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4. CAPÍTULO IV


Fic: O Caubói Milionário - UA - HH


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Nick Granger Potter: maldade msm... mas tah ae o post e o beijo... hehehe... a Minerva é osso duro... vai aprontar das dela, mas no fundo é boa pessoa...

**RE**: eu sei q é maldade, mas o capítulo parava ali... ashashashasha...

Hermione.Potter: Vlw menina... bem, veja bem... pode até ser q exista, mas eu naum conheço... mas valeu a proposta... se conhecer e tiver um mano, é só apresentar... ashashashashahsasha...

camila de sousa: he, se tu riu das roupas imagina como tu vai rir qdo eles usarem...

Bjus...
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Hermione levantou-se na ponta dos pés, inclinando o rosto para que Harry lhe desse um pequeno beijo que demonstrasse carinho aos olhos de Minerva.
Com mãos fortes e capazes, ele segurou-lhe o rosto e, puxando-a para mais perto, sussurrou:
— Claro. Sem problemas.
Antes que ela protestasse, ele a beijou na boca. O beijo começou suave e sem pressa, e num ritmo crescente, a respiração de ambos acelerou. Enquanto as bocas se tocavam, movimentando-se arduamente, ele lhe acariciava o pescoço. Com as pernas tremendo, ela abraçou a cintura de Harry e se segurou para não cair no chão.
Mesmo perturbada emocionalmente, Hermione ficou impressio¬nada de quão bem ele estava representando o papel. Mesmo sa¬bendo que era apenas parte do plano, sentiu-se radiante com o toque dele.
— Acho que conseguimos causar alguma impressão — murmu¬rou ele.
— Oh, sim! Tenho certeza que impressionamos muito — sus¬surrou ela, sem fôlego.
Hermione deu um passo para trás e tentou se recompor. Sua avó estava vendo. Ela precisava agir como se aquilo fosse uma ocorrência do dia-a-dia. Como se eles se beijassem assim o tempo todo. Precisava manter o equilíbrio. Seu destino e sua sanidade dependiam daquilo.
— Vamos, querido. Quero que conheça minha avó — disse ela, tentando parecer calma.
— Não vejo a hora, meu amor — ele levantou o tom de voz para que Minerva ouvisse, então sussurrou baixinho no ouvido dela: — Como estou me saindo?
— Excelente — ela engoliu em seco e olhou para a casa. Podia ver o vulto de Minerva. — Na verdade, após essa demonstração, eu quase acreditei que éramos casados.
O sorriso vaidoso que ela passara a admirar estampou-se no rosto dele, aprofundando as covinhas.
—Pretendo fazer com que o dinheiro que você vai me pagar valha a pena.
— Obrigada — claro. Era tudo por causa do dinheiro. O caubói era apenas alguém contratado, fazendo seu trabalho. Ela precisava lembrar-se disso. Afinal, fora criada numa casa onde dinheiro sem¬pre comprara amor e afeição. Trêmula com a perspectiva de enca¬rar Minerva, suspirou.
Entendendo a aflição dela, Harry sorriu e passou-lhe um braço sobre os ombros. Então olhou para o mordomo, tirou uma nota de um dólar do bolso e colocou-a na mão de Simon.
— As chaves estão no contato, amigo. Boa sorte. Tem um truque na embreagem.
Simon olhou com desgosto, primeiro para a nota, depois para a caminhonete. Finalmente, resignando-se à tarefa, subiu no veículo e após algumas tentativas, o motor pegou.
Minerva surgiu na porta, inalando oxigênio de uma máscara vinda do equipamento sobre rodas atrás dela. Seu ar de censura era inconfundível enquanto observava Simon levar o carro para a garagem.
Hermione deu o braço para Harry e eles subiram a escada juntos.
Sim, ia, ser um pouco mais difícil do que ela imaginara.
Minerva era uma mulher imponente, apesar de já estar beirando os oitenta. Os anos haviam lhe tirado a altura e lhe inclinado os ombros. As pernas ainda bem formadas se curvavam um pouco. Os cabelos castanhos estavam amarrados num coque. Era fácil perceber que fora linda quando jovem. Com os lábios pintados de rosa e cílios postiços, ela olhou para Harry.
— Quem é ele? — Minerva exigiu saber. Hermione olhou para Harry.
— Charles não lhe contou?
— Contou o quê?
— Que eu iria trazer meu... meu marido para conhecer a família.
— Sim, ele me contou isso, mas não acreditei — respondeu Minerva.
Respirando profundamente, Hermione falou:
— Vovó, eu... gostaria de lhe apresentar...
Harry deu um passo para frente e estendeu a mão.
— Harry Potter. Administro a Fazenda Círculo BO, em Hidden Valley — quando Minerva ignorou a mão estendida, ele a abaixou. — Eu estava ansioso para conhecer a avó de minha amada. Ela me falou tanto da senhora. É um grande privilégio fazer parte da família.
Minerva abaixou a máscara com tanta força, que antes que pudesse falar, o equipamento de oxigênio caiu no chão.
— Simon, Simon, minhas pílulas, minha cadeira de rodas!
Infelizmente, Simon não pôde ouvir Minerva sob o barulho do motor da velha caminhonete.
— Vovó? — Hermione olhou para Harry.
Apontando para Hermione pegar o tanque de oxigênio, Harry pegou a pequena mulher nos braços. Minerva começou a protestar muito mais alto do que sua condição física indicava que fosse capaz.
— Ali — Hermione apontou para as portas do hall.
— Ponha-me no chão imediatamente, seu... seu..., plebeu — gri¬tou Minerva, lutando contra Harry. Ele não obedeceu e a carregou até a elegante sala de visitas. Ela bateu na cabeça dele com tanta força que o fez recuar de dor.
— Vovó, a senhora não deveria fazer isso. Precisa economizar as forças — disse ele gentilmente, colocando-a numa cadeira pró¬xima à lareira.
— Pare de me chamar de vovó, seu tolo.
Qualquer receio de Hermione de causar algum dano à saúde de Minerva quando anunciasse seu casamento com Harry desapare¬ceu. Sua avó estava mais forte que nunca.
Hermione sentou-se na cadeira em frente a Minerva e a estudou por um momento.
— Tudo bem, vovó?
— É claro que não estou bem — respondeu a avó. Ela pôs a máscara de oxigênio na boca, inalou profundamente, então a reti¬rou. — Hermione, esse casamento é outro de seus planos para não assumir a companhia e não se casar com Ronald? Charles acha que sim — ela olhou com desprezo para Harry enquanto levan¬tou-se e pôs-se atrás da neta. — Se é, posso lhe avisar de antemão que não vai dar certo.
Hermione fez uma expressão inocente e encarou Harry.
— Plano?
Ele deu de ombros.
— Do que ela está falando, meu amor?
— Não tenho idéia.
— Não se faça de boba, mocinha. Sei que você está aprontando alguma coisa.
— Sabe? — Hermione pegou o tubo de oxigênio. — Você não devia estar na cama? Soube que está muito doente.
— Dessa vez é verdade — Minerva tirou a mão de Hermione do seu equipamento. — Portanto, antes de morrer, devo preparar a festa de noivado que estou planejando para você e Ronald.
— Não acho que planejar uma festa de noivado para minha esposa seja uma boa idéia — Harry falou com seriedade.
Minerva o encarou.
— Uma festa de noivado? Oh, vovó, por favor — exasperada, Hermione suspirou longamente. — Aparentemente você não enten¬deu que já rompi com ele, dizendo-lhe que nunca o amei e nunca o amarei. Por que está planejando uma festa? Pensei que estivesse morrendo.
Como se de repente se lembrasse de que aquele era o fato, Minerva teve um dramático acesso de tosse.
— Estou mesmo — murmurou ela quando conseguiu falar de novo. — Quer melhor momento do que esse para dar uma festa para minha neta e herdeira de minha fortuna?
— Não seja ridícula, vovó. Eu estou casada.
Livre de sua traumática experiência com a velha caminhonete, Simon chegou na sala com as malas.
— Onde quer que eu ponha isso, madame?
Minerva olhou para a neta e Harry, como se pesando a validade daquela união e suspirou resignada.
— Leve a bagagem para a suíte de Hermione.
Harry levantou-se e ofereceu outra nota de um dólar para o empregado. Simon olhou fixamente para a nota, então disse secamente:
— A Sra. Granger lida com minha gratificação.
— Bem, isso pode ser verdade, mas pago minhas próprias coisas por aqui — Harry enfiou a nota de um dólar no bolso da camisa de Simon e lhe deu um tapinha no peito.
— Agora vá, garoto. Ponha nossas coisas no quarto da moça.
Hermione sorriu, admirando a segurança dele, mesmo naquele ambiente constrangedor.
— Como quiser, senhor.
— O jantar será servido às oito horas. A família toda estará presente e estão ansiosos para vê-la, Hermione — ela ignorou Harry. — Todos estarão vestidos para a ocasião. Posso sugerir que vá para o seu quarto fazer o mesmo?
Harry olhou para as próprias roupas, então para Hermione.
— Eu já estou pronto, senhora — ele sorriu para Minerva e passou as mãos sobre o peito musculoso. — Esta é minha melhor camisa.
Minerva fechou os olhos e inalou profundamente na máscara de oxigênio.
— Ele é mais ou menos do tamanho de Charles. Vou mandar entregar uma roupa no quarto.

— Bem, aqui estamos. Lar, doce lar — depois que Simon pusera a bagagem lá e se retirara, Hermione fechou a porta do quarto e encarou Harry.
Ele pôs as malas no chão e olhou em volta. A magnífica suíte era tão grande quanto sua casa de funcionários, e se equiparava muito a qualquer coisa que sua própria família possuía em termos de elegância e gosto. Sentiu-se totalmente à vontade, já que tudo se parecia com a realidade na qual crescera.
— Este era seu quarto?
— Sim, venha. Vou lhe mostrar tudo — ela o pegou pela mão e levou-o para um pequeno tour no local onde passara a adolescên¬cia. — Esta é a sala de estar, e através desta passagem em arco, é meu quarto e o banheiro principal. — O ruído dos sapatos deles ecoou no piso de mármore quando saíram do banheiro sofisticado para um closet gigante. De lá, andaram pelo corredor que levava ao quarto de hóspedes e banheiro. Hermione apontou para o quarto no qual ele ficaria.
— Espero que fique confortável aqui.
— É muito melhor do que a casa da fazenda.
O sorriso dela foi melancólico.
— Não estou tão certa disso. Acho que a casa dos funcionários deve ser muito alegre.
— E é.
— Teremos de acordar cedo e arrumar as camas, para que os empregados não descubram... você sabe. As fofocas correm rápido por aqui.
O olhar de Harry se demorou na cama. Não teriam aquele dilema se estivessem realmente casados. Estariam juntinhos na mesma cama e não teriam que se preocupar com os empregados. Porém, pelo que ela falara sobre Ronald, casamento era a última coisa que queria. Talvez, se as coisas saíssem bem naquele fim de semana, tudo poderia mudar. Ele certamente iria tentar.
Surgiu um constrangimento estranho enquanto eles fitavam a cama, cada um perdido nos próprios pensamentos. Seus olhares se encontraram por um momento elétrico e então sorriram ao mesmo tempo. Harry procurou algo para dizer, a fim de aliviar a tensão. Felizmente, uma batida soou na porta. Hermione abriu para ver quem era.
Simon estava parado no corredor, segurando um paletó e uma camisa de Charles.
— Vou pegar, rapaz — disse Harry, passando por ela para chegar na porta. Novamente, tirou um dólar do bolso, entregou a Simon, pegou a roupa e bateu a porta na cara de Simon. Era di¬vertido fazer o papel do marido caipira de Hermione.
Quando estavam sozinhos novamente, ele perguntou:
— Como acha que seu plano está indo até agora?
— Não sei bem. Às vezes é difícil interpretar Minerva. Ela não reagiu tão mal quanto eu esperava.
— Ela me pareceu bastante chocada.
— Sim, mas ainda não nos expulsou daqui. Esse é o objetivo. Se continuarmos a farsa, acho que conseguiremos. Fico pensando o que ela está tramando — ela pegou o terno da mão de Harry e tirou o plástico. — Só espero que ela não acabe gostando de você.
Ele se lembrou do olhar de desprezo da mulher.
— Não acho possível.
— Nós começamos bem. — Ela jogou o plástico num cesto de lixo e pendurou a roupa no armário. — Mas acho que precisamos exagerar um pouco na brincadeira. Você precisa agir mais como caipira. Um tolo ignorante. Sabe o que quero dizer.
Harry enfiou os polegares nos passantes da calça, inclinou o corpo para trás e começou a imitar um caipira com sotaque bem pesado.
— Excelente. E seria ótimo que você arrumasse um apelido para me chamar. Minerva odeia apelidos. E talvez você deva se mostrar mais possessivo. Quanto mais me controlar, melhor. Se vovó achar que a empresa vai acabar nas mãos de um bronco, não me dará de jeito nenhum.
— E isso lhe deixa feliz?
— Radiante.
Por um momento, Harry imaginou o que sua família diria se ele renunciasse à fortuna pela mulher que amava. Pensariam que estava louco, mas mesmo assim lhe dariam apoio e amor.
— E tem uma outra coisa — ela o olhou, parecendo envergo¬nhada de repente. — Eu, hum, acho que deveríamos nos esforçar para parecer que... você sabe, que temos muito desejo um pelo outro. Quero que Minerva entenda que não sairei desse casamento por nada. Isso é muito importante — explicou.
Harry reprimiu a onda de excitamento que sentiu e esforçou-se para parecer frio.
— Sem problemas. Posso fazer isso.
— Tenho certeza de que sim — ela tentou disfarçar o rubor, mudando de assunto: — Aqui, ponha isso. Vou me vestir no closet — anunciou ela, entregando-lhe a roupa de Charles.
Ele desabotoou a camisa e a tirou quando Hermione desapareceu dentro do outro quarto. Um barulhinho de tecido vindo do quarto dela fez sua libido aumentar. Ela estava tirando a roupa lá dentro. Não, precisava se concentrar na tarefa do fim de semana.
Então ouviu a voz doce através da porta.
— Harry?
— Sim?
— Acho que devo lhe avisar que minha família briga muito.
— Você já mencionou isso,
— Mas é o tipo de coisa que você tem que ver para crer.
— Posso lidar com isso.
Havia um sorriso na voz dela.
— Certo.
A família de Harry também discutia de vez em quando. Vinte ou trinta primos Potter em volta de uma mesa no Dia de Ação de Graças e as discussões aconteciam. Mas acabavam tão rápido quanto começavam. Seu pai se encarregava disso. Não havia nada mais importante para James Potter do que o amor familiar.
Logo que ele acabou de se vestir, Hermione apareceu. Parecia uma visão em um vestido de seda preto que acompanhava os con¬tornos de seu lindo corpo. A garganta dele apertou. Ela era incrível.
Hermione parou e olhou-o fixamente, com os olhos brilhando, — Ah, querido. Isso... — ela apontou o terno — não vai dar certo.
Ele olhou para a jaqueta.
— Eu sei. Tenho ombros um pouco mais largos do que Charles, mas não terá problema se eu não me mexer, muito.
— Não, não é isso. Você está muito... — ela passou a língua nos lábios. — Bem, muito urbano. Parece o 007.
Harry olhou para si mesmo.
- É?
— Sim. Minha família não vai odiá-lo o suficiente da forma como está vestido.
— Bem, isso não é bom — ele sorriu. — Espere. Tenho algo que deve ajudar. O que acha disso? — perguntou ele, tirando da mala o cinto de fivela prateada que pesava uns três quilos.
Ela bateu palmas e riu alto.
— Adorei, ponha! — olhando dentro da sacola, perguntou: — O que mais você tem aí?
Durante alguns minutos risadas ecoaram pelo quarto, enquanto eles viam os acessórios de coisas do rodeio que Harry desenterrara do baú.
— Aqui — ele pegou um par de botas femininos de montaria. — Eram da minha prima, Patsy. Ela me emprestou para que você usasse. Vocês são mais ou menos do mesmo tamanho.
Hermione suspendeu a barra do vestido e calçou as botas. Pe¬gavam um pouco no dedo, mas não importava, já que só andaria até a mesa de jantar.
— Adorei isso — ela olhou para os pés com admiração. Ele sorriu.
— Que pena que você nasceu nessa cidade, pois daria uma va¬queira maravilhosa.
— Você acha?
— Sim — respondeu ele, tirando a calça de couro com franjas da mala.
— Ah, você tem que usar isso. São horríveis — disse ela, ajei¬tando as franjas.
— Horríveis? Ei, eu a usei no meu primeiro rodeio. Todas as garotas adoraram. Quase a rasgaram.
— Acredito. De que eventos você participou?
— Naquela época? Rodeio.
— Está brincando?
— Não. Eu era louco naquela época. Aqueles animais malvados são criados para serem tão fortes quanto um trem de carga. Está vendo esta marca aqui? — ele esfregou a ponta do dedo sobre um remendo que ia do alto da coxa ao joelho.
Ela assentiu.
— O touro velho não gostava de ser montado.
— Ele feriu você? — Hermione o olhou horrorizada.
— Tentou. Pulou como se tivesse enlouquecido e me atirou con¬tra uma cerca de arame.
— Oh, meu Deus. Você não faz mais isso, faz?
— Não, estou muito velho.
— Você não está velho.
— Minhas costas estão — om um sorriso, Harry colocou a calça no sofá. — De qualquer forma, é tentador usá-las esta noite, mas você não acha que é exagero? Sua avó pode desconfiar que você está tramando, se me ver vestindo isso. Vamos guardá-la para uma ocasião menos formal.
Ela fez uma careta.
— Você tom razão.
— Que tal isso? — ele pôs seu chapéu de vaqueiro e o ajeitou em ângulo perfeito, acima dos olhos.
— Amei.
— Ótimo, porque eu trouxe um para você também — ele tirou da mala e o colocou sobre os cabelos castanhos e sedosos de Hermione. Ela riu e Harry achou que nunca vira ninguém tão linda antes. — Combina com as botas.
— Você foi muito esperto em trazer essas coisas.
Ele apenas sorriu e remexeu mais na sacola, tirando as esporas e suas botas de caubói.
— Essas botas vão impressionar, não acha? Fazem muito baru¬lho quando eu ando.
Ela assentiu.
— Perfeito.
— E você pode usar minha faixa azul — ele a puxou para si e suas mãos tremeram quando ele cuidadosamente ajustou a faixa acima dos seios dela. — Porque você é meu primeiro prêmio.
O suspiro sonhador que escapou dos lábios dela o fez sentir-se excitado fisicamente.
— Estou honrada.
Apesar do descontrole momentâneo, ele conseguiu pregar o al¬finete da faixa no vestido, sem incidentes.
— Só um minuto. Não estamos prontos.
— Tem mais?
— Mais uma coisa. Harry abriu um zíper dentro da mala e tirou uma pequena caixinha que se lembrara de pegar na última hora. — Isto pertenceu a minha tataravó — disse ele, sentindo-se tímido de repente. Em sua casa, parecera uma ótima idéia. Mas e agora? E se ela não gostasse?
Hermione abriu a caixa e seus olhos brilharam. Um pequeno gemido escapou-lhe dos lábios quando ela pegou a simples aliança de ouro e prata com um pequeno diamante.
— É tão linda — murmurou ela, feliz. — Tem certeza que quer que eu use?
— Não posso pensar em outra pessoa que eu gostaria que usasse isso — Harry falou com tanta sinceridade que ela se assustou. Ele tirou a aliança das mãos dela e pegou o dedo anular, da mão esquerda. Então os olhares dos dois se encontraram e se sustenta¬ram. — Hermione Granger, você quer se casar comigo?
Ela piscou para ele, perplexa.
— Eu... eu... — ela riu. — Sim.
Mesmo que não fosse um pedido de casamento verdadeiro, e que o sim dela não fosse real, Harry teve uma poderosa sensação de medo. Gentilmente, colocou a aliança no dedo dela. Serviu perfei¬tamente, parecia sob medida.
— Prometo amá-la, honrá-la e respeitá-la até que a morte nos separe — ele a puxou e deu-lhe um beijo nos lábios.
Hermione sorriu.
— Eu também prometo.
— Então nos declaro marido e mulher — dessa vez ele a beijou com um pouco mais de firmeza. Mas antes que cedesse aos instintos mais básicos, afastou-se. Seria melhor não apressar as coisas. Po¬deria assustá-la. Ela afirmara não querer um compromisso sério. Dependia dele provar que estava errada.
O relógio de parede soou oito badaladas. Harry encostou a testa contra a dela.
— Hora de encarar o teatro, querida esposa. Pronta?
Hermione assentiu:
— Como sempre estarei.
Descendo a escadaria com Harry, Hermione sentiu que a briga noturna já estava a todo vapor.
— Entende agora o que eu quis dizer? — sussurrou ela, pegando a mão de Harry quando as memórias de sua triste adolescência afloraram.
Ele apertou a mão dela em cumplicidade. A vergonha deixou as faces de Hermione coradas. De certa for¬ma, fora uma sorte ter contratado Harry. A única maneira que faria um homem passar por aquilo, seria pagando-o.
As vozes de todos da família estavam bem alteradas.
— ...já falei isso uma vez e vou falar novamente. Se for mesmo um casamento de verdade, temos apenas que exigir que ela o anule. E óbvio que ele só se casou com ela por dinheiro. Pobre Hermione.
Minerva bufou.
— Não me venha com essa de tio zeloso, Severus. Você só está com medo que eu faça o que tenho ameaçado, doando a companhia para alguém que não seja da família.
O tom de Severus era agressivo:
— Não é nada disso, mãe. Gostamos de Hermione. Alguém sabe alguma coisa sobre o caráter desse Potter?
— Apenas que trabalha em uma pequena fazenda chamada Cír¬culo BO — respondeu Charles.
— BO? O que isso pode significar? — indagou Rainbow. Severus bufou.
— Boa coisa é que não significa. Nossa sobrinha caiu nas garras de um caça-dotes.
— Muito parecido com o que você fez, não é, querido tio? — disse Charles cinicamente.
Severus protestou:
— Cale a boca, Charles. Não fui eu que dei um desfalque na companhia do meu melhor cliente e ainda fugi para a Suíça com a esposa dele.
— Você nunca vai esquecer isso, não é, Severus? Como se você nunca tivesse errado. Nunca houvesse namorado com alguma mulher casada. Minha última noiva mencionou seus olhos apaixonados.
Rainbow fez um som de desgosto.
— E você acredita em Sophia?
— Pelo menos ela nunca tentou matar ninguém por ciúme — devolveu Charles.
— Aquilo foi um acidente — irrompeu Rainbow. — Eu tinha bebido demais.
Ignorando a discussão paralela, Severus suspirou alto.
— Mãe, se você deixasse a companhia para Charles e para mim, não teríamos que nos preocupar com a perda de controle.
— Não, em vez disso teríamos que nos preocupar em vasculhar contas bancárias na Suíça.
Charles pigarreou.
— Onde está Hermione? Ela e seu gigolô já deveriam ter descido.
Harry olhou para Hermione. Como uma mulher tão doce viera de uma família tão desprezível? Não era de se admirar que ela quisesse fugir. Mais do que nunca, ele estava motivado a ajudar.
— Pronta? — sussurrou ele, virando o rosto dela e olhando fundo em seus olhos.
— Para quê?
— Para se livrar de sua família?
— Sim.
— Bem, acho que será difícil enganá-los.
— Verdade. Temos que ser criativos.
— Certo, então — disse ele. — Ponha os braços em volta do meu pescoço. — Quando ela o fez, Harry a pegou no colo. — Agora, Sra. Potter, vamos encarar as feras.
Ela riu.
— Eu amo você, Sr. Potter.
Embora ela estivesse brincando, aquelas palavras o encheram de felicidade e ele rumou para a enorme sala de jantar com a esposa de mentira nos braços.
Silêncio reinou quando todos avistaram a cena. Todos ficaram boquiabertos e talheres caíram no chão.
Harry foi o primeiro a quebrar o silêncio.
— Ei, pessoal, desculpem-nos o atraso, mas tivemos uma luta naquela cama king size e esquecemos do tempo. Onde devemos nos sentar, querida?
— Ponha-a no chão — gritou Minerva, agitando a máscara de oxigênio. — O que há com esse seu homem das cavernas que precisa carregar todo mundo no colo?
Foi Harry quem respondeu:
— Acho que a vida com minha fofinha é uma eterna lua-de-mel, e cada porta, a entrada para uma nova vida.
— Ah, querido, que gracinha!
— Hermione! — exclamaram todos, ignorando Harry e entreo¬lhando-se.— Você voltou!
— Olá, tio Severus. Rainbow — ela acenou, mas não saiu da segurança do abraço dele.
— Hermione, querida — os olhos de Rainbow pousaram com desdém no pequeno diamante que adornava o dedo da sobrinha. — Soubemos que você... fugiu com seu amante.
Harry assentiu.
— Você soube a verdade.
— Devia ter contado a sua família — murmurou Severus.
— Sinto muito, tio.
Harry levou-a até os tios e estendeu a mão.
— Muito prazer, pessoal! — disse ele da forma mais grosseira que conseguiu. Depois rodopiou Hermione até a cadeira do tio, fa¬zendo com que as botas dela arruinassem a meia de seda de Rain¬bow. — Muito prazer, senhor. Sou Harry Potter. Administro a Fazenda Círculo BO. Quero que saiba que amo sua sobrinha e pretendo continuar com ela. A primeira vez que pus os olhos nela, pensei comigo mesmo: Harry, garoto, aproveite essa linda flor que brotou no meio do esterco, que é a sua vida! — ele riu alto e con¬tinuou: — Sabem, minha vida não tinha sentido, até que conheci esta minha pequena.
Rainbow pegou um guardanapo de pano e começou a se abanar.
— Sentimos muito por não podermos convidar vocês para o ca¬samento, mas foi uma cerimônia particular.
— Apenas Elvis e nós — complementou Hermione. Com o cha¬péu inclinado para o lado, ela encostou o rosto no peito de Harry. Pelo jeito que os ombros dela se mexiam, ele suspeitou que estava rindo. Para cobrir o barulho, ele tossiu alto.
Olhares furtivos das pessoas presentes na sala notavam a ati¬tude estranha do casal.
— Sentem-se — ordenou Minerva da cabeceira da longa mesa formal, indicando dois lugares vazios a seu lado. — A sopa está esfriando
— Nada pior do que sopa fria — anunciou Harry e deixou Hermione escorregar de seu corpo até que as botas dela tocaram o solo. — A menos que seja buchada de bode fria, certo, amorzinho?
— Certo — concordou ela, ajeitando o vestido e sentando-se. Severus falou:
— Então, Potter, por que não nos conta alguma coisa sobre você?
Harry tomou a primeira colherada de sopa produzindo um ruído.
— Bem, como falei, trabalho numa fazenda de gado em Hidden Valley. A Círculo BO. Quando não estou trabalhando, tento passar o máximo de tempo possível com minha garota. Nós almoçamos juntos todos os dias no Ned. É o momento mais feliz do meu dia — Hermione olhou para ele e Harry piscou. Era verdade.
— Ned? — Rainbow perguntou com desprezo.
— Restaurante Caldeirao Furado. Onde minha pequena trabalha. O me¬lhor hambúrguer do Texas. Gordura pura. Vocês adorariam. Todo mundo gosta.
Rainbow engasgou.
Severus inclinou-se para frente, expressão desgostosa.
— Perdoe-me se essa questão é inadequada, mas imagino que você não ganhe muito bem trabalhando em uma... fazenda.
— Oh, você ficaria surpreso. Lá na fazenda, temos uma casa nossa e tudo mais. Algum dia espero construir a casa dos sonhos da minha garota.
Um olhar distante cruzou o rosto de Hermione.
— Um pequeno chalé com cerca - viva.
— E tem que ter um bom terreno para o monte de filhos que vamos ter — Harry segurou o rosto dela com as duas mãos e a olhou fundo nos olhos.
Ela inclinou-se sobre ele, a respiração soprando nos seus lábios.
— Muitos, muitos filhos.
Ele a beijou de leve nos lábios.
Hermione derrubou a colher com um barulho dentro do prato de porcelana chinesa e envolveu o pescoço dele com os braços. Então Harry a beijou do jeito que sempre sonhara fazer no Caldeirao Furado de Ned.
— Filhos? — Minerva retomou a máscara de oxigênio e, dessa vez, pela palidez de sua face, parecia que realmente precisava da coisa.
Ele afastou a boca de Hermione só a distância necessária para dizer:
— No mínimo a quantidade que papai e mamãe tiveram.
— Todos com nomes de Estado — acrescentou Hermione. — Tem Califórnia, Washington, Idaho, Nebrasca, Ohio, Flórida, Indiana, Kansas e, é claro, meu Harry Dakota.
Harry deu de ombros e assentiu:
— É muito divertido.
— Nove filhos? — Minerva estava positivamente branca.
— Por que não? — perguntou ele entre beijos nos lábios de Hermione. — Na minha opinião, uma mulher não deve trabalhar fora. Minha mãe nunca trabalhou e sempre tinha muita coisa para fazer. Nós seremos pobres, porém felizes.
Um suspiro alegre veio de Hermione. Ela adorava a idéia e ape¬nas desejava que ele estivesse descrevendo seu futuro real.
— Hermione, como cabeça da família e voz da razão, exijo que você anule essa sentença de prisão. Imediatamente!
— Anular? — Harry encarou Minerva, e então Hermione. Pelos músculos que saltavam do maxilar dele, Hermione pôde ver que ele estava se esquentando para seu papel. — Oh, não, madame! Não podemos fazer isso. Não agora que estamos esperando...
Uma bagunça começou em volta da mesa e aumentou enquanto a família tentava digerir a última bomba. Minerva comprimia a más¬cara contra o rosto.
Hermione cutucou Harry. Não queria matar Minerva. Apenas ser deserdada. Rapidamente, ela explicou:
— Não, não estou grávida ainda. Nós estamos... Bem, estamos esperando que eu engravide.
O alívio das pessoas na sala foi palpável. Harry levantou as sobrancelhas.
— Mas não vai demorar muito para que Hermione embuche. Na verdade, acho que não vamos ficar para a sobremesa, se entendem o que quero dizer.
Quando Minerva recuperou-se do choque, tirou a máscara do ros¬to, afastou a cadeira e se levantou.
— Hermione! Você vai comigo para o escritório. Agora! — a faísca nos olhos dela não davam chance para argumentos.
— Agora?
— Já!
— Mas e Harry? Nunca vou a lugar nenhum sem ele.
— Tenho certeza que ele pode ficar sem você por alguns minutos.
Hermione fez uma expressão sofredora por ter que se separar de seu marido.
— Pode mesmo, querido?
— Não se preocupe comigo, pequena. Vou esperar aqui com a família — Harry ficou exultante ao perceber que Rainbow empa¬lidecia e apertou a mão de Severus. — Vá em frente, ficarei bem.
Incapaz de resistir à tentação e sentindo que causaria impacto, ele levantou-se e inclinou Hermione sobre a mesa, dando-lhe outro beijo exagerado. Quando se aprumaram, ele estava ofegante e po¬dia escutar as batidas do próprio coração.
Aquele jogo estava começando a ficar bom demais.
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e ae? será q agora a Minerva surta??? ashashashashasha...

Continua...

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