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14. A hora se aproxima


Fic: Labirinto


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Duas pancadas discretas na porta. Apenas duas. Lúcio Malfoy estava aguardando com impaciência a chegada de um visitante ilustre. A cabana onde se encontrava estava protegida e ninguém podia aparatar em seu interior. Nem mesmo o visitante esperado. Era preciso ser vigilante e cuidadoso. Por isso, combinara a regra com Belatrix. Duas pancadas.
Kreacher já anunciara que o jantar estava pronto. Malfoy fumava seu cachimbo em silêncio. Andava muito irritado por ficar escondido naquele confim. Não aceitava a idéia de que a principal missão não lhe fora entregue. Ele não se importaria de dividir o comando com Belatrix. Estava acostumado a trabalhar ao lado da prima de sua esposa. Mas pensar que havia outra pessoa encarregada de uma parte essencial da operação em que os Comensais estavam mergulhados... ah, aquilo o oprimia. “Se esse sujeitinho imagina que vou aceitar ordens dele está muito enganado”, resmungou.
Finalmente soaram as duas batidas na porta. Malfoy se ergueu de um salto, a varinha a postos. Depositou o cachimbo na mesa e chamou por Kreacher. O elfo doméstico correu a abrir a porta e imediatamente entraram os visitantes.
- Mestre! Seja bem-vindo. Olá, Bela.
- Malfoy, demorou, mas nos reencontramos. Espero que tudo esteja bem.
- Está tudo dentro dos planos. Estou ansioso para ser mais útil, milorde.
- Primo, você não tem idéia de como é importante nesse processo. Agora, diga “olá” para Lovett. Ele fez questão de nos acompanhar – disse Belatrix, apontando para um terceiro visitante.
- Lovett, há quantos anos não nos vemos?! – sorriu Malfoy numa cortesia forçada.
- Não vamos perder tempo. Temos negócios a tratar – disse Voldemort, numa voz cortante. – Alastor Moody está entorpecido como mandei?
- Perfeitamente, milorde. Ele está a seu inteiro dispor.
- Ótimo. Vou terminar isto logo e depois podemos jantar.
Antes de entrar no quarto escuro onde Olho Tonto era mantido prisioneiro, Voldemort exibiu um brilho malévolo nos olhos de serpente e distendeu um sorriso gelado. Avançou com passos silenciosos, fazendo a capa negra ondular ligeiramente. Os Comensais o seguiram sem levantar ruídos. Em certas ocasiões, o Senhor das Trevas gostava de agir na quietude. Principalmente antes de arrancar informações valiosas de suas vítimas.





******




O concurso estava na reta final. Restavam cinco garotas na disputa da coroa de Miss Magia. Cho era uma delas. Hermione aplaudia vigorosamente quando a ex-apanhadora da Corvinal surgia no palco. Rony também aplaudia, mas com discrição. Estava torcendo pela representante da Hungria e deixara isso claro para os amigos. Mione criticara a escolha. “Ela é muito magra”, dissera, enciumada. Tonks assistia tudo sem fazer muitos comentários. Era a que mais se divertia, mas lembrava a todo instante que estava ali a trabalho. Harry funcionava no automático. Quando via os colegas aplaudindo, aplaudia. O resto do tempo passara bocejando. Ou com a cabeça longe, muito longe. Em Hogwarts. Em Gina.
Um coral de Veelas se apresentou antes do anúncio final. Rony, Harry e muitos dos homens presentes trataram de tapar os ouvidos nessa hora. “Elas são lindas, mas não quero perder a cabeça aqui. Não quando estou no meio de tantas bruxas bonitas”, brincou o ruivo assim que o show se encerrou.
- Arre, você só fala em beleza. Como se fosse um modelo de perfeição – alfinetara a amiga.
- De que mais vou falar se estamos aqui, no Miss Magia?
- Será que não para pensar um pouco no cérebro dessas moças? A sua candidata, por exemplo, não me pareceu muito esperta na fase das perguntas.
- Para que vou pensar no cérebro delas? Quando quiser me preocupar com a inteligência, vou até você, Mione - tripudiou.
- Não seja superficial. Não vou tolerar isso em você, seu poço de insensibilidade.
- Eu não sou superficial. Ei, Mione, você gosta de cavanhaque? Pensei em usar um esta noite, mas o Harry me fez mudar de idéia – brincou Rony.
- Pelo menos, um de vocês é sensato.
- A Luna gosta de cavanhaque – emendou, como se fosse um comentário inocente.
- Gosto não se discute!
- Não tivemos discussões suficientes por hoje? – estranhou Tonks.
- Isso é o normal deles – respondeu Harry, entediado.
A esse comentário seguiu-se uma sessão de “psius”. O mestre-de-cerimônias trazia nas mãos o envelope dourado com as posições das candidatas. Fazendo muito suspense, ele foi anunciando os nomes até que restavam apenas duas moças na disputa da coroa: a húngara e Cho. A ex-aluna de Hogwarts tremia dos pés à cabeça. Hermione estava histérica.
- Que seja a Cho! Que seja a Cho! Ah, Harry, você não está nervoso?! – perguntou, apertando a mão do amigo de absoluta ansiedade.
Harry estava mesmo um pouco ansioso. No fundo, torcia por Cho. Sabia que a garota explodiria de felicidade se fosse campeã. Mas não podia negar. Rony estava certo quanto à húngara. Era realmente deslumbrante.
- É um páreo duro – balbuciou.
Então voltou a sentir o incômodo que o atingira horas antes. A cicatriz começou a arder. Ficou enjoado repentinamente. Moveu a cabeça para os lados como se fosse afastar o mal estar.
- Aqui está muito abafado – disse, tocando a cicatriz com uma das mãos.
Um “psiu” o fez calar. Harry procurou se concentrar no desfecho do concurso. Viu o mestre-de-cerimônias se aproximar da platéia com o envelope na mão, aumentando o barulho das torcidas. Por que ele não encerrava logo aquela bobagem? O rapaz estava transpirando. Olhou para Cho, que não tirava sua atenção do pergaminho marcado com uma coroa, que reluzia, reluzia, reluzia. Harry piscou os olhos. A cabeça estava doendo. E o enjôo aumentava. Iria desmaiar justo agora?
- Diga logo – gritou, fazendo Hermione pular de susto.
- Ok. Estou vendo que tem gente muito angustiada por aqui! – disse o apresentador, sorrindo largamente. – Aplaudam a nova Miss Magia, senhorita Dóris Vaclav!
Uma parte da multidão gritou. Rony ergueu uma das mãos do ar, mas a abaixou assim que notou o olhar furioso de Hermione. Cho derrubou uma lágrima, que tratou de limpar rapidamente. E voltou seu rosto para onde estavam seus convidados. Nesse minuto, Harry soltou outro grito. Desta vez, terrível. Ele se curvou sobre o corpo e caiu pesadamente no chão. Rony correu até o amigo e ergueu sua cabeça. Harry estava muito pálido e sofria com espasmos. Gemeu colocando a mão sobre a cicatriz.
- A hora se aproxima – disse, sufocado.
- O que? – perguntou Rony.
Tonks fez surgir um travesseiro para Harry. Hermione conjurou um copo d’água. E em seguida chegaram o senhor Chang, Kim e Cho. A garota esqueceu imediatamente a festa que se fazia ao redor das candidatas.
- Harry, o que você está sentindo?
Cho tocou a testa do rapaz e sentiu que ele estava empapado de suor. Hermione pediu que as pessoas se afastassem para o amigo respirar melhor.
- Eu não vou me afastar dele – respondeu Cho com agressividade.
- Calma, Cho. É só para ele poder descansar um pouco. Tem muita gente em cima dele – explicou a jovem.
- Ele ficou emocionado mesmo! Não quer admitir que você não seja a Miss Magia deste ano, Cho – disse uma mulher alta que acabara de aparecer ao lado dos Chang.
- Quem é você? – resmungou Rony que ajudava Tonks a limpar o suor de Harry com uma toalha embebida em água gelada.
- Ela é minha amiga. Candice Scott – replicou Cho, ainda nervosa e tomando o lugar de Hermione junto a Harry.
Atraído pela confusão, o mestre-de-cerimônias caminhou até eles. Perguntou se Cho poderia voltar à festa. A garota negou. “Meu namorado passou mal e preciso socorrê-lo”. O apresentador ergueu as sobrancelhas. “Quer que chame um medibruxo?” Antes que alguém respondesse, Harry ergueu finalmente o tronco. Apoiou-se nos braços ainda trêmulos.
- Podem, por favor, se afastar um pouco? Eu preciso de espaço – gemeu, ajeitando-se. - Cho, vá até lá. Você tem de receber a sua coroa de segunda colocada. Ela é sua, não se esqueça disso.
- Mas e você?
- Eu estou melhor.
A garota assentiu e deu um beijo rápido nos lábios de Harry, que se espantou com o gesto e não retribuiu o carinho. Cho olhou furibunda para Hermione e voltou ao palco. O senhor Chang levou Kim e Candie para o lugar de onde tinham vindo. Quando eles estavam longe, Harry segurou o braço de Tonks com firmeza.
- Temos de avisar a Ordem. Voldemort acaba de conseguir algo que ele queria muito. Eu não sei o que é, mas tem de ser muito, muito valioso. Nunca senti tanta dor na minha vida.
- Você disse que a hora se aproxima, Harry.
- Foi o que eu ouvi ele dizendo. Vamos. Temos de fazer alguma coisa – disse determinado, movendo-se ainda com dificuldade. O enjôo não passara e a cabeça girava.
- Ele deixou escapar isso ou fez questão que você ouvisse, Harry?
- E que importa? A gente tem de convocar a Ordem! – irritou-se.
- Será que alguém foi capturado? – soltou Rony.
Harry voltou a empalidecer. Não tinha pensado nisso. Mas quem? Tonks pediu calma a todos e solicitou um minuto antes que eles fizessem algo. “Fiquem aqui. Em alerta! Eu já volto”. E desaparatou.
- Para onde raios ela foi? Não é hora de sumir – berrou Harry, atraindo a atenção de algumas pessoas. Estava atormentado! A cabeça latejava da violenta dor que o atingira minutos atrás.
- Que estão olhando? Não cansaram do espetáculo? – disse para os curiosos.
E os Chang voltaram. Cho trazia sua coroa na mão. A garota empurrou Hermione com a mão. Via-se que estava com ciúmes dela.
- Harry, você vem conosco. Mamãe organizou um jantar. Pode dormir em casa, se quiser. O professor Dumbledore vai entender a situação quando souber que você passou mal.
- Está muito quente aqui, não é, Harry? E ainda teve essa injustiça com a Cho. Aquela húngara é muito magra. E suspeito que não seja loira verdadeira – comentou Candie, que se aproximara.
A última coisa no mundo que Harry queria naquele momento era ficar perto daquelas pessoas.
- Obrigado pelo convite, mas não vou. Prefiro ir para Hogwarts. Eu só iria atrapalhar a festa de vocês. Ahn, o resultado não é ruim. Parabéns, Cho. Você é a segunda bruxa mais bonita do ano! Agora, eu preciso ir.
- Harry, você ainda não está bem. Deixe de ser teimoso.
- Cho, eu não quero ir até sua casa.
- Se você não for, vou considerar tudo terminado entre nós – ameaçou.
- Eu não vou.
A garota olhou furiosa para ele. Desviou o rosto para encarar Hermione e voltou a fixar as pupilas em Harry.
- Você não vai ter coragem de fazer isso comigo, justo no meu dia. Ou você tem algo mais importante para fazer hoje? Algo que não contou? – sibilou.
- Sim. Eu tenho. Mas não posso falar o que é.
O tapa que se seguiu foi bem forte. O rosto de Harry ficou com uma marca vermelha e o rapaz sentiu que iria arrebentar de irritação senão desse as costas imediatamente para Cho. E assim fez. Rony murmurou um “uau” de espanto e seguiu Harry. A vice-campeã do Miss Magia tomou outra direção, dando um esbarrão em Hermione.
- Na boa, Harry, espero que sua próxima namorada seja menos ciumenta – disparou Mione, espantada.
- Como se eu fosse arranjar outra namorada... A única coisa que interessa agora é descobrir onde está Voldemort – retrucou com maus modos. – E onde Tonks foi parar? Quero ir embora AGORA!
Um conjunto de vasos de flores explodiu no mesmo instante. E de repente a auror surgiu diante deles.
- Ops! Acabei de chegar. Podem se tranqüilizar. Todos estão bem. Ahn, enquanto o concurso rolava, a Ordem esteve reunida e...
- O QUÊ?
- Sim, teve uma reunião. A gente precisava discutir umas novidades...
- POR QUE NÃO ME AVISARAM?
- Quieto, Harry. Você está começando a passar dos limites – respondeu Tonks com uma seriedade nunca vista antes. – Há motivos para que os membros se reúnam sem que você seja informado de tudo. Agora, se puder se controlar, digo o que faremos.
- Desculpe – disse o rapaz, ainda contrafeito.
Tonks orientou a volta para Hogwarts. Os membros da Ordem que pudessem se dirigiriam à escola também. E lá haveria nova reunião na sala de Dumbledore. Harry não se conformava de ter sido enviado pelo diretor ao concurso quando este sabia que havia um encontro marcado para o mesmo horário. “Por que ele fez isso comigo?”





*****




Alvo Dumbledore tinha acabado de entrar em sua sala quando a professora Minerva McGonagall surgiu. Queria saber o resultado da reunião. O diretor estava explicando que no final do encontro Tonks aparecera para avisar que Harry fora mais uma vez “alertado” dos passos de Voldemort.
- Ele nos mandou um recado, Minerva. Disse que a hora se aproxima.
- Que horror! Alvo, você já avisou ao Ministério?
- Sim, como faço sempre. Fudge não acredita nisso. Ele insiste que uma patrulha de aurores está na pista de Voldemort e que logo ele cairá numa armadilha que estão montando.
- E isso não pode ser verdade?
- Alguma vez, Minerva, você viu Voldemort cair numa armadilha?
Uma sombra se instalou no rosto da professora. E um estalo a fez se levantar da cadeira.
- E Harry? Como ele reagiu?
- Estou falhando, Minerva. Harry vem reagindo da pior maneira possível. Ainda há muita carga sobre ele. Achei que hoje no concurso o rapaz poderia se divertir e aliviar o tormento que vive. Aliviar a energia negativa que o cerca. Mas ao que parece não foi nada disso.
- Quem poderia prever que ele agiria nesta noite?
- Nesta noite ou em outra, essa não é a questão. Voldemort pode atuar quando quiser, temos de ajudar Harry a manter seu equilíbrio. O problema é ainda não consegui trazê-lo de volta ao ponto neutro. Ele ainda está sendo afetado por más energias – disse tristemente. - O que mais devo fazer?
O diretor percebeu que visitas estavam chegando e fez com que a porta de sua sala se abrisse para recebê-las. Hermione, Rony e Harry, ainda muito pálido, entraram seguidos de Tonks. Cumprimentaram-se, mas a voz de Harry traiu sua irritação. Dumbledore lançou um olhar para McGonagall, que não passou despercebido ao rapaz.
- O que foi?
- Harry, não me envergonhe – ralhou Hermione. – Professor, precisamos contar algo que aconteceu nesta noite.
- Podemos esperar pelos demais, senhorita Granger? Eles já estão vindo. Enquanto isso, sirvam-se de suco de abóbora e cookies.
Aos poucos, entraram os membros da Ordem. Primeiro surgiram os Weasley. Arthur, Molly, Gui e Carlinhos se ajeitaram do lado de Rony. Em seguida, apareceram McKinley, Lupin e Mundungo. Hagrid veio na seqüência.
- O professor Snape está terminando a poção que o senhor pediu, diretor. Ele logo virá e disse que podem começar.
- Podemos? É assim, então? Comecem mesmo sem ter um membro “importante” para o grupo? – perguntou Harry, em tom zangado.
- O que quer dizer com isso, senhor Potter? – interveio McGonagall.
- Quero dizer que acho uma tremenda injustiça marcarem uma reunião e não nos chamarem. Também somos membros da Ordem e merecemos ouvir e ser ouvidos. Hoje, nós temos algo a dizer e vocês têm algo a escutar. Na próxima vez, vocês podem ter algo a dizer e eu, para ouvir. Por isso, espero não ser excluído como fui nesta noite.
- Harry, a culpa é minha por você ter sido excluído. Mas minha intenção foi te proporcionar um pouco de diversão já que todos nós sabemos que você tem suportado uma carga muito pesada. Uma carga que muitos bruxos não agüentariam sem sucumbir a algum malefício.
- Que malefício pode ser maior do que estar associado a Voldemort como eu estou?
- Certo, Harry. Eu errei. Vou convocar todos os membros da Ordem sempre que houver uma reunião importante.
- Então agora posso começar – disse, procurando conter a raiva que inflamava seu estômago. O enjôo não cessava.
- Epa. Não podemos, não.
E Tonks saiu da sala num átimo. A senhora Weasley resmungou. Detestava quando a moça desaparecia desse jeito. Lupin deu uma risada. “Ela não faz por mal. É só um pouco afobada”. Carlinhos estendeu um pergaminho para Harry, que viu anotada lá a pauta da reunião daquela noite. Antes que terminasse de ler o documento, Tonks retornou, trazendo Gina pela mão. A garota arrumava a cabeleira com as mãos e vestia um robe sobre a camisola. Estava claro que tinha sido arrancada da cama.
- Gina, querida, está gripada? Está com os olhos e o nariz vermelhos? – observou a senhora Weasley preocupada.
Harry olhou para ela e se sentiu mal ao lembrar do que acontecera antes de partirem para Londres. Gina deveria ter chorado. Ele lamentou ser o culpado pela tristeza dela. Concentrou sua atenção na garota. Reparou que era a mesma camisola que usara muitas noites atrás, quando a beijara pela primeira vez. A raiva que sentira até aquele momento foi substituída lentamente pelo imenso carinho que tinha por ela. A caçula dos Weasley estava se ajeitando entre Gui e a mãe e os envolveu com um abraço terno. Para Harry, Gina parecia absolutamente doce e frágil. O coração se apertou. Recordou-se de que prometera protegê-la e não queria vê-la ali, entre pessoas que estavam dispostas a se arriscar para enfrentar Voldemort.
- Melhor voltar para a cama, Gina.
- Harry, o professor Dumbledore disse todos os membros da Ordem. Por isso, chamei a Gina – interrompeu Tonks.
- Não a Gina. Ela é muito nova e não deve se envolver na guerra.
- Que história é essa? Há dois anos que estou na Ordem. Entrei junto com vocês – protestou a garota, surpresa com Harry.
- Não é verdade. Você não entrou. Eu não deixei – emendou a senhora Weasley. – Harry está certo. Você é muito nova.
- Tem graça! Eu estou participando de tudo desde o início.
- Você não, querida. Hermione está. E é ela que te conta tudo. Até hoje você não esteve em nenhuma reunião.
Hermione corara com a chamada. E lembrou que nem ela, nem Rony tinham participado dos encontros. Eles eram apenas informados do que estava acontecendo. “Entre nós, só Harry é convocado”. Dumbledore balançou a cabeça e anunciou que os garotos podiam ser considerados membros já que eram maiores de 17 anos. Foi a deixa para Harry.
- Gina não é maior. Ela nem está autorizada a aparatar.
- Qual o problema, Harry? Eu nunca atrapalhei ninguém. Só ajudei. E posso continuar ajudando – reclamou.
- É perigoso, querida. É isso que Harry está dizendo. E eu concordo com ele. Para o seu bem, acho que é melhor você esperar até completar 17 anos. Não vai demorar muito mesmo, não é, minha bonequinha – interrompeu a senhora Weasley.
- Ouça sua mãe – emendou o senhor Weasley, para desespero da jovem.
Ela ficou de pé, atônita. Não acreditava que seria excluída outra vez. Mas não queria brigar com os pais diante de todos.
- Creio que temos assuntos mais importantes a tratar agora. Por favor, senhorita Weasley, poderia nos dar a licença de prosseguir a reunião? – perguntou McGonagall, tentando colocar um fim à discussão familiar.
Os demais membros ficaram calados. Não estavam à vontade de interferir na decisão dos pais de Gina. Ela compreendeu isso e lançou um olhar para o professor Dumbledore. O diretor estava para pedir aos Weasley que deixassem a garota participar da ordem quando notou Severo Snape aguardando por seu sinal para adentrar a sala. O professor trazia um copo com um estranho líquido.
- Entre, Severo.
- Boa noite e desculpem o atraso. Não pude me furtar a ouvir a interessante discussão que travavam agora – disse numa voz melíflua enquanto entregava o copo a Harry. – Beba. É uma poção que o professor Dumbledore me pediu que preparasse para alívio das dores provocadas pelo contato com o Lorde das Trevas.
- Eu estou bem – resmungou o rapaz.
- Se bem conheço os efeitos de um contato tão forte, você deve estar muito enjoado. Se tomar a poção, verá que o mal estar passará imediatamente. Se não quiser, pode continuar com os sintomas até amanhã, quando se completar o ciclo de 12 horas. A decisão é sua. De resto, quero dizer que não vejo motivos para que a senhorita Weasley não participe da Ordem. Eu a considero mais habilidosa, inteligente e ajuizada do que Harry Potter. E pelo que vejo, ele continua no grupo. Se Harry pode, Gina Weasley também pode.
Harry sentiu as orelhas pegando fogo, mas reconhecia para si a verdade das palavras de Snape. Dumbledore acatou o argumento de Snape e decretou que Gina também era membro da Ordem. Então, Harry relatou tudo o que acontecera à noite. E perguntou o que podiam fazer a partir daquilo.
- Infelizmente não muito, Harry. Mas o recado que Voldemort nos envia serve para nos dar a garantia de que Moody ainda está vivo.
- Qual a relação entre uma coisa e a outra? – perguntou Hermione.
- Nas investigações que fizemos, descobrimos que Moody um dia capturou Lovett. Ele foi solto por falta de provas, mas Moody conseguiu arrancar algumas informações que deixou registradas em seu diário de auror. Tonks recuperou uma cópia do diário no Ministério e agora sabemos alguns detalhes do interrogatório de Lovett. Ele falou algo a respeito de um plano antigo dele e de Lúcio Malfoy de encontrarem o caminho para Nephasta – respondeu Lupin.
- O que é isso? – interrompeu Harry.
- Diz a lenda que Nephasta é uma das cidades perdidas do submundo. Nos tempos modernos, muitos tentaram encontrar a passagem até lá. Mas nunca se achou nada – explicou McKinley. – Nephasta é um nome que está escrito nos livros antigos. Só que há histórias que nem sempre vão parar em textos. Na minha infância, ouvi alguns relatos a respeito dela. Que era uma terra nova. E não do Velho Mundo. Jamais vi uma linha disso nas obras que li. E eu li muito. Porém tenho certeza que não estou confundindo a narrativa dos anciões da minha Escócia.
- Lovett era escocês também? Será que ele ouviu essas narrativas? – foi a vez de Rony interferir.
- Lovett era neozelandês. E a Nova Zelândia é uma terra nova. Ele certamente tinha ouvido outras narrativas entre os bruxos de lá.
- Draco disse que passou as férias de verão na Nova Zelândia – disse Gina, timidamente. – Lembram-se? Isso foi no dia em que embarcamos para cá.
- É verdade – disse Harry para a garota, que virou o rosto como se não quisesse vê-lo. O rapaz se ressentiu, mas prosseguiu, desta vez falando para todos. - E como Moody se encaixa nessa história?
- Alastor fez com que Lovett contasse tudo o que sabia a respeito de Nephasta e do plano de localizar a cidade perdida. E, como eu, ele sempre foi muito interessado pelo mundo antigo. Alastor tinha mais informações e acredito que ele tenha deixado transparecer o mesmo para Lovett. E Lovett deve ter contado isso a Malfoy antes de ser eliminado pelos Comensais.
- O senhor nunca trocou informações a respeito de Nephasta com o professor Moody?
- Meu jovem, durante muito tempo me ausentei do mundo. Só voltei para cá atendendo um pedido do professor Dumbledore. Só agora fiquei sabendo o quanto Alastor havia avançado nos estudos do mundo antigo. Receio que de alguma forma isso também foi informado a Malfoy. E ele deve ter retomado o velho plano para dar a Voldemort condições de chegar à Nephasta, se é que essa cidade existe. Voldemort deve ter comemorado a obtenção das informações que estão com Alastor. É a nossa teoria.
- Mas há um erro nessa teoria. Moody foi seqüestrado há muito tempo. Por que só agora os Comensais conseguiram extrair o que ele sabe? Não bastava dar Veritaserum ou usar a Legilimência?
- Rony, em bruxos bem preparados o Veritaserum pode não funcionar, desde que eles criem meios para que o corpo não sucumba à poção. Asseguro que são poucos os capazes de fazer isso – explicou Snape, com o olhar frio habitual. – A Oclumência, sendo bem praticada, também pode resguardar nossos pensamentos mais profundos. Algo que, devo ressaltar, Potter ainda não aprendeu adequadamente. Mas com tudo isso um bruxo muito poderoso pode fazer com que outro bruxo poderoso falhe em suas defesas. Alastor Moody é excelente para se defender. Só não é infalível, como podemos nos lembrar na ocasião em foi capturado por Bartô Crouch Jr. O Lorde das Trevas pode ter arrancado as lembranças de Moody e por isso celebrou e nos mandou o recado que Potter recebeu. De qualquer modo, duvido que ele se livre agora de Moody. Ele tentará primeiro abrir a passagem para se certificar de que tem as informações de que necessita.
Depois disso, Dumbledore deu a reunião por encerrada. Os membros se retiraram com ar cansado e um certo temor nos olhos. A senhora Weasley despediu-se dos garotos, deixando Harry para o final.
- Querido, como foi o concurso? Sua namorada ficou em que lugar?
O rapaz ficou escarlate.
- Cho ficou em segundo, uma excelente posição eu acho.
Enquanto respondia, Gina passou por ele sem se despedir. Era evidente que o ouvira. Mas com esse gesto parecia dizer que pouco lhe importava o que Harry tinha a declarar. O rapaz baixou a cabeça. Sua vida estava ficando pior a cada dia que passava. “Ela deve estar me odiando”, lamentou-se.








O próximo capítulo já está pronto. Posto hj mesmo ou amanhã. Isto aqui está quase uma novela.
Bjs,
K.

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