FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

5. CAPÍTULO V


Fic: O Caubói Milionário - UA - HH


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Hermione.Potter: a idéia de dar um dólar pro mordomo foi muito boa, neh.... eu me acabo de rir toda vez que ele faz isso... a vovó sem dúvida que naum gostou disso e vai tentar "dar um jeitinho".... e essa doença dela, hein... ashashahsashasha...

**RE**: que nada, a Minerva tem uma saúde de ferro... ela só descobre do dinheiro dele no final... garanto que naum fica feliz...

Nick Granger Potter: deixar a Mione em paz, vai demorar... mas a brincadeira aos poucos vai virando realidade...

Bjus a tdas...

------------------------------------------------------------------------------------------

Hermione saiu da sala de jantar seguindo Minerva. Para alguém que estava à beira da morte, a se¬nhora de idade se movimentava com bastante agilidade, com más¬cara de oxigênio e tudo.
— Vovó, espere, eu a ajudo.
— Não preciso de sua ajuda — devolveu Minerva, colocando o equipamento de oxigênio no chão e empurrando, com raiva, a pe¬sada e suntuosa porta dupla da biblioteca.
— Hermione, entre aqui e sente-se — ordenou ela, apontando uma cadeira estilo Luís XV sobre um tapete persa em frente a sua enorme escrivaninha.
As estantes de mogno brilhavam como cetim e as imensas jane¬las, do teto ao chão, permitiam uma vista deslumbrante do jardim. Havia também diversos troféus dispostos de maneira estudada, concedidos à empresa de Minerva ao longo dos anos.
Relutante, Hermione obedeceu e sentou-se. O olhar dela seguiu Minerva que se agitava de um lado para outro, nervosamente, com o oxigênio deslizando sobre rodas atrás dela.
— Você pode me explicar o que está acontecendo?
Incerta do que sua avó sabia ou não de fato, Hermione decidiu que deveria ir com cuidado para não se trair.
— A que você está se referindo?
— Refiro-me ao caipira que você chama de marido e a legião de filhos que ele pretende lhe dar — ela pôs a máscara na boca e inalou profundamente, então a jogou sobre a mesa. — Por favor, diga-me que esse é mais um de seus truques.
— Truques?
— Não se faça de boba, menina. Quero que me diga que não está falando sério quando alega estar apaixonada por esse bicho do mato.
Hermione cruzou as mãos e respondeu:
— Estou falando sério, vovó.
Ela estava começando a temer que aquilo fosse verdade. Temia pelos sentimentos que estava de¬senvolvendo por ele, sobretudo porque Harry lhe dissera que não desejava nenhum tipo de relacionamento sério.
Minerva parou de andar e encarou a neta por um longo momento. Finalmente falou:
— Você está apaixonada por ele. Posso ver isso em seus olhos — desgostosa e sem palavras, a mulher mais velha sentou-se na cadeira de rodas atrás da mesa. — Mocinha, você tem alguma idéia das ciladas de se casar com alguém que não pertence a nossa classe social?
— Alguns já tiveram sucesso antes.
— Raros.
— Posso fazer isso dar certo. Herdei muita determinação de minha avó paterna.
— Hermione, você é jovem. Nesse momento pensa que quer uma vida simples, enquanto tem um homem sexy na cama. É claro que parece tudo muito sedutor do seu ponto de vista imaturo. Mas amor e falta de dinheiro definitivamente não combinam, querida. Minerva franziu a testa.
— Já pensou no seu futuro? Com um monte de filhos e sem dinheiro suficiente para alimentá-los ou vesti-los? Você não nasceu nem foi criada para um futuro tão triste. Seu destino é dirigir um império, não ser mãe e dona de casa.
Hermione mordeu a língua para não responder. Quantas vezes elas teriam aquela conversa? Quantas vezes teria de escutar Minerva ditando o que ela deveria fazer com sua própria vida? Estava cansada disso.
— Vovó, não quero dirigir um império. Como minha mãe tam¬bém não quis.
Uma certa dor estampou-se no semblante de Minerva com a men¬ção à filha.
— Quero viver uma vida normal com um marido simples. Não preciso de jóias, casacos de pele, carros chiques e empregados para ser feliz. Preciso de amor, carinho e barulho de casa cheia de alegria.
— Com vinte e sete anos, você ainda é uma criança. Nem mesmo sabe o sentido da felicidade.
Hermione suspirou, pensando como Minerva não entendia nada sobre emoções.
— E você vovó, sabe?
— Sei que felicidade é um estado de espírito que pode ir e vir. Mas a fortuna irá lhe amparar nos momentos ruins — uma ex¬pressão calculada brilhou nos olhos de Minerva. — Trabalhei muito duro para transformar essa companhia no que minha avó sonhava para as mulheres de nossa família. E ficarei destruída se deixar que alguém jogue tudo isso fora por causa de um sonho ridículo de ser pobre.
— Vovó, o que você não entende é que o futuro é meu.
Minerva pôs as mãos nas têmporas e fechou os olhos. Após um longo e desconfortável silêncio, quando finalmente falou, a voz ti¬nha um tom de nostalgia:
— A vida não se trata só de amor, sabia? Descobri isso por mim mesma quando era uma garotinha. Também tive a chance de me casar com um homem pobre. Por amor.
— Teve? — sobrancelha levantada, Hermione encarou a avó. Minerva apaixonada? Embora tentasse imaginar a cena, a imagem era nublada. Mas sabia que a avó estava sendo sincera.
— Sim. Na verdade, seu Harry me lembra um pouco meu Matthew.
— Seu... Matthew? Verdade?
— Sim. Matthew era um jovem maravilhoso. Cheio de vida — um pequeno sorriso curvou seus lábios. — Meu primeiro amor. E único. Mesmo tendo me casado com seu avô, Luther, e ter tido dois filhos com ele, nunca esqueci Matt.
— O que aconteceu?
— Nós nos conhecemos num verão, quando vim passar as férias da faculdade em casa. Era filho do responsável pelos estábulos de meu pai. Adorava cavalos e tinha o mesmo jeito rude de Harry. Nós nos apaixonamos e no final das férias, ele me pediu em casamento.
— E você não aceitou. Por quê?
— Porque meus pais teriam tido um ataque! Optei pela empresa em vez do amor. Devia isso a minha mãe. A minha avó. A minha família. A... você. E algum dia, a seus filhos. Eu tinha consciência de que quando o entusiasmo inicial da paixão passasse, eu ficaria entediada. E pior, estaria desonrada pela minha família. O que aconteceria então? Eu seria a esposa pobre do filho do responsável pelo estábulo — ela respirou fundo, ignorando a máscara de oxigênio agora. — Oh, admito, fiquei seriamente tentada a seguir meu coração. Mas pude prever que se fizesse isso, seria um desastre. Assim como foi para sua mãe.
Hermione inclinou a cabeça para trás e sorriu para o teto.
— Você entende de amor, então?
— Sim. E não me arrependo da minha decisão.
— Não? Sinceramente? Não tem nem um tipo de arrependimento?
Minerva ficava surda quando lhe convinha.
— Levamos uma vida privilegiada, Hermione. Temos dinheiro.
— Para mim isso não é privilégio.
— Veremos — Minerva, de repente, pareceu lembrar-se que es¬tava muito doente e começou a respirar com dificuldade. Então pegou a máscara de oxigênio e inalou de modo dramático. Depois que se recuperou, prosseguiu: — Vou ter que lhe pedir um favor, e já que você está aqui, não vejo nenhuma razão para que me negue.
Hermione suspirou.
— O que você precisa?
— Como pode ver, estou doente demais para me aventurar. Pre¬ciso que você me represente pela Lindon House amanhã à noite. Não vai demorar muito. Vamos apresentar uma nova linha de ar¬tigos masculinos, alguns cremes hidratantes, loção pós-barba, esse tipo de coisa. Você só precisa fazer breves comentários e demons¬trar alguns produtos. Eu lhe darei instruções detalhadas e um dis-curso por escrito — Minerva apertou o botão do interfone na mesa. —Margaret, traga a maca, estou me sentindo mal.
— Sim, senhora — veio a resposta fraca.
— Amanhã à noite? — o arrepio que Hermione sentiu avisou-lhe de que Minerva estava tramando alguma coisa.
— Ronald não estará lá, certo?
Minerva teve um acesso de tosse.
— Ele foi convidado, sim. Afinal, Mônaco é o nosso maior cliente e essa será uma apresentação extremamente importante para to¬dos os nossos compradores.
— Vovó, mesmo se não fosse por Harry, eu jamais me casaria com Ronald.
— Mas ele a ama.
— Ele ama construir seu pequeno império. Não acredito que ainda estou discutindo sobre Ronald com você e muito menos permitindo que me convença de estar no mesmo ambiente que ele amanhã à noite. Eu nem deveria ir a esse evento — murmurou ela, baixinho.
— Você não negaria um favor para alguém que está morrendo.
— É claro que não. Pode contar comigo. Mas saiba que levarei Harry.
Novamente, Minerva apertou o botão do interfone.
— Margaret, os remédios do coração — ela virou-se para a janela e olhou para fora por um longo tempo.
— Se essa é a única forma de você participar... que assim seja.
Quando chegou a sua suíte, Harry a estava esperando, deitado na sala de estar. Tirara o terno de Charles e estava de calça jeans e camiseta branca. A televisão estava ligada num canal de esportes e um aroma de pizza de calabresa a cumprimentou, vindo da caixa aberta sobre a mesinha de centro. Ela se controlou para não de¬monstrar a alegria que sentiu ao vê-lo.
— Não, seu tolo! Abra os olhos! — gritando como se o juiz fosse se beneficiar de sua sabedoria, ele se sentou e agitou o controle remoto, apontando o jogo de futebol. — Aquilo não foi falta. Qual¬quer um poderia ver isso.
Hermione fechou a porta atrás de si e tirou as botas de caubói que Harry levara para ela.
— Olá.
Virando a cabeça para vê-la, ele enviou-lhe um sorriso de lado, então voltou a atenção para o jogo.
— Ei, querida, só um minuto... Não! — gritou ele, cerrando os punhos. — Não, seu tolo. Olhe, olhe! Viu? Estou certo. Dá para ver direitinho no replay — ele deitou novamente no sofá e olhou para Hermione. — Tomei a liberdade de pedir uma pizza, pequeninha, já que você não voltou mais à mesa. Imaginei que ficaria com fome depois de conversar muito com sua avó — ele deu um tapinha no sofá a seu lado. — Sente-se aqui comigo.
Ela queria chorar. A extrema alegria daquele momento era qua¬se mais do que podia suportar.
— Cerveja? — sugeriu ele. — Eu trouxe algumas na mala e coloquei no frigobar para gelar. Combina muito com futebol.
— Adoraria uma cerveja. Obrigada. É um prazer chegar em casa e lhe encontrar, marido.
Harry sorriu quando ela juntou-se a ele no sofá. Depois de abrir a latinha de cerveja, ele estendeu-a para ela. Um arrepio percorreu a espinha de Hermione quando seus dedos roçaram nos dele. Aquilo sim era felicidade. Depois de alguns goles do líquido gelado, um pedaço de pizza caiu como uma luva. Como ele sabia que estaria faminta? Nunca conhecera alguém com tanta consideração.
— Então, conte-me, querida. Eu já estava começando a me preo¬cupar se você sairia viva de lá.
Ela assentiu.
— Eu também. Lamento ter demorado tanto, mas Minerva tinha algumas cartas na manga, como sempre — ela lambeu os dedos e deu outro gole na cerveja. Aquilo estava tão delicioso. Notou que ele já havia comido algumas fatias de pizza.
— Você não comeu o bastante no jantar?
Harry tirou os olhos da televisão e a encarou.
— Na verdade, não — ele riu. — Acho que ninguém comeu bem esta noite. Todos ainda estavam chocados com a minha presença.
— Como você se saiu depois que eu me retirei?
— Você teria ficado orgulhosa. Tem uma grande mancha de vinho no meio da toalha de mesa agora, mas eu disse a Charles para não se preocupar, pois o enfeite de centro cobre a maior parte da mancha — sorrindo, ele bebeu um pouco de cerveja.
— Como isso aconteceu?
— Oh, tentei demonstrar algumas técnicas de laçar gado com uma corda que encontrei lá, e então me veio a idéia de acertar a garrafa de vinho.
Hermione deu uma gargalhada.
— Ah, como eu queria ter visto isso!
— Você não perdeu muita coisa. Depois do episódio da corda, expliquei sobre a nossa vida juntos. Para sua informação, nós dois somos ávidos jogadores de boliche, quando não estamos pescando ou acampando. Ah, e todos ficaram horrorizados quando contei o que fazíamos aula de dança moderna. Acho que não apreciaram minhas habilidades.
— Oh! — Hermione pôs o pedaço de pizza no prato sobre a mesa de centro. Com os olhos fechados, ela ria sem parar.
— Lambi meu prato, empilhei os pratos deles assim que deram a última garfada, carreguei tudo para a cozinha, voltei com a garrafa de café e servi todo mundo. Depois deixei uma gorjeta sobre a toalha para o sujeito que fica levando e trazendo coisas da cozinha.
— Pare! — implorou ela no meio de um ataque de riso. — Você está me matando.
Ela jogou uma almofada que tinha caído do sofá em cima dele. Covinhas formadas pelo largo sorriso, Harry segurou os pés dela, colocou-os no colo e começou a massageá-los. Foi o paraíso.
— Então, como foi a reunião com a vovó?
Hermione limpou as lágrimas de riso que ainda lhe escorriam pelo rosto.
— Oh, não foi tão divertido quanto o jantar. Como sempre, nossa conversa foi cheia de frustrações — ela olhou para os pés. — Hum, obrigada, está delicioso. Se estiver interessado no emprego, estou disposta a lhe contratar para massagear meus pés depois do meu turno no Ned.
— Acho que poderei aceitar o cargo. Mas então, o que Minerva tinha a dizer?
— Bem, ela me pediu para representá-la amanhã à noite como anfitriã na apresentação de uma linha de produtos da Lindon House. Duas vezes por ano, ela faz uma festa de negócios para os clien¬tes mais importantes no salão de convenções do melhor hotel de Dallas. É para os compradores e para a imprensa. Então alegou que está muito doente para ir, mas sei que não é isso. Vi com que força ela abriu as portas da biblioteca agora pouco.
— Sim, ela estava se movendo rápido o bastante para competir numa corrida de quinhentos metros. O hotel é o Autumn Leaf, não?
Hermione engoliu um gemido de prazer.
— Sim. Você já esteve nesse hotel?
Ele pigarreou.
— Ouvi falar.
— Ah. Bem, agora terá a chance de conhecer, porque deixei bem claro que só iria se fosse com você. Disse-lhe que precisava de um assistente para me ajudar a demonstrar os produtos. Sinto muito por você.
— Demonstrar? — ele fez uma careta engraçada. — Você falou que era uma companhia de maquiagem?
Hermione riu.
— Sim, mas não se preocupe. Dessa vez os produtos são mas¬culinos. Loções pós-barba, perfumes, esse tipo de coisa...
Ele pareceu levemente aliviado.
— Posso fazer isso, suponho.
— Também acho que você pode — ela o olhou pensativamente. — Na verdade, acho que podemos aumentar nossos esforços para que eu seja deserdada. Minerva adora se gabar de que suas festas são imbatíveis no mundo da maquiagem.
— Certo. Ela não vai ter muito do que se gabar depois dessa tal apresentação. Confie em mim.
Hermione olhou para ele, perguntando-se sobre o que mais ele entendia. Harry era uma caixinha de surpresas e uma fonte cons¬tante de diversão e encantamento.
— Ronald estará lá.
Ele fez uma careta.
— Verdade?
— Sim. Ele é uma grande peça nos nossos negócios. A família dele deu o impulso inicial a Lindon House.
— Ah, estou começando a entender. É bastante óbvio que Minerva esteja colocando você para representar a empresa.
— Sim — ela assentiu, perguntando-se onde ele queria chegar.
— Só posso pensar que vovó está tramando algo.
— Não seria a primeira vez. O que acha que ela está planejando?
— Acho que sua avó espera que se você a representar amanhã, irá tomar gosto por tudo que ela acha tão atraente no mundo dos negócios. E pode ser mesmo muito atraente, sabia?
— Como você sabe sobre os atrativos de uma vida com muito dinheiro? — Hermione perguntou, intrigada.
Harry deu de ombros, enquanto um lindo sorriso esculpia seus lábios. Em seguida, falou:
— Ouvi falar. De qualquer modo, Minerva provavelmente pensa que você ficará encantada com as maneiras educadas de Ronald, que a comparação comigo vai ser gritante e que talvez você veja a luz e decida anular nosso casamento.
— Nunca — Hermione riu alto. — Prometi amar você até acabar o fim de semana, e falei sério, lembra-se?
— Essa é minha mulher!
O olhar sexy de Harry de repente fez o coração dela disparar. Felizmente, o time cometeu uma outra falta grave e ele foi forçado a tirar os pés dela do colo, pular do sofá e ameaçar socar a televisão.
Algum tempo depois, após momentos relaxantes de tevê, pizza, cerveja e uma conversa deliciosa, era hora de encerrar a noite.
Apesar do esforço para ficar acordada, Hermione estava boce¬jando. Do corredor, as batidas suaves do relógio do avô soaram a hora tardia.
— Já são onze horas? Como a noite voou — novamente ela bocejou.
Harry balançou a cabeça. Indo para a beirada do sofá, começou a arrumar a mesinha de centro. Quando ela tentou ajudar, ele lhe empurrou as mãos.
— Você parece exausta. Eu cuido dessa bagunça e você pode ir dormir.
Hermione sorriu, sonolenta.
— Você é mesmo um marido maravilhoso, querido. Desculpe-me se eu e nossos nove filhos não lhe dizemos isso com freqüência — para brincar, ela se encostou contra ele e riu.
Harry a fitou, encantado.
— Ah, minha garota, sabe que vivo para servir você e nossos pequeninos!
Mais do que nunca, ele queria puxá-la para seus braços e bei¬já-la, dessa vez sem platéia. Mas não seria certo. Não àquela altura do jogo. Se queria fazer Hermione mudar de opinião sobre casa¬mento, ajudá-la a esquecer o trauma criado pela possibilidade de um casamento arranjado com Ronald e a sede de liberdade pelos anos de clausura na casa da avó, ele teria de ir com calma. Então, apenas acariciou-lhe delicadamente as costas e respirou fundo, ten¬tando se controlar.
— Vá dormir. Não se preocupe comigo. Sou capaz de encontrar minha cama.
Hermione se espreguiçou.
— Combinado. Vejo você pela manhã — ela parou no caminho para o quarto. — Harry?
— Sim?
— Obrigada. Por tudo. Você foi muito... convincente esta noite. Sei que provavelmente deveria ter outros compromissos com ami¬gos para esse fim de semana, mas prometo que o recompensarei por isso.
— Não se preocupe comigo. Para ser honesto, há muito tempo não me divertia tanto.
A face dela se iluminou de prazer.
— Eu também não — após se entreolharem por um longo mo¬mento, o silêncio começou a pesar.
— Bem, é melhor eu ir dormir. Boa noite.
— Boa noite, Hermione.
Ele a observou ir para o quarto e fechar a porta. Ficou parado por um longo instante, apenas absorvendo o momento aconchegan¬te. Então seria assim estar casado com Hermione. Nem mesmo seus devaneios mais criativos chegariam perto da fantástica realidade.
Harry limpou a mesa de centro com guardanapos de papel, colocou as almofadas de volta no sofá, desligou a televisão, apagou as luzes e foi para o banheiro escovar os dentes.
Quando estava de pijama embaixo dos lençóis, ouviu uma batida na porta da suíte. Sentando-se rapidamente na cama, ordenou a si mesmo que mantivesse a calma. Alguém queria entrar no quarto de Hermione. Alguém que poderia ver que estavam dormindo em camas separadas. Levantando-se num salto, esticou as cobertas, afofou o travesseiro e chutou suas roupas para baixo da cama.
— Hermione — chamou ele baixinho com sua sacola de viagem em mãos. — Hermione! — Pelo barulho, ela ainda estava no ba¬nheiro e ele entrou no quarto.
Outra batida à porta, dessa vez mais impaciente.
— Hermione!
Bocejando, ela saiu do banheiro e soltou um grito quando colidiu com Harry. Ele largou a alça da sacola e a segurou pela cintura quando viu a palidez provocada pelo susto. Ela estava com uma camisola de seda tão macia e fininha que ele podia sentir a curva dos quadris sob as mãos.
— Psiu! — ele pôs a palma da mão sobre a boca de Hermione. Ela lutou contra Harry, empurrando-lhe o peito com as duas mãos.
— Quieta! Tem alguém na porta — as mãos dela pararam e ele se perguntou se Hermione podia sentir como estava difícil a respiração dele no momento. — Arrumei minha cama e achei me¬lhor vir para cá.
Quando ela assentiu em compreensão, ele tirou a mão dos lábios dela.
Outra forte batida à porta.
Hermione pigarreou.
— Quem é? — perguntou ela, em tom amável.
— Minerva. Preciso lhe falar por um momento — veio a resposta fraca, acompanhada de uma tosse seca.
— Só um minuto — respondeu ela, e então sussurrou para Harry: — Vamos.
Ela o pegou pela mão, eles correram para a cama, se enfiaram embaixo das cobertas e se mexeram um pouco para fazer parecer que alguma atividade noturna acontecera ali. Harry amassou to¬dos os travesseiros, assim como alguns bichos de pelúcia que esta¬vam na cama. Corada, Hermione se sentou na cama.
— Ótimo. Está bem convincente, não acha?
Ele puxou a colcha da cama e a jogou no chão. Então apoiou-se sobre o cotovelo e sorriu para ela.
— A única coisa que poderia acrescentar, seria um cigarro aceso.
Hermione riu.
— Eu não fumo.
— Então acho que estamos prontos — disse ele.
Ela saiu da cama e foi para a porta. Quando a abriu, Minerva entrou, máscara de oxigênio no rosto. O tanque estava no corredor e o tubo tinha se soltado do aparelho, mas a mulher mais velha não parecia ter notado.
— Vovó, que surpresa! O que deseja a essa hora?
— O que quer dizer, a essa hora? — ela ajeitou o xale nos ombros. — Do que está falando? É cedo. Talvez na fazenda, você durma com as galinhas, mas aqui na cidade, onde vivem pessoas civilizadas, negócios são rotineiramente conduzidos à noite.
Minerva lançou um olhar suspeito para dentro do quarto de Hermione. Harry acenou para ela da pilha de travesseiros onde es¬tava deitado.
— Ei, vovó! Tudo bem?
Minerva bufou impaciente e inalou profundamente da máscara inútil. Hermione seguiu o olhar da avó. Sua própria respiração se acelerou, embora por razões completamente diferentes das de Minerva.
A visão não era uma que alguém pudesse esquecer facilmente. Minerva não era a única que precisava de oxigênio.
O torso nu de Harry, todo musculoso, brilhava num lindo for¬mato sob a luz fraca do abajur. Os músculos do bíceps eram de encher os olhos. A cabeça apoiada sobre um braço, enquanto o outro descansava sobre o abdome rígido. Um pé estava para fora dos lençóis, expondo uma perna longa. A sensação daquele peito forte contra seus seios quando ele a segurara instantes antes voltou à mente de Hermione, e ela enrubesceu. Quando Harry a fitou, o convite brincalhão nos seus olhos era inconfundível.
— Eu, hum... — Hermione desviou os olhos da cama e forçou-se a se concentrar em Minerva. — Do que você precisa, vovó?
Minerva estendeu-lhe uma pasta.
— Aqui — ela tossiu. — Minhas anotações para amanhã à noite. Se você começar a ler agora, poderá estar preparada na hora do evento — ela olhou com desprezo para Harry.
— Mas... mas você disse que eu não precisava fazer muita coisa...
A avó a cortou:
— Você precisará ter alguma informação desses produtos, ou acabará parecendo uma tola. Não lhe custa nada ler os relatórios sobre análises dos produtos, comparações do mercado, potencial de ações, composição química, resultados do mercado de teste, cam¬panhas de publicidade pendentes, recomendações, e relatórios fi¬nanceiros da Lindon House — ela bateu a mão na pasta. — Está tudo aqui.
Hermione olhou para Harry, então voltou-se para Minerva:
— Parece fascinante.
Assentindo com um movimento de cabeça, Minerva virou-se para sair.
— Se você tiver dúvidas, estarei acordada. Nos últimos meses venho sofrendo de uma terrível insônia.
— Não deixe os mosquitos noturnos lhe picarem — sugeriu Harry.
Minerva bufou e se foi.
Suspirando longamente, Hermione fechou a porta do quarto e jogou a pasta em cima da cama.
— É por isso que não quero o emprego. Detesto esse tipo de coisa. Análises de mercado — ela pôs a língua para fora numa careta, e Harry riu.
— Ah, não é tão ruim assim.
Ela deitou-se na cama a seu lado.
— Como você sabe?
Ele sorriu.
— Ouvi falar.
Ela levantou a cabeça e o encarou.
— Você ouve falar sobre muitas coisas.
— Sou um bom ouvinte.
Ela deu uma risada baixinha e rouca e o coração de Harry disparou. Espelhando-se nele, Hermione apoiou-se sobre o cotovelo e o olhou carinhosamente.
— Sim, você é.
Para evitar continuar olhando-a fixamente, Harry pegou a pas¬ta de arquivo de cima da cama e a abriu, folheando as páginas. Assim como Minerva dissera, estava tudo lá. Rapidamente, ele deu uma olhada nos gráficos e indexes de lucro, e ficou impressionado. A velhinha trabalhava duro. Não faria mal algum a Hermione saber algumas daquelas informações. Na sua humilde opinião, Minerva tinha razão. Os membros da família deveriam se inteirar dos ne¬gócios da mesma.
Ele a fitou.
— O que acha se estudarmos isso juntos? Posso lhe dar uma mão — Harry ofereceu.
Ela bocejou longamente.
— Acho a ignorância bem-aventurada.
— Não. Conhecimento é poder.
— Hum — ela fechou os olhos. — Certo, então leia em voz alta. Posso aprender dormindo.
Novamente, um intruso bateu à porta.
— Oh, não! — Hermione sentou-se na cama. — Quem é?
— Sou eu, Minerva.
— Ela veio nos espionar e certificar-se de que estamos fazendo a lição de casa — murmurou Hermione.
— Entre, vovó — gritou Harry. — A porta está aberta.
— Harry! — atrapalhada, Hermione se enfiou debaixo das co¬bertas ao lado dele.
— Hum... Agora está melhor — sussurrou ele, puxando-a para mais perto de si e pousando a cabeça dela em seu peito. Com dedos preguiçosos, começou a lhe acariciar os cabelos.
— Ei, olhe quem está aqui, pequena. Vovó veio nos visitar... de novo.
Minerva, como sempre, o ignorou e falou com a neta:
— Esqueci-me de incluir os discursos que você terá que fazer amanhã à noite.
— Não se preocupe, vovó — intrometeu-se Harry. — A senhora não está interrompendo nada. Ainda.
— Eu não estava preocupada em interromper. — Com expressão emburrada, ela jogou os papéis no criado-mudo de Hermione e sem nem uma palavra mais, saiu do quarto, batendo a porta atrás de si.
Eles ficaram imóveis por um momento, ouvindo os passos de Minerva afastando-se. Silêncio.
— Escutou isso? — perguntou Harry.
— Não, o quê?
— É o som de sua avó tirando você do testamento.
— Podemos sonhar com isso? — ela saiu de cima do peito de Harry e deitou no travesseiro. — Aquela parte em que você falou que teremos nove filhos foi o máximo. Tenho certeza de que você conseguiu irritá-la bastante.
Com a cabeça para trás, os cabelos sedosos caindo-lhe sobre a face angelical na luz suave do abajur, Hermione nunca parecera mais linda para ele. A pele era tão suave, os dentes tão perfeitos, a boca tão macia e convidativa para um beijo.
— Quanto você quer apostar que ela vai voltar? — perguntou Hermione.
— Não duvido nada.
Harry sentou-se, necessitando colocar alguma distância entre ele e aquela mulher que o fascinava mais a cada segundo.
— De qualquer forma, você precisa dormir um pouco. Parece que amanhã será um longo dia.
— Um dia infinitamente chato, na minha opinião — Hermione reclamou.
Ele pegou os papéis do discurso.
— Importa-se se eu der uma olhada?
— Se essa coisa excita você, fique à vontade.
Não o excitava tanto quanto a beleza deitada na cama a seu lado, mas aquela não era a questão.
— Obrigado — alisando de leve o rosto dela, Harry saiu da cama e foi para a poltrona do outro lado do quarto. Quanto mais longe, mais seguro.
Ele sorriu e piscou.
— Vou me sentar aqui e ler um pouco. Hermione fechou os olhos e sorriu.
— Certo. Vou ficar deitada aqui e descansar os olhos.
Dentro de poucos momentos, ela estava adormecida. Harry le¬vantou os olhos dos documentos que tinha nas mãos e a observou dormir com um desejo que nunca conhecera antes.

------------------------------------------------------------------------------------------

Continua...

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.