre quantos gols cada um dos candidatos tinha feito, porque quando ela perguntou o que ele pensava sobre a performance de Gina, ele a informou que na verdade ela tinha sido a que mais marcara.


 


-Entretanto isso não necessariamente significa que ela tenha sido a melhor, ele adicionou. -Ela passou muito tempo praticando com Rony recentemente, Harry explicou, quando Hermione franziu sua testa em confusão. -Pode ser que ela somente tenha aprendido a interpretá-lo melhor que os outros. É claro que isso é algo que Cátia esteja esperando. Quero dizer, faz sentido que Gina tenha mais facilidade em prever o que Rony vai fazer, porque ele é seu irmão e tudo mais, continuou, - mas se ela pode calcular o que ele está planejando, ou qual dos aros ele pensa que ela estará indo arremessar e ela consegue compensar isso, essa é uma habilidade importante.


 


Hermione esperou que os testes acabassem uma vez que todos saíram pelas duas entradas do campo, atrás de Rony, mas as coisas não aconteceram deste modo. Depois de quinze minutos de intervalo, Cátia chamou a todos, incluindo todos os membros usuais do time, para o campo para um jogo improvisado. Os times eram menores que o normal, compostos por um Batedor, dois Artilheiros em vez dos três habituais e um Goleiro de cada lado. Rony obviamente não poderia guardar todas as seis balizas sozinho e eles não precisavam realmente de um Apanhador, então Harry foi recrutado para defender os aros de um dos lados do campo.


 


Ele recusou a principio, reclamando que não sabia jogar no gol, mas no final ele cedeu e não se saiu tão mal quanto ele mesmo temia. Seus reflexos rápidos e sua vassoura rápida ajudaram, mas ainda assim ele realmente foi capaz de defender dois dos três aros a maior parte do tempo. Não que isso importasse efetivamente, uma vez que Cátia estivera alternando diferentes artilheiros dentro e fora do jogo e tinha mesclado os times de uma forma que no final eles jogaram contra Rony tanto quanto tinham jogado contra Harry.


 


“Se eu somente tivesse apanhado um daqueles livros da Sala Precisa”, ela pensou, depois de aproximadamente trinta minutos observando seus amigos jogarem. “Pelo menos eu não estaria sentindo como se estivesse perdendo meu tempo somente sentada aqui”, ela continuou com um suspiro enquanto via Jack Sloper balançando seu taco de batedor e quase caindo de sua vassoura.


 


“Mas eu prometi a Rony que eu não ia. Embora eu não tenha imaginado que isso iria levar o dia inteiro quando eu fiz aquela promessa. Entretanto, eu deveria estar apoiando meus amigos”, ela lembrou-se. “Não que eles realmente precisem disso nesse momento, é claro”. Mas após o jogo, Gina precisaria de alguém para esperar com ela enquanto o restante do time discutia e Cátia tomava sua decisão.


 


“Tanta coisa para fazer hoje. Esse jogo é capaz de ir até o jantar e então terá a festa para as pessoas que forem escolhidas. Eu terei que aparecer lá, especialmente se Gina for uma delas. E como se isso não fosse o bastante, Ron e eu temos detenção essa noite”, ela pensou com outro suspiro, “então parece que não conseguirei ter acesso ao resto daqueles livros sobre o Lànain até amanhã”.


                               ***


 


-Bem? Harry perguntou, enquanto seguia seu melhor amigo, que havia aberto seu caminho pela festa que tomava o salão comunal sem nenhuma cerimônia e rumava, escada acima após retornar de sua detenção na sala de DCAT.


 


-Desculpe, cara, Rony respondeu, balançando sua cabeça de um lado para o outro o deixando saber que tinha falhado em conseguir alguma informação útil sobre Voldemort durante as aulas de defesa que tinham com Tonks e Olho-Tonto. -Hermione fez o que você sugeriu, disse, enquanto entravam no dormitório vazio. -Ela até mesmo usou a desculpa do ‘eu estou preocupada com os meus pais’, continuou, - mas Moody percebeu o lance. Ele riu na cara dela na verdade, o que a chateou um pouco, ele adicionou, sorrindo para si mesmo enquanto sentava na ponta de sua cama e tirava os sapatos. -Aparentemente ela pode usar a lógica ou a raiva para afastar a maldição Imperius. Ela passou um tempo maravilhoso mandando-o para o inferno toda vez que ele a atacava e pedia para que ela fizesse alguma coisa.


 


-E Tonks? Harry inquiriu. Ele sabia que era uma tentativa ambiciosa quando pediu para que seus amigos pressionassem os membros da Ordem para saber notícias sobre Voldemort durante suas detenções. Mesmo assim, ele tinha passado parte das últimas duas horas esperando que eles pudessem revelar alguma coisa, mesmo que parecessem insubstanciais ou irrelevantes.


 


-Você podia ter vindo conosco, Rony lembrou-o. -Eles podiam contar a você coisas que não contaram para nós.


 


-Isso ia parecer um pouco estranho, não acha? Harry perguntou. -Vendo pelo lado que eu não estava em detenção. Além disso, ele adicionou, numa tentativa de mudar de assunto e aliviar o astral, - Eu não podia ser o único procurando por uma desculpa para esquivar-se da festa. Uma festa em homenagem à sua irmã eu devo acrescentar. Alguém tinha que ajudar Gina a celebrar o fato de ter retornado ao time.


 


-Não finja que não viu o modo como aquelas duas harpias nos olharam quando voltamos da cozinha com a Cerveja Amanteigada, o ruivo retorquiu.


 


-Elas só estavam tentando nos ajudar, Harry argumentou. Rony tinha contado a ele sobre o pequeno plano de Lilá e Parvati tão logo os testes de quadribol tinham acabado, mas ainda não estava certo de acreditar nisso.


 


-Parecia mais que estavam ajudando a elas mesmas. Elas estavam mais como um par de vampiros circulando pelo lugar, esperando pela chegada da próxima refeição. Se você quer ser devorado pela Parvati, isso é problema seu companheiro. Mas não conte comigo.


 


-Eu posso pensar em coisas piores, Harry replicou com um sorriso malicioso.


 


-Não foi essa música que você cantou depois do Baile de Inverno, Rony zombou, enquanto ficava de pé e tirava a camiseta. -Eu tenho a impressão de recordar você falando alguma coisa sobre...


 


-Oh nós vamos falar sobre esse dia, é? Harry riu. -Nesse caso aqui tem algo que gostaria de perguntar a você. O que realmente aconteceu com seu boneco do Vitor Krum? Eu sempre tive a curiosidade de saber sobre isso desde que encontrei um dos braços dele embaixo da minha cama.


 


-Cale a boca, Rony grunhiu, atirando sua camiseta sobre a cabeça de seu melhor amigo.


 


-Não, sério, Harry disse com um riso silencioso, enquanto as orelhas de Rony ficavam progressivamente mais vermelhas. -Você as arrancou com as mãos nuas ou você...


 


Ele teria continuado a provocar Rony, se uma batida na porta do quarto não tivesse chamado a atenção deles. “Quem pode ser”? Harry imaginou, enquanto se aproximava da porta. Simas e Neville não iriam bater na porta e todos os outros estão na festa.


 


-Eu pensei que você tinha ido pra cama, Harry disse, ao abrir a porta e encarar Hermione, surpreso.


 


-Eu fui, ela respondeu, passando por ele e entrando no quarto sem convite, -Mas eu precisava ver Ron por um segundo.


 


-Qual é o problema? o ruivo perguntou, enquanto removia suas calças sem pensar duas vezes e aproximava-se de sua cômoda apenas de cuecas e apanhava seu pijama. -Espere um minuto, ele suspirou, colocando a parte de baixo e virando seu rosto para Hermione novamente - Isso não é sobre a festa, é? Perguntou, - Porque eu já disse a você que eu não vou interromper. Dê uma folga a eles, ‘tá bem? Nem é assim tão tarde.


 


-Não, Hermione respondeu completamente alheia à expressão chocada na face de Harry. -Não é sobre a festa. Eu só queria dar isso a você, ela continuou, estendendo sua mão e abrindo-a para revelar duas pequenas pílulas em sua palma.


 


Ela tampouco ficou embaraçada, Harry percebeu, enquanto olhava pasmo para seus amigos com olhos arregalados. Nenhum dos dois ficou. “Porque eles deveriam ficar”, ele lembrou-se, focando-se em Rony, cuja aparência era tão clara como sempre. “Se o que Gina disse fosse realmente verdade, eles já tinham visto um ao outro nu”, ele pensou, olhando de relance para Hermione outra vez e corando levemente quando a imagem dela sem roupas e parada embaixo do chuveiro surgiu inesperadamente em sua cabeça.
 


“Você não pode ficar pensando em coisas como essas”, ele ralhou consigo mesmo, forçando seus olhos para o chão e remexeu-se desconfortavelmente no instante que percebeu que estava olhando para os peitos dela. “Ela é praticamente sua irmã”.


 


“Mas ela não é”, uma segunda voz pipocou.


 


“Ela podia ser”, ele argumentou consigo. “Eu não tenho esse tipo de sentimentos por ela. Além disso, ela está namorando o meu melhor amigo. É só que isso... isso não parece real. Eles agem do mesmo modo como sempre fizeram. Ela continua resmungando e ele ainda se lamenta sobre isso. Se eu não tivesse visto-os de mãos dadas… Eu nunca teria suspeitado que tivesse algo diferente. Bem, exceto pelo fato de Rony ter acabado de se despir na frente dela. Isso definitivamente foi diferente”.


 


-Por que diabos eu iria querer essas coisas? Rony perguntou alto, tirando Harry de seus próprios pensamentos e chamando sua atenção.


 


-Somente tome-os, Hermione suspirou exasperada, enquanto empurrava os comprimidos para Rony, que estava se esquivando dela.


 


-Eu não vou tomar nenhuma dessas malditas pílulas, ele exclamou, apontando cuidadosamente para a mão dela.


 


-Honestamente, Ron, ela falou, rolando os olhos. -Não é como se eu estivesse tentando envenená-lo. São só aspirinas.


 


-O que você está fazendo com aspirina? Harry perguntou, claramente não compartilhando das preocupações de seus amigos.


 


-Eu não vou incomodar a Madame Pomfrey com algo tão trivial quanto uma dor de cabeça, Hermione respondeu, seus olhos ainda focados no seu esquivo namorado. -Eu sei que você está com uma, ela informou a Rony. -Eu vi você retraindo e esfregando sua testa quando Moody terminou com você. Minha cabeça está doendo também, ela adicionou, - e eu mal fiz alguma coisa essa noite. Somente tome-as. Elas irão ajudar.


 


-Eu vou me recuperar apenas dormindo, obrigado, ele replicou.


 


-Oh, pelo amor de Deus. Você pode explicar a ele, Harry?


 


-Ela está certa, Harry concordou. -Elas funcionam. Trouxas tomam isso o tempo todo.


 


-É? Rony perguntou sarcasticamente. -Eles também costuram a si mesmos como um par de calças rasgadas, adicionou. -Mas vocês nunca vão me pegar fazendo algo maluco como isso.


 


-Certo. Vá em frente e seja teimoso quanto a isso, Hermione lançou, - mas eu vou deixar isso aqui, ela continuou, marchando até a cama de Rony e deixando o remédio trouxa na mesinha de cabeceira dele. -Veja se você consegue faze-lo tomar isso antes dele dormir, ela disse para Harry, - ou ele ficará imprestável todo o dia de amanhã.


 


-Espere, você não está saindo, está? Rony perguntou, apressando-se para frente quando ela começou a rumar para a porta.


 


-Eu estou cansada e sei que você também está, Hermione respondeu. -Eu verei vocês dois pela manhã, ela adicionou, olhando para Harry e dando a ele um breve sorriso.


 


-Mas, Rony protestou, agarrando a mão dela e imobilizando-a antes que ela conseguisse abrir a porta. -Você não tem que ir, ele disse baixinho. -Nós não teremos aula amanhã, então… você sabe, disse, baixando sua voz ainda mais, - você pode ficar aqui.


 


-Eu não acho que essa seja uma boa ideia, ela respondeu desconfortável.


 


-Por que não?


 


-Porque nós somos monitores, primeiramente.


 


-Então, Rony devolveu rapidamente. -Nós éramos monitores noite passada e você dormiu aqui. Ninguém ficará sabendo.


 


-Harry saberá, ela sussurrou, olhando por sobre o ombro para seu melhor amigo, que tinha ido para sua própria cômoda e obviamente tinha virado de costas para eles de propósito. É claro que só porque ele não estava olhando para eles não significava que não pudesse escutá-los.


 


-Harry não se importa, Rony replicou. -Se importa cara?


 


-Hum... não, não realmente, ele mentiu, esperando que seu desconforto não fosse tão evidente. Mas enquanto ele falava, encontrou a si mesmo imaginando o que exatamente tinha acontecido entre eles na noite anterior e as imagens que acompanhavam o fizeram ainda mais embaraçado.


 


“É a Hermione”, ele lembrou-se. “Decente, faz tudo dentro das regras, Monitora, Hermione”.


 


“Que passou a noite no dormitório masculino com seu namorado”, a voz beligerante dentro da sua cabeça interrompeu. “Eles fazem mais que só dormir na mesma cama, você sabe disso”.


 


“Não, eu não sei”, Harry argumentou consigo. “E eu não quero saber. O que eles fazem ou deixam de fazer, atrás daquelas cortinas não é da minha conta”.


 


Infelizmente, por mais que ele tentasse não pensar sobre o que eles podiam ter feito, mais fortes as imagens mentais apareciam em sua mente.


 


-Eu... er... eu acho que eu... uh... vou voltar lá para a festa mais um pouquinho, Harry disse, atirando seu pijama sobre sua cama.


 


-Não Harry, Hermione protestou, antes que ele tivesse a chance de percorrer metade do caminho até a porta. -Você não precisa fazer isso. Eu estou indo.


 


-Hermione, seu namorado choramingou, enquanto dava a ela um olhar suplicante.


 


-Eu verei você amanhã, ela disse firmemente para Rony, antes de alcançar a porta.


 


-Você não está se esquecendo de nada? ele perguntou, colocando uma mão sobre a porta à esquerda da cabeça dela e inclinando-se para frente impedindo-a de abri-la.


 


-Oh sim. Boa noite Harry, Hermione falou, sem se virar.


 


-Não foi isso que eu quis dizer, Rony riu gentilmente, - e você sabe disso.


 


-Nós já nos despedimos e demos boa noite, ela lembrou-o, ainda encarando a porta.


 


-Mas eu te vi depois disso, então nós temos que fazer isso novamente.


 


-Você é impossível, Hermione um sorriso quando ela se virou e percebeu o sorriso malicioso no rosto dele. -Certo, ela cedeu com um suspiro, - Boa noite, Ron, ela começou de modo exagerado, enquanto ficava na ponta de seus pés e beijava-o rapidamente no rosto. -Tome a aspirina, ela sussurrou, encostando uma das mãos sobre o peito dele e empurrando-o para longe da porta e dela. -Você vai se sentir melhor, adicionou, abrindo rapidamente a porta.


 


-Eu iria me sentir melhor se ganhasse um beijo decente, ele murmurou, depois de olhar de relance para o corredor para ter certeza que ninguém seria capaz de ouvi-los acidentalmente.


 


-Parece que você vai ter uma noite agitada então, ela informou-o, enquanto deslizava para o corredor e começava a caminhar em direção às escadas. -Vejo vocês dois pela manhã.


 


-Oh, bem, Rony suspirou, encolhendo os ombros ao bater a porta e virar-se para encarar Harry novamente. -Não fazia mal tentar.


 


                                 ***


 


Rony odiava os domingos. Eles eram de algum modo, quase tão ruins quanto as segundas. Sem dúvida ele podia dormir se ele quisesse, mas não havia muito o que discutir, vendo como no instante que acordara, ele começara a antecipar o resto do dia. Ele podia se esconder em sua cama por um tempo, mas ele não poderia ficar ali o dia todo. Eventualmente ele iria ter que descer e quando ele o fizesse, ele não teria escolha a não ser começar seu trabalho de casa. Depois de um delicioso e demorado café da manhã, é claro. Nem mesmo Hermione esperaria que ele começasse a trabalhar com o estomago vazio.


 


Infelizmente o café da manhã nunca parecia longo o suficiente aos domingos. Especialmente quando você tem horas e mais horas de um tedioso trabalho de casa esperando pela frente. Não que ele não tenha tentado prolongá-lo com uma segunda e até uma terceira porção de comida, mas eventualmente até mesmo ele tinha que parar de comer e quando ele o fez, sabia que Hermione iria agarrá-lo.


 


Os domingos eram os preferidos dela, afinal. Era o único dia da semana que o salão comunal ficava quieto e todos faziam seus trabalhos. Diferente do restante da população estudantil, que tinha que dobrar-se e finalmente tinha que trabalhar nas tarefas que deixaram de lado durante toda a semana, Hermione, que sempre terminava logo seus exercícios, estava apta a sentar numa poltrona e ler, ou revisar seu trabalho, para seu próprio contentamento.


 


Só que nesta semana, em vez de sentar-se no salão comunal ao lado de seus amigos, ela optou por ler em outro lugar. Rony é claro, sabia o que ela estava realmente fazendo, porque ela tinha lhe contado antes de sair. Ela tinha ido checar a poção, depois iria à Sala Precisa por um momento, mas ela disse que estaria de volta por volta do meio-dia. Entretanto o meio-dia veio e se foi e Hermione não apareceu.


 


Não que Rony estivesse tão preocupado assim. Ele sabia que ela se esquecia do tempo quando estava lendo e tinha problemas mais importantes para se preocupar. Como o fato de que Lilá Brown tinha andado furtivamente pelo salão enquanto ele estava ocupado com seu trabalho de Transfiguração e tivesse tido a audácia de perguntar se ele gostaria de estudar com ela, quando ele claramente estava estudando com Harry.


 


Sua resposta curta, -Não! obviamente não tinha sido suficiente para desencorajá-la, porque mesmo depois dele fazer pouco caso dela e voltar sua atenção para seu livro de Transfiguração, ela continuou parada ali por alguma razão desconhecida. Por fim ele agiu grosseiramente antes que ela saísse.


 


-Por que você ainda está aí? Rony perguntou, quando ela não caiu fora conforme ele esperava. -Você não vê que eu estou ocupado?


 


-Sim, Lilá respondeu, mais do que um pouco espantada e claramente desconcertada. -Mas... bem... você tem certeza de que não quer nenhuma ajuda? Porque eu teria prazer em...


 


-De você? Rony interrompeu-a bufando. -Essa é boa, gargalhou. -Talvez você não tenha notado, mas eu costumo estudar com a bruxa mais inteligente desta escola nos últimos seis anos.


 


-É claro que eu percebi, Lilá replicou, claramente nervosa agora. -Mas ela não está exatamente aqui para te ajudar, está?


 


-Por que eu iria querer você quando eu posso estudar com ela? Rony retorquiu, alto o suficiente para todos que estavam perto escutarem.


 


-Eu... eu só pensei que... que...


 


-Sim, bem, aí está o seu problema, ele soltou, fechando seu livro com força enquanto falava.


 


-O que você quer dizer com isso? Lilá perguntou, estreitando seus olhos e colocando uma de suas mãos no quadril. Ela não tinha muita certeza do que ele queria insinuar, mas ela estava quase certa de que havia sido insultada.


 


-Por que você não vai pra outro lugar e vê se consegue descobrir? Rony respondeu, olhando rapidamente para Harry que estava sentado no sofá ao lado de Neville balançando sua cabeça com pesar. -Ou não. Eu realmente não me importo com o que você faça, contanto que seja em outro lugar.


 


-Maldição, Weasley! Simas vaiou, depois que Lilá tinha se virado e saído rapidamente seguida por Parvati, que tinha observado a discussão do outro lado da sala.


 


-O que? o jovem ruivo replicou, olhando novamente na direção do sofá e percebendo que seus três colegas de quarto o encaravam.


 


-Isso foi um tanto rude, você não acha? Neville perguntou.


 


-Até mesmo para você, Simas adicionou. -E isso quer dizer alguma coisa.


 


-Ela procurou isso sozinha, Rony respondeu, dando de ombros para mostrar que ele realmente não se importava de ter ferido os sentimentos dela. -Qual parte da palavra ‘não’ ela não entendeu?


 


-Você tem noção de que quando uma garota bonita pergunta se você quer estudar com ela, ela normalmente está interessada em algo mais do que as suas anotações, Simas falou, arqueando suas sobrancelhas sugestivamente e rindo quando o rosto de Neville ficou vermelho. -Esse foi um ato idiota, se você me perguntar.


 


-O que eu não fiz, Rony devolveu defensivamente. -Além do mais, ela já ‘estudou’ com muitos outros caras pro meu gosto.


 


-Acredite em mim, Weasley. Isso não é necessariamente uma coisa ruim, Simas replicou com um sorriso malicioso. -Eu prefiro estudar com uma garota que já tenha tido um pouco de aprendizado do que uma que nunca tenha aberto o livro.


 


-Ela é toda sua então, Rony disse, enquanto empurrava seu trabalho de Transfiguração para o lado e o substituía pelo texto de História da Magia.


                                ***


“Eu não acredito nisso”, Hermione fumegou, enquanto voltava como um furacão para a Torre da Grifinória com um fino livro vermelho embaixo do braço. “Por que ele não me contou? Ele tinha que saber que eu iria descobrir sobre isso cedo ou tarde. É claro que ele sabia”, ela contou a si mesma, depois de dar à Mulher Gorda a senha e entrar no salão comunal. “Ele só esperava que fosse mais tarde do que cedo. O idiota superprotetor”, ela continuou em sua mente, ao escanear o salão e ver o cabelo vermelho que ela estava procurando.


 


“Você sabia”, Hermione pensou, enquanto ia atrás de Rony, que estava sentado sozinho numa mesa lutando com um pedaço de pergaminho. -Você sabia e não me contou, ela sibilou, tacando o livro que ela estivera carregando em cima do trabalho dele.


 


-Ahm? Rony exclamou, pulando surpreso e olhando em volta e descobrindo sua namorada encarando-o ferozmente. -O que? ele perguntou, tentando conseguir para si, tempo o suficiente 


para descobrir sobre o que ela estava falando.


 


“Isso não pode ser sobre Lilá”, ele raciocinou. “Eu contei a ela sobre isso. MERDA! Somente não admita nada antes de saber sobre o que se trata”.


 


-Você sabia, ela repetiu sua voz baixa e áspera.


 


-Sabia o que? Rony perguntou, esperando não estar parecendo tão aterrorizado quanto se sentia. Hermione nervosa e gritando era uma coisa. Hermione nervosa e usando uma voz baixa era outra.


 


-Sobre isso, ela falou, apontando o livro que tinha jogado sobre o trabalho dele, - só irá me afetar.


 


-O que? ele perguntou de novo, mais confuso do que nunca. Isso foi antes de olhar para baixo, para o livro que ela apontava e notar o título, ‘Acorrentado pelo vínculo – As Restrições da Maldição do Lànain’, impresso na capa. -Oh.


 


-Oh? Isso é tudo que você pode dizer em sua defesa?


 


-Isso... uh... não é uma maldição.


 


-Não para você, não é, Hermione sibilou. -Mas você se esqueceu de mencionar essa parte, não foi? E eu pensava que nós seríamos capazes de ‘proteger’ um ao outro, mas não é assim que funciona, é? Você será o único a ter o controle. Para falar a verdade, você terá o controle de tudo e eu estarei totalmente à sua mercê.


 


-O que diabos você está falando? Rony perguntou, tão insultado quanto irritado pela insinuação dela.


 


-Você sabe perfeitamente bem sobre o que eu estou falando, ela devolveu. -Você será capaz de me ‘proteger’ de outros homens, mas isso não é uma via de mão dupla. Você ainda será livre para tocar em quem você quiser.


 


-Eu não quero tocar em mais ninguém, ele sussurrou, sua voz encharcada de indignação.


 


-Não é essa a questão.


 


-Não é? Rony perguntou, enrugando a testa em confusão. -Er… ok. Então por que você está fazendo toda essa confusão?


 


-Porque você ainda vai poder.


 


-Mas eu não quero.


 


-Bem, nem eu.


 


-Não é com isso que eu estou preocupado, Rony protestou numa voz rouca, - e você sabe disso.


 


-Bem, você não tem que se preocupar, ela informou-o de forma casual. -Porque eu posso tomar conta de mim mesma.


 


-Não Hermione, você não pode.


 


-Eu estou mais que certa que sim, ela guinchou, fazendo com que várias cabeças se virassem na direção deles.


 


-O que diabos vocês estão olhando? Rony rugiu para os espectadores, enquanto se levantava da cadeira, cruzava os braços em frente ao peito e encarava-os até que cada um se virasse de costas para eles. -Nós vamos terminar essa conversa lá em cima, ele disparou enquanto apanhava seu ensaio, o enfiava dentro do livro que Hermione tinha trazido da Sala Precisa e punha-o embaixo do braço antes que qualquer um pudesse vê-lo. -Venha, ele disse, colocando uma das mãos nas costas dela e a empurrando para frente.


 


Por um pequeno segundo, as palavras “você não pode me dizer o que fazer,” estiveram na ponta de sua língua e ela considerou ficar onde estava. Mas tinha muita gente na sala comunal e mesmo que eles não estivessem olhando, ainda seriam capazes de escutar tudo que diziam. Ela queria continuar aquela ‘conversa’, então ela engoliu sua resposta e seguiu Rony escada acima.


 


Tão logo ela entrou no dormitório e fechou a porta atrás de si, Rony apontou sua varinha para a porta e lacrou o lugar.


 


-Olhe Mione, ele disse, jogando sua varinha sobre a cama. -Eu sei que você pensa que pode...


 


-Não me chame de Mione, ela respondeu, colocando as mãos nos quadris. -E eu não penso isso. Eu sei disso.


 


-E o Malfoy? ele devolveu, pegando-a de surpresa.


 


-O que tem ele? Hermione perguntou, confusa. -O que ele tem a ver com isso?


 


-Você pode ter se esquecido do que Malfoy fez com você no trem, mas eu não, Rony repreendeu, fechando os punhos ao lado do corpo ao se lembrar do modo como o monitor da Sonserina tinha insultado-a sobre ter sido capturada.


 


-Ele não fez nada, Hermione insistiu. -Eu te disse isso. Eu inventei a coisa toda.


 


-CARALHO! Rony explodiu. -Ele te imprensou, Hermione. Você nem mesmo estava com a sua varinha. Se eu não tivesse entrado naquele momento, ninguém pode dizer o que teria acontecido.


 


-Eu teria dado uma joelhada no meio das pernas dele, isso é o que teria acontecido.


 


-Um modo certeiro de golpeá-lo ainda mais, ele disse com um suspiro. -Olhe, eu sei que você pensa que pode tomar conta de si mesma, mas...


 


-Eu posso, Hermione insistiu, cruzando seus braços em frente ao corpo de forma desafiadora.


 


-Dentro do maldito trem você pode, Rony persistiu. -Você estava desarmada e à mercê dele.


 


-Eu NÃO estava à mercê dele, ela retorquiu num tom de voz ressentido. -Nós estávamos dentro de um trem lotado de pessoas, pelo amor de Deus. Tudo que eu tive que fazer foi gritar e...


 


-E se ele tivesse posto um feitiço silenciador no compartimento? ele devolveu rapidamente.


 


-Ele não fez.


 


-Mas ele poderia, Rony persistiu. -Ninguém teria escutado você gritar então.


 


-Isso é inútil, Hermione lamentou, jogando seus braços no ar exasperado. -Eu não vou argumentar com você sobre algo que nem mesmo aconteceu.


 


-Mas poderia ter acontecido, Rony declarou. -Porque isso é simples. Você deixa sua guarda baixa por um segundo e tudo isso pode acontecer. E não é só você, ele adicionou. -Eu faço isso também. Eu relaxei tão logo você entrou no trem, porque estavam ali em volta Aurores e membros da Ordem e eu não pensei que alguma coisa pudesse acontecer a você. Eu não deveria ter deixado você sozinha, mas eu deixei. Se alguma coisa tivesse acontecido teria sido minha culpa, ele falou miseravelmente.


 


-Fui eu que não prestei atenção, Hermione confessou, quando a raiva começou a diminuir.


 


-Mas eu devia ter protegido você, porque eu… eu desapontei você.


 


-Não, Hermione insistiu, enquanto sentava ao lado dele na cama e alcançava uma de suas mãos. -Você não me desapontou.


 


-Sim, eu fiz, ele lamentou-se miseravelmente. -Eu desapontei você e Harry no Departamento de Mistérios e falhei com você de novo nesse verão. Eu estava lá dessa vez. Eu estava com você no Beco Diagonal e ainda assim não consegui impedi-los. Eu tentei chegar até você. Eu tentei tanto, ele murmurou.


 


-Eu sei, Hermione assegurou-o, enquanto lançava suas mãos ao redor do pescoço dele e puxava-o para perto. -Eu vi você e sei que você tentou passar pela multidão. Foi por isso que eu fiz o que fiz. Porque eu queria proteger você tanto quanto você queria me salvar.


 


-Eu pensei que poderia nunca mais vê-la de novo, Rony sussurrou dentro dos cabelos dela enquanto a apertava junto a ele. -Eu nunca me senti tão desamparado e eu não quero nunca mais sentir isso novamente. Isso não pode mais acontecer, falou, afastando-a e prendendo seus tristes olhos azuis nos dela. -Nada disso. Eu poderia ter prevenido a coisa toda se nós somente tivéssemos... se nós tivéssemos feito a essa coisa do Lànain mais cedo. Krum nunca teria sido capaz de se agarrar você. Eu poderia ter o forçado a soltá-la, mesmo com todas aquelas pessoas entre nós. Você poderia ter ido embora e nada disso nunca teria acontecido.


 


-Você não pode ter certeza disso, ela disse suavemente.


 


-Eu sei que isso irá proteger você.


 


-E quanto a você? Hermione perguntou, enquanto enxugava as lágrimas de seus olhos.


 


-O que tem eu?


 


-Quem irá proteger você, Ron?


 


-Eu não preciso do mesmo tipo de proteção, ele declarou. -De qualquer modo, a maioria dos Comensais da Morte são homens e o Lànain só pode repelir membros do sexo oposto.


 


-Como a Bellatriz Lestrange? Hermione perguntou. -Ela gosta de brincar com suas vítimas antes de acabar com elas, adicionou, quando Rony permaneceu em silêncio.


 


-Mas ela não irá me estuprar, ele falou, mexendo-se desconfortavelmente.


 


-Ela é uma doente, louca, vadia e eu não posso deixar de lado o passado dela. Você quer me proteger. Eu entendo isso. Mas eu quero proteger você também.


 


-Eu não tenho importância, Rony disse, baixando sua cabeça novamente.


 


-Como você pode dizer uma coisa dessas? Hermione perguntou, deixando de continuar tentando deter a corrente de lágrimas que descia pelo seu rosto. -Você tem importância para mim, afirmou. -E você tem importância para o Harry. Você tem importância para sua família, ela continuou. -Nós todos amamos você e eu vou fazer o que eu puder para manter você seguro.


 


-Hermione, você não pode.


 


-Por que não? ela perguntou. -Você tem dois talismãs.


 


-Porque não funciona desse jeito, Rony insistiu.


 


-Só porque isso não é feito normalmente, não significa que não funcione, Hermione declarou. -Isso é só um feitiço. Eu li com muito cuidado. Ele não faz diferença entre sexos. O gênero da pessoa que vai no final usar o talismã não importa. É a mágica e o sangue que forja toda a ligação. O talismã só amplifica e sustenta a conexão. Se você pode colocar um em mim, eu mais que certamente posso colocar um em você.


 


-Mas... Rony gaguejou, - mas, não é assim que se faz. Homens não...


 


-Não o que? Hermione cortou-o. -Desistem de controlar suas esposas?


 


-Não é isso, ele insistiu. -É só que... isso é...


 


-Humilhante? ela finalizou rapidamente. -Degradante?


 


-É.


 


-E você espera que eu concorde com isso?


 


-Não é a mesma coisa, Rony afirmou.


 


-É a mesma coisa, Hermione insistiu. -Eu não sou sua propriedade. Eu não sou tão subserviente ao ponto de ficar sentada e ser controlada pelo meu marido. Casamento é uma parceria. Nós temos que ser iguais ou isso não irá funcionar. Eu irei fazer isso, mas somente se você concordar em fazer isso também. Dessa forma eu terei controle sobre você da mesma forma que você terá sobre mim e isso nos deixará em pé de igualdade.


 


-Você está falando sério, não está? ele perguntou, perscrutando a expressão facial dela de perto.


 


-Sim, eu estou.


 


-Tudo bem, Rony falou, após um momento de silêncio. -Eu... eu vou fazer isso.


 


-Você não pode fazer isso assim, Hermione protestou. -Você precisa de tempo para pensar sobre isso primeiro.


 


-Não, eu não preciso, Rony replicou, movendo sua mão no ar como se estivesse empurrando a sugestão dela para o lado. -Eu não me incomodo. Isso não é sobre controle ou escravidão de qualquer forma. Pelo menos não até onde me diz respeito. E talvez seja melhor desse jeito, ele admitiu, agora que o choque tinha diminuído um pouco e ele era capaz de processar exatamente o que uma dupla conexão significava. -Quero dizer, se você for minha 'dona' também, isso diminuirá muito o estigma disso, certo? Porque é como você disse, nós seremos iguais e não tem nada de vergonhoso nisso. Sem dúvida, isso é um pouco embaraçoso, ele continuou tagarelando, -e Fred e Jorge dirão que eu fui 'vencido'. Eles vão fazer da minha vida um inferno se eles descobrirem, mas eles fariam isso de qualquer modo, então... é, eu vou fazer isso. Mas... nós não... uh... vamos realmente contar às pessoas, certo? perguntou desconfortável. -Quero dizer, nós não iremos anunciar ou nada desse tipo?


 


-Certamente que não!


 


-Nós vamos contar para alguém?


 


-Você quer dizer o Harry? Hermione perguntou. -Eu não sei, ela admitiu, quando Rony balançou a cabeça respondendo à sua pergunta. -O que você acha?


 


-Ei Harry, adivinhe? Rony disse, como se o melhor amigo deles estivesse parado no quarto junto com eles. -Hermione e eu vamos fazer o Lànain. Oh, você nunca ouviu falar nisso? continuou como se Harry tivesse respondido. -Bem, eu não estou surpreso, já que essa é uma das práticas nefastas criadas pelos maníacos por sangue puro como Você-Sabe-Quem. Mas, basicamente eu arrumei esse talismã que eu peguei de Sirius, e vou colocá-lo no pescoço de Hermione, e uma vez que eu fizer isso, ela será a minha esposa. Oh sim ele bufou. -Isso vai ser muito bom.


 


-Ele vai ficar chocado, Hermione admitiu, - mas uma vez que explicarmos os aspectos protetores...


 


-Mas e sobre a parte que nós vamos nos casar?


 


-Eu acho que devemos contar essa parte a ele também, Hermione respondeu, após considerar por um momento. -Ele é o nosso melhor amigo. Se nós vamos realmente nos casar, eu quero que ele esteja presente. Não seria certo se ele não fizesse parte disso. Você entende o que eu quero dizer?


 


-Definitivamente, Rony concordou. -Então... uh... e sobre a poção? Você quer contar a ele sobre isso também?


 


-Não, Hermione declarou tão veementemente que pegou Rony de surpresa. -Eu não me importo se Voldemort souber sobre o Lànain. Isso é irrelevante, porque não faz parte do plano original. Mas ele não pode saber sobre a poção ou o motivo pelo qual nós iremos tomá-la. Nós não podemos contar a Harry sobre isso antes que ele domine a Oclumência o suficiente. Ele precisa ser capaz de controlar suas emoções muito bem, ou pelo menos dissimular o suficiente para Voldemort não usá-lo para descobrir o que está acontecendo. Nós definitivamente não podemos contar ao Harry sobre a contra maldição ainda. Ele é muito emotivo.


 


-Você não pode culpá-lo, Hermione, Rony disse em defesa de seu melhor amigo. -Você estaria emotivo também se...


 


-Eu sei, ela falou, interrompendo-o. -Eu não disse isso como uma crítica. Eu só estava esclarecendo os fatos.


 


-Sim, bem, Snape é um intolerante, vingativo, repugnante, filho da pu...


 


-RON!


 


-Ei, isso é um fato, ele declarou, antes que Hermione pudesse repreendê-lo ainda mais. -Nem mesmo você pode contestar isso. Ele sempre teve essa coisa com o Harry mesmo antes dele estar aqui. O idiota seboso, ele murmurou entredentes. -Você não pode culpar o Harry por não querer gastar mais tempo do que o necessário com aquele...


 


-Ron, Hermione falou em aviso, quando sentiu a direção em que ele ia.


 


-É a verdade, ele protestou.


 


-A verdade é que também é necessário que o Harry aprenda Oclumencia


 


-Não importa o quanto isso é necessário, Rony informou-a. - Ele não vai rastejar aos pés do Snape.


 


-Se ele não fizer isso, eu farei, Hermione declarou de forma prática.


 


-Você não pode, ele devolveu rapidamente. -Se você fizer isso, vai tornar as coisas ainda piores.


 


-Como as coisas podem ficar piores do que já estão?

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2023
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.