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4. Encontros inesperados


Fic: Labirinto


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Um mês tinha se passado desde a confusão na sala comunal. Harry procurava não conversar com Dino - quando era obrigado a trocar palavras com ele se sentia impaciente e irritado. Não entendia bem por que isso acontecia já que o companheiro de quarto não tinha feito nada demais. E apenas namorar Gina não deveria ser motivo para mexer com os brios dele. Pelo menos era o que imaginava. Quanto à irmã de Rony, bastava cruzar com ela pelos corredores que sua mente entrava em parafuso. Uma noite, quando pesquisava na biblioteca livros de transfiguração para complementar uma lição da professora Minerva McGonagall, a ruiva apareceu diante dele. Trazia o "M" de monitor nas vestes. Mas usava trancinhas como naquela ocasião em que caminhara sobre a cerca, perto do lago, durante o verão na Toca. Essa visão atiçou uma brasa escondida no coração.

- Oi, Harry. O que está fazendo?

- Jantando - respondeu exagerando no tom mal humorado, procurando a todo custo conter o turbilhão dentro dele.

- Ah, é melhor devorar mesmo esse livro. Soube que você perdeu alguns pontos na última aula da McGonagall por falta de atenção - replicou Gina, sentando-se à mesa com um ar provocativo.

- Eu tenho muitas coisas com que me preocupar, se é que você não sabe - rebateu Harry, olhando fixo para as pupilas castanhas da garota.

- Sei perfeitamente. Uma delas deveria ser concluir Hogwarts, não acha? - disse, apoiando os cotovelos na mesa e sustentando a cabeça entre as mãos.

- Se você veio dar lição de moral, já cumpriu o seu papel. Pode se retirar, monitora - completou, percebendo que Gina não desviara o olhar e ainda exibia um sorriso maroto.

Estava difícil ficar tão perto dela nessas condições e Harry fingiu voltar ao trabalho. Mantendo um olhar de falsa contrariedade sobre ela, o rapaz pegou a pena, mas sem querer virou o tinteiro. Correu para impedir que o líquido escorresse de vez sobre seus papéis e sem querer espetou-se com a ponta da pena, àquela altura toda coberta de tinta. Depois de dar um berro de verdadeira irritação, pegou a varinha para limpar a bagunça. Gina somente o observava. Quando a mesa estava de novo em ordem, ele passou a mão na testa para afastar os cabelos. A garota soltou um risinho divertido. Puxou das vestes um lenço branco que trazia suas iniciais e com ele começou a limpar delicadamente a testa de Harry, que tinha ficado suja de tinta.

- O desastre foi maior do que você pensou. Sua testa está preta. Bom, vou deixar o meu lenço para você terminar de se limpar porque eu tenho um trabalhinho para fazer. Coisa de monitora. Ah, e eu vim até aqui não para dar "lições", mas para te avisar que o professor Dumbledore pediu que você passasse na sala dele. A gente se vê, Harry.

Gina esperava que o rapaz agradecesse ou se despedisse. Harry não fez nada disso. Simulou total desinteresse e bufou para demonstrar um aborrecimento irreal. A garota se sentiu decepcionada com a reação e a aparente frieza do amigo e saiu muda. Não conseguira notar como Harry estava atrapalhado na mesa. E muito menos desconfiar que o coração dele batia acelerado por causa do toque gentil sobre seu rosto. "Não posso. Não posso ficar assim por causa dela. E por causa de ninguém. Não posso me amarrar em ninguém", pensava enquanto guardava o material na mochila. Olhou indeciso para o pano branco bordado e manchado de tinta. Procurou ver se alguém o observava. Nenhum dos alunos prestava atenção nele naquele instante. Rapidamente, levou o lenço junto à narina para tentar aspirar algum perfume. Logo o atirou na mesa. "Isso é ridículo". Estava para sair da biblioteca quando decidiu voltar. Pegou o lenço como um bem precioso e o colocou num bolso.

O jovem bruxo era rotineiramente convocado por Dumbledore. Por meio dele, Harry se informava dos rumos da guerra e das missões da Ordem. O paradeiro de Olho Tonto Moody ainda era desconhecido. Por causa disso, Severo Snape, o professor de poções, teria de se ausentar da escola por uma semana, sendo substituído pela professora Sprout. O diretor revelou ao aluno a mudança na rotina de Hogwarts, mas não passou detalhes. Temia que Voldemort penetrasse na mente do rapaz. Ele garantiu que já dominava a oclumência. Mas isso não bastava para Dumbledore.

- Há algo te desorientando, Harry. Ultimamente, você parece perdido. Distante.

- Não é nada. É a pressão do último ano. A expectativa dos NIEMs. Eu tenho de ir muito bem se quiser ser auror.

- O professor Thelonius está bem impressionado com você. E isso tem um belo significado já que ele foi um dos melhores aurores em seu tempo - sorriu Dumbledore. Ele se referia ao novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Thelonius McKinley. Era um velho amigo do diretor.

Harry concordou com a cabeça e foi dispensado. Saiu apressadamente porque calculava que Rony e Hermione já deviam estar esperando por ele no refeitório. No meio do caminho, escutou rumores de uma discussão no corredor. Draco seguia Gina, sorrindo sarcasticamente. Brigavam por causa do jogo de quadribol entre Grifinória e Sonserina, que em breve aconteceria.

- No dia em que você tiver uma vassoura de verdade, talvez a gente saiba se tem algum talento, Weasley. A que você tem é um lixo. Não se envergonha dela, não?

Gina permaneceu quieta, andando com a testa franzida e sem desviar os olhos para Draco.

- Deve ser por isso que não deu para perceber até agora se você é boa ou não. Enquanto você não voar numa vassoura decente, vou esperar sentado. Numa cadeira bem confortável - tripudiou.

- Você tem uma ótima vassoura, mas até agora não conseguiu vencer o Harry - respondeu Gina, finalmente voltando sua atenção para o rapaz de cabelos platinados. Seus olhos cintilavam de raiva contida.

- Tsc, tsc. Você insiste em falar do Potter. Mesmo que ele não te dê bola. Vem cá, não é humilhante ficar se arrastando assim e continuar sendo esnobada?

Chocada, Gina estacou. O golpe de Draco tinha sido preciso. Ela não atinava com respostas. O lábio inferior tremia sem que ela notasse. E enfim falou: - Eu tenho namorado. E gosto dele, assim como ele gosta de mim. Existe alguém que goste de você, e não do seu dinheiro?

- Weasley, que resposta ridícula - gargalhou Draco. - Você está conseguindo superar o Potter. Já virou meu alvo preferido. E, quer saber, você devia ficar contente. Quando receberia minha atenção se não fosse assim?

A ruiva ficou escarlate. Com o dedo indicador, cutucou seguidas vezes o peito de Draco, pontuando cada palavra que pronunciava.

- Você que é ridículo. Quem quer a sua atenção?

Subitamente, Draco agarrou Gina pelo pulso e a puxou para si. Os rostos estavam muito próximos. Os olhos cinzentos dele brilhavam. Gina sustentou o olhar firmemente. O ar estava tão denso que poderia ser cortado com uma faca. Draco afrouxou um pouco a pressão no pulso de Gina e sussurrou, observando atentamente as pupilas acesas e quentes, os cílios longos, espessos e curvos da garota: - Você escolhe mal os seus namorados, Weasley. Onde está o Thomas para te proteger, hein?

Sem ouvir a frase sussurrada, Harry fez um movimento rápido para soltar Gina. E meteu um soco no rosto de Draco. Pego de surpresa, o loiro recuou, com a boca sangrando. Antes que a briga ganhasse dimensão, Gina segurou o braço de Harry e foi com ele para o salão. Draco estava furioso. Menos pelo ferimento, mais pela quebra do contato com Gina. Que olhos de fogo ela tinha!




*****




Harry entrou com Gina no salão. Rony e Hermione perceberam imediatamente a cara fechada do rapaz. Ele se voltou para a garota, pediu licença com maus modos e a deixou plantada na porta. Gina apenas murmurou "obrigada" e se dirigiu, confusa, à mesa onde estava Dino. Sem esperar que lhe perguntassem, Harry contou o episódio. Rony se irritou.

- Vou atrás dele agora. Também quero meter um murro naquela cara de fuinha - resmungou.

Hermione segurou Rony pelo braço, sentindo os músculos retesados do ruivo. Surpreendeu-se com a "descoberta" daquela parte do corpo do rapaz. Rony também se espantou com o gesto da garota, que o largou naquele minuto. Ela tratou de mudar de assunto para acalmar os nervos dos dois amigos - e os dela também.

- Amanhã estamos liberados para ir a Hogsmeade. Que tal tomarmos cerveja amanteigada no Três Vassouras?

- Eu já tenho compromisso. Combinei um encontro com a Cho - respondeu Harry.

Rony exultou. Estava mesmo na hora de Harry se envolver com uma garota. Podia ser um velho amor. Não fazia diferença. E nesse instante se deu conta de algo que buliu de novo com seus nervos. Isso significava que teria de sair sozinho com Mione? No passado, não se incomodaria. Só que as coisas tinham mudado um pouco de figura. Havia uma certa tensão entre os dois. Isso estava claro. Não tinha certeza se seria uma boa idéia ficar a sós com ela.

- Que ótimo, Harry. Nesse caso, vou com o Rony. Ninguém vai atrapalhar o seu encontro - sorriu, embora seu rosto se afogueasse um pouco.

Rony pigarreou. E acrescentou que deveriam chamar Gina, Dino e até Luna. Hermione não se opôs, apesar de sentir uma pontada de ciúme ao ouvir o nome da aluna da Corvinal. Quanto a Harry, continuou impassível. Não pensava em Cho. A cena do corredor não saía de sua cabeça. Fervilhava porque ainda queria acertar as contas com Draco. Ficara louco ao vê-lo apertar o pulso de Gina. Pior. Tinha certeza de que o rival escolhera a irmã de Rony como "alvo preferido" não por causa da partida. Estava evidente para ele que o sonserino desejava tirar umas casquinhas de Gina. Se tivesse demorado em reagir, possivelmente Draco teria beijado a garota. É o que ele teria feito se estivesse tão próximo dela e se a estivesse segurando do jeito que o rival a segurara. "Não. Não faria. Ela é a irmã de Rony", sua consciência o apertou. "Não vou ceder aos meus impulsos. Não gosto da Gina como gostava da Cho", resmungou internamente, aflito.

A noite terminou sem novas surpresas e no dia seguinte nada de excepcional aconteceu até a hora de saírem para Hogsmeade. Harry se arrumara com cuidado: calça preta e camisa esporte azul. Queria causar boa impressão. Cruzou com o grupo de amigos nas escadarias. Hermione usava um vestido claro de alças. Nas mãos, carregava um casaquinho. O tempo estava incerto. O sol brilhava, mas o clima poderia mudar mais tarde. Luna estava com um chapéu enfeitado de flores, um macacão de jardim e tênis. Dino e Rony tinham colocado jeans e camisetas. Harry se despediu da trupe e quando estava no último degrau, virou-se para dizer que os veria depois. E então ela apareceu. A cabeleira ruiva solta, caindo sobre os ombros e contrastando com o vestido preto, curto e simples. Podia ser tomada por uma menina. Não, as curvas eram de mulher. O rosto de traços suaves exibia um leve sorriso. Ele ferveu por dentro. "Que inferno! Tem de existir uma poção para controlar os hormônios. E eu tenho assuntos mais importantes com que me preocupar", pensou e partiu sem cumprimentar Gina. A alegria da garota foi embora. Sentia-se ignorada por completo. Um grave retrocesso nas suas relações com Harry.

O rapaz venceu rapidamente a distância entre Hogwarts e Hogsmeade. Foi direto à casa de chá de Madame Puddifoot, onde Cho deveria estar esperando por ele. No meio do caminho, foi surpreendido por Vitor Krum.

- Você aqui?

- Oi, Harry. Vim sem avisar Hermione. Eu sabia que neste sábado vocês estavam liberados. Então, aproveitei uma folga do time. Fiz uma longa viagem. Onde ela está?

- Deve estar chegando. Mione está com um grupo grande. Rony, Luna, Dino. E Gina. Logo, logo, vai vê-la. Preciso ir - despediu-se, lamentando não poder mandar um recado para Rony. Seria melhor que o amigo estivesse preparado para aquela visita inesperada.

Quando entrou na casa de chá, sorriu. Estava praticamente vazia. "Ótimo", pensou satisfeito porque assim poderia esconder sua timidez. No fundo, Harry divisou Cho. Sua beleza era realmente quase insuperável, como Rony dera a entender. Seus cabelos escuros, lisos e sedosos desciam pelas costas. Estava com uma camiseta vermelha, justa ao corpo e uma saia preta com fendas nas laterais. Bonita e sensual. Cho piscou para Harry e mandou-lhe um sorriso fantástico. O dia prometia.

- Que bom te reencontrar, Harry.

- É mesmo bom te rever. Você está... muito... bonita, Cho - disse, sem graça.

- Obrigada. Você é sempre tão gentil.

- Não é gentileza. É verdade - respondeu sincero.

- Eu queria pedir desculpas pelo meu comportamento do passado - disse a garota, mordendo o lábio inferior, num gesto que pareceu bastante sedutor para Harry.

- Imagina. Tanta coisa aconteceu que...

- Eu quero ficar do seu lado, Harry, te apoiando no que precisar - interrompeu Cho, segurando a mão do rapaz e surpreendendo o jovem.

- Ah! Que ótimo - disse, depois de ficar um segundo sem fala.

- Você sabe que eu gosto de você, não é? - perguntou a garota, aproximando-se dele.

Harry não sabia o que responder. De qualquer modo, o toque da mão de Cho era uma sensação muito agradável. E as palavras dela aqueciam seu coração. Lembrou de Gina. "Com ela eu não posso ter nada. Mas com Cho o que me impede?", pensou. Em sua mente, formou-se a imagem de Voldemort, a ameaça contínua sobre sua vida. "Não posso ter nada com ninguém! Eu posso morrer", amargurou-se. Dando por timidez o silêncio de Harry, a garota estendeu suavemente sua mão sobre o rosto do rapaz, deslizando os dedos sobre a face dele até tocar seus lábios.

- Você não tem idéia de como senti sua falta...




*****




Na entrada da vila, Rony acabava de tomar um choque. A poucos metros deles estava Vitor Krum, elegante e bem barbeado. O ruivo sentiu-se miserável. Gostava de se vestir casualmente, mas percebera a aprovação feminina diante da apresentação de Krum. Até Gina balançou a cabeça, impressionada com o visual do jogador. Não quis olhar para Mione. A irmã de Rony ficou aliviada com isso. Dessa forma, o rapaz não veria a rápida troca de beijos entre Hermione e Krum. Era somente um selinho, mas Gina calculava que bastaria para deixar Rony sem jeito. Depois dos cumprimentos, continuaram passeando. "Eu não consigo ficar aqui", pensou Rony, agoniado com o sentimento de inferioridade e sem coragem de encarar o casal, que conversava despreocupadamente. Enfiou a mão nos bolsos, procurando se concentrar e inventar algum bom motivo para fugir dali e não ouvir mais a animada voz de Mione e os sussurros românticos do búlgaro. Então, teve uma idéia. Rony cochichou qualquer coisa para Luna e em seguida avisou ao grupo que os dois precisavam comprar penas. E se afastaram sem mais palavras. Dino puxou a ruiva.

- Vamos aproveitar e sair também. A gente quase não consegue namorar sem ter um mundo de pessoas por perto. Principalmente o Rony.

Por toda parte havia cartazes alertando a população a respeito dos Comensais e de Voldemort. Não era agradável se deparar com essas lembranças e Gina decidiu que uma ida à casa de chá poderia ser uma boa pedida. Dino aceitou. O lugar não importava desde que pudesse abraçar e beijar a namorada. Ela estava tão maravilhosa, embora com ar distante.

Assim que transpôs a porta da casa, Gina olhou para uma mesa mais ao fundo. E perdeu o ar. Lá estavam Harry e Cho, aos beijos. E que beijos. Cho envolvia o pescoço de Harry e o rapaz enlaçava a cintura da moça. Gina não sabia que Cho estava em Hogsmeade. Ninguém a avisara. Nem Hermione. Aliás, por que avisariam? Para todos, o sentimento que nutriu por Harry no passado não tinha passado de uma paixão infantil. Pálida, sugeriu a Dino que procurassem um outro lugar. O namorado segurava sua mão, que tremia ligeiramente. De volta à rua, andaram a esmo. Por quanto tempo, não sabia. Gina estava perplexa. E Dino, estranho. Mal conversavam. Um trovão soou ao longe. O céu tinha se tornado cinza.

- Será que vai chover?

- Já tem uns minutos que o tempo fechou - disse o rapaz, com uma careta enigmática.

- O que você quer dizer com isso? - perguntou intrigada.

- Que vai chover. E que tem algo muito errado entre a gente - respondeu Dino, com tristeza. O rapaz suspirou - Que você não me ama, não é novidade para mim. Tudo bem, isso não me deixava tão mal assim porque imaginei que, se eu fosse bastante carinhoso, se te respeitasse, se tivesse paciência e esperasse, você acabaria gostando de mim como eu gosto de você. Não sou tão bom quanto o Harry Potter, nem nos feitiços e muito menos no quadribol. Mas tenho os meus valores.

A garota arregalou os olhos. E Dino continuou.

- Nós estamos juntos faz um tempo e eu ainda não consigo sentir que você está envolvida. Por isso, eu seguro a onda. Não é fácil ficar ao seu lado e controlar a vontade de te beijar e fazer outras coisas que seus pais não aprovariam. Só que agüentei a provação, a distância, a separação nas férias de verão, o ar distraído na volta a Hogwarts, a falta de atenção dos últimos dias. O que não vou agüentar é continuar namorando alguém que sofre por uma pessoa que está beijando a namorada. Ou a ex-namorada. Sei lá o que ela é dele. Isso não importa. Harry está com a Cho. Não com você.

Gina começou a sentir dor de estômago. Parecia que ficaria doente. Dino a encarava, preocupado. A garota balbuciou um "sinto muito". Lágrimas rolavam pelo rosto. Com os dedos, o rapaz enxugou algumas. Ele também estava emocionado. Balançou a cabeça negativamente e, com a voz embargada, revelou o que pensava.

- Não adianta a gente se enganar. Eu não estou feliz. Você também não. Como ainda temos todo o ano pela frente, poderia fingir que não me incomodo até ver se você tira o Harry da cabeça. Pena que ele também continua na escola, que está sempre por perto. Ou seja, é pouco provável que essa sua paixão diminua. Paixão, admiração, adoração, obsessão, teimosia. O que for. O melhor é terminar o namoro e cada um seguir o seu caminho.

- Que é isso, Dino? Ele nem liga para mim.

- Desculpe, mas não é problema meu. Isso é com você. Adeus. Foi bom enquanto durou - fez uma pausa, engoliu em seco - Eu te desejo boa sorte. Falo isso para te mostrar como sou um cara legal.

Gina agora chorava bastante. O vento uivou. A chuva ameaçava cair a qualquer momento. Sem coragem de procurar Hermione, com quem poderia desabafar o aperto que sentia no coração, decidiu seguir em frente e retornar a Hogwarts. Não queria ver ninguém. Engoliu as lágrimas, tentando se recompor. Àquela hora, todos deveriam estar na vila, buscando um abrigo confortável e quente. Pensou em Rony e Luna comprando penas. Em Hermione e Krum tomando cerveja amanteigada. E em Harry e Cho se beijando na frente de todos. Tinha que reagir de alguma forma. Desatenta, não viu uma pedra solta na estrada. Tropeçou e na queda enfiou a perna direita num buraco. Gritou de dor. Tentou ficar de pé. Não conseguiu. Doía muito e as lágrimas desceram novamente. Estava soluçando quando uma mão pousou em seu ombro. Ergueu o rosto molhado e mesmo na escuridão que se formava reconheceu o rapaz de cabelos platinados. Draco murmurou algo que ela não entendeu e examinou sua perna.

- Deve ser uma torção. Acho que não quebrou nada. Você é um osso duro de roer, Weasley - brincou, enquanto colocava seu casaco em Gina. De um dos bolsos, retirou um lenço e limpou o rosto da garota. - Não precisa chorar. Eu te ajudo. Agora, se apoie em mim que te levo até Hogwarts.

- Você estava me seguindo?

- Que idéia! Eu tinha um encontro marcado com uma pessoa. Mas recebi uma coruja avisando que ela não viria. Como Hogsmeade já perdeu a graça para mim, resolvi voltar. E te encontrei chorando feito um bebê. Podemos ir?

- Acho que posso me virar sozinha - disse, hesitante.
Draco gargalhou gostosamente. Zombeteiro, apontou para as nuvens pesadas.

- Claro que sim. Até cair o toró. Você vai ficar tão encharcada e com as roupas tão pesadas que nem um trator vai conseguir te arrastar. Sem falar na lama. Realmente, você não precisa de ninguém.

Draco estava certo. Sem o auxílio dele, não havia chance de retornar à escola. Esforçou-se para levantar, o que aumentou a dor. Resistiu até ficar de pé. Segurou as lágrimas e experimentou andar. O rapaz a observava em silêncio, admirado com a força de vontade da garota. Obviamente, não conseguiu dar um passo sem gemer. Draco não esperou por uma palavra dela. Colocou-se ao seu lado. Puxou o corpo de Gina e a amparou. Desse modo, podiam avançar. O ritmo da caminhada era lento. De tempos em tempos, ela estremecia de dor e apertava as mãos, comprimindo o corpo de Draco. Nesses instantes, o rapaz sentia um arrepio percorrer a espinha. Sua mão prendia a cintura de Gina. O contato o deliciava. O perfume que vinha dela o agradava. Perto do portão de Hogwarts, o temporal desabou. Gina lembrou-se da última vez que andara sob a chuva. Tinha sido com Harry num final de tarde que guardava no coração. Gemeu baixinho. O murmúrio de Gina e a visão do rosto molhado da garota mexeram com Draco. Ele a carregou nos braços e em minutos estavam no portão, protegidos da chuva. Cansada, a ruiva encostou o corpo na parede, fechou os olhos por segundos e agradeceu a ajuda. Draco não resistiu mais e a beijou profundamente. Ele a estreitava, sentindo os seios dela encostados no seu tórax. Com os lábios colados aos de Gina, deslizou a mão para a curva dos quadris. E foi interrompido por um empurrão e um violento tapa.

- Você se acha muito esperto. Estou entendendo a sua gentileza.

- Não. Você não entende e nem eu. Mas tudo bem. Acho que agora dá para se virar sozinha. Foi um prazer, Gina Weasley - e partiu rumo à ala da Sonserina.










E então? A história apenas está começando a esquentar. Vai ter mais confusão pela frente... Coitados dos personagens! Bjs, Karina

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Comentários: 4

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Enviado por Linni Weasley em 11/09/2013

Amei esse capítulo!!!

Nota: 5

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Enviado por Dih Potter em 27/06/2012

Aahh... Harry e Cho.. NÃO, NÃO E NÃO!!!... =S 

Rsrsrs Ela é mt ridicula.. Aff..
Mas, a FIC tá ótima... espero q não demore para o Harr e a Gina se entenderem.

Abraços 

Nota: 5

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Enviado por Bibicoo em 28/12/2011

et fic é otima!!!!

 

Nota: 1

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Enviado por Bibicoo em 28/12/2011

et fic é otima!!!!

 

Nota: 1

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