Porque eu só vivo pensando em você
É sem querer, você não sai da minha cabeça mais.
O vento lá fora rugia e batia contra as janelas, mais Draco não se importava, qualquer um estaria em sua sala comunal aquela hora da noite sobre a proteção de uma lareira quente e na companhia dos amigos, mais ele não. Draco estava sentado debaixo de uma das milhares de escadas de Hogwarts ouvindo o vento lá fora trazer a tão esperada e cruel tempestade. Estava numa posição invisível aos de fora, vendo o castelo escurecer cada vez mais mesmo sobre as chamas de velas dançantes nas paredes ao redor. Gostava da calma que o lugar estava passando, não queria ir para o salão comunal pois não tinha motivos agradáveis para estar lá, como amigos. Estava até fugindo de Pansy, que parecera mais grudenta nos ultimos dias, o que o irritava. Estava com o pensamento longe, tentando prever um futuro próximo. As palavras da Wesley caçula ainda martelavam em sua mente cortando as linhas de pensamento como laminas. Ele não se importava em ser comensal, na verdade não tinha feito muita diferença até então, mais Draco não tinha pensado realmente em morrer pela causa, e no dia anterior as palavras da ruiva foram como se o tivessem trazido para a terrivel realidade que ele escolhera um lado, e estava arriscando sua vida, perdendo ou ganhando. O pensamento o incomodava, ele não estava disposto realmente em se dar tanto em algo que nem sabia se valia a pena, não era bonzinho, mais também não se importava se Voldemort caisse. Tentou imaginar como seriam as batalhas que enfrentaria, quantos teria que matar, e se morresse pelas mãos de quem seria. Não realmente ele não estava disposto a morrer, nem sabia se realmente mataria assim com tal friesa, ele era cruel, mais duvidava se era o suficiente para tirar a vida de alguém. Imaginou-se cara a cara com Potter. Tinha muita raiva, mais não conseguia se ver o matando. Lembrou-se da Wesley, ela certamente iria lutar ao lado da familia e do amado namorado. Imaginou-se novamente em batalha, só que agora cara a cara com ela e algo dentro dele pareceu extremecer, um mal estar subito e incomodo. Lembrou-se dos olhos dela brilhando de raiva ao gritar com ele, imaginou se estaria daquela maneira durante a luta, e então seria um dos dois, ou mata-la ou deixar que ela o matasse. Tentou criar a imagem dos dois lutando mais não conseguiu, ao invés disso conseguiu imaginar os olhos castanhos amendoados sem vida. Sacudiu a cabeça desejando não imaginar mais aquilo, porém não conseguiu e sentiu algo em seu coração pesar em sinal de protesto. Não queria que acontecesse, não sabia porque mais não era certo olhos tão bonitos e cheios de vida serem apagados por uma causa tão idiota, e de repente sentiu vontade de que nada pudesse acontecer a ela. Era tão pura, tão leve quando se deixava corar, era como um anjo, um anjo que não merecia sofrer, e sim sempre estar em segurança para poder conservar tal pureza e graça. Sentiu-se triste. Estavam em lados opostos, e talvez aquele dia chegasse, e não queria ser o responsável pela aquela atrocidade, mais se não fosse ele poderia ser outro. A idéia o deu repugnancia e ele sentiu vontade de não ser mais nada daquilo, de leva-la pra longe e protege-la de tudo aquilo, mesmo ela sendo uma Wesley, mesmo ela sendo uma grifinória, mesmo ela amando Potter. Seu coração se apertou sem querer e ele se sentiu ainda pior. Potter tinha tudo, e naquele momento, ali sozinho e com pensamentos que certamente não lhe pertenciam ele descobriu que não se importava mais. Potter podia ter tudo que ele não estava mais nem ai.
Só uma coisa que Potter tinha naquele momento que Draco gostaria de ter, os olhos castanhos vivos tão lindos quando brilham e tão intocáveis quando perdidos, a boca mais perfeita e vermelha que já vira, e que tanto queria saber o gosto, as sardas tão graciosas e impossiveis de se contar, a sensação de cocegas de ver um rosto tão bem moldado atingir um vermelho tão intenso em apenas segundos, a sensação de levesa pelo contraste de ver todo dia cabelos ao mesmo tempo tão graciosos e tão chamativos. De repente Draco percebeu, ele queria Gina Wesley. Percebeu o quanto aquilo era inesplicávelmente assustador. Tentou afastar o pensamento, ele podia conseguir algum dia ter tudo o que sempre quis, mais não Gina Wesley, simplesmente porque eram incompativeis, inimigos, completamente diferentes, e ela já pertencia a outro, e esse outro era ninguém menos que Harry Potter. Ele havia conseguido-a sem esforço algum desde sempre e Draco agora sentia o quanto aquilo lhe angustiava. E o pior é que estava assustado com a onda de sentimentos que naquele momento o atingiam, e forçou-se a pensar que era apenas desejo por aquilo que era errado, e que logo passaria, era apenas questão de tempo. Tudo aconteceu tão rápido, passaria rápido então. Já ia se levantando tentando parar de pensar e sentir coisas tão inoportunas quando ouviu passos de alguém correndo e ficou quieto com medo de ser descoberto, parou e só então ouviu que quem quer que fosse estava chorando. Chorando talvez seja uma palavra bem simples, fosse quem fosse estava desesperado pois os soluços eram audiveis e emitia um som de angustia que dava um certo sentimento de pena em Draco. Percebeu que o som ia se afastando e resolveu dar uma espiada e ver se ainda dava para saber quem era. Ao sair debaixo das escadas sentiu-se tonto por um momento. Ao fim do corredor estava correndo a dona de tanta tristeza, e ela tinha cabelos flamejantes estremamente graciosos.
Draco não sabia o que fazer, não sabia o que sentir, suas pernas estavam travadas e a razão o obrigava a permanecer aonde estava, seus coração porém gritava para ir atrás dela enquanto havia tempo e saber o que estava acontecendo. Um segundo de duvida porém e ele se decidira, não podia ignorar cada particula do seu corpo que gritava para ir atrás dela e de repente se viu correndo pelos corredores de Hogwarts tentando seguir quem tinha posto tantas duvidas em sua mente e bagunçado tudo em apenas um só dia.
Gina corria, corria mais que suas pernas poderiam aguentar mais isso não a incomodava no momento já que a dor que sentia era tanta que chegava a ser fisica. Ela queria fugir, fugir de tudo e de todos, fugir da dor que estava consumindo cada particula do seu corpo e alma, fazendo-a sentir-se caindo num abismo profundo de uma forma vaga e lenta da qual não mais sairia. Ela não se importava se alguém a visse, nada tinha mais importancia. Enquanto corria sentia as lagrimas quentes escorrendo livremente e os soluços vindos a sua garganta sem que tentasse reprimir, talvez assim a dor se esvasiasse. Ela queria gritar, gritar até a dor passar, queria poder estar sozinha para que ninguém visse como estava frágil e fraca naquele momento, queria poder esquecer de tudo e principalmente dele, mais simplismente não podia. Harry Potter tinha sido muito importante pra que ela crescesse e amadurecesse, mais no seu intimo jamais criara esperanças de ser correspondida, e qual não foi sua surpresa quando ele a tomou nos braços e a beijou como se sempre quisesse aquilo. Foi como se ela tivesse corrido muito e alcansasse um objetivo que não estava crente que alcançaria, e ela estava feliz. Aqueles ultimos meses ela tinha conhecido pela primeira vez como ser feliz e fazer alguém feliz da mesma maneira e foi mágico. Mais estava bom demais pra ser verdade. Não era justo lhe mostrarem a felicidade e a arracarem como se não fosse nada. E daí se ele tinha um mundo bruxo pra salvar, ela estaria lá, e o apoiaria em tudo, daria a própria vida se fosse preciso. Mas sempre tinham que achar que ela era como uma boneca que não serve pra nada e precisa de proteção. O pior é que ela estava prevendo isso, sabia que aconteceria a qualquer momento e tentou se preparar mais não conseguiu, e até se controlou quando ele disse que não poderiam continuar, repirou fundo e disse que tudo bem, abraçou e deu uma desculpa a toa para sair dali. Porém no momento em que se viu sozinha e longe dele simplismente desmoronou, e deixou que as lagrimas viessem. Ela precisava se controlar, não queria ser tão dependente de alguém daquela maneira. Se viu fora do castelo com o vento gelado cortando seu rosto e as lagrimas quentes parecendo teimar em continuar escorrendo, chegou ao lago, o mesmo lugar que estava no dia anterior, que hoje parecia mais fantasmagorico sem a luz do sol passando por entre as folhas das enormes arvores ao redor, que naquele momento faziam um barulho estridente como se protestando a brutalidade do vento em seus galhos. Sentou-se no mesmo lugar abraçando os próprios joelhos e se entregando ao sentimento que sentia no momento. Sacudia-se mais não de frio, mais de desconsolo, e ao mesmo tempo em que se sentia triste se sentia tola por sofrer naquela maneira.
De repente algo a tirou daquele estado quase de abstinencia e ela se assustou com uma voz fria bem próxima a ela.
- Realmente acho que me enganei com você Wesley, definitivamente você está longe de ser forte e determinada como aparentou ontem. Simplismente nada justifica este estado deprimente que você se encontra agora, tão fraca e vulnerável.-Foi a unica coisa que veio na cabeça de Draco naquele momento, que a tinha seguido todo o tempo e observado ela sentar e chorar, com uma estranha sensação de desespero e incapacidade.
Gina o encarou por um momento totalmente perplexa, não sabia o que responder, e ela sabia que a situação que se encontrava era estremamente humilhante, e percebeu que naquele momento não tinha forças para revidar, apenas abaixou a cabeça chorou um pouco mais alto antes de responder.
- Por favor me deixe em paz Malfoy, vai embora.- A voz dela saiu embargada e fraca.
Draco sentiu-se pior, queria poder ajudar, mais daquele jeito seria impossivel.
- Porque você está assim ? Sinceramente não combina com você esse drama todo, faz você parecer fragil demais, qualquer um teria pena.
- Eu não preciso da sua pena e nem da pena de ninguém Malfoy, só me deixe em paz, você não tem nada a ver com isso.
- Você não me dá pena, não sou qualquer um. Não me dá pena simplismente por saber que você não é boba nem fragil como está aparentando no momento. E eu não vou embora até saber o que realmente conseguiu quebrar todo seu forte autocontrole, foi Potter não foi ?
- É tão obviu assim?- Gina perguntou deixando-se levar, afinal Draco Malfoy foi realmente a primeira pessoa que a viu dá forma que ela era.
- Bom só está estampado na sua cara. - O que era realmente uma mentira pois ele estava apenas especulando. Na verdade quando confirmou que era pelo Potter sentiu vontade de esmaga-lo, é obviu que tinha esperimentado a sensação antes, mais nunca tão forte como agora.
- Nós terminamos.. ou melhor.. ele terminou, e tudo por culpa dessa guerra idiota, como se eu fosse de vidro e precissasse de proteção, isso é absolutamente ridiculo.- Gina tinha parado de chorar e agora estava quase gritando, sabia que precisava desabafar, só não tinha certeza se Malfoy era a pessoa certa para isso.
Draco não sabia o que pensar. Por um instante sentiu-se mais leve e tranquilo, e depois sentiu vontade de rir, afinal de contas não poderia julgar Potter, ele mesmo tinha sentido vontade de protege-la havia alguns minutos, mais de uma forma diferente, pois iria com ela. Ficou contente por ser egoista naquele momento e não sentir vontade nenhuma de salvar o mundo e como consequencia abrir mão de Gina. De repente percebeu o quão idiota era aquele pensamento já que não teria de abrir mão dela nunca pois ela nunca chegaria a ser dele. Bom por um lado positivo da coisa agora ela não pertencia mais a Potter, estava livre. Olhando pra ela ele percebeu que ela não precisava de proteção alguma, era forte sozinha, e isso o deixou orgulhoso. Ela agora parara de chorar e Draco percebeu que deveria dizer alguma coisa, mais no instante que ia abrir a boca ela virou-se pra ele e disse.
- Sabe que você é a unica pessoa que me enxerga como eu realmente sou, os outros me veem fraca demais, e não consigo mudar isso.- Ela olhou diretamente nos olhos azuis ao dizer isso e sentiu-se melhor, sentiu-se grata e nem reparou o constrangimento do loiro.
- Ham bom isso é totalmente culpa sua.
- Culpa minha?
- É, porque você deixa que eles pensem assim. Por exemplo você não demonstra a força que tem, nesse caso mesmo, é bem previsivel pra todos que essa seria sua reação. Chorar até se desidratar pelo Cicatriz. E olha que eu te previne que o Potter prefiria salvar as pessoas, não sei bem porque, mas ele é meio traumático sabe.
Gina sorriu, como a muito tempo não fazia e sentiu-se mais leve, como a semanas não se sentia. Era absolutamente estranho, mais ela estava melhor e mais relaxada por conversar com ele. Ele é um Malfoy, tentava repetir para si mesma, mais observando-o assim, tendo uma conversa amigável e tentando de alguma forma ajuda-la ele parecia outra pessoa. E Gina gostou de conhecer esse outro lado Malfoy. Mirou os olhos azuis e o cabelo, não mais lambido, agora caindo-lhe aos olhos e mais uma vez gostou da paz que a imagem lhe causava. Ele era bonito, nunca tinha reparado que atrás de todo aquele sarcasmo e ironismo havia aquele sorriso tão cativante. Relaxou e deixou que a calma se instalasse em seu coração.
Draco observou-a sorrir satisfeito consigo mesmo, na realidade nem tinha tentado faze-la sorrir, saiu naturalmente, aliás era incrível como tudo saia natural quando conversava com ela, tentou lembrar de fazer aquilo mais vezes, sentia cócegas engraçadas no estomago quando a fazia sorrir, era extremamente prazeroso. Percebeu que era a segunda vez em dois dias que ficava feliz consigo mesmo por mudar o estado de espírito dela, e assustou-se por um momento. Começara a se questionar se aquilo era realmente algo bom ou ruim mais perdeu a linha dos pensamentos quando encontrou os olhos de amendoados da garota, não conseguiu pensar em mais nada a não ser nas sensações novas que ela lhe causava, percebeu ela mais calma e relaxada, encontrou com os olhos a boca perturbadoramente vermelha e sentiu uma vontade incontrolável de senti-los.
Ficaram encarando-se por um longo tempo sem perceberem que estavam fazendo isso, cada qual pensando na confusão de sentimentos que um estava fazendo o outro sentir. Nem perceberam o tempo cada vez mais pesado que os cercava. De repente uma trovoada próxima os acordou do transe, e acabaram por se dar conta que a tempestade estava começando e eles estavam longe do castelo, e precisariam se apressar.
- Nós temos que sair daqui, já está começando a chover e anoitecer, temos que chegar ao castelo e tomar cuidado para ninguém nos pegar ou estaremos encrencados.- disse Draco levantando-se.
-Tudo bem, vamos.
Não tinham dado nem dois passos quando a chuva apertou e ambos começaram a correr. O vento batia contra os dois impossibolitando assim que fossem mais rápido. Ambos já estavam ensopados e exaustos por correrem tanto. Os gramados da escola já estavam cercados de poças, e acabavam por se tornarem escorregadios, e Gina que estava um pouco atrás acabou caindo chamando atenção de Draco que voltou para onde ela estava.
- Você está bem ? – perguntou gritando e por impulso estendeu a mão a garota que a segurou para se levantar e ficar de frente para ele, de um jeito mais próximo do que eles jamais tinham estado.
E ai Draco sentiu, assim que a pequena e morna mão de Gina Wesley se apertou contra a sua ele pode sentir seu corpo todo respondendo ao simples toque, como se uma corrente elétrica passasse por ele causando arrepios completamente agradáveis, aquecendo-o todo. Sua mão era tão delicada e quente que ele sentiu vontade de nunca mais solta-lá. Ele que até aquele momento controlou a vontade imensamente forte que tinha de traze-la mais perto, não achava certo, era território inimigo e proibido, tinha agora vontade de não ficar mais sem sentir o que aquilo lhe causava. Assim que ela se levantou ainda de mãos dadas com ele, notou que ela estava próxima demais, e de novo a vontade que beija-la fez seu coração apertar e bater tão alto e sem compasso que ele ficou com medo que ela ouvisse.
Gina por sua vez sentiu a mão fria e delicada de Draco segurando suavemente mais de um jeito firme a sua, e seu corpo amoleceu instantaneamente. A forma como o toque era ao mesmo tempo tão firme e delicado fez com que ela esquecesse que estavam em meio à uma tempestade, fez com que ela esquecesse toda aquela tristeza de minutos atrás, ela se esqueceu de tudo, e só pode sentir seu coração acelerar fora do compasso e seu corpo se encher de sensações ao mesmo tempo leves e carregadas de euforia.
Draco observou com o coração aos pulos os cabelos flamejados molhados caindo e colando no rosto dela. A roupa já completamente ensopada colando e mostrando de uma forma não vulgar as formas do corpo da garota. Era a visão mais linda que ele virá em toda sua vida, e ele iria levar com ele, ele sabia, pra sempre. Um trovão próximo o tirou de seus devaneios e ele segurou mais firmemente a mão da garota e voltou a correr. Sabia que poderia solta-la, mais não queria e não conseguia quebrar a gostosa onda de sensações que o tomavam deixando-a ali.
Quando chegaram a entrada do castelo ela estava deserta, foi então que Draco não pode mais adiar e soltou a mão de Gina com medo de encarar a garota, porém quando virou achou-a de cabeça baixa e não se conteve.
- Foi o tombo ou o Potter? Caso seja o primeiro eu te levo a ala hospitalar se você quiser, mais se for pelo Potter eu vou achar que deveria ter te deixado na chuva, quem sabe você não derreteria com ela e parava de sofrer por quem não merece.- disse, mais Gina não respondeu imediatamente, apenas levantou os olhos marejados e encarou Draco pra depois de segundos responder.
- Obrigada. Por tudo, e não se preocupe, eu to bem, dos dois.- completou sorrindo e recebendo um sorriso do loiro ela continuou. – Agora é cada um pra um lado né. Grifinória –disse apontando pra si mesma- e Sonserina –apontando pra ele. - E Malfoy e Wesley. De qualquer jeito, não vou esquecer o que você fez hoje, foi bom conhecer esse lado Malfoy. Tchau. – Terminou se aproximando e após depositar um beijo suave na bochecha de Draco virou as costas e se afastou correndo deixando pra trás um surpreso e desolado Malfoy ainda com os dedos sobre o úmido local que a garota tinha colado seus lábios.
Ao se deitar Gina não controlou o sorriso ao levar a mão aos lábios, mais também não controlou as duvidas e lágrimas confusas que vieram depois. Estava totalmente perplexa e encantada pelo lado Malfoy que conhecera, mais sua razão não a deixava em paz. Ela deveria estar triste por Harry, mais no momento só pensava em tudo o que tinha vivido momentos atrás e nas sensações completamentes novas e inesperadas que aquilo tudo lhe trazia. E ao mesmo tempo sabia que tudo que estava sentindo era errado, que ele era um sonserino nojento e um Malfoy cruel, que eram de famílias inimigas e que nunca poderiam ter vivido momentos tão amigáveis e inesplicáveis como aqueles. E assim Gina adormeceu, chorando por tanta confusão, por ter percebido que algo dentro dela havia mudado, mudado por um Malfoy.
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Sentimentos começando a nascer. - Amo³
-Obrigada a todos que leram, !♥.. espero que continuem.
Nathália Di Napoli - Obrigada mesmo! -1º comentario e fooi muito importante, to meia triste e pensando em não postar mais. Valeu e espero que tenha gostado do 3!! Bjos;
Talvez, se houver mais comentarios animadores, semana que veem eu posto. !! ♥ xauxau!
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