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41. Conversa nas Alturas


Fic: O preço do amor- Capítulos revisados-AGORA COM CAPA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Quando Rony desceu a escada e entrou no salão comunal, ele rapidamente percebeu sua namorada, que estava parada com sua irmã em uma das muitas janelas que ficavam na Torre da Grifinória. O fato das duas garotas estarem numa discussão intensa e que o ritmo furioso com o qual cochichavam, não deixava dúvidas à sua mente sobre o que elas estavam discutindo. “Oh bem”, ele suspirou para si mesmo enquanto cruzava o cômodo. “Ao menos isso a manteve ocupada e agora Gina está pronta para ajudar”.


 


-O que aconteceu? Hermione perguntou quando ela percebeu um flash de cabelos vermelhos pelo canto do olho e observou-o se aproximando. -Onde está Harry?


 


-Ele não vai descer, Rony admitiu.


 


-Por que não, sua irmã interpelou. -O que você fez a ele?


 


-Nada.


 


-Você não bateu nele, bateu? Gina silvou, sua voz baixa e acusatória.


 


-Eu cheguei perto.


 


-Oh Ron, Hermione exclamou antes de aperceber-se e novamente abaixar a voz. -Você não fez?


 


-Ele merecia, Rony estalou, enquanto suas sobrancelhas se uniam em irritação, -depois das coisas que ele falou sobre você.


 


-Sobre mim?


 


-Bem, sobre nós, ele corrigiu.


 


-O que você esperava? Gina perguntou, olhando por seu irmão na direção da escada que levava ao dormitório dos garotos.


 


-Você fique longe dele, Rony insistiu.


 


-Você não pode me dizer o que fazer.


 


-O inferno que não, ele gritou, dando um passo para a esquerda e se posicionando entre ela e as escadas como se ele temesse que ela tentasse passar correndo por ele até lá.


 


-Ron, Hermione começou a protestar.


 


-Eu estou dizendo Gina, ele continuou, ignorando a óbvia objeção de sua namorada, e continuando completamente focado em sua irmã. -Eu quero que você fique longe do Harry. Ele precisa de tempo para se acalmar.


 


-Eu não ligo para o que você quer.


 


-O que tem de errado com o Harry? Uma inesperada voz feminina perguntou às costas de Rony, fazendo-o se virar. -Por que ele precisa se acalmar? Parvati continuou enquanto Rony olhava pasmo para ela. -Algo aconteceu?


 


-Eu não estava falando com você, Rony lançou, pegando as três garotas de surpresa. -Então se meta com sua própria vida.


 


-RON! Hermione exclamou horrorizada.


 


-Você não vai conseguir nenhuma fofoca aqui, ele continuou, - então pode cair fora. Tchau. Ele falou, sacudindo suas mãos para Parvati que estava parada em frente a ele com sua boca aberta. -Vá amolar outra pessoa.


 


-Qual o problema com você? Hermione perguntou incrédula assim que Parvati virou-se e seguiu de volta para junto de Lilá.


 


-Eu estava me livrando dela, não é? Ele replicou, se abaixando e apanhando a mochila de Gina do chão.


 


-Você não precisava ser tão grosso, Hermione repreendeu.


 


-Vamos, Rony disse, ignorando a advertência dela e agarrando o braço de sua irmã.


 


-O que você está fazendo? Gina protestou, quando ele começou a arrastá-la na direção do buraco do retrato.


 


-Levando você para a aula.


 


-Eu sou perfeitamente capaz de chegar à minha aula sozinha, muito obrigada.


 


-Uhum, Rony falou, segurando ainda mais forte quando Gina tentou soltar-se. -Você também é capaz de achar o caminho para o dormitório dos garotos, então vamos.


 


-Me solte seu estúpido.


 


-Se você não vier conosco, eu não terei opção a não ser faltar à aula e então ficar guardando as escadas, Rony avisou enquanto soltava sua irmã. -Sua escolha. É claro que Hermione não vai gostar disso e será sua culpa...


 


-É minha culpa você ser um idiota superprotetor?


 


-Você está no mesmo barco que nós, sabia? Rony retorquiu. -Ele ruminou isso a noite toda. Você acha que ele não percebeu que você sabia e não contou para ele? Se você subir agora, ele irá explodir com você do mesmo jeito que fez comigo e isso só vai fazer a situação piorar. Ele não irá escutar o que você tem a dizer. Não agora de qualquer forma. Só dê a ele a chance de se acalmar primeiro.


 


-Nós não podemos somente deixá-lo lá em cima o dia todo sozinho, Hermione objetou.


 


-Sim, nós podemos.


 


-Ron, ela exclamou chocada.


 


-O que?


 


-Como você pode dizer algo assim? Hermione perguntou. -Ele é seu melhor amigo.


 


-E daí? Ele respondeu. -Isso não quer dizer que eu tenho que aguentá-lo cada vez que ele quiser ser um idiota mal-humorado.


 


-Mas isso é nossa culpa.


 


-Eu sei, Rony admitiu. -E eu já me desculpei por isso. Se ele quer ficar lá amuado, deixe-o.


 


-Nós não podemos, Hermione protestou. -Você não vê que isso é parte do problema? Ele está com medo que nós não estejamos lá, para ele, da mesma forma que costumávamos estar, agora que as coisas mudaram.


 


-Isso é um monte de besteira e ele sabe disso...


 


-Mas se nós o deixarmos lá...


 


-Por que você não me deixa copiar o seu trabalho de casa? Rony perguntou, cortando-a.


 


-Como? Gina falou, arregalando os olhos para o seu irmão, incrédula. -O que isso tem a ver com o caso?


 


-Por que você não me deixa copiá-lo? Ele persistiu. -Não é porque eu não iria aprender nada por mim mesmo se eu copiasse? Ou talvez seja porque você saiba que vou me desligar cada vez mais e ficar dependente que você faça o trabalho duro por mim.


 


-Um pouco tarde para se preocupar com isso, não é? Gina murmurou.


 


-Se você for lá em cima agora Hermione, será o mesmo que fazer o trabalho de casa do Harry. Se você vier correndo cada vez que ele armar um barraco, ele vai continuar fazendo isso.


 


-Mas... não é a mesma coisa, Hermione objetou. -Ele precisa saber que pode continuar contando conosco.


 


-Ele sabe. Assim como eu sei que posso pedir a você que me ajude com as tarefas. Você é aquela que sempre me fala sobre a diferença entre ajudar alguém e fazer algo por ela. Eu expliquei isso tudo a ele e me desculpei. Se ele vai aceitar as desculpas ou não, isso é com ele. Mas isso não é algo que você pode fazer por ele; ele tem que decidir por ele mesmo.


 


-E se ele não puder?


 


-Não puder ou não quiser? Rony perguntou. -Eu não sei, ele admitiu com um suspiro. -Se ele realmente não puder fazer isso eu acho que temos que descobrir uma forma de ajudá-lo. Mas inflexível como ele é, eu acho que isso é mais como se ele não quisesse tentar. É melhor nós irmos, ele falou quando o silêncio começou a ficar desagradável. Não era como se ele quisesse ir para a aula realmente; ele simplesmente não queria falar mais sobre esse assunto em particular. -Você vem? Rony perguntou à sua irmã quando ele gentilmente empurrou Hermione na direção do buraco do retrato.


 


-Sim, ela respondeu, dando uma última olhada para a escadaria antes de segui-los. Você tem até o almoço para se reerguer sozinho Potter. Se você não descer até então eu vou até ai pegar você.


 


 


 


                                   ***


 


Para Rony era como se suas aulas da manhã tivessem durado uma eternidade. É claro que não ajudou o fato deles terem Feitiços como primeira aula, porque o tumulto que começou quando a prática dos encantamentos deu a Parvati uma oportunidade perfeita para discutir o que ela ouviu com Lilá, que imediatamente virou para Simas para ver se ele sabia alguma coisa que elas não sabiam. Não demorou muito para que eles puxassem Neville para a conversa também enquanto todos os quatro grifinórios olhavam alternadamente na direção de Rony.


 


A situação melhorou um pouco quando eles foram para a aula de Transfiguração. Até Parvati e Lilá sabiam que é melhor parar do que continuar a cochichar quando McGonagall estava tentando explicar como eles podiam conjurar palitos de dente do nada. E enquanto entender a teoria por trás do ato era muito mais fácil do que realmente fazê-lo, a turma inteira, com a exceção possivelmente de Hermione, que produziu um palito de dente em sua quarta tentativa, estava muito preocupada com o que fazia para pensar em fofocar.


 


Infelizmente, as coisas deram uma volta definitiva para pior quando o almoço começou. Tão logo Rony e Hermione entraram no Salão Principal ficou evidente que a história de Parvati tinha se espalhado pelas outras casas. Os grifinórios não eram os únicos cochichando e mandando olhares esquisitos na direção dele agora. Vários estudantes das outras mesas faziam isso também, incluindo Malfoy, que não fazia realmente nenhum esforço para esconder seu sorriso irônico enquanto apontava para Rony e zombava.


 


-Somente os ignore, Hermione sussurrou simpaticamente enquanto colocava um prato de comida em frente a ela. -isso vai acabar em dois dias.


 


“É mais fácil falar que fazer”, Rony pensou, decidindo que a melhor linha de ação que ele poderia tomar seria manter sua cabeça baixa e comer o mais rápido possível.


 


-Você vai ficar sufocado se não diminuir a velocidade, Hermione falou, olhando-o com desgosto enquanto ele continuava a empurrar comida para dentro de sua boca.


 


-Não, eu não vou, ele protestou depois forçar aquilo tudo para dentro com metade de um copo de suco de abóbora.


 


-Bem, pare com isso de qualquer forma. Você está me deixando doente.


 


-Então não olhe, ele respondeu enquanto amontoava outra colher cheia de purê de batatas e enfiava-a dentro de sua boca.


 


-Oh pelo amor de Deus, Hermione gemeu, balançando sua cabeça pesarosamente. -Se você continuar com isso logo terá todos no salão olhando para você. -Você precisa aprender como se desligar deles.


 


-Como você faz isso? Rony perguntou, olhando com genuíno interesse. As pessoas continuavam lançando olhares furtivos para ela e sussurrando por trás das costas dela desde que ela se sentara no Expresso de Hogwarts e isso nem mesmo a aborrecia. Ele tinha escutado alguns rumores que circulavam pela escola sobre o sequestro dela e como ela conseguiu escapar. Francamente a maioria deles eram tão bizarros que ele não via como eles podiam acreditar neles.


 


-Fazer o que?


 


-Somente ignorar tudo assim? Como isso não incomoda você?


 


-Prática, Hermione respondeu imparcialmente. -Por que eu me importaria com o que esses idiotas pensam? ela perguntou, abaixando sua voz ainda que eles estivessem sentados no final da mesa e a uma boa distância das outras pessoas. -Eu não vou gastar meu fôlego tentando argumentar com pessoas que não formam suas próprias opiniões sem conferi-las com mais alguém primeiro. O fato que eles realmente acreditaram naquelas histórias ridículas só prova que eles são umas bestas estúpidas e não valem meu tempo. Então por que isso te incomoda tanto? Por que você se importa com o que as outras pessoas pensam?


 


-Eu não sei, Rony murmurou, baixando seus olhos para seu prato quase vazio. -Só acontece.


 


-Não deveria. Eles não valem...


 


-Então os boatos sobre Potter e sua irmã são verdade, Weasley? Você realmente os pegou...?


 


-Cai fora, Malfoy, Rony grunhiu, enquanto empurrava seu prato e pulava sobre os pés pronto para confrontar o sonserino loiro que se movia furtivamente atrás dele. Não tinha importância que aqueles amigos brutamontes dele estavam ladeando-o. Se Malfoy queria arrumar confusão naquela manhã, Rony poderia alegremente fazer-lhe o favor.


 


-Não, Hermione sibilou enquanto se levantava e agarrava-se ao braço dele só para o caso de precisar contê-lo.


 


-O que há? Malfoy perguntou com um presunçoso sorriso de satisfação, -Com medo de receber outra detenção.


 


-Mais uma palavra sobre minha irmã e você irá ver em primeira mão com quanto medo estou.


 


-Vamos, Hermione falou, puxando com força o braço de Rony numa tentativa de fazer com que ele a seguisse. -Vamos sair daqui.


 


-Você é patético, sabia disso Weasley? Draco riu quando Rony cedeu e permitiu que Hermione o puxasse na direção da porta. -É vergonhoso o modo como você deixa que essa Sangue Ruim diga a você o que fazer.


 


-Não! Se! Atreva! Hermione rosnou em aviso quando Rony congelou no meio do passo e procurou por sua varinha. -Foi você quem me fez prometer que não provocaria Lucio Malfoy, ela sussurrou. -Que bem essa promessa iria fazer se você deixa o filho dele provocá-lo? Não dê o que ele quer. Somente ignore-o.


 


Isso pediu a Rony toda concentração para que largasse sua varinha e recomeçasse a andar, mas de algum modo ele conseguiu. Ajudou ele estar levemente receoso do que Hermione poderia fazer se ele não seguisse seu conselho. O tom da voz dela quando ela sibilou o aviso não deixava dúvidas sobre as intenções dela. Se ela tivesse que azará-lo para mantê-lo longe de problemas era precisamente isso que ela faria.


 


-Indo procurar por sua irmã? Draco exclamou com divertimento enquanto observava Rony e Hermione se afastarem. -Finalmente percebeu que ela não apareceu para o almoço, não foi? É muito para ela ficar longe do Potter. Aparentemente ela não precisa de nada para 'se acalmar'.


 


-Maldição, Gina, Rony murmurou quando desobstruíram as portas duplas e se encontraram no Saguão de Entrada. -Vamos, ele falou, apressando Hermione para aumentar o passo enquanto eles escalavam os degraus e ele quase a arrastava de volta a Torre da Grifinória.


 


 


 


                                  ***


 


Se o estrondo no estômago de Harry era alguma indicação, era de que estava perto do meio dia. É claro que olhar para seu relógio teria sido um meio mais efetivo de determinar a hora, mas isso requeria muito esforço e ele estava perfeitamente confortável, estirado de costas ali. Ele não queria se mexer então em vez disso, estimava a passagem do tempo pelas suas pontadas de fome. Nada daquilo importava tanto assim. Ele sabia que ainda tinha algumas horas antes que as aulas da tarde terminassem e seus colegas de quarto retornassem e interrompessem sua solidão. Ele não teria que sair e procurar outro lugar para se esconder até lá.


 


Quase nada tinha mudado desde que ele tinha voltado para cama naquela manhã e tentado bloquear o mundo fechando as cortinas em volta de si. Ele podia reter o sol da manhã, mas não seus sentimentos. A culpa ainda estava ali o corroendo continuamente. Era muito dolorido saber que as acusações de Rony não eram completamente infundadas. Tanto quanto odiava admitir a si mesmo que sabia a verdade.


 


“Você não tem sido realmente um bom amigo nos últimos tempos”, a vozinha que ele tinha tentado ignorar o dia inteiro insistiu. “Você está mal-humorado e trata-os secamente, sem mencionar extremamente retraído. É você quem tem os afastado e agora está preocupado que eles possam lhe dar o espaço que você queria. Só que isso não é o que você realmente queria, não é? Bem, se isso acontecer, você não poderá culpar a ninguém além de si mesmo”.


 


“Exceto que eu não fui aquele que mentiu”, Harry argumentou consigo mesmo. “Eles poderiam ter me contado, mas não fizeram. Para dizer a verdade, eles saíram do caminho deles para esconder isso de mim. Isso foi tão bom quanto a mentira”, ele afirmou, preferindo a raiva e o ressentimento a admitir que estava tentando ludibriar a culpa que acompanhava a autorreflexão.


 


“Você sabia que isso iria acontecer uma hora. Você sempre soube disso para ser franco, não é? Você sabia que era uma questão de tempo antes deles perceberem isso e aceitarem seus sentimentos. Não finja que isso lhe pegou completamente de surpresa”.


 


“Mas isso supostamente não deveria acontecer agora. Porque é inconveniente para você? Não é essa a questão. O problema não é que eles estejam juntos, é o fato deles terem tentado esconder isso de mim. Eles me enganaram de propósito. E não foi só o relacionamento que eles esconderam. Tem outras coisas também, como toda aquela confusão com o bicho-papão”.


 


“Hermione explicou isso”, a pequena voz insistiu. “Ela não queria incomodar você com os problemas dela. Entretanto, essa seria verdadeiramente a razão? Talvez ela só não quisesse admitir que eu seja uma porcaria de amigo. Ou talvez ela não queira que você saiba qual é o maior medo dela porque se isso acontecer, você irá se culpar. Não só pela morte dele, mas pelo que isso irá fazer com ela”.


 


“É, bem, isso seria minha culpa, não seria? Exatamente como o que aconteceu com ela foi minha culpa. Olhe o que isso fez com ela. Ela ficou tão aterrorizada somente pela mera lembrança que ela escapuliu para cá no meio da noite só para ter certeza de que ele ainda estava vivo. O que aconteceu realmente mexeu com ela e eu não tinha a menor noção, porque eu não perguntei. Rony está certo. Eu deveria ter perguntado. Eu deveria ter estado lá para ela. Eu sei como Hermione é. Ela não é como eu, ela prefere falar sobre cada mínimo detalhe do que aconteceu. É claro que ela iria queria falar sobre isso. Eu deveria ter percebido. Eu deveria ter estado lá para ela”.


 


A culpa que Harry estava tentando mascarar com sentimentos feridos e raiva inesperada rasgou com garras afiadas seu caminho para a superfície e estava de volta com toda força.


 


“Mas você estava com o pensamento tão concentrado em si mesmo que nem mesmo ocorreu a você que ela poderia precisar de você para confortá-la para variar”, a vozinha lembrou-o. “Eu não sou aquele que ela quer. Eu não sou aquele para qual ela corre. Mesmo se eu estivesse lá, ela continuaria indo para Rony. Ele é quem ela quer. É dele que ela precisa”.


 


“Isso é uma desculpa e você sabe. Ela corre para ele primeiro porque ele é aquele que sempre está lá quando ela precisa de alguém para confiar. Ele é aquele que toma conta dela e é desse jeito que você quer, não é? Você fica desconfortável com garotas choronas e sentimentais então você hesitou e deixou-o lidar com isso. E agora que você está se sentindo deixado de lado, está tentando culpá-los por estar juntos quando foi você quem os estimulou a ficarem juntos em primeiro lugar. Você sabe que Rony é louco por ela e tentou usar isso contra ele. Você não pode ficar com raiva dele por amá-la e cuidar dela, então você torceu tudo e acusou-o de usá-la. Você queria que ele ficasse com raiva e revidasse para então validar o que você estava sentindo. Mas você não está realmente com raiva deles, está?”


 


“Eles mentiram para mim”, Harry respondeu a si mesmo, caindo de volta na mesma desculpa que estivera tentando usar o dia todo.


 


“Eles são os seus melhores amigos. Você não quer que eles sejam felizes? Eles merecem isso e você sabia que isso ia acontecer eventualmente, então por que você está tão chateado? Porque isso não deveria acontecer agora”, ele admitiu para si. “Esse não é o momento mais adequado”.


 


“Você quer dizer que não é o momento mais adequado para você”, a pequena voz insistiu, “mas esse é o momento mais adequado para eles ou não estariam juntos. Você somente não gosta do fato que isso é algo que está acontecendo entre eles e que você não pode fazer parte. Você foi excluído e está com medo de perdê-los. Eu estou perdendo-os”.


 


“Você tentou afastá-los antes e isso nunca funcionou, o que faz você pensar que inesperadamente isso irá acontecer agora? As coisas estão diferentes agora. Ron está cuidando dela... e você está com medo que ele não esteja mais ali para cuidar de você. Você está com medo de que quando a pressão for demais ele irá escolhê-la em vez de você”.


 


“Por que ele não escolheria? O que eu tenho a oferecer que se compare a isso? Eu sou aquele que os conduziu para aquela armadilha no verão passado. Eu quase levei todos a serem assassinados. Eles são meus melhores amigos e eu os transformei em alvos. É isso que eu tenho a oferecer. Eles estão melhor sem mim de qualquer forma”.


 


-Harry? Posso entrar? Gina perguntou, ao entrar no quarto e acabar com suas ruminações.


 


-Vá embora.


 


-Não até que eu tenha uma chance de explicar umas coisas para você.


 


-Não se incomode, Harry lançou por detrás das densas cortinas vermelhas que o escondiam da vista. -Isso não vai mudar o fato que todos que eu conheço estavam mentindo pra mim.


 


-Existe uma diferença entre mentir para alguém e não contar voluntariamente uma informação.


 


-Conversa fiada, Harry exclamou enquanto se sentava e virava o rosto na direção em que a voz dela vinha. -Vocês se desviaram do assunto para esconder a verdade de mim. Isso é mentir.


 


-Maldição, Rony! Gina praguejou para si mesma ao perceber que seu irmão realmente estava certo dessa vez. “Harry não queria nenhuma explicação, ele queria alguém para culpar. Bem, não serei eu”, ela decidiu, alterando sua estratégia.


 


-E você nunca escondeu a verdade sobre nada, certo? Ela perguntou, indo para a defensiva. -Você nunca olhou para seus amigos, nos olhos deles, e contou uma mentira deslavada quando eles perguntaram sobre a profecia há um tempo atrás? Eu não imaginava que você era um hipócrita quando eu concordei em manter esse segredo para você.


 


-Não é a mesma coisa, Harry argumentou.


 


-Não, não é, Gina devolveu, com raiva por ter lançado a si mesma nessa situação complicada. -Rony e Hermione estavam tentando fazer o que pensavam que era o melhor para você. As intenções deles estavam certas, mesmo que seus métodos fossem um pouco questionáveis. Você acha que foi fácil para eles? Você acha que eles queriam ficar se segurando e fingindo o tempo todo? Eles fizeram isso por você, porque eles sabiam que você não lida muito bem com mudanças. Eles não queriam chatear você.


 


-Bem, agora é muito tarde para isso, não é?


 


-Essa hipocrisia de merda que você está tentando usar não vai funcionar comigo, Gina exclamou ao perceber que argumentar com ele era tão inútil quanto as explicações dela. -Se você quer ficar na cama o dia todo e ser injusto, ela falou enquanto marchava em direção à porta, -vá em frente. Só lembre, você está mantendo segredos também. A diferença é que eles estão tentando proteger você; você está tentando proteger a si mesmo.


 


-É legal saber que você e seu irmão pensam que eu só penso em mim mesmo, Harry gritou ao abrir o cortinado com força, só para descobrir que seu dormitório estava vazio. -Ao menos ele me chamou de egoísta na cara, ele bradou para a porta aberta.


 


                                ***


 


-Você não sabe se ela está lá em cima, Hermione falou para Rony enquanto ele a conduzia pelo buraco do retrato e entravam no salão comunal da Grifinória.


 


-É, certo, ele replicou, parando ao lado dela.


 


-Bem, você não sabe. Ela pode ter ido até a cozinha pedir a Dobby para levar comida para ele, por tudo que sabe.


 


-Suponho que ela não foi, Rony devolveu, apontando na direção das escadas da qual sua irmã descia tempestuosamente. -Você não podia somente deixá-lo sozinho, podia? Ele gritou para Gina, recebendo de volta um olhar de desprezo. -Você tinha que ir até lá e pressioná-lo? Deixe-me adivinhar, ele a expulsou, certo?


 


-Vai à merda seu grande idiota, Gina rosnou enquanto apanhava sua mochila do chão onde deixara e marchou por ele para alcançar o buraco do retrato.


 


-Maldição, isso foi grande.


 


-Não xingue.


 


-Eu estava certo, ele disse, ignorando a reprimenda de Hermione.


 


-Eu não usaria isso se fosse você.


 


-Mas você admite que eu estava certo.


 


-Eu não disse isso.


 


-Sim, você disse.


 


-Na verdade você disse. Duas vezes.


 


-Mas você concorda.


 


-Eu não discordo.


 


-Hermione, Rony gemeu.


 


-Sim?


 


-Eu estava certo.


 


-Se você diz.


 


-Oh vamos, ele falou agarrando a mão dela e arrastando-a de volta ao corredor do qual eles tinham acabado de vir.


 


-Você não vai seguir sua irmã para poder acabar de repreendê-la, Hermione declarou enquanto parava de andar abruptamente.


 


-É claro que não.


 


-Então aonde estamos indo?


 


-Para a cozinha, Rony falou, puxando-a levemente pela mão para que ela se movesse novamente.


 


-Mas você acabou de comer, ela exclamou enquanto seguia atrás dele.


 


-Harry não, ele lembrou a ela, -E foi sua ideia falar com Dobby. Só... não mencione o fale ou eles são capazes de nos expulsar antes que o encontremos.


 


-É F.A.L.E. e não fale e você sabe disso.


 


-Você não teria esse problema se tivesse colocado o nome de Frente de Libertação dos Elfos Domésticos, Rony murmurou, - Pelo menos essas iniciais formam uma palavra que realmente faz sentido. Não mencione isso também, porque eles ainda acabarão usando isso contra nós. De fato, talvez você possa ficar no saguão quando estivermos lá.


 


-Eu não vou.


 


-Certo, você pode ir até lá então, mas você tem que me prometer que não usará as palavras ‘pagamento’ ou 'liberdade' perto de Winky. Para dizer a verdade, não as use de modo algum. Se você me fizer ser banido da cozinha eu nunca irei perdoá-la.


 


-HA-HA! Hermione disse sarcasticamente.


 


-Eu não estou brincando, Rony disse com um sorriso torto que desmentia suas palavras. -Se você chatear os elfos, eu irei ficarei ao lado deles e a expulsarei eu mesmo.


 


                                ***


 


Hermione tinha tudo arrumado em sua cabeça antes que sua aula de Aritmancia tivesse acabado e ela fizesse o caminho de volta ao salão comunal. Ela sabia que não precisava se preocupar com Rony, porque ele estava lá embaixo no campo ajudando sua irmã a praticar para os testes de Quadribol. A única coisa capaz de tirá-lo do campo agora, antes que o time da Sonserina o expulsasse, era a fome, o que significava que ela ainda teria pelo menos uma hora para cumprir sua missão.


 


É claro que as coisas raramente acontecem do modo como planejamos, de modo que Hermione tinha gastado os últimos 45 minutos, formulando diversas possibilidades para se retirar do que escutando a lição da Professora Vector.


 


Sabendo que ela não tinha nenhum tempo a perder, ela deixou sua mochila no Salão Comunal tão logo apareceu pelo buraco do retrato e seguiu direto para o dormitório de Harry.


 


-Er..., Neville falou apressado, ao abrir a porta assim que ela bateu. -Hum... Rony me pediu para dizer para você... ah.


 


-Deixar Harry em paz, Simas falou de algum lugar dentro do quarto.


 


-Er... desculpe, Neville disse, olhando fixamente para seus pés, desconfortavelmente.


 


-Ele não está aqui de qualquer forma, Simas lançou de trás da porta entreaberta. -Ele saiu quando voltamos de Trato das Criaturas Mágicas.


 


-Então vocês não vão se importar se eu entrar e verificar por mim mesma? Hermione disse a Neville, que estava parado bloqueando sua entrada.


 


-Claro que não, Simas respondeu, aparecendo atrás de Neville e abrindo a porta para ela poder entrar. -E já que você está aqui, não teria como você saber o porquê de Rony e Harry estarem brigados, saberia?


 


Hermione arqueou uma das sobrancelhas e deu a ele um olhar condescendente ao entrar no cômodo, mas essa foi a única resposta que ela deu à pergunta.


 


-Não tem alguma chance de você nos contar? Ele continuou. -Não? Disse, quando Hermione rolou seus olhos. -Oh bem, valeu a tentativa, Simas murmurou, encolhendo seus ombros em derrota. -Como você pode ver, ele falou, apontando a cama vazia de Harry, - ele não está aqui.


 


-Isso realmente não importa, Hermione replicou. -Tudo que eu queria, na verdade, eram as minhas anotações de Transfiguração, ela falou, andando até o malão de Harry, abrindo o fecho, e parando para vasculhá-lo. -Se você ver Harry antes de mim, poderia dizer a ele que as peguei de volta? perguntou, balançando o pedaço de pergaminho guardado para os dois rapazes, antes de dar meia volta. -Obrigada, ela falou por sobre o ombro, assim que ficou segura ao chegar no corredor.


 


                                ***


 


-Ele tinha que escolher o local mais alto de Hogwarts para se esconder, não tinha? Hermione murmurou, forçando-se a escalar os últimos quatro degraus que estavam entre ela e o alçapão que levava a Torre de Astronomia. -E em plena luz do dia, ela rosnou para si mesma. Se eu não o conhecesse bem, poderia jurar que Rony contou a ele que eu não gosto de altura e ele veio para cá de propósito. Essa não era uma das suas possibilidades, era? Bem, você está aqui agora, então vá em frente. Ele não vai se safar assim tão fácil, contou a si mesma ao empurrar a porta e marchar para dentro da imensa plataforma.


 


-Eu sei que você está aqui, ela falou, olhando fixamente para o pergaminho em sua mão e então na direção de uma das paredes, onde a pequena marca com o nome de Harry Potter estava parado. -A próxima vez que quiser se esconder, provavelmente seria uma boa ideia levar isso com você, Hermione falou, enquanto puxava sua varinha de dentro do bolso interno das vestes e apontava para o Mapa do Maroto. -Malfeito feito, ela murmurou, ao se aproximar de Harry e estender o mapa para que e o pegasse.


 


-Eu não estou com ânimo para outra repreensão, sua voz desincorporada declarou.


 


-E alguma companhia? Hermione perguntou.


 


“Mas que inferno”? Harry pensou encarando sua amiga cautelosamente. Definitivamente esse não era o tipo de resposta que ele tinha antecipado. Tinha sido tão inesperada e tão não-Hermione que ele honestamente não tinha ideia de como responder. “Ela está tentando me checar ou algo assim”? Ele se admirou.


 


-Como você pegou isso de volta? Hermione perguntou, enquanto arrancava a capa de invisibilidade de sobre a cabeça de Harry. -Eu deixei no meu dormitório essa manhã.


 


-Feitiço convocatório, Harry respondeu, deixando a capa cair sobre seus pés.


 


-Oh bem, isso explica.


 


-Como foi que você pegou meu mapa?


 


-Eu peguei no seu malão, ela respondeu candidamente. -Eu contei a Simas e Neville uma história sobre apanhar minhas anotações de Transfiguração, só pra saber.


 


-Então, Harry falou, descendo os olhos da garota com cabelos lanzudos parada à sua frente e prendendo-os no campo de Quadribol, -você esperou até que Rony ficasse distraído e depois escapuliu para me encontrar?


 


-Mais ou menos, Hermione admitiu.


 


-E?


 


-E o que?


 


-Só diga o que você tem a dizer e acabe com isso, Harry falou, fortificando ele mesmo contra o inevitável.


 


-Por mais chocante que isso possa parecer, eu não vim até aqui para repreender você, Hermione informou-o. -Eu só pensei que você poderia gostar de alguma companhia.


 


-É, está bem.


 


-Ok, certo, eu realmente não entendo essa coisa de sofrer tudo em silêncio que vocês dois fazem, Hermione admitiu enquanto dobrava o Mapa do Maroto e deixava-o ao lado de Harry. -Isso não faz nenhum sentido, mas esse não é o ponto. Eu posso não gostar, mas eu acho que sei como lidar com isso agora. Eu tive muita experiência nisso com Ron por todo o verão. Persuadi-lo a falar sobre algo assim é quase como fazê-lo arrancar os dentes. Me levou algum tempo, mas finalmente percebi que ele irá se abrir quando estiver pronto e antes disso tudo que ele realmente espera de mim é que me sente ao lado dele enquanto ele trabalha tudo em sua cabeça. Eu percebi que vocês dois são muito parecidos nesse aspecto, então aqui estou eu. Eu não irei incomodá-lo com isso. Você nem mesmo precisa falar sobre isso se não quiser. Tudo bem. Eu somente ficarei aqui com você então você saberá que não está sozinho, mesmo sentindo como se estivesse.


 


Harry não tinha ideia do que responder, então ele acolheu o conselho dela e permaneceu em silêncio. Não somente ele estava em choque pelo comportamento sem precedentes dela, ele ficou muito impressionado. Ele sabia que ela estava se coçando para falar sobre ela mesma. “Ela provavelmente gastou metade do dia formulando explicações lógicas”, ele refletiu. Era inconcebível que ela estivesse somente parada ali, quieta e não tentando usá-las, mas era exatamente isso que ela fez. Quanto mais o silêncio continuava, mais certo ele ficava de que ela realmente estava disposta ao que disse. Ela estava realmente ficando ali parada junto com ele e calada, só porque eles eram amigos. Foi quando a culpa se estabeleceu. Ela veio sobre ele tão opressiva e tão rápida, que ele pensou que poderia se sufocar dessa vez.


 


-Nós começamos a conjurar hoje, ela falou inesperadamente depois que cerca de dez minutos de silêncio haviam se passado. -Foi realmente uma boa aula. Ninguém mais foi capaz de produzir um palito de dentes entretanto, ela falou um pouco convencida. -Você pode ler minhas anotações depois e eu te ajudo com isso durante o final de semana ai você não fica para trás.


 


-Nós temos os testes de Quadribol no sábado, Harry respondeu, rezando para que ela não fosse capaz de saber o que ele estava sentindo em sua voz.


 


-O que explica o porquê de ter escolhido essa localização em particular, ela replicou enquanto eles olhavam fixamente para o jogo improvisado que começava no campo. -Tentando ter uma visão melhor da competição, não é?


 


-Algo assim, Harry resmungou. -Nós poderíamos ver melhor se usássemos os telescópios.


 


-Não, assim está bem, Hermione disse desconfortável. -Eu posso ver bem daqui, mas você pode ir em frente, ela falou, deslizando para baixo na parede e sentando com seus joelhos cruzados no chão enquanto Harry chegava mais perto do telescópio.


 


-Você continua brigando, ele falou depois de alguns minutos em silêncio. -Com Rony, quero dizer, adicionou, ainda observando o jogo.


 


-Oh, Hermione respondeu, com um sorriso culpado. -Eu não acho que isso seja algo capaz de mudar.


 


-Mas, você está feliz? Harry perguntou. -Quero dizer, ele te trata bem e cuida de você e tudo mais?


 


-Ele tem sido maravilhoso.


 


-Me desculpe por eu não estar... você sabe, aqui para você e tudo mais.


 


-Oh Harry, Hermione exclamou, ao se erguer novamente. -Você não deve se sentir mal sobre isso. Você tem mais com o que se preocupar. A última coisa que você precisava era que eu me debulhasse em seu ombro.


 


-E o que você precisava? ele perguntou, abandonando o telescópio e virando-se de frente para ela.


 


-Eu consegui o que precisava.


 


-De Rony.


 


-Eu sei que você pensa que o que aconteceu foi sua culpa, Hermione falou. -Mas não foi. Eu sabia no que estava me enfiando quando agarrei aquela chave de portal. Eu escolhi isso.


 


-Você nunca teria passado por essa situação se não fosse por mim, Harry disse miseravelmente.


 


-Bellatriz Lestrange tentou usar a maldição da morte em mim, Hermione declarou abruptamente.


 


Era disso que Rony estava falando, Harry gemeu para si mesmo ao olhar pasmo para ela, horrorizado. Francamente ele não sabia o que era pior, saber que eles tentaram matá-la ou o fato dela ser tão imparcial que podia somente deixar escapar aquilo como se ela estivesse falando sobre outra pessoa.


 


-Eu a instiguei a isso, Hermione continuou, - mas esse não é o ponto. O ponto é que ela teria feito isso se Voldemort não a tivesse parado. Nossa amizade foi o que me salvou.


 


-Whoa. Espere um minuto, sua mente gritou. -O que?


 


-Ele me queria viva porque eu sou importante para você, ela explanou. -Se nós não fossemos amigos, provavelmente eu teria acabado como Dino e Colin e todos os outros assassinados nesse verão. Isso não é por sua causa, Harry. Eu sou um alvo porque eu sou uma Nascida-trouxa. E Rony é um alvo também. Não somente porque ele é seu amigo, mas por causa de quem ele é e no que ele acredita. A família inteira dele está na Ordem, ela continuou, - e mesmo se eles não estivessem, cedo ou tarde ele seria marcado por conta de toda animosidade que existe entre eles e os Malfoy. Mesmo se nós nunca tivéssemos conhecido você, Harry, nós ainda seríamos apanhados no meio dessa guerra. Eu não lamento ser próxima a você, e nem Ron. Nós somos fortes juntos mais do que jamais seríamos se estivéssemos separados. Eu sei que isso não faz muito sentido agora, mas é a verdade.


 


-Você tinha algo planejado, não é?


 


-O que? Hermione exclamou surpresa. -O que o fez pensar isso?


 


-Só algo que Rony mencionou sobre as coisas que vocês dois não podem me contar até que eu domine a Oclumência. Ele me contou que eu poderia perguntar a você sobre isso.


 


-Ele sabe?


 


-Eu acho que isso significa que ele não avisou a você.


 


-É só algo em que eu tenho trabalhado, Hermione murmurou desconfortável. -Algo que eu tenho pesquisado durante algum tempo. Ainda existem alguns nós que eu tenho que desatar, eu não tenho tanta certeza de que funcionará. Mas numa remota possibilidade de que isso...


 


-Você não quer que Voldemort descubra por meu intermédio.


 


-Eu sinto muito Harry.


 


-Eu também, ele suspirou, sentindo repulsa pelo mero pensamento de tudo o que ele precisaria se rebaixar em fazer para Snape se ele quisesse recomeçar suas lições. -E sobre aquela coisa de partição que você faz? ele perguntou. -Você acha que pode me ensinar como fazer isso?


 


-Não vejo porque não, ela respondeu. -Eu teria que pesquisar sobre isso primeiro. Entender exatamente o que isso é e como eu faço isso. Eu provavelmente posso fazer isso, de qualquer forma, ela indicou. -Mas eu não acho que isso será o suficiente. Professor Dumbledore me disse que seria possível quebrar as partições. Eu sinto muito. Sei que isso não era o que você queria ouvir agora.


 


-Então eu tenho que me rastejar até o Snape?


 


-Eu posso terminar de ler aquele livro que eu te dei primeiro. Quem sabe, você pode ser capaz de trabalhar isso por conta própria.


 


A vida nunca é tão fácil, Harry pensou ao olhar fixamente para os jardins. -Parece que o treino acabou, ele falou, apontando para o pequeno grupo de estudantes percorrendo o caminho de volta ao castelo com suas vassouras descansadas em seus ombros.


 


-Esse é seu jeito sutil de me pedir para te deixar sozinho?


 


-Rony disse a você para não vir atrás de mim, não foi?


 


-O que Ron diz e o que eu escolho fazer são duas coisas completamente diferentes, Hermione disse com uma leve gargalhada. -Você vai descer para o jantar? ela perguntou ao começar a caminhar em direção à porta.


 


-Não.


 


-Você terá que conversar com ele, eventualmente.


 


-Eu sei.


 


-Nós temos ronda essa noite, Hermione lembrou-o. -Às nove. Então se você tiver fome e quiser descer até a cozinha ou algo assim, não será um problema.


 


-Nunca é, Harry respondeu, apontando para a capa de invisibilidade descansando num amontoado junto à parede.


 


-Se importaria de me emprestar isso? Hermione perguntou, parando para apanhar o Mapa do Maroto do chão. -Isso ajudaria com a nossa ronda.


 


-Fred e Jorge seriam capazes de pedir de volta, Harry falou com um pequeno sorriso.


 


-Eu não conto se você não contar. Apesar de que podia ser pior somente ver o olhar em seus rostos. Está tudo bem se você não quiser também, ela falou quando Harry voltou a ficar sombrio novamente.


 


-Não, tudo bem.


 


-Eu pedirei para Ron pôr de volta antes que ele vá para a cama, Hermione falou enquanto se afastava a abria a porta. -Eu verei você amanhã pela manhã então, ela adicionou, deixando-o saber que ela não iria deixá-lo matar mais nenhuma aula.


 


-Certo, ele murmurou, encostando-se à parede enquanto ela desaparecia pelo corredor.

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