Capitulo 11
Durante os dias que se seguiram Hermione ajudou Maria com suas tarefas enquanto Lílian dormia. ela também se interessou pelos conhecimentos culinários de Santos, que estava saltitante de felicidade com o sim de Carmem, dali a dois meses, logo depois da exposição de Carmen, um casamento simples no jardim da casa de Carmem que em breve também seria a casa de Santos, Santos, este seria mais um algemado apaixonado e feliz, como ele se referia a si mesmo, ele mais parecia um adolescente apaixonado pela primeira vez. Ele garantiu que mesmo sem trabalhar para Harry pessoalmente, viria pelo menos dois domingos por mês preparar um super almoço, mas que ela devia aprender os pratos preferidos de Harry e, Hermione se dispôs a aprender tudo, pois uma vez sua avó lhe disse: * Um homem se prende pelo estômago, minha filha*, Hermione disse a si mesma que não custava nada tentar abordagens além da cama.
No jantar em que conheceu Carmem Hermione simpatizou de cara com a mulher, alegre, encantadora, um pouco mais jovem que Santos, uma pessoa vibrante, um pouco complexa às vezes, como todo artista. Mas, era evidente o amor dela e Santos.
Hermione e Harry seriam, obviamente, os padrinhos.
Mesmo ajudando Maria e aprendendo a culinária de Santos, ainda sobrava tempo para s exercitar diariamente e trabalhar em um projeto que ela vinha elaborando no laptop.
Harry passava a maior parte do tempo fora, tratando de negócios, indo de manhã bem cedo para o escritório, e ao longo de cada dia ela senti a promessa do que cada noite prometia.
Nos braços dele, ela se tornava uma pessoa que nunca imaginou que seria... tão ligada a ele, como um aparte dele, era como se suas almas se fundisse e se tornassem uma só.
Será que ele também sentia o mesmo que ela? Com a mesma intensidade? Sexualmente falando, sem duvida, Harry sentia.
O amor incondicional seria o auge. Auge esse que ela pretendia alcançar. Seria demais querer esse tipo de amor juntamente com aquele grau de paixão experimentado entre eles? Ou estaria apenas fazendo o papel de uma tola sentimental?
A vida é boa, refletiu Hermione. E se o amor não fizesse parte da equação de Harry... Bem, ela teria que lidar com isso. De um jeito ou de outro, teria que se acostumar.
A única mácula em seu horizonte era Calton, cujas ligações e mensagens de texto haviam aumentado desde seu casamento com Harry e desde que ela passou a morar na mansão dele.
Mas felizmente, ela não tinha mais que escutar todas aquelas baboseiras que ele dizia, já que Santos fazia isso a pedido de Harry. Mas ela temia as reações de Calton e perguntava-se quando e como a raiva dele seria expressa de outra forma, que não pelas mensagens. De uma forma mais violenta. Ela tinha medo do que ele podia ser capaz de fazer. Tinha muito medo de suas reações.
Santos continuava a fazer a triagem das gravações no celular dela e só lhe passava as mensagens de outras pessoas. Nunca as de Calton. E um investigador particular procurava por Calton, mas este parecia ter sido tragado pela terra, e Hermione lembrando do olhar de Harry quando falou de sua frustração por Calton conseguir se esconder tão bem, o ódio nos olhos de Harry deixou bem claro que Calton se lembraria de Harry Potter por muito, muito, muito tempo.
Uma das mensagens que recebeu era para lembrá-la de um desfile de modas agendado para terça-feira em um dos principais hotéis da cidade.
— Eu tinha pensado em ligar para a organização do evento e cancelar minha presença — explicou ela ao deitar. — Mas aconteceram tantas coisas nesse meio tempo... — Entre elas o casamento com Harry e todos os preparativos às pressas.
— Maria e Santos podem cuidar de Lílian por algumas horas — disse Harry trazendo-a para perto. — Não há por que você deixar de sair. — Seus lábios pousaram nos dela. — E agora, se você já disse o que tinha para dizer, eu tenho algo muito mais interessante em mente. — Ele passou a língua pelo lábio inferior de Hermione, provocando-a. — Como fazer amor com minha mulher. — Ele mergulhou nos lábios dela, beijando-a com vontade. em seguida, desceu pelo pescoço e pela garganta. — Como vou agüentar ficar longe desse corpo maravilhoso pelas próximas sete noites? — perguntou ele.
— Enquanto você fecha acordos, bebe vinho e janta em Nova York. — Era divertido provocá-lo um pouco. Ela adorava provocá-lo.
— Vida dura...
Harry levou a boca até os seios dela e esbaldou-se com eles, em seguida, desceu mais um pouco pelo corpo de Hermione e começou a beijá-la lentamente, o que a deixou excitada. Ela o deixava maravilhado com as reações de seu corpo.
Ele sentiria saudades. Sentiria falta do corpo quente enroscado no dele durante toda à noite. Ela era uma amante generosa, e entregava-se sem pensar. Ele era louco por aquela mulher.
Seria possível que ela estivesse falando mais alto ao coração dele? Era algo que nenhuma mulher nunca havia sido capaz de fazer.
Ele ainda a provocou duas vezes mais ao longo da noite e mais uma vez quando o amanhecer lançou as primeiras luzes cinza na escuridão. Então ele se levantou, tomou banho, vestiu-se, pegou a mala, a pasta e virou-se para contemplar a figura de Hermione deitada em sua cama, os seios desnudos a amostra, a face tão serena, com um suspiro ele se virou e foi para o aeroporto.
Dois dias depois, Hermione falou ao microfone em um dos mais famosos desfiles de moda da alta estação. O almoço estava incluído e os desfiles começaram quando os convidados acabaram o prato principal.
Boa música, lindas modelos e roupas incríveis.
Mas uma coisa que podia ter passado despercebida era Cho Chang também estava participando do evento.
Tudo correu muito bem. As modelos se saíram muito bem, assim como ela mesma, que injetou vivacidade no evento para a alegria dos convidados. Imagem é tudo, lembrou-se ela.
Ao final do show ela recebeu os agradecimentos e um buquê de flores e então era hora de ir embora.
— Hermione. — Ela ouviu uma voz familiar chamá-la.
As esperanças de sair de lá sem ter que falar com Cho foram frustradas. Ela se virou e deu de cara com a atriz dando uma de modelo por um dia.
— Cho — disse ela com um sorriso falso no rosto.
— Pensei que você não apresentaria o desfile.
“E eu pensei que não fosse encontrar você aqui”, foi o que ela teve vontade de dizer, mas dessa vez tentou ser educada.
— E por que não?
A atriz arregalou os olhos propositadamente.
— Você não devia estar cuidando da filha de Harry? — Ela não parou por um momento, checou as unhas feitas e voltou a encarar Hermione. — Não foi por isso que Harry casou com você?
Sem paciência, Hermione resolveu responder à altura:
— E também por causa do sexo.
— Oh, querida. Não imagine que você é especial. As mulheres vivem dando em cima dele.
— Incluindo você?
Cho adotou um ar reflexivo de repente.
— Ele é um tesão, não é? Fazer o quê?
— É — concordou Hermione com uma serenidade que estava longe de sentir.
— Imagino que Harry sabe tudo a respeito de seu ex-marido — alfinetou Cho.
— Se ele sabe tudo o quê? — Hermione começou a sentir muita raiva dela.
— Ouvi dizer que ele lhe telefona todos os dias. Até hoje.
“Você não que se justificar para ela”, lembrou-se.
— Deve ser um inferno para você — comentou a atriz.
Falsa solidariedade era algo com o qual ela podia lidar.
— O que você quer com essa conversa, Cho?
— Quero avisá-la que estarei esperando pelo fim de seu relacionamento com Harry. Porque ele vai acabar. Mais cedo ou mais tarde Harry vai terminar com você.
— E você quer ficar com os restos, é isso que está querendo em dizer?
Ela checou as unhas mais uma vez.
— Eu também sei bancara mãe, querida, lembre-se disso.
“Só por cima do meu cadáver!” Ela ficou enjoada só de pensar em Lílian nos braços de Cho.
— Conheci a mãe da criança, ela vai precisar de uma educação rigorosa para não se tornar tão promiscua quanto a mãe — fez uma pausa proposital — apesar de que dizem que certos traços são genéticos. — findou com um sorriso maldoso, que foi a gota d’água para Hermione.
A ultima coisa que Cho iria se lembrar era de um punho fechado indo em sua direção, Hermione colocou toda a sua revolta e indignação naquele soco, como ela ousar falar assim da minha menina!
— Sua louca! — exclamou Cho escandalizada, segurava o nariz e olhava em choque para o sangue que dele escorria em sua mão — Eu vou processá-la, como se atreve a marcar meu rosto, meu rosto, oh, céus...
Como se tivesse tirado uma tonelada de seu peito, Hermione inspirou e expirou e ao se dirigir a Cho, falou calmamente:
— Sabe Cho, se você acha que é capaz de fazer tão bem o papel de mãe, por que será que Harry colocou a aliança no meu dedo, em vez de no seu? Por que será?
Foi uma frase perfeita para o desfecho da conversa, e esta pareceu ter doido mais que um soco. Hermione virou-se e não olhou para trás, andando em direção à recepção para pedir que trouxessem seu carro.
— Precisa de alguma coisa do supermercado? — perguntou Santos ao ver Hermione colocar o prato usado no café da manhã na máquina de lavar louça.
— Não, obrigada, Santos. eu comprei algumas coisas ontem ao voltar para casa. — E também havia parado para um café para se recompor do encontro nada agradável com Cho Chang. — E então, como anda os preparativos do casamento?
— A Carmem está cuidando de tudo referente a decoração essas coisas, acho que não importa as diferenças das mulheres, todas sonham com casamento, a Carmem apesar de também desejar um casamento simples, cuidar dos detalhes com esmero e entusiasmo. E eu já providenciei a parte burocrática.
— Ah, Santos fico tão feliz por vocês!
— Eu sei, obrigada! — falou Santos com um pequeno, porém, brilhante sorriso. — A Maria vai atrasar-se um pouco. E o jardineiro já deve estar chegando.
— Tudo bem — respondeu a morena bebendo o restinho de café. — Vou dar banho em Lílian e depois niná-la para a soneca da manhã.
Hermione gostava da rotina diária. Lílian estava dormindo pouco pelas manhãs. ela era um bebê alerta e ativo que adorava os jogos educacionais que elas jogavam juntas. E o banho também sempre era muito divertido.
Já eram quase dez e meia quando ela fez Lílian dormir. Hermione pegou o monitor e desceu.
Ela podia escutar o barulho do cortador de grama ao fundo, indicando que o jardineiro já havia chegado. Maria estava ocupada lustrando os móveis no hall da entrada da casa.
O telefone tocou, Maria tirou-o do bolso para atender e começou a falar com um tom apreensivo.
— Está tudo bem? — perguntou Hermione quando ela desligou o telefone. Era uma pergunta idiota, considerando-se que Maria estava claramente alterada.
— Era o diretor do colégio. Minha filha quebrou o braço e está sendo levada para o hospital...
Hermione tomou uma decisão na mesma hora.
— Você tem que ir vê-la, Maria. Pode ir para o hospital e depois para casa com ela. Vai ficar tudo bem.
— Tem certeza? — Maria ficou em dúvida se era mesmo uma boa idéia. — Santos não está aqui.
— Mas estará em breve — afirmou Hermione. — Agora vá, sua filha precisa de você. Ela precisa de seu apoio.
— Talvez eu devesse esperar Santos chegar.
— Maria, nós vamos começar a discutir se você não...
— Não, não. tudo bem, então. Eu vou agora, sim. — Ela retirou o avental, pegou sua sacola de viagem e saiu pela porta da frente enquanto Hermione abria os portões para ela.
“Uma pequena quebra de rotina”, pensou ela. Hermione terminou de lustrar os móveis para Maria em vez de fazer seus exercícios diários. E mais tarde foi preparar algo para o almoço.
O barulho do interfone deixou-a surpresa. Ela ligou a cÂmera de segurança e pressionou o botão de áudio para pedir que a pessoa de identificasse. Pela câmera, ela viu um cartão no meio de um buquê enorme de flores.
— Entrega de flores para Hermione Potter.
“Harry havia lhe mandado flores?”
Ela abriu os portões.
— Você pode dirigir até a porta da frente.
O telefone tocou naquele momento. Era Santos dizendo que se atrasaria mais ou menos uma meia hora.
— Sem problemas — respondeu ela. — Ela achou desnecessário contar a ele que Maria já havia ido embora. A campainha tocou e ela correu para abrir a porta.
Hermione deu de cara com aquele monte de flores assim que abriu a porta. Elas escondiam completamente o rosto do entregador, e a intuição dela pareceu prever o que estava preste a acontecer.
Duas coisas ocorreram praticamente ao mesmo tempo. O rapaz deixou as flores caírem no chão e a porta foi fechada atrás dele.
Calton.
Por que ela não pensou nisso antes?
Calma, meu Deus. Ela tenha que se manter calma.
— Se você for embora agora eu não vou relatar isso às autoridades.
Como ela pôde um dia achar que gostava daquele homem? Ele realmente era um bom ator... “O melhor”, pensou. Tão bom a ponto de enganar não só ela, como também toda a sua família e seus amigos. Por meses.
Ele parecia estar mais magro e seus olhos estavam repletos de um sentimento obscuro próximo à crueldade. Ela sentiu uma ponta de medo.
— Então é aqui que você mora. — Ele ficou olhando a sua volta, observando o chão de mármore, o candelabro, a escadaria luxuosa. — Deu o golpe do baú, hein! Uma verdadeira mansão.
Santos só voltaria em meia hora. Talvez antes.
O jardineiro... talvez ele desconfie da van do florista estacionada por mais tempo que o normal. “Se é que ele viu a van chegar”, pensou ela assustada.
Se ela pudesse ligar para Santos enquanto mantinha Calton distraído... valia a pena tentar. O maior problema era o bip eletrônico que soava cada vez que uma tecla era pressionada. Mesmo assim, ela precisava discar. Era sua única saída.
— Ele é bom? — perguntou Calton com uma expressão próxima ao ódio.
Hermione sentiu um frio na barriga. Ela sabia onde isso iria parar.
— Quem? — disse para ganhar tempo.
— Não se finja de desentendida — acusou ele.
“Pense. Não diga nada que possa ser interpretado erroneamente ou que possa ser usado com acusação raivosa”.
— Ele é uma boa pessoa — respondeu Hermione simplesmente.
Calton deu um sorriso amarelo.
— Uma boa pessoa. — Ele ficou analisando a resposta. — Ele vai enjoar de você em pouco tempo. Tenho certeza disso, Mione.
“Concentre-se no numero de telefone”, pensou ela. ”Ele é doente. Lembre-se de que ele é doente. Fale, continue falando. E reze. Reze para Lílian não acordar. E para ela não começar a chorar”.
— Você devia ter retornado minha ligações — reclamou Calton.
Passou pela cabeça dela dar um chute nele. Pensou nas aulas de artes maciais e pensou onde exatamente ela teria que acertar para derrubá-lo. E como fazer para conseguir o máximo de impacto no chute.
— Se eu fizesse isso estaria indo contra a ordem legal. Não podia ligar para você.
—Mas eu só queria falar com você. Era pedir muito, Mione? Só queria falar com você.
E por isso deixou inúmeras mensagens com conteúdo bizarro e fez toda a tortura psicológica com ela? Hermione continuava tentando ligar para Santos sem que Calton visse. Será que ela havia ouvido os bips? Será que dava para ouvi-los?
— Não adianta ligara para o funcionário de seu marido, querida. Eu fiz o favor de esvaziar dois pneus do carro dele. — Seus olhos cintilavam com um brilho macabro. — Ele não vai chegar a qualquer momento para salvá-la. Esqueça.Agora somos só nós dois aqui: eu e você.
Mas havia algo que Calton não sabia: a ligação dela para Santos também era registrada na empresa de segurança que, imediatamente, notificaria a policia ao receber a chamada.
“Quanto tempo ela tinha? Cinco minutos? Dez?”
“Finja estar com medo, pensou ela, pode ser uma boa idéia”.
— Muito espertinha, você, não é? Mas nunca pôde compreender minha dupla personalidade. — Ele começou a rondá-la. — Eu me diverti com você. Eu me diverti muito com você. O nosso namoro. você era tão doce, tão confiante, tão apaixonada. Eu confesso que sentia certa satisfação em me esvaziar entre suas pernas, era meu deposito de esperma particular. — Ele enfiou as mãos no bolso de trás da calça jeans. — Quase me deixava enjoado. Com esse seu jeito virginal. Queria ter um filho. Mas nem isso conseguiu, não é? Nem me dar um filho você conseguiu, não foi competente o bastante.
Ele estava se empolgando. A qualquer momento poderia partir para a agressão física ou algo do gênero. Hermione ficou alerta.
— Eu lhe ensinei muita coisa, não foi? E dava-lhe uns tapinhas se você não correspondesse. Uns tapinhas de leve nunca machucam uma mulher, apenas a mantém alerta, não é?
Os olhos dele se escureceram e ela estava imóvel.
— Talvez eu devesse lhe dar uns tapas agora. Para fazê-la entender.
— Não faça isso — pediu ela.
— Você não devia ter me abandonado. —Ele deu um soco no braço dela. —eu me casei com você. Você devia ter ficado comigo. Por que você não ficou comigo?
Ela não respondeu e ele a empurrou... ele a empurrou com muita força. Com tanta força que ela teve que fazer um grande esforço para se manter em pé.
— Toda aquela história de policia, advogados. Divórcio. Por que fez isso, Hermione? — E Hermione sentiu a mão pesada dele em seu rosto, com força, seu rosto agora queimava devido ao tapa, mas ela só pensava:
“Os portões. Será que apertei o botão para fechar os portões? Se tiver, ninguém será capaz de entrar na casa”.
De repente ele deu outro soco nela, um soco mais forte, dessa vez em suas costelas.
Na mesma hora, ela lhe deu um chute em um local estratégico que o fez cair no chão. Ela o imobilizou pegando-o pelo pescoço.
Ela conseguiu ligar novamente para Santos, que atendeu imediatamente.
— Você está bem? Estamos chegando.
Dez segundos depois.
Logo em seguida ela ouviu barulhos do lado de fora. Eram eles.
Chegaram. Santos, a policia e uma ambulância.
— Ambulância? —perguntou Hermione sem acreditar naquilo. — Não é um pouco de exagero?
— É apenas uma precaução necessária... — respondeu Santos.
Calton foi algemado e levado até o carro da policia. Os médicos examinaram Hermione, confirmaram que ela não havia quebrado nenhuma costela, mas sugeriram que ela fizesse um raio-X só por precaução, mas ela, teimosa, não quis ir até o hospital.
Em seguida, a policia fez uma serie de perguntas a Hermione. Um verdadeiro questionário.
Ela estava respondendo às perguntas quando ouviu pelo monitor Lílian fazendo barulhos.
Hermione olhou para o policial.
— Já acabou? Preciso ver como está minha filha. — “Lílian, ela queria dizer Lílian. A gente fala cada coisa sob estresse”...
— Já, já é o suficiente — respondeu o policial. — Nós encontraremos em contato com você quando tivermos inspecionado a gravação telefônica.
— Hermione...
— Estou bem — afirmou ela a Santos, ainda preocupado, parecendo não ter se convencer de que ela estava mesmo bem. Ela ignorou os protestos e subiu para o quarto do bebê.
Santos também foi para lá logo em seguida. Ele olhou para seu rosto pálido e estendeu os braços para pegar Lílian dos braços dela.
— Santos, por favor, estou bem, é sério. — Ela até com seguiu dar um leve sorriso. — Podia ter sido pior. na verdade, podia ter sido muito pior. O Calton é completamente louco!
— Eu falei com Harry — disse Santos.
Hermione fechou os olhos e abriu-os novamente logo depois.
— Você podia ter esperado ele voltar para lhe contar tudo isso — disse ela.
— Não — discordou Santos. — Eu não podia fazer isso.
Ela não queria nem pensar na reação dele.
— Vou ligar para ele. E dizer que Lílian está bem.
Santos olhou para o relógio de pulso.
— Você nem precisa ligar. Ele está a caminho. Deve estar no avião à essa hora.
— Ele está voltando? — perguntou ela espantada.
— Claro que sim. Você pensou que ele não voltaria ao saber disso?
— Mas ele tinha varias reuniões e...
— Nenhuma dela tão importante pra ele quanto o seu bem-estar — observou Santos com um sorriso no rosto.
Hermione balançou a cabeça.
— Que loucura!
— Você acha mesmo?
ela não estava com vontade de prolongar a conversa e voltou suas atenções para Lílian, que colocara a mãozinha na boca.
— Ela precisa almoçar. —Ela se pôs de pé e tentou não demonstrar a dor que sentiu com o movimento.
— Deixe que eu cuido dela e depois nós vamos fazer um exame de raio-X.
Hermione olhou exasperada para ele.
— Se você não parar de me tratar como uma criancinha frágil, eu vou dar um berro, Santos! Pare com isso! Por favor — continuou ela. — Se você quer fazer algo para me agradar, podia preparar um sanduíche daqueles de salda de frango para o meu almoço e algo bem gelado para eu beber, que tal?
— Você almoça primeiro e, logo depois, vamos ao hospital. — Afirmou Santos, sem deixar espaço para argumentação.
Silencio.
— O que foi, Santos? — perguntou ela, ao olhar o semblante sombrio de Santos.
— Eu quase tenho pena desse tal de Calton, quando Harry acertar as contas com ele...
— A policia já está cuidando de tudo, Calton foi pego em flagrante, vai passar muito tempo preso — disse ela, tentando compreender as palavras de Santos.
— Ficar preso não vai ser suficiente para acalmar a fúria de Harry...
— Harry, não, não...
— Harry não vai matar ninguém Hermione — A morena à frente dele deu um suspiro de alivio. — Mas que ele não vai deixar barato não vai, ninguém deveria mexer e muito menos machucar nada de Harry Potter, Harry vai dar uma lição inesquecível...
— Eu... Confio em Harry e no bom senso de limite dele.
— Ele jamais a machucará, ou permitirá que ninguém volte a machucá-la. Nunca mais.
Hermione aninhou ainda mais Lílian em seus braços e, sorriu para a pequenina.
O resultado do exame acusou três costelas fraturadas e ferimentos graves. O médico prescreveu analgésicos fortes, cuja comprar foi providenciada por Santos e Carmem que havia ido ao encontro deles assim que soube do ocorrido.
Lílian parecia satisfeita. Seus olhos brilhavam ao observar o mundo a sua volta e ao escutar todos os sons e a agitação das ruas. Era,s em duvida, um mundo diferente do seu quarto, com toda aquela paz e tranqüilidade.
— Você devia descansar — disse Santos quando eles voltaram para casa, logo após terem deixado Carmem na casa dela.
— Eu vou dormir cedo. Prometo — disse Hermione ao levar a neném para o quarto.
Levou mais tempo que o normal para fazer Lílian dormir naquela noite. hermione distraiu-se com um bom romance, em vez de ligar a televisão, antes de ir para a cama.
Ao chegar no quarto, decidiu de repente encher a banheira e tomar um banho. mergulhou na banheira e fechou os olhos, aliviada, por aquilo tudo ter acabado bem.
Ela estava cansada e acabou adormecendo naquele estado entre estar acordada e estar dormindo, sem estar completamente alerta, mas ainda com alguma noção de tempo e espaço.
Mas ela acordou na mesma hora ao ouvir a porta do banheiros er aberta e seus olhos arregalaram-se ainda mais ao ver Harry fechar a porta e começar a tirar a roupa.
— O que você está fazendo? — perguntou ela.
Era mesmo a voz dela? Parecia tão áspera.
— Vou entrar na banheira para ficar com você — respondeu Harry.
Fascinada, ela observou o se despir. Tirou a camisa, a calça, os sapatos e entrou na banheira ao lado dela.
Havia algumas palavras que ela queria dizer, queria explicar e os lábios dela entreabriram-se mas, logo em seguida, sentiram o dedo dele acariciá-los.
— Cale-se, não diga nada. — disse Harry com doçura, aproximando os lábios do dela. A boca dele acariciou a dela antes de lhe dar um beijo de tirar o fôlego.Um beijo tão carinhoso e apaixonado que os olhos dela ficaram cheios de lágrimas.
Depois de um tempo, quando as bocas haviam se afastado, ela olhou fixamente para aqueles olhos verdes e quase se perdeu dentro deles.
— Lílian está bem — ela conseguiu dizer, com raiva pela própria voz ter soado tremida. Por que isso sempre acontecia quando estava com ele?
— E você, querida? — Será que ela fazia idéia do susto que ele tomou com aquela noticia? E do que ele teve que passar naquele dia? o telefonema de Santos. Ele estava tão longe e teve que esperar tantas horas para poder vê-la depois de tudo aquilo que havia passado. A crueldade de Calton. Será que ela imaginou que poderia ter sido muito pior? A raiva dele foi aumentando gradativamente conforme seus pensamentos iam se encandeando. Aquele maldito Calton....
Dizer que aquilo nunca devia ter acontecido era inútil. Calton esperou bem para agir, calculou bem seu plano. Observou a rotina de Harry e o acaso acabou ajudando-o com seu plano, já que Maria teve que ir embora mais cedo naquele dia, deixando Hermione sozinha em casa.
Calton já havia passado dos limites inúmeras vezes. Agora ele teria que pagar por isso.
— Estou aliviada — respondeu Hermione. — Ele precisa de ajuda. Talvez agora ele finalmente a receba.
Harry fechou os olhos por um momento. ele já havia conseguido os melhores advogados para tratar daquele caso. Calton não tinha a menor chance de permanecer livre pelos próximos anos. Ele teria o que merecia. Iria para trás das grades, isso era certo.
E com relação às medidas de segurança.. De uma coisa ele tinha certeza: faria o possível para garantir que aquilo nunca mais voltasse a acontecer.
Havia algumas palavras que ele queria dizer para o senhor Calton. E ele as diria muito breves, na verdade, não era bem em palavras que se resumiria a conversa que teria com Calton, este aprenderá não só uma lição sobre nunca bater em mulheres, como também que nunca, nunca deverá mexer com Harry Potter e com nada, ou alguém que ele ame, principalmente se esta pessoa atender pelo nome de Hermione ou Lílian Potter. Será uma lição bem aplicada e, com certeza, inesquecível. Depois, ele cumprirá seus anos na prisão. Mas depois ele resolveria isso, no momento, só o que ele queria era abraçá-la bem forte, sentir o perfume gostoso do cabelo dela e de sua pele.
com cuidado, ele saiu da banheira. Pegou uma toalha, enxugou-se com ela e amarrou-a na cintura. Em seguida, ajudou Hermione a se levantar e secou o corpo dela.
— Não — murmurou Hermione ao vê-lo examinar a mancha roxa embaixo do seio dela.
Os olhos dele escureceram. Ficaram quase totalmente negros de tanta raiva que ele sentia de Calton.
— Por favor... — Ela não suportou vê-lo sentir aquela raiva silenciosa. — Já está feito.
— Cama, hum? — murmurou Harry docemente enquanto beijava a testa dela. — Foi um longo dia para nós dois, não é?
Ele a conduziu ao quarto, tirou a colcha da cama, observou-a entrar sob os lençóis e juntou-se a ela na cama.
Sem dizer uma palavra, ele a trouxe para perto de seu corpo e afundou os lábios na curva suave do pescoço de Hermione. Uma mão deslizou até o bumbum dela e subiu novamente percorrendo suas costas.
Ela simplesmente abraçou-o, entregue a ele.
O quarto estava banhado por uma luz suave que criava uma atmosfera surrealista.
— Você quer falar sobre o que aconteceu?
— Não. Pelo menos não agora. Talvez amanhã. — O bater do coração dele contra a bochecha dela era reconfortante. — Você não precisava ter voltado — afirmou ela.
— Precisava, sim — disse ele baixinho. — Só de pensar em você sozinha com aquele louco... — Sua expressão revelava aflição e dor profunda. — E mesmo assim, tive que pegar um vôo de horas para chegar até aqui. Pareceu uma eternidade.
As mãos dele começaram a passear pelo corpo dela, por cada curva. Seu toque era tão suave e carinhoso que a fez ter vontade de chorar.
— Eu precisava abraçá-la, tocá-la. Ter certeza de que estava bem.
Seria sua imaginação, ou ela estaria mesmo sentindo uma emoção profunda envolvendo a voz dele?
— Você podia ter me telefonado — disse ela.
O toque dele era viciante, sedutor, mas ela tinha dúvidas se essa mesmo a intenção dele.
—Não teria sido o suficiente.
“O que será que ele estava querendo dizer com isso”?
— Meu Deus! — exclamou ele. — Você tem noção de como me senti quando Santos me contou o que havia acontecido?
— Ele não devia ter telefonado para deixar você preocupado desse jeito —insistiu ela.
— Eu nunca o perdoaria se ele não tivesse me avisado. —Ele se lembrou dele ligando para o piloto do avião, desmarcando as reuniões que ainda tinha pela frente, pegando um táxi até o hotel, fazendo as malas e indo direto para o aeroporto.
Ainda do avião, ele contatou advogados, Santos e desmarcou as reuniões que ainda precisava desmarcar.
— De agora em diante eu pretendo delegar mais, e dividir meu tempo de trabalho entre o escritório e nossa casa. — Ele também faria bem menos viagens a negócios.
Afinal, ele tinha tudo de que precisava bem ali, em seus braços. Todo o resto era insignificante, com exceção de sua princesinha, Lílian, lógico. Só de pensar que ele poderia ter perdido a mulher mais importante de sua vida por causa daquele maluco do Calton... O corpo dele ficou todo arrepiado só de imaginar.
Hermione levantou a cabeça para olhar Harry e quase morreu ao ver o que a expressão dele revelava. Os olhos dele... Meu Deus. Aqueles olhos verdes dele pareciam estar revelando sua alma.
Ela sentiu como se estivesse na beira de um precipício, consciente de uma emoção profunda que a fez até esquecer de respirar.
— Harry. — O nome dele escapou de seus lábios com um tom de maravilhamento e Hermione segurou as lágrimas mais uma vez, que ameaçavam cair enquanto a boca dele pousava na sua para lhe dar um beijo que era tudo que poderia desejar, tudo que ela queria desse homem.
Foi um beijo profundo dado com um carinho imenso.
— Eu amo você. — Palavras que ele nunca havia dito a mulher nenhuma antes dela. Mulher nenhuma.
Hermione ergueu uma das mãos e tocou a bochecha dele, sentiu a pele e os ossos firmes e deixou o dedo deslizar até sua boca.
— Também amo você — disse ela observando o movimento dos lábios dele.
Essa mulher, a esposa dele... ela o desarmava completamente.
Harry deixou claro o que ela significava para ele de um jeito que nenhuma palavra poderia dizê-lo. Ele era tão suave, tão delicado que foi impossível não derramar algumas lágrimas. E quando ela o fez, ele foi ainda mais carinhoso.
Mais tarde, quando já estava quase dormindo, ela pegou a mão dele e levou-a até seus lábios.
— Você é minha vida — disse ela simplesmente. — O sol, a lua, as estrelas... tudo. Tudo mesmo. — ela poderia ter esperado para dizer isso ao amanhecer, mas quis dizer logo. —Você me devolveu a força para confiar novamente. E ensinoume o que é o amor de verdade.
“ainda me deu mais que isso, muito mais” ela pensou.
— Eu concordei em casar com você pelas razões sobre as quais conversamos. Você me deixou tomar conta de sua filha, que para mim é como a filha que eu provavelmente jamais poderei ter, já que os médicos disseram que eu tenho uma chance em cem de engravidar por métodos convencionais e duas ou três em cem com algum tratamento. Por causa disso eu já dedicaria a você meu afeto e minha lealdade por toda a vida. —Ela fez uma pausa para procurar as palavras certas. —Eu não queria me apaixonar por você.
— Mas você se apaixonou — provocou Harry.
Um sorriso maroto apareceu no rosto dela.
— Foi culpa do seu charme irresistível.
Ele deu um risinho que ameaçou transformar-se em uma gargalhada.
— O meu charme, não é?
— Esse é um momento para falarmos sério — Hermione o repreendeu.
— Mas estou falando sério, pode acreditar — afirmou Harry com convicção. — Nunca falei tão sério em toda a minha vida.
A hora, quase meia-noite, aprecia conveniente para a troca de confidencias, para que a verdade fosse dita.
— A mãe de Lílian... — arriscou Hermione.
E Harry contou-lhe a história toda. O fingimento, o DNA, o acordo de casamento, o pagamento... tudo.
— Lílian é minha filha — disse ele. — Eu tenho o direito de ficar com o que é meu.
Hermione passou os lábios no ombro dele.
— E só para você ficar sabendo... — disse ele. — Cho nunca fez parte de minha vida de uma forma íntima.
Era tudo o que ela queria escutar, tudo o que precisava para acabar de vez com qualquer resquício de dúvida que ainda martelava sua cabeça.
Eles ouviram um choro ecoar pelo monitor.
— Pode deixar. Eu vou ver como ela está. — Harry pulou da cama e pegou o roupão.
— Eu vou com você — afirmou Hermione, fazendo o mesmo que ele.
Lílian parou de chorar no instante que eles entraram no quarto dela. Mas logo em seguida, colocou a mãozinha na boca e começou a chorar novamente.
— Vou trocar a fralda dela. —Harry foi até o armário, pegou uma fralda e fez a troca com habilidade.
— Acho que tem outro dentinho nascendo. —Hermione passou o dedo pela gengiva pequenina dela e Lílian chorou ainda mais alto. — Pobrezinha — disse ela pegando o gel para dentição. — Vamos ver se isso ajuda, vamos?
Hermione passou o gel e deu-lhe a chupeta, o que a fez não só parar de chorar, como também pegar no sono novamente.
Os dois voltaram silenciosamente para a suíte deles.
— Ela vai ser uma garota linda quando crescer — previu Hermione ao tirar o roupão.
— Com uma mãe como você, como ela poderia não adquirir seus valores, sua integridade? Vai ser linda como você.
Ela sentiu o corpo derreter.
— Isso foi um elogio?
— Acostume-se. — Ele também tirou um roupão e voltou para a cama.
— Eu amo você. — As palavras foram pronunciadas em voz baixa. Foram faladas com o coração, e o deixaram sem ar ao ver a emoção tão evidente nos traços expressivos de Hermione.
Levou um tempo para que ele disse alguma coisa.
— Eu sei disso, querida.
Hermione juntou-se a ele na cama.
— É só o que você tem a me dizer? — provocou ela, estando certa do amor dele de um jeito que ela nunca pensou que estaria.
Harry abraçou-a, deslizando a mão pelo corpo dela até chegar a seu bumbum. A outra mão acariciava os cabelos dela.
— Você quer mais palavras, minha amante? Uma em cem — exclamou ele com malicia — Eu posso fazer valer uma em cem.... — sussurrou mais pra si do que pra ela...
Os lábios dele pousaram nos dela, deliciando-se com seu sabor, depois começaram a dar beijinhos de leve nos rosto dela.
— Você é minha vida — disse ele simplesmente.
Ela sentiu como se fosse derreter e no mesmo instante envolveu-o em seus braços carinhosamente.
— Você é tudo o que eu sempre quis e nunca achei que fosse conseguir — continuou ele gentil.
Hermione estava quase começando a chorar. Muitas emoções ferviam dentro de seu peito e ela estava a ponto de perder o controle sobre elas.
— Linda. — Sua boca percorreu o rosto dela, chegando até a boca e dando-lhe um beijo extremamente sensual que fez com que ela se perdesse naquele encanto. Ela suspirou quando ele levantou a cabeça. — Linda. E linda também no coração, o que é ainda mais importante.
Hermione pôs a mão na nuca dele e trouxe seus lábios de volta aos dela.
— Não vale dizer coisas assim... — E beijou-o com uma paixão intensa, a qual ele não foi apenas capaz de retribuir como também de superar com os beijos e carícias que se seguiram.
Não havia dúvida de onde isso iria parar. Ou o que ia acontecer dali em diante.
— Você quer mais? —perguntou Harry apaixonado.
— Quero você — disse ela provocando-o com a pontinha da língua. — Só você.
— Querida — disse ele. — A mim você já tem.
Quinze meses depois...
— Mmmmm, você tem um cheiro tão bom.
Hermione apoiou a cabeça no cotovelo e olhou para seu marido, que estava espalhado, nu e molhado, ao seu lado. Na cama. Ele acabara de voltar do chuveiro. Ela se deleitava em seu cheiro limpo e masculino, inspirando-o profundamente para dentro de seus pulmões.
— Em que está pensando? — perguntou ele.
— Em como você cheira bem.
Os olhos de Harry se encheram com súbita paixão.
— É melhor tomar cuidado, morena. Este tipo de conversa vai colocar você em apuros novamente.
— Oh, é mesmo? — respondeu ela, rindo. Traçou um círculo com dos dedos em torno de um de seus mamilos, depois desceu até seu ventre, para circular sua masculinidade excitada.
A respiração de Harry se acelerou enquanto seus olhos de abaixaram para sua ereção que crescia, depois novamente para ela.
— Ora, ora... Onde está a minha Mione tímida, hein... O que posso dizer?
— Nada — murmurou ela, sorrindo, docemente. — Eu amo o fato do seu corpo ter uma mente própria.
Ela se inclinou para frente e começou a mordiscar seus lábios, enquanto a mão de Harry se movia para o ventre inchado de Hermione, antes de traçar o caminho para o local entre suas coxas e se aninhar ali.
Daquela vez sua respiração se acelerou, enquanto seus lábios se encontravam em um beijo profundo e molhado, desencadeando outra longa sessão de amor, durante a qual as mãos e bocas estavam em todos os lugares e vice-versa.
Mais tarde, quando seus orgasmos atingiram o ápice ao mesmo tempo, seus gritos mudos invadiram o ar.Exaustos, eles ficaram deitados perto um do outro, e não falaram por muito tempo.
Finalmente Hermione se afastou e olhou para ele.
— Graças a mim, você vai chegar atrasado ao trabalho.
Ele riu.
— Eu acho que meu chefe ficará zangado.
— Bem, já que você é seu próprio chefe, vai ter que acabar com esta zanga.
Por um momento recordou do dia em que todos os resquícios de Calton saiu de suas vidas:
Harry chegou em casa com pequenas manchas de sangue em sua camisa Armani e com um sorriso de satisfação, Hermione sabia que ele havia ido ver Calton na prisão, ao olhar para ela, ele disse:
― Não se preocupe, querida, ele ainda está vivo! ― Disse sério, mas depois mostrando um sorriso de satisfação, acrescentou: ― Mas ficará algumas semanas na enfermaria e... tenho certeza que sempre que ele pensar em bater em outra mulher vai se lembrar de mim e... se ele se quer se atrever a pensar em você... Não, ele não vai, ele viu hoje que não se deve machucar quem Harry Potter ama.
― Esqueça isso, querido, acabou ― Sorriu para ele acariciando sua bochecha ― Estou tão feliz!
― É acabou, mas nós acabamos de começar Sra. Potter ― Disse com um sorriso malicioso, acrescentando ― E também estou muito feliz, agora vamos subir...
E fizeram amor. Foi a última vez que ela viu em Harry um olhar de ódio e a última vez que ouviram e falaram sobre Calton.
Hermione ainda não acreditava que essa era sua vida, às vezes, se perguntava se não estava sonhando. Ao alisar seu ventre, veio àquela sensação de alegria e incredulidade, estava grávida de quase nove meses * ― é um milagre senhora Potter, um em cem casos iguais ao seu têm esse resultado maravilhoso*, foi o que o médico lhe disse, ao lhe contar a maravilhosa e surpreendente novidade , Hermione ainda se lembrava do que Harry sussurrou em seu ouvido quando o médico virou-se para pegar uns papeis: *― Milagre não, empenho e dedicação à causa seria as palavras chaves, hein, morena! E sorrindo ainda acrescentou: Eu lhe disse que poderia fazer uma chance em cem... E ela só conseguiu sorrir*.
― Ei, onde essa cabeça linda está hein?
― Desculpe, só lembrando e... ainda está aqui, vai mesmo ter que ser muito eficiente para apaziguar a zanga do seu chefe, dizem que ele é muito exigente. ― Disse com um sorrisinho maroto.
— Acabar com a zanga, não é? Acho que vou fazer isto, especialmente com uma esposa tão sexy.
— Está bem — disse ela em tom abafado. — A última coisa que estou é sexy.
— Aí é que você está errada, minha querida. Eu amo sua barriga inchada com nosso filho.
Hermione susteve a respiração, maravilhada, como sempre fazia quando pensava em seu bebê se movendo dentro dela, vinte e quatro horas por dia. Um menino, já tinham Lílian que estava cada dia mais linda e inteligente e agora para fechar um meninão. Meu casal de filhos, o sonho de toda jovem ao planejar ser mãe.
— Querida, você acha que ele vai nascer hoje?
Hermione riu.
— Sem chance. Afinal ele só está sendo esperado para daqui a duas semanas.
— Eu sei, mas...
— Pare com isto — implicou ela. — Apenas saboreie os momentos que estão para vir.
— Eu estou saboreando, com certeza.
— Oh, Harry — disse ela, encostando a cabeça sem eu peito. — Não pensei que poderia ser tão feliz e plena. Você, Lílian e agora o bebê.
— Sou um homem de sorte, tenho o amor da mulher mais maravilhosa do mundo, tenho uma filha que a cada dia me dar mais orgulho e agora, mais um filho para coroar todas essas bênçãos. Cada dor que já sentir na vida valeu a pena, para chegar até aqui e compartilhar meu coração com vocês.
Ela beijou-o, com os olhos marejados de emoção.
Mesmo contra sua vontade ela soltou-o.
— Você tem que ir trabalhar e eu vou buscar Lílian lá em Santos.
— Santos me falou que já está na hora dele e Carmem pensarem em filhos, Santos será um grande pai, com certeza.
— Bem, fico feliz que ele esteja entusiasmado com a idéia, por que o bebê dele e de Carmem já foi providenciado a dois meses — disse ela, frente a expressão de surpresa de Harry — Carmem me falou ontem, quando veio buscar Lílian para passar o dia lá.
— Uau... O Santos vai ficar muito feliz. Mas duvido que ele possa se sentir mais feliz e apaixonado do que eu. — Exclamou Harry, beijando-a novamente, em seguida.
— Já chega. Vamos. — disse Hermione se levantando da cama.
— Eu a amo senhora Potter, devoradora de coração! — Ela riu.
— E eu o amo, meu querido. E você também devorou meu coração. — disse antes de entrar no banheiro.
Ele estava encharcado de suor, embora não estivesse tão quente. De fato, o tempo estava exatamente perfeito para uma caminhada, “Perfeito como sua vida” Harry pensou com uma pontada de gratidão no seu coração.
Ele não mudaria de lugar com ninguém.
Grávida. Ele ficara excitado quando Hermione lhe contara que estava grávida, na verdade, ele pulou de alegria e havia certa satisfação em seu olhar, já que ele esforçou-se bastante para que tal *milagre* como o médico depois intitulou, acontecesse.
Ele ainda não voltara a terra.
Harry jogou a cabeça para trás e riu alto.
Um passaro respondeu com um trinado ruidoso.
— Bom dia para você também — disse ele.
A imagem de Hermione veio de novo a sua mente e lhe trouxe outro sorriso aos lábios. A doce, sexy e quente Hermione, o tempo e a confiança no amor deles fizeram maravilhas a ela e ele não tinha do reclamar, com seu sorriso e sua tendência de tirar da vida o máximo possível, era uma delícia para ele a cada dia, uma delícia na qual ele se deleitava.
Ele se perguntou o que ela deveria estar fazendo naquele momento — exatamente quando o beeper tocou. Seus olhos se arregalaram após verificar o numero.
Ele praguejou e desandou a correr.
— Qual é o problema? — perguntou.
Hermione esperava por ele à porta da frente.
“Meu Deus, você está ficando lento à medida que envelhece” ele pensou.
— Qual é o problema? — perguntou ele novamente, sem fôlego.
Ela olhou para ele e esfregou a barriga.
— Minha bolsa acabou de estourar e demos folga aos empregados...
— Oh, meu Deus! Será que isto significar o que eu estou pensando?
— Sim, meu querido, significa.
O rosto dele ficou sem cor.
— Oh, meu Deus! — disse ele novamente. — O que vamos fazer?
O sorriso dela se transformou em uma careta quando uma contração a golpeou.
— Vamos para o hospital, meu amor. — disse ela tentando controlar as contrações com a respiração.
Várias horas depois, e depois de receber as visitas de Carmem e Santos, que estavam já sentindo o gostinho da maternidade que os visitariam em alguns meses também; de uma Maria cheia de zelo e dicas valiosas; a ligação de uma Gina empolgada que desligou com a promessa de uma visita assim que voltasse de mais uma lua-de-mel e a idéia de que já estava na hora de providenciar um herdeiro Malfoy e que cuidaria disso imediatamente, aproveitando que o marido estava na cama pronto para a ação, “A maternidade é contagiante”, pensou com um sorriso Hermione, que agora observava Harry, enquanto ele segurava o pequeno Howard em seus braços fortes. Gordinho e enrugado, o bebê dormia calmamente nos braços do pai, e de vez em quando tinha sua cabecinha, com poucos cabelos pretos, beijados por Lílian, que olhava fascinada para seu irmãozinho. Harry colocou O pequeno Howard no berço e o deixou com Lílian acariciando delicadamente seu rostinho e voltou-se para a mulher que os olhava da cama.
— Está pensando em quê? — Perguntou Harry, ao notar o olhar de Hermione se entristecer.
Ela lhe deu um sorriso e fez sinal de que não era nada.
Ele se aproximou e sentou ao seu lado na cama.
— Seus pais logo estarão aqui e, seu irmão também prometeu que viria conhecer o sobrinho. — Disse Harry acariciando com o polegar sua bochecha e logo depois dando-lhe um beijo suave.
Ela sorriu encantada e com os olhos cheios de emoção.
— Eu às vezes esqueço como você é bom em ler meu coração. — Falou quase em um sussurro.
— Isto é porque ele me pertence. ― Falou olhando-a nos olhos e puxando-a para um beijo apaixonado e terno que ela correspondeu com igual sentimento, um beijo que tinha em si a confirmação de que os dias felizes continuariam e que o amor que os unia continuaria se perpetuando... com o tempo... com os filhos... a vida.
Comentário: É isso aí pessoal, acabou e agora vocês vãos e ver livre de mim, hein.
Esse capítulo foi o mais complicado de escrever, mas aí está.
Estou ansiosa para saber a opinião de vocês. Eu não gostei muito dele, já o reescrevi algumas inúmeras vezes, mas isso é o melhor que consigo fazer no momento. Espero que alguma alma ache-o, no mínimo, razoável.
Sou fã de finais felizes, já existe muita tristeza no mundo, as histórias tem que nos inspirar a ter esperança de que dias melhores virão, que o amor faz milagres e, sinceramente, que existe um alguém para cada pessoa. Deus não nos criou para a infelicidade e solidão.
Eu quero agradecer a cada pessoa que postou seu comentário, com incentivo, tantas palavras carinhosas, as dicas que me deram. Obrigada, obrigada pela paciência e pelo crédito. Obrigada.Obrigada e obrigada.
P.S.: Se por um acaso vocês gostarem deste ultimo capitulo, eu posso me atrever a postar uma outra adaptação, Uma dama do além, romance, magia e um pouco de aventura.
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