Second Life
escrito por Lariope
Capítulo 5
N/A: Tudo o que você reconhecer pertence à JKR. Eu não faço muito. Gratidão infinita para Shellsnapeluver, minha beta maravilhosa.
Quando ela saiu de seu quarto na manhã seguinte, encontrou Harry e Ron esperando ansiosamente no Salão Comunal da Grifinória.
"Hermione!" o Ron disse, atravessando o aposento a passos largos enquanto ela descia a escada. "Onde você estava? Você não voltou do escritório de Dumbledore. Nós esperamos aqui até a meia-noite!"
Harry estava olhando cautelosamente para ela. Ela percebeu que ele desejava saber se Dumbledore, na realidade, tinha dado informações a ela ou privilégios que ele não teve. Ela sabia que devia ser compreensiva; o pobre Harry não teve ninguém além do feiticeiro velho para guiá-lo, e ele guardava sua relação com Dumbledore ciúme excessivo. Mas, no momento, ela não tinha simpatia de sobra para ninguém. Harry poderia se encher de ciúmes. Ele não tinha idéia do que lhe tinham pedido para fazer.
Ela suspirou. "Eu sinto muito. O professor Dumbledore queria me perguntar tudo sobre palavras cruzadas de Muggle. Ele tinha uma fantasia com isso e pensou que eu gostaria de ajudá-lo. Ele parecia pensar que isto seria um presente de aniversário. Ele me manteve lá até tarde e, assim, concordou que eu viesse para a Torre de Floo. Eu estava tão exausta, que dormi assim que caí na cama."
Na realidade, depois de agradecer aos deuses que tinham permitido que Lilá e Parvati estivessem adormecidas quando ela voltou, Hermione ficou acordada durante metade da noite relembrando tudo o que acontecera nos aposentos do Professor Snape e tentando pensar em uma desculpa tão simples e enfadonha para que Harry e Ron se esquecessem da coisa inteira. Ela tinha decidido finalmente que palavras cruzadas eram suficientemente acadêmicas excluí-los, Muggle o bastante para estar abaixo do interesse deles, e algo Dumbledore amaria completamente. Ainda sem sono às três, ela rastejara pelos corredores da escola até corujal e enviara ao Diretor uma mensagem explicando sua história.
Harry riu e lhes falou novamente sobre os pontos de tricô que Dumbledore tinha professado interesse quando eles visitaram Professor Slughorn durante o feriado como se quisesse mostrar que ele, também, tinha conhecimento íntimo dos interesses incomuns do Diretor. Hermione suspirou. Pelo menos eles tinham comprado sua história.
No café da manhã, Hermione recebeu outra coruja de Dumbledore. Ela desamarrou o pergaminho da perna da ave, enquanto oferecia sua torrada como recompensa. Ela estava com muito apetite.
Querida Senhorita Granger,Obrigado por sua ajuda noite passada com as palavras cruzadas. Você foi indispensável. Eu terei que pesquisar os trabalhos do Muggle Goethe que você recomendou, já que fui levado totalmente pela referência na pista, "de acordo com o autor faustiano, o que é uma dívida infinita que só pode ser descarregada através da eternidade- 9 letras," (no caso de você ter esquecido). Eu nunca teria chegado à resposta sozinho. Estou infinitamente em débito com você, minha querida.Albus Dumbledore
Harry leu a nota sobre seu ombro. "O que significa?" ele perguntou.
"Só um Muggle dizendo," Hermione disse e, quando se virou, lágrimas encheram seus olhos. Ela piscou.
"Eu nunca ouvi falar disso. Qual era a resposta?"
"Casamento," ela disse quietamente.
"Hermione, você está bem?" Ron perguntou. "Você parece péssima."
"Eu estou um pouco cansada. Foi uma noite longa," ela disse.
"Parece que você não foi a única que teve uma noite longa. Snape parece mais desastroso que o habitual," Harry disse, indicando a mesa alta com seu garfo. "O homem não percebe que precisa de um banho?"
Raiva borbulhou por seu tórax - Como ele ousa? -até que ela se lembrou que também estava furiosa com o mestre de Poções.
"Velho gorduroso," o Ron disse amavelmente. "Falando nisso, Hermione, agora que você terminou de ajudar o Diretor com a lição de casa dele, você poderia examinar minha redação de Defesa?"
Ela entrou na sala de aula de Defesa Contra as Artes das Trevas ladeada por Harry e Ron. Deslizou em seu assento habitual entre eles sem observar e fingiu, por alguns longos momentos, estar procurando uma pena dentro da bolsa. Qualquer coisa para se privar de olhar na face do homem que ela, tão apressadamente, concordou proteger, que a tinha levado a tais auges temerários na noite anterior e, então, a tinha enviado de volta sem um conselho ou palavra de conforto.
"Silêncio," ele disse, antes de começar a aula.
Hermione olhou rapidamente a sala a sua volta e viu que, como sempre, o lugar permanecia quieto; todos os rostos virados para Snape. Ela, apressadamente, fez o mesmo.
"Como tantos de você provaram ser incapazes de executar magia não-verbal, parece prudente gastarmos algum tempo em Feitiços de Proteção."
A turma permaneceu calada, esperando.
"O tipo mais comum de Feitiço de Proteção é, obviamente, o Protego. Porém, há três variações distintas no Feitiço. Eu suponho que nenhum de você saiba o que eles são, não?"
Hermione respirou profundamente e empurrou a mão no ar. Ele queria agir normalmente? Ela agiria normalmente.
Snape fez um espetáculo exagerado ao dar uma olhada ao redor do quarto antes de suspirar e dizer, "Muito bem. Senhorita Granger?"
"Os três tipos de Protego são: Protego Simples, Protego Horribilis, e Protego Totalum."
Ele concordou com um aceno curto.
Bem, isso passa longe das habituais observações cortantes dele, ela pensou, mas em vez de sentir grata, ela se sentia preocupada. Ele sabia que não deve haver desvios em seu comportamento normal - ele próprio tinha dito isso, o bastardo. É por isso que ela estava se sentando aqui, na sala, em vez de no seu dormitório, lambendo as feridas.
A mão dela voltou ao ar.
"Sim?" ele disse, brusco.
"Eu-eu-" ela disse, acrescentando algum tremor à sua voz para engrandecer o espetáculo, "eu pensei que você gostaria de saber o que cada um faz."
"Eu a asseguro, Senhorita Granger, eu sei muito bem o que cada um faz. Talvez, ouso sugerir que, melhor que alguém que simplesmente memorizou as definições de um livro escolar? E eu lhe agradecerei se me deixar ensinar a esta turma."
Aí. Isso era melhor. As bochechas dela estavam queimando naturalmente, uma resposta quase pavloviana* à raiva dele. Agora eles estavam agindo normalmente.
"O Feitiço Protego Simples," Snape disse, parecendo escarnecer Harry que foi, naturamente, competente no mesmo, "é um Feitiço rápido. Repele o feitiço que lhe é lançado e então dissipa-se. Tem efeito duradouro contra ataque físico ou ataque Muggle, mas como nenhum de vocês deve ser tão grosseiro a ponto de recorrer a socos, sua utilidade é limitada. Muito mais valiosas são as duas variantes, Protego Horribilis e Protego Totalum."
A mão de Harry estava no ar. Hermione o viu pelo canto do olho e notou com prazer que ele estava apertando sua varinha furiosamente.
"Potter?"
"Você não mencionou que o Protego pode repelir um feitiço de forma tão completa que o lança de volta ao atacante," Harry disse. Ela sabia que Harry estava recordando suas desastrosas lições de Oclumência com Snape.
"Eu dificilmente acredito que acidentes são uma parte necessária do currículo," Snape disse. "Eu nunca soube que tal feitiço apresenta esses resultados constantemente."
"Talvez você não seja muito bom com ele," o Harry murmurou sombriamente. Snape lançou-lhe um olhar assassino que confirmou a Hermione que ele tinha ouvido.
"Vamos testá-lo, então, Potter?" ele perguntou com uma sobrancelha erguida.
Harry subiu imediatamente, mantendo a varinha preparada para lançar um feitiço, mas Snape riu friamente. "Oh, não. Certamente você não pensou que eu o permitiria me atacar? Se você é tão confiante que o Feitiço fará o que você diz, por que não me permite lançar um em você?"
Harry acenou com a cabeça duramente, preparando-se para lançar o Feitiço de Proteção.
Snape sacudiu sua varinha na direção de Harry enquanto Harry gritava, "Protego!"
De repente, Harry estava voando pelo ar. Hermione assistiu com horror enquanto ele era erguido, oscilando no ar por um único pé, suas vestes agrupando do meio para cima.
"Talvez agora você acredite que feitiços não-verbais são importantes, já que testemunhou a vantagem deles em primeira mão?" Snape sorriu maliciosamente.
Graças a Deus por ele estar vestindo calças compridas, Hermione pensou de modo selvagem, chicoteando sua varinha pelo ar e gritando, "Liberacorpus!" Os pensamentos dela se desviaram para o livro de poções do Príncipe Mestiço. Harry só tinha aprendido este feitiço recentemente.
"Senhorita Granger!" Snape gritou, quando Harry despencou descortesmente no chão.
"Senhor?" ela perguntou furiosamente.
"Eu não me recordo de lhe ter dado permissão para libertar o Potter."
"Eu não me recordo de que estudantes enfeitiçados fosse uma parte aceitada do curso de estudo de Hogwarts," ela replicou.
"Cinqüenta pontos de Gryffindor," Snape trovejou, "e detenção em meu escritório às oito."
"Para libertar um mau agouro?"
"Hermione," o Ron sibilou, pondo uma mão no braço dela. De repente, Snape pareceu vacilar, e um olhar estranho cruzou sua face. Ele cruzou os braços, comprimindo suas mãos nas dobras de suas vestes.
"Sente-se, Senhorita Granger, antes que perca mais pontos para sua casa," ele ordenou, virando nas solas do sapato e deslizando até a frente da sala de aula.
O que aconteceu há pouco? Ela olhou para Ron, mas ele não parecia ter notado qualquer coisa incomum. Harry tinha levantado do chão e já estava de volta ao assento dele ao lado dela.
"Você está bem?" ela sussurrou.
Ele acenou com a cabeça, olhando para a frente. "Desculpe por você ter ganhado uma detenção," ele disse, sua voz baixa, e ela acenou com a cabeça como se dissesse, "Não é nada." Ela se virou para Snape, organizando sua face em sua expressão brava-mas-interessada habitual.
Oh, Deus, detenção. Que forma perversa de tortura ele inventaria para ela, considerando as circunstâncias deles? Ela tentou se concentrar na aula de Snape, até mesmo tomando algumas notas dos benefícios das variações de Protego, mas sua mente vagueara para as masmorras.
Ela bateu prontamente à porta do escritório de Snape às oito. A porta abriu-se ao toque. Minha casa, sua casa, ela pensou pesarosamente, quando deslizou para dentro. Ela se recusou a intimidar-se por ele a sós, ainda que tivesse de fazer assim em público.
Snape estava sentado à escrivaninha dele que estava cheia de pergaminhos.
"Boa noite," ele disse, sem erguer o olhar.
"Senhor," ela respondeu.
"Peço desculpas se fui severo com você noite passada," ele disse, ainda não elevando seu rosto de sua tarefa. "Você teve um desempenho admirável hoje."
"Obrigada, senhor. Apesar de ter sido um mau desempenho. Eu teria libertado o Harry independentemente do feitiço."
"Exatamente, Senhorita Granger. Se você tivesse adiado a mim, de qualquer forma, eu ficaria… desapontado. Eu confio que você consiga ver agora por que eu insisti para que assistisse à aula?"
"Você me deu uma detenção para se gabar?" Bastardo.
"Certamente não. Eu lhe dei detenção porque dar detenções é o que eu faço. E porque os caldeirões do primeiro ano precisam de atenção."
Hermione lutou para não sorrir. Pelo menos ele era honesto sobre isto. "Eu vejo. Eu posso usar magia?"
"Naturalmente."
Hermione sentou-se para trabalhar, limpando os caldeirões. Snape continuou rabiscando o pergaminho em sua escrivaninha. Ela achou divertido observar que ele zumbia ligeiramente enquanto trabalhava. Não era como uma melodia, mas sim um constante ruído de desaprovação.
Vários dos caldeirões estavam quase derretidos. Fizeram-lhe lembrar de Neville no primeiro ano, quando ele não podia fazer a mais simples das poções sem resultados apavorantes. Silenciosamente, ela lançou um Feitiço de Reforço no mais fraco dos caldeirões, na esperança de que algum pobre estudante teria uma aula melhor na próxima semana.
"Conte-me, você reforça todos os caldeirões de Gryffindor, ou só os do Longbottom?"
Ela saltou ao som da voz de Snape cortando o silêncio. Quando virou, culposamente, para estar em frente a ele, ela viu que ele tinha acabado com o último pergaminho e estivera sentado imóvel em sua cadeira. Ela desejou saber há quanto tempo ele a observava.
"Senhor?"
"Eu queria saber como o caldeirão do Weasley sobrevivera à sua última tentativa de fazer a Poção para soluços."
Ela sorriu, lembrando. Ron tinha somado o heléboro antes da descurainia, o que tinha tornado a poção instável. Quando ele somou as penas de porco-espinho pulverizadas, provocou uma explosão maravilhosa.
"Eu pensei que você disse não haver nada entre você e Weasley," Snape disse, encostando-se na cadeira.
"Não há," ela respondeu.
"Realmente?" ele disse, soando entediado. "A maioria das pessoas de fora não acreditaria que os cuidados ternos de você para com eles são de alguém que não se importa."
"Eu nunca disse que não me importava com ele. Ron é um de meus mais queridos amigos. Eu simplesmente disse que não há nada… romântico… entre nós."
"Mentirosa."
"Eu não sou! E francamente, eu não vejo porque te interessa."
"Por que eu me preocupo se você mente para mim? Porque minha vida está em suas mãos! Eu devo poder confiar em você."
Ela quase rosnou com frustração. "Você pode confiar em mim. Eu não entendo porque você se preocupa com o meu relacionamento com Ron!"
"Porque eu não gosto de pessoas que controlem minhas posses, Senhorita Granger."
Suas posses? "E o que é que isso quer dizer?"
"Quando ele a tocou na sala, meu anel voltou ao dourado," Snape disse. "Era visível, só por um momento. Os anéis estão encantados contra infidelidade, como eu estou seguro que você deve ter percebido. Qualquer um que a toca… com intenções amorosas… desfaz o feitiço."
Hermione estava boquiaberta. Ron… tinha sentimentos para com ela? Ele a tinha tocado com intenções amorosas? Por um momento, o coração dela saltou na garganta e, em seguida, caiu para baixo da caixa torácica quando ela percebeu que não importava mais. Todas as horas examinando o trabalho dele, encantando o cabelo, saindo com aquele Viktor Krum ridículo - tudo foi inútil. Ela o ganhara, e agora não pôde tê-lo. Ela enrugou os lábios e endureceu a mandíbula, obrigando-se a não chorar.
"Eu não mentirei para você, Professor Snape. Não há nada entre o Ron e mim e nunca houve. Eu - bem, eu guardei um sentimento por ele durante vários anos, mas ele nunca retribuiu. Isso é tudo."
Snape se sentou novamente, e algumas das linhas na testa afrouxaram. Um olhar parecido com vergonha cruzou seu rosto e então desapareceu tão depressa que ela pensou ter imaginado isto.
"Aparentemente, você estava enganada," ele disse quietamente. "Porém isto complica as coisas. Nós não podemos ter meu anel ficando visível toda vez que o Weasley passar a manteiga pra você."
Ela acenou com a cabeça. "Eu sei, senhor. Eu vou - bem, eu não sei o que eu farei. Eu reclamarei com ele sobre sua lição de casa e me recusarei a examinar as redações dele. Eu desacreditarei os Chudley Cannons -"
Os cantos dos lábios de Snape viraram para cima. "Eu receio que isto não faça diferença. Se o menino quer você, ele levará todas essas coisas simplesmente como um desafio. Não, o que você precisa fazer é o achar outra pessoa para ficar com ele."
"Alguém para ficar com ele?"
"Certamente há alguma garota em seu ano, além de você, que teria pena dele?"
"Eu não sei, senhor. Mas eu perguntarei por aí."
"Faça isso. E, Senhorita Granger?"
"Sim?"
"Faça depressa. Doerá menos desse modo."
Ela olhou para ele, admiração escrita em seu rosto.
"Você está liberada," ele disse secamente, juntando seus pergaminhos e levantando-se.
Quando Hermione passou pelo buraco do retrato, ela encontrou Harry e Ron esperando novamente por ela no Salão Comunal. Embora soubesse que eles simplesmente estavam fazendo como sempre fizeram, à espera de simpatizar com qualquer um dos três que tivesse detenção com Snape. Intimamente ela suspirou; Simplesmente subir as escadas para seu quarto, sem ter que inventar a última hora e meia seria ... bem, seria o céu.
"O que ele fez você fazer?" o Harry perguntou, no momento em que ela se juntou a eles. Ela suprimiu um sorriso cansado. O que ele me fez fazer, realmente?
"Nada muito terrível. Apenas limpar os caldeirões do primeiro ano."
"Com ou sem magia?" o Ron perguntou.
"Sem, é claro," ela disse. "E pelo que vi, os novos primeiranistas são quase tão talentosos com poções quanto Neville. Mas ainda poderia ter sido pior."
"Eu não posso acreditar!" Harry disse. "Enfeitiçar-me no meio da aula - ele planejou isso! Ele soube que eu não estaria pronto."
"Eu concordo que estava errado," Hermione disse, "Mas isso prova o ponto de vista dele sobre magia não-verbal-o lançador realmente adquire uma fração de segundo -"
"Eu sei disso!" Harry gritou. "Você acha que eu não estou fazendo isto porque não me interesso? Eu não consigo fazê-lo."
"Você pode fazer isto, Harry," Hermione acalmou. "Você só não pegou o jeito ainda. Nós trabalharemos nisto. Eu o deixarei praticar até em mim mesma."
"Eu posso praticar também?" Ron perguntou, e Hermione desejou saber como ela poderia ter sido tão cega. Ron Weasley pedindo lições extras? Deveria ter sido óbvio que ele finalmente tinha uma queda por ela. Há quanto tempo isso está acontecendo? Ela teria que trabalhar depressa para redirecionar a atenção dele.
"Claro que você pode," ela disse. "Talvez eu pergunte -"
Neste momento, Lilá e Parvati entraram no Salão Comunal, cheirando a incenso e dando risada loucamente.
"Nós acabamos de vir da Professor Trelawney," Parvati disse. "Ela predisse que a Lilá ficará totalmente de quatro por uma estrela do Quadribol."
Harry olhou para eles com desconforto, um rubor que rasteja abaixo de seu pescoço.
Lilá. Isso poderia ser trabalhado. Ela estava bonita e vivaz e desinteressada na escola - exceto Adivinhação, claro - como o próprio Ron. Naturalmente, Parvati estava fora. Ron arruinara seu encontro com a irmã dela, Padma, tão terrivelmente no baile de Natal no quarto ano que Parvati estava falando muito pouco com ele.
"-Lilá!"
"Sim?" a bruxa loira disse, olhando Hermione suspeitosamente.
"Oh, eu estava dizendo há pouco os meninos precisam de um pouco de ajuda extra com magia não-verbal, e eu estava pensando, talvez você pudesse praticar conosco?"
Lilá olhou cautelosamente de Harry a Ron. Então ela pareceu se lembrar da "profecia" de Trelawney e sua expressão clareou. "Certo! Eu poderia usar como treino extra, para mim mesma!"
"Brilhante!" Hermione disse, ignorando os olhares interrogativos de Harry e Ron.
"Bem, nós só estávamos a caminho das escadas," Parvati disse, claramente disposta a se livrar da presença de Ron.
"Eu subirei com vocês," Hermione disse, saltando do assento dela. Ela sabia que todo o mundo na sala estava usando expressões idênticas de confusão, assim ela não olhou para ninguém enquanto subia apressadamente as escadas do dormitório feminino.
"Então, o que há, Hermione?" Lilá perguntou embaraçosamente quando elas chegaram ao quarto.
"Nada. Apenas pouco disposta a ser vista com eles durante o dia." Ela suspirou pesadamente, como se Harry e Ron fossem um fardo difícil de carregar. Parvati bufou em aprovação. Morda a isca, Lilá, ela pensou. Morda.
"Oh, mas eu acho que você tem sorte," Lilá disse. "Harry e Ron a seguem em todos lugares."
Feito! ela pensou triunfante. "Bem, seria diferente se nós estivéssemos namorando," Hermione disse. "Pois é, eles só querem que eu examine a lição de casa deles."
Lilá acenou com a cabeça simpaticamente. Então ela perguntou, "Você… você sabe... gosta de algum deles?"
"Oh, não. Não, eu ainda estou com Vitor," Hermione mentiu.
"Eu me perguntei isso!" Lilá exclamou. "Conte-me, ele é tão sombrio e misterioso como parece?"
Vitor? Sombrio e misterioso? Bem, ela supôs que poderia parecer ser daquele modo para aqueles que não tinham lutado para entender uma palavra do que ele disse durante seis meses. "Sim, ele é mesmo… intenso," ela disse.
"Você tem tanta sorte!" Lilá gritou novamente.
Hermione olhou para baixo, sorrindo ligeiramente, e esperou que parecesse modesta e louca. "Sim, bem, ele me faz me sentir feliz. Mas se eu não tivesse Vitor," ela adicionou, "eu pensaria que Ron faria uma excelente captura."
"Ron?" Parvati disse. "Ron é o mais imprudente, sem dúvida! No Baile de Natal, ele -"
"Mas isso foi há anos atrás," Hermione interrompeu. "Ele está… amadureceu muito desde então…" Ela deixou seu tom de voz decrescer, sugerindo todo tipo de coisa imprópria que eram provavelmente inadequadas.
"Sério?" Lilá disse. "Eu teria pensado que o Harry-"
"Não, não o Harry," Hermione disse. "Harry anda muito preocupado, você sabe. Entre Aquele-que-não-deve-ser-nomeado e Quadribol… bem, eu só não acho que ele seria o namorado mais atencioso. E ele é um pouco baixo, você não acha?" ela adicionou, sentindo-se traiçoeira.
"Bem…,"disse Lilá. "Eu não tinha pensado disso. E ele é do tipo que sempre entra e sai de moda, não é? Ron é muito mais consistente."
"Sim," Hermione concordou, desconcertada que qualquer um pudesse considerar uma pessoa dentro ou fora de moda.
"Obrigado, Hermione!" Lilá sorriu radiante, sacudindo suas vestes. "E você sabe, sempre que precise de qualquer conselho, com Vitor ou qualquer coisa…."
"Você será a primeira a saber," Hermione disse.
Hermione afundou sobre seus lençóis; os eventos do dia perseguindo uns aos outros por sua mente. Então, ela atirara Ron para Lilá. Foi mais fácil do que ela pensara, embora não teria realmente certeza até que os tivesse visto juntos. Mas, certamente, Snape tinha razão - melhor apenas seguir com isto. E o quão estranho isso tinha sido, quando ele sugerira isto a ela. Ele a olhara tão… nostálgico… de alguma maneira, como se ele estivesse passando um longo conselho que havia sido duramente conquistado. Você está sentindo pena dele, Hermione Granger? ela pensou. Depois que ele enfeitiçara Harry e lhe dera detenção… sem mencionar… bem… Mas ele não tinha sido tão ruim, tinha? Ele ainda brincou com ela, daquele jeito dele, dizendo-lhe que tinha dado a detenção porque ele não queria ter que limpar os caldeirões. Ele a está amolecendo, ela pensou consigo. Ele está a amolecendo para que possa bater mais forte na próxima vez, e você não deve deixá-lo.
Ela entregou-se ao sono no meio do largo caminho - confuso e emaranhado - que se tornaram seus pensamentos.
De volta aos seus aposentos, Snape moveu-se impacientemente de quarto em quarto. Por que ele a deixara ver tanto de sua casa? Agora não havia nenhum lugar onde pudesse se sentar, ou simplesmente estar, sem ser abordado por recordações de suas mãos pálidas, delicadas e sua boca morna, ansiosa. E aquele arbusto ridículo que ela chama de cabelo, ele pensou ferozmente. Sem mencionar os dentes dela. Obviamente ela não é tão brilhante quanto todo o mundo pensa já que sequer percebera que aquele Weasley estava atrás dela.
Ele relembrou a detenção, tentando se certificar que tinha agido com a parte sombria do coração do Mestre de Poções como é bem habitual. No entanto, as circunstâncias nada convencionais... ele não poderia permitir que penetrassem sua mente. Talvez ele devesse ter sido mais severo com a menina. Era simplesmente um conforto para ele pensar que havia finalmente alguém dentro destas paredes que estava vivendo uma vida dupla. Alguém, talvez, em quem ele pudesse confiar.
Você não deve confiar nela. Ela pode confiar em você, ele disso a si mesmo severamente, mas nunca o quererá, para amizade ou qualquer outra coisa. Seria inconcebível para ela. E isso nunca tinha sido mais óbvio que durante a discussão deles hoje. Não deve nem ter cruzado a mente dela a dúvida sobre quem estaria interessado nele, quem faria aquele miserável anel revelar-se. Quem poderia amar Severus Snape? Ela pensaria, se ele sugerisse isso. Ninguém, parecia. Nem mesmo a esposa dele. Mas o que importa? Haveria alguns mais meses de tortura, e então o silêncio feliz do infinito.
Finalmente, ele acomodou-se em sua escrivaninha e começou a trabalhar.
Nota:
* Pavloviana é uma palavra que faz alusão a Ivan Petrovich Pavlov, que entrou para a história por sua pesquisa em um campo que se apresentou a ele quase que por acaso: o papel do condicionamento na psicologia do comportamento. A idéia básica do condicionamento clássico consiste em que algumas respostas comportamentais são reflexos incondicionados, ou seja, são inatas em vez de aprendidas, enquanto que outras são reflexos condicionados, aprendidos através do emparelhamento com situações agradáveis ou aversivas simultâneas ou imediatamente posteriores. (retirado da Wikipédia.)