FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

1. Capítulo 1


Fic: Memórias de uma Weasley


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Tudo que estou para contar aconteceu quando eu ainda freqüentava Hogwarts. Foi a melhor e a pior época de minha vida, dependendo da sua visão do que é uma vida interessante para uma adolescente insegura e cercada pela guerra que naquela época assolava todo o Reino Unido. Deixando todo o problema com Voldemort (hoje graças a Merlin vocês podem pronunciar esse nome sem se borrar todo) de lado, vou me concentrar em contar a parte “romântica” daqueles anos. Claro que hora ou outra, eu vou ter que falar sobre os tempos horríveis que ele nos proporcionou, no medo e na desolação que ele deixou no mundo.

Era uma vez uma garota ruiva. Ela era uma bruxa, e estava prestes a embarcar para o seu primeiro ano de ensino bruxo.
Ok, ok, vou pular a parte chata pré-embarque no Expresso de Hogwarts e o banquete de abertura anual, e descrever a parte essencial de todo esse texto: o dia em que eu conheci a garota mais intrigante, bonita e inteligente que eu já tive o prazer de ver até os dias de hoje, a May. May na verdade é o sobrenome, pois é assim que nós tratamos a quem não temos tanta intimidade ainda em Hogwarts. Portanto, para mim, ela ainda era a senhorita May, uma descendente japonesa de um metro e meio de altura, com um ar inocente ao redor de seus lábios e um sorriso simpático, o qual logo era contradito pelo brilho malicioso dos seus olhos escuros.

Isso aconteceu no meu primeiro ano escolar, aquele ano que eu ainda era uma criança iludida, que há poucos meses ainda brincava com bonecas e sonhava com o príncipe encantado. Não dei muita atenção a ela naquele tempo, pois para mim ela era só mais uma colega grifinória. Eu estava mais preocupada em babar em cima dos garotos mais velhos que nunca dariam atenção para mim até ser tarde demais. Mas ela sempre esteve lá, a duas camas de mim, e eu podia vê-la se eu não estivesse com minhas cortinas fechadas, o que só passou a acontecer três anos mais tarde, quando eu comecei a entregar meus minutos antes do sono para outras atividades além de pensar sobre meus problemas.
Nas aulas, ela nunca se sobressaiu, era a aluna mediana, enquanto eu tinha uma mão especialmente boa para Poções e uma facilidade para Transfiguração, que herdei de mamãe. Foi por causa dessas minhas “habilidades” que nós nos aproximamos, mesmo que só para estudar métodos estranhos de se preparar uma poção de riso. Ela precisava de nota, eu de uma amiga. Foi perfeito.

Confesso que meus primeiros anos em Hogwarts não foram lá o que se pode chamar de normais. Logo no segundo, me transformei negativamente em alguém conhecida. Culpa daquele diário idiota que me seduziu.

Com doze anos, eu ainda tentava me convencer de que eu não era uma aberração sexual, e que tudo o que eu sentia era só uma fase de indecisão normal da adolescência, mas tenho que admitir que minha colega já mexesse comigo desde aquela época. Para tentar me conformar com os meus sentimentos estranhos, eu me concentrava em adorar (leia-se IDOLATRAR) Harry Potter. Eu tentava de todo jeito me aproximar dele e me apaixonar de verdade por ele como pessoa, não como herói. Não deu certo, como você pode imaginar caro leitor observador. Não adianta, o que somos não muda, por mais que nós tentemos agir ou sentir de outro modo. A natureza se encarrega de mostrar como somos verdadeiramente no fim. E esse fim, pra mim, e para a história, é o dia no qual eu descobri que aquela garota também não era “normal”.

Sem dúvidas, foi o dia mais estranho e prazeroso da minha vida. Não rolou nada do que eu esperava, lógico. Nos meus sonhos eu idealizava aquele momento lindo de “óh, eu também acho que gosto de você” e um puta beijo apaixonado. O que aconteceu mesmo foi que eu percebi que ela olhava para as garotas de um jeito diferente. Não sei se só eu percebia isso nela, mas a verdade é que eu tive certeza de que ela era do nosso time, mesmo que eu tenha perdido as esperanças algumas vezes.
Nós tínhamos ido assistir a uma partida selvagem de quadribol entre Lufa-Lufa e Sonserina. E eu lá, fazendo meu teatro de admirar os corpos bem torneados dos jogadores das duas casas, de vez em quando fazendo um comentário ridículo sobre alguns deles. Pra falar verdade, a menina dos meus olhos era o único corpo que eu observava aquele dia.
A May não falava sobre meninos. E até então não falava sobre meninas, o que me deixava na irritante dúvida se ela era assexuada ou não, porque convenhamos, uma hora ou outra você acaba soltando um comentário sem querer. E ela deu pinta aquele dia, pra minha sorte.
Ela não olhava os garotos, como eu reparei enquanto eu mesma olhava pra ela. Ela olhava era para as garotas! Dava pra ver os olhos dela brilhando de admiração. Confesso que fiquei morrendo de ciúmes, e meu jogo acabou naquela hora, mas láaaa no fim do meu coração eu fiquei feliz. Horas depois, quando eu meu ciúmes passou e eu percebi que mesmo que ela estivesse olhando para outra garota, ela estava olhando para uma garota! E isso já era um IMENSO avanço. Pode parecer uma coisa boba, mas eu fiquei saltitante o resto da semana. Quem é gay sabe que outra pessoa é também só de olhar.

Eu era MUITO encanada com o detalhe de as pessoas descobrirem ou pelo menos acharem que eu não gostava de meninos. Entre achar e ter certeza existe uma linha tênue. Quem acha comenta tanto quanto quem tem certeza, o que é uma coisa desastrosa.

Tinha muito medo de minha família descobrir, tanto quanto de meus amigos descobrirem. Porque de um jeito ou de outro, se um ficasse sabendo, o outro saberia também. Bom, uma coisa é certa, depois que você dá o seu primeiro beijo com uma pessoa do mesmo sexo, tenha certeza absoluta que a partir dali o seu segredo acabou. Mesmo que seja a pessoa que você mais confia no mundo inteiro. Essa pessoa tem uma amiga em quem ela também confia, e essa amiga tem outra amiga e assim por diante. É um ciclo vicioso, e quando você vê, todos já sabem. Se bem que você relaxa com isso depois que fica com alguém. Você começa a pensar que todo mundo vai aceitar, porque agora você está num círculo de amizades que acham isso normal. Não caiam nessa tentação, leitoras! O mundo é feio e as pessoas NÃO são legais.

Por hora, quero deixar registrado o modo como minha família se postava em relação às condutas socialmente não aceitas. Mamãe achava que tudo que não fosse “comum” não era aceitável. Papai, mesmo que não concordando, ia na da mulher. Meus irmãos, tirando o paspalho do Rony, até eram liberais, mesmo que às vezes houvesse piadinhas preconceituosas.

Eu sempre quis contar tudo ao Jorge, ele era um confidente para mim, não só um irmão. Eu precisava de alguém em quem eu pudesse despejar meu caminhão de duvidas, alguém que me aconselhasse, me apoiasse. Eu só contei a ele depois que já havia rolado algo entre eu e a May, mais do que pura atração. Foi a típica reação masculina, e acho engraçado até hoje. Ele arregalou os olhos e eu pude até escutar o cérebro dele imaginando a graciosa cena da irmãzinha dele atracada com outra garota. “Merlin, Gina! E como vocês fazem¿”. A pergunta de praxe que TODA lésbica, bi, afim ou curiosa escuta quando conta pra alguém. Eu até tentei explicar, mas depois eu percebi que era só uma tática para aumentar a fantasia do meu irmão, e achei que era muito nojento o ele pensar em mim desse jeito, então com o tempo eu parei de incluir os detalhes sórdidos quando a gente conversava. Ele manteve o segredo até mesmo do Fred, e é por isso que eu confio nele imensuravelmente.

Falando em confiança, alguém que não é confiável é a hoje senhora Hermione Weasley (me enoja termos o mesmo sobrenome). Eu sempre tive a sensação de que ela na verdade é uma enrustida, porque não tem outra explicação para alguém que se empenha tanto em destruir o relacionamento homossexual de outra pessoa como ela fez. Sim, eu sou rancorosa, e dela eu guardo um enorme rancor. Vai ver ela era apaixonada por mim. De vez em quando eu a pego me olhando, ou tentando me tocar enquanto fala comigo. Não adianta Hermione, você NÃO é meu tipo!
Tem uma foto dela ali no balcão da cozinha, e todo dia eu me pergunto por que a Amanda insiste em deixar aquilo ali em cima. Um dia desses eu queimo no fogão, ou faço um voodoo.
Ela conseguiu destruir a melhor coisa que me aconteceu. Ainda bem que amor não acaba tão fácil, ela deve saber disso.

Bom, eu tive uma infância feliz, mesmo que sem grandes luxos. Tenho muitos irmãos, e isso é sinônimo de muita bagunça, barulho e muitas histórias contadas por cada um deles de como é Hogwarts. Mamãe sempre se esforçou para deixar todos contentes, bem alimentados e profissionais em atirar gnomos pela cerca.
Até hoje quando vou visitá-la sou obrigada a acabar com alguns pestinhas, como se eu ainda tivesse meus 13 anos. Não sei se eu desejaria ter essa idade de novo. Quando eu me lembro a grande confusão que era meus pensamentos nessa idade eu tenho até medo de que algum dia eu possa sentir esse turbilhão de anseios de novo. Nem quando eu tive minha doce Rose fiquei naquele estado. Deve ser a imaturidade mesmo que faz isso com você. Mas o que seria de mim se eu não tivesse passado por essa fase¿ Com certeza agora eu seria só uma dona de casa frustrada com o futuro que eu não tive, casada e com uma penca de filhos para criar, e que todo dia espera o maridão voltar do Ministério pedindo comida quente e uma massagem nos pés. Por isso, agradeçam se algum dia nas suas vidas vocês não souberam o que fazer. Isso com certeza formou a sua personalidade daquela época em diante.


Quando eu tinha 12 anos, os McLann ainda moravam nas redondezas da Toca. Eles tinham dois filhos, um menino capetinha que eu daria a vida pra esquecer, e uma doce menina dois anos mais velha que eu. Com ela, eu me sentia Lolita em seu acampamento de verão. Excursões nas matas e jogos de quadribol envolvidos com beijos desajeitados para mim eram tão normais que às vezes eu esquecia que ninguém podia saber. Eu lembro de Rony, aquele paspalho idiota, quase nos pegar no flagra. Mas ele sempre foi tão obtuso que não conseguiu entender a malícia de ela estar mordendo minha orelha. Digam aí se eu não sou uma menina prodígio?

Quando eu penso nessa garota, e comparo com a May, eu fico pensando: que criatura safada! Me levando pro mal caminho com tão pouca idade...
E eu continuava a tentar me convencer que tinha sido ela quem tinha me “agarrado” e que eu só queria experimentar um beijo, treinar para depois beijar meu amado Harry Potter. Ledo engano. Nós sempre tentamos nos enganar, não¿ Mesmo sabendo que é pura besteira.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.