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3. O passado retorna


Fic: La Fleur et Le Chien - Parte I: Tudo o que tiraram de mim.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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The moment I wake up
Before I put on my makeup
I say a little pray for you
While combing my hair now,
And wondering what dress to wear now,
I say a little prayer for you

O momento em que eu acordo

Antes de eu me maquiar

Eu faço uma pequena oração por você

Enquanto eu penteio meu cabelo,

E penso no vestido que usar,

Eu faço uma pequena oração por você

I say a little pray for you, Aretha Franklin


5:32, Residência de Violet, Paris

Violet abriu os olhos, que ainda ardiam de sono. Aquelas poções sempre a faziam ter sonhos nítidos... pelo menos dessa vez, não havia sido nada tão terrível. Havia sonhado com a época de Hogwarts, quando havia começado a gostar de Sirius...

- Ele sempre foi tão “sensível”! – ela disse debochada, sentando-se na cama, buscando pelo mostrador do relógio na mesinha de cabeceira.

Ainda era muito cedo, mas ela duvidava que ia conseguir dormir novamente. Levantou-se e foi para o banho. Esses sonhos mexiam demais com ela, a deixavam sensível, pareciam tão reais. Não sabia se era pior quando sonhava com o St. Mungus e com os acontecimentos que a levaram até lá, ou se quando sonhava com momentos felizes. Quase podia sentir a face quente do sol que brilhava quando estava conversando com a Lily e a Angélica. Ah Lily! Por alguns momentos, era como tê-la de volta, como se pudesse tocá-la se estendesse o braço.

Enquanto a água quente caía pelo corpo, ela contorceu o rosto. Também era lembrar de suas próprias culpas...Se tivesse procurado entender seu dom... talvez nada daquilo tivesse acontecido. Lily e James estariam vivos, a Lestrange nunca a teria pegado... Ela se arrepiou inconscientemente. Mas todas aquelas visões haviam sido sobre o Sirius? Seria possível?

Pobre Harry, jamais tivera coragem de olhá-lo, de falar com ele. Uma parte da culpa dele ser órfão era dela.

Desligando o chuveiro, ela foi se enxugar, aproveitando a toalha para secar também as lágrimas. Desviou rápido o olhar do espelho para não ver a tatuagem na base da coluna refletida nele.

Onde será que estava o Sirius a essa hora? Devia estar em sua forma animaga, ninguém o procuraria como um cachorro, ele nunca se registrara, a despeito da insistência dela para que o fizesse quando eram jovens. Ainda bem que ele não a ouvira, do contrário, como se esconderia agora, com todo o mundo, bruxos e trouxas, atrás dele?

Ela suspirou. Seria certo ela desejar que ele escapasse? E se fosse realmente culpado?

Enrolada na toalha, ela penteou o cabelo, arrumando-se para ir trabalhar, afinal não faria mal chegar mais cedo.

Durante os últimos cinco anos ela ficou dividida, entre acreditar ou não em Sirius. Seria possível que aqueles anos todos foram uma mentira? Que ele era um assassino frio, capaz de entregar o melhor amigo e o afilhado? Teria ele matado aqueles trouxas e o Peter? Ele a teria entregado para os Lestrange? Seus olhos voltaram a encher-se de lágrimas, enquanto seus braços impulsivamente tocaram seus ombros, em uma espécie de auto-abraço protetor. Não queria acreditar, mas, se não foi ele, quem foi?

Depois de tudo que havia passado, devia odiá-lo... Mas, e se não foi ele?

Ela levou quase uma hora para se vestir, pois a todo momento suas lembranças a assombravam. Seu apartamento tinha magias de segurança que impediam que alguém aparatasse nele, e, enquanto ela fechava a porta para ir até à rua, teve um último pensamento, dedicado ao Sirius:

- Não vá até o Harry, fuja para longe, para um lugar onde não te reconheçam. Mas não fique na Inglaterra, não fique perto do Harry.

11:00,Surrey, Londres

Sirius estava em sua forma animaga, viajando escondido em um trem. Havia dormido e comido pouco, mas estava animado, afinal, havia conseguido chegar em Londres! Pela porta semi-aberta do vagão de carga, ele podia ver as construções e luzes, e mesmo fazendo tantos anos desde que estivera lá, a reconhecia prontamente. Lembrava muito bem da primeira vez em que estivera na Londres trouxa, tantos anos atrás, quando era só um garoto.

Claro que quem o havia trazido até lá fora James... Como sentia falta do amigo! Estiveram ali pela primeira vez no sexto ano de Hogwarts, dois bruxos puro-sangue, cometendo todas as gafes possíveis na Londres trouxa, porque o James estava seguindo a Lily Evans!

Sirius mostrou os dentes caninos em uma espécie de sorriso, pensando que ele também estava seguindo alguém naquele passeio, mas ele mesmo na época não tinha muita consciência disso. Bom, depois daquela vez, tanto ele quanto James voltaram muitas vezes ao lado trouxa da cidade...

O trem parou abruptamente, e ele foi lançado contra uma das paredes do vagão. Quando o Pontas dizia que eu devia ser cachorro em tempo integral, provavelmente se esquecia da dificuldade que um cão tem em se segurar!

Ele se escondeu atrás de algumas caixas para tentar dormir um pouco mais, antes que desse mais vazão ao seu humor negro. Mas o humor negro não era um traço de família?

Ao pensar na própria família, lembrou da Andrômeda. Era a única prima de quem gostava e ficaria feliz em saber como ela e sua família estavam... Quantos anos a pequena Ninfadora tinha na última vez que a viu? Não lembrava muito bem, mas já devia ser uma mulher adulta agora. Sirius suspirou, colocando o focinho embaixo da pata.

Estava pensando que tivera sorte de não ter tido filhos. O que teria sido deles depois dele ter ido para Azkaban? Bom, provavelmente Violet teria lutado como uma leoa por eles... será que teriam crescido felizes, na casa trouxa dos pais de Violet? Provavelmente foi para lá que ela foi, depois de toda aquela tragédia. De qualquer forma, não ia ser legal para as crianças crescer com o nome dele. Até podia imaginar, eles no primeiro dia em Hogwarts, sendo apontados como os filhos do comensal louco, do assassino que havia entregado os Potter...

Será que o Harry teria sido amigo de seus filhos? Ou os teria culpado pelo suposto crime do pai? Afinal, ninguém, nem mesmo Violet, sabia que ele era inocente. Havia sido teimoso e estúpido o suficiente para não contar a ninguém, nem mesmo à sua pequena, que não tinha sido o Fiel do segredo da localização de Lily e James. Provavelmente, ela achava, como todos os outros, que ele era culpado. Será que é isso que ela ensinaria aos filhos? Que havia feito uma bobagem na juventude se casando com um homem mau, assassino e traidor?

Não – pensou ele – Realmente foi melhor não ter tido filhos.

Forever, and ever, you'll stay in my heart
and I will love you
Forever, and ever, we never will apart
Oh, how I love you
Together, forever, that's how it must be
To live without you
Would only mean heartbreak for me.

Para sempre e sempre você estará no meu coração

e eu vou te amar

Para sempre, e sempre, nós nunca estaremos separados

Oh, como eu te amo

Juntos, para sempre, é como deve ser

Viver sem você

Só partiria o meu coração


11:00, Ministério da Magia da França, Paris.

Violet estava fazendo as partes burocráticas de seu trabalho, que eram terrivelmente enfadonhas, mas a distraíam de seus conflitos emocionais. Foi arrancada de sua concentração pelo barulho da porta sendo aberta de supetão. Normalmente, apenas uma pessoa entrava sem se anunciar em sua sala, Pierre, chefe do Departamento dos Inomináveis. Automaticamente, Violet virou para baixo dois porta-retratos da sua mesa, aqueles nos quais ela estava com o marido, e sem levantar os olhos do pergaminho, saudou o chefe.

- Bonjour, Pierre.

Pierre du Bailly, homem atarracado, meio gordinho e com longos e horríveis bigodes negros, respondeu mal-humorado em inglês.

- Non tenho tempo parra isso, Viollete.

A moça sorriu, pensando que na verdade ele estava nervoso. Normalmente, era capaz de falar em inglês praticamente sem nenhum sotaque. Ele ignorou o sorriso dela e sentou-se à sua frente na escrivaninha.

- Imagino que viu os jornais? – ele havia recuperado o controle e o domínio da língua.

- Sim, sempre os vejo.

- Muito bem. – ele estava novamente se irritando ao ver que ela estava se fazendo de desentendida. – Então já sabe porrque vim até aqui.

- Provavelmente precisa dos meus talentos? – Violet falava sem emoção, mostrando que aquilo era algo que se repetia muitas vezes.

- Clarro que non! – Pierre parecia insultado com a sugestão dela. – Violette, estou aqui parra afastá-la do Ministérrio.

- O QUÊ?!

Violet ergueu-se violentamente, virando a pena e a tinta sobre os pergaminhos. Pierre, que já esperava por isso, continuou sentado, impassível.

- Violette, você não está mais em condições de manter suas atividades como Inominável...

- E por que não? O que eu fiz que demonstra que não estou em condições?

Agora Pierre se ergueu da cadeira, embora seu tamanho não impusesse respeito, pois era da altura de Violet, que já era uma mulher baixa.

- Como vou permitir que a Srª Black fique aqui no Ministério, tendo acesso às nossas seções mais secretas?

- SENHORA BLACK?! Por acaso é Violet Black que está escrito naquela porta? Eu reneguei o nome dele há muito tempo! Será que você esqueceu o estado em que eu fiquei por anos, por culpa dele, ou você quer ver a marca que não me deixa esquecer?

Violet levou as mãos até à camisa branca e começou a soltar os botões na altura do soutien. Pierre voltou o rosto, como se soubesse o que ela ia mostrar e não quisesse ver.

- Não precisa, não precisa... mas entenda Violette...você seria capaz de usar os seus talentos para encontrar seu marido?

- Para encontrar o desgraçado que fez da minha vida um inferno? Você acha que já não estou tentando?

Pierre a olhou interessado.

- Algum resultado?

Ela sacudiu a cabeça e se sentou, cabisbaixa.

- Não, você sabe que não consigo controlar, ainda.

Ele passou a língua pelos lábios úmidos, tentando não parecer tão ansioso.

- E estaria disposta a usar a instalação no Departamento dos Mistérios?

- Claro!

Ele voltou-se para a porta, pronto para ir embora. Mas voltou-se antes de sair.

- Encontre-me pronta daqui a meia hora então.

Assim que ele saiu, Violet jogou-se na cadeira, como se tivesse acabado de fazer um enorme esforço físico. Só depois de vários minutos, lembrou de fechar os botões da camisa.

Duas horas depois, Violet era carregada para fora de uma sala do Departamento dos Mistérios por dois enfermeiros. Pierre, satisfeito, gritava algo para seu assistente, um pálido rapaz que mal devia ter saído de Beauxbatons.

- Avise o Ministro! Temos que notificar o Ministro inglês que já temos pistas sobre a localização de Sirius Black!

- E, onde, onde ele está, senhor?

- Está indo para a Irlanda! Pretende se esconder lá, até conseguir ir para a América.

Pierre respondeu triunfante, enquanto parecia um rei com seu cortejo, andando pelos corredores em direção à sala do Ministro.

Violet foi conduzida até à enfermaria, para se recompor. A medibruxa a examinava, enquanto lágrimas grossas rolavam dos olhos violáceos. Eu menti, eu menti... não pude, não posso... eu ainda o amo...

11:00, Privet Drive, Londres.

Um enorme cachorro preto tentava se esconder entre os arbustos de um jardim em frente ao número quatro. Observava atentamente a casa, ao mesmo tempo em que fazia o possível para não ser notado.

Foi fácil demais achar onde o Harry está morando...- ele pensava, quando alguém saiu da casa.

Ele não teve dúvida nem por um instante sobre quem era a mulher. A havia visto pouquíssimas vezes no passado, mas não confundiria aquele pescoço de girafa em lugar nenhum, era a Petúnia. Estava mexendo nas flores do quintal, enquanto observava “discretamente” a casa dos vizinhos.

Realmente não havia sido difícil descobrir onde Harry estava morando, mas Sirius não conseguia entender o porquê. Por que Harry não havia ido morar com Violet? Era o mais lógico. Petúnia não conversava com a irmã há anos, nem mesmo havia ido ao batizado do sobrinho, ao passo que Violet era a melhor amiga da Lily, era madrinha do menino e era uma bruxa. Não fazia sentido ela ter deixado o afilhado com a prima... elas nunca se deram bem.

Sirius tentou não pensar que se decepcionara ao saber que Harry estava com a tia. Se ele estivesse com a Violet... poderia vê-la, explicar tudo... Ele rosnou baixo para si mesmo, para que se concentrasse. Não era hora de pensar em “se´s”

Ele olhou atentamente para Petúnia, notando logo que, ao contrário do que tentava fazer parecer, ela estava nervosa. Não só nervosa, mas muito irritada. Mesmo de onde estava, ele podia notar a veia que saltava timidamente no seu pescoço, um traço que ele aprendera a reparar não nela, mas em Lily. Embora a ruiva tivesse sido muito mais bela do que a irmã, tinha a mesma veia que saltava no pescoço quando ficava muito nervosa. E isso acontecia muitas vezes quando James estava por perto, principalmente quando ainda a estava paquerando... Mas ele lembrava-se muito bem da primeira vez que aquela veia saltou no pescoço da ruiva não por causa do James, mas por causa dele mesmo...

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