
Capítulo 03
O sol já brilhava intensamente, só se escutava o barulho das gaivotas e das ondas do mar. Na areia quente, se encontravam três pessoas, sendo uma delas mulher com cabelos loiros, seu vestido apresentava ser de gala, mas estava rasgado.
-Hum... O que é isso? –Sonolenta, abriu lentamente os olhos, colocando uma mão na barriga onde estava gelado e úmido, essa sentiu algo áspero. Ergueu devagar o pescoço, sentindo uma pontada de dor de cabeça. Olhou para a barriga e viu calda de uma cobra. Deu um grito fino e alto, tentou se erguer em desespero, mas foi impedida por uma algema em seu pulso esquerdo. –Acorda!Acorda! –Gritava, enquanto esmurrava o homem ao seu lado.
-Não grita! Minha cabeça está doendo. –Colocou a mão esquerda tampando os olhos da claridade. –Quem é você?! Ahh, Desirraá.
-Por que tem uma cobra em cima de mim? Tira ela agora! É Desirrée.
-Ah é a fofinha. –Sorriu alisando a cabeça da cobra que se encontrava próximo a ele. –Que bom que não foi embora, estava ficando preocupado.
-Hã? Você está louco? Cadê a chave da algema? –Olhou para o rapaz a qual estava algemada. O ruivo olhou para a algema em seu pulso direito.
-Não sei! Você está estressando a fofinha. –Reclamou se erguendo com dificuldade, visto que cambaleava. –Onde estão os outros?
-Quando acordei só tinha nos dois. –A mulher levantou-se e olhou ao redor.
-Nós três. Não menospreza minha amiga. –Pegou a cobra que não se mexia muito e colocou em volta de seus ombros, como um cachecol. –Por que você está tão quieta? Te fizeram algum mal? –Conversou com a cobra enquanto a loira o olhava assustado.
-Deixe essa cobra ai! Vamos atrás dos outros. Talvez eles estejam com a chave. – Ambos começaram a caminhar, o ruivo sem se importar com a outra foi levando a cobra.
Há uns 50 metros, um loiro desacordado estava caído na areia, sua pele estava toda vermelha de queimadura do sol. Ao seu lado encontravam-se vários objetos, entre eles um colete salva-vidas, uma carteira e uma chave.
-Draco?! Draco! Que bom que lhe encontrei. –Desirrée, correu em direção ao loiro, puxando Ronald.
-Onde estou? - O homem caído tentou abrir os olhos. –Como viemos parar aqui? –Com dificuldade, se sentou na areia, seu corpo ardia. –Maldito Sol.
-Er... Draco você está com duas cores. –Ao fim da frase o ruivo deu uma gargalhada maldosa.
-Como? –Desesperado o rapaz tocou os dois lados do rosto, sentindo apenas um arder. –Aaah, meu rosto! Não acredito que aconteceu isso comigo.
-Você continua lindo Draco. –Se aproximou Desirrée. –Me deixe ver se você está ferido.
-Só seu ego neh?! Malfoy. – O ruivo alfinetou.
-Cala a boca Ronald. Não vê que a camisa dele está com sangue.
-Sangue? –Preocupou-se e retirou rapidamente a camisa. –Esse sangue não é meu.
-Nossa! –Suspirou a loira, observando o rapaz. –Se não é seu... Então de quem é?
-Onde estão Harry e Neville? –Passou uma das mãos nos cabelos, tentando tirar a areia deles. –Por que vocês estão algemados?
-Não lembro! Você está com a chave? –Ronald indagou.
-Vou ver. Procurem nos bolsos. –Os dois rapazes enfiaram as mãos e retiraram tudo o que tinham. Draco encontrou um crachá, um celular e um dedo. –Mas que porra é essa? –Jogou o dedo na areia.
Ronald tinha um chaveiro contendo uma chave, aparentemente não era da algema, um papel amassado com um número telefônico e um comprovante de banco.
-Isso deve ser o motivo do sangue. –Olhou com nojo o dedo. – É do pé. –Desesperados os rapazes tiraram os sapatos.
-Ufa, não é meu. –Draco respirou aliviado. –Ronald?
-Não é meu também. Será que é do Neville? Que má sorte.
-Calma, não vamos... Espera, achei também um crachá de Hospital St. Mary.
-Eu conheço esse hospital, fica na cidade. –A loira se pronunciou. -O navio ia ancorar hoje nessa cidade.
-Então vamos logo! Precisamos saber porque eu tenho esse crachá. É uma pista.
-Quem será que gastou £800,00 ontem à noite? – O ruivo olhou o comprovante de saque.
-Me dê isso. –Draco tomou das mãos do outro. –Hermione irá matar Harry. –Riu maldosamente. –Já temos outra pista. O que mais temos?
-Um número de telefone. De quem será?
-Muito fácil, só ligar. –Desirrée pegou o celular e ligou no numero. –Estamos sem sinal.
-Mas é claro, se não reparou estamos em uma ilha. –Ronald falou como se fosse algo obvio.
-Como viemos parar nessa ilha?
-O que aconteceu ontem à noite? –O loiro respirou fundo, andando de um lado para o outro. –Pisei em algo. –Abaixou-se para pegar. –É o celular do Harry. Nossa a Granger é estressada, já tem 12 chamadas não atendidas.
-Ela vai nos matar. Ainda preciso achar minha mochila. Minhas jujubas estão lá, eu preciso de doce.
-Ronald pega o dedo, vamos logo procurar um jeito de sair daqui.
-Por que eu que tenho que pegar esse pedaço humano? –Sua expressão foi de nojo. –O Harry que é o médico.
- Ande logo! Você é... Policial – Draco cortou-o.
-Ele policial? –Desirrée explodiu-se em gargalhadas. –Conta outra.
-Eu tenho capacidade! Estou estudando. Sou muito esperto e inteligente. Se demonstrar demais, não aguentaria o assedio...
-Vamos logo. – O loiro revirou os olhos ignorando-o. – Então temos duas chaves.
-Isso é chave de lancha. Meu pai tem algumas parecidas. –Sorriu a mulher. –Vamos procurar, deve estar perto daqui. –Logo eles pegaram o resto dos objetos que estavam por perto e andaram pela praia. Depois de caminharem 30minutos na areia quente. –Se não estou delirando, acho que aquilo é nossa saída daqui. –Esfregou os olhos, avistando mais a frente uma lancha encalhada na praia. –Sua mochila está ali Ronald.
-Ainda bem que encontramos. –Rony pegou sua mochila e abriu encontrando algumas jujubas sujas de areia e uma chave pequena. –Achei, agora é só retirarmos as algemas... A não ser que você queria ficar mais perto mim.
-Não! Pode tirar rápido. –Depois que estava livre, respirou aliviada e massageou o pulso.
-Quem foi o demente que conseguiu essa proeza?! –Chegaram próximo à lancha e tentaram empurrá-la novamente para a água. Depois de muitas tentativas, finalmente conseguiram arrastá-la o suficiente para uma parte mais funda.
-Pronto agora é só subirmos. –O ruivo foi até onde havia deixado a cobra e pegou-a novamente. –Precisamos de ajuda para subir. Draco pegue a fofinha.
-Deixa a cobra ai! Nem sei por que ela está aqui.
-Não posso deixá-la. Ela é do Thomas.
-O dono do Transatlântico?! Puta que pariu, Ronald.
-Ela gostou de mim, eu contagio a todos.
-Só que não! –Desirrée que já estava na lancha, riu da cena.
Depois dos três e a cobra estarem acomodados, Draco testou qual das duas chaves ligaria o motor, quando conseguiu foram em direção a costa da cidade que se encontrava do lado oposto de onde estavam. Demoraram alguns minutos para chegarem ao píer onde ancoraram.
-Afinal de quem é essa lancha? –O ruivo observando as outras lanchas.
-Depois nos preocupamos com isso! –A loira falou desembarcando com a ajuda de Draco.
-Por que aqui está escrito Chow?
-Vocês roubaram minha lancha. E minha cobra! – Um asiático se aproximou com quatro capangas. –Devolvam-me agora! – Visto que nenhuns dos três se importaram, apontou para eles. –Façam eles me devolverem. –Ordenou para os capangas que o acompanhava.
-Ow, calma ae! Pega a merda dessa cobra. –Draco tirou a cobra do pescoço de Rony.
-Espera ai, essa cobra não é dele! –Resistiu tentando impedir o loiro de entrega-la.
-Agora é tarde! –A risada maldosa do asiático foi ouvida de dentro do carro. –Tchauzinho idiotas.
-Por que você fez isso com a Fofinha? –O ruivo encarou o amigo.
-Cala boca! Ela não é mais problema nosso. Vamos procurar o hospital. – Draco acompanhado de Desirrée e Ronald foram caminhando apressados pelas ruas da cidade, perguntando a um ou outro que passava, onde se encontrava o Hospital St. Mary.
_________________ The Hangover ✌ _________________
N/a: Bom ai está o capitulo 3, espero que continuem lendo e gostando, muitas coisas ainda irão acontecer... Eles de fato não se deram muito bem, rs. Obrigada para quem comentou e votou! Continuem, isso alegra as autoras. Beijos, Juliana Lestranger