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3. CAPÍTULO III


Fic: O Caubói Milionário - UA - HH


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Bem... como tive mais comentários, vou responder lah em baixo...

Bjus...

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Por volta das quatro horas daquela tarde, Harry estava no alojamento dos empregados, que compartilhava com Montana, seu irmão mais novo, na Fazenda Círculo BO. Pequeno, porém confortável, o chalé rústico com apenas dois quartos era uma das residências que seu tio provinha para os tra¬balhadores da fazenda. O conjunto dos chalés localizava-se numa área arborizada e parecia um acampamento de verão para caubóis.
Na sala de estar, Harry vasculhava um baú que servia como mesinha de centro. Uma sacola de couro gasta estava aberta no chão, enquanto ele arrumava as coisas para a viagem.
Como se permitira ser convencido a fazer aquela loucura?
Na verdade, sabia como. Um par de olhos da cor de mel fora a razão. Quando Hermione lhe perguntara pela primeira vez se ele podia acompanhá-la, ele concordara na hora, sem pensar uma segunda vez. Era impossível negar qualquer coisa para aque¬les lindos olhos castanhos.
Agora que tinha mais tempo para rever a situação de uma ma¬neira racional, precisava admitir que era uma loucura.
— É só por um fim de semana — alegara ela. — Dois, três dias. Posso apostar que Charles já os avisou que você irá. Se não for comigo, irão desconfiar. Tenho uma poupança. Vou lhe pagar pelo seu tempo.
Aquela última parte o divertira, mas não deixara transparecer. Em vez disso, sorriu e a encorajou a continuar.
— Harry, essa não é a primeira vez que minha família faz isso comigo. Toda vez que Minerva teme que eu me afaste definitivamen¬te, surge com uma doença incurável. Então acabo prometendo-lhe tudo que ela deseja e me arrependo depois. Tenho impressão de que dessa vez ela não está mais perto da morte do que eu. Bem, estou cansada de ser manipulada como uma marionete. Tenho o direito de viver minha vida como quero. E se quero ser pobre, isso é problema meu.
Ele não poderia culpá-la. Mesmo em sua própria família, Paizão assegurara-se de que todos os filhos, sobrinhas e sobrinhos, tives¬sem a chance de experimentar o trabalho duro, antes de tomarem seu lugar em uma das companhias da família. O gosto da vida real fazia um executivo melhor, dizia seu tio.
E Harry sabia que Paizão estava certo.
— Talvez se Minerva puder ver como... hum... você me faz feliz, ela desista.
Talvez. Ele suspirou lentamente enquanto pesquisava o conteúdo do baú, cheio de memórias de seus dias de rodeio. O fato de estar sendo esperado para o fim de semana em Dallas, ao lado de Hermione, era culpa de ambos. Ele praticamente insistira que fossem juntos. Mas a atitude controladora de Charles ajudara-o a tomar uma postura.
Então agora iria conhecer a família dela. Algo que não planejara fazer tão cedo. Pelo menos não até que eles tivessem mais tempo de convivência. De namoro.
Bem, era tarde demais para voltar atrás. Hermione estava con¬tando com ele.
Concordara em ser contratado e não faltaria com a palavra. Faria o papel de marido durante o fim de semana e pronto. Harry pôs a mão no queixo. Temia o resultado daquilo tudo.
Com um sorriso duvidoso, pensou nas palavras de Hermione antes de fazer a mala. Não poderia levar roupas de quem está pronto para o chá das cinco com a rainha da Inglaterra. Ser um caubói pobre era um dos seus melhores atributos no que se tratava de escandalizar a avó dela. Então seria um caubói.
Alguns lenços coloridos, duas gravatas berrantes, uma fivela de cinto prateada, um par de esporas. Uma calça de couro com franjas estava nó fundo do baú, e só de brincadeira, ele a experimentou. Depois disso, acrescentou um coldre que fizera manualmente nas aulas de arte da escola, um revólver quebrado sem balas e uma faixa azul que ganhara por montar com bravura um touro, anos atrás. Poderia levar aquelas coisas também.
Se o plano era bagunçar a cabeça da avó dela, certamente seria bem-sucedido. Ele se olhou no espelho e deu de ombros. E daí?
Afinal, ela estava pagando por um homem selvagem. Tirou o velho revólver do coldre, girou-o nos dedos, apontou para a parede e sor¬riu. Ainda era emocionante. Quando criança, praticara inúmeras vezes aquele movimento, embora nunca o tivesse usado.
De repente, passos pesados foram seguidos de uma forte batida na porta da frente. Abandonando a tarefa de arrumar a mala, Harry pôs o chapéu na cabeça e foi atender.
Seu tio, Paizão Potter, dono da fazenda e da dinastia de pe¬tróleo dos Potter, estava parado na pequena varanda do chalé, sorrindo para ele. Após um cumprimento rápido, o olhar travesso do homem estudou as roupas do sobrinho, mas não fez nenhum comentário.
— Você queria me ver, filho?
— Sim, senhor. Obrigado por ter vindo — Harry convidou o tio à se sentar e então foi até a geladeira, retornando em seguida com duas cervejas. Sentando-se ao lado de Paizão, no sofá, entre¬gou-lhe uma das garrafas e foi direto ao assunto:
— Paizão, preciso tirar o próximo fim de semana de folga — segundas e terças eram seus dias regulares de descanso.
O tio fez uma expressão interrogativa.
—Alguma razão em particular?
Harry pigarreou.
— Tenho um encontro.
— E precisa do fim de semana de folga? — o tom do tio era de censura.
— Não é o que parece. Vou a Dallas conhecer a família dela.
O semblante crítico do tio, de repente, abriu-se num sorriso. Todos sabiam que nada dava tanto prazer a Paizão quanto saber que alguém de sua família estava apaixonado.
— Muito bem, garoto. Eu nem sabia que você estava saindo com alguém especial — ele levantou a garrafa de cerveja para brindar e deu um gole de congratulação.
— Ela é muito especial, tio — Harry preferiu omitir que aquela seria a primeira vez que eles sairiam juntos.
— Deve ser mesmo. Se você já vai conhecer a família. Qual é o nome da moça?
— Hermione.
— Bonito nome. Bem, sei que não é problema meu e que você já está crescidinho, mas acho que é meu dever de tio avisá-lo para que se comporte e aja como um... — ele olhou de novo a roupa de Harry — Potter esse fim de semana.
— Dou-lhe minha palavra.
— Ótimo. Quando planeja partir?
— Esta tarde, depois que ela encerrar o turno no restaurante do Tom. Ela é garçonete do Caldeirao Furado — Harry aproximou-se um pouco do tio. — Paizão, poderia me emprestar aquela caminhonete de carga leve para o fim de semana?
— Para quê?
— Quero usá-la para levar Hermione até Dallas.
O homem mais velho o encarou.
— Quer levar sua garota a Dallas naquela coisa velha, quando você tem uma picape novinha com todo luxo? Por quê?
Harry esfregou as mãos e pensou na melhor forma de explicar:
— Ela não gosta de demonstrações de riqueza. A família dela é... bem, a família dela é...
— Oh, não fale mais nada. Entendo perfeitamente.
Será que ele entendia? Com expressão pensativa, Paizão assentiu com um movimento de cabeça.
— Você não quer impressionar no começo.
— Exatamente.
— Isso é sábio de sua parte. Sei que a fortuna de nossa família pode intimidar as pessoas. Mas não se preocupe, filho. Se a moça o ama, ela e a família não se importarão se souberem que seu pai e eu possuímos um bom pedaço desse Estado.
— Você acha mesmo? — ele queria acreditar naquilo.
— Claro. Já vi isso acontecer com meus próprios filhos mais de uma vez. Apenas seja você mesmo. Sempre achei que pessoas que se gabam da riqueza são realmente chatas. Apenas seja sincero e dê-lhes a chance de conhecê-lo — Paizão consultou o relógio. — Tenho que ir. O trabalho me espera. Você pode pegar a velha ca¬minhonete quando quiser. Divirta-se, filho. E faça com que eu e seu pai tenhamos orgulho de você.
— Obrigado, tio. Eu... farei o possível — uma ponta de culpa assolou Harry.
O homem mais velho levantou-se para sair, exatamente quando o irmão de Harry, Montana, chegou. Paizão o olhou bem e então disse:
— Montana, você ficará como capataz, no lugar de Harry, por este fim de semana.
— Ficarei?
— Sim.
Quando o tio se afastou da casa, Montana fechou a porta e re¬laxou no sofá. Então deu um assobio alto e longo.
— Uau! Aonde vai você com essas roupas?
— Cale-se.
Montana riu.
— Algum rodeio dos anos cinqüenta?
— Vou viajar com uma mulher.
— E precisa levar esporas? — divertido, Montana levantou uma sobrancelha e deu uma olhada nas coisas que estavam separadas. — Deve ser uma viagem especial.
— E é — Harry balançou a cabeça. — É o encontro amoroso mais tolo que já tive.
— E quando você vai voltar, meu jovem?
— Boa pergunta — ele enrolou um chicote de couro e pôs na sacola.
Montana franziu o cenho. Harry seguiu o olhar dele para o chicote e riu.
— Ah, isso não é para ela, é para a avó dela.
— Sim, certo — ajeitando-se no sofá, Montana perguntou: — Quer me contar o que está acontecendo?
— Sim, é melhor eu contar mesmo, para que você me dê cober¬tura se for necessário.
Depois de fechar o zíper da mala, Harry sentou-se na frente do irmão e começou a descrever o que lhe acon¬tecera algumas horas atrás no Caldeirao Furado.
Montana ficou intrigado.
— Deixe-me entender isso direito. Hermione quer lhe apresentar como marido à família dela porque acredita que você seja um caubói pobre e antiquado?
— Sim, achei que contar a ela sobre nossa situação financeira neste momento estragaria tudo.
— E ela não sabe que nossa família é mais rica do que a dela?
— Não. E não vou contar. Ainda não. Por enquanto, ela sabe que sou o capataz de uma fazenda. Pensa que vivo de salário. Nun¬ca ouviu falar de Paizão, ou do nosso pai, ou das empresas deles.
Montana assobiou.
— O que está por trás disso?
— Lembre-se, ela odeia dinheiro. Pelo que entendi, passou boa parte da vida fugindo de qualquer coisa que se relacionasse à herança. Diz que o dinheiro arruína pessoas boas e as torna maquiavélicas.
Montana sorriu.
— Ela parece boa demais para ser verdade. Ela tem irmãs? Eu poderia vestir essas roupas baratas e cortejá-las.
— Não sei. Mas se o irmão dela, Charles, for uma amostra do que é o resto da família, tenho a impressão de que Hermione é a ovelha negra da família.

Hermione assistiu encantada enquanto Harry manobrava com astúcia a velha caminhonete amassada na rua estreita e estacio¬nava na frente de sua humilde moradia.
Quando ele lhe dissera que iria buscá-la com sua caminhonete, nunca imaginara vê-lo chegando naquela máquina cheia de barro. O veículo soltava fumaça escura pelo escapamento e o motor fazia um ruído absurdo. Mal podia esperar para ver a expressão de Minerva assistindo-os chegando naquela coisa. Uma enorme alegria a invadiu. Era perfeito.
— Pronta? — o sorriso cativante de Harry, como sempre, fez o coração dela disparar. Então desviou rapidamente os olhos da¬quele sorriso, de medo que ele percebesse sua reação e fugisse dali. Precisava muito dele para deixar isso acontecer.
— Prontíssima.
Enquanto ele colocava a mala na caçamba da picape, Hermione notou que ele tivera a consideração de colocar um lindo cobertor indiano sobre o banco de couro preto. E também um travesseiro sobre a mola aparente no assento rasgado. Havia um pedaço de tapete limpo no chão. Um pequeno ventilador havia sido pregado no teto do lado do passageiro para circular o ar. E o rádio estava sintonizado na sua estação favorita de música popular.
Hermione mordeu o lábio inferior. Ele era um homem tão doce. Por um momento, fantasiou que aquilo tudo era real. Era verdade que o caubói era dela e que podia permitir-se então o direito de sentir a felicidade que se irradiava por todo seu corpo.
Ele estendeu-lhe a mão.
— É um pouco alto — a desculpa encabulada na expressão dele era tão adorável. O coração dela disparou de novo.
Hermione pegou a mão dele e entrou.
— Obrigada.
— O cinto de segurança não é retrátil É melhor apertá-lo bem. Esse carro é tão seguro quanto um cavalo, mas nunca se sabe — as covinhas dele brilharam antes dele fechar a porta.
Conversando banalidades, sobre o jardim do vizinho, a casa dela, a duração do percurso, eles partiram. Quando chegaram à estrada principal, Harry relaxou no banco como quem se prepara para um longo trajeto. Tinham que falar um pouco mais alto do que o normal para serem ouvidos sob o barulhento motor da caminhone¬te, mas para Hermione aquilo apenas acrescentava mais emoção à aventura.
As sombras das árvores alongavam-se no asfalto enquanto a imensa bola de sol laranja brilhava no horizonte do oeste. Hermione deu uma rápida olhada para Harry. Em poucas horas estariam na frente de Minerva como marido e mulher. A idéia enviou-lhe um tremor por todo corpo, causando-lhe um vazio no estômago. Talvez comer alguma coisa lhe fizesse bem.
— Pedi ao Tom se eu poderia fazer alguns sanduíches para trazer, porque o jantar em Dallas será apenas às oito horas. Está com fome?
— Morrendo de fome.
— Que bom — gratificada, ela sorriu e tirou da sacola de mão um sanduíche embrulhado em papel alumínio. — Espero que você goste de peru defumado com provolone.
— Adoro — Harry pegou o sanduíche, desembrulhou-o e deu uma boa mordida.
E conversavam enquanto comiam.
— Sabe, esse pode ser um bom momento para esclarecermos a nossa história — sugeriu Hermione.
— Nossa história?
— Precisamos combinar como nos conhecemos e essas coisas.
— Não quer confirmar a história que contamos antes?
— Não que não tenha sido interessante descobrir que casamos numa capelinha em Las Vegas, ao som de Elvis Presley. Mas não, meus nervos não agüentariam isso.
Os dois riram ao mesmo tempo.
— Certo. Mas primeiro por que não me conta um pouco sobre sua família? Então lhe contarei sobre a minha e podemos montar a nossa história a partir daí.
— Boa idéia — Hermione desenrolou mais um pedaço do papel alumínio. — Para terminar antes da virada do próximo século, eu lhe darei a versão resumida.
— Está bem — o interesse de Harry parecia ser verdadeiro porque ouvia atentamente cada palavra do que ela dizia.
A velha caminhonete chacoalhava em algumas imperfeições do asfalto, aumentando a sensação de entusiasmo em Hermione. Nun¬ca se sentira tão feliz ao lado de alguém. Embora eles viessem de mundos totalmente diferentes, ela sabia que Harry entenderia as complexidades do seu estilo de vida e aceitaria. Ele era maravilhoso daquela forma.
— Já ouviu falar dos cosméticos Lindon House?
— Não posso dizer que já usei os produtos — o rosto dele se iluminou com humor. — Mas o nome da companhia não me é es¬tranho. Ouvi alguma coisa recentemente sobre uma outra filial, se não me engano.
— Muito bem. Estou impressionada — ela o olhou surpresa, então sentiu-se culpada. Só porque alguém era pobre não signifi¬cava que não lia o jornal ou assistia ao noticiário. — Bem, a Cos¬méticos Lindon House é uma das maiores empresas de cosméticos do mundo. E pertence a minha avó. A tataravó de Minerva começou a tocar o negócio no quintal de sua casa há mais de cem anos e desde então tem sido passado de geração para geração para as descendentes do sexo feminino. E como minha mãe já morreu...
— É a sua vez.
Hermione sorriu com tristeza e deu de ombros.
— Você não parece muito animada quanto a isso — comentou Harry.
— Não é a idéia de dirigir a companhia que me incomoda.
— Não?
— Não, é a riqueza.
— A riqueza? — Harry recuou e ela sabia que ele devia estar pensando sobre suas próprias origens humildes.
— Sim — disse ela com franqueza. Não adiantaria negar. Em pouco tempo, ele poderia ver a situação financeira da sua família com os próprios olhos. — É extrema. O tipo do riqueza nojenta que tem tido um efeito inconveniente na minha família. Infelizmente, você vai descobrir isso logo.
Quando Harry acabou de engolir um pedaço do sanduíche, sugeriu:
— Conte-me sobre Ronald.
— Ronald Weasley é o filho mais novo da melhor amiga de minha avó. Ele é dono da Mônaco, uma das maiores lojas de departamen¬to, e é o maior cliente da Lindon House. Meu casamento com Ronald seria muito vantajoso para a situação financeira de minha família — Hermione esclareceu.
— Mas você não o ama.
— Não. Mas Minerva quer que eu me case com ele assim mesmo. Ele é a primeira escolha dela. Eu... — ela hesitou. — Eu não tenho nenhum desejo de me casar. Não sei como fazer minha família entender isso. Sabe o que quero dizer? — quando ela o olhou para ver a reação dele, Harry suspirou e deu de ombros.
— Você não tem nenhum desejo de se casar. Sim, acho que entendo o que está dizendo.
Hermione encontrou os olhos de Harry e esperou ter transmi¬tido a mensagem sutil: Ronald estava fora de questão e ela era solteira e disponível.
A garrafa térmica que levara continha chá gelado. Ela encheu dois copos descartáveis e entregou um a ele.
— Minha avó gosta de brincar de casamenteira, embora para sua frustração, sem sucesso. Minha mãe era tão rebelde quanto eu e se casou por amor. Meus pais morreram antes que ela pudesse assumir a empresa.
— Lamento saber sobre seus pais. Deve ser difícil.
— É sim. Eram pessoas maravilhosas, que não ligavam a míni¬ma para dinheiro. Morreram quando eu era criança, num acidente de trem. Estavam fazendo o que mais amavam, viajando em volta do mundo, ajudando pessoas em necessidade nos países de terceiro mundo. Algum dia, quero fazer exatamente como eles. No momento ajudo, nos meus dias de folga, na cozinha da Sopa dos Pobres de Hidden Valley. Descasco batatas, limpo o chão e lavo louça. Minerva teria um ataque se soubesse disso.
Quando ele tirou os olhos da estrada para encará-la, a admira¬ção era quase palpável.
— Você é mesmo muito especial.
— Não. Mas meus pais eram — sentindo-se de repente triste, Hermione mudou de assunto: — Bem, todo o resto da minha família mora junto na mansão de Minerva.
Quando eles pegaram a estrada secundária para Dallas, ela pas¬sou-lhe mais alguns detalhes sobre sua vida, que um marido saberia.
— Tenho um irmão, Charles, o qual você conheceu, e infeliz¬mente, nenhuma irmã. O filho de Minerva, irmão de minha mãe, Severus, mora na casa com a quarta esposa, Rainbow. Somos em cinco a maior parte do tempo, mas parece que somos cinqüenta, tamanho barulho e brigas que acontecem. Mesmo no horário de almoço, o Caldeirao Furado é uma tranqüilidade se comparado a nossa casa.
Aliviando a conversa, Hermione alegrou Harry com histórias de sua vida de menina na mansão Lindon House. Descreveu os acres da paisagem, a fuga em automóveis raros, os empregados, as piscinas, a quadra de tênis e a sensação de solidão que dinheiro algum podia suprir. Contou que passara a infância numa prisão de piano e aulas de etiqueta, e o quanto desejava escapar, rir, correr e se sujar como os filhos dos empregados.
Continuou descrevendo sua suíte na ala leste da casa e assegu¬rou-o de que havia tantos quartos lá que ninguém descobriria se eles não dormissem juntos. Ele poderia ficar no quarto de conexão, contanto que arrumassem a cama logo, todas as manhãs. Certa¬mente teriam que fazer algumas demonstrações que estavam ca¬sados para a família e os empregados não desconfiarem.
Harry concordou.
Ele deu uma olhada para Hermione.
— Alguém mais sobre quem eu deva saber?
— Há dezenas de empregados andando pela casa o tempo todo, mas devido às condições de trabalho nada prazerosas, eles pedem demissão freqüentemente. É provável que eu não conheça a metade deles — ela sorriu. — Você já sabe bastante da minha vida. Por que não me conta da sua?
Harry a olhou novamente. Pegou o copo de chá do console, e pensou como contaria a história de sua família sem trazer o assunto do dinheiro. Não eram todas as famílias que se deixa¬vam corromper por dinheiro. Seu próprio pai e tio eram teste¬munhas vivas do fato. Entretanto, achou melhor omitir parte da história por enquanto.
— Bem, venho de uma família muito grande. Meu tio, Paizão Potter, tem nove filhos, todos com nomes de cantores famosos. Elvis, Charles, Frank e assim por diante.
A risada de Hermione o fez sorrir.
— Paizão é o dono da fazenda na qual você trabalha, certo?
— Certo. Antes de cada um de nós ter a permissão de ter um emprego nos negócios da família, nós o ajudamos a administrar a fazenda por um tempo.
Hermione abriu a boca para falar, mas ele a interrompeu, não querendo dar-lhe tempo para perguntar sobre os negócios da família.
— Meu pai é James Potter. Meu pai e minha mãe, Lílian, também têm nove filhos. Eu sou o mais velho. Para escolher os nossos nomes, meu pai foi tão criativo quanto seu irmão.
— Deixe-me adivinhar — ela levantou a palma da mão. — Uma voz que você se chama Harry Dakota, vou escolher outros Estados ame¬ricanos para descobrir o nome de seus irmãos.
— Você é inteligente — parecia impossível, mas a cada quilômetro rodado, ele gostava mais dela. — Meu pai é provavelmente o homem mais patriota do mundo e isso explica os nomes. De qual¬quer forma, somos em quatro homens: eu, Montana, Tex e Kentucky, que tem o apelido de Tucker. Há cinco mulheres: Virgínia, que todos chamam de Ginny, Carolina, Geórgia, Maryland, que chama-mos de Mary, e a última, Louise Anna. Ela ainda está no colegial.
— Onde eles moram?
— Montana mora comigo no alojamentos dos empregados da fazenda. Os outros moram com meus pais. Temos uma fazenda, não muito longe da Círculo BO, e criamos algumas vacas lá — havia muito equipamento de perfuração de petróleo para que cui¬dassem de gado, mas Harry achou melhor não mencionar isso.
— E você nunca se casou?
Ele pressionou a mão no volante.
— Não. Como você, nunca encontrei a pessoa certa — até agora, ele queria complementar, mas em vez disso, decidiu reclinar-se no banco e ir com calma. Não podia assustá-la com seu interesse. — Também ainda não estou pronto para me acomodar. Bem, esses são os detalhes mais pertinentes sobre minha vida. Mas, e quanto a nossa história, querida?
— Nossa história? — os olhos dela estavam sem brilho.
— Sim. Você disse que deveríamos inventar uma história, lem¬bra-se? Quando e como nos apaixonamos, como eu lhe pedi em casamento, você sabe, todas as pequenas coisas que devemos saber um sobre o outro.
— Certo, claro. Desculpe-me, eu estava meio aérea — ela puxou um pacote de salgadinhos de dentro da sacola. — Batatas?
— Claro — intencionalmente roçando os dedos nos dela, Harry pegou o saco de batata frita, mas se demorou concentrando-se na¬quele toque. — Então, quando você se apaixonou por mim?
— Bem, vamos ver. Vamos dizer a eles que me apaixonei a terceira vez que você foi almoçar onde trabalho. A primeira vez que você entrou lá, todas as mulheres notaram e eu me perguntei o porquê.
Harry fez uma careta. Todas aquelas mulheres sabiam de sua situação financeira e eram cheias de falsos interesses.
— E você descobriu a razão?
— Bem, para começar você é... é... lindo — ele fez uma careta. — Ora, é verdade e você sabe disso. Na segunda vez que entrou lá, notei que você era um homem gentil. E na terceira vez, percebi que já estava completamente apaixonada.
Ele riu.
— Ótimo. Para mim, por outro lado, foi amor à primeira vista. Vou continuar com a história que contei a Charles sobre querer beijá-la desde o primeiro momento que pus os olhos em você.
— Certo — novamente, ela pegou algo na sacola. — Bolacha de chocolate?
— Aceito.
Ela deu uma na mão dele.
— Obrigado. Quando eu lhe pedi em casamento?
— Não sei, mas tem que ser alguma coisa romântica.
— Que tal se dissermos que eu a levei até a fazenda para andar a cavalo porque sabia que você adorava cavalos e teve todos os livros sobre eles que uma garotinha podia desejar.
Ela o encarou surpresa. Como ele se lembrava daquilo?
— E fizemos um piquenique sob as estrelas, e eu ajoelhei e lhe implorei que fosse minha esposa e mãe dos meus filhos, e beijei-lhe aqui...
Ele tirou os olhos da estrada apenas tempo bastante para tocar os lábios dela com o indicador.
— Hum, certo — ela fechou os olhos e respirou profundamente. — Isso parece perfeito.
Para Hermione, o tempo parecia voar enquanto eles organiza¬vam a estratégia que enfrentariam nos próximos dias. Pela maior parte do tempo, a convivência deles era fácil. Entretanto, de vez em quando, os olhares se encontravam e se sustentavam por um tempo. Envergonhada, ela desviava os olhos e fingia que a eletricidade que circulava entre eles não existia de verdade. Harry dei¬xara claro que não estava pronto para nenhum tipo de compromisso, estava simplesmente lhe fazendo um favor. A fim de não se decepcionar, ela sabia que era melhor manter isso em mente.
Sem que ambos percebessem, chegaram na fronteira de Dallas. A casa de Minerva ficava no bairro nobre, no alto do morro com vista para a cidade. À luz do crepúsculo, as cercas-vivas e flores exube¬rantes que rodeavam as casas, pareciam artificiais de tão perfeitas. A luz tênue e dourada do sol entrava pela janela do carro.
Hermione estudou o perfil de Harry e se perguntou como ele estaria se sentindo. Um bairro como aquele podia intimidar até mesmo os que moravam ali. Porém, a postura dele era de quem estava completamente confortável. Para seu próprio bem, ela des¬viou o olhar. Não havia nada mais atraente do que um homem confiante em si mesmo.
Antes de decidir convidar Harry para acompanhá-la, pensou nos pontos fortes dele e soube que não era alguém que Minerva pudesse humilhar facilmente.
— Vire ali, na rotatória. Depois siga até o final da rua e verá os portões.
— Certo.
— Estacione ao lado do poste de tijolos para que eu possa digitar a senha para a abertura dos portões.
Depois que os portões de ferro se abriram, ele dirigiu pelo longo caminho arborizado com a confiança de um milionário di¬rigindo um Jaguar. O caminho de cascalho terminava abrindo-se num pátio circular com uma linda fonte iluminada ao centro, jorrando água. Gigantes leões de mármore ladeavam os degraus da entrada principal.
Quando Harry estacionou e desligou a caminhonete barulhen¬ta, as impressionantes portas da frente se abriram e um mordomo que Hermione não reconheceu, correu para apanhar a bagagem.
Ignorando a afobação do mordomo, Harry abriu a porta do veí¬culo e, saindo, deu a volta para abrir a porta para ela. Ele a abraçou pela cintura enquanto se dirigiam para a mansão, quando o mor¬domo os alcançou.
— Lamento, mas o senhor não pode parar aquela... aquela coisa aqui. Precisará marcar, uma hora para visitar a residência — disse ele. — Não sei quem é o senhor...
Por trás dos painéis de vidro bizotado que ladeavam as portas de mogno, uma tosse seca soou.
— Simon? — chamou uma voz fraca. O mordomo ficou alerta.
— Sim, madame?
— Quem está aí?
Hermione suspirou.
— Sou eu, vovó.
— Hermione? É você? — Minerva tossiu de novo.
— Sim. Eu e... — ela olhou para Harry — meu marido... Silêncio.
O mordomo ficou boquiaberto.
Hermione virou-se de costas para a casa e, sorrindo para Harry, sussurrou:
— Desculpe-me colocá-lo nessa situação, mas ela está nos observando como um falcão. Agora seria um bom momento para fazer alguma coisa típica de um marido, como por exemplo — ela pôs o dedo no próprio rosto — me beijar.
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Nick Granger Potter: algo me diz que a querida vovó vai surtar... e o Harry realmente deve aproveitar essa chance, neh...

**RE**: sem dúvida... ele vai ser o marido mais que perfeito para o que ela tem em mente....

Hermione.Potter; Querida, se eu conhecesse um homem desses eu também ia querer pra mim... realmente a família naum é nem um poko qrida... muito pelo contrário... e pode ter certeza de que a Mione naum vai fikar nem um poko feliz qdo descobrir...

camila de sousa: Vlw... mas como disse, quem dera conhecesse...

(S)ara C : Bem vinda... é muito bom saber q vc está gostando... eu tbém adoraria tirar uma casquinha... é um pedaço, neh... mas qto a ela descobrir, vai demorar sim... é bem no final da fic...

Bjus a tdas...

Continua...

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