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19. Culpa e conseqüências


Fic: BEFORE THE DAWN- NC18 - Continuação de Save Me - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 David Archuleta - Crush



David Archuleta – Crush

I hung up the phone tonight,
Something happened for the first time,
Deep inside it was a rush, what a rush,
Cause the possibility that
You would ever feel the same way about me,
It’s just too much, just too much
Why do I keep running from the truth,
All I ever think about is you
You got me hypnotized, so mesmerized,
And I just got to know

Do you ever think, when you’re all alone,
All that we can be, where this thing can go,
Am I crazy or falling in love,
Is it real or just another crush
Do you catch a breath, when I look at you,
Are you holding back, like the way I do,
Cause I’m tryin’, tryin’ to walk away
But I know this crush aint’ goin’ away, goin’ away

Has it ever cross your mind when we’re hangin’,
Spending time girl,
Are we just friends, is there more, is there more,
See it’s a chance we’ve gotta take,
Cause I believe that we can make this into
Something that will last,
Last forever, forever

Do you ever think, when you’re all alone,
All that we can be, where this thing can go,
Am I crazy or falling in love,
Is it real or just another crush
Do you catch a breath, when I look at you,
Are you holding back, like the way I do,
Cause I’m tryin’, tryin’ to walk away
But I know this crush aint’ goin’ away, goin’ away

Why do I keep running from the truth,
All I ever think about is you
You got me hypnotized, so mesmerized,
And I just got to know

Do you ever think, when you’re all alone,
all that we can be, where this thing can go,
Am I crazy or falling in love,
Is it real or just another crush
Do you catch a breath, when I look at you,
Are you holding back, like the way I do,
Cause I’m tryin’, tryin’ to walk away
But I know this crush aint’ goin’ away, goin’ away


David Archuleta – Crush (tradução)

Eu desligo o telefone nesta noite
Algo aconteceu desde a primeira vez, lá no fundo.
Foi rápido, muito rápido.
Porque a possibilidade de você sentir o mesmo por mim
É muita, simplesmente muita.

Por que eu continuo fugindo da verdade?
Tudo em que eu penso é você
Você me hipnotizou, tão fascinado, e eu só tenho que saber

Você já pensou, quando está sozinha,
Tudo o que podemos ser, aonde isto pode ir?
Estou louco ou me apaixonando?
É real ou apenas uma outra atração?
Você suspira quando olho pra você,
Você está se segurando do jeito que eu estou?
Porque eu estou tentando, tentando fugir
Mas eu sei que esta atração nunca irá embora...

Já passou pela sua mente quando estávamos saindo,
Passando tempo, garota, que eramos só amigos?
É algo mais, é algo mais?
É uma chance que temos que agarrar,
Porque eu acredito que podemos transformar isso
Em algo que dure para sempre, para sempre.

Você já pensou, quando está sozinha,
tudo o que podemos ser, aonde isto pode ir?
Estou louco ou me apaixonando?
É real ou apenas uma outra atração?
Você suspira quando olho pra você,
Você está se segurando do jeito que eu estou?
Porque eu estou tentando, tentando fugir
Mas eu sei que esta atração nunca irá embora...

Por que eu continuo fugindo da verdade?
Tudo em que eu penso é você
Você me hipnotizou, tão fascinado, e eu só tenho que saber

Você já pensou, quando está sozinha,
tudo o que podemos ser, aonde isto pode ir?
Estou louco ou me apaixonando?
É real ou apenas uma outra atração?
Você suspira quando olho pra você,
Você está se segurando do jeito que eu estou?
Porque eu estou tentando, tentando fugir
Mas eu sei que esta atração nunca irá embora...


Capítulo 18

Culpa e conseqüências

Um solavanco de dor gélida desceu por sua espinha, fazendo Hermione acordar engasgada enquanto os músculos de seu corpo se retesavam. Seus dedos se curvaram na pele quente do peito de Rony antes de fechar bem os olhos e tentar respirar através da dor. Seu corpo tremia... Seu estômago doía e contraía. Merlin, até os dedos de seus pés estavam amortecidos. Rolando de costas, Hermione levou uma mão à testa, sem se surpreender ao encontrá-la úmida, apesar do calor que fluía por ela. Finalmente, depois do que pareceu uma eternidade, a sensação passou, deixando-a fraca e exaurida por um momento antes de ela colocar as mãos nas têmporas e aliviar a dor de cabeça que crescia ali. Ela esticou as pernas e os dedos, removendo as últimas sensações.

Com os dentes ainda tilintando, ela tentou erguer a cabeça para olhar de relance para as janelas. Estavam cobertas de neve, mas estavam fechadas, e ela não podia sentir a brisa fria. Franzindo o cenho, Hermione respirou profundamente, acalmando sua pulsação antes de menear a cabeça.

Era isso. Não podia mais haver dor. Ela precisava viajar de volta para Roma, por uma semana mais ou menos, e falar com Professora Damina. Suas habilidades não a estavam levando a lugar algum, e, eventualmente, ela ia acabar no St. Mungos. Se nunca aprendesse a controlá-las. Não houve flashes, nem imagens, apenas seu corpo e sua mente se sentindo amortecidos, como se ela houvesse saído nua na neve.

Secando uma fina camada de suor, ela engoliu em seco e se virou para fitar Rony ainda adormecido e deitado de costas, uma mão espalmada no peito e o outro braço esticado no chão onde ela havia se aconchegado. Ela o observou em silêncio, absorvendo cada centímetro de seu corpo, cada linha e cada sarda de seu rosto. Uma onda abençoada de contentamento trespassou o horror que se avolumava nela apenas por um momento antes de ela de repente perceber que aquele sonho não podia durar.

Franzindo as sobrancelhas por ter que encarar a realidade depois de uma noite de prazer e paz, Hermione se inclinou e deslizou os lábios sobre os de Rony, sorrindo contra sua boca quando o sentiu se mexer. De repente, as mãos dele estavam em seu cabelo e ele a estava beijando possessivamente, um longo suspiro reverberando em sua garganta.

- Você tem um cheiro tão bom. – Ele murmurou, sua voz rouca por causa do sono. Hermione trilhou os dedos por seu queixo antes de, relutantemente, se afastar de seus braços.

- Rony...

Seus pesados olhos cobalto se abriram e dilataram, se ajustando à escuridão do cômodo antes de ele se sentar e correr os dedos pelos cabelos bagunçados:

- Maldição, que horas são?

- Tarde. – Hermione disse com um suspiro. – Caímos no sono...

Rony praguejou de repente e rolou de lado para pegar suas calças que jaziam em um amontoado no sofá. Hermione o observou enquanto ele tropeçava nos próprios pés e se vestia com movimentos trêmulos, resmungando consigo mesmo antes de encontrar sua blusa preta e vesti-la pela cabeça.

- Quer que eu vá com você? – Hermione perguntou, ficando de pé para vestir seu roupão.

- Não. – Rony disse distraidamente, colocando as botas. Ele suspirou e parou antes de erguer o olhar para ela com um sorriso amargo. – Acho que ela se sentiria pior se você estivesse lá. – Ele a observou por um momento, suas sobrancelhas se franzindo em preocupação. – Você está bem? Parece pálida, Hermione.

- Estou bem. – Ela mentiu com um sorriso forçado enquanto atava seu roupão. – Só estou tentando... Assimilar tudo isso. Tenho medo de acordar e descobrir que foi um sonho.

Rony sorriu fracamente antes de fechar as botas e ir até ela, suas mãos caindo para os quadris dela, onde seus dedos se enterraram no fino tecido de algodão. Ela se escorou nele quando ele a puxou para perto. Suas bocas se encontraram famintas, mas sem o ímpeto de desespero ou raiva, como antes daquela noite. Era incrível como ela se sentia em casa nos braços dele... Agora ela estava a salvo, como se nada pudesse tocá-los naquele mundo tão perigoso. Enquanto a língua dele deslizava sobre seu lábio superior, ela tremeu, o medo apertando seu coração. Quando ele começou a se afastar, os dedos dela se curvaram com força nos cabelos dele, segurando-o com ela.

Rony se inclinou, seus olhos preocupados perscrutando o rosto dela:

- O que foi?

Se sobressaltaram com a batida alta e impaciente na porta e, lançando-lhe um olhar rápido, Rony a agarrou pelos antebraços e a empurrou para trás de si antes de pegar sua capa e sacar sua varinha.

- Fique aí.

Hermione não se moveu, apesar de estar preparada e reunindo forças dentro de si, para o caso de precisar. Rony olhou pelas cortinas antes de ela ouvi-lo xingar, suspirar e, então, lançar-lhe um olhar antes de abrir a porta. A neve rodopiou, o ar gélido fez Hermione se abraçar enquanto Jorge entrava, seus olhos fixos nela antes de erguê-los para Rony, sua boca firme em uma linha de desaprovação. Hermione sentiu as bochechas esquentarem, apesar da imediata oscilação de temperatura no cômodo, mas Rony estacou, suas costas tensas enquanto seus olhos desafiavam Jorge.

- Estávamos procurando vocês. – Jorge disse em voz baixa, seu rosto rubro e seus olhos escuros. – Não quis dizer a ninguém, mas imaginei que estivessem aqui.

- Por quê? O que está havendo? – Rony perguntou, fechando a porta atrás de Jorge, para interromper os flocos de neve de invadirem o apartamento. Hermione umedeceu os lábios e fitou Jorge em expectativa.

Jorge correu a mão pelo rosto cansado antes de suspirar:

- Imelda e Harry estão no St. Mungos. – Ele lançou um olhar a Hermione, enquanto ela arquejava e cobria a boca com a palma da mão. – Foram atacados na Floresta Proibida. – Ele contou a Rony. – Foi muito grave, Rony.

Rony empalideceu consideravelmente, mas assentiu e pegou sua capa, suas mãos tremendo enquanto tentava abotoá-la.

- Te encontro lá, Jorge.

Hermione baixou olhar quando Jorge virou a cabeça para analisá-la. Ela suspirou lentamente quando ouviu o suave “pop” e, ao erguer o olhar, encontrou os olhos de Rony. De repente, ela se sentiu muito distante dele, apesar de ele estar parado ali, a poucos passos de distância. Ele franzia o cenho para ela, seus olhos nublados com uma emoção que ela não reconheceu. Sentindo um misto de ansiedade com pesar, ela o observou cruzar o cômodo e deslizar as mãos por seus cabelos, seus lábios roçando os dela.

- Isso não muda nada, Hermione. Vamos superar tudo isso, certo? Todos nós.

Ela engoliu em seco, respirando a essência dele, antes de ele se afastar e erguer a varinha:

- Vou me vestir e encontrar vocês lá. – Hermione disse a ele, erguendo uma mão para tocar-lhe a bochecha antes de ele assentir e ir embora.

****************

Rony se movia atordoado, seu corpo trabalhava com a descrença e a culpa. A Marca do Auror (1) estava tênue, mas estava lá. Ele não sentia as pontadas sob a pele que o intimavam ao Ministério... Ele estivera muito ocupado transando com Hermione para sentir qualquer coisa além do corpo dela. Talvez um lado egoísta e distorcido seu o fez ignorar a marca. Caralho. Ele queria socar alguma coisa... Qualquer coisa que aliviasse o arrependimento e a raiva.

Jorge não disse nada enquanto o conduzia pelos corredores barulhentos do Ministério. Rony sabia que seu irmão estava julgando-o, provavelmente até o culpava pelo que quer que tivesse acontecido com Harry e Imelda. Ele teria perguntado o que diabos eles estavam fazendo na Floresta Proibida... Ele teria perguntado se eles ainda estavam vivos... Mas estava com muito medo das respostas. Estava aterrorizado.

Ao virar o corredor, Rony localizou Sirius, parecendo pálido e sombrio enquanto andava de um lado para o outro, suas mãos cruzadas atrás das costas. Carlinhos e Tonks estavam sentados juntos, ambos quietos e parecendo tão horrorizados quanto Rony se sentia. Obviamente sentindo a presença de Rony, Sirius ergueu o olhar e parou de andar, seus olhos faiscando enquanto Rony se aproximava, seguido por Jorge.

- Onde eles estão? – Rony tentou, as palmas das mãos úmidas enquanto seu olhar dardejava para Carlinhos, que agora o analisava de perto, sua expressão impassível.

- Imelda vai ficar bem, ao menos é o que os Curandeiros dizem. – Carlinhos se levantou lentamente da cadeira. – Ainda estão cuidando dela...

- Merda. – Rony murmurou, pressionando as mãos nos olhos, que latejavam. Ele ia ficar doente. Respirando o cheiro fétido de hospital, Rony piscou através de sua visão embaçada e fitou Sirius. – E Harry?

- Ele está bem. Foi atingido por algumas maldições, mas nada sério. Está curando alguns ferimentos. – Sirius explicou, sua voz baixa enquanto seus olhos varriam o rosto de Rony. – Onde esteve? Por que diabos não respondeu quando foi intimado?

- Não importa agora. – Rony disse, sentindo muitos pares de olhos caírem sobre ele. – Só quero saber se todos estão bem.

- É importante! – Sirius bradou, provocando caos no corredor e fazendo enfermeiros e Curandeiros voltarem os olhos para eles. Sirius agarrou Rony pelo antebraço com firmeza, sacudindo-o. – Quando você sente a marca queimar em sua pele, não interessa o que está fazendo, se está jogando Quadribol, tomando banho, ou trepando com uma mulher, você pára e vem para onde quer que seja solicitado, entendido?

Os olhos de Rony faiscaram, e ele sentiu sua irritação explodir, mas ele a controlou, sabendo que era melhor não discutir com Sirius, especialmente com Harry ferido.

- Entendi. – Rony disse entre dentes, puxando seu braço do aperto de Sirius. – Apenas os dois foram feridos? E por que eles estavam na Floresta Proibida? Depois do que aconteceu com o Neville...

- Remo está com a McGonagall agora, tentando entender o que aconteceu. – Tonks explicou, levantando-se de sua cadeira e afastando lentamente Sirius de Rony. Seus olhos estavam azuis e solidários. – Supostamente houve alguma desordem na floresta. Harry recebeu uma coruja, pedindo por ajuda e ele levou Imelda e Terry com ele.

- Sozinhos? – Rony enterrou a mão nos cabelos, parando quando viu Tonks erguer o olhar brevemente. Ao olhar por sobre o ombro, ele viu Hermione se dirigindo até eles, seu cabelo preso no topo da cabeça e seu rosto cheio de preocupação. Engolindo em seco, Rony ignorou o olhar indagador de Jorge antes de voltar a olhar para Tonks. – O que aconteceu?

- Parece que foi uma armadilha. – Tonks disse, um pequeno suspiro lhe escapando dos lábios. – Harry é do tipo que age primeiro e pensa depois. Quem lhe enviou aquela coruja sabia que ele tentaria ajudar primeiro antes de fazer a coisa lógica e chamar Sirius ou a mim. Infelizmente, estavam certos.

Hermione parou ao lado de Rony, mal articulando uma sílaba antes que Jorge a tomasse pelo cotovelo e a levase para longe, sua voz baixa enquanto ele inclinava a cabeça para perto da dela. Rony observou-os por um momento antes de engolir em seco e fechar os olhos:

- O que aconteceu?

- Bem, recebemos um chamado de perigo de Harry. – Sirius disse, encostando-se na parede cinzenta, suas mãos enfiadas nos bolsos da calça jeans. Seus olhos estavam frios enquanto fitavam Rony. – Os Aurores em serviço chegaram, mas não puderam fazer muito. Quem os havia atacado desapareceu rapidamente. Apenas alguns aurores foram atingidos... Harry estava mais ou menos consciente considerando a porção de maldições que o atingiram antes dele pedir por ajuda.

- Isso não faz sentido. – Rony disse. – Se o queriam morto, por que simplesmente não o mataram ao invés de perder tempo o amaldiçoando?

- Pelo prazer nisso? – Tonks perguntou, esfregando as mãos pequenas no rosto.

- Mas eles tinham que saber que ele era um auror, e que ele tentaria pedir ajuda assim que pudesse. – Rony meneou a cabeça e começou a andar de um lado para outro. – E a Imelda?

- Eu diria que ela levou o maior impacto do ataque. – Sirius disse, sua voz baixando. – Mas Terry morreu... Foi assassinado antes que aparatássemos lá.

Rony parou abruptamente, sentindo a cor se esvair do rosto.

- Arthur foi para casa para buscar sua mãe. – Tonks disse com a voz fraquinha, tocando o ombro de Rony em conforto. – Imelda ficará bem, Rony. Tenho certeza que logo vão te deixar vê-la.

- Estou bem, caiam fora!

Todos se viraram para a voz furiosa ecoando da sala no fim do corredor. Rony capturou o olhar de Hermione enquanto ela erguia a cabeça para olhá-lo sombriamente. Harry apareceu no corredor um segundo depois, suas mãos descendo o zíper da blusa enquanto se desviava de uma enfermeira que protestava. Rony sentiu o estômago saltar ao ver o hematoma meio arroxeado, meio negro, circundando o olho direito de Harry e as manchas de sangue em sua blusa verde. Ele parecia esgotado, mas forte e determinado. Mais pálido que o cobertor de neve lá fora, Harry se movia depressa pelo corredor, sua mandíbula contraída enquanto os outros o cercavam, falando ao mesmo tempo, perguntando as mesmas coisas, protestando tanto quanto a enfermeira havia protestado. Ele os ignorou, desvencilhando-se de suas mãos até encarar Rony, seus olhos cheios de um desespero selvagem e pânico.

- Ela está bem?

- Quem?

- Gina! – Harry disse com exasperação antes de esfregar a testa. – Ela estava bem? Conjurou os feitiços protetores direito ao redor da casa? Tentei perguntar às enfermeiras se você estava aqui fora, mas elas não puderam me responder.

Rony sentia a cor se esvair de todo o seu corpo agora enquanto o chão parecia sumir sob seus pés. Fechando os olhos, ele quis se chutar, as ondas de náusea atravessando seu estômago ameaçadoramente. Harry o fitou, chocado a princípio, seus olhos arregalados e sua mão agarrando a manga da blusa de Rony.

- Você a checou, não é?

- Harry, eu... – Rony tentou se desculpar quando Harry gritou um palavrão que ecoou pelo corredor. – Espere, eu vou com você!

Mas Harry já tinha ido, quebrando as regras do Ministério de não aparatar num hospital.

- Aonde ele foi? – Sirius berrou, seus olhos escuros e acusadores enquanto caíam sobre Rony. – Ele enlouqueceu?

- Ele está bem. – Rony murmurou. Ele tombou contra a parede, desejando que pudesse voltar vinte minutos no tempo e se aconchegar ao lado de Hermione. – Ele precisava checar a Gina.

- Tenho certeza de que ela está bem. – Hermione disse, se movendo em direção a ele, até pousar uma mão em seu braço. – Ela tinha os feitiços de proteção do Gui ao redor da casa, lembra?

- Eu sei. – Rony disse, se sentindo miserável, querendo se desviar da culpa, por si mesmo e pelos outros. – Eu deveria ir com ele.

- Fique aqui. – Hermione ergueu a mão para tirar os cabelos do rosto dele, mas parou quando lembrou que os observavam. - Precisa esperar por notícias da Imelda.

Rony assentiu, encostando a cabeça na parede e fechando os olhos. Hermione tivera medo aquela manhã de que tudo não passasse de um sonho. Se isso fosse verdade, ele queria voltar a dormir... Porque parecia que ele havia acordado em um pesadelo.

****************

Harry estava desorientado. Sua cabeça e seu lábio latejavam. Mesmo com os óculos, sua visão parecia borrada. Ele tinha aparatado do St Mungos, não dando a mínima que era contra as regras do Ministério e do hospital, e terminou a muitos quintais de distância da sua casa e de Gina. Ele praguejou, usando sua varinha em movimentos velozes para desfazer os feitiços que cercavam seu caminho. Sentiu o corpo relaxar levemente agora que sabia que os feitiços de proteção haviam sido lançados. A última coisa que ele precisava era irromper pela casa como um louco e encontrá-la à beira da morte. Ele precisava saber que ela estava bem. E então ele precisava se desculpar por ter sido um completo idiota.

Recuando com a dor em seu tornozelo, Harry se apressou a subir o caminho de seixo até a porta da frente, onde ele girou a maçaneta, suspirando em frustração quando a encontrou trancada. Finalmente se lembrou do feitiço de destrancar e abriu caminho pela casa, imediatamente perscrutando a sala de estar.

- Gina?

Caralho, ela provavelmente estava dormindo.

Apesar de suas melhores intenções para se reassegurar, Harry se sentia frio por dentro, como se um Dementador estivesse por perto, sugando sua alma. Harry iluminou o ambiente com a varinha, descendo o corredor apertado para o quarto deles. Franziu o cenho quando encontrou a porta aberta e a cama vazia. Seu coração acelerou com a visão da caixa de jóias destroçada, e seu pomo de ouro aos seus pés, suas asas batendo inutilmente, além do fato de que as asas estavam quase arrancadas da pequena esfera dourada.

Ele fitou o pomo por um instante, o temor fluindo por ele, o suficiente para fazer a náusea subir para sua garganta. Ele tropeçou para fora do quarto, movendo sua varinha para todos os lados para iluminar os cantos escuros do corredor. Ele tinha que se mexer de qualquer forma. Tinha que encontrá-la, mas se sentia feito de chumbo. Mexa- se, ele disse a si mesmo, sua respiração fluindo com força dele, enquanto começava a abrir todas as portas da casa, o nome dela jorrando de seus lábios em um grito desesperado. A luz do banheiro estava acesa, a banheira cheia d’água. Os sapatos de Gina jaziam no chão.

Praguejando, Harry passou pela cozinha e imediatamente alcançou a porta dos fundos, entreaberta. Seu peito estava pesado enquanto a abria. Sua varinha vasculhou o chão quando sua mão se afastou da maçaneta, a palma coberta de sangue. Mas não era dele.

Escancarando a porta, Harry a chamou e correu para o jardim, ofegando com o ar frio. As árvores começavam a oscilar sobre ele e ele ignorou os flocos de neve que começavam a cair dos galhos. A neve esmagava sob suas botas enquanto ele procurava pela noite, tentando não gritar de frustração. Eles a tinham levado.

Harry escorregou perto de uma árvore, levando uma mão ao peito enquanto tentava clarear a visão. Não podia perdê-la. A violência começou a eclodir em sua alma, e ele trincou os dentes. Tinha que chamar Sirius.

Harry correu uma mão pelo rosto e começou a refazer seu caminho para casa quando a localizou. Ela estava de lado, de costas para ele, encolhida em posição fetal. Seu cabelo flamejante estava úmido, emaranhado com a neve. Harry a fitou por um breve momento, o choque pulsando em seu interior. Então seus pés estavam se movendo e ele nem sabia como.

- Gina. – Harry ofegou, caindo de joelhos na neve. – Acorde! – Suas mãos tremiam terrivelmente, mas ele agarrou seu braço e virou gentilmente. Os olhos dela estavam fechados com pequenos flocos de neve presos nos cílios. Estava pálida, seus lábios levemente entreabertos e roxos. O sangue estava estancado em seu rosto, encrustado no cabelo. A cicatriz em sua testa fez Harry encolher os dedos. Ele gritou, praguejou, mas Gina não acordou. Procurando seu pescoço rapidamente, ele praticamente chorou aos soluços quando encontrou uma fraca pulsação. Harry a ergueu no colo, tentando não pensar em como ela estava gelada, e partiu em disparada.

****************

Foi um caos quando Harry chegou no St. Mungos com Gina enrolada em uma coberta de lã e desmaiada contra seu peito. Todos pareceram pular das cadeiras quando ouviram os gritos de Harry, e Rony sentiu-se empalidecer enquanto seus pais e Sirius corriam por ele, seus gritos de alarme ecoando pelo corredor. Duas enfermeiras e um Curandeiro estavam abrindo caminho, suas expressões e vozes calmas e firmes.

- O que aconteceu?

- Onde a encontrou?

- Ela está viva?

A enfermeira teve dificuldade de tirar Gina dos braços de Harry enquanto ele estava ocupado demais gritando com todos. Rony virou-se para Hermione e a viu levar as mãos à boca e seus olhos arregalarem com as lágrimas. Ele quis ir até sua irmã. Para perguntar, para arrancar as respostas dos curandeiros. Mas ele não se moveu. Sentiu-se trespassado pela tristeza e pela culpa. Finalmente outro Curandeiro se aproximou e tentou tirar Gina dos braços de Harry. Estavam gritando ordens para várias enfermeiras enquanto a pegavam, desaparecendo em outra sala.

Harry tentou segui-los quando Sirius o agarrou pelo ombro e o reteve. Sua mãe agarrava-se às vestes de seu pai; os outros estavam cheios de preocupação e pânico.

Pânico. Rony sentiu o pânico o sacudindo quando Harry de repente pareceu empalidecer e se virar, caindo de joelhos como se tivesse adoecido. Sirius e uma enfermeira estavam ao seu lado em um instante, suas vozes tranqüilizadoras, a mão da enfermeira esfregando as costas de Harry em um gesto de conforto. Quando o ajudaram a levantar, a enfermeira o deixou com Sirius.

Hermione estava de repente ao lado de Rony, sua mão apertando a dele por um momento antes de soltá-la e, pelo que ele pôde ver, tentar manter a reserva. Eles precisavam ir até Harry, ajudá-lo e garantir-lhe que tudo ficaria bem. Ele os escutaria...

Harry empurrou Sirius violentamente, sentindo- se pesado enquanto olhava ao redor, seus olhos se fixando em Rony. Ele podia sentir a fúria e o ódio irradiando de seus olhos verdes e profundos. Rony deu um passo adiante e respirou profundamente:

- Harry.

Então Harry o atacou. Seu punho o acertou em cheio no queixo. Estrelas dançaram por trás das pálpebras de Rony e ele sentiu o chão frio e linóleo sob suas costas quando caiu. Rony não teve tempo de erguer as mãos em defesa porque Harry já estava se posicionando sobre ele, os punhos socando o rosto de Rony. Ele sentiu o sangue esguichar de seu nariz, mas não se atreveu a se mover. Certamente ele merecia cada osso quebrado, cada escoriação, cada hematoma... Ele merecia pior.

Harry estava gritando incoerentemente, ignorando os protestos de Hermione e dos outros antes de se debater contra as mãos de Sirius e Arthur quando eles começaram a separá-lo de Rony.

- Seu filho da mãe! – Harry tentava se libertar. Seu rosto estava rubro, seus dentes expostos e seus olhos faiscando raiva. – Seu filho da puta!

- Harry, calma! – Sirius disse, afastando-o mais alguns passos.

- Rony, você está bem? – Hermione sussurrou, se ajoelhando para ajudar Rony a se erguer. O sangue escorreu de seu nariz à boca, gotas caindo em sua blusa e no chão branco. As mãos dela eram delicadas enquanto o seguravam pelos braços.

- Harry. – Rony começou novamente, chocando-se com o bolo em sua garganta.

- Não fale comigo. – Harry gritou. Então parou, apontando o dedo para Rony em acusação, os olhos nublados com desprezo e determinação. – Se ela morrer, mato você. Eu juro!

- Harry – Sirius berrou, seu olhar se erguendo para o de Arthur. – Precisamos sedá-lo.

- Vocês não vão me sedar! – Harry berrou. Rony limpou o sangue do nariz, ignorando as inúteis tentativas de Hermione de ajudá-lo a estancar o sangue com a manga da própria blusa.

Molly estava pranteando baixinho, seu rosto enterrado num lenço. Tonks tinha um braço ao redor dela, em conforto, apesar de estar observando Harry e Rony com os olhos arregalados. Rony podia sentir todos o encarando, e apesar deles nem terem idéia do por que o Menino- Que- Sobreviveu enlouqueceu com seu melhor amigo, ele podia ver a suspeita em seus olhares.

Harry de repente se apoiou em Sirius, seus olhos fechados e o corpo mole. Arthur guardou a varinha, seus olhos cansados e cheios de tristeza:

- Harry poderia muito bem colocar as paredes do St Mungos abaixo se tivesse continuado. Ajude-me a colocá-lo na cadeira, Sirius.

- Rony, deixe-me ajudar você. – Hermine disse, sua voz calma apesar de suas bochechas úmidas.

- Não. – Rony disse irritado, afastando a mão dela. – Estou bem. Vá até o Harry, ele precisa de você mais do que eu.

Depois de cerca de vinte minutos de um silêncio tenso, além de Molly fungando, um homem de meia-idade com listras brancas em seu cabelo cinzento saiu para o corredor, espreitando muitos deles acima de seus óculos de meia-lua:

- Sr. Weasley?

Arthur, Carlinhos e Rony ergueram o olhar em expectativa. O Curandeiro suspirou e olhou para sua prancheta:

- Rony Weasley?

- Sou eu. – Rony se levou trêmulo da cadeira.

- A Srta. O’Leary acordou. Está perguntando por você.

- Oh. – Rony assentiu e enterrou a mão nos cabelos, não se atrevendo a olhar para Hermione, antes de seguir o Curandeiro pelo corredor. Tonks tinha tentado limpar o sangue em seu rosto e consertar seu nariz. Ele não quis a ajuda de um Curandeiro. Inferno, ele não quisera a ajuda de ninguém, mas Tonks tinha insistido, e a dor adoentava Rony, então, mesmo que relutante, ele a deixara ajudá-lo. Seu maxilar estava escoriado e ele o esfregou antes de seguir o Curandeiro até o quarto de Imelda.

Ela parecia estar tão mal quanto Rony. Seu cabelo estava jogado para trás de seu rosto pálido, um olho com um hematoma e o lábio inchado. Ela virou a cabeça e o olhou, esboçando um pequeno sorriso.

- Aí está você.

Rony respirou fundo e acenou com a cabeça para o Curandeiro, que fechou a porta sem ruído. Então ele sorriu fracamente e moveu-se para seu lado na cama:

- Você está bem?

- Melhor agora. – Imelda sussurrou, seu sorriso desaparecendo ao olhar para Rony. – Você está okay?

- Estou bem. – Ele engoliu em seco e estremeceu ao ver o hematoma amarelado no pescoço dela. – O que aconteceu, Mel?

- Não sei. – Ela fez uma careta e fechou os olhos, com a dor quando mudou de posição. – Fomos à Floresta Proibida checar um problema e fomos cercados por aquelas pessoas de vestes negras.

- Comensais da Morte?

- Talvez. – Imelda umedeceu o lábio superior, antes de suspirar. – Fui atingida e não me lembro de nada depois de cair no chão. – Ela fungou, levando a mão enfaixada à testa. – Me disseram que Terry foi assassinado.

Rony contraiu o maxilar, enfiando as mãos nos bolsos:

- É.

- E Harry? – Imelda perguntou, abrindo seus olhos brilhantes e olhando para Rony. – Ele está bem? E a Gina?

- Estão bem. – Rony suspirou, virando-se para puxar uma cadeira e sentando-se ao lado da cama de Imelda. Ele afundou no assento, descansando os cotovelos na beirada do colchão. – Parece que quem quer que os tenha atacado não sabia o que estava fazendo. Se queriam Harry morto, eles tiveram a chance e não a aproveitaram. Não entendo.

Imelda ficou em silêncio enquanto encarava o vazio, seus olhos vidrados. Rony franziu o cenho e se inclinou, seus dedos roçando a mão dela antes de afastá-los.

- Sinto muito por não estar lá para ajudar vocês.

Ela piscou e voltou-se para Rony, de repente sorrindo o máximo que seu lábio machucado permitia:

- Você não tinha como saber, Rony. Sinto muito por ter brigado com você antes disso tudo acontecer. Se eles tivessem ido atrás de você também, eu não saberia o que fazer.

Rony franziu as sobrancelhas, sentindo- se enjoado quando olhou para as mãos feridas dela.

- Eu te amo tanto. – Ela sussurrou, se inclinando e entrelaçando os dedos aos dele. Rony fitou suas mãos unidas, pensando no que diabos estava fazendo. Ele não podia terminar com ela enquanto ela estivesse convalescendo em uma cama de hospital! Que tipo de filho da puta insensível ele era? Imelda não tinha feito nada de errado. O único erro dela era não ser Hermione.

- Diga que me ama, Rony. – Imelda suspirou, seus olhos pesados.

Suspirando, Rony levou a mão dela aos lábios. Ele beijou a palma gentilmente, sentindo-se resignado e arrependido:

- Eu te amo, Mel. Mas você precisa descansar. Deveria dormir. Encontraremos quem fez isso.

- Eles capturaram alguém? – Imelda perguntou, seus olhos esperançosos.

- Não sei. – Rony respondeu. – Foi uma noite longa. Vou perguntar os detalhes ao Sirius depois. Durma.

- Não me deixe. – Imelda implorou, apertando a mão de Rony. – Não quero ficar sozinha.

Rony engoliu em seco, querendo checar Gina e Harry. Mas ela deslizou o polegar pelos nós de seus dedos, parecendo tão desesperada que Rony assentiu, incapaz de negar qualquer coisa. Ele esperou por cerca de uma hora em seu quarto até que ela dormisse. Então ele hesitou, antes de tirar sua mão do aperto de Imelda, reclinando-se na cadeira e esfregando as mãos no rosto. A noite tinha sido um completo pesadelo. E ele poderia ter evitado. Por que ele teve que ler aquelas cartas? Por que tinha que querer tanto Hermione? Era uma questão de orgulho? Tê-la, exigí-la e mostrar- lhe que ela ainda o desejava também?

- Merda. – Rony sussurrou, finalmente encontrando forças para se levantar, apesar da dor em seu corpo por causa das pancadas de Harry. Ele amava Hermione. Simples assim. Mas também era óbvio o quão destrutivos eles eram, o quão descuidados com os sentimentos das outras pessoas. Até que ele ajudasse a capturar o filho da puta que tinha feito aquilo com Imelda e com os outros, ele não poderia abandonar nada nem ninguém. Hermione ia ser sua queda se ele continuasse a ser guiado por seus sentimentos.

Correndo os dedos pelos cabelos bagunçados, Rony deixou o quarto, fechando a porta sem ruído. Ele caminhou devagar pelo corredor até a sala de espera, sentindo-se doente. Como ele poderia abandonar Hermione? Ela era sua vida. Ele não poderia perdê-la novamente... Então ele não teria nem seria nada. Sem propósito. Ele só podia esperar que ela entendesse.

Rony a encontrou sentada sozinha, suas mãos unidas no colo, seu cabelo vibrante amarrado em um cuidadoso rabo- de- cavalo. Seus olhos estavam inchados e vermelhos, como se ela tivesse chorado muito. Sentindo sua resolução começar a desmoronar, Rony fechou os olhos e imaginou o rosto de Harry quando lhe tiraram Gina dos braços.

- Rony.

Ao erguer os olhos cansados, ele viu Hermione se levantar, franzindo a testa enquanto desamassava sua blusa e o observava. Merlin, ela era linda.

- Onde está todo mundo? – Rony perguntou exausto.

- Seu pai levou sua mãe para casa para dormir um pouco... Ela estava exausta. – Hermione suspirou, esfregando os olhos. – Remo apareceu para conversar um pouco com o Sirius, antes de ir embora com Tonks. Harry está com a Gina...

- Como ela está?

- Ainda inconsciente. – Hermione parou, uma onda de lágrimas inundando seus olhos. Rony a observou, enfiando suas mãos trêmulas nos bolsos ao ver sua expressão dolorosa. Ele se preparou para o pior.

- O que aconteceu?

- Ela foi amaldiçoada muito seriamente...

- Oh, Deus. – Rony murmurou, sua cabeça de repente latejando. – Ela vai ficar bem?

Hermione correu uma mão pelo cabelo antes de suspirar profundamente e aproximar-se de Rony. Ela envolveu sua cintura com os braços e o apertou, esfregando a bochecha contra o tecido macio de sua blusa:

- Disseram a Harry que ela deveria ficar bem. Deveria. – Rony podia sentí-la menear a cabeça. – Harry começou a se enfurecer de novo e então lhe disseram que Gina quase perdeu o bebê. (2)

- Bebê? – Rony ficou tenso, afastando Hermione lentamente para poder fitá-la. – Bebê?

- Ela está grávida. – Hermione disse. – Harry não sabia. Ele só... Ficou lá. Impassível. Não disse uma palavra. Nunca o vi tão inexpressivo.

- Provavelmente está em choque. – Rony explicou, sentindo uma pontada gélida de dor. – Talvez eu devesse vê-lo.

- Não. – Hermione disse rapidamente, posicionando uma mão em seu braço. – Seria melhor deixá-lo por enquanto. Ele precisa se recuperar e pensar antes de ver alguém. Por favor, Rony.

Ele concordou com cabeça, ofegando quando ela deslizou os dedos por seu maxilar:

- Como está a Imelda?

- Vai ficar bem. – Rony disse, dando um passo cauteloso para longe de Hermone. Hermione o olhou confusa antes de franzir o cenho e cruzar os braços ao redor do peito dele. Ela ergueu o queixo e ele viu pânico em seus olhos.

- O que foi, Rony?

- Eu só... - Caralho. – Eu baixei a guarda com você esta noite. E olha o que aconteceu.

- Está dizendo que a culpa é minha? - Hermione arregalou os olhos em descrença.

- Não! – Rony sacudiu a cabeça rapidamente, querendo alcançá-la, mas sabendo que não podia. - Não, é minha culpa.

- Não é!

- Cristo, Hermione, por favor, não torne mais difícil... - Rony enterrou as mãos no rosto e se afastou, tentando se recompor. Ele esperou momentos tensos antes de erguer o olhar para o dela. Ela deu um passo para longe dele, a dor gravada em sua expressão. – Não posso... Quero dizer, até ela se recuperar. Até isso acabar...

- Você vai ficar com ela. – Hermione afirmou antes de se afastar mais.

- Eu tenho que ficar. É minha culpa ela estar aqui. Se eu tivesse sido honesto comigo mesmo desde o começo, nada disso teria acontecido. – Rony deixou seus braços penderem. Ele prendeu a emoção que crescia dentro dele. – Ela precisa de mim, Hermione.

Hermione meneou a cabeça, parecendo ferida antes de sua voz sair quebrada em um sussurro:

- Também preciso de você.

O coração dele se despedaçou. O que ele poderia dizer a ela? Era o que precisava ser feito. Pelo menos uma vez, Rony fazia algo honrado. Ele esperou um momento para falar, tentando controlar a voz antes de limpar sua expressão de qualquer emoção.

- Não precisou de mim por dois anos. – Rony sussurrou, cerrando os punhos quando ela recuou. – Eu amo você, Hermione.

- Você disse que nada mudaria entre nós. – Hermione lhe lembrou, o tom de sua voz irritado apesar das lágrimas em seus olhos. – O que aconteceu com Imelda para de repente você decidir que queria ficar com ela?

- Ela está numa cama de hospital por minha culpa! – Rony lamentou, seu rosto ficando rubro com a raiva. – Você é tão sem coração para querer que eu termine com ela enquanto ela está convalescendo?

- Não é o que estou dizendo! – Hermione soltou um gemido frustrado, fechando os olhos e respirando fundo. – Você lhe disse que a amava? Que estará lá para ela?

Rony parou:

- Não vejo no que isso tem a ver...

Ela riu, mas sem humor. Seus braços penderam para os lados enquanto lhe dava as costas e o olhava por sobre o ombro:

- Você disse que a amava, Rony?

- Hermione...

- Então, o que pretende fazer? Mimá-la e beijá-la até ela se sentir melhor e então despedaçar o coração dela e abandoná-la por mim? – Hermione se virou e tirou sua capa da cadeira. Rony sentiu o pânico crescer em seu interior enquanto ela enfiava os braços na capa, evitando olhar para ele.

Rony a agarrou pelo braço antes que ela pudesse partir:

- Hermione, eu preciso que entenda o motivo de eu estar fazendo isso. É muito pedir que espere por mim enquanto tento fazer a coisa certa pelo menos dessa vez?

- Claro, Rony. Vou lhe dar a mesma compreensão que me deu quando eu queria ir para Roma. – Hermione disse ríspida. – Vou esperar por você tanto quanto esperou por mim.

- Maldição, não é justo!

Ela o fitou por um momento, seu peito pesado sob a raiva. Finalmente ela piscou e baixou os olhos, suas bochechas não tão coradas enquanto ela se desvencilhava dele e esfregava a testa, suspirando:

- Tem razão. Não é justo. Vou esperar por você porque te amo. – Ela disse baixinho, resignada. Ela respirou lentamente e ergueu o olhar. – Mas não posso me aproximar de você enquanto estiver com ela, e não posso esperar para sempre. Você se sente tão culpado que não consegue enxergar claramente. E não vou ficar por perto para te ver fingindo amor por alguém só porque acha que é a coisa certa a fazer. Porque não é, Rony. Você está fazendo o pior para todos.

Suas palavras pareceram sensibilizá-lo. Talvez ele não estivesse vendo claramente, mas ele não podia deixar Imelda sozinha, não agora. Com um aceno, Rony ergueu a mão para lhe acariciar a bochecha, mas ela o impediu, sua expressão entre a dor e o desprezo.

- Isso siginifica que não pode me tocar...

- Certo, desculpe. - Oh, mas ele queria tanto tocá-la! – Eu te amo, Hermione.

- Adeus, Rony.

Rony enfiou as mãos nos bolsos, fechando os olhos quando ela passou por ele, seus sapatos batendo afiados no chão. Quando os passos dela desapareceram, Rony sentiu uma dor aguda dentro de si, fazendo- o soltar uma respiração trêmula. Ao abrir os olhos, sentiu sua garganta fechar com a emoção enquanto tentava encontrá-la, partindo e levando um pedaço dele consigo, um pedaço que ele jamais teria de volta.

****************

1. Lembram do que a Tonks fez com os meninos num dos primeiros capítulos? Ela tinha gravado alguma coisa nos braços deles, mas não tinha sido revelada. Bem, ela fez a Marca dos Aurores neles, um tipo de Marca Negra. Para quem tinha ficado curioso ou ficou boiando nessa parte do capítulo, aí está a explicação. Ah, eu não faço a mínima idéia de como é a Marca do Auror. Na fic, não dá pra saber, mas vou pensar em algo. Se tiverem sugestões, elas serão muito bem vindas.

2. Na história original, a Gina perdia o bebê. Mas eu resolvi salvar o bebê (pelo menos por enquanto) por dois motivos: primeiro, porque não queria que vocês me azarassem; e segundo porque não iria interferir na história.

N/A: Gente, minha internet está péssima (quem mandou ter Speedy, né?) e não consegui pegar todos os comentários para responder, mas só queria dizer que adoro essa interação que há entre os leitores. Adoro ler cada comentário, principalmente acompanhar o chat de vocês. Por mim, vocês podem trocar idéias o quanto quiserem, desde que continuem se tratando com respeito. No próximo capítulo, posto as respostas de todos os comentários.

Nossa, estou tomando coca-cola demais. Estou tendo alucinações, porque podia jurar que a Flavia comentou...


Beijos! *Aparatei*


N/B Tina Weasley Potter!: PUTA QUE PARIU,MEUS BUTIÁS CAIRAM DOS BOLSOS, ME SOCORRE, CHAMA A SAMU E PEDE PARA ELES ME ATENDEREM E ATENDEREM O Rony!!!!! Meu merlin santissimo, ok, ok O Ron não podia saber o que iria acontecer, mas cada soco que o Harry deu nele foi bem dado... DA-LHE HARRY , pela madrugada, ele foi irresponsavél, não foi olhar a Gina antes de ir comer a Mione, e não atendeu ao chamado quando a marca auror ardeu.. tudo bem que o caralho dele estava ardendo na hora, mas a vida de pessoas estavam em jogo. Longe de mim criticar as Ncs que renderam um N/B gigante no cap passado, mas a Gina quase morreu, poderia ter perdido o bebe, o Harry quase morreu também, e a Imelda.... bem essa poderia ter morrido, porque ela é ruim, eu sinto nos meus ossos do que ela é capaz, e ela deixou escapar "– Como a Gina está?" Como ela poderia saber que a Gina não estava bem se elas foram atacadas no mesmo horario? Como ela poderia saber se estava sendo atendida no hospital? Hein? Essas perguntas vão ter que ser respondidas, e o Ron como estava com a cabeça cheia de culpa não percebeu esses miseros detalhes... coitado... Amei o "Adeus Rony!" Que a Mione deu para ele, ele não pode ficar fazendo isso mesmo, tem é que mandar a Imerda para o inferno e ficar com a Mione de vez. E falando do Harry e da Gininha, putz coitado do moreno de orbes verdes, a aflição dele, me emocionei quando ele chorou até soluçar quando encontrou o pulso da ruiva, tadinho viu... ele é persistente e apaixonado, ele é um fofo, correu atrás e se não fosse ele a ruiva teria morrido pelas maldições e por hiportemia...CAROL, CAP MAIS DO QUE PERFEITO, UHUUUUUU LINDO.

E eu queria mandar beijos especiais as pessoas queridas que utilizaram meu n/b do cap passado, porque acharam que ele cabia bem as funções desempenhadas pelo Ron e pela Mione: beijos pedrão, rejinha, Mica, Pam Potter e Oraculo....

Grande quebra costelas a todos, comentem e deixem a Carol bem feliz, assim ela traduz tri rápido... E a Mistérios está com cap quase atualizado, passem lá... beijos Fui!!!!!













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