Ele ia em direção dela, para poder responder, até que ouvem chamar seu nome.
- Franklin! A nossa turma vai ser liberada mais cedo, que tal a gente ir pra minha casa e começar a estudar? - era Luísa. Podia ser impressão dele, mais ela parecia animada com a ideia de ajudar o garoto.
- Ah, claro! Vamos sim! - ele olhou Letícia indo pra lanchonete sem nem olhar para trás, mais ele resolveu que ligaria para ela depois. Luísa e Frank foram para a sala, pegaram suas mochilas e estavam saindo.
- Luísa, já tá saindo é? - era o namorado da menina, pelo menos era o que parecia, já que ele deu um selinho nela e acariciava o rosto dela.
- Tô sim amor, reunião do colegiado, então a turma saiu mais cedo.
- Você tá indo pra casa? - perguntava o menino que não tirava os olhos do tal desconhecido que estava com sua namorada.
- Ah, to indo sim! Depois te ligo, amor! - ela deu um beijo nele e foi até onde estava Frank. Ele estava parado perto do portão, esperando por ela, que chegou toda contente.
- O garoto é seu namorado? - perguntou ele olhando pra ela meio sem jeito.
- Ah, é sim! E o nome dele é Felipe. - ela disse pra ele, meio que quisesse provoca-lo.
- Legal! Ele não vai ficar chateado por você me ensinar a matéria?
- Não mais do que a sua namorada! - ela olhou pra ele e riu. Afinal de contas, ela havia ouvido o que Letícia disse para Frank, antes dela ir falar com ele. Ele riu meio sem jeito, e os dois foram caminhando em direção a casa da menina. Ela morava um pouco longe do colégio, mais ainda era cedo, e eles teriam muito tempo para estudar.
- Então quer dizer que você morava em Nova Iorque? - perguntava a menina.
- É! - os dois estavam se conhecendo, e ele via que ela além de linda, tinha uma personalidade incrível. Eles andaram mais um pouco e Luísa avisou, que eles estavam próximos a sua casa. Logo eles chegaram, e ela o convidou para entrar.
- Entra garoto! - ela o puxou pra dentro, os dois não paravam de rir, mesmo sem motivo. E entre essas risadas e outras, ela acabou notando que o sorriso do menino também era encantador, era um sorriso bobo, mais ela se sentia bem quando olhava pra ele. Os dois entraram em casa, não havia ninguém ali, além da empregada.
- É, acho que estamos sozinhos em casa. - disse ela olhando pra ele. Ele deu um sorriso malicioso e acabou levando um tapa no ombro dado pela menina.
- Ah, poxa! Nem disse nada! - os dois riam como bobos. Logo eles subiram para o quarto de Luísa. Eles subiram as escadas rindo, devido a cena que aconteceu há pouco tempo, enquanto ainda estavam na sala. E por isso, Luísa acabou tropeçando na escada, e Frank a segurou, e a olhou segurando para não rir.
- Pode dizer que eu sou seu herói! - disse o menino com Luísa nos braços.
- Cala a boca, seu idiota! - ela ria dele, e ele ria dela. Enquanto Frank tirava o caderno e a apostila da mochila. Luísa abria o armário de roupas.
- Bom, eu vou me trocar, já volto certo? - disse ela olhando pra ele.
- Ah, pode trocar de roupa aqui mesmo, eu não me importo. - ele olhou para ela com um olhar safado e estava até com as bochechas vermelhas de tanto rir.
- Você é um idiota! - disse ela saindo do quarto. Ela foi em direção ao banheiro para trocar de roupa, deixando ele ali no quarto dela. Ela não entendeu nada naquele momento, era estranho mais aquele garoto bobo e idiota, lhe deixava bem. Ele tinha um jeito cafajeste como todos os garotos, mas ele era um cafajeste 'fofo', ela pensava e ria sobre isso. Enquanto isso no quarto dela, ele olhava ao redor, e via que na parede tinha um mural de fotos, nesse mural ele viu várias fotos dela com um garoto, o tal namorado dela, logo ele ficou meio abalado com aquilo, mas por quê? Afinal, ele tinha uma namorada também.
- Hey, tira os olhos do meu namorado! - disse a menina rindo e abraçando Frank por trás. Na hora ele se surpreendeu, aquela garota estava abraçando ele? Ele só podia estar louco, porque a segundos atrás ela estava chamando ele de idiota, mais ele não podia contestar, afinal de conta, aquele abraço, estava deixando ele bobo. Sentir o toque dela naquele momento estava sendo o melhor momento que ele poderia desejar, mais porque ele se sentia assim? Afinal, foi só um abraço, mais um foi um abraço, dá garota do sorriso.
- Não, ele nem faz meu tipo! - ele sorriu, e ela parou diante o sorriso dele. Era um sorriso bonito, e significativo, porque afinal, ninguém nunca havia sorrido para ela daquela forma, nem mesmo o namorado. Sim, ele sorria pra ela, mais não como aquele garoto.
- Bom, é melhor a gente começar a estudar não é? - disse ela sorrindo pra ele. Ele concordou com a cabeça e à abraçou pela cintura, e foi indo com ela até a cama, para poderem começar a estudar. Logo o garoto se jogou na cama com ela e começou a rir.
- Você é um idiota, garoto! - repetiu ela, tacando um gato de pelúcia laranja e gordo nele. Ele catou o gato de pelúcia da menina e começou a joga-ló pra cima.
- Gostei desse gato! - disse ele rindo, e brincando com ele. Ela olhava pra ele e ria sem parar.
- Ele parece um meninão! - ela pensava e sorria.
- Hey garoto! Vai ficar brincando ai, ou vamos estudar? - disse ela colocando a mão sobre a dele, que estava sobre o gato de pelúcia. Eles trocaram um olhar fundo e significativo. Mais que foi quebrado pelo celular do garoto.
- Ops! Tenho que atender, um momentinho tá? - ele passou a mão no rosto dela e sorriu. Ela sorriu também, e pensava. - O que esta acontecendo com você, Luísa Miranda? Ele é um idiota não vai se esquecer disso. Ela riu com seus próprios pensamentos. O garoto voltou pro quarto, e pulou na cama do lado dela, rindo.
- Hey, garoto! Tá pensando que tá aonde hein? - disse ela rindo e puxando o cabelo dele.
- Ai, isso dói, certo? - disse ele rindo, e abraçando ela, os dois derrubaram os cadernos e livros no chão.
- Quem é que tava te ligando hein? A namorada? - disse ela sentando na cama e arrumando o cabelo, pois Frank havia bagunçado ele todo.
- É, era ela sim, pedindo pra que eu vá a casa dela quando voltar.
- Ah, mas eu não vou deixar você ir embora! - disse ela rindo.
- Olha lá hein? Não vai se apaixonar por mim! - ele riu e piscou pra ela. Como assim? O que ele queria dizer com o isso? Afinal, os dois tinham vidas completamente diferentes, os dois tinham namorado, que amavam muito, amavam não é mesmo?
- Hey! Agora nos vamos estudar ou não? - perguntou ele, passando a mão no rosto dela. Ela colocou a mão sobre a dele, sorriu e disse: - Claro que vamos, agora me diga, garoto o que é que você não esta entendendo hein? - ela perguntou pra ele, ele bagunçou os cabelos e olhou pra ela, ela entendeu e riu. Ele não entendia praticamente da matéria e ela sabia que ia ter um longo trabalho pela frente, mas ela até que estava gostando disso. Os dois finalmente abriram os cadernos e apostilas e começaram a estudar. A garota entendia muito bem da matéria, e tinha muita paciência com o menino, o que o estimulava mais a ter interesse pela matéria. E entre um calculo e outro, ele olhava para ela e ela sorria pra ele. Já estava chegando ao início da tarde, eles ficaram mais de horas estudando e perderam a noção do tempo.
- Acho que já estudamos muito! - disse ele colocando a mão sobre a dela e sorrindo.
- Se você acha. - ela retribuiu o sorriso e olhou para as mãos deles que estavam juntas e corou levemente.
- Tá a fim de ir tomar um sorvete comigo? Afinal, você ficou me ajudando até agora. - sorriu o menino. - Ótimo! Afinal tá calor né? - eles se olharam e riram. Eles juntaram as coisas e Frank pegou sua mochila, e eles então desceram as escadas e Luísa avisou para a mãe que iria sair com o garoto. Eles saíram em direção à sorveteria que ficava próximo dali. O dia estava muito quente, um dia ótimo para se tomar sorvete, principalmente na companhia de um bom amigo, pelo menos era o que parecia. Os dois se se sentaram à mesa da sorveteria e pediram 2 bananas-split.
-Vai ficar gorda com isso hein? - disse ele rindo.
- Deixa de ser idiota, menino! - disse ela batendo no braço dele. Os dois riram e ficaram ali, olhando um pro outro por vários minutos. Até que ele começou a comer o sorvete da menina, e ela vendo a cena, ficou rindo dele e passou sorvete no rosto dele.
-Hey! Quer guerra é? - disse ele pegando a calda do sorvete e passando no cabelo dela.
- GAROTO! OLHA O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO! -ela tentou brigar com ele, mais quando viu a cara de espanto dele, ela acabou caindo na risada. Ele pegou algumas folhas de papeis-toalhas, e limpou o cabelo da menina, ele era meio desajeitado, e isso acabava sendo engraçado para a menina. Logo, ele terminou de limpar o cabelo da menina, pagou a conta e então ele resolveu levar a garota para casa, já que estava ficando tarde. Eles caminharam em direção a casa da menina, e no caminho, a única frase que ela sabia repetir? 'você é um idiota!', ele achava aquilo engraçado, afinal de contas, ele estava até gostando disso.
- Bom, esta em casa menina! - ele sorriu e deu um beijo no rosto dela. Com isso ela pode sentir o perfume do garoto, era um perfume diferente ou talvez até conhecido, mais ela havia gostado do perfume dele, com tanto que até suspirou e arrepiou. Então ela resolveu retribuir e deu um beijo no rosto dele, e passou a mão no rosto dele.
- Até amanhã, seu idiota! - eles riram, e então ele foi andando, virou a esquina e caminhou até sua casa.